História MULHERES VINGATIVAS- Livro 1: Está com você! - Capítulo 42


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 25
Palavras 1.625
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 42 - De fato... O fim.


Fanfic / Fanfiction MULHERES VINGATIVAS- Livro 1: Está com você! - Capítulo 42 - De fato... O fim.

Um ano depois 

_Vamos Diana. - Nicolas chamou impaciente.

Eles estavam arrumando a mudança para os EUA, tinha um monte de coisas para empacotar e Diana ainda estava na cama.

_Se soubesse que ficaria tão rabugento, teria fugido antes de dizer sim. - resmungou se levantando.

As palavras dela fizeram Nick sorrir, pois ambos sabiam que ela estava mentindo.

Diana estava vestida com uma camisa dele, seus rosto estava amassado e o cabelo levemente bagunçado... Ela estava linda, a cada dia que passava ficava ainda mais. Nicolas sentia que podia passar a vida ao lado dela e nunca se cansaria de vê-la, faziam um ano de casados e ainda assim ela conseguia surpreende-lo ao acordar.

_Não cansa de ser tão linda? - a puxou para seus braços e lhe deu um beijo nos lábios.

_Não cansa se ser babão? - ela debochou, saindo do seu abraço.

_Não quando tenho a mulher mais linda do mundo.

Ela revirou os olhos sorrindo, e jogou uma almofada nele.

Eles estavam muito felizes, uma felicidade que se renovava a cada dia que acordavam juntos e sentiam que nunca enjoariam disso. Apesar do bom momento, de todo o amor e carinho que recebia, Diana ainda tinha um brilho triste no olhar e talvez ele ficasse ali pra sempre, lembrando-a de quem ela era.

Ela não tinha mais as crises depressivas, mas o olhar ainda incomodava Nicolas, ele sabia que dificilmente Diana voltaria a ser exatamente como era, mas estava disposto a passar a vida tentando ocupar o vazio no peito dela.

_Nós viajamos amanhã - ela falou, o tirando de seus devaneios.

Nicolas havia proposto a viagem, achou que Diana ficaria melhor se estivesse ao lado da mãe, onde poderia se reerguer e deixar tudo pra trás. Na teoria era uma boa ideia, Diana tinha até se animado com isso, mas na prática era diferente... Ele sentia que faltava algo, um pequeno detalhe.

_Vá se vestir. - falou - Rápido, quero te levar em um lugar.

Diana ergueu a sobrancelha para o marido só pra vê-lo dae de ombros.

_E trás aquele seu ursinho medonho - ele estava de costas, mas sabia que ela lhe olhava feio - Vamos fazer uma boa ação.

Nicolas dirigia calmo, alheio às reclamações da mulher, ele tinha um pequeno sorriso nos lábios o que deixava ela ainda mais irritada.

_Fala agora. - ela ordenou emburrada, arrancando outro riso dele. - Nicolas, eu estou mandando.

_Não. - respondeu pela décima vez.

Ela estava agarrada ao ursinho de pelúcia, como se ele fosse seu tanque de oxigênio e só de pensar em se desfazer dele, Diana já se sentia mal.

_Eu não vou me separar dele - fez bico - Me separo de você, mas dele não.

_Sem drama Diana Avellar. - ele sorriu ao chamá-la pelo nome de casada. Era algo que fazia com frequência, só pelo prazer de exibir que ela pertencia a ele.

Diana reconheceu o caminho que estava fazendo, e franziu o cenho preocupada.

O que estavam fazendo ali?

Como Nicolas sabia o caminho, já que só estiveram ali uma única vez?

Ele estacionou o carro, da mesma maneira que ela havia feito na outra ocasião. Quase dois anos havia se passado desde a última vez que ela pisou ali, mas parecia uma vida.

_O que estamos fazendo aqui? - ela se virou para ele, que parecia alheio as preocupações dela. - Eu vendi esse lugar.

Nicolas saiu do carro e ela fez o mesmo. Demorou para ela olhar a casa e as mudanças que ela tinha sofrido.

A velha fachada triste, foi substituída por uma bem mais alegre. A velha árvore da frente estava mais viva que nunca, e exibia seus frutos para quem passasse por ali. O lugar foi reformado, mas se manteve fiel a arquitetura original... Estava linda.

_Eu... Vendi esse lugar. - ela concluiu confusa - O comprador disse que iria demolir e construir...

_Uma pista de card. - falou orgulhoso.

Ela olhou para o marido, tentando entender o que acontecia... Ele não cansava de tirar coelhos da cartola.

_Você... - questionou, vendo Nicolas assentir - Não acredito.

_Ainda não acabou. - ele apontou para frente da casa - Olha.

Nesse momento a lona que cobria a frente da casa caiu, revelando uma placa enorme com os dizeres.

Lar Adotivo Almeida & Parker 

Diana encarou Nicolas maravilhada, seus olhos brilhavam de alegria e ela não sabia como reagir aquilo.

Ele tinha comprado o terreno, aumentado o espaço da casa e construído um orfanato... Com os nomes dela.

_Em homenagem aos seus pais. - ele falou - Acho que...

Diana não o deixou terminar e se jogou nos braços dele, que riu rodando a amada arrancando risos dela também.

_Eu não sei o que eu faço com você. - disse, dando um beijo rápido em seus lábios.

_Tem uma posição nova, que estou doido pra experimentar... - ele riu.

_Pervertido.

Pela primeira vez desde a morte de Jonas, Nicolas não viu sinais de tristeza em Diana. Ela sorria não só com os lábios, mas com a alma. Um sorriso puro e contagiante, que dava sentindo a vida dele.

_Não quer entrar?

Ela olhou para ele de maneira inocente.

_Mas... Tem gente ai?

_Não, tem pinguins. - debochou, a puxando para dentro.

A sala de recepção estava linda, assim como todo o resto. Eles foram recebidos por uma senhora amável.

_É um prazer conhecê-la, senhora Avellar. - a mulher sorriu - Me chamo Maria, e nós ficamos muito felizes com sua atitude.

Diana olhou para Nicolas, que sorria para ela... Ele era perfeito.

Maria mostrou os cômodos para eles, tudo estava perfeito. A sala da diretoria foi a que mais encantou Diana, ficava em seu antigo quarto e tinha três grandes retratos pendurados na parede.

Susan, Roberto e Henrique estavam lado a lado, todos com um lindo sorriso no rosto, o que fez Diana sorrir também.

_Eu vou ficar aqui e resolver umas coisinhas. - ele soltou a mão dela - Por que não vai com Maria? Aposto que gostaria de ver as crianças.

Ela não gostaria. Não queria ver crianças tristes e sozinhas, mas estava curiosa para ver mais de sua antiga casa, então aceitou.

Diana se surpreendeu com a quantidade de crianças que havia naquele local, e ainda mais ao ver todas correndo felizes. Não havia tristeza no olhar delas, pelo contrário, era crianças saudáveis e felizes.

_Isso é incrível. - ela pensou alto.

_Soubemos da tragédia que aconteceu nessa casa, e ficamos felizes em mudar essa história. Não há dor no mundo, que resista ao riso de uma criança.

Diana assentiu, no momento em que duas meninas passaram correndo por ela.

_Não corram. - Maria gritou, sendo ignorada - Desculpe, se importa?

_Vai lá.

Diana observou a pobre senhora correr atrás das crianças, que se divertiam. Ela sorriu com a cena.

Diana continuou o passeio sozinha, com um pequeno sorriso nos lábios. Sentia uma felicidade imensa, tinha vontade de gritar ao mundo que havia casado com um verdadeiro príncipe... Mas essa alegria foi interrompida quando seus olhos encontram outros olhos.

Diana sentiu uma nostalgia forte, quando viu a menina parada na porta de seu quarto. Ela era diferente das outras crianças, não sorria ou corria pelos corredores, seus olhos não estavam felizes e Diana podia entendê-la.

A menina usava um vestido vermelho, que era duas vezes maior que ela. Os cabelos pretos estavam soltos, em contraste com sua pele clara. Os olhos acinzentados, tinha um brilho diferente... Algo que intrigou Diana.

A menina não falou, sequer se mecheu, só ficou ali, olhando Diana de maneira intensa e ela se via naquela criança.

Tinha aquela mesma tristeza nos olhos antes de conhecer Roberto. Talvez aquela menina também tivesse passado por algo ruim, talvez também buscasse vingança e talvez, terminasse como Diana. Não... Ela não queria que aquela criança seguisse pelo mesmo caminho. Sabia como era o final.

A menina estendeu a pequena mãozinha para Diana, que só então percebeu que tinha Teddy nos braços.

_Você quer? - ela perguntou, se ajoelhando na frente da menina.

De perto ela era ainda mais encantadora. A bochecha rosada, os lábios finos e desenhados, os olhos... Nem parecia que era real.

_Quero. - a menina respondeu com uma voz baixa e doce.

Diana sorriu e entregou o urso para a menina, que mostrou um sorriso encantador ao recebê-lo.

_Qual o seu nome? - perguntou apreensiva.

_Malu. - respondeu agarrada ao urso.

Diana olhou a menina correr para dentro do quarto e se sentar no chão, colocando Teddy em um pequeno carrinho de bebê. Ela se encostou na porta, observando a menina brincar e nem viu quando Nicolas se pôs atrás dela.

Ele a abraçou pela cintura e depositou um beijo em seus cabelos.

_Enfim se livrou do urso. - ele comentou, fazendo a menina olhar para ele.

_É, acho que ele vai cuidar dela.

Nicolas se afastou da mulher e entrou no quarto, trazendo Malu nos braços.

_E o que você acha, de nós cuidarmos dela?

Algo se acendeu em Diana e ela sorriu para o marido.

Ele segurava a menina no colo e ela distraída, tentava enrolar os cabelos dele com seus dedinhos pequenos. Era uma linda cena. Quem olhasse de longe, diria que eles eram mesmo uma família, uma linda e feliz família.

_Então meu amor? - ele sorriu e a menina também, imitando seu gesto - Já podemos chamá-la de filha?


Diana sorriu, agradecendo aos céus pelo marido que lhe foi dado e pela sua futura filha, pois não havia possibilidades dela deixá-la ali. 


No fim, Nicolas não pôde impedir que a amada executasse sua vingança como havia prometido, não conseguiu evitar seu sofrimento, mas ele a tinha livrado da dor e agora, junto com Malu, a livraria da escuridão também... 

Era só uma questão de tempo... 



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