História Mugiwara - A Nova Geração (Interativa) - Capítulo 25


Escrita por: ~ e ~asabust

Postado
Categorias One Piece
Exibições 20
Palavras 1.348
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shounen

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, pessoal, aqui está o novo capítulo. Vocês votaram na Yume para ter o próximo capítulo especial.
Aproveitem

Capítulo 25 - Promessas


Mesmo uma terra árida como Alabasta possui sua próprio vegetação, que, de uma forma ou de outra, faz parte do estilo de vida do povo daquela terra. Porém, quando uma garotinha de cabelos vermelhos como sangue nasceu, em uma cidade do reino de Vivi, todas as plantas da cidade e das proximidades morreram inexplicavelmente, naquele mesmo dia.

Uma premonição. Uma maldição. A morte súbita das plantas foi vista desse jeito. E a culpa caiu sobre a inocente criança que nasceu naquele dia.

- É um sinal - os supersticiosos logo começaram a cochichar.

- Ela nos trouxe a desgraça - acrescentavam.

- Um demônio - os mais cruéis começaram a dizer.

- Assim como o pai.

- Um demônio do azar.

Yume foi assim nomeada, vista como uma ameaça sem ter feito nada de errado. As plantas voltaram a brotar e crescer na região um tempo depois, mas não foi o bastante para acalmar o coração daquele povo. A menina foi trancada em um templo, 'para que o azar que trazia com ela não amaldiçoasse a cidade' diziam os moradores.

Apenas seus pais não a temiam nem a odiavam. Ban, seu pai, era um Shichibukai. Era um demônio? Bem, podia-se dizer que sim, não foram poucas as vezes que foi chamado assim. Além de possuir a Magu Magu no Mi, a fruta do magma, cujo poder por si só já era aterrorizante o bastante, Ban era um homem vingativo e ganancioso. Conhecido por inúmeros feitos, alguns bons, mas a maioria ruim.

Porém esse 'demônio' se apaixonou. O nome da mulher era Haruka. Apenas a fama de Ban era o bastante para o povo da cidade natal de Haruka odiar o Shichibukai e sua amada, consequentemente, também a adorável filha do casal, Yume.

Apesar da forma como era tratada, de como era discriminada, Yume nunca teve raiva. Claro, ela era humana, e se sentia magoada muitas vezes, sem entender a razão para as outras pessoas agirem assim. Yume sempre continuou sendo serena, gentil e preocupada com as outras pessoas. O amor de seus pais permitiu que ela tivesse uma infância feliz, apesar de tudo.

Um infância feliz, até o dia do ataque. Um embate entre marinheiros e piratas. Yume era apenas uma criança na época, e não sabia ao certo o que iniciou aquele conflito. Mais tarde, ela ouviria diferentes versões sobre isso e tentaria juntar as informações, mas continuando sem saber da história toda. Ela viria a ouvir que os piratas de Kid foram os responsáveis pelo ataque. E também que as pessoas para as quais Ban trabalhava não aceitavam seu romance com Haruka.

Yume lembrava-se do fogo que se espalhou pela cidade. Das pessoas que fugiam assustadas. Lembrava-se do que ouviu algumas delas dizerem.

- Aquela criança amaldiçoada, ela nos trouxe essa desgraça...

- Foi o Shichibukai quem trouxe a guerra para cá...

- Aquela irresponsável da Haruka, sempre soube que ela condenaria todos nós.

Yume, que já chorava de medo, chorou ainda mais ao ouvir essas palavras. Ao que parece, ela e sua família eram sempre os culpados. Sempre os párias.

- Yume! - ela ouviu a voz de sua mãe no meio do caos - Yume, graças a Deus te encontrei! - Haruka alcançou a filha e a abraçou apertado.

- Mamãe! - Yume retribuiu o abraço - Onde está o papai?

- Ele... Não pode vir agora. - Haruka respondeu cautelosamente - Venha comigo, Yume. Temos que sair daqui.

Haruka levou a filha até a sua casa, enquanto olhava para trás nervosamente, como se temesse estar sendo perseguida por alguém. Na casa, havia uma passagem subterrânea que Yume nunca tinha visto antes, que a levava para um cômodo escuro e pouco espaçoso.

- Minha filha, preciso que fique aqui, onde é seguro - Haruka explicou.

- O que está acontecendo? - Yume perguntava, assustada - Você não vai ficar, mamãe? Por quanto tempo tenho que ficar aqui? O que está acontecendo lá fora? E quando o papai vai voltar?

- Calma, meu anjo - Haruka secou as lágrimas que escorriam pelo rosto da filha e olhou nos olhos dela. Yume havia herdado os olhos castanhos avermelhados de sua mãe, exatamente da mesma cor - Eu não posso explicar agora, você vai ter que confiar em mim. Fique aqui, tudo bem? Você promete?

- Prometo... - a voz de Yume saiu fraca.

- Eu e seu pai vamos voltar para buscar você - ela beijou a testa da filha - É uma promessa.

- Mamãe - Yume tirou um colar de ouro que usava e entregou a Haruka - Leve com você. - pediu - Quando você e papai voltarem, vocês me devolvem.

- Obrigada, meu anjo. - Haruka agradeceu, abraçou sua filha mais uma vez e se foi.

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Yume tirou mais uma flecha da aljava, concentrando-se em seu alvo. A platéia que a assistia a deixava nervosa, mas a menina de onze anos tentava não se distrair. Não podia errar. Seria punida se errasse. A flecha foi lançada. Um tiro perfeito. Mas Yume não conseguia se sentir feliz com isso, apenas aliviada.

Os Tenryuubito a observavam de forma entretida. Yume os odiava. E os temia. Para eles, era era apenas um bichinho divertido que sabia fazer alguns truques, e só por isso valia a penas mantê-la viva. Por isso a obrigavam a praticar com o arco sempre com eles como platéia. Algo que costumava ser pessoal, algo que era o seu laço com seu pai, foi transformado em entretenimento daqueles que se acham deuses.

Uma escrava. Era isso que Yume era. Seus pais não voltaram para buscá-la naquele dia. Desapareceram. Yume ainda matinha a esperança deles estarem vivos, em algum lugar, e não abriria mão dessa esperança. Um dia, iria reencontrá-los. 

Depois de Yume atirar sua última flecha, finalizando assim sua apresentação, os Tenryuubito começaram a conversar entre si, ignorando a presença da garota. A menina teria aproveitado para se afastar naquele momento, mas um trecho da conversa acabou capturando sua atenção.

- ...Uma arma muito valiosa - um deles comentou, enquanto analisava uma pequena caixa que era exibida por outro. A tampa da caixa estava aberta mas, na posição em que se encontrava, Yume não conseguia ver o que tinha dentro.

- O que ainda está fazendo aqui? Retire-se! - outro ordenou, lembrando-se de Yume, que continuava ali. 

A menina se afastou rapidamente. Porém, apesar do medo, a curiosidade falou mais alto. Silenciosa, esperta e ágil como alguém que nasceu para caçar, Yume encontrou um esconderijo onde poderia ouvir a conversa sem ser vista.

- É a Buki Buki no Mi, estou certo?

- Sim, de fato - outro confirmou - Não era vista desde a morte de Baby 5.

Yume continuou ouvindo a conversa por um tempo. Sim, aquilo era uma Akuma no Mi, como a que seu pai tinha. Se ela conseguisse aquela fruta, poderia se tornar mais forte. Poderia se tornar forte como seu pai! Poderia fugir dali e reencontrar seus pais!

Uma nova esperança cresceu dentro de Yume. Estava decidido. Ela daria um jeito de roubar aquela fruta e fugiria usando seu poder.

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- Não... Não era o que eu queria...

Lágrimas escorriam pelo rosto da menina de onze anos. Sangue, da mesma cor do seu cabelo, manchava seu rosto e o chão. Seu braço esquerdo, que ela havia instintivamente transformado em uma lâmina durante a luta, agora voltada à sua forma normal. Mas continuava coberto de vermelho vivo.

Dois Tenryuubito. Mortos. Seus olhos não conseguiam se desviar dessa visão. Yume não saberia dizer ao certo como ela chegou a tal ponto. Tudo acontecera tão rápido. Quando percebeu, ela já estava nessa situação.

Sim, ela queria fugir. Odiava os Tenryuubito. Tinha medo deles. Mas mesmo assim...

- Eu não queria que ninguém morresse - falou em um sussurro, como se se desculpasse com os dois - Eu... Eu... - seu choro se tornava mais desesperado - Eu nunca deveria ter usado esse poder! - ela cobriu o rosto com as mãos e começou a soluçar - E eu nunca mais vou usar! - jurou a si mesma


Notas Finais


O que acharam? Por favor, comentem.
No último capítulo recebemos apenas um comentário. A fanfic tem 23 favoritos. Ninguém é obrigado a comentar, mas eu gostaria de saber quem está acompanhando a fic. Leitores fantasmas, por favor, se manifestem.
E qual é o próximo personagem que vocês querem para ter um capítulo assim?


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