História Murder - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jihope, Murder, Namjin, Sugakook, Vmin, Yoonkook
Exibições 68
Palavras 2.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá
Como não consegui narrar, vou explicar o que aconteceu. Taehyung estava perseguindo Yoongi, mas Jungkook apareceu e acabou recebendo um tiro no ombro. Depois disso, Yoongi bateu no Taehyung que desmaiou e mais tarde foi preso. Só isso mesmo.


*Jackson ou qualquer outro nome de idol que não seja do BTS que aparecer nessa fic não representa o idol em si, é só porque não tenho criatividade pra nomes mesmo.*

Capítulo 2 - Entrando na toca do coelho


Fanfic / Fanfiction Murder - Capítulo 2 - Entrando na toca do coelho

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Eu talvez soubesse o motivo de Kim TaeHyung estar atrás de mim naquele dia. Me caçando feito louco. Insano. Um adolescente doentio que não conseguia raciocinar mais nada. Estava tão perto de mim, tão perto de puxar o gatilho – na verdade ele puxou, mas não em mim.

Jeon JungKook, um estudante do segundo ano do Ensino Médio. Estaria na escola, àquele horário, por pura coincidência; ou sabia de algo? Mesmo que eu nunca houvesse trocado no mínimo um “oi” com tal ser, seria ele capaz de… saber de algo? Bem, eu não sabia, mas descobriria.

Já fazem dois dias que ele levou o tiro no ombro, dois dias que está internado; e dois dias que fui liberado do tribunal por legítima defesa – não que eu tivesse matado Taehyung, mas ele teria bons dias de sono pela pancada de ferro na cabeça. Foi apenas por puro instinto. – Só o que importa agora é que ele está preso, longe de mim, finalmente, estou em segurança.  

 

Ou pelo menos acho eu que nada mais pode me perseguir com uma arma por aí, a não ser que esse alguém seja Jeon JungKook…

 

Não, não acho que ele seria capaz ou suspeito disso. Se eu achasse, provavelmente não estaria no hospital agora, indo visitá-lo.

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Capítulo 2 - Entrando na toca do coelho

Catte7


 

Yoongi caminhava por aqueles corredores brancos e vazios, que cheiravam a álcool e produtos de limpeza diversos. Ele gostava daquele cheiro, como os de gasolina ou fogo; o que o perturbava era o cenário, e não ao que ele cheirava. Eram lembranças vagas em sua mente, que ele faria de tudo para esquecer. As luzes sobre si eram completamente claras e iluminavam todo canto e aresta daqueles corredores.

 

124…

125…

126…

127. Era o quarto de Jeon JungKook.

 

Min Yoongi não tinha a mínima obrigação de estar ali, visitando ele, mas estava porque se sentia culpado. Assim como se sentia culpado pela fome na África ou o comunismo extremista na Coreia do Norte. Para ele, todo mal na Terra era culpa sua, pois ele não podia fazer nada para ajudar, só servia para poluir mais a atmosfera, fumando uns três cigarros por dia. Mas bem, talvez… JungKook ele fosse capaz de ajudar, e era por isso que estava ali. Continuava pensando que o tiro poderia ter sido nele, e não num garoto inocente do segundo médio de sua escola.

Parou em frente à porta branca e respirou fundo, prendendo o ar em seus pulmões, antes que pudesse tomar qualquer atitude precipitada, em seguida soltando. O que ele diria ao jovem, sendo que as únicas coisas que sabia sobre si era seu nome e idade? “Ah, olá, eu sou o garoto que deixou você levar um tiro.”

Yoongi deixou? Não, mas sentia como se sim, se tivesse sido sua culpa, só sua.

Aproximou-se da porta branca de madeira, e girou a maçaneta, lentamente. O quarto era indiferente, talvez apenas tivesse uma parede azul, mas o resto, brancas. JungKook estava sentado sobre a cama, aparentemente lendo algo. Usava um casaco moletom cinza, suas pernas estavam cobertas pelo lençol branco, o que não possibilitava Yoongi de ver o que o jovem usava por baixo. No momento em que viu Min entrar, fechou o livro, mas não demonstrou nenhuma surpresa em seu rosto ou corpo, diferente do loiro.

 

“Oi…”

“Me avisaram que você viria.”

“Sério? Que desagradável, era pra ser uma surpresa…”

 

Ele caminhou para perto da cama, perto o suficiente, não se sentia no direito de se aproximar mais. Escondeu suas mãos nos bolsos de sua calça moletom preta e forçou seus olhos para observar melhor o moreno. Tinha traços delicados, principalmente em seus olhos. Possuía leves olheiras cavadas, mas era o único marco de cansaço ali. Seu lábio superior era mais fino que o inferior, ambos rosados e de certa forma atraentes.

 

“Eu só queria ver se você estava bem.”

“Fico feliz pela preocupação” – Jeon sorriu, e isso possibilitou Yoongi de ver seu sorriso, extremamente fofo. Seus dentes eram branquinhos, e… lembravam perfeitamente os de um coelho. Em seguida, ele deu-se conta de que, na verdade, ele inteiro lembrava um coelhinho. Yoongi sentia vontade de mordê-lo

 

Então, lembrou-se do coelho de estimação que teve aos seus dez anos de idade. Era cinza, quase preto, e seus olhos eram vermelhos, natural para um coelho. Ganhara de seu pai em seu aniversário. O jovem Min era completamente fissurado pelo pequeno mamífero, e quase nunca desgrudava dele. Quando eles estavam próximos, e outra pessoa tentava “roubar” o Yoongi do coelhinho, o roedor simplesmente… mordia a pessoa. Era seu dono, e queria ele, era dele, só dele. Talvez houvesse pegado a mania de morder de seu coelhinho.

JungKook lembrava muito seu bichinho, normal, era um coelho comum.

 

“Me desculpe.” – Yoongi tentou libertar-se de seus devaneios – “O tiro era pra ter sido em mim. Você não merecia isso.”

 

JungKook arregala seus olhos no mesmo momento e sente um calafrio percorrer por seu corpo. Como ele poderia dizer algo assim, tão… friamente?

 

“O-o quê? O que está dizendo? Nenhum de nós merecia isso.” – Yoongi apenas desvia seu olhar, já esperava que ele dissesse isso

“Você.” – volta a olhar nos olhos negros de Jeon – “O que estava fazendo na escola àquela hora?”

 

O moreno demonstra uma expressão confusa e desconfiada, ficando alguns segundos em silêncio, apenas olhando para o loiro à sua frente – e aproveitou esse tempo para apreciá-lo. O tom de loiro caía perfeitamente sobre seu corte, raspado dos lados, e em cima, seu cabelo estava levemente ondulado, penteado para cima, mas com um fio insistente caído sobre sua testa, o que lhe dava um ar sexy. Não era a primeira vez que ele via um homem dessa forma, com outros olhares, com… desejo. Mas Yoongi era diferente.

Sua pele era pálida, e seu semblante vazio e simultaneamente sério, era algo que mexia inconscientemente com seu baixo ventre. Seus lábios eram delicados; seu olhar, penetrante. Perguntava-se como que nunca havia reparado naquele ser humano antes.

Piscou algumas vezes, tentando se distrair, desviando o olhar. Então, sentiu suas bochechas esquentarem. Droga, ele estava corado; o que Yoongi não compreendeu muito bem. Por que sua pergunta causou constrangimento?

 

“JungKook?” – o chamado despertou o moreno novamente, que voltou a fitar os olhos castanho escuro

“Desculpe.” – suspira, tentando se acalmar – “Eu estava lá fazendo um trabalho.”

 

Yoongi arqueia sua sobrancelha e tira as mãos de seus bolsos, logo cruzando seus braços

 

“E acabaram tão tarde assim?”

“Eu fui o que ficou por último pra ir embora, meu pai estava preso no trânsito.” – Yoongi apenas ouvia, atentamente – “Então, eu percebi que havia esquecido meu caderno na sala, e voltei pra pegar. Daí aproveitei pra ir no banheiro, e…”

 

JungKook engoliu em seco e, mais uma vez, desviou o olhar. Sentiu seu corpo estremecer, ao apenas lembrar.

 

“Eu sei.” – Yoongi interrompe e aproxima-se mais um pouco, agora conseguindo ver uma parte da faixa, por baixo do moletom – “E… está tudo bem, certo?”

“Certo... – volta o olhar – “Segunda já estarei na escola.”

“Não vai repousar em casa?”

“Meu pai não quer que eu perca matéria.”

“Entendi…”

 

Por um tempo, o silêncio reinou e ambos desviaram o olhar. Yoongi acreditava nas palavras do jovem, ele não… aparentava ter motivos para mentir sobre isso.

Após mais algumas palavras, Min Yoongi saiu daquele hospital e foi diretamente para casa. Sua casa… fria. Na verdade, um apartamento, um apartamento frio. Morava sozinho, era apenas ele e mais ninguém. Nenhum sinal de calor além dele mesmo. Caminhou pelos cômodos escuros e foi direto para o banheiro, lavar o estresse daquele dia. Como já era esperado, o encontro foi estranho. A conversa foi estranha. Mas JungKook… JungKook não era estranho.



 

~*~



 

Já era segunda-feira, um dia normal. Mais um dia tedioso para Yoongi. Ah, a escola… como ele odiava a escola. Era insuportável, ter que acordar todos os dias e ir para aquele inferno; ainda mais por ter reprovado um ano. Já tinha dezoito e ainda estava no Terceiro. Ele era inteligente, não era por nota de prova que sua média vinha ruim, e sim por sua irresponsabilidade. Não entregava trabalho e vivia na diretoria. Ele estava pouco se fodendo para a escola.

Lá, não mantinha contato com as pessoas, não tinha amigos, mas apenas porque ele mesmo não queria. Sempre mantinha distância das pessoas de lá, não se sentia confortável em suas presenças. Preferia ficar em algum lugar isolado no intervalo, lendo um livro ou assistindo uma série em seu celular. Nas aulas, dormia. Ele já sabia todas aquelas matérias, só não faltava todos os dias por medo de reprovar por falta. Não tinha ninguém que pudesse obrigá-lo a ir para a escola além dele mesmo. Não tinha pais ou parentes que se importassem com ele. Yoongi era sozinho.

Caminhava a pé para o edifício e… sentia-se nervoso. Não entendia o motivo disso, ele estava apenas indo para a escola, por qual motivo… ele… ah, Yoongi já sabia.

Estava ansioso para ver JungKook.

Mas apenas para ver mesmo, não se atreveria de no mínimo se aproximar para ver se as olheiras permaneciam marcando presença em seu rosto angelical. Apenas… observaria o moreno de longe, e discretamente.

 

Do outro lado; enquanto para Yoongi seria mais um dia tedioso; para o jovem JungKook, seria mais um dia agitado. Ele morava com seus pais, obviamente, e sofria pressão para estudar, pressão para aprender os ensinamentos, pressão para decidir o que quer da vida. Seu pai o levava de carro para a escola, e sempre na entrada, encontrava com seus “amigos”. Entre aspas, porque não era assim que JungKook os considerava. Para ele, era algo mais em torno de colegas. Jeon tinha uma vida social, vivia em festas, mas… por dentro, sentia-se vazio. Nunca teve alguém que tomou seus dias ou que ele tivesse a honra de chamar de “melhor amigo”. Tinha seu irmão, mas para ele, irmão é diferente de amigo, mesmo que fosse um.

Estava dentro do carro, com seu cotovelo apoiado no encosto da porta, enquanto olhava para fora do carro, observando o movimento. Em sua cabeça, o que se passava era bem diferente do que se passava à frente de seus olhos. Seus pensamentos estavam focados no Garoto Branco. Era como JungKook chamava Yoongi, já que não teve a luxúria de saber seu nome. Talvez houvesse dado esse apelido pelo cabelo loiro e a pele extremamente pálida. Tinha certeza que, se ele platinasse o cabelo, sumiria.

O Garoto Branco era… atraente aos olhos de JungKook, mas não era por isso que o mesmo não saía de seus pensamentos. Ele era misterioso, era diferente, e isso despertava uma vontade no jovem de saber mais. Seu nome, sua idade, sua história. Por que aquele garoto de cabelo castanho tigela estava atrás dele com uma arma? A curiosidade estava matando Jeon. Se perguntava como nunca havia notado aquele garoto em todos os anos que estudou naquela escola.


 

“JungKook?” – o chamado de seu pai foi equivalente a um despertador – “Já chegamos.”

“Ah, sim…” – o moreno balança a cabeça, tentando afastar os pensamentos – “Bom trabalho, pai.”

 

Em seguida, deixa o carro.

 

Vestido no uniforme e com a mochila em suas costas, Jeon caminha até a entrada,onde sempre encontrava com seu grupinho de “amigos”. Logo, não demorou muito para avistá-los. No meio de todos, o ruivo acenou e JungKook pode ler seus lábios chamando “JungKookie”. Era a pessoa mais próxima que ele poderia chamar de melhor amigo, Park Jimin. Mesma classe, mesma idade, mesmos gostos e costumes. Eram amigos desde o pré e era nele que Jeon colocava pra fora tudo que sentia.

Segurou as alças de sua mochila enquanto caminhava sorrindo a Park, mas quando faltavam centímetros para se juntar ao grupo, algo passou como um vulto em sua frente, mas para JungKook, foi algo que se passou em slow motion.

Cabelo loiro, pele pálida, corpo delicado, coberto pelo uniforme escolar e correntes, anéis e brincos. O cheiro de seu perfume forte passou pelo nariz de JungKook e adentrou suas narinas, embriagando o jovem com aquele aroma extremamente doce e satisfatório. Olhou para as costas do Garoto Branco, e pôde ver seu olhar frio e penetrante soltado por cima dos ombros e mirado nos olhos negros de Jeon.

 

“JungKookie?” – Outra vez, alguém despertou-o sem piedade. Assim que virou seu rosto para encarar o de Jimin, percebeu que antes devia estar olhando feito bobo para o loiro e sentiu-se envergonhado

“Sim, hyung?”

“O que foi? Tava olhando o que?” – Jimin curva sua cabeça para olhar os corredores, procurando por algo relevante; e JungKook também faz o mesmo, assim percebendo que ele não estava mais lá. Tão rápido

“Nada.” – Volta a olhar para Jimin, que também olha para JungKook, desconfiado

“Então… tá, né.”

“Ei, já vai bater o sinal, vamos entrar.” – Diz Jackson, interrompendo o clima estranho que reinava entre os amigos

“Sim, vamos.” – Jimin olha para Jackson, depois alterna para JungKook, e segura em seu braço, logo puxando-o para dentro

 

 

Achei que esse dia nunca chegaria

O dia que você esconderia algo de mim.


Notas Finais




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