História MULHERES VINGATIVAS- Livro 1: Está com você! - Capítulo 39


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.254
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 39 - Depois do fim.


Um mês depois... 

Os ferimentos pelo corpo de Diana, já estavam cicatrizando, fisicamente ela estava bem... Só fisicamente.

Ela passou um mês entubada em uma cama do hospital, por conta dos ferimentos que arrumou no ato de loucura de se jogar contra a vidraça.

Nesse tempo, ela mal recebia visitas e sempre que um enfermeiro aparecia ela gritava, até ele droga-la e ela dormir de novo.

Ela passou grande parte do tempo assim, dopada. Porque só assim o vazio se preenchia e a dor passava.

Ela estava acabada, afundando em uma depressão que sequer sabia de onde vinha. Queria saber sobre Nicolas, queria falar com a mãe, queria não sentir mais nada... Porém, nada acontecia como ela desejava.

Era só abrir os olhos, que ali estava a dor, o remorso e a culpa e ela odiava sentir aquilo... Era sufocante.

_Ela matou o meu pai. - ela ouviu a voz distante.

_Ela salvou a sua vida. - uma outra interveio.

_Aqui não é lugar de briga. - falou uma terceira.

Mais alguns barulhos foram ouvidos, mas ela estava bem drogada para perceber o que acontecia ao seu redor.

_Quer que eu agradeça? - a voz feminina indagou - A culpa é toda dela.

Passos ecoaram pelo quarto, seguido pelo som de uma embalagem sendo aberta.

_Quer acabar com isso? - a voz masculina perguntou - Tome. Enfie essa siringa nela, mande ar pelas veias direto para o coração, vai matá-la sem deixar vestígios. É isso que você quer?

Um silêncio angustiante tomou o lugar.

Diana ouvia tudo a distância, como se não fosse com ela.

_Não vou fazer isso. - a mulher falou depois do silêncio - Não sou como ela.

_Você não é metade do que ela é - o rapaz rosnou - Eu arrisquei minha vida por você, ela arriscou a vida por você, é assim que retribui?

_Nick, vai com calma - a terceira voz pediu - Ela não tem culpa...

_Foda-se! - Nick cortou - Eu não quero saber de quem é a culpa, só quero que sumam daqui.

_Volto quando se acalmar. - o outro rapaz falou.

_Paola? - Nick chamou - Quando ela acordar, porque eu sei que vai, quero que fique longe dela. Longe de nós. Entendeu?

_Senão? - Paola desafiou.

_Eu faço a morte do seu pai, parecer brincadeira de criança perto do que vou fazer com você.

Nicolas ia visitá-la todos os dias, desde que o mesmo havia recebido alta.

Ele não se lembrava de muitos detalhes daquela noite, só se lembrava do tiro, da dor e de ter acordado no hospital uma semana depois.

O ferimento no ombro não foi muito grave, logo ele não demorou para receber alta. Difícil mesmo, foi receber a notícia de que ela estava mal.

Ele soube do que ela fez com Jonas, e mesmo ele negando, tinha ficado muito assustado com o que viu, quase não acreditou que Diana havia feito aquilo.

Nos primeiros dias, ele evitou visitá-la, não sabia como iria reagir caso a encontrasse acordada, ele estava apavorado com tamanha frieza. Mas com o tempo, a saudade foi falando mais alto e aquilo passou a ser irrelevante.

Nicolas se sentou na beirada da cama, como fazia todos os dias, e segurou a mão de Diana.

A expressão serena em seu rosto, não o enganava, ele sabia que ela estava sofrendo, podia sentir isso... E era Justamente o que ele queria evitar.

Ele queria matar Jonas, assim Diana não teria que lidar com toda aquela culpa e remorso... Ele a conhecia, ela era péssima nisso e seu estado era uma boa prova.

_Se você morrer, eu te mato. - ele sorriu sozinho - Anda Diana, acorda. Chega de se dopar, de se castigar. Deixa eu cuidar de você.

Como sempre, ela permaneceu imóvel. Ele já tinha implorado para pararem com as drogas, mas sempre que chegava no hospital, ela estava dopada. Em parte, ele entendia o lado dela, a dor dela, mas não era justo. Ele a queria viva, com os olhos abertos e sorriso no rosto. Tinha sobrevivido por ela, lutou por ela... O mínimo que desejava, era que ela fizesse o mesmo.

_Eu estou aqui pra você amor. - ele acariciou o rosto dela - Você prometeu lembra? Uma Parker não quebra promessas. Volta pra mim, me deixa curar suas dores. Eu te amo tanto.

Ela continuou imóvel e ele teve vontade de arrancá-lo daquela cama e levá-la para longe. Um lugar onde ela pudesse se recuperar, não haveria nada que a lembrasse de Jonas ou do seu lado sombrio. Deus, como ele queria salvá-la.

_Eu... - a voz saiu fraca, mas foi o bastante para fazer Nicolas pular - Devia... Matá-lo.

Ele sorriu, não foi um simples sorriso facial, mas um sorriso da alma. Sua Diana estava de volta.

_Meu amor. - disse depositando um beijo em sua testa - Eu vou cuidar de você.

_Dói. - ela choramingou - Eu... Eu o matei... Sou um monstro...

_Shiiu! - ele pôs o dedo nos lábios dela, a impedindo de continuar - Você não é um monstro. Salvou minha vida, até a da ingrata da Paola...

_Eu gostei. - confessou - E eu não queria parar... Eu queria mais, queria vê-lo sofrer eu...

_Não Diana, eu não vou deixar você se maltratar assim - a interrompeu - Você fez o que tinha que fazer.

_Entao por que não estou feliz? - ela questionou - Por que esse vazio está me corroendo? Por que dói tanto?

Ele acariciou seu rosto, tentando acalmá-la. Era isso que ele mais temia, que Diana fizesse algo que não seria capaz de lidar.

_Dói e vai ficar pior. Isso é porque você é humana - disse olhando em seus olhos - Bizarro seria se não sentisse. Você colocou anos de ódio pra fora, foi ruim até pra você, é normal que se sinta mal, mas vai passar. Eu vou fazer passar.

Ela sorriu melancólica e isso fez sua dor parecer menor. Ela o amava, mais do que a si mesma e talvez esse amor seria sua cura, ou talvez seria sua perdição. Ela não sabia o que iria acontecer, não tinha planejado aquela parte da vida e não gostava de viver sem planejamento. Porém, a vida estava lhe dando uma nova chance de se reinventar.

Uma chance morena, alta, com belos olhos castanhos e um sorriso sedutor. Uma chance que poderia não ser segura, mas que ela amava e estava disposta a arriscar.

_Case-se comigo?

Nicolas a encarou com os olhos arregalados e um sorriso divertido no rosto.

_Acho que essa fala era minha. - falou, voltando a exibir o sorriso que ela tanto amava.

_Diana Parker não se prende a tradições. - se gabou, sorrindo em seguida - Eu costumo ir atrás do que eu quero.

_E você me quer? - sorriu maroto.

Ela revirou os olhos, dando um tapa em seu braço não imobilizado.

_Eu te quero mais do que tudo.

Ele se curvou sobre ela e lhe deu um beijo. Seus lábios se uniram de maneira majestosa, o beijo era calmo porém cheio de urgência, tinha um leve gosto de saudade, mas era repleto de promessas.

_Eu aceito. - ele falou, ainda com os lábios contra os dela - Mas só se você me deixar usar o terno.

Ela riu e o som de sua risada, aqueceu o coração dele.

O vazio no peito dela, ainda não estava completamente preenchido, pelo contrário, mas aquele foi o primeiro passo pra transformar um buraco de saudades, em um recipiente de amor. 



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