História My Antichrist (HIATUS) - Capítulo 55


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson
Tags Diangelo, Everybodylovewings, Grace, Jackson, Jasico, Pernico, Thelovewins
Exibições 63
Palavras 2.120
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello!

Capítulo 55 - A verdade


Até então, Percy só via Di Angelo como a sombra de uma criança que a muito tempo participou da sua vida, nada além disso. Tanto que a tarefa de cuidar dos dois anjos no acampamento fora apenas uma forma de escape para o deixar fora da missão no Paraíso. Missão essa que lhe custara mais do que devia, agora tinha a impressão que Nico fosse desaparecer do nada, para sempre.

Aquela trilha parecia não ter fim, Percy seguia Di Angelo junto a Bianca e Nico, ele nunca vira o menino tão feliz, não depois de o ver em forma de alma. Di Angelo corria na trilha por entre a floresta, cantarolava, sorria e arrancava aqui e ali uma folha de algum galho baixo que voltava e quase sempre acertava o rosto de Percy. Já não aguentando mais o seguir sem saber para onde iam, Percy decidiu o perguntar:

-Afinal, onde os deixou?

-No quarto de pesca. Acho que está ficando louco, Percy, como não reconhece a trilha? -ele parou de andar e se voltou para o anjo, vestia uma camisa social e calças pretas, só destacando sua pele que ficava mais clara a luz da lua, foi exatamente daquela forma que ele o vira vivo pela última vez.

-Acho que essa coisa de andar por florestas está me deixando confuso.

-Ou talvez, nosso querido Gasparzinho está no caminho errado. -sugeriu Nico vindo para a direita de Percy e analisando o lugar. Di Angelo cruzou os braços sobre o peito e o olhou com raiva.

-Se eu sou o Gasparzinho você é um zumbi.

-Ao menos estou vivo.

-Parem, os dois. -disse Bianca ocupando o outro lado de Percy e olhando de um para o outro. -Parece que não sabem fazer outra coisa.

-Ele me provocou. -Di Angelo reclamou batendo os pés no chão.

Percy achava adorável a implicância dos dois, mas não admitia. Apesar de saber que Di Angelo quase sempre tinha razão em suas acusações contra Nico, ele ficava em cima do muro nessas brigas. Já dando a conclusão que estavam perdidos, finalmente viu algo de familiar na trilha, a pedra que normalmente ficava perto da entrada, arbustos haviam crescido do nada e coberto a entrada, mas não a pedra, ela era muito grande para ser coberta. Aliviado, ele suspirou e apontou em direção a entrada, passando por Di Angelo e seguindo em frente. Teve de se abaixar para tirar a moita de cima da portinha, com ajuda de Nico, eles conseguiram tirar tudo o mais rápido possível e assim abrir o trinco.

Estava tudo escuro lá embaixo e Percy quase caiu ao tentar achar o primeiro degrau. Ao se virar para os outros para indicar que o seguisse, viu que Nico ruborizou só em olhar para o lugar e isso o alegrou. Não era fácil conseguir um demônio com vergonha, não por causa do lugar da sua primeira vez. Nico era diferente, diferente de todos os outros demônios, mesmo com anos e anos de vida e sendo o mais importante de todos, ele permanecia de uma forma inocente, claro que tinha seus momentos, mas na maioria da vezes ele parecia se esquecer de quem era e agia como se não fizesse diferença em ele estar ali ou não.

Ainda sorrindo, ele desceu cuidadosamente a escada, chegando no que aparentemente era o último, tateou a parede até achar o interruptor. Atrás dele vinha Di Angelo, Nico e Bianca, ao ligar a luz, viu que no centro do quarto, no lugar onde era a mesinha de centro, os dois anjos estavam amordaçados e amarrados nos pés e nas mãos, chocado, Percy só despertou quando viu Di Angelo pulando ao redor deles e rindo, os outros três ficaram parados na entrada.

-Como os prendeu? -perguntou Nico vendo que estavam amarrados com correntes. -Eles podem quebrar isso.

-Sim, mas… segredo meu. -Di Angelo sorriu e se apoiou na cabeça de Leo com o cotovelo. Percy deu um passo para frente, mas parou quando às correntes se mexeram involuntariamente, olhando para Nico ao seu lado, esse tinha olhos negros e mexia as mãos na medida que às correntes iam se desenrolando.

-O seu segredo, são as minhas correntes. -como cobras de metal, às correntes se contorceram alegremente, como que felizes por finalmente serem soltas, mas isso não significava nada mais do que um ataque a Di Angelo, Percy cogitou em parar o namorado, mas deixou que ele prendesse Di Angelo contra a parede com as correntes. -Como as conseguiu?

-Você é meio sonâmbulo, conversamos de noite e depois de um tempo você me deu elas. Devíamos conversar mais.

-Não, não devíamos. -Percy decidiu os deixar discutindo como sempre e ir até os anjos que pareciam inconscientes. Se agachou perto de Hazel e segurou seu rosto com as mãos, parecia exausta de tanto lutar contra às correntes de Nico e por está serena, foi a dica de Percy que os anjos não estavam mais sendo atraídos para o Paraíso. Finalmente ele podia relaxar sem pensar que a qualquer momento uma força sobrenatural do seu irmão o fizesse agir como um “anjinho feliz”, nas palavras de Nico. Vendo que ela estava bem, ele foi até Leo, que se apoiava nas costas de Hazel e vice-versa. Este tinha fortes marcas de correntes nos pulsos, como se elas tivessem o apertado mais do que devia, agora, livre delas, ele assim como Hazel dormia num sono de cansaço. Percy não ouvia a briguinha que continuava entre os dois meninos a suas costas, só quando ouviu uma reclamação alta de Bianca e Nico a respondeu com raiva. -Mande o seu irmão calar a boca.

-Você que está me prendendo com essas correntes estupidas, não é melhor que eu por ser um demônio,

-Chega! -Percy disse alto, sua voz reverberou nas paredes da sala como se estivessem em uma caverna, mas aquilo era só parte do seu pacote básico de “como anjos chamam atenção”, ele achava que cada anjo devia vir com alto-falantes, fogos de artifício e vozes bonitas embutidas, apenas para serem mais chamativos, como se um cara com asas de seis metros não fosse. -Nico, solte ele. E por que você amarrou eles? -terminou de voltando para Di Angelo.

-Porque eles queriam fugir. -se defendeu enquanto às correntes desenroscavam dos seus braços e pernas, novamente fazendo Percy ve-las como cobras de metal, ele se levantou rápido quando caiu no chão e se voltou para o anjo. -Era para eu cuidar deles, eu cuidei.

-Como prendeu essas correntes? -Bianca perguntou se aproximando dos anjos adormecidos.

-Elas se enrolam em tudo. -disse jogando os ombros. -Só enrolei nos braços deles e não quiseram soltar mais, eles são imortais então pensei… Não vai matar se ficar um pouquinho apertado.

-Em você também não, porque eu não posso amarrar ele e jogar no mar? -Nico perguntou gesticulando para Di Angelo, Percy rolou os olhos e voltou para os dois anjos, os segurou pelas camisas e se concentrou, sentiu um vento gelado contra sua pele e um arrepio lhe correu às costas, quando voltou a abrir os olhos, estava no seu quarto. Se impressionava toda vez que fazia isso, fechar os olhos e quando os abrir está em outro lugar era algo muito incrível para ele. Uma vez quando estava sem sono, começou a pensar nisso e viu que as grandes asas eram um pouco inúteis, só às utilizava para uma luta no ar, ou como no seu caso, para se juntar a legiões.

Passando um braço pelas costas de Hazel e o outro por suas pernas, ele a levou até a cama de Nico e ali a deixou descansar, já sobre Leo, ele simplesmente o arrastou pelos braços, não o levaria para a cama nos braços e se fosse ter que contar como ele foi parar ali, ficaria estranho o dizer isso: “Ah, o levei pra cama nos meus braços.”

-Nico não mudou nada. -Percy sabia que era Bianca, e ela está ali era algo tão normal, uma aura tão conhecida, mas Percy nunca notava. Via agora que sempre a sentia por perto, mas achava que devia ser algo normal do mundo. -Di Angelo, como você o chama.

-Ele não teria como mudar.

-Espero que não esteja bravo comigo por causa do que propus a eles, sabe que estamos em guerra. -sua voz continha algo como medo, parecia não querer os decepcionar nunca, mas ao mesmo tempo não tinha como evitar as coisas, Bianca agia como mãe de todos.

-Não a culpo. -ele se virou para ela, até ali, encarava uma das placas de madeira no chão, cheia de riscos como se a muito estivesse ali. Desde quando o mundo cresceu tanto e eu não percebi?, ele pensou. Outras pessoas haviam passado por ali, pessoas que não tinham nada a ver com o fim do mundo, mas talvez tivesse que encara-lo caso Percy fizesse alguma burrada. -Temos que fazer, oque é certo.

-Sim. -ela se sentou na cama dele e olhou para a janela que mostrava um belo céu limpo. -Os deixei para voltar sozinhos, parecem que brigam sempre. -disse Bianca pondo as os dedos nas têmporas, Percy riu e concordou.

-Eles no fundo gostam um do outro. Sei que não veio só me falar sobre a briga deles.

-Claro, deve está estampado na minha testa. -ela sorriu e indicou que sentasse na cama a sua frente, quando ele já estava lá, ela começou a ter um grande interesse em arrumar o vestido, quando na verdade procurava as palavras certas. -Lembra que Jason soube de tudo por meio de um pergaminho, não lembra?

-Sim, lembro.

-Você o viu e sei que também ficou apreensivo com oque viu.

-Eu o matando com uma lança. -disse penosamente. -Bianca, aquilo ainda não aconteceu, ele me matou.

-Percy, eu que fiz aquele pergaminho. -ele ficou pálido, e a olhou confuso, por que tudo tinha que ser tão enigmático sempre? Ele se perguntou se existia algum curso de “Aprenda a ser Enigmatico, desconto de 10% a quem fizer o cérebro dos seus heróis fritar com mais pensamentos e 20% para aqueles que os fizerem tentar lembrar de coisas que aconteceram séculos atrás.” -Eu disse que estava lá os ajudando, eu me fiz da empregada de Jason, quando ele veio ficar com ela, ou seja, comigo, eu indiquei onde o pergaminho estava. Mas acha mesmo que eu esconderia o segredo do fim no sótão?

-O que quer dizer?

-Pense bem, Percy, lembre-se de como aquilo estava pintado. -ela o viu respirar fundo e olhar o chão como se do nada a figura fosse se mostrar ali, diante dos seus olhos.

-Lembro que… estávamos pintados num campo, eu o atravessava com uma lança e ele estava empalado com mais duas sombras.

-Sim. -ela apenas disse isso e sorriu satisfeita, esperando que ele tirasse suas próprias conclusões, esperou o olhando. Após ponderar por breves instantes que pareceram horas na cabeça de Percy, ele entendeu oque ela quis dizer.

-Eu nunca lutei com uma lança. -ela assentiu abrindo mais o sorriso. -E Nico… não tem três almas. -dizer aquilo fez algo mexer dentro dele, já começava a conseguir controlar seus três lados, mas era difícil, elas eram como balões cheios de ar que quando soltos batiam em qualquer canto, mas de uma forma infinita, esses balões não paravam nunca. -Você mentiu para Jason.

-E para você e para Nico, ou seja lá quem ele for, nunca vou me acostumar com isso.

-Quer dizer que não vou o matar no final?

-Isso é oque peço a você, Vine é o demônio do passado, presente e futuro, e já deve te-lo dito que tudo pode mudar dependendo do que você faça. -quando ele assentiu ela continuou. -Quando Nico e meu irmão estiverem no inferno, tentando chegar ao castelo de Lúcifer, você também vai está fazendo alguma coisa. Escondi o pergaminho assim que vocês dois “morreram”, está na Casa de Hades, escondido na cripta da minha mãe, é o mesmo pergaminho, tem a mesma imagem, mas quando você o tocar, quero que equilibre seus três lados, só assim ele vai lhe mostrar a imagem de verdade.

-Isso não vai mudar tudo?

-Sim, porque tudo sempre muda, mas já estava escrito que você saberia de tudo, talvez oque Nico saiba não seja o mesmo, ou talvez seja, mas Percy eu estou lhe dando a chance de uma escolha, se gostar ou não do que vir, pode mudar.

-E se ao me deixar ver isso, mudar meu futuro e eu termine morto? Ou o Nico? Ou nós dois?

-O pergaminho, assim como Vine fez com Nico, vai lhe mostrar oque acontecerá mesmo que você esteja o vendo, ele trabalha com o futuro, então o presente também conta. Vai ser sua escolha Percy, você pode mudar tudo.


Notas Finais


Comentem <#


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...