História My Angel - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Gay, Harry, Harry Styles, Harrytops, Josh, Josh Devine, Larry, Larry Stylinson, Liam, Liam Payne, Louis, Louis Tomlinson, Louisbottom, Love, Niall, Niall Horan, Nosh, One Direction, Oned, Romance, Yaoi, Zayn, Zayn Malik, Ziam, Ziam Mayne
Visualizações 171
Palavras 3.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Chapter Fifteen


" O passado é uma roupa que não nos serve mais"

P.O.V   HARRY.

Eu nunca senti tanto nervosismo em toda a minha vida. As minhas mãos suavam sobre o volante do carro. Deus, eu sentia como se estivesse prestes a pedí-lo em casamento, era ridículo. Eu só estava indo jantar com a mãe dele, que por acaso eu já tinha visto algumas vezes, e que também por acaso me viu bêbado e algemado dentro de uma delegacia. 

Ok, Harry, respire fundo. Vai dar tudo certo.

Eu estacionei o carro na frente da casa do Louis, fiquei lá por um tempo, pensando no que falar. Se ele me visse daquele jeito iria rir da minha cara e dizer como estou sendo bobo. 

Eu finalmente criei coragem para sair daquele carro. Subi os degraus que levavam até a porta, e toquei a campainha. 
Aquele minuto em que fiquei do lado de fora esperando pareceram e mil anos. Louis abriu a porta para mim, ele me olhou, e sorriu. 

- Você veio mesmo - disse ele, sorrindo. Pulou nos meus braços e me apertou em um abraço. 

- É claro que eu vim. - disse eu. Louis se afastou um pouco, me olhou de cima a baixo e sorriu.

- Você está perfeito. - ele disse, e eu sorri meio sem graça. 

- Você também está perfeito. 

- Vem, vamos entrar, a minha mãe já vai descer.  - Louis segurou na minha mão e me arrastou para dentro da casa. Depois e ele me olhou e disse. - Suas mãos estão suadas. Está nervoso? 

- Um pouco.

- Não fique. Vai dar tudo certo, ok?

- E se ela não gostar de mim?

- É impossível não gostar de você. - ele disse e eu sorri. Louis se aproximou de mim e me beijou. Minutos depois, ouvimos o som de um pigarro. A mãe de Louis estava parada nos degraus da escada olhando para nós. Me afastei de Louis e cocei a nuca envergonhado. 

- Mãe, esse é o Harry. 

- É um prazer conhecê-la, Sra° Tomlinson. - disse eu. Ela sorriu e estendeu a mão para me cumprimentar. 

- O prazer é todo meu, Harry. Me chame de Jay, sim? 

Depois de nos cumprimentarmos, sentamos os três no sofá. Conversamos um pouco, Jay me contou as travessuras de Louis quando ele era criança. E depois finalmente sentamos à mesa para o jantar. Eu nunca fui tão questionado em toda a minha vida, ela me perguntou sobre tudo, minha idade, meus pais, faculdade, ela até me perguntou se eu pretendia me casar um dia.

- Mãe! Pelo amor de Deus. Você está assustando ele.

- Me desculpe, Harry, eu só...

- Está tudo bem. - sorri. Confesso que achei aquilo engraçado. Louis estava vermelho, mal conseguia olhar para mim. Apertei sua coxa por baixo da mesa como se dissesse "está tudo bem". 

Quando terminamos de comer, Louis me arrastou para dentro do seu quarto. Ouvimos Jay gritar, "quero a porta aberta". Louis revirou os olhos e bufou. 

- Me desculpe por isso. Ela não devia ter feito tantas perguntas. 

- Está tudo bem, foi engraçado.

- Foi constrangedor, e você estava vermelho.

- Ela se preocupa com você.

- É. Agora ela se preocupa.

- Dê uma chance a ela, ok? Ela está se esforçando. - disse eu. Louis suspirou e assentiu. 

Fiquei um tempo parado, olhando para o rosto dele, reparando nos detalhes. Os lábios vermelhos, o nariz empinado, e os olhos azuis que me tiravam do eixo. Louis sorriu.

- Por que está me olhando tanto? - perguntou ele.

- Porque você é muito bonito. - disse eu, com um sorriso bobo. Louis balançou a cabeça e sorriu olhando para baixo.

- Já disse para parar com isso.

- Estou falando a verdade. - segurei o queixo dele e o fiz olhar para mim. - Quero que saiba que você é lindo, e que eu tenho muito orgulho de ser o seu namorado. - disse eu. Louis precisava saber como era especial para mim. Eu sabia que ele estava quebrado outra vez, ele teve que reviver tudo de novo ao contar para a mãe o que aconteceu naquela noite, naquela maldita festa. Ele deixou algumas lágrimas caírem enquanto sorria olhando para mim. Eu as sequei e em seguida beijei seu rosto, depois lábios, e pescoço. Louis foi me empurrando para trás, até que eu estivesse sentado na cama com ele sobre o meu colo, com uma perna em cada lado da minha cintura. Suas mãos estavam enfiadas dentro dos meus cabelos, puxando-os de leve, porque os beijos eram lentos, mas intensos. Louis movia sua cintura para frente e para trás de uma forma lenta e gostosa. Ele segurou na barra da minha camisa, e a puxou para cima, tocou as tatuagens no meu peito com a ponta dos dedos, e em seguida me empurrou para que eu ficasse deitado. Ele ainda estava vestido, e aquilo me deixava frustrado. Apertei sua cintura e fiz pressão para baixo, eu queria mais contato, estava excitado, ele estava me provocando. Então eu simplesmente o joguei na cama e fiquei sobre o seu corpo. Olhei para ele, seus olhos estavam mais azuis do que nunca.

Louis queria aquilo, ele me queria, e eu seria dele, só dele. 

Tirei as minhas roupas enquanto ele me olhava, e depois terminei de despí-lo. Eu tinha a visão do paraíso bem ali na minha frente. Ele deitado, nú e meu. 

Eu posso dizer que aquela foi uma das melhores noites da minha vida. Eu só não sei dizer qual dos momentos foi o melhor, não sei se foi estar dentro dele, ou se foi ouví-lo gemer meu nome baixinho, pedindo por mais. Porque sempre que fazíamos amor era como se fosse a primeira vez. Cada vez era única, e marcante do seu jeito.

Quando nos desmanchamos um para o outro, eu olhei em seus olhos, e disse. 

- Eu te amo. - porque sim, eu o amava, droga eu sentia como se o meu peito fosse explodir de tanta felicidade. Eu poderia gritar para todo mundo ouvir e então eu repeti. - Eu te amo tanto, você não faz ideia. 

Os olhos dele brilharam pelas lágrimas, ele sorriu e me beijou. E depois fez de novo, e de novo, até que perdêssemos o ar. 

  * * *

Na manhã seguinte, eu acordei antes de Louis. Observei seu rosto por um tempo, toquei suas bochechas rosadas e sorri vendo-o dormir. Depois, tomei um banho rápido, e desci as escadas indo até a cozinha. No meu pensamento, Jay já teria saído para o trabalho. Louis sempre me disse que ela acordava extremamente cedo. Mas ao pôr os pés na cozinha, me assustei ao vê-la encostada no balcão com uma xícara na mão, bebericando algo, provavelmente, chá.

- Bom dia, Harry. - disse ela, rindo certamente da minha cara assustada.

- Bom dia, Sra° Tomlin... Jay. - digo meio atrapalhado e ela ri. 

- Louis já acordou?

- Ainda não. Eu ia preparar algo para ele comer.

- Ele gosta de chá, e torradas. - ela disse e eu sorri. Eu já sabia daquilo.

- Eu sei. 

- Harry, eu preciso conversar com você, mas sem o Louis por perto. Poderia me encontrar nesse restaurante hoje, na hora do almoço? - disse ela, pegando um cartão dentro de sua bolsa. - É sobre o Louis, e é importante para mim, você pode ir?

- Claro. Estarei lá.

- Obrigada. - ela sorriu, e tomou um último gole de seu chá. - Eu preciso ir agora. Cuide dele para mim. - saiu antes que eu pudesse dizer tchau. 

Observei o cartão nas minhas mãos e já imaginei sobre o que seria aquela conversa. 

Eu passei a manhã inteira na casa do Louis, trocando beijos e carícias. Nós assistimos filmes, fizemos pipoca e eu quase coloquei fogo na cozinha da Sra° Tomlinson quando tentei fazer algo para gente comer. 

- Me desculpe por isso. - falei pela milésima vez. Louis não parava de rir de mim. 

- O que você faz quando a sua mãe precisa viajar ou algo do tipo?

- Eu como na casa do Liam, ou compro lanches no Mc Donald's. - disse eu, Louis revirou os olhos e riu. 

- Você é um desastre na cozinha.

- Eu sei, minha mãe me diz isso todos os dias, e Gemma escreveu na parede do meu quarto que eu não sei nem fritar um ovo, bem ofensivo aquilo, mas eu já perdoei. - disse e ele riu. 
Louis fez o nosso café da manhã, e na hora do almoço eu precisei inventar alguma desculpa sobre ter que voltar para casa. 
Ele choramingou um pouco me pedindo para ficar, e eu quis muito voltar e me trancar com ele dentro quarto pelo resto do dia. 

Quando voltei para casa para trocar de roupa encontrei minha mãe sentada no sofá. Ela olhou para mim, arqueou uma sobrancelha, depois olhou para o relógio em seu pulso e disse:

- Pelas minhas contas, Harry Edward, você devia ter voltado para casa ontem as onze horas da noite, pode me explicar o motivo do seu pequeno atraso? - ela sorriu de um jeito irônico enquanto balançava a perna. 

- Eu...Hã... Então, eu... - eu passei a noite transando com o meu namorado. - Me desculpe, mãe, eu fiquei conversando com a Sra° Tomlinson até tarde e acabei perdendo a hora, ela pediu para eu dormir lá porque era perigoso voltar sozinho. - sorri. Como eu consegui ser tão cínico? Dei dois passos a frente, e fui subindo as escadas outra vez. 

- Harry? - ouvi ela me chamar, parei onde estava, e olhei para ela.

- Oi

- Não se esqueça que você ainda está de castigo, e se sair da linha, eu te deporto para Nova Iorque para morar com o seu pai. - disse a minha mãe, com um olhar sério. Eu sorri da forma mais descarada possível e disse:

- Claro, mãezinha, não se preocupe comigo. - depois de toda aquela enrolava ela finalmente me deixou subir para o meu quarto. Eu estava atrasado, tomei um banho rápido, e peguei a primeira muda de roupas que encontrei. Desci as escadas correndo, ouvindo a minha mãe gritar pela milésima vez sobre não correr ali. Agora eu só tinha que rezar para não pegar trânsito, e por incrível que pareça eu consegui me ferrar ainda mais. A polícia estava fazendo uma blitz no caminho que eu escolhi usar, o trânsito ficou ainda mais lento, e eu fiquei ainda mais atrasado. Mas eu consegui chegar ao restaurante que a mãe do Louis escolheu. Ela parecia séria, e muito entendiada também, naquele momento eu fiquei me questionando sobre ir mesmo até lá. O que eu iria falar? E o que ela queria comigo? Eu estava quase tendo um ataque de pânico, de novo. Tudo bem, respire, Harry, não seja idiota, vá até lá e fale com a sua sogra.  Ela já te viu seu imbecil, ande, se mova.

Harry! Harry!

- Harry! - ela acenou de longe, me fazendo sair do transe. Andei até a mesa onde ela estava, sentindo as minhas pernas meio bambas, me sentei na cadeira a sua frente, e pedi desculpas pelo atraso. 

- Não se preocupe, imprevistos acontecem. - ela disse. Johannah suspirou, olhou o cardápio a sua frente, mas não escolheu nada, enquanto eu continuava lá, batucando os dedos na mesa pelo nervosismo. - Meu filho gosta muito de você, Harry. 

- E-eu também gosto muito dele.

- Você é um garoto bonito, imagino que seja popular na escola, Louis me disse que você é o líder da equipe de natação. 

- É, eu... Venci o último campeonato que teve na escola e isso me deu a liderança, mas não é nada que outro bom nadador não consiga. - disse, e ela sorriu. 

- Louis me contou como vocês se conheceram. - ela disse com o olhar baixo, e então eu vi seu sorriso desaparecer. - Ele não me deu detalhes, e eu não quis torturá-lo ainda mais. Harry, quero que me conte tudo o que você sabe sobre aquela noite. 

Ela olhou para mim, e eu desviei meu olhar. 

- Harry, eu preciso saber o que aconteceu com o meu filho para eu poder ajudá-lo. - ela segurou a minha mão por cima da mesa. E naquele momento eu vi o desespero em seus olhos, a vontade de estar presente como nunca esteve antes. 

A festa tinha começado há um tempo, eu tinha ido com o meu amigo, Niall. Nós chegamos, falamos com nossos amigos, e ficamos num lugar qualquer da sala, bebendo, e conversando. Depois de um tempo Eleanor - a dona da festa - apareceu arrastando um garoto pela mão. Eu olhei para ele de longe, e me senti meio hipnotizado. Aquele não era o tipo de ambiente que aquele garoto costumava frequentar, eu vi isso porque ele parecia meio assustado no meio daquela gente, era como se aquela música alta machucasse seus ouvidos. 

- Já está de olho nele, Harry? Você não perde tempo mesmo. - Niall disse, com ar de riso, e eu nem me importei, continuei olhando para ele, esperando que ele me notasse, mas ele nem me viu. Um outro garoto se aproximou dele, e da Eleanor, ela sorriu, e pelas suas expressões e gestos com as mãos eu soube que estava fazendo as apresentações. - Harry? Qual é, cara. Disfarça um pouco pelo menos. - Niall bateu no meu braço. 

- Me deixa em paz, irlandês. Porque você não vai arranjar alguém para beijar, uh? - disse eu. Niall revirou os olhos. 

- Pensando bem, eu vou mesmo, e você, se quiser ao menos um beijo daquele ali vai ter que se apressar. 

- Vaza daqui, Niall. - ele saiu, e eu continuei lá. Bebericando a minha cerveja, olhando meio fascinado para aquele garoto de olhos azuis, eram os olhos mais lindos que eu já tinha visto em toda minha vida, ele parecia ser tão meigo, o que estava fazendo ali, naquele lugar cheio de gente bêbada e drogada?
Depois de um tempo vi o garoto que chegou um tempo depois arrastá-lo para outro canto da sala, um pouco mais distante de mim, mas o suficiente para eu poder ver o que estava acontecendo. Tomei mais um gole da minha cerveja enquanto via os outros caras oferecerem bebida a ele. De primeira, o garoto de olhos azuis recusou, mas depois foi cedendo a insistência dos garotos. Ele bebeu uma vez, e depois de novo, e de novo. Tenho certeza que não foi muita bebida, mas foi o suficiente para deixá-lo bêbado. Um dos caras pôs a mão na cintura dele, e depois desceu até ela está firme em sua bunda. Ele o empurrou para longe, tentou se soltar e acabou caindo. O mesmo cara que antes estava com a mão em sua bunda agora o segurava firme, ele o olhou como se o garoto fosse um pedaço de carne, sussurrou algo em seu ouvido, e ganhou em troca a tentativa de um empurrão. Aquele garoto não queria estar ali, eu precisava tirá-lo daquele lugar. Deixei meu copo em cima de uma mesinha onde estavam os salgadinhos, e os guardanapos quase todos amassados, dei um passo a frente,e em seguida fui puxado para trás novamente. 

- Harry! O Niall caiu dentro da piscina - uma garota disse ao meu ouvido, ela estava bêbada, e falava alto por causa do volume da música. 
Eu saí de onde eu estava, e fui até o terraço da casa. Niall estava bêbado, só de cueca dentro da piscina saltitando como uma hiena descontrolada. 

- HARRY! HARRY, ENTRA AQUI TAMBÉM, A ÁGUA TÁ MARAVILHOSA. - Niall gritou de, dentro da piscina. Revirei os olhos, e bufei.

- Niall, sai daí de dentro agora.

- Ah não, isso aqui tá maravilhoso, você devia entrar, chama aquele carinha que você estava paquerando. Eu descobri o nome dele, sabia? É Louis, ele se chama Louis. - Niall não era nada discreto, nem mesmo quando estava sóbrio. 

- Quer calar a boca? Obrigado. 

- Você ainda não bebeu o suficiente, Harold.

- E você já bebeu demais, anda, sai daí de dentro agora, ou eu vou embora e te deixo aqui. 

Niall finalmente saiu de dentro daquela maldita piscina. As pessoas não paravam de gritar, e bater palmas. Estavam rindo dele, e ele estava se achando um máximo. O bom de tudo aquilo é que todo mundo estava bêbado, e no dia seguinte ninguém iria se lembrar de nada. 
Depois de ajudar Niall a se recompor, eu o deixei sentado em uma das espreguiçadeiras à beira da piscina, porque ele não parava de vomitar, voltei para sala e olhei em volta a procura do garoto que agora eu sabia o nome. Louis. 
Ele não estava mais lá, e eu poderia achar que algum amigo o levou para casa, se ele tivesse de fato entre amigos, mas aqueles caras o olhavam como se ele fosse uma prostituta. Louis desapareceu, e eles também. Eu fiquei intrigado com aquilo, não conseguiria ir embora sem saber se estava tudo bem de verdade. 

- Eleanor, ei. Onde é que ficam os banheiros? - ela vinha passando na minha frente e eu a chamei. 

- No segundo a andar, tem um no corredor, à esquerda. 

- Eu posso ir até lá?

- Claro, Harry, só... Não entre nos quartos, ok? Os meus pais não gostam.

aposto que os pais dela não gostam de muita coisa que estava acontecendo ali. 

- Tudo bem. - Eleanor voltou a andar em direção as suas amigas, e eu caminhei até as escadas que levam para o segundo andar. Quando cheguei no corredor, e que corredor. Era imenso cheio de portas, todas aparentemente trancadas. Duas garotas saíram de dentro do banheiro, vinham andando na minha direção, se segurando uma na outra e rindo sem parar. 

- Cara, até eu fiquei excitada, você ouviu aquilo? Uau! - uma delas disse.

Eu parei as garotas no meio do corredor e perguntei o que estava acontecendo ali.

- Sexo selvagem é o que está acontecendo ali. - ela disse, a garota que tinha cabelos com mechas cor de rosa.

- Hã... Alguma de vocês viram um garoto mais ou menos dessa altura - indiquei a possível altura de Louis. - Ele tem olhos azuis. Acho que estava usando uma camisa preta, cabelo liso, o nome dele é Louis. - falei, as duas se entreolharam e riram. 

- olha, se você andar rápido, ainda dá tempo de aproveitar a festinha. - a garota de cabelo rosa disse. Depois sua amiga saiu arrastando-a corredor a fora. 

Eu continuei andando pelo corredor, o som ficava meio abafado dali de cima, em algum momento eu conseguiu ouvir o som de corpos se chocando, e gemidos abafados. Eu não sei o que houve comigo, primeiro eu fiquei paralisado, imaginando uma cena horrível, depois eu pensei, que eles poderiam está só fazendo sexo mesmo, mas aí eu me lembrei do estado de Louis, e dele empurrando o cara para longe.  Não era sexo, eu tinha que tirá-lo dali. 

Quando abri a porta os caras se afastaram de Louis, eram dois. Dois caras abusando dele. Eu me aproximei, eles ainda estavam em choque, Louis parecia estar inconsciente. Sua calça e cueca abaixadas até o joelhos, as pernas afastadas, era horrível. Seu rosto estava molhado de lágrimas, e machucado por socos.

- Quem é você? Veio participar também? - ele disse com a voz embargada. 

- Vocês... Olha o que vocês fizeram, isso é crime, vocês o estupraram... Seus nojentos - eu estava zonzo, tentando controlar a minha raiva, eu precisava ser sensato. Um deles chegou perto de mim, e me empurrou querendo me expulsar do quarto, foi quando eu perdi completamente a cabeça, e acertei seu rosto com um soco. Ficamos atracados com dois animais e depois de um tempo, quando eu ameacei chamar a polícia, os dois pegaram suas camisas que estavam jogadas no chão, e saíram aos tropeços.

Eu cheguei perto de Louis sentindo minhas mãos e pernas tremerem. Subi sua boxer, e em seguida seu jeans. Eu virei o corpo dele deixando-o de barriga para cima, abotoei sua calça, e tentei acordá-lo, ele respirava, mas não abria os olhos de jeito nenhum. Talvez por causa da bebida, ou dos socos que levara no rosto, eu não sei. Peguei Louis no colo, e o levei para fora dali, coloquei ele ainda desacordado no banco de trás do meu carro, e eu consegui sair da festa com ele em meus braços sem precisar responder a nenhuma pergunta porque todo mundo por estar bêbado achou que ele também era só mais um que havia bebido além da conta.

- Foi isso, depois eu o levei para minha casa, e cuidei do rosto machucado dele. - eu suspirei, e disfarçadamente sequeiro as lágrimas em meu rosto. Johannah tentava controlar seus soluços. - Sra° Tomlinson, eu sinto muito. Eu queria ter impedido,mas eu cheguei tarde demais e...

- Não foi sua culpa querido, eu sou muito grata a você por tudo que fez pelo Louis todo esse tempo, você cuidou dele melhor do que eu, foi a âncora dele quando eu devia ter sido.

- Não foi sua culpa

- Foi sim, se eu tivesse reparado nele desde o início isso poderia ter sido evitado.

- O que pretende fazer agora?

- Primeiro eu vou cuidar do meu filho,e depois eu encontrar os desgraçados que acabaram com a vida dele, e que Deus os ajudem porque eu não vou ter nenhuma gota de piedade. - ela disse de forma convicta. Aquilo me assustou, e eu passei o resto do dia tentando imaginar o que a mãe do Louis vai fazer se encontrar aqueles caras.

 

CONTINUA...


Notas Finais


Olá, se alguém ainda ler isso aqui, quero pedir desculpas por esse maldito atraso de 84 anos. Esses últimos dias foram horríveis para mim, eu perdi alguém importante, que eu amava, eu me culpo por isso, por ter sentimentos egoístas. Minha vida tá meio/muito bagunçada. Caos é o meu nome. Então eu preço a vocês que tenham um pouco de paciência comigo. Não vou desistir da fic. Tá aí mais um capítulo, espero que tenham gostado. Me perdoem por qualquer erro e não se esqueçam de comentar, é muito importante para mim.
Bjoooos no core de vcs


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