História Mudanças - primeira e segunda temporada - Capítulo 36


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Categorias Steven Universe
Personagens Alexandrite, Ametista, Connie, Garnet, Greg Universo, Jasper, Lápis Lazuli, Leão, Opal, Peridot, Pérola, Personagens Originais, Rose Quartzo, Rubi, Safira, Steven Quartzo Universo, Stevonnie
Tags Ametista, Connie, Diamante Amarelo, Garnet, Jasper, Pearlmethyst, Perola, Rubapphire, Rubi, Safira, Steven Quarzo Universo, Stevoonie
Visualizações 63
Palavras 2.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 36 - Corrupção?


Fanfic / Fanfiction Mudanças - primeira e segunda temporada - Capítulo 36 - Corrupção?

Ametista já esbanjava seus nove meses exatos, mas geralmente o nascimento não ocorre exatamente nos nove meses contados, por isso, ainda tinha mais alguns dias ou pouquíssimas semanas para aproveitar a gravidez.

No andar de cima, fizeram uma pequena adaptação. A cama de Rosalie virou uma beliche, mas na cama de baixo, envés de um colchão, havia um berço interligado a cama de cima e Rosalie ficou na cama de cima, mas com um colchão normal.

Era mais um dia comum, onde coisas comuns, do ponto de vista dos moradores do templo, aconteciam. Steven, Connie, Esme e Jamie agora participavam das missões, junto a Garnet. Rosalie já esbanjava querer aprender esgrima e treinar pra ser uma espadachim. Não faltava a nenhum treino dado por Pérola aos "adolescentes". Ficava encantada com a graciosidade e precisão natural, de uma verdadeira samurai, que sua mãe biológica demonstrava ser ao manusear com destreza a espada. E ficava encantada com as histórias bélicas que Pérola tinha vivenciado, que, no final, ensinavam sempre uma lição importante. Mas Pérola sempre enfatizava que guerra e briga nunca foram bons e se isso acontecia era por que havia questões bem mais sérias envolvidas por trás.

Steven:
- Vocês estão demorando muito! Aquelas fusões experimentais não vão poofar-se sozinhas. - Fala, impaciente no transportador.  - Cadê a Esme?

Connie:
- Tá chegando, eu acho.

Garnet:
- Se ela não se apressar, vai perder a primeira missão dela.

Jamie:
- Mas ela não vai perder, vai?

Garnet:
- Não, ela vai chegar daqui a pouco. - Caminha até o transportador.

Ninguém sabia disso, mas Jamie tinha uma paixão "platônica" por Esme. Desde que a viu pela primeira vez, quando chegou na Terra, ele sentiu-se estranhamente nervoso e sentiu seu estômago revirar. Na época, ele tinha somente doze anos e ela quatorze anos. Jamie nunca tinha se apaixonado por ninguém até aquele dia, mas Esme mudou essa realidade. Ele achava ridículo ter sentimentos por alguém que acabou de conhecer e que achava que só estava feliz em ter a possibilidade de fazer novas amizades, mas estava errado. Sim, eles se aproximaram, só que como amizade, mas para Jamie não era só amizade. E aos dezesseis anos, percebeu que lutar contra aquilo seria fútil e que apenas o tempo podia resolver isso. Mas parte dele se sentia um pouco triste, pois sabia que ela nunca sentiria o mesmo. Pelo menos era o que ele achava, só que, novamente, estava errado.

De repente, Esme entra na casa de Steven.

Esme:
- Licença! Ai, cheguei! Cheguei! Não me batam, por favor. - Fala ofegante. - Me atrasei um pouco. Desculpem.

Steven:
- Oi, Esme. - Fala simpático.

Esme:
- Oi, pra todo mundo.

Daí, todos escutam um grito constante de longe, que parecia se aproximar cada vez mais.

Connie:
- Que barulho é esse? - Olha em volta.

Rosalie:
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh! - A menina entra correndo mais rápido que a velocidade da luz no templo, ignorando quem estava ao redor e quando ia entrando no quarto de Pérola, Garnet a pega nos braços de surpresa.

Garnet:
- Olá, Rosalie.

Rosalie:
- Tia Garnet! Me esconde! Eu e o Leão estamos brincando de pega-pega e ele vai ganhar se eu não correr! - Fala duma vez.

Steven:
- Wow, wow, wow! Fala devagar.

Rosalie:
- Pega-pega, eu, Leão, correr!

Steven:
- O Leão brincando de pega-pega? - Cruza os braços e entorta as sobrancelhas, sem acreditar.

Rosalie:
- Sim! Quer dizer, eu peguei esse lagarto pra alimentar ele... - Levanta o bicho e todos se esquivam. - Mas eu disse que só daria se ele brincasse de pega-pega comigo, ai eu comecei a correr e ele veio atrás.

Steven:
- Você endoidou menina? Solta esse bicho. - Ela solta. - Cadê o Leão?

Rosalie:
- Acho que ele vai aparecer em... Um, dois... - De repente, um portal rosado se abre e o Leão aparece. - Três.

O Leão começa a farejar o chão e logo abocanha o lagarto.

Garnet:
- Não faça mais isso, querida. Ele é um animal, não gente.

Rosalie:
- Mas leões são marrons e ele é um leão rosa! - Aponta pra ele.

Garnet:
- Não sabemos por que ele é assim. Só o fato de ter pertencido a Rose Quartz que o torna misterioso.

Rosalie:
- Só que ela não está aqui, está?

Garnet:
- Não.

Steven:
- Bom, gente! Temos uma missão pra ir. Rosalie vai lá pro seu quarto e não invente de fazer algo insano de novo, okay?

Rosalie:
- Sim, senhor, Tio Steven. - Bate continência e desce do colo de Garnet, após um beijo na bochecha dela. - Boa primeira missão, pessoal.

Respondem, em coro:
- Obrigado. - Somem em um clarão.

Rosalie:
- Leão? - Ele solta um grunhido em resposta. - Vai dormir! - Ele obedece, por criar um portal e entrar por ele. - E agora, hora da soneca da Rosalie. - Fala satisfeita consigo mesma, sai pela porta da frente da casa, a fecha, sobe a escada construída ao lado, entra o quarto, vê suas mães dormindo, deixa um beijo em cada uma, sobe a escadinha da beliche e deita na sua cama. - Ai, ai. - Fala em um suspiro. - Melhor lugar do mundo.

Na missão.

Garnet:
- Okay. Lembrem-se do que Pérola ensinou. - Fala saindo do transportador, com os aprendizes atrás. - Confiem nos seus sentidos. E principalmente tenham atenção. Agora, espalhem-se em grupo e procurem aquelas fusões. Eu e Steven. Esme, Jamie e Connie.

Assim, cada grupo se divide.

Steven e Garnet adentraram numa floresta densa e úmida.

Steven:
- Argh. Por que uma fusão estaria aqui?

Garnet:
- Devem tê-las posto aqui por causa da umidade e o acúmulo de nutrientes debaixo da Terra.

Steven:
- Até hoje há fusões experimentais, Garnet. Como é possível? Até parece que ainda há alguém que as põem na Terra.

Garnet:
- Lembra-se da Drusa? Ela é do tamanho da lua e para ter chegado à aquele tamanho, é provável que foi necessário milhares de testes.

Steven:
- Você sempre tem a resposta pra tudo.

Garnet:
- Quem dera que fosse verdade, mas não. Não tenho. Na verdade, ninguém tem ou terá. É impossível.

Steven:
- Acha que minha mãe tinha grande parte das respostas?

Garnet:
- Sua mãe tinha muito conhecimento abundante, mas ela também não tinha as respostas pra tudo.

Steven:
- Mesmo assim, gostaria de saber as respostas a algumas minhas perguntas.

Garnet:
- Eu também, Steven. - Fala em um suspiro. - Eu também.

De repente, algo explode uma árvore e assusta a dupla.

Steven:
- O que foi isso?!

Estrondo após estrondo ocorre e cada vez mais assusta a dupla.

Garnet:
- Se abaixe, Steven! - Se abaixam ao ver algo passar por suas cabeças.

Steven:
- Garnet?! Eu acho que não é uma fusão. - Aponta.

Daí, vêm uma criatura enorme e cega. Era uma Gem corrupta. Suas patas dianteiras eram como mãos e as traseiras como cascos de cavalo. Tinha chifres e dentes enormes. Todo azul, com manchas rosadas. E com uma espécie de crina que se estendia desde a cabeça até o rabo.

A criatura soltou um rugido alto e com uma das mãos tentou agarrar Garnet.

Garnet socou o queixo da Gem, a fazendo ir um pouco pra trás com o impacto, mas ela logo se recuperou e avançou para cima de Garnet novamente. Steven não pode se conter e foi em socorro de Garnet. Ele deu um salto com a espada de Rose em mãos, pronto para poofar a Gem, mas ela foi mais rápida e depositou uma tapa no corpo de Steven, com o dorso da mão, o fazendo ser lançado para trás.

Garnet:
- STEVEN! - Ela sentiu seu corpo gelar instantaneamente ao ver Steven ser jogado contra um árvore e um pedaço de madeira pontudo atravessar seu corpo na área da barriga.

Garnet quase desfez a fusão, mas por Steven, naquele momento, teve que segurar mais um pouco. Garnet faz com que suas manoplas aumentem muito de tamanho e com ambas juntas, poofa a criatura com um soco, restando apenas sua pedra.

Garnet trata de embolhar a pedra e transportá-la ao templo.

Mas ao ver Steven ainda de olhos abertos, com aquilo lhe atravessando, Rubi e Safira logo apareceram e foram ao seu encontro, já chorando um mar de lágrimas.

Safira:
- Steven?! Me perdoe!

Steven:
- N-não... P-precisa... S-se... D-desculpar. - Sua forma física falha algumas vezes, dando a ideia de que ele iria poofar logo.

Rubi:
- Seja forte, Steven. Nós vamos te tirar daí.

Steven:
- E-eu a-amo t-todos v-vocês. N-nunca se esqueçam d-disso.

Rubi:
- Não nos deixe, Steven! Nós te amamos tanto.

Safira:
- Nós te amamos, Steven. Muito obrigada por tudo. Estaremos aqui lhe esperando.

Ele sussurra:
- Nos vemos em breve. - Sorri.

De repente, sua pedra e corpo brilham e Steven se esvai, em uma fumaça. Dentre suas vestes, estava lá sua pedra. Ele tinha poofado.

Com cuidado, Safira recolhe a pedra e a abraça, enquanto ambas choravam muito.

Safira:
- Não pode ser verdade. - Fala com a voz embargada. - Steven? Aparece, por favor. - Funga. - Nós precisamos de você. Não nos deixe, por favor, Steven. - Rubi a abraça.

Rubi:
- Vamos para o templo. - A ajuda a levantar e caminham até o transportador.

Connie, Esme e Jamie os esperavam no transportador. Mas se assustaram ao verem somente Rubi e Safira. Connie foi tomada de um medo, já prevendo o que havia acontecido.

Connie:
- Cadê Steven?

Safira a olha e abre as mãos com a pedra. Todos se assustam ao ver a pedra de Steven. Connie começa a chorar.

Safira:
- Não era uma fusão experimental, era uma Gem corrupta. Ele tentou nos defender, mas a Gem o jogou contra um pedaço pontudo de árvore. Foi tudo muito rápido. Não conseguimos impedir o acidente, mas ao menos embolhamos a criatura.

Connie se senta no chão e encolhe-se, chorando. Esme vai até a amiga, chorando também e a abraça.

Esme:
- Ele vai voltar. Vamos ter fé que ele vai voltar.

Jamie vai até elas e as abraça, também chorando, pois Steven foi um o primeiro amigo dele.

Connie:
- Ele vai voltar, Safira?

Safira:
- Não consigo prever. Algo me impede.

Connie:
- Algo?

Safira:
- Algo estranho e complexo. E muito, mas muito forte. 

Rubi:
- Vamos pra casa. Precisamos resolver isso. E eu acho que Steven não vai voltar tão cedo.

[...]

A dor de perder alguém é comparada a dor física, mas não há remédio pra isso. Apenas o tempo pode fazer alguém aprender a conviver com essa dor, assim como alguém que possui uma doença crônica e tem que lidar com ela dia e noite, por anos. Você pergunta a si mesmo por quê daquilo e se culpa diversas vezes por aquela pessoa ter partido, mas ninguém têm culpa de nada no final. Você nega por muito tempo que aquilo aconteceu e que aquela pessoa não está mais ali, mas sempre aceita de um jeito ou de outro no final.

Já faziam três dias que Steven tinha poofado e sua pedra não demonstrara nenhuma mudança aparente. O templo e o celeiro estavam sóbrios e quietos. Ninguém tirava um só segundo os olhos da Gem sob a cama macia de Steven e quem não estava lá, estava sendo informado de alguma mudança. Esperança era a palavra que definia o clima de ambos os lugares.

Ametista após receber a notícia, não estava se sentindo bem. Pérola estava do seu lado o tempo todo, podia estar triste, mas precisava ser forte por Ametista e Rosalie, que também chorava muito por causa do que acontecera. Pérola queria muito se deitar e chorar o mar sob o travesseiro, mas ela estava sendo forte e isso a estava destruindo por dentro.

Naquela noite, Pérola iria vigiar a pedra de Steven. E também seria naquela noite que ela ia pôr pra fora um pouco de sua tristeza.

Já eram duas horas da manhã, Pérola olhava fixamente para gema rosada sob a cama de Steven, enquanto seus olhos jorravam água e o silêncio dominava a casa.

Pérola:
- Steven? - Pronuncia a primeira palavra da noite. - Você está aí, não está? Por favor, volte pra nós. - Volta a chorar. - Eu já sinto tanto sua falta. Eu queria ter ido e ter te salvado. Se eu tivesse ido, eu que teria sido poofada e você estaria bem. Estaria aqui. Estaria conversando alegremente e nos fazendo rir. Eu te amo tanto, Steven. Me perdoe por tudo de ruim que eu já fiz com você. Por favor, volte pra mim, Meu bebê. - Sussurra.

Pérola chorava pesadamente. Daí, uma ideia surge em sua cabeça. Ela pega a pedra de cima da cama e caminha até o transportador.

É uma ideia insana? Sim, mas Pérola não queria perder mais ninguém que ela amava, então era tudo ou nada. Seu peito se encheu de esperança e expectativa, mesmo receiosa de que suas espectativas fossem frustradas depois. Mas ela precisava arriscar, de algum jeito ela precisava arriscar.

Pérola se teletransporta para a fonte das lágrimas de Rose. O local estava intacto. Pétalas flutuavam por causa do vento e o barulho da água que caía era o único som presente na área.

Pérola suspira decididamente e vai até a fonte. Com cuidado, ela coloca a pedra na água, fica de joelhos e espera alguma reação, mas nada acontece. Suas esperanças estavam se esvaindo. A pedra apenas boiava na água e nada.

Pérola:
- Não! Não! Não é possível! Tem que funcionar! - Se levanta. - Por que não acontece nada?! - Ela chuta a fonte. - Mas que droga, Rose!

Pérola olha seu reflexo na água da fonte e assim pôde ver a si mesma. Parecia cansada e com os olhos fundos. Pôde ver o rosto de alguém que aguentou poucas e boas, de alguém que lutou, que sofreu, perdeu tudo e todos que amava e que continua forte por milhares de anos.

Pérola:
- Você não vai embora, Steven. E-eu não vou deixar. Só... Me dê mais tempo. - A tristeza consome Pérola novamente e ela sai em forma de lágrimas, que caem na fonte.

Como em um passe de mágica, a pedra começa a brilhar. Pérola levanta a olhar e ver a pedra flutuando e brilhando.

A esperança e felicidade consomem Pérola, que já sorria ainda com os olhos molhados.

A silhueta de Steven aparece e quando parecia que ele ia reformar, sua forma física começa a falhar diversas vezes, assim como quando os cacos de pedra tentaram formar a fusão diante de Steven e Garnet.

Pérola agora estava com medo, Steven ia se corromper?


Notas Finais


Será que o Steven vai se corromper? 😱😟


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