História Mulher de Elite - Capítulo 22


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Categorias Antoine Griezmann, Bastian Schweinsteiger, Erik Durm, Hailee Steinfeld, Joshua Kimmich, Julian Draxler, Lais Ribeiro, Lukasz Piszczek, Marco Reus, Marco Verratti, Mario Gómez, Maximilian "Max" Meyer, Paulo Dybala, Stella Maxwell, Thomas Müller
Personagens Antoine Griezmann, Bastian Schweinsteiger, Erik Durm, Julian Draxler, Lukasz Piszczek, Marco Reus, Marco Verratti, Mario Gómez, Personagens Originais, Thomas Müller
Tags Alemanha, Angels, Drama, Futebol!, Jogadores De Futebol, Julian Draxler, Lais Ribeiro, Marco Reus, Moda, Modelos, Romance, Thomas Muller, Victoria's Secret
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Palavras 2.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cheguei! Fiquei muito feliz com o feedback do capítulo anterior. Espero que continuemos assim.
Boa leitura!

Capítulo 22 - 21. A Melhor Noite de Todas


O vestido que passei quase duas horas para escolher parece cair perfeitamente bem em meu corpo.

Simples e sutilmente decotado, o tecido vermelho se estende até pouco acima do joelho. Meus cabelos estão ondulados e, para a minha alegria, comportados, embora eu saiba que o vento vai castiga-los assim que forem expostos ao relento.

Um misto de alegria, tensão e agitação tomam todo meu corpo enquanto o elevador desce.

Estou feliz em estar indo jantar com ele, embora não saiba se ele virá a ter algum interesse além da amizade. Gosto de sua companhia e, acima de tudo, de sua amizade.

Fazendo jus ao dia da semana, os bares e estabelecimentos estão cheios, as ruas animadas e alaridas.

Sinto-me levemente culpada quando, em frente ao prédio, vejo seu audi azul estacionado com os faróis apagados.

Parece que ele está esperando há algum tempo.

Me aproximo sutilmente e, antes que eu encoste no veículo, ele desce do mesmo. Cavalheiro, abre a porta para mim e me sauda com um sorriso.

— Boa noite, Evelyn. Você está linda.

— Obrigada, Thomas. Espero não te-lo deixado esperando demais.

— Imagine.

     O aroma que seu corpo exala é delicioso e entorpecente, assim como sua aparência nessa noite.

Seus cabelos estão parcialmente secos, ficando mais leves e claros em algumas partes.

Seu semblante diz por si só que ele também está feliz em me ver. Ele também aprecia minha companhia.

Enquanto ele dirige, aparentemente sereno, aproveito para analisar os detalhes do seu rosto.

Sua barba fora feita recentemente. Seus olhos têm um magnetismo positivo. Seja o que for que lhe acontecera, o fez muito bem. E estou absorvendo esse calor, enquanto aproveito o percurso.

— Estou contente que tenha vindo. Você é bastante ocupada.

— Eu não poderia recusar o pedido de um amigo.

     Ele sorri. 

— Eu acho que você já deve saber, mas eu vi você naquela revista. Com todo o respeito, você estava linda.

— Obrigada, Thomas.

— O que o Julian disse? Não que importe, mas ele ficou com ciúmes? — Do modo como que ele pergunta, parece esperar por uma resposta que o divirta.

— Bom, ele ficou, um pouco. Mas terá que se acostumar, porque eu vou fazer parte do elenco da Victoria's Secret.

— Meus parabéns! Quando foi convidada?

     Eu deveria te-lo contado. Coro um pouco, decidindo entre a honestidade e uma meia verdade.

— Foi na noite na qual me ligou. Eu esqueci de contar — você me faz ficar tão pensativa e absorta —, desculpe. 

    Ele esboça um breve sorriso.

— Tudo bem.

Alguns minutos à frente de conversas e de suas piadas quase-engraçadas, finalmente chegamos ao nosso destino.

O restaurante parece o tipo elegante, quase um pouco pretensioso. É o tipo de lugar que Nina gostaria. Contudo, esforço-me para não pensar nela, embora os tons escuros de vermelho e marrom me façam lembrar dela e dos lugares que costumávamos frequentar juntas.

A sofisticação e o minimalismo do restaurante, tal como a atenção e os sorrisos dos seus clientes — os que reconhecem Thomas — são nossa recepção.

Provavelmente devem estar achando estranho o fato de ele estar com uma mulher que não seja sua esposa, no auge de uma noite de sexta-feira, num restaurante super caro.

Tento não me incomodar com os possíveis pensamentos que podem surgir no recinto. No entanto, espero que não haja comentários, embora seja quase impossível não fazer comentários sobre pessoas públicas em uma situação igual a essa.

Estou um pouco nervosa. E, nesse momento, se me fosse oferecida, eu aceitaria segurar sua mão.

Num impulso, eu mesma o faria.

Ao invés disso, respiro pesarosamente à medida que transitamos pelo lugar.

A polida porcelana faz parecer que posso escorregar e ir de encontro com o chão a qualquer passo descuidado.

Sinto os olhares dos demais presentes no recinto. Alguns casais dispersos em pequenas mesas quadradas. Outros grupos maiores em mesas retangulares.

Todos parecem desinteressados em suas refeições, prestando plena atenção em nós dois.

Sou acostumada com os olhares, as luzes excessivas, os flashes das câmeras e a atenção. Mas na passarela não sou olhada desse jeito.

É como se eu fosse uma coadjuvante desnecessária em sua cena, mas digna da curiosidade dos expectadores.

Esse tipo de atenção me deixa nervosa.

— Evelyn, você está bem?

— Sim. Só não sou tão famosa quanto você.

     Ele ri.

— Não se preocupe. Logo vão esquecer que estamos aqui.

— Eu espero que sim! — É espero que não nos fotografem.

    Nos direcionamos para nossa mesa, reservada por Thomas há dois dias. A maître sorri o tempo todo e, antes de se retirar, nos informa que logo seremos atendidos.

— Mais uma vez, você está linda, Evelyn.

     Espero que ele não perceba que meu rosto está corado.

— Obrigada, Thomas. — E ele está maravilhoso. Está vestido casualmente; uma camiseta marrom e um blazer preto, jeans azuis e um sapato social preto.

Mas o melhor é seu cheiro e o brilho dos seus olhos, que tiram a atenção de qualquer outra coisa.

— Então, está falando com a Liza? 

— Temos conversado bastante e com assiduidade. Estou tentando não pressiona-la.

— Claro. Respeite o espaço dela, isso é muito importante. Aposto que logo estarão juntos novamente.

— Eu espero que sim, Evelyn.

     Quando o garçom nos atende, decidimos nossos pedidos apressadamente.

Os aspargos parem super deliciosos e apetitosos quando o pedimos, mas na hora em que são servidos, são ignorados e substituídos por nossa assídua conversa após apenas algumas garfadas.

Também pedimos um suave vinho branco. Este tomamos, na pausa entre o final de uma história e o começo de outra.

— Agora que sabe como conheci minha esposa, quero saber como conheceu seu namorado.

— Oh, claro. — Tomo um pouco do vinho enquanto, mentalmente, ensaio minha história mentirosa e várias vezes repassada, fosse para Hailey, Mia ou para qualquer outra pessoa que já quisera saber. — Eu o seguia numa rede social desde que ele jogava no Schalke — começo, entediada por ouvir minha própria voz contando essa história fictícia — , eu sei, parece o início de um namoro adolescente. Eu sempre o achei muito  bonito. Houve um período em que eu ficava feito uma fã juvenil, comentando suas fotos e publicações. Então, algum tempo depois, ele me respondeu. E ele não deve responder à muita gente. Uma mensagem ficou pendente na minha caixa de entrada por algumas semanas até eu ter tempo de abrir. Foi uma surpresa enorme quando vi que era ele. Minha paixão estava crescendo, mas também ficando diferente, se tornando um novo tipo de paixão. Um tipo mais real. Agora as chances poderiam ser reais. Ele estava ao meu alcance.

Resumindo, nós conseguimos manter em segredo por alguns meses, até que ele decidiu me convidar para acompanhá-lo no casamento. Foi quando tudo deixou de ser apenas virtual. Foi a nossa confirmação. Foi quando vimos que deveríamos mesmo ficar juntos.

— As revistas pararam de falar sobre vocês rapidamente.

 — É. Foi para o meu bem. Eu mesma pedi para que Julian o fizesse. Não precisávamos daquele assédio naquela época.

— Bom, eu confesso que é uma história bastante interessante, senhorita Milch.

— Todos temos uma história, afinal. — Sorrio. Suplico para que ele entenda a ambiguidade nas minhas palavras.

A verdadeira história habita cada artifício do meu quarto, cada vestimenta cara de meu guarda roupa, em cada centavo excedido que gasto.

Mas ele não pode saber. Ele não é Julian.

Eu realmente não gostaria de que ele soubesse. Ele mesmo não gostaria de saber.

Quando a sobremesa fora servida, confesso que desejei ser o o creme de chocolate do kalter hund em seus lábios. Talvez seu beijo estivesse tão doce quanto à sobremesa esta noite.

No entanto, luto contra esses pensamentos.

Somos apenas amigos. Ambos estamos comprometidos, apesar de nossos relacionamentos não estarem seguindo muito bem às convenções.

— A noite está ótima, Evelyn. E tenho que confessar que você come muito para uma modelo.

 — Eu tenho um segredo para nunca engordar.

— É mesmo? Não me diga que você induz vômitos.

— Credo. Claro que não. Eu apenas me exercito bastante. Sou uma pessoa saudável, Thomas.

— Que pena. Eu iria te levar num lugar que tem o melhor chope do país, mas já que você é uma pessoa saudável, acho melhor não. 

— Parece que você está seguindo os passos da Hailey.

— Não se voltarmos para casa caminhando.

— Você não tem treino amanhã?

—  É apenas um chope. Eu prometo. Você precisa provar.

— Tudo bem. Vamos ver se seu chope é tão bom quanto diz.

— Não me desafie, Evelyn. Eu vou pedir a conta.

     Confesso que fico com medo de ser atacada por alguma fã louca quando ele sai. Finjo estar ocupada com meu celular.

Mas o que me mantém absorta são meus pensamentos. Meus pensamentos nele, para ser específica. Eu devo ser a única que está confundindo as coisas.

Talvez minha experiência seja o que me faz pensar que tudo o que os homens querem de uma mulher é sexo.

— Evelyn? Vamos?!

     Fico em silêncio durante todo o percurso até a famosa choperia favorita de Thomas.

Estou feliz por estarmos prolongando nosso tempo juntos, embora eu esteja pensativa demais e aparentemente desanimada.

Estacionamos a alguns metros antes da Hofbräuhaus, cujo letreiro brilha em amarelo.

O centro de Munique está bastante animado.

— Apenas um. Eu prometo. — Repete ele, quando adentramos o lugar.

Não muito diferente do restaurante, recebemos vários olhares. No entanto, talvez pelo excesso de álcool na corrente sanguínea, o contato dura menos e temos um pouco mais de privacidade.

O marrom fortemente presente na estrutura e decoração do lugar me distrai

das luzes incandescentes. A música ao vivo é boa. A clientela é mais simples e descontraída.

Mas o que me deslumbra é a presença artística do lugar. As pinturas no teto trazem alegria ao local, as cores das flores são vivas e fortes.

Thomas deve ser mesmo um grande fã do lugar, pois  seus olhos brilham.

— Então, o que você achou?

— Eu adorei!

— Espere só até tomar a cerveja.

     O cardápio é vasto de variedades, mas por aconselhamento de Thomas, que deve ser um freguês assíduo e experiente, opto pelo chope.

Dois copos consideravelmente grandes (enormes) e cheios de cerveja logo são trazidos à nossa mesa.

— Acho que não deveríamos ter comido a sobremesa.

    Thomas ri.

— Espero que não amarele, Milch.

— Não me desafie, Thomas. — Pego meu copo pelas taças e os suspendo até a boca durante alguns segundos. Devo ter tomado bastante, já que começo a sentir algo estranho na garganta e no estômago.

— Hum. — Thomas pega seu copo. — Só isso? Acho que eu consigo mais.

    Observo-o beber sua venerada cerveja. Diferente de mim, ele parece se divertir mais enquanto ingere a espumosa bebida amarela. 

— Muito bem. Você deve ser o "seca-garrafas" das festas — caçoo.

Ele desliza seu copo até o meu. Fazemos uma rápida e tola comparação. O mais tolo da história é que ele bebeu mais do eu.

Seu chope já está pela metade; eu estou quase lá.

Talvez não devêssemos beber tão rápido, já que tomaremos apenas um. Eu gostaria de passar a noite inteira em sua companhia. Sinceramente, em toda a minha vida, eu nunca me diverti tanto quanto estou me divertindo agora.

Mas ele está mandando ver. Talvez não queira demorar tanto quanto.

Faço o mesmo que ele. Sinto a frieza do vidro e da bebida em minha boca, nos meus lábios.

Seus lábios devem ser mais macios que o vidro. Seu beijo deve ser mais doce que o chope.

— Evelyn, tem algo...

— O quê?

—... aqui. — Seus dedos estão no meu lábio superior, movendo-se devagar e com esmero, provavelmente limpando a espuma dele.

Isso é embaraçoso e igualmente sexy. Seus olhos estão fixos nos meus. Meu rosto já deve estar limpo no momento, o que me faz pensar sem parar em coisas indevidas.

Mas seus dedos estão lá. Macios. Gelados. Seu toque é agradável.

Imploro mentalmente e com os meus olhos que ele os mantenha ali. Por alguns segundos ele parece entender. No entanto, desiste de atender ao meu pedido.

— Me desculpe.

     Eu quero dizer para ele que não precisa se desculpar. Mas sei que não é isso que ele quer ouvir.

— Acho que já bebemos demais por hoje  — murmuro.

— É verdade. É hora de ir para casa.

     Andamos bastante sob o sereno e o luar da sexta-feira. Ambos calados e tranquilos.

Meu apartamento nunca pareceu tão longe. O silêncio nunca pareceu tão cruel.

— A noite foi ótima, Thomas. Obrigada pelo jantar e pelo chope. Você estava certo, é mesmo ótimo!

— Eu sabia que você ia gostar. Obrigado por me acompanhar, Evelyn. Você é uma ótima companheira de bebedeira.

— Você não imagina o quanto. Mas eu juro que nunca dirigi bêbada.

     Ele ri.

— Eu acredito.

     O silêncio se intromete na nossa conversa novamente.

Já está começando a ficar tarde. O vento sopra com mais força.

Algumas pessoas já estão voltando para casa. Para outras, a noite está apenas começando.

Eu adoraria, junto à Thomas, fazer parte do segundo grupo.

— Bom, vai mesmo caminhar até sua casa? Você pode entrar e chamar um táxi. 

— Não se preocupe. São só alguns quilômetros. Eu gosto de caminhar.

— Tudo bem. Então...

— Boa noite, Evelyn. — Ele beija minha bochecha e me olha com um pouco de timidez. 

— Boa noite, Thomas.

— Cuide-se.

— Faça uma boa caminhada. — É um jeito estranho e totalmente diferente de dizer "fique um pouco mais comigo".

Deixo-o partir, desejando ir junto com ele da próxima vez que ele for embora.

Minha confusão fica cada vez maior e mais clara.

Ela tem nome, cabelos loiros e um beijo incrível.

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Vamos comentar, guys. O que vcs acham desses dois?
Até o próximo e/ou coments.
Xo♡


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