História Mundos Opostos - Capítulo 26


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Categorias Luan Santana
Tags Drama, Luan Santana, Romance, Segredos, Superação
Exibições 54
Palavras 966
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - (24) Correria


Fanfic / Fanfiction Mundos Opostos - Capítulo 26 - (24) Correria

SEXTA-FEIRA

Depois que Luan foi embora, enrolei um pouco para ir trabalhar, meu celular tocou umas dez vezes e a única pessoa que insistia em ligar até que eu atendesse era Bethany.  – Cá entre nós, ela sabe exatamente quando eu não estou afim de atender, por isso sua insistência.

Continuei ignorando as ligações de Bethany por mais meia hora, liguei a tevê, vi o notíciario da manhã, – Coisa que não costumo fazer com frequência. – estendi umas roupas no varal, arrumei o quarto... – Ok, eu também nunca faço essas coisas com frequência, mas o bom humor era tanto que eu precisei passar a boa energia para o lar.

E lá estava Beth (ainda) ligando ou melhor me irritando...

– Posso saber o motivo das trinta chamadas perdidas, ou melhor, não afim de serem atendidas? – Atendi o celular com um tom nada amigável. – Esse era para ser o papel da minha mãe caso ela estivesse viva, mas você faz questão de fazê-lo super bem.

Péssima piada para um ótimo dia.

– Bom dia, Flor do dia! – Disse Beth do outro lado da linha e eu não me contive em revirar os olhos, mesmo sabendo que ela não veria. – São quase meio-dia e você ainda não apareceu por aqui, fiquei preocupada. – Falou com ironia. – Agora falando sério, você precisa vir pra cá, esse escritório está uma loucura hoje e pela primeira vez Bruno, Carolina e eu não estamos conseguindo dar conta. – Ouvi minha amiga bufar do outro lado.

– Preciso de férias! – Dei um gritinho manhoso. – Já estou indo. Obrigada por segurarem a barra por aí, amo vocês! – Respondi com sinceridade e pressentindo que o celular estava com o viva voz ativo.

– Também te amamos! – Disseram Beth, Bruno e Carol em coro.

Desliguei a chamada e fui me arrumar.

[...]

O dia realmente não estava sendo nada fácil no escritório, muitos clientes, uns chatos e outros nem tanto, algumas audiências marcadas no mesmo dia (por descuido nosso) com meia hora de descanso entre cada uma... Descanso não, respirada de 5 minutos para encarar outra. Eu estava exausta, e não era pouco. Normalmente eram uma ou duas audiências ao dia, mas depois que Luan passou a ser cliente do escritório, as coisas mudaram para nós, não que antes não fôssemos requisitados.


– Seguinte, todo mundo na minha sala agora. – Pedi assim que cheguei no escritório de uma última audiência, graças a Deus, nunca fui religiosa, meus pais sim, e por conta deles eu acreditava na existência de um ser divino.

Tomei um copo d'água e subi até a minha sala, todos vieram atrás de mim.

– Eu sei que o dia foi cheio... – Antes de começar o discurso de chefe lenga-lenga, tirei os sapatos que estavam me matando durante a tarde inteira e sentei na minha cadeira. – Vocês andaram de um lado para o outro, assim como eu, e por isso resolvi tomar uma decisão justa e cabível. – Eles me olharam com seriedade e apreensão. – Beth e Bruno, procurem cada um, um assistente. Mas, com uma condição... Esse ou essa assistente, serão contratados como estágiarios, vão ter que estar cursando, pelo menos, o 5° período ou estar terminando a faculdade. Nada mais justo que darmos oportunidade para quem esta começando agora. – Bruno me olhou surpreso e Beth comemorou. – Confio em vocês para trazerem alguém responsável aqui pra dentro.

Eu não queria outras pessoas que não fossem próximas a mim trabalhando no lugar que meus pais tanto batalharam para conseguir estabilidade no mercado, mas vendo que era preciso, tive que abrir mão.

– E quanto a mim? – Carolina perguntou com o olhar triste. – Serei obrigada a me aposentar depois de anos trabalhando aqui, senhorita? – Senti sua tentativa de ser irônica.

Ri da forma que ela disse, como se eu fosse mesmo capaz de excluí-la assim do lugar que tanto amo – Por conta dos meus pais, claro. – e que ela fez parte da história.

– É claro que não Carolina, estou justamente te dando menos trabalho. Você se vira nos trinta para nos ajudar, fica responsável por boa parte das funções aqui dentro... Eu não sou tão ruim assim, ok? – Ri. – Você vai ser a minha assistente, só você sabe o jeito que eu gosto das coisas aqui dentro, e lá fora também! – Levantei da cadeira, me aproximei de Carol para abraçá-la e lhe dar vários beijinhos na bochecha.

– Ei, você ficar com a Carolina só para você não é nada justo! – Retrucou Beth, vindo juntar-se ao abraço.

– Pela primeira vez dentro desse escritório, Bethany tem razão. – Disse Bruno, rindo.

– HAHAHA! – Beth fez cara feia para Bruno. –  Vem logo aqui seu chato, eu sei que você quer fazer parte do nosso abraço coletivo.

– Tem Carolina para todo mundo! – Disse por último Carol, nos fazendo cair na gargalhada como sempre, depois de um dia exaustivo.


LUAN

Não via a hora de encontrar Maria Júlia novamente depois da noite que tivemos, mas o relógio não colaborava comigo. Me sentia como um adolescente tolo vivendo um romance sem precedentes.

Cumpri com toda a minha agenda RJ do dia, desde a manhã de promoções e autógrafos da Rádio FM O Dia até o fim de tarde de gravações no Projac.

Estava exausto do show no dia anterior e a correria do dia de hoje sem um minuto para descanso, tudo que eu queria no momento era Dona Marizete me fazendo um cafuné até que  eu pegasse no sono. Mas, a vida de cantor não é assim. Apesar dos pesares, é o que amo fazer, mesmo se me faltassem forças eu faria (e faço de tudo) para agradar minhas neguinhas.

[...]

No caminho de volta para o hotel em que estava hospedado, mandei uma mensagem para Maria Júlia confirmando o nosso jantar e logo depois tirei um cochilo na van.

"Estou exaustooo! Mas não fugirei do nosso jantar hoje. Bjs e até mais tarde, às 20h...

DO SEU LUAN."



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