História Mutação - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Ficção Cientifica, Mutação, Romance
Exibições 3
Palavras 1.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bom, mais um capitulo, para quem quer que leia....Espero que gostem....
Beijinhos de ChocoMenta ♥

Capítulo 4 - Uma amostra do inferno


 Fico todo o tempo assustada, não entendo como alguém pode pensar deste modo, ou até mesmo querer fazer isso com outras pessoas, mas eu não sei quem é o mais maluco dos dois, se é ele por causar tudo isso ou ela por concordar em ajudar a pessoa que destruiu sua vida. Passado algum tempo após seu "ataque", o mesmo parece lembrar que ainda estou aqui.

 - Ah querida, quase me esqueci de você, venha comigo, antes de levar você novamente para a cúpula, quero lhe mostrar algo. - diz o final mais baixo, como se fosse um segredo, logo põe uma mão em minhas costas, para me empurrar para o lugar desejado. - Aqui minha doce criança, é para onde eu mando as crianças malcriadas, que não me obedecem e brigam com os amiguinhos. - diz enquanto entra em um local fedido e apertado, no centro deste local tem um poço e acima do mesmo uma maca pendurada.

 - Senhor, para que serve essas coisas? - pergunto apontando para a maca e as cordas que ali estão penduradas.

 - Que bom que perguntou querida, pois tenho como lhe dar um exemplo magnífico. - logo que termina sua fala, o mesmo vai até um canto daquela sala, fico paralisada, provavelmente ele mostrará comigo como aquilo serve.

 Quando começo a me desesperar, vejo uma porta abrir, uma porta que não tinha notado antes, por ela entra três pessoas em trajes azuis, duas delas carregando um corpo magro e sujo, parece ser um garoto, logo vejo descerem aquela maca e amarrarem o garoto nela, ele parece desacordado, mas então um dos guardas caminha até uma parte escura da sala e pega um balde, logo jogando a água imunda que havia dentro no menino, ele acorda assustado, se debatendo e tentando se soltar, mas acaba tomando um tapa de um dos guardas.

 - Olá Experiência nº9, você não deveria ter tentado fugir ontem, por isso será castigado hoje. - fala o cientista sorrindo, logo fazendo a maca ser elevada novamente, ainda não consigo entender o que farão com aquilo, mas me arrependo de ter perguntado segundos depois, pois vejo eles colocarem aquela maca dentro do poço, não há nada lá dentro, apenas escuridão, mas posso ouvir os gritos desesperados do rapaz.

 - Por que está fazendo isso com ele? Por favor, tira ele de lá, isso é horrível... - digo baixo, sinto meus olhos marejarem e já posso sentir algumas lágrimas rolando por meu rosto.

 - Não chora minha adorável criança, ele foi malcriado, tentou fugir de meus homens, tentou fugir de mim e isso não pode ser tolerado, pois se deixarmos uma pessoa impune, qualquer um vai querer fazer. - ele diz isso sorrindo, seu tom de voz levemente elevado por causa dos gritos do rapaz que está pendurado no poço.

 Resolvo não falar nada, apenas fico parada observando todos ali sorrirem, para ele aquilo é uma coisa normal, não é uma tortura, não é uma pessoa gritando desesperada dentro daquele poço, inconscientemente, dou leves passos em direção ao poço, mais quando estou quase encostando no mesmo, sinto meu braço ser puxado, ao olhar para trás noto que é a loira, Lucinda, que me segura.

 - Não pode ajudá-lo minha pequena criança, ele deve pegar por seus erros, cada escolha tem sua consequência, ele apenas teve o azar de escolher errado. - fala o cientista sorrindo, como uma mãe que deixa o filho sem TV por dois dias, mas aquilo nem se compara, agora os guardas começam a giras a maca, fazendo os gritos aumentarem.

 - Senhor, acho que devemos levar ela de volta, deixá-la aqui por mais tempo pode causar problemas. - diz a loira, agarrando meu braço mais forte ainda, enquanto olha para o cientista de cabeça baixa, ela é completamente submissa a ele, sua relação ainda é estranha para mim.

 - Tem razão minha doce Lucinda, vamos voltar, nós ainda temos muito trabalho para fazer e teremos que decidir o trabalho desta querida criança. - diz o cientista, caminhando em direção à porta por onde entramos, tento me soltar, mas a mesma acaba por enfiar as garras em mim, logo me vejo sendo forçada a seguir aqueles dois, tento olhar para trás e a última coisa que vejo, antes das portas fecharem totalmente, é a maca subindo e eles tirando o corpo imóvel do rapaz de lá, arregalo meus olhos e mais lágrimas rolam por meu rosto.

 Caminhamos de volta para a cúpula, todo o caminho foi feito em silêncio, quebrado apenas algumas vezes pelo cientista, para comentar de minha futura função. Ele ainda não havia decidido totalmente, mas provavelmente teria alguma coisa relacionada com limpeza. Quando chegamos de volta para a cúpula, o mesmo abre a porta e retira minhas algemas, recuo para dentro da cúpula, me sentindo segura por alguns minutos, mesmo sabendo que tudo aqui é controlado por ele, ali me sinto protegida, ainda mais quando vejo que Érika desce de sua árvore e se aproxima lentamente.

 - Então, espero que tenha gostado do passeio, minha querida criança. - diz o cientista sorrindo, enquanto fecha a porta e entrega as algemas para o guarda.

 Sinto alguém tocar em mim, quando me viro assustada, noto que é Érika, me olhando com seus grandes olhos cheios de mágoa e raiva, ela pega minha mão e olha para o vidro com um ódio apavorante, o cientista ainda está ali, olhando para a mesma com um sorriso malicioso nos lábios.

 - Esse filho da puta, acha que pode fazer o que quiser... - diz baixo, sua voz carregada de raiva, posso notar pelo seu olhar que se ela pudesse, mataria ele com as próprias mãos, nem precisaria de armas ou ajuda.

 - Ele é completamente louco, ele me levou para ver um menino sendo torturado... - digo com a voz embargada, lágrimas grossas rolando novamente por meu rosto.

 - Vem aqui, eu sei como é, não tive que ver, mas somos obrigados a ouvir toda vez que isso ocorre....Quem era o rapaz? - posso notar a preocupação em sua voz, mas no momento o que mais predomina é a curiosidade.

 - Era um menino magro, ele o chamou de Experiência nº9, acho que foi o menino que chegou depois de mim... - digo baixo, olhando para os lados preocupada, acabo notando que o cientista não está mais ali, posso vê-lo ao longe, entrando em um corredor juntamente com a loira. - Que relação estranha aquela, como ela pode ser tão fiel a quem fez isso com a mesma? - pergunto sem realmente esperar por uma resposta.

 - Alguns antigos, que já não se encontram mais entre nós, diziam que foi ela mesma quem pediu, falou que ele podia fazer o que quisesse com ela, pois ela queria apenas o ajudar, não importando como, diziam que ela era sua amante, por isso essa devoção toda, que a mutação mexeu com a mente dela, a fez acreditar que ele é seu dono... Mas eu não sei em quem acreditar, às vezes apenas acho que ela é simplesmente, tão louca quanto ele... - diz baixo, logo pegando minha mão e me guiando para perto do lago, sentamos na beira e ela começa a limpar meu ferimento com um pano molhado, que ela tirou de dentro de seu bolso.

 Enquanto Érika limpa meu ferimento, fico olhando meu reflexo na água, tentando encontrar a razão pela qual estou passando por isso. Por que eu fui escolhida para passar por isto? Será que eu pequei e este é meu castigo? Será que mereço passar por todo este sofrimento? Logo meus pensamentos são interrompidos por um grito estridente, levo as mãos até minhas orelhas por instinto, olho para o lado e noto que Érika apenas baixa o olhar, mas não reage de mais nenhum modo.

 - O que está acontecendo Érika? - pergunto apavorada, logo podendo ouvir mais alguns gritos, mais baixos que o anterior.

 - Não existe apenas uma forma de ser torturado aqui Cherry, e ele não para até estar satisfeito, até achar que aprendemos a lição... - diz triste, seu tom de voz o mais baixo possível, logo a mesma me puxa e faz com que eu deite em seu colo, tampa meus ouvidos e começa a cantarolar uma música qualquer, mas de fundo, ainda consigo ouvir os gritos do rapaz magro e de olhar assustado.


Notas Finais


Obrigado a quem leu, comentem, é bom saber o que pensam da fic...Até a próxima....
Bye Bye...


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