História Mugiwara - A Nova Geração (Interativa) - Capítulo 31


Escrita por: ~ e ~asabust

Postado
Categorias One Piece
Exibições 17
Palavras 1.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shounen

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - Orgulho


Kurama bebeu mais um gole do seu chá. Estava sentado confortavelmente em um sofá extremamente macio. Se encontrava em uma sala extremamente luxuosa e bem-decorada. Tons suaves de lilás predominavam no local, apenas dividindo espaço com o branco. Ambiente bem iluminado e espaçosos, um lustre de cristal, uma lareira acesa e uma mesinha de centro de vidro, com um vaso de flores em cima, compunham o local. Um cômodo da elegante mansão em que Hanabi vivia. 

Foi nessa mesinha que Kurama apoiou a xícara de chá já vazia, sem tirar os olhos da mulher à sua frente. Hanabi contava sobre o livro que estava lendo. Kurama o havia visto, minutos atrás, sobre a poltrona em que Hanabi estava naquele momento sentada e perguntou sobre a história. Para iniciar um assunto. Hanabi falava de forma calma e elegante, mas Kurama a conhecia o suficiente para perceber o quanto ela se empolgava quando começava a falar de um livro do qual realmente gostava.

- Você está prestando atenção? - ela perguntou suavemente.

- Claro que sim - Kurama falou com sinceridade.

- Mesmo? Parecia que você estava apenas admirando a minha beleza. - ela brincou, fazendo com que o rapaz corasse levemente.

- Estava fazendo os dois - ele respondeu.

Hanabi sorriu, levantou-se de sua poltrona e contornou a mesinha, sentando no sofá bem próxima de Kurama e apoiando a cabeça em seu ombro. Era um costume dela fazer isso.

- O que acha que a Fuu vai fazer? - ela perguntou.

- Sinceramente, nada.

- Somos dois. Não entendo porque Akashe-sama esperaria que Fuu, o pecado da preguiça, tomasse alguma iniciativa em relação à garota. Fuu vai provavelmente esquecer da chave e da menina assim que chegar na casa dela e jogar a chave em um canto qualquer.

- É o que eu acho também - Kurama concordou - Mas o único com autoridade o suficiente para contestar Akashe-sama seria Ishido-sama.

- Mas ele não vai. Ishido é inteiramente leal a Akashe, vive apenas por ele - Hanabi comentou. Sendo o pecado do orgulho, ela jamais colocaria 'sama' no nome de alguém.

- Você se lembra do que Akashe-sama disse? Sobre ele e Ishido se conhecerem desde crianças?

- É uma informação interessante - Hanabi sorriu - Ishido nunca fala sobre si mesmo.

- O que acha que vai acontecer, Hana? - Kurama perguntou, colocando um braço ao redor da cintura da moça.

- Se refere aos Chapéu de Palha? - Kurama assentiu - E você acha que nós perderíamos? - ela riu, como se achasse a ideia absurda.

- Não somos invencíveis, Hana. - Kurama falou com prudência.

- São só adolescentes, amor. - ela falou despreocupada - Como Akashe disse, eles só conseguiram enfrentar uma shichibukai porque ela não usou todo o seu poder.

- Mesmo assim, tenho um mau pressentimento. - Kurama confessou.

- Um pressentimento?

- Acha isso bobo?

- Não, não acho.

- Mentirosa, só disse que não porque sou seu noivo - ele acusou, em tom de brincadeira.

- Talvez - ela admitiu, com um riso travesso.

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, abraçados. Kurama realmente tinha um mau pressentimento e não conseguia ignorá-lo. Apesar do que Akashe e Hanabi disseram, não conseguia evitar o sentimento de que os mugiwara eram sim uma ameaça para eles.

- Ei, amor - Hanabi chamou com sua voz melodiosa.

- Sim, Hana? 

- Confia em mim?

- Você sabe que sim.

- Então, não se preocupe tanto - Hanabi ergueu o rosto para beijar Kurama - Nosso casamento é mês que vem, e nem Deus vai me impedir de casar com você. - assegurou em um tom firme.

- Eu te amo, Hana - Kurama a abraçou.

- Eu também te amo.

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- Há quanto tempo isso acontece? - Allan perguntou, passando a garrafa de água para Megumi depois de beber apenas um gole. A menina fez o mesmo e passou a garrafa para Mikado. A comida e a água que eles recebiam eram racionadas. As crianças mais novas recebiam mais. Mais um aspecto em que Yami estava melhor do que Allan naquele momento. Sem contar o quanto o karoiseki enfraquecia Allan, embora ele se esforçasse ao máximo para não demonstrar.

- Alguns meses - Megumi respondeu.

- Não temos muita noção do tempo aqui embaixo. - Mikado completou. Era um menino de olhos e cabelos castanhos, dez anos de idade. Megumi tinha nove, assim como Allan aparentava ter. Aquela era a hora do almoço, um dos raros momentos de descanso.

- Ninguém tentou se opôr? - Allan questionou - Seus pais? - Megumi desviou o olhar.

- É claro que tentaram, mas...

- Eles nos usam como reféns - Mikado contou - Por isso usam as crianças.

- Entendo. - Allan suspirou - Os adultos não podem se rebelar, porque as crianças são mantidas como reféns.

- Exatamente - Mikado falou.

- Então, nós deveríamos nos rebelar. - Allan concluiu.

- O que está falando? - Megumi ficou chocada.

- Se serão nossas vidas que estarão em jogo, nós que deveríamos começar uma rebelião.

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- Tome cuidado, Yami-chan - uma menininha de seis anos, cabelos ruivos e olhos cor de mel, aconselhou - Orgulho ficaria furiosa se esse vaso quebrasse. - ela apontou para o vaso do qual Yami tirava o pó. Três meninas estavam arrumando a sala de jantar da mansão de Hanabi.

- Ela é... Bem apegada às coisas dela, não é? - Yami comentou.

- Você está sendo gentil - a outra menina respondeu - Ela é completamente obcecada com beleza e perfeição. Ela...

Uma menina de cabelo castanho cacheado e olhos negros colocou o indicador sobre os lábios, pedindo silêncio em um sinal mudo. Não muito distante da janela, do lado de fora era possível ver Hanabi e Kurama passeando lado a lado, pelo exuberante jardim. A ruivinha entendeu que corria o risco de ser ouvida pela mulher, e se calou.

Depois que o casal se afastou, para fora do alcance da visão das meninas, Yami voltou a falar.

- Ela é realmente tão ruim assim, Hanako-chan? - perguntou com inocência.

- Bem, suponho que em comparação com Sakura e Burn, por exemplo, ela não é tão ruim - a ruiva, Hanako, comentou.

- Eu acho a Nara mais assustadora - a menininha morena confessou timidamente, em uma voz tão baixa que mal dava para escutar.

- É, ela também dá medo - Hanako concordou.

- E os outros? - Yami perguntou com genuína curiosidade.

- Bem, Fuu parece não estar interessada em nada.

- Preguiçosa e indiferente - o sussurro escapou dos lábios da terceira menina, ainda mais fraco do que sua fala anterior.

- De fato, Makoto-chan está certa - Hanako concordou - Ishido é o líder dos sete. Está sempre dando ordens, ou repassando as ordens do Caçador. Tirando isso, não fala muito. É sério e parece estar sempre com a mesma expressão.

- Ele é muito forte? - Yami tentou reunir mais informações.

- Nunca vi nenhum deles lutar - Hanako respondeu - Mas deve ser. Digo, dizem que todos eles são muito fortes. E, se Ishido é o líder dos sete, deve ser o mais forte! - concluiu.

- Ou o mais inteligente. - a voz de Makoto quase sumiu.

- O que disse? - Hanako olhou para ela.

- Concordo com a Makoto-chan. Não precisa ser o mais forte para ser um bom líder - Yami apoiou. - E o sétimo?

- Ah, Kurama... 

- Ele não dá medo - Makoto falou, mais para si mesma do que para as outras.

- Não. Na verdade, ele é bem gentil. É estranho. - Hanako observou.

Um barulho alto chamou a atenção das três meninas, que correram até a entrada da casa. A porta de madeira detalhada, pintada de branco e com delicados desenhos de flores, fora arrombada. Quem a arrombou era uma menina que parecia ter treze anos. Seu cabelo castanho cortado curtos e seus olhos, da mesma cor, queimavam em fúria.

- Onde ela está? - a menina exigiu saber.

Quatro soldados chegaram rapidamente, cercando a menina. Olhando com atenção, Yami reparou que a menina estava suja e tinha vários arranhões e hematomas pelo seu corpo.

- O que está acontecendo aqui? - uma voz feminina, calma e melodiosa, se fez ouvir, fazendo com que a garota e os soldados paralisassem em suas posições.

- Hanabi-sama - um deles se pronunciou - Essa menina...

- Não precisa falar, já sei. Ela passou pelo meus portões banhados em ouro, atravessou meu adorado jardim e derrubou minha linda porta - Hanabi resumiu - O que eu quero saber é: como vocês permitiram que ela chegasse até aqui?

- Hanabi-sama... - o mesmo soldado começou a tremer, sem saber o que dizer.

Hanabi atingiu seu rosto com um chute veloz e preciso, derrubando o homem do chão com violência.

- Fora daqui - ela ordenou aos soldados - Depois pensarei em uma punição adequada, mas antes... - seus olhos, de um violeta intenso, pousaram na menina - Qual é o seu nome? - ela perguntou quase gentilmente. A menina manteve sua postura hostil, como se estivesse esperando um ataque, e nada respondeu - Eu disse - sua voz se tornou mais baixa e intimidadora, deixando claro que ela estava irritada - Qual é o seu nome?

- Yui - a menina respondeu trêmula.

- E há alguma razão específica para arrombar minha porta e invadir minha casa, exigindo a minha presença, Yui-chan?

- Eu... Eu... Eu a desafio para um duelo! - a menina falou, tentando soar corajosa, apesar de estar obviamente apavorada.

- Oh, é mesmo? - Hanabi fingiu estar impressionada, de forma cínica.

- Vocês... Devolvam ele - Yui parecia estar prestes a chorar.

- 'Ele'? - Hanabi repetiu.

- Meu irmãozinho... Mikado... - Yui começou a chorar de verdade.

- Não seja tola - Hanabi repreendeu em tom frio - Está tremendo tanto que mal consegue se manter em pé. Quer soar valente, mas não consegue segurar suas lágrimas na frente da sua inimiga - ela soltou um riso cruel - Acha que poe proteger alguém?

Yui tirou uma faca de cozinha de suas roupas e avançou em direção a Hanabi, tentando atingir a mulher com a lâmina. Sem técnica, sem precisão, apenas desespero. Hanabi esquivou com facilidade e segurou o punho direito da garota com tanta força que a faca caiu no chão. Hanabi atingiu o ventre de Yui com seu joelho e soltou a garota, que caiu no chão com a dor.

- Eu avisei. Você é fraca demais para proteger alguém. 


Notas Finais


O que acharam? Por favor, comentem.


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