História Murder - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, Got7
Personagens BamBam, Jackson, Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Lisa, Rap Monster, Rosé, Suga, V
Tags Bangtanhist, Bottom!taehyung, Chaennie, Kookv, Menção Vmin, Namjin, Taekook, Top!jungkook, Vkook
Visualizações 1.264
Palavras 3.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, genteeee! <3
Primeiramente, quero agradecer pelos +130 favoritos que recebi com apenas um capítulo, sem contar os 15 comentários maravilhosos e as +200 exibições, sério, sz.
Aliás, muita gente está confusa pelo fato de YoonMin ser o segundo casal escalado para a história, já que Jimin está morto, mas relaxem, pois, com o tempo, vocês irão entender melhor o significado de tudo.

Bem, enfim... Mil perdões pelos dias de demora com a atualização; eu gostaria que saísse algo realmente bom e, para que isso acontecesse, tive que ler e reescrever muitas coisas/palavras erradas, sem contar o fato de que viajei para outro estado (sem computador por perto) + tive que estudar para algumas provas. Sério, não foi por mal.

De qualquer forma, mil beijos. <3

Capítulo 2 - Second Chapter


Fanfic / Fanfiction Murder - Capítulo 2 - Second Chapter

Alguns meses antes...

Taehyung nunca fora fascinado pelo céu iluminado com as estrelas pequenas e quase invisíveis, mas ainda assim admirava cada pedaço daquela paisagem. Não era como se fosse uma obsessão, mas, de certa forma, amava deitar-se de vez em quando no gramado da pequena casa de seu melhor amigo e contornar todo aquele espaço estrelado com os olhos.

Taehyung não podia negar que apenas passou a observar com mais frequência tudo aquilo por causa de seu namorado, Park Jimin, mas, de qualquer maneira, sempre soube da existência daquele céu maravilhoso e do quão incrível ele poderia ser quando observado com extrema atenção.

— Eu gosto bastante do dia, mas, como já deve saber, prefiro mil vezes a noite. Observe bem como tudo fica lindo! – Jimin apontou para o céu estrelado, indicando cada uma das coisas que admirava. – Às vezes imagino o céu como se fosse a mim, sabe? Enquanto você seria como as estrelas. – Falou, virando-se finalmente para encarar Taehyung, percebendo que o mesmo olhava-o de volta um pouco confuso. – Assim como as estrelas o preenchem, você também me preenche, Tae.  – Pegou a mão do de cabelos castanhos carinhosamente, depositando um beijo casto e delicado em cada ponta de seus dedos.

O outro apenas sorriu envergonhado, se aninhando no corpo do de cabelos negros e afundando o próprio rosto na curvatura de seu pescoço, sentindo o odor tão comum e incrível do namorado.

Para Taehyung, Jimin possuía um cheiro diferente. Talvez fosse besteira ou algo maluco de sua cabeça, mas cada vez surgia mais motivos para ter certeza de tal pensamento. Porém, ainda assim, Taehyung achava que o namorado era demais para si e que não merecia alguém tão especial como ele ao seu lado.

Também costumava se preocupar com os sentimentos do outro quando, diversas vezes, ele era criticado por seus pais e pelas pessoas injustas existentes no mundo, que viam a relação dos dois como algo demoníaco. Mas, mesmo  assim, perdê-lo sempre fora o seu maior medo.

Park era seu ponto fraco e disso não havia dúvidas.

— Jimin, você pode me prometer uma coisa importante? – O encarou de forma intensa, um pouco inseguro das prováveis próximas palavras que escapariam de seus lábios. Jimin apenas assentiu com a cabeça, esperando o que o outro queria lhe dizer. – Me promete que sempre irá ficar ao meu lado, independentemente de qualquer coisa? – Praticamente suplicou, com os olhos fechados. – Por favor, não ache que estou brincando, mas você é maravilhoso, sabe? Às vezes sinto medo de te perder para alguém mais maduro e...

— Não termine de falar, Taehyung. – Jimin implorou, o interrompendo enquanto acariciava ternamente suas bochechas rosadas. – Quantas vezes irei ter que lembrar-lhe sobre o quão forte é o que sinto por você? – Questionou, podendo ver o olhar inseguro de Taehyung permanecer. – Não precisa se sentir inseguro com isso. Por mais que eu quisesse, acredito que nunca iria conseguir lhe esquecer. Pode parecer clichê e bem idiota, mas é a verdade. – Abriu um sorriso pequeno.

Taehyung acreditava nos sentimentos de Park, porém não conseguia acreditar que fora ele mesmo que causou aquele amor intenso que o namorado fazia questão de lhe informar ao menos uma vez ao mês. Era inseguro consigo mesmo e não possuía amor próprio, mas ainda assim desejava ser feliz ao lado do outro.

— Me desculpe se algum dia lhe magoei ou se algum dia fui rude com você, mas juro que nunca foi minha intenção. Eu amo muito você, Jimin. Você não tem ideia do quanto tenho medo de te perder. – Abaixou a cabeça, confessando o que estava entalado em sua garganta por dias ou até mesmo por meses.

— Ei, olhe para mim! – Ergueu novamente seu rosto para poder encará-lo nos olhos, novamente presenciando a expressão triste na face do mais novo. – Eu prometo nunca lhe deixar, uh? Mas, para isso, você tem que me prometer também que passará a ter mais segurança consigo mesmo, okay? Não quero mais ver você chorando pelos cantos... Isso machuca não só a você, mas a mim também. – Apertou as mãos do Kim de modo reconfortante. – Quero te ver sorrindo, exibindo essa qualidade retangular maravilhosa que possui nos lábios, lugar que só eu posso provar e beijar. – Brincou, lhe distribuindo alguns selinhos rápidos e ganhando várias risadas de Taehyung. – E então, o que me diz?

Taehyung parou em silêncio no próprio lugar, parecendo pensar um pouco sobre o assunto. Porém não tardou em encarar o namorado de volta, suspirando pesadamente e segurando suas mãos de maneira forte, sentindo o calor das mesmas enquanto o nervosismo tomava posse de seu batimento cardíaco.

— Eu prometo, Jimin. – Sorriu verdadeiramente para o outro. – Por você... E por mim também.

Dias atuais...

Após sua perna melhorar do ferimento passado, JungKook resolveu se retirar do lugar, justificando que precisava resolver alguns negócios pessoais. 

Taehyung não se importou com isso, assim poderia avaliar o local com mais privacidade e procurar por alguma saída ou, talvez, pensasse em como resolver toda aquela história. Contudo, logo se desanimou ao ouvir que Yoongi iria ficar junto dele. Não possuía nada contra o mais velho, mas, ainda sim, sentia que precisava de um momento com mais privacidade.

— Por que vocês não dão algumas retocadas nesse lugar? – O de cabelos loiros perguntou ao outro, quebrando o silêncio insuportável, enquanto olhava ao redor do cômodo. – Aqui é muito escuro e sem vida, precisava de algumas cores mais chamativas. Talvez daria uma animada, não é? – Falou novamente, vendo Yoongi dar de ombros, como se não estivesse interessado por nada que o mais novo lhe dizia. – Ei, estou falando com você. Poderia me dar atenção ao menos uma vez? – Perguntou novamente, ainda não recebendo respostas. – Porra, eu existo! – Bufou e pôde observar, pela primeira vez, o de cabelos verdes lhe direcionar um olhar.

— Qual vai ser a diferença se mudarmos algo daqui ou não? – Perguntou ainda sem interesse, mexendo em alguns papéis. – Taehyung, não somos amigos e eu nem faço questão de criar alguma amizade com você, então apenas finja que eu não existo e sonhe acordado com alguma coisa legal, tá? – Disse por fim, recebendo um olhar incrédulo do outro enquanto se ajeitava melhor na própria cadeira.

— Bom, então, pelo menos, faça algo que preste e me desamarre daqui. É horrível ficar parado num mesmo lugar por horas, sabia? Sem poder ao menos se mexer direito. – Fez um bico infantil e viu Yoongi erguer uma de suas sobrancelhas desconfiado. – Ah, e eu não quero nenhum tipo de amizade com você, só que também é horrível não falar com ninguém durante vinte e quatro horas.

— Você é bem atrevido, não? – Perguntou, revirando os olhos, enquanto ia na sua direção. – Deixa eu ver as cordas. – Falou, logo podendo ver Taehyung esticar com cuidado os próprios braços. – Não estão tão apertadas, até porque você acabou de mexê-las e deixar que eu olhasse melhor. Pare de fazer drama!

Yoongi se preparou para levantar e voltar para o seu antigo lugar, porém foi impedido pelas mãos de Taehyung, que o segurou fortemente.

O de cabelos verdes acabou franzindo o cenho em resposta da atitude inesperada do outro, não entendendo ao certo o motivo de ter sido "agarrado", porém, ainda assim, pôde observar um brilho estranho em seus olhos, que, por sinal, estavam próximos demais dos seus.

— Você está com o mesmo cheiro que Jimin possuía. – ​Falou atordoado, fazendo Yoongi arregalar os olhos em desespero e tentar se distanciar do outro imediatamente, resultando em um aperto ainda maior em seus pulsos. – Porque está com esse cheiro?

— E eu vou saber, garoto? Me solta! – Puxou suas mãos com força, finalmente se largando do aperto do outro. – Eu nem faço ideia do cheiro do seu ex-namorado morto e ainda vou ter que explicar o porquê de, aparentemente, eu possuir o mesmo? – Perguntou em um tom de deboche. – Você está precisando de um psicólogo para ver se ele consegue, finalmente, colocar em sua cabeça que Jimin morreu e que ele não estará em qualquer lugar que o ver.

— Você pode me chamar de louco, mas eu juro que não estou. – Falou em um fôlego só, completamente desesperado. – Por favor, Yoongi, se ele estiver vivo, me diga... Eu faço qualquer coisa que você queira, mas apenas me diga.

Yoongi o olhou indeciso, onde Taehyung pôde perceber algo estranho no outro. Talvez medo? Insegurança? Ele não sabia descrever, mas sentia uma sensação ruim dentro si. Porém e inesperadamente, Yoongi apenas se afastou, mantendo-se calado e aproximando-se novamente da cadeira onde antes estava sentado.

O Kim resolveu não retomar aquele assunto, pois, apesar de merecer ao menos uma resposta decente, era bem notável o desconforto enorme que o outro estava sentindo, onde o acastanhado procurou apenas se ajeitar no mesmo lugar e fechar os olhos de maneira lenta, tentando adormecer e esquecer de vez aquela história. No entanto, o mesmo não esperava que iria ser interrompido em questão de segundos pelo som da porta batendo brutalmente dentro do cômodo.

— Yoongi? – Chamou pelo o de cabelos esverdeados, onde não obteve resposta. Assim que abriu os olhos, pôde perceber que acabara ficando sozinho no local, o que lhe causou alguns sentimentos misturados, como medo e insegurança, mas, ao mesmo tempo, sentia que deveria estar determinado a encontrar alguma saída perto dali. No mesmo segundo, ouviu o toque tão conhecido do seu celular, que, por sinal, estava na mesma mesa onde Yoongi se encontrava minutos atrás. Em uma atitude rápida e simples, deu seu máximo para conseguir recolher o aparelho de lá, por mais que seus braços eram puxados cada vez mais para voltar ao mesmo lugar de antes pelas cordas amarradas. Logo que conseguiu, suspirou aliviado e atendeu a chamada, antes parando para ver quem era.

Taehyung, onde você está? Pelo amor de Deus, não tem ideia de como estou preocupado. Eu fui até sua casa e não te encontrei! Não vá me dizer que ainda está procurando respostas sobre o assassinato! Saia daí agora ou eu mesmo vou mandar os policiais irem te buscar, entendeu? – Seokjin falou tudo ao mesmo tempo em um total desespero, enquanto gritava no celular.

— Jin, eu não tenho muito tempo, então apenas me escute. – Respondeu, tentando manter a calma. – Enquanto estava procurando respostas sobre o assassinato, ontem, um rapaz moreno surgiu e me trouxe para um lugar estranho, mas que serve para esconder alguém. Ele e um amigo dele estão me mantendo preso aqui, ou seja, me sequestraram, por isso não pude voltar e muito menos te avisar sobre qualquer coisa. – Suspirou, logo prevendo um ataque do outro.

O QUE? – Gritou nervoso. – Eu te disse que ir até aí buscar respostas era uma péssima ideia, Taehyung. Mas me diga, você está bem? Eles fizeram algo com você? Me explique melhor! – Exigiu.

— Se acalme, Jin. Eu estou bem, eles não fizeram nada comigo. – Tentou o tranquilizar. – Neste momento, eu estou sozinho aqui, por isso estou falando com você. Eles estão me impedindo de manter contato com qualquer pessoa, então não me ligue mais, tudo bem? Quando eu possuir oportunidades novas, ligo para você. – Falou, enquanto ajeitava as cordas nos pulsos, como forma de suavizar a dor do aperto. – Enfim, não se preocupe comigo, como já disse, eu estou bem.

Eu vou chamar a polícia. – Falou em rapidez, pegando o outro telefone.

— Não! – Disse apressado. – Não faça isso, Jin. Sei que está tentando me ajudar, mas, se fizer isso, nunca mais seremos amigos, entendeu? – Falara duro, respirando fundo. – Não quero ser grosso, mas estou falando sério.

Por que não quer que eu chame? Por acaso quer ficar aí na mão de sequestradores, sem ao menos ter certeza do que irá acontecer futuramente? – Perguntou irônico. – Taehyung, você é completamente maluco! Eles podem lhe matar, sabia?

— Esse é o único jeito de eu descobrir como Jimin fora assassinado e o porquê de isso ter acontecido. Ele já fez várias coisas por mim, arriscando a própria vida, esqueceu? Lembra de quando era para eu ter sido atropelado, mas ele entrou na frente do carro e empurrou-me para o outro lado? Já passou da hora de eu fazer algo por ele, Jin... por mais que ele não esteja mais vivo. – Suspirou pesadamente, suportando as lágrimas que lutavam para cair por seu rosto. – Já disse, não precisa se preocupar comigo. Quando der, irei ligar de volta. E sobre o assunto de eles poderem me matar, acredito que, se quisessem, já o teriam feito.

Okay, tudo bem. – Disse por fim, tendo conhecimento de que nada lhe faria mudar de ideia. – Mas, antes, me diga mais sobre os caras que estão com você.

— Bom, na verdade são quatro. Ouvi dizer que há um que se chama Namjoon, mas nunca o vi, apesar de parecer que o mesmo é o "chefe" do grupo. – Deu de ombros, ajeitando-se no mesmo lugar. – Os outros três são JungKook, Hoseok e Yoongi. O Hoseok não vem muito para cá, mas os outros dois costumam vir todos os dias.

E o que mais?

— Bem, Yoongi é meio na dele, não costuma falar sobre si mesmo e nem nada parecido. Por incrível que pareça, ele possui o mesmo cheiro que Jimin possuía, mas enfim... – Suspirou, observando novamente se permanecia sozinho no local. – Hoseok aparentemente é gay, já que deu em cima de mim ontem. – Falou num tom simples, tentando se lembrar de mais coisas – Ah, JungKook é praticamente o dono de tudo daqui, é ele quem manda nos outros dois, que, por sinal, sempre abaixam a cabeça para ele. Acredito que também seja gay, já que me chamou de gostoso antes de me sequestrar. Não que eu tenha medo dele, mas parece ser o mais perigoso, então provavelmente está envolvido no assassinato. – Abaixou a cabeça, jogando os poucos fios de cabelo para frente. – Preciso arranjar um jeito de fazer JungKook falar mais sobre aquele dia, mas não faço a mínima ideia de como descobrir ou fazê-lo dizer tudo de uma vez por todas!

Faça ele se apaixonar por você. – Respondeu num tom normal, fazendo Taehyung quase engasgar com a própria saliva.

— O que? Ficou maluco?

Você quer logo descobrir tudo por trás do assassinato de Jimin, não? Pois bem, é fácil. Você é um garoto maravilhoso, qualquer um cairia aos seus pés. Eu fui um dos únicos que não senti nada por você além de amizade e você sabe disso. É um pouco arriscado, mas acredito que irá valer a pena, e, claro, também dará certo. – Sorriu de modo acolhedor, por mais que o mais novo não pudesse vê-lo naquele momento. – Tente, Taehyung; esta é a única forma de conseguir respostas, até porque, quando nos apaixonamos por alguém, essa pessoa passa a se tornar o nosso ponto fraco. Se você se tornar o ponto fraco de JungKook, acredito que possa conseguir várias coisas, inclusive respostas sobre o assassinato. Não sei como explicar direito, mas apenas faça o que eu disse.

— JungKook não é alguém que possui sentimentos, Seokjin. Nem caráter é encontrado dentro dele. – Revirou os olhos completamente entediado, tentando encontrar um plano melhor.

Então faça eles surgirem.

Ao ouvir a batida da porta, Taehyung desligou o celular de maneira rápida e o colocou de volta em cima da mesa. Logo pôde ouvir alguns resmungos que se aproximavam cada vez mais, se tornando mais fáceis de serem ouvidos e compreendidos.

— Você matou mesmo aquele cara? – Hoseok perguntava incrédulo para o moreno que logo assentiu com a cabeça, ao mesmo tempo que também dava de ombros por não se importar com nada daquilo. – JungKook, ele era ótimo na cama, não acredito que fez isso! – Reclamou novamente, fazendo o Jeon apenas bufar alto. – Com quem vou passar as minhas noites agora? Em que bunda irei liberar o meu orgasmo? – Perguntava em um tom completamente dramático, seguindo cada mínimo passo do moreno. – Você sabe que não poderei e muito menos conseguirei viver só de punheta, Jeon!

— As prostitutas estão aí para isso, não é? Vá em qualquer esquina de noite que irá encontrar várias para te satisfazer, onde é capaz de nem sentir falta dele. – Falou ainda desinteressado, jogando o cigarro, que antes estava em seus lábios, direto ao chão.

— Quantas vezes irei ter que lembrar-lhe que sou gay e não bissexual? – Revirou os olhos, cruzando os braços em total indignação. – Mas enfim, esqueça, pois acabei de me lembrar que vocês estão com um garoto novo neste lugar, então posso tentar algo com ele.

JungKook apenas o ignorou, ao mesmo tempo em que chegavam ao cômodo onde encontrariam Taehyung e Yoongi. Inesperadamente, o moreno acabou batendo a perna ferida na porta de entrada, fazendo-o gemer em completa dor, porém, logo procurou se acalmar e adentrar o local, deparando-se com Taehyung fitando qualquer lugar por ali, menos os seus próprios olhos escuros.

— Onde está Yoongi? – Perguntou direto ao de cabelos pouco louros que apenas deu de ombros, como forma de dizer que não fazia ideia da resposta. – Hoseok, busque algo em algum restaurante para o garoto comer, ele precisa se alimentar.

O outro então assentiu, não o contrariando e saindo de forma rápida do cômodo. JungKook bufou alto, aproximando-se de Taehyung com cuidado e verificando melhor se o garoto ainda estava realmente amarrado. De maneira surpreendente, os olhos do Kim se chocaram com com os seus, o que fez o Jeon se distanciar um pouco do mesmo.

— Oi. – Abriu um sorriso retangular, que, até então, era desconhecido pelo moreno.

— Oi. – Respondeu seco, ainda um pouco desconfiado.

— Quando irei sair daqui, JungKook? – Disse direto, se encolhendo no próprio lugar.

— Quando eu quiser. – Ergueu uma de suas sobrancelhas, não arrependendo-se de determinada resposta. – Não sei porque insiste em achar que irei lhe soltar. Você sabe os nossos nomes, esqueceu? Eu não sou tão idiota ao ponto de te largar por aí, sabendo que você vai nos denunciar para o primeiro policial que encontrar. – Riu em deboche, mordendo os próprios lábios carnudos de maneira pouco habitual. – Não quero viver minha vida em volta de um quadrado ridículo, Taehyung.

— Talvez se você mudasse a sua vida e não prosseguisse com estes assassinatos desnecessários, eu não te denunciaria. – Suspirou pesadamente, brincando com as cordas que o mantinham preso naquele lugar tão desconfortável. – Eu até tentei lhe tratar bem e te ajudar com o ferimento na perna, já que acreditava possuir algum lado bom dentro de si mesmo, mas onde ele está, JungKook? – Questionou curiosamente e quase sem esperanças quando, na mesma hora, pegou a sua mão direita como forma de aproximá-lo, e, assim que conseguiu, aninhou-se ao seu corpo, abraçando-o fortemente. O Jeon surpreendeu-se com tal atitude do outro, porém não o afastou de si, correspondendo o ato carinhoso.

Enquanto acariciava levemente os seus cabelos lisos, procurava respostas dentro de sua mente em como alguém poderia ter coragem de abraçar o assassino do próprio namorado. De qualquer forma, aquele fora o primeiro abraço que JungKook recebera em toda sua vida e, por mais estranha que seja, era mais uma total verdade, já que desde pequeno fora abandonado na rua pelos próprios pais.

No início, obteve a grande sorte de ser resgatado por uma médica que lhe tratava com muito carinho, entretanto, o mesmo sentia que não era amado pela mesma, causando um aperto costumeiro em seu peito por todas as suas noites. De qualquer forma e logo ao completar os seus cinco anos de idade, o Jeon fora abandonado novamente pela médica, com a simples justificativa de que não suportava cuidar de alguém que não fosse o seu filho biológico.

Apesar de nunca ter entendido o motivo dela resgatá-lo naquele dia – sendo que não gostava de crianças que não fossem suas –, decidiu apenas ignorar e passar a viver só, virando-se sozinho.

Ainda perdido em seus próprios pensamentos, algo acabou chamando bastante a sua atenção e invadindo completamente a sua mente, sendo essa a respiração de Taehyung que acabara se tornando calma, onde pôde perceber que o mesmo havia adormecido em seus braços. Aquilo era deveras estranho, mas também deveras maravilhoso para si.

— JungKook? – Yoongi o chamou surpreendentemente, adentrando o local e observando a cena incomum diante de seus olhos. – Vocês dois... estão juntos? – Franziu o cenho, estranhando por completo aquela atitude ter vinda do maior.

— Não, claro que não. – Revirou os olhos, ajeitando o garoto em seu colo. – Ele só acabou dormindo, por Deus!

O Min então acreditou, preferindo não concentrar-se naquele assunto desnecessário e, sem intenção alguma, focando totalmente no rosto branquinho do acastanhado.

— Taehyung é realmente muito bonito, não? – Se aproximou de ambos os jovens com cuidado, tocando levemente a bochecha do Kim e observando o mesmo se contrair com o ato. – Ele também é como uma caixa de mágico, sabe? Lotada de mistérios que tenho uma certa curiosidade para desvendar. Algumas vezes consegue ser um amor, já outras se identifica com um cavalo bruto por distribuir tantas patadas como as que diz para nós. – Riu da própria piada sem graça, afastando-se dos dois.

E então, com aquelas míseras palavras simples ditas por Yoongi, JungKook abaixou o seu olhar de forma leve para o garoto em seus braços, onde pôde concretizar a afirmação do Min; Taehyung era extremamente bonito e conseguia ser ainda mais lindo adormecido, arrancando um sorriso mínimo dos lábios de Jeon e logo fazendo-o voltar a acariciar os cabelos louros do mesmo.

— Eu até poderia dizer que você se apaixonaria por Taehyung, mas estamos falando de Jeon JungKook, então isto acaba se tornando praticamente improvável, não? – Yoongi puxou assunto outra vez, fazendo o outro encará-lo surpreso e retirando as mãos dos fios finos do cabelo do Kim em seguida. – Você não se apaixona por ninguém, sabe? Sei que eu também não sou alguém de manter uma relação fixa, mas de qualquer forma, já me apaixonei por um garoto.

— Mark nem era alguém que você pudesse considerar como dono de seus pensamentos ou coisas do tipo, Yoongi. – Revirou os olhos em completa ironia, umedecendo os seus lábios. – A relação de vocês era resumida em sexo, nada mais além disso. E eu não matei Park Jimin, apenas me envolvi no assassinato. Quem o matou de verdade foi você, não se esqueça.

— Taehyung sabe sobre isso? – Yoongi perguntou curioso, observando o moreno negar com a cabeça. – Pois é, quando descobrir, irá me matar! – Falou de modo simples, bebendo um pequeno gole do vinho que encontrava-se presente em uma das taças dali.

— Tenho minhas certas dúvidas. – Disse normalmente, sorrindo de modo convencido para o outro. – Ele pensa que eu o assassinei e até agora não procurou me matar de nenhuma forma, muito pelo contrário; até dormiu abraçado comigo, olhe só! – Apontou para o corpo adormecido do menor, não fechando o sorriso ainda estampado em seu rosto por um mísero minuto.

Yoongi apenas revirou os olhos, decidindo sair de lá e seguir para qualquer boate perto dali, onde talvez conseguisse achar um garoto que o satisfizesse aquela noite. JungKook riu um pouco daquela atitude do outro, o que quase fez com que Taehyung despertasse de seu sono, já que este se remexeu e apertou ainda mais forte o corpo másculo de Jeon.

— Ei, shh... – Acariciou as bochechas claras do garoto como forma de acalmá-lo e não fazê-lo acordar. – Você precisa descansar, tudo bem? – Falou em um baixo sussurro, apertando Taehyung contra o seu corpo e fechando os olhos ao mesmo tempo sem perceber.

Nem ele mesmo possuía consciência sobre o que estava fazendo, somente sentira dentro de si algo forte em seu peito, como se seu coração começasse a bater um pouco mais rápido do que de costume. Até então, aquela sensação era desconhecida e diferente para si, mas, por fim, decidiu ignorar tudo aquilo, adormecendo agarrado ao corpo de Taehyung até algumas horas.


Notas Finais


Não sei vocês, mas eu mesma tomei um tiro com essa foto do Taehyung. Como um homem desses pode ser tão lindo? Mas enfim, muito obrigada por tudo! <3
Agradeço também a minha esposa, @Marking, e a @abelinea por betarem o capítulo. <3


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