História Mudança de Planos - Capítulo 14


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Incesto, Romance, Yaoi
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Palavras 2.598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Meu Deus me desculpem mesmo pela demora...
Serio mesmo
É que eu tava meio que em um conflito interno, tava bem confusa, mas agora tá tudo de boa :3
NÃO, ESTÁ HISTÓRIA NÃO FOI ABANDONADA, VOU CONTINUAR A POSTAR!!!

Capítulo 14 - A Dor de Uma Pessoa Inocente


O quarto ainda estava escuro, pouca luz entrava pela janela que estava a ser tampada por metade da cortina, Bruna quase sufocava-me com mais de um dos seus "abraços" a meio da quase manhã. Tentando-me libertar de seus braços que faziam-me chegar desnecessariamente perto dela, a qual dormia com demasiada tranquilidade para meu gosto, consegui depois de muito esforço me desgrudar dela. Peguei meu celular que estava em seu criado-mudo e observei que havia mais mensagens do que o comum, muitas eram de Rony em si.

Apenas uma que me chamou a atenção por ser de um número desconhecido. Por favor, venha me buscar, traga dinheiro. Muito dinheiro.

O que é isso? Algum tipo de resgate? Perguntei quem era e sai do aplicativo esperando algum tipo de resposta, que pensei que iria tardar, mas logo depois que sai do chat, veio uma resposta. É a Lily, por favor me ajude, preciso de dinheiro. Venha me buscar.

Agora comecei a ficar realmente preocupado, se fosse alguma pegadinha, seria algo de muito mal gosto, mas pelo menos ficaria tudo bem caso eu a visse, já estava suando frio então resolvi perguntar se estava com a sua avó e se não, onde estava, logo depois outra resposta súbita; Não conte nada a minha vó! Preciso que venha me buscar neste lugar. Em seguida recebi um endereço marcado, deixei Bruna dormindo despreocupadamente deixando pra trás um bilhete que talvez eu tenha encontrado a Lily.

Peguei minhas coisas e desci as escadas de qualquer jeito até mesmo tropeçando nos próprios pés de vez em quando. Correndo apressadamente, voltei a minha casa, para ter que acordar Rony que fez um escândalo quando me viu, dizendo que estavas com saudades, para enfim eu ter que falar para ele vestir alguma coisa, lhe contei o que havia acontecido e lhe mostrei o endereço que me enviaram dizendo ser da Lily, ele olhou de soslaio para o ecrã que lhe indicava o caminho e suspirou.

- Duvido que esteja, provavelmente estão fazendo uma pegadinha com a sua cara. - Falou para logo depois bocejar e se deitar novamente, sem paciência subi em cima dele e lhe bati no ombro.

- Por que achas isso? Mau olhou para o lugar e já diz isso, para de ter esses ciúmes por ela! Mesmo que seja pegadinha precisamos ir atrás, ela está desaparecida, qualquer pista já seria de grande ajuda. - Rony pareceu surpreso comigo, por demonstrar me importar tanto com ela.

Mas na verdade até eu me surpreendi, não esperava que me sentisse tão culpado, mas estava, pois ela tinha sumido assim que saiu de minha casa e ela só havia saído sozinha por minha culpa, não deveria ter feito aquilo, mesmo que fosse uma brincadeira, havia feito errado e queria consertar.

- David... ela não está neste lugar, confie em mim. - Afirmou invertendo as posições e ficando por cima de mim.

- Como pode ter tanta certeza?! - Acusei em debatendo.

- Pois... este bairro é um dos mais pesados, não parece ser o tipo de lugar que ela frequenta, lá só tem de prostitutas a traficantes, não é possível que esteja lá. Por isso falo que deve ser uma pegadinha. - Disse me um tom de voz mais alto e se viu espantado por continuar a insistir no assunto, falando para me levar até lá, pois era muito longe para ir a pé. - Não vou levar-lhe a um lugar como este, iremos de carro e muito provavelmente voltaremos só com as rodas se tivemos sorte. - Ironizou.

- Então eu vou sozinho! - Alertei tirando suas mãos de mim e indo até a porta. - Fique sabendo que se algo acontecer a mim, a culpa será sua! - E assim que sai do quarto fechei a porta com força, que logo me arrependi por receber um insulto da minha mãe.

Mandei mais uma mensagem naquele número desconhecido dizendo que já estava por ir. Se fosse uma pegadinha só iria gastar dinheiro e possivelmente ser roubado, mas se fosse verdade... o que estaria a fazer Lily num lugar daqueles? 

Abri com cuidado o quarto dos meus pais, lembrava-me bem que disse para trazer muito dinheiro, mas qual seria a quantia correta? Também não poderia extrapolar, pois se não meus pais iriam notar, acabei por pegar o que achei razoável e mais algo para a passagem que haveria de pagar para o transporte público que iria ter que pegar graças ao babaca do meu irmão que não quis me dar uma carona por medo do que poderia acontecer.

Guardei o dinheiro em partes diferentes da roupa, pois se iria ser roubado, não levariam tudo, apenas metade, isso já significaria muito, tendo em conta que estava a ir em um lugar que até mesmo a polícia, normalmente, evitava ir a qualquer custo. Peguei o primeiro ônibus que vi parecer ir na mesma direção que precisava e me sentei em um banco qualquer, visto que estava de manhã e nem havia muita gente despertada. Quando vi as casas diminuírem de tamanho, homens a fumar ou cheirar, mulheres nas esquinas ou grávidas e crianças na rua brincando, quase fiquei chocado, pois pensei que Rony estava a exagerar, mas o lugar era pior do que havia imaginado, estava prestas a descer faltava apenas mais um ponto. O cheiro era desagradável a certa medida e  ouvi a mulher sentada a um banco atrás do meu reclamar do mesmo motivo e dizer que estavam a fumar demasiada maconha mesmo de manhã. Assim que desci tive medo de pegar novamente o meu celular e ser roubado, então apenas fiquei olhando ao redor, uma criança com um sorriso tanto travesso se aproximou e me olhou.

-  Ei tio... você não é daqui, né? - Perguntou ele, me olhando, parecendo analisar-me, a criança não deveria ter mais que onze anos, tinha olhos castanhos vividos, pele clara e um cabelo encaracolado, seus amigos a distancia pareciam rir de nós, ou de mim, mas decidi não dar importância

- Não... quer dizer sim, sim eu sou daqui, vim visitar uma amiga minha que mora por perto. - Corrigi, saber que não era daquele lugar não era informação que deveria falar pelos cotovelos para todos.

- Claro, mas então, onde ela mora? Parece estar perdido. 

- E estás correto, não faço a miníma ideia de onde estou, sabes me indicar o caminho?

- Tio por aqui, eu que mando, todo mundo me conhece nessas quebradas, mas se eu fosse tu ficava esperto, se demonstrar ser tão playboyzinho não vai durar por aqui não. - Acabei rindo pelo jeito um tanto peculiar que falava. - Tenho cara de palhaço pra tá rindo de mim agora? - Perguntou nervoso.

- Claro que não... - Recuperei o fôlego e lhe disse o caminho, ele fez um ar pensativo e chamou um de seus amigos que veio parecendo divertir-se da situação.

- Qualé Pedrinho, tá falando com o tiozão ai pra quê? - Perguntou o seu amigo de pele um pouco mais morena, com uma cabelo também encaracolado e olhos negros.

- Ele disse que precisa de ir naquele lugar... não acho uma boa ideia eu ir, como seu tio é o braço direito de lá pensei que poderia ajudar esse playboy.

- Ah... é pode ser, fica ai então com a galera eu levo o branquelo pra lá.

- Parem de me chamar de tio, playboy, tiozão e branquelo. Eu tenho nome sabiam? - Falei intervindo e chamando a atenção deles que riram.

- Ah lá o cara, beleza então, meu nome é Pedro, pode me chamar de Pedrinho. - Cumprimentou aquele com uma pele mais clara.

- Eu sou João, mas pode me chamar de Jão se tu quiser. - Ele virou pra trás olhando pros amigos e falou. - Aquele ruivinho é conhecido como Ferrugem e o de cabelo castanho como Meleca. - Os dois riram Pedro decidiu voltar aos seus amigos e deixar apenas eu e meu guia.

- Faz muito tempo que moram aqui? - Perguntei o seguindo.

- Dês de que nascemos. 

- Sempre foram tão amigos assim? 

- Mano, aqui nas quebrada, todo mundo conhece todo mundo, todo mundo é amigo de todo mundo, tirando os tiros que tem aqui as vezes tudo fica em paz. 

- Já pensaram em sair daqui?

- Quero sair daqui não, eu nasci aqui e vou morrer aqui. - Falou parecendo estar até mesmo orgulhoso, mas não havia motivos para não estar, tinha amigos verdadeiros que poderia levar pro resto da vida e apesar do ambiente não ser o melhor de todos, tinha uma casa pra morar com o conforto básico, era uma vida simples? Por suposto que era, mas isso não significava nada, pois apesar disso deixava transparecer facilmente o quanto estava feliz naquele lugar.

- Já estamos chegando?

- Hum... sim, é aqui. - Apontou para um bar, que para aquele local me surpreendeu por ser bem chique, havia até mesmo ar interno. - Meu tio é meio que dono desse lugar. - Falou sorridente e empurrou a porta de vidro com um pouco de dificuldade para entrarmos e vermos que não havia ninguém ainda. - Fala tio!

- Oi meu jovem, a quanto tempo. Quem é esse ai? - Perguntou apontando pra mim e mostrando o quanto a minha presença não lhe agradava.

- Um branquelo que encontrei na rua. Bem agora que eu já te trouxa aqui, vou indo. - O menino despediu-se de mim e o homem e antes que saísse lhe dei um pouco de dinheiro agradecendo-lhe pela a ajuda e falando para repartir com seus outros amigos e comprarem alguma coisa que achem divertida.

- E então o que você quer aqui? Vai falando antes que fique sem paciência e lhe expulse. - Ameaçou.

- Estou em busca de uma amiga minha, disseram-me que a encontraria aqui.

- Olha só, olhando pra você dá pra notar que ninguém da sua laia vem aqui e se eu descobrir que fizestes mal a alguma daquelas crianças, arranco-lhe os olhos da cara.

- Eu não fiz nada! E só basta ver se alguém com o nome Lily veio aqui neste bar! - Ao ouvir o nome dela pareceu se surpreender.

- Lily? Então é amiguinho dela né?... vem aqui, ela tá nos fundos. - Havia uma porta que dava aos fundos e assim que o senhor a abriu para mim, percebi que o ambiente havia mudado por completo, paredes revestida de veludo roxo e luzes estavam espalhadas pelo local que era fechado deixando o ar um tanto abafado, homens aplaudiam a mulher dançando no palco principal quase totalmente despida, alguns colocavam dinheiro em sua calcinha, outras mulheres com roupas diferentes mas deixando quase todo o seu corpo á mostra, passavam servindo bebidas aos clientes que ficavam ali.

Recebi alguns olhares e um homem apertou a minha bunda e tentei com todas as forças não lhe desferir um soco, perguntei a algumas das dançarinas se conheciam uma menina chamada Lily e muitas riam ou me olhavam com nojo. Apenas uma me indicou um caminho e fui andando na direção em uma sala com porta vermelha. A abri e assim que vi o cenário que se mostrava a minha frente entrei em choque. Lily estava no chão, ferida e em sua frente um outro homem que gritava com ela que se contorcia no chão com as mão na cabeça tentando se proteger. De imediato fui ao seu encontro e falei para aquele homem para e que iria chamar a polícia o que só rendeu algumas risadas sarcásticas da parte dele.

- Lhe paguei para me trazer mercadoria de verdade e não me trouxe nada, ainda me disse que já havia gastado o dinheiro e me trouxe só metade do combinado? Você tá brincando comigo vadia?

- Eu... - Tentou se explicar, mas sua voz falhou, não havia entendido o que tinha acontecido mas entendi o mais importante; ele queria algo que ela não tinha, então veio pedir o reembolso que também não veio.

- Eu trouxe o dinheiro! - Anunciei. - Estava comigo! Ela deveria ter pegado comigo hoje, mas esquece-me de vir mais cedo, desculpe. - Blefei, mas pareceu convence-lo.

- Melhor mesmo, onde está minha grana então? - Perguntou ainda frustrado, peguei no meu bolso de trás e da frente algo que pensei ser o suficiente, mas fiquei surpreso ao vê-lo reclamar que ainda estava faltando e lhe dei todo o dinheiro até que nervoso reclamou mais um pouco antes de sair e dizer que nunca mais faria negócios com ela.

Com minha ajuda, Lily se levantou e saímos de lá, mas ainda recebemos uns olhares curiosos e alguns risinhos das dançarinas, abrimos a porta e vi como a luz do local a incomodou e lhe cobri um pouco com o meu casaco.

- Liy não posso mais aturar isso, é mais um freguês que impulsas desculpa mas...

- Não tem problema. - Falou com a voz rouca. - Não estava programando voltar mais aqui. - Vi o sorriso triste que o senhor deu a ela, vi-o abrir o caixa e pegar uma certa quantia e dar na mão de Lily que aceitou. - Obrigada...

- Queria ter ajudado mais. - Deu-lhe um beijo na testa dela e se afastou. - Espero que não voltes aqui de novo, apenas se for tomar algum chá ou café.

- Apesar de querer ver-lhe de novo, espero o mesmo. - Os dois sorriram e a apoiei para sairmos daquele lugar pouco agradável. 

- Vamos a sua casa, preciso perguntar-lhe algumas coisas, começando por isto. - Apontei ao redor a vi sorrir e concordar com a cabeça, começando a mostrar-me o caminho de sua casa sem dizer uma palavra.

Assim como outras que havia visto era inteiramente feita de tijolos do lado de fora, uma porta simples e algumas janelas com grades, entramos e a vi debruçar-se sobre o sofá velho que rangeu contra o chão. A sua frente estava uma simples mesinha de centro enfeitada por uma flor em um jarro e por baixo se cobria com um pano branco de renda, a casa era por dentro pintada de um beje desbotado. A sala era no mesmo comodo da cozinha, que havia uma pequena geladeira e um pequeno fogão, não havia mesa, avistei duas portas que provavelmente era o quarto dela e seu banheiro. Sentei-me no chão, pois queria deixa-la se confortar no sofá, observando a pequena TV que havia ali, uma antena com um pequeno pedaço de palha de aço preso.

- Então podes explicar-me, por que lhe encontrei em um lugar daqueles?

- A minha avó... está gravemente doente, mas tudo é muito caro e minha família não quer pagar, então convenci a minha mãe para... - Fez uma pequena pausa para pegar ar e ficou calada por um tempo, depois continuou a dizer; - Para emancipar-me, então mudei-me para cá para cuidar da minha avó, mas não havia dinheiro, tentei arranjar dinheiro com trabalhos de meio-período mas nunca bastava, então conheci uns caras que vendiam... não quero falar sobre isso.

- Por que? - Perguntei um tanto curioso.

- Não quero lhe envolver nos meus problemas.

- Isso só me deixa mais triste, saber que não confias em mim para saber de coisas como essas. Não guarde está dor só pra si, preciso saber se posso lhe ajudar de alguma forma. - Recebi um olhar triste e vi como ela concordava com a cabeça novamente.

- Eu comecei a vender drogas... - Não pôde evitar de demonstrar o quanto estava surpreso com aquilo que tinha dito.


Notas Finais


Gostaram??? Gente eu não sei se ficou bom, pq é a primeira vez que escrevo sobre isso (drogas) :3
Então eu preciso mesmo saber se ficou bom :v
Kissus de morango :*


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