História MULHERES VINGATIVAS- Livro 1: Está com você! - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 40
Palavras 1.335
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Alguns avisos!!

1º - A história está acabando.
2º - Os dois últimos capítulos já estão escritos e serão postados na segunda a noite (acho que facilita pra todo mundo)
3º - Eu gostaria dos pitacos de vcs, quer ouvir opiniões e sugestões para o final (já que tenho o poder de mudá-lo haha)
4º - Aproveitem o capítulo.
Bjs 😙

Capítulo 34 - Duelo de gigantes


Diana estava concentrada, armando um plano para levar Jonas até o galpão, quando uma sentiu uma forte pontada no peito, como se alguém a estivesse cutucando com uma agulha.

_Ei. - Betão a segurou, impedindo que caísse no chão - Você está bem?

Ela franziu o cenho e respirou fundo, tentando se manter de pé.

_Foi só uma tontura. - ela falou.

Betão ergueu uma sobrancelha e lhe lançou um olhar sugestivo, enquanto sustentava um sorriso debochado.

_Para de me olhar assim. - resmungou - Qual o seu problema?

_Por um acaso, você não está...

_O que? - perguntou, vendo a ficha cair em seguida - Eu não estou grávida. Não mesmo. Tipo, sem chances.

_Se está dizendo. - ele debochou.

Ela não sabia explicar o que acontecia, mas com certeza não era gravidez. Diana sentia o peito apertado, como se alguém expremesse seu coração... Algo estava muito errado.

Seu primeiro extinto, foi ligar pra mãe que já tinha voltado para casa, mas ainda assim, Diana quis ter certeza.

Ao desligar a ligação da mãe, Diana estava ainda mais aflita. Rachel jurou que estava bem, e que tudo corria como o normal, logo, o problema não era com ela, o que fez Diana enxergar o que ela menos queria.

O celular de Nicolas só chamava e caia na caixa postal, ela tentou trinta vezes e nada. Não era algo normal para ele, que sempre atendia as ligações, até as menos relevantes.

A cada ligação não atendida, o coração dela se apertava mais.

_Chega! - Betão falou, pegando as chaves do carro - Não vou ficar aqui, olhando você ir de um lado para o outro.

_Aonde você vai? - ela perguntou, ainda com o celular na mão.

_Vou trazer esse boyzinho aqui, e acabar com essa sua aflição. - disse saindo, e deixando Diana ali sozinha.

Jonas manteve a arma apontada para a cabeça da filha, enquanto pensava no que fazer.

Parte dele se sentia culpada por tudo aquilo, não era pra acontecer assim, Diana era o alvo, não sua família. Mas a parte irracional, a que estava no comando, queria terminar com tudo e pronto.

Se ele matasse a família, poderia ir atrás de Diana, recuperar seus bens e viver livre... E se mantivesse elas vivas, provavelmente ele iria pra cadeia. Era como um jogo, onde só as escolhas certas levariam ao prêmio final.

_Pai, não faz isso. - ela choramingou - Deixa a gente ir, eu prometo que não vamos procurar a polícia.

_Cala a boca. - disse lhe dando um tapa - Eu quero pensar.

Laura parecia mal, ainda estava desacordada e seu rosto estava péssimo. Paola temia pela mãe, ela realmente precisava de ajuda, ou não sairia dali com vida. Ela pediu aos céus para que atendesse ao seu pedido de socorro, não sabia se aguentaria por muito tempo, pois todo seu corpo doía, ou se levaria um tiro no próximo ataque de nervos de Jonas.

_Deus, por favor, nos ajude...

Um barulho baixo foi ouvido, seguido por um forte estrondo.

Paola fechou os olhos, não queria que a imagem do pai puxando o gatilho, fosse sua última lembrança. Ela já estava esperando pela morte, quando ouviu uma voz que menos esperava ouvir.

_Jonas, acho melhor você baixar essa arma.

Ela abriu os olhos, e encontrou Nicolas de pé na porta, com uma pistola nas mãos e um olhar assustador no rosto.

_Você não pode entrar na minha casa, e me dizer o que fazer. - Jonas rosnou.

_Solte elas. - Nicolas pediu - Vamos resolver de homem pra homem.

Nicolas não soube o que fazer, quando recebeu a ligação desesperada de Paola. Ele até tentou chamar a polícia, mas eles pediram tanta informação, que ele resolveu agir por si mesmo. Ele sabia que Diana não estava em casa, então foi até lá e pegou a arma que ela escondia debaixo do colchão. A idéia era péssima, já que ele nunca havia tocado em uma arma, mas era um golpe desesperado.

Ao ouvir o desespero e a dor na voz de Paola, Nicolas sentiu tanto ódio, que ficou cego e um tanto burro.

Jonas podia sentir o blefe de Nicolas, o menino exalava insegurança e isso parecia bom. Não fazia parte do plano, mas Nicolas também estava em sua lista negra, desde o soco que lhe deu quando socorreu Roberto.

Aquilo estava muito melhor do que ele esperava.

_Pai. - Paola se levantou, se colocando na frente de Nicolas - Olhe o que está fazendo, não destrua tudo, eu estou...

Jonas empurrou a filha para longe, fazendo-a bater a cabeça na parede.

A visão de Paola escureceu, ela não via quase nada, mas ainda ouvia os sons.

O barulho de socos, alguns gemidos de dor, algo se quebrando, um palavrão e então o tiro...

Betão voltou ao balcão, depois de passar meia hora procurando por Nicolas e não achá-lo em lugar nenhum.

_Pessima notícia, não encontrei aquele...

Ele parou de falar ao encontrar Diana caída no chão.

Betão correu até ela e deu pequenos tapas em seu rosto, tentando acordá-la.

_Merda. - grunhiu - Acorda patroinha.

Diana continuou desacordada, fazendo Betão entrar em desespero. Ele não tinha idéia do que fazer ou como agir, nunca teve que salvar ninguém.

_Álcool. - disse, lembrando de algo que viu em um filme.

Ele molhou o álcool em um algodão, e passou abaixo do nariz de Diana, se sentindo aliviado ao vê-la acordar.

_Cadê o Nícolas? - perguntou aflita - Ele veio com você?

_Olha... Eu até procurei, mas...

Betão foi interrompido pelo celular de Diana. Ela pegou o aparelho, e sorriu ao ver a foto de Nick piscando na tela.

_Seu idiota. - gritou ao atender - Aonde você se enfiou? Eu estava preocupada...

_Seu namoradinho veio tomar um drink comigo. - ela gelou ao ouvir a voz do outro lado - Achei que você gostaria de participar também.

O desespero tomava conta de Diana, ela sentia que algo estava errado e Nicolas não estava bem. Ela mordeu o interior da bochecha, tentado impedir as lágrimas que tentavam rolar por seu rosto.

_Filho da puta, eu vou acabar com você. - ameaçou.

_Engraçado, Nick me disse a mesma coisa, e agora está caído no chão da minha sala.

_Ora Jonas, ora pro Nicolas estar bem. - seu tom de voz era firme - Porque se algo acontecer com ele...

_Vem até aqui, vem - ele interrompeu - Quero acertar as contas com você também. Quem sabe, você e Nicolas não se encontrem no inferno.

_Não vai continuar com esse humor quando eu te pegar. - ela ironizou - Vai se arrepender de não ter me matado antes.

Ela desligou o celular, o jogando longe.

Betão assistia tudo de longe, e seu peito também se apertava, mas por Paola.

Ele havia se aproximado dela a mando de Diana, mas desenvolveu um sentimento forte pela garota. Tanto, que fez Diana prometer que não faria nada contra a menina. No fundo, ele tinha esperança de que ela o perdoasse, e eles pudessem ficar juntos.

_Eu vou. - Betão falou, ao ver Diana procurar as chaves do carro - Ele está com a Paola, e eu vou...

_Não é hora de sentimentalismo. - ela o cortou - Eu vou e pronto.

Diana não iria admitir, mas não suportava a idéia de perder Betão também. Ele era o mais perto que ela tinha de um irmão, e mesmo pagando pra tê-lo por perto, ela sentia um carinho por ele. Sem falar, que Betão era impulsivo e com certeza faria alguma besteira. Já ela, sabia do que Jonas era capaz e estava preparada para o confronto desde os quinze anos.

_Sentimentalismo? - ironizou - Você se jogaria na frente daquele cara se pudesse.

Ela tomou a arma da mão dele, assim como as chaves do carro, e sorriu.

_Eu já perdi muito para o Jonas, não é uma paixãozinha que vai me impedir de matá-lo. - ela mentiu - Essa é a minha vingança, você fica de fora. É uma ordem.



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