História Murder - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Chen, Kris Wu, Lu Han, Sehun, Tao, Xiumin
Tags Exo, Ficção, Hunhan, Luhan, Mistério, Sehun, Suspense, Violencia, Yaoi
Exibições 46
Palavras 2.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capitulo III - O Outro lado


Fanfic / Fanfiction Murder - Capítulo 3 - Capitulo III - O Outro lado

:O outro lado:

 

Você parece distraído hoje...

Eu conheci um príncipe...

Príncipes não existem.

Mas ele definitivamente é um príncipe! Ele foi educado, elegante e era tão bonito!

Minha doce e inocente criança... O que te faz pensar que sua vida patética é um conto de fadas?!

Mas você sempre me disse para seguir meu coração... E agora você está...

Você vai chorar? Você é apenas mais um lixo para este mundo então pode simplesmente calar a boca e não fazer nada!

Eu... Sinto muito...

 

Sehun notou que Luhan estava ainda mais distante que no dia anterior. Eles estavam sentados no mesmo café, lado a lado, mas Luhan cismava em manter distancia. Ele favava mais devagar dificultando para que Sehun entendesse.

 

“Você pode repetir, por favor?” Sehun perguntou o mais educado possível. Na verdade ele estava ficando irritado, mas não queria gritar com o garoto.

 

Luhan podia sentir a frustração de Sehun, mas estava muito nervoso. As palavras de sua irmã ainda ecoavam em sua cabeça e ele odiava em saber que ela estava certa. Luhan realmente não falava com muitas pessoas, não tinha amigos, então o pensamento de ter que ficar próximo a uma pessoa por uma semana era perturbador. O primeiro encontro não fora assustador, por que Luhan estava mais distante de Sehun e pode atribuir algo para distrair o garoto de sua presença. O verdadeiro problema surgiu quando tivera que falar por um longo período de tempo e Luhan não falava mais do que uma ou duas frases por dia.

 

Luhan murmurou algumas palavras esperando que o garoto ao seu lado entendesse. Ele mexeu-se um pouco quando Sehun esticou o pescoço aproximando o rosto de Luhan para que conseguisse entender o que dizia.

 

Sehun suspirou fundo e sua mão moveu por conta própria até a borda da cadeira de Luhan. Um grito alto ecoou pelo café, Luhan havia se assustado quando Sehun o puxou para perto de si. Ele paralisou quando olhou para o maior com certo medo. Sehun o encarou, mas sua raiva logo se dissipou ao ver o medo nos olhos do pequeno. Ele encarou os orbes negros angustiadas de Luhan e seu coração começou a doer.

 

“Eu sinto muito” Sehun sussurrou, sentindo-se extremamente culpado por suas ações.

 

Ele não sabia o porquê dos olhos de Luhan deixava-o tão fraco, ele viu a forma que os lábios do garoto tremiam como se estivesse controlando-se para não chorar. Sehun se sentia horrível e não sabia o que fazer para Luhan se sentir melhor, sua única opção era ficar imóvel na cadeira olhando para suas mãos. Muitas pessoas estavam encarando-os, muitos olhavam para Sehun como se fosse algum tipo de molestador.

 

Sehun suspirou rapidamente colocando todos os livros dentro da mochila. Ele agarrou a mão de Luhan e se levantou. “Vamos para outro lugar...”

 

Luhan engasgou novamente, os dedos se Sehun estavam segurando-o tão firmemente que não soube como reagir. Ele permitiu que Sehun pegasse ambas as mochilas e fizessem o caminho até a saída do café. Eles estavam praticamente correndo e isso apenas deixava Luhan ainda mais nervoso. O medo ao saber que Sehun se recusava a aflouxar o aperto em seus dedos e o levava para um lugar desconhecido.

 

Eles finalmente pararam de correr, Sehun havia levado o garoto à beira de um rio, ele se inclinou na borda, ofegante. Luhan se perguntava se deveria dizer ou fazer alguma coisa. O que ele não esperava era Sehun se virar e cair de joelhos em sua frente. Ele rapidamente apoiou as mãos nas pernas.

 

“Eu sinto muito, Luhan!” Implorou.

 

Luhan se assustou com o ato repentino. “N-Não tem problema... Por favor, levante-se.”

 

“Não. Não” Sehun sacudiu a cabeça freneticamente “Por favor, diga que você me perdoou. Eu sou um garoto insensível! Você é meu sênior e eu o tratei dessa forma. Eu sinto muito!”.

 

“Se-Sehun, por favor...” Luhan suplicou. “Esta tudo bem, eu-eu não estou bravo com você, esquece isso...”

 

Sehun finalmente levantou o olhar para Luhan, que recuou, nervosamente mexendo nos dedos. Quando seus olhos se encontraram, Sehun se viu atordoado de novo. Ele se perguntava o como não havia notado o quão intenso os olhos e de tirar o folego eram os olhos de Luhan. O garoto desviou o olhar para o chão e Sehun apenas soube ficar ali parado, admirando a beleza do garoto ser ampliada com os raios de sol batendo em seu rosto.

 

“Posso pagar algo para comer amanhã?” Sehun falou para que pudesse se conter.

 

“Você não tem que--” Luhan falou suavemente.

 

“Eu gostaria de pedir desculpas de forma adequada” Sehun insistiu. “Eu ainda me sinto envergonhado pelo o que fiz.”

 

Sehun manteve os olhos em Luhan, esperando que o garoto não rejeitasse sua oferta.

 

“Esta bem...” Luhan sussurrou e Sehun abriu um grande sorriso.

 

“Eu vou leva-lo para o meu restaurante favorito” Disse ele, com entusiasmo. “Eu tenho certeza que ira gostar.”

 

Luhan simplesmente assentiu esperando que Sehun não reconhecesse a vermelhidão em suas bochechas.

 

*

 

“Como vai sua investigação secreta?” Jongdae perguntou enquanto mordiscava uma batata frita.

 

 Sehun apenas encarou seu almoço, havia perdido o apetite depois daquela simples pergunta.

 

“Nada bom, eu suponho” Jongdae tomou um gole de sua bebida.

 

Sehun olhou para cima e encara-lo, mas logo desviou o olhar.

 

“Vamos, me conte alguma coisa” Disse Jongdae, insistente. “Realmente é fácil como você pensou ou foi o maior erro da sua vida propor essa missão para o Ditador Wu?”

 

“E-Ele é muito tímido, hyung” Sehun murmurou. “Como ele está sempre nervoso perto de mim ele sequer fala ou me olha nos olhos”

 

“Interessante” Jongdae disse, esfregando o queixo. “Você teve a chance de perguntar sobre o assassino que ele tanto gosta?”

 

“Não, eu vou lhe perguntar hoje no jantar” Disse Sehun suspirando. Jongdae demorou a raciocinar e logo se engasgou com o refrigerante.

 

“Vocês irão a um encontro?!” Ele perguntou com os olhos arregalados e um sorriso provocante em seus lábios.

 

Era hora de Sehun se afogar com seu sanduiche.

 

“Ah droga, não” Sehun falou. “Eu só me comportei imprudentemente com ele ontem, então queria apenas me desculpar.”

 

“Por quê? O que você fez?” Jongdae perguntou ficando ainda mais interessado.

 

Sehun engoliu em seco. “Não vou lhe dizer”

 

Embora ele soubesse que Jongdae iria lhe incomodar mais que sua mãe para saber o que acontece, ele acabou deixando alguns detalhes sobre o que aconteceu com ele e Luhan para trás.

 

Jongdae começou a balançar os pés e sua risada barulhenta chamou atenção de todos no refeitório. Sehun suspirou sabendo que iria se arrepender para o resto de sua vida. Jongdae não iria deixar o assunto quieto.

 

“Dez reais que os dois irão dormir juntos em um mês!” Jongdae gritou para todos no refeitório.

 

Sehun escondeu o rosto envergonhado.

 

“Eu não sou gay, hyung” Disse ele. “Eu não tenho nenhum problema com a homossexualidade, mas eu nunca tive esse tipo de contato com um homem. Além disso, prefiro não me relacionar com uma pessoa que glorifica um assassino. Acredito que Luhan esta escondendo mais mistérios atrás daquela fachada de garoto nervoso...”.

 

Jongdae ainda sorria maliciosamente e Sehun simplesmente esfregou os olhos, cansado.

 

“Isso nunca impediu ninguém” Segurou o riso.

 

“Você falha como um adulto” Sehun comentou

 

 “E você ira falhar em manter sua coisinha dentro das calças”

 

*

 

Eu não tenho atração por ele! Sehun pensou ao sentar-se do lado oposto de Luhan em seu restaurante chinês favorito.

 

Ele sabia que Luhan tinha um rosto bonito, o nariz provavelmente fora o mais perfeito que já viu, mas seus olhos... Aqueles malditos olhos. O cabelo sempre confuso em um encaracolado e Sehun não conseguia deixar de pensar em quão adorável suas bochechas rosadas eram.

 

Mas apesar disso tudo, Sehun não era atraído por Luhan.

 

Sehun suspirou de novo e de novo de acordo com as vezes que as palavras de Jongdae ecoavam em sua cabeça. Isso não passou despercebido por Luhan.

 

“Desculpe se esta se sentindo desconfortável” Luhan disse, colocando o guardanapo de volta na mesa e se levantando. “Obrigado por--”

 

“Não” Sehun gritou, segurando a mão de Luhan. “Eu só estava... pensando em outras coisas”

 

Ele viu uma pequena vermelhidão preenchendo das bochechas de Luhan e se perguntou o porquê daquilo. Foi então que Sehun notara que estava segurando a mão de outro homem de forma possessiva e rapidamente a soltou.

 

“Desculpe” murmurou e telepaticamente amaldiçoava Jongdae. Luhan balançou a cabeça e sentou-se nervosamente na ponta da cadeira.

 

“Relaxa” Sehun sorriu. “Este é apenas um jantar casual e uma boa oportunidade para tornarmos amigos. Eu gostaria de saber mais sobre você.”

 

“S-Sobre mim?” Luhan perguntou tremulo.

 

“Nada pessoas” Sehun acrescentou rapidamente. “Apenas quero saber o porquê começou a escrever? Você sempre quis ser jornalista?”

 

“Na verdade, não.” Luhan disse, inclinando-se para trás na cadeira. “Mas a escrita sempre foi minha paixão”

 

“Isso é incrível” Sehun disse com um sorriso radiante. “Você é um escritor incrível, o melhor que tivemos em anos.”

 

“São apenas artigos de noticias online” respondeu lentamente. “Nada de especial”

 

“Mas suas palavras são hipnotizantes!” Sehun exclamou. “Cada vez que leio seus artigos, eu me sinto hipnotizado. Você me levou á um mundo completamente diferente, onde eu pude visualizar todos os detalhes que escreveu tão vividamente. Você tem o dom de seduzir seus leitores com suas palavras bonitas...”

 

“O-Obrigado” O rosto de Luhan ficara completamente vermelho.

 

“Como você faz isso?” Sehun perguntou.

 

“O que?”

 

“Eu sempre me perguntei” Disse Sehun brincando com a borda do copo. “Como ganhou esse talento incrível de descrever cenas violentas e terríveis e faze-las parecer tão... Esplendidas?”

 

“Esplendida...”

 

“Sim” Sehun moveu a cadeira para mais perto de Luhan, e sua voz tornou-se um pequeno sussurro. “Eu me lembro de cada palavra do seu ultimo artigo... Vermelho é a cor que seduz os seres humanos, assim como seduziu este humano em especial... Ou foi um deus que fez isso? Um deus que sufocou sua própria obra de arte sem medo de revesti-lo com uma cor escarlate excitante.

 

Luhan já não estava mais tremendo. Ele já não estava mais evitando os olhos de Sehun.

 

“Diga-me Luhan” Ele sussurrou. “Você realmente acha que o assassino é um Deus?”

 

“Grim Reaper foram chamados de anjos e até mesmo deuses em vários mitos” Luhan falou sem hesitação. “e eles tomam a vida das pessoas também”

 

“E isso lhe da o direito de matar as pessoas?” Sehun perguntou.

 

“Por que isso importa” As palavras de Luhan soaram com mais frieza. “Ele apenas terminou com uma vida patética que iria acabar de qualquer jeito. Todos nós morreremos um dia. O assassino, pelo menos, enviou a alma daquele homem de forma requintada. Todos sabiam quem era aquela pessoa, caso contrario, nada importaria”

 

Esse garoto tem dupla personalidade... Sehun disse a si mesmo.

 

“Ele era um homem de família” Sehun argumentou. “Eu duvido que ele queira esse tipo de reputação. Ele estava apenas tentando proporcionar uma vida para sua esposa e filhos trabalhando duro dia e noite.”

 

“Respeite os mortos, mesmo que eles forem pessoas ruins, não fale mal dos mortos” Luhan disse irritado. “Essa é uma das doenças da humanidade. Me da vontade de vomitar.”

 

Sehun respirou fundo, ele tinha que controlar seu temperamento, por que ele sabia que Luhan estava certo.

 

“Eu concordo” Sehun falou, ele não iria ficar contra o cara que possivelmente era o assassino. “Ele não era uma boa pessoa”

 

“Não era uma boa pessoa?” Luhan perguntou com escárnio. “Ele era a porra de um molestador que costumava chegar em casa bêbado e abusava de sua esposa e filhos. Sua família estava feliz quando ele foi sequestrado”

 

Sehun quis argumentar que aquilo não era o suficiente para matar alguém. O que o assassino estava tentando fazer? Ele quer limpar o munda das pessoas podres brincando de ser Deus? No final, ele não passava de um assassino.

 

“Você quer seguir os passos dele?” Sehun perguntou, deixando escapar o tem de raiva que continua a alguns minutos.

 

“Eu não tenho sorte suficiente” Luhan sorriu. “Ninguém iria se importar quando eu morresse...”.

 

Sehun queria perguntar o porquê de o menor estar falando tudo aquilo. Ele não tinha motivos suficientes para continuar vivo? Por que ele estava sorrindo? Não era um sorriso triste, Luhan estava genuinamente feliz com a expectativa de morrer.

 

“Por que isso te deixa feliz?” Sussurrou Sehun. “Por que o pensamento de morrer te faz sorrir, Luhan?”

 

“Estou surpreso dele não o fazer feliz” Luhan inclinou ligeiramente a cabeça. “Imagine... Você não estaria confinado em um corpo. Não teria de comer, dormir ou beber para sobreviver. Você não teria que trabalhar e não precisaria de dinheiro. Todos os bens matérias seriam desnecessários. Você já se perguntou o que acontece quando alguém morre? Será que ela realmente vê uma luz? Todas suas perguntas seriam respondidas? Eu gostaria de saber se todas as minhas perguntas serão respondidas ou se eu iria vagar por ai pelo resto da eternidade.”

 

O olhar nos olhos de Luhan era viciante e cativante. Sehun sabia que havia um vazio em seu coração que ninguém poderia preencher, mesmo o evento mais feliz de sua vida não poderia compensar a angustia que Luhan havia experimentado e Sehun ficara inquieto querendo saber como era tal sentimento. Por que ele se sentia assim? Luhan não tinha mais ninguém e obviamente era diferente. Não havia medo e nem mentira naquelas palavras, Sehun estava admirado com o como Luhan conseguia resistir em ser mais um ser miserável que afirmam serem seres humanos.

 

“Desculpe interferir” A voz chamou ambos os rapazes, trazendo-os de volta a realidade. “Agradecemos se não fizerem nada de indecente na frente de todas essas pessoas” O garçom falou, encarando-os sem expressão alguma. “Este é um restaurante familiar”

 

Sehun de repente percebeu o quão perto estava do rosto de Luhan e sem pensar duas vezes se afastou. Luhan automaticamente desviou o olhar se enfiando mais uma vez em sua bolha de nervosismo. Sehun tentou mentalmente não amaldiçoar aquele homem.  Mas que merda estava acontecendo entre os dois?

 

“Obrigado por sua cooperação” O garçom inclinou-se, mas seu tom não fora nada educado. “Eu espero que não tenhamos que joga-los a força do restaurante, se decidirem fazer algo perturbador como isso novamente.”

 

Sehun não deixou de notar o quão constrangido Luhan estava. Ele suspirou ao olhar em volta, seguindo o garçom com o olhar. Sehun sabia que se qualquer um deles fosse uma garota, estaria tudo bem. As regras parecem mudar quando se trata de dois garotos com os rostos próximos de mais.

 

“Eu continuo a envergonha-lo em publico” Sehun disse, desculpando-se.

 

Luhan simplesmente balançou a cabeça. “Pelo menos sabemos que o garçom não ira nos atender hoje”

 

Sehun ficou feliz em ver a pequena contração nos lábios de Luhan.

 

“Você esta certo?” disse Sehun, sorrindo.

 

Aquela noite ele iria sonhar com o sorriso deslumbrante de Luhan e seus lindos olhos

 

Continua...



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