História BabyGirl - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~opia

Postado
Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony, Justin Bieber, Miley Cyrus
Personagens Dallas Lovato, Demi Lovato, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Miley Cyrus
Tags Daddykink, Diley, Jiley, Memi, Mommykink
Exibições 258
Palavras 6.159
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Notas finais
Notas finais
Notas finais
Notas finais
Finais notas
Notas finais
Notas finais
Notas finais
Notas finais
q

Capítulo 3 - Am I Lesbian?


 POV DEMI

  E lá estava eu. Sem ter o que fazer. Sentada no sofá de Miley. Eu já estava em sua casa havia algumas semanas... Digamos que um mês. Ela, no início foi bem simpática comigo, mas me deixou com muito medo quando ela pediu para que eu me vestisse na frente dela. Minha primeira reação foi ficar assustada, mas ela alegou que era uma mulher e que não teriam problemas. Bom, eu acho que o fato dela ser mulher não interfere em nada, eu... Tudo bem, eu gosto de mulheres, está bem? Garotos são ótimos amigos, mas desde o momento que um tentou me beijar a força, eu não gosto mais deles. Tenho um pouco de nojo de pensar em um menino me beijando. Argh, aquelas barbas são tão ridículas. Mais ridículo ainda são garotos do terceiro ano dando em cima de meninas do nono. Por que será que eles são tão atirados assim? Só por um mísero beijo?

   Miley, ou Miley Ray como eu gosto de chamá-la é uma mulher tão linda! Sua beleza me cativou plenamente. Ela inspira as pessoas. É inteligente, poderosa e, ah, tão... Perfeita! Eu e ela não conversamos ainda sobre o que será de mim pela frente, mas eu já agradeci milhões de vezes pelo que ela está fazendo por mim. Dallas disse que eu poderia contar com Miley para tudo, antes de... Ir. Antes de me deixar sozinha, Dallas disse algumas palavras. Só de lembrar do dia, meus olhos já ardem, eu amo tanto Dallas. Minha mãe. Nós fazíamos tudo juntas. Quando eu soube que ela estava com câncer, eu fiquei muito triste. Era como se meu mundo virasse de cabeça para baixo, foi tão difícil que eu mal conseguia comer, simplesmente não descia. Lembro plenamente de como ela me contou. Lembro de cada detalhe de Dallas. Não sei se teve enterro, eu preferi não saber disso, eu só sabia que apenas me machucaria mais. Sinto tanta falta da minha mãe, toda vez que eu lembro dela, sinto uma dor no peito. Uma dor que parece pontadas no meu coração. Como se apunhalassem minhas costas.

­­­— Mãe! ­­­— corri em direção a Dallas. Minha mãe estava tão bonita, sua roupa era estonteante. Ela trajava um vestido vermelho, ressaltando suas curvas e... Que orgulho da minha mãe! Era a única coisa que eu pensava.

­­­— Demi ­­­— ela me segurou quando eu pulei em cima dela, abraçando-a. Dallas era bem maior que eu, espero um dia ser alta igual ela. ­­­— Como vai, meu amor?

­­­— Senti tanta saudade. Estou bem melhor agora com você me abraçando, mamãe ­­­— a olhei. Meus olhos já marejavam.

­­­— Não chore meu amor. Cadê a minha pré adolescente valente? Aquela que não chora por nada, hm? ­­­— gargalhou.

   Eu sempre dizia à ela que eu não chorava por nada. Disse que quando completei treze anos, nunca mais choraria, pois era coisa de criança. Poxa, ela tinha que entender, ela é minha mãe, tudo bem chorar por ela!

­­­— Não tem graça. Eu só choro por você porque eu te amo, mãe ­­­— revirei os olhos e me soltei dela. ­­­— Para de rir!

­­­— Tudo bem, bebê ­­­— passou a mão em meus cabelos e eu fui obrigada a fechar os olhos. Seu carinho era tão bom, ela poderia fazer isso toda hora, nunca me cansaria.

­­­— Eu não sou um bebê. Já sou uma adolescente, daqui a três meses eu faço quatorze! ­­­— falei um tanto quanto irritada.

­­­— Hormônios ­­­— sorriu negando com a cabeça. ­­­— Você sempre será meu bebê, Demetria Devonne ­­­— colocou a mão em meu queixo. ­­­— Vamos para casa? ­­­— perguntou pegando minha mochila.

­­­— Vamos.

   Fomos no carro de Dallas para cara. Éramos só eu e ela no mundo. Ela nunca me disse sobre família, e quando eu perguntava do meu pai, ela dizia que morreu. Eu queria fotos, mas ela diz que não tinha pois ele não gostava muito de fotos. Ela apenas me disse que era um homem musculoso e bonito, mas ela não o amava. Ela amava outra pessoa, mas nunca me contou a história dessa pessoa. Dallas já teve namoradas e namorados, mas ela sempre terminava sozinha por fim das contas. Eu até preferia assim, ciúmes? Não, nem um pouco. Apenas cuido da minha mãe.

­­­— Filha, preciso que você se sente e tome essa água ­­­— disse Dallas estendendo um copo de água, e parecia ter açúcar dentro.

­­­— Tudo bem, mas por que? ­­­— peguei o copo e me sentei.

   Dallas suspirou fundo e eu tomei um gole da água. Ela andou até meu lado e sentou-se, colocando a mão em meu joelho, fazendo carinho. Ela me olhou nos olhos e segurou em meu rosto com a mão, iniciando uma massagem em minha bochecha com o polegar. Seu toque me fez fechar os olhos. O sentimento de mãe e filha é algo único. É como uma rosa vermelha em meio a várias pretas. É como a mudança de 23:59 às 00:00. Em questão de segundos, muita coisa muda. Amo tanto minha mãe...

­­­— Eu preciso falar algo para você, Demi. Preciso que você não se exalte, apenas me compreenda ­­­— suspirou pesado. ­­­— Promete que não vai sair daqui correndo igual uma adolescente imatura? ­­­— deu sorriso desconcertado.

­­­— Não estou entendendo nada, mas tudo bem, fale.

­­­— Demi, minha princesa, em menos de um mês eu irei morrer. Tenho câncer terminal nos pulmões. Esse tempo que passei fora, foi para me examinar e ver se realmente não tinha cura ­­­— falou calmamente, fazendo carinho na minha bochecha. ­­­— Sinto muito.

­­­— É o q-que? ­­­— perguntei de cabeça baixa.

   Meus olhos já estavam cheios de água. Ela simplesmente chega e me fala "filha, vou morrer". Normal, acontece todos os dias, não é mesmo?

   Meu peito já doía muito. Eu tomei toda a água do copo e coloquei-o na mesinha de centro. Pulei em cima da minha mãe e abracei-a com força. Não, ela só pode estar brincando comigo. Meu choro rasgava minha garganta, garanto que se alguém passasse pela porta de nossa casa agora, poderia ouvi-lo. Não se compara à dor de perder um cachorro ou um peixinho seu morrer. Meu coração estava quebrado.

­­­— E-eu escutei d-direito? ­­­— perguntei abraçando-a mais intensamente, dando início a uma série de soluços doloridos. ­­­— Me d-diz mãe, e-eu ouvi isso? ­­­

   As palavras quase não saíam. Parei de falar, dando lugar à um choro alto. Eu virei um completo bebê chorão. Minha garganta doía tanto pelo choro, uma sensação nova, eu nunca tivera chorado tanto assim. Só quando perdi Buddy, meu pequeno anjinho. Levantei-me e me sentei no colo de Dallas, beijando sua bochecha, enquanto as lágrimas e um som de minha boca insistiam em sair. Dallas beijou minha nuca e começou um carinho na mesma. Ela fazia um som repetidamente. Um som para me acalmar. Eu continuava a chorar em seus braços, por que?

­­­— Filha, eu tenho uns dias. Temos que aproveitar o máximo e tente esquecer disso por um tempo, tudo bem? ­­­— disse tentando me acalmar, mas não funcionou. Só fez meu choro aumentar. ­­­— Não chore assim! Não me decepcione, você é uma garota forte, não é? ­­­— ela perguntou fazendo carinho em minhas costas.

­­­— S-sou. Eu a-acho que s-sou ­­­— falei respirando fundo e pegando uma almofada.

   Olhei para Dallas segurando a almofada, como se pedisse permissão. Ela balançou a cabeça em confirmação e eu mordi a almofada, dando um grito que saiu rasgando minha garganta. O som que sairia de minha boca, foi abafado pela almofada, mas mesmo assim, o alívio foi o mesmo. Abracei Dallas fortemente e as lágrimas ainda caíam, mas de forma mais sutil. Acho que essa dor é a pior que eu já sentira.

­­­— Demetria? ­­­— chamou-me a voz rouca pela qual eu sinto tremores ao ouvir. ­­­— Demetria? Mundo real chamando Demetria ­­­— estalou os dedos perto de meu rosto.

­­­— Oi ­­­— falei tímida. Ainda não me acostumei com sua presença. Miley intimida qualquer um muito facilmente.

­­­— Vamos, você e eu vamos para o Cyrus ­­­— pegou seu cigarro entre os dedos. ­­­— Vem, vamos ­­­— ­­­estendeu a mão livre para mim.

   Miley tragou seu cigarro, e por mais que aquilo me machucasse, vê-la fumando, ver pessoas se matando, desperdiçando a saúde que tem, por mais que me doesse, eu achava muito... Não sei. É um sentimento diferente. Ela me fazia sentir pontadas no ventre, eu nunca sentira isso antes. Em um mês eu não consegui deixar de ficar triste pela minha mãe, mas eu sinto algo, talvez... Um sentimento de que ela está viva, um sentimento de paz. Dallas está viva, como Miley disse. Ela está dentro do meu coração. É algo como um descanso. Depois de tanto tempo, eu consegui aceitar. Minha mãe não está mais nesse plano, mas continua viva dentro de mim, eu a sinto. Não teve um dia que eu deixasse de lembrar de seus abraços calorosos. Nas minhas primeiras noites morando com Miley, eu tive pesadelos ou apenas memórias enquanto eu dormia. Chorei muito durante alguns dias, mas eu me lembrei que Dallas não gostaria de me ver chorando, e sim, sorrindo. Eu tento. Tento por ela.

(...)

   Em poucos minutos, eu já estava com Miley em frente ao Cyrus, o prédio que Miley trabalha. Na verdade, o prédio que é dela. Praticamente tudo nessa cidade é dela, digamos que um tal... Zayn, isso, um tal Zayn seja um tipo de concorrente da Miley. Eu não tenho explicações sobre essa rixa e nem quero ter. Deixa o mundo dos adultos para eles, porque eu só queria estar assistindo Bob Esponja nesse momento.

   Se bem que se Dallas estivesse aqui, provavelmente implicaria comigo pelo fato da minha paixão por desenhos animados. Ela diria que não é coisa de adolescentes. Por que eu fui dizer que era uma adolescente e não um bebê para ela mesmo, hein?­­­

   Assim que Miley e eu entramos, eu me senti totalmente deslocada. Todos olhavam para Miley. Também, não era para menos. Sua pose de empresária era tão esplêndida que causava isso nas pessoas. Miley, terno, um par de saltos. Combinação perfeita. Seus olhos azuis e seu cabelo loiro a deixavam tão linda que me deixava caidinha. Céus! Demi, livre-se desses pensamentos. Ela é só a amiga da sua mãe e cuidará de você, só isso. Afinal, o que eu estava pensando mesmo?

   O salto de Miley batendo no chão era a única coisa que eu escutava, acompanhado de respirações aceleradas e a batida constante do meu coração. Esse era o efeito dela nas pessoas. Minhas mãos suavam, e eu queria muito morder meus lábios, mas seria repreendida. Sua pose me deixava nervosa. Ela me fazia suar frio. Por mais que eu esteja com ela, ali, andando, eu me sentia desconfortável. Não eram todos os dias que as pessoas me olhavam com tanta atenção. Não me acostumei a ver pessoas olhando como se eu fosse o centro das atenções junto a Miley.

   Quando chegamos no elevador, soltei um ar que havia prendido assim que coloquei meus pés no prédio. Miley me olhou erguendo uma sobrancelha e rodeou minha cintura com os braços. Ela estava muito próxima a mim, o meu ar já estava rarefeito. Ela me olhava parecendo me desvendar. Meu óculos caiu em meu nariz e eu até consertaria se eu não estivesse completamente hipnotizada pelos olhos azuis à minha frente.

­­­— Você tropeçou. Está tudo bem? ­­­— perguntou com uma voz firme. Céus, por que eu sinto essas malditas pontadas em meu ventre tão constantemente quando estou ao seu lado? Talvez seja por seu cheiro de alfazema ou talvez sejam seus olhos. Minha única certeza era que Miley deveria ser colocada em um museu para ser admirada. No Japão eu não via mulheres tão lindas como aqui, isso é incrível! Eu ainda não me acostumei. ­­­— Peste, estou falando com você ­­­— me soltou.

­­­— E-eu... Eu tropecei? Não percebi ­­­— eu realmente não havia percebido esse deslize. Céus, esses olhos azuis parecem algodão doce!

­­­— Hm ­­­— emitiu um som. Aposto que ela pouco se importava para isso. Sempre vivia longe. Parece que ela vive em outro planeta. ­­­— Me explica uma coisa, criança. Como alguém tropeça e não percebe? ­­­— colocou a mão em seus bolsos com uma expressão curiosa.

­­­— Basta ser eu, eu acho ­­­— sorri e ajeitei meus óculos.

   Manias.

   A porta do elevador abriu-se. Estávamos no último andar. Lógico, não era de se esperar menos que isso. O prédio era moderno, em tons de cinza, e eu não pude deixar de reparar nos sorrisos dos funcionários. Talvez fosse por Miley, ou talvez fosse só pelo dinheiro que eles devem receber todos os meses. A questão é: todos pareciam felizes. Novamente, as pessoas se calaram e ganharam postura reta, prestando minimamente atenção em cada passo que Miley dava. Eu, do seu lado. Não era a primeira vez que eu vinha aqui, mas era a primeira vez que eu vinha aqui no horário de trabalho. Eu não tinha reparado muito bem quando vim aqui pela primeira vez, mas agora, eu estava me lembrando aos poucos. Entramos na sala de Miley, e a mesma sentou-se em sua enorme cadeira, típica de uma boa empresária de filmes americanos. Miley apontou para a cadeira do outro lado da sala ­­­— aonde tinham uma mesa, computador, praticamente uma mesa de secretária, porém faltava o telefone.

­­­— Sente-se. Olha peste, eu sei que eu ainda não achei uma escola digna, mas prometo que não passa de amanhã. Agora... Vá jogar Minecraft, não é isso que os adolescentes gostam hoje em dia? ­­­— perguntou mexendo numa papelada. ­­­— Talvez você prefira redes sociais ou saber de famosos. Deixe-me adivinhar, você é fã da... Taylor Swift? ­­­— perguntou sorrindo e pegando uma caneta dourada entre os dedos.

   Taylor Swift? Miley Ray, você errou feio. Desde que a Taylor começou uma rixa com a Katy Perry eu deixei de segui-la.

­­­— Na verdade, eu acho a Taylor Swift muito... Sonsa. Prefiro a Katy Perry. E, não, eu não sou fã de pop em si, mas sim, K-Pop ­­­— aleguei ligando o computador. Nunca fui com a cara da Swift, a "queridinha da América".

­­­— A Taylor não é sonsa. Ela só quer se enaltecer com algumas atitudes infantis. Eu a conheci, não gostei muito também. K-pop, aquele tipo de pop bizarro que é uma febre entre vocês pestinhas? ­­­— perguntou sem tirar atenção de seus documentos.

­­­— Uhum ­­­— assenti. ­­­— Mas só alguns são bizarros. As pessoas implicam muito com o meu estilo musical favorito ­­­— argumentei.

   Eu definitivamente não era uma pessoa para redes sociais. É sério mesmo que as pessoas usavam essas redes sociais inúteis? Só servem para cuidar da vida dos outros. Quem disse que eu quero saber quantas curtidas tem as fotos das garotas mais populares do colégio?

   Depois de alguns minutos jogando paciência ­­­— que era a coisa mais interessante no momento ­­­—, vi que Miley se remexeu na cadeira. Ela parecia aborrecida. Ela levantou os olhos até a porta, e os mesmos estavam vermelhos. Seus dentes rangeram e, definitivamente, ela estava com raiva.

­­­— Droga ­­­— ouvi um murmúrio de sair de seus lábios. ­­­­­

   Miley levantou-se depressa e pegou em sua bolsa, seu iPhone. Esses celulares que são moda, já que seu design é inovador. Puro capitalismo. Celulares são só coisas para extorquir dinheiro de famílias pobres, a ruína de muitos. As pessoas passam o dia inteiro no celular, ao invés de viver. Redes sociais; celular em si, é só uma vida inexistente. Você faz o que você quiser, comenta fotos de ídolos, amigos, compartilha coisas, para no fim, tudo ficar apenas entre aparelhos eletrônicos. Se um dia eles não existirem mais, o que acontece com o tempo que as pessoas perdem apenas no celular? Exatamente; nada. Talvez memórias, porém inúteis porque mundo virtual não passa de ilusão.

   Miley discou um número e inspirou, prendendo o ar. Em seguida, ela soltou o ar de seus pulmões e sorriu de forma maldosa, sentando-se em sua cadeira e colocando seus pés em cima de sua mesa, balançando sua cadeira levemente.

­­­— Patrick, liguei para perguntar uma coisa ­­­— disse e ergueu uma sobrancelha. Eu observava tudo que ela fazia. Essa mulher é tão... ­­­— E você prefere uma cova rasa ou funda? ­­­— gargalhou forçado. Mais parecia a rainha má de uma série de televisão. ­­­— Saiba que... Mais um passo em falso e saiba que você derramará sangue em seu próprio império. Tolo ­­­— negou sua cabeça e tirou o celular de seus ouvidos.

   Ela sorriu maldosa e movimentou seus dedos na tela do celular. Olhou para mim e deu uma piscadinha, me fazendo sentir minhas bochechas quentes por ela ­­­— provavelmente ­­­— saber que eu a observava. Voltei a minha atenção ao computador, e vi que eu tinha ganhado mais uma partida de paciência. Ótimo, pelo menos nisso eu sou boa.

   Você prefere uma cova rasa ou funda?

   Será que ela disse isso? Acho que não. Me hipnotizei em seus olhos, nem prestei atenção no que ela dissera.

(...)

­­­— Demetria ­­­— chamou-me Miley. Tirei minha atenção do jogo e olhei para seus olhos. ­­­— Você quer sair? ­­­— perguntou se levantando com sua bolsa em mãos.

­­­— Sair? Eu e você? ­­­— perguntei mordendo meus lábios.

­­­— Não, você e Adam ­­­— disse me chamando com o dedo enquanto andava até a porta. ­­­— Preciso fazer umas coisas com Drew. Não posso te deixar sozinha. Quer vir comigo e Drew ou quer ficar com Adam? ­­­— perguntou enquanto saíamos da sala.

­­­— Não ficarei mal se ficar com Adam. Ele já está aqui? ­­­— meus olhos brilharam ao falar de Adam. Adam Lambert. Ele havia se tornado meu melhor amigo de uns tempos para cá. O mordomo de Miley era uma pessoa encantadora!

­­­— Ele está te esperando lá em baixo­­­ ­­­— disse enquanto andávamos em direção contrária ao elevador. Paramos na frente de uma porta.

   Justin Drew Bieber. Vice presidente.

   Miley abriu a porta sem pedir licença ou se pronunciar antes. Talvez ela nem precisasse dessas coisas. Lógico Demetria, ela é a dona do prédio todo, burra!

­­­— Drew, vamos. Agora ­­­— ordenou. Ela mal chegou na sala dele e já estava mandando. Que mulher mandona. ­­­— Precisamos resolver umas coisas ­­­— piscou para ele.

   Não entendi essa referência.

­­­— Claro, vamos ­­­— disse ele sem olhar para ela.

   Drew levantou-se de sua cadeira e abotoou seu terno, indo em nossa direção.

­­­— Boa tarde meninas ­­­— disse Drew sorrindo para mim e para Miley. ­­­— Presumo que as mocinhas tenham ficado na sala a tarde toda, certo? ­­­— Drew olhou para mim. Assenti e ele balançou a cabeça negativamente. ­­­— Coitada de Demi, Miley. Você deveria sair com ela, não prendê-la em um escritório chato ­­­— soltou uma risada adorável.

­­­— Boa tarde para você também, "Justin" ­­­— retrucou Miley, provocativa. ­­­— Foi só hoje, tudo bem? Adam estava ocupado fazendo umas tarefas e eu não pude deixá-la com ele, mas agora eles passarão a tarde juntos.

   Já estávamos esperando elevador. De manhã eu não tive tanto medo porque eu nem estava prestando atenção no elevador, e sim em Miley, mas agora... Agora eu estou morrendo de medo que essa coisa cair ou parar. Tenho pavor. Vai que eu fico presa aqui para sempre? Sou muito nova para morrer, Deus, socorro! Senti meu corpo tencionar quando o elevador chegou. Seriam vinte andares de puro sofrimento.

­­­— Ei, segurem o elevador! ­­­— pediu uma mulher de cabelos negros com um par incrível de olhos verdes. Céus, essa cidade é o paraíso! ­­­— Obrigada senhorita Cyrus ­­­— agradeceu, pois Miley havia segurado a porta do elevador.

­­­— Vamos Lauren, me chame de Miley. Você está deslumbrante hoje. Como sempre, maravilhosa ­­­— sorriu Miley.

   Senti algo estranho. Uma sensação de... Não sei explicar. Apenas não gostei da comunicação das duas. Nem prestei atenção no que elas diziam, pois eu estava com medo demais do elevador cair. Apenas segurei em uma das barras de ferro e mordi meus lábios com força, fechando meus olhos. Silêncio. Todos estavam em silêncio. Quanto mais o elevador descia, mais o frio na barriga tomava conta de mim. Uma vez, quando eu e Dallas fazíamos uma atividade juntas, o elevador parou. Dallas conseguiu me fazer rir e eu nem percebi, mas tinham se passado horas que ficamos presas no elevador. Só ela tinha esse poder sobre mim, até porque ela era minha mãe. Ainda é, no meu coração. O elevador parou e eu abri os olhos ­­­— que eu nem percebi ter fechado ­­­— abruptamente.

­­­— Até mais, Lauren ­­­— vi Miley dar um beijo no canto de boca de Lauren. Tanto eu quanto Drew ficamos de cara feia. Eu só não entendi o motivo de Drew também ter ficado. Na realidade, eu nem entendi a mim mesma.

­­­— Até, Cyrus ­­­— piscou para Miley.

   Um, dois, três. Respire fundo.

   O elevador continuou a descer, e logo estávamos no 11° andar. Comecei a roer minhas unhas ­­­— que estavam grandes, devido a um mês sem roer ­­­—, e quando eu fui tirar uma lasquinha, Miley pegou minha mão e colocou calmamente para baixo, me olhando nos olhos.

­­­— Você tem medo de elevador, Demetria? ­­­— perguntou sem tirar os olhos de mim. ­­­

­­­— Tenho, eu... Eu já fiquei presa, não é nada legal ­­­— mordi os lábios. ­­­— Minha mãe me abraçava quando entrávamos em elevadores. Para eu me sentir segura ­­­— sussurrei para mim mesma.

­­­— Quer que eu te abrace? ­­­— arqueou uma sobrancelha. ­­­

­­­— N-não, eu não... Não precisa ­­­— suspirei e fechei os olhos com força.

   Senti braços quentes se envolverem em meu corpo. Abri os olhos e vi que era Miley. Dei um sorriso involuntário por ela estar me abraçando, eu só sentira seus braços duas vezes. Eles são acolhedores. Me lembrava o abraço de Dallas. Levei meus braços até sua cintura e a envolvi, suspirando. O elevador fez um barulhinho, indicando que já estávamos no térreo, ou seja, fim de abraço.

   Bem que se eu pudesse abraçá-la mais, eu ficaria por mais tempo no elevador...

   Avistei Adam parado em frente à porta do prédio e me soltei dos braços de Miley. Ela arrumou seu blazer ­­­— que só tinha um botão preso, e ela se encontrava sem sutiã, deixando seu colo e parte de seus seios à mostra ­­­—, colocando seu cabelo para trás da orelha. Saímos do elevador e só então, eu ­­­— novamente ­­­—, percebi a presença de Drew. Andamos até Adam, e quando eu o vi, praticamente me joguei nele, abraçando meu amigo ­­­— que mais parecia um melhor amigo se longa data.

­­­— Ei baixinha, como vai você? ­­­— perguntou em meu ouvido.

­­­— Vou bem, Addie ­­­— apertei-me em seus braços. ­­­— Não tão bem como eu queria, mas bem ­­­— sorri e me soltei dele.

­­­— Boa tarde senhorita Cyrus ­­­— Adam acenou com a cabeça. ­­­— Para onde devo levá-la?

­­­— Você não precisava fazer compras? Leve-a junto se ela quiser. Se ela não quiser, dispense as compras e faça as vontades da pestinha. Só para ressaltar, seu cabelo ficou muito bom verde, está até parecendo o Freddy Mercury de cabelo colorido ­­­— sorriu. ­­­— Até hoje a noite, pestinha ­­­— deu um beijo muito próximo a minha boca.

   Acho que vou morrer.

­­­— T-t-tchau ­­­— tentei falar, mas gaguejei. Droga. ­­­— Tchau Miley Ray ­­­— falei após forçar minha garganta. ­­­— Tchau Drew ­­­— sorri um pouco nervosa.

­­­— Se cuidem ­­­— disse Drew.

   E então eles foram até uma enorme BMW, provavelmente blindada. Drew com o braço na cintura de Miley e Miley com a cabeça no ombro de Drew. Até parecia um casal.

   Ainda bem que não são. Eu acho.

   Adam forçou a garganta para mim e eu me virei para ele com um sorriso de rasgar o rosto, só então, eu percebi que a quentura dos lábios de Miley ainda estavam em minha pele. Levei meus dedos até o canto de minha boca e suspirei abaixando a cabeça balançando negativamente.

­­­— Demetria Devonne, o que foi isso, criança? ­­­— perguntou enquanto colocava o braço envolta de meus ombros. Ele praticamente se escorou em mim. Seus 1,75 de altura o deixavam parecendo uma girafa próximo a mim, com meus 1,61. Mas eu ainda iria crescer.

   Bom, assim espero.

­­­— Isso o que? ­­­— perguntei enquanto ele abria a porta do carro para mim.

­­­— Esse beijo de canto de boca. Vai me dizer que a Cruella de Vil está abusando de você? ­­­— perguntou boquiaberto.

­­­— Que? Não! Por que ela abusaria de mim? Afinal, como assim abusar? ­­­— perguntei confusa.

   Adentrei o banco de trás do carro e ele entrou no banco de motorista, me olhando pelo espelho do carro. Ele suspirou e deu um sorriso meio torto, dando partida no carro.

­­­— Esquece, criança. Então quer dizer que falta apenas um mês para seu aniversário? ­­­— perguntou animado, dirigindo pelas ruas de Nova Iorque.

­­­— Sim! Eu vou fazer quatorze anos, isso é demais. Estou perto de tornar-me uma adulta. Estou louca para completar dezoito ­­­— sorri e tirei meu óculos para limpar, já que as lentes estavam embaçadas.­­­

­­­— Não tenha pressa para tornar-se uma adulta. Adultos são complicados. São maldosos, pequena Demi ­­­— suspirou. ­­­— Quatorze aninhos? Hm, vai dar trabalho para os garotos da sua escola.

­­­— Na verdade, darei trabalho para as garotas ­­­— murmurei baixo, recolocando meus óculos.

­­­— Você o que? ­­­— freiou o carro de repente num sinal.

­­­— Addie! ­­­Dá para você prestar atenção por onde dirige? ­­­— pedi. ­­­— Eu só disse que darei trabalho para as garotas ­­­— falei baixinho, novamente.

­­­— Ainda não entendi. Fala mais alto, criatura de Jeová! ­­­— revirou os olhos. ­­­— E eu sou um ótimo motorista, apenas pensei ter ouvido algo.

­­­— Eu disse que eu darei trabalho para as garotas, não para os garotos ­­­— falei normalmente, sentindo minha bochecha queimar.

­­­— Você é... Lésbica? ­­­— abriu a boca chocado.

   O carro passou a se movimentar e eu deixei a pergunta dele no ar. Eu sou lésbica? Sua pergunta só me deixou com mais vergonha ainda.

­­­— Addie, não se faça responder isso ­­­— coloquei minhas mãos em meu rosto, tapando minha feição envergonhada.

­­­— Que fofa, ela está com vergonha. Eu senti o cheiro de couro forte vindo de você mesmo ­­­— gargalhou. ­­­— Agora você pode dormir a vontade, já que as compras para Miley são apenas em mercados de alta qualidade ­­­— sorriu.

­­­— Cheiro de couro? ­­­— eu não havia entendido sua fala.

­­­— Vish, deixa. Nem tente entender, não tão cedo.

   Ele fez a curva em uma rua. Eu sabia que iria demorar. Coloquei o cinto de segurança e levantei minhas pernas, colocando-as em cima do banco. Peguei meu celular ­­­— que se encontrava no bolso do meu shorts ­­­—, e meus fones de ouvido. Nada melhor do que ouvir Shinhwa às 14:38 da tarde.

­­­— I can't get enough, I can't get off of your love ­­­— cantarolei a música. Adam me olhou com uma feição confusa pelo espelho e eu gargalhei. Música coreana deixa as pessoas confusas mesmo. ­­­— É K-pop, Addie. É misturado com inglês. Simplesmente é o melhor estilo musical ­­­— continuei rindo da cara de tacho dele.

­­­— Você ouve essas músicas bizarras? Eu pensava que você gostava mesmo era de uma Rihanna, tem cara de quem gosta ­­­— deu de ombros.

­­­— K-pop não é bizarro! ­­­— afirmei sem hesitar. ­­­— Bom, talvez alguns, mas os que eu gosto não. Vou dormir um pouco, vá que eu sonhe com a CL e eu cantando juntas ­­­— sorri e fechei os olhos.

­­­— Eu queria mesmo é o Jaehyun me agarrando ­­­— falou e eu abri os olhos, arregalando-os. ­­­— O que foi? Eu também gosto, não posso?

­­­— Taeyong do Jaehyun. Jaehyun do Taeyong. JaeYong é imbatível ­­­— falei de implicância.

­­­— Vai dormir porque é o melhor que você faz, criança ­­­— balançou a cabeça e continuou dirigindo.

   Mostrei a língua para ele e tornei minha respiração mais leve, tentando dormir. Eu sabia que não conseguiria, nunca consegui dormir de tarde, só quando Dallas massageava meu couro cabeludo.

   Faziam dois dias que Dallas estava internada. Eu estava sentada no banco de espera. Sozinha. Eu sentia que a partir daquele momento seria só eu. Bom, eu e uma tal Miley Ray, amiga da mamãe. Isso se ela quisesse me ajudar, lógico. Meu coração estava um limbo, totalmente vazio. Apertado também. Dallas não se encontrava nada bem. Sua pele começara a ficar pálida e a fraqueza já vinha. O cabelo de Dallas estava cortado, e sinceramente, eu não conseguia lidar com minhas emoções.

   Meu choro não saía.

   Eu queria gritar. Gritar por ajuda, eu faria de tudo para que minha mãe não morresse.

   Arrependimento.

   Arrependimento é algo idiota, porém útil. Nos faz refletir. Quando eu não sabia do câncer de minha mãe, eu falava que a odiava quando ela não me deixava fazer algo. Batia a porta inúmeras vezes, ficava de cara feia, chorava em seu colo. A metade do tempo de convivência com minha mãe, fora com esses ataques adolescentes. Coisa normal. Coisa normal essa que eu me arrependo profundamente.

   As vezes eu só queria voltar no tempo e dizer "eu te amo" a cada vez que ela não me deixasse comer sorvete antes do almoço. Queria abraçá-la a cada "não" que ela me desse. Queria beijá-la a cada "você não é todo mundo" que ela dissesse para mim quando eu pedisse autorização para festas do pijama com algumas amigas. Só queria agarrá-la e enchê-la de carinho quando ela e eu brigávamos por motivos idiotas. Todo esse ódio, esses hormônios, me trazem memórias tristes. Rompantes que eu poderia ter evitado.

   Só agora que ela está entre a vida e a morte eu percebo isso.

   Ela sempre me disse que nunca é tarde demais.

   Afinal, sempre há esperança no fim do túnel, certo?

­­­— Senhorita Demetria Lovato? ­­­— chamou-me o médico. Me levantei e passei a encará-lo. ­­­— A senhorita Dallas Lovato quer falar com você. Talvez sejam suas últimas palavras, então é melhor vir rápido.

   O poder daquelas palavras aumentaram minha dor de cabeça cem por cento. Se antes eu sentia uma leve queimação no início da nuca, agora eu sentia arder de tão quente.

   Minha cabeça estava prestes a explodir.

­­­— Tudo bem ­­­— suspirei.

   Ele me guiou até o quarto de minha mãe. Vi algumas lágrimas molharem suas bochechas, mas eu estava me segurando para não chorar. Engoli a seco, já que minha garganta estava totalmente seca, e aproximei-me de Dallas, sentando-me em sua maca, porém não encostei nela.

­­­— Mãe ­­­— falei em um fio de voz. ­­­— Amo você.

­­­— Eu também te amo, minha pequena Devonne ­­­— sorriu. ­­­— Saiba que eu estou viva, tudo bem? Estou viva aqui ­­­— colocou seu dedo sutilmente em meu peito.

   Segurei sua mão e levei até minha boca, dando um beijo na mesma. Dallas sorriu e fez um carinho acolhedor em minha bochecha.

­­­— Eu sei mãe. Eu queria te dizer que todas as vezes que eu disse "eu te odeio" para você, eu queria dizer "eu te amo, mas estou com raiva demais para te falar isso". Amo você. Nunca te odiei. Te agradeço por ter sido mãe coruja, se não fosse por isso, eu não seria eu, obrigada por tudo, mãe ­­­— suspirei fundo para não chorar. ­­­— Novamente, amo você. Dizer eu te amo nunca é de mais.

­­­— Eu sei, filha. De todos os "eu te odeio" e os "você é a pior mãe do mundo" que eu escutei, sempre soube que eram o contrário. Eu era igual você, sua bobinha. Eu já fui adolescente ­­­— sorriu fraco, falando com dificuldade. ­­­— Amo... Amo você.

   Ela disse e então fechou seus olhos. Abracei-a, abracei-a forte. Como se ela ainda estivesse ali, comigo, fisicamente. Eu não estava preparada. Não tinha condições dela morrer assim. Por que, Dallas?

   Por que as coisas que você mais ama se vão rápido?

   Será que elas realmente se vão rápido ou nós não aproveitamos o tempo que temos?

­­­— Chegamos, Demi! Acorda criança, está na hora ­­­— chamou-me Adam. ­­­— Devonne! Acorde já ­­­— me balançou e eu fingi dormir. ­­­— Vou ter que ligar para Cyrus já que tem um corpo morto no carro ­­­— ameaçou e eu dispersei.

­­­— Não vale ­­­— fiz biquinho. ­­­— Addie ­­­— peguei seu celular de sua mão. ­­­— Não liga para ela, já estou acordada.

   Devolvi o celular a ele e tirei o cinto de segurança. Deixei meu celular dentro do carro e saí, fazendo Adam fechar a porta e travar o carro. Saímos do estacionamento e entramos no mercado praticamente vazio. Também, quem em sã consciência iria em um supermercado às três da tarde?

­­­— Demi ­­­— chamou Adam. ­­­— Você prefere queijo branco ou queijo amarelo? ­­­— perguntou quando entramos na sessão de queijos e vinho.

­­­— Branco. Queijo em si já é enjoativo, me dá ânsia, só como do branco mesmo, tem menos gordura ­­­— fiz uma careta. ­­­— Não gosto de queijo gorduroso. Esses queijos que Miley gosta parecem estar estragados ­­­— gargalhei.

­­­— Pequena Demi, você é uma piada mesmo ­­­— riu junto comigo. ­­­— Eles não são estragados ­­­— passou com o carrinho pela sessão de vinhos, chegando à sessão dos queijos. ­­­— Eles podem ter fungos ou serem mofados. É o que dá sabor e consistência ao queijo ­­­— continuou rindo.

­­­— Oh, grandes diferenças ­­­— zombei. ­­­— E esses queijos nem são grandes coisas.

­­­— Seu paladar vai mudar, Demi ­­­— pegou um queijo na mão. ­­­— Esse aqui é o Roquefort, mais conhecido como blue cheese. Ele tem mofo natural. Ele tem textura cremosa e é parecido com o gorgonzola ­­­— não tardou a explicar.

­­­— Adam, eu não quero saber de queijos ­­­— ri sozinha, já que o mesmo revirou os olhos. ­­­— Pega logo esse queijo cheio de frescura e vamos logo para minha sessão favorita. Doces e salgadinhos! ­­­— sorri animada.

­­­— Vocês jovens ainda vão se arrepender por comer tanta besteira, escreve o que eu estou te dizendo ­­­— suspirou. ­­­— Bota o pé no carrinho que eu te empurro.

   Esperei ele colocar os queijos no carrinho e me apoiei no carrinho, sendo impulsionada por Adam. Ele me empurrou por vários lugares, pegando as coisas necessárias enquanto conversávamos sobre coisas aleatórias, e quando chegamos na sessão de doces, eu peguei um pacotinho de balas, abraçando e beijando o mesmo.

­­­— Não como doce há tempos ­­­— suspirei. ­­­— É sempre bom matar a saudade.

­­­— Pega logo o que você quer, criança ­­­— revirou os olhos.

­­­— Posso levar o mercado todo? ­­­— sorri sapeca.

­­­— Pode, Miley compraria numa boa ­­­— sorriu. ­­­— Mas acho melhor você ficar nos pacotinhos de porcarias mesmo.

MILEY POV'S

   Droga. Patrick realmente levou ao pé da letra o que eu disse. Ele quer desfazer sociedade, porém se juntaria à Zayn. Ele sabe muito bem o que acontece com traidores.

   Não suporto traição.

   Drew e eu estávamos na frente da porta da casa de Patrick. Logicamente, iríamos dar uma boa lição nesse incompetente. Ninguém se mete com Destiny Cyrus e sai ileso. Ninguém.

­­­— Vamos Patrick, abra se não teremos que arrombar ­­­— falei maldosa e olhando para minhas unhas. ­­­— Vou fazer uma contagem regressiva ­­­— afirmei dando um passo à frente. ­­­— Três. Dois. Um...

­­­— Olá Destiny ­­­— disse Patrick abrindo a porta, nervoso. Escorria suor por sua testa.

   Adentrei sua casa sem permissão, junto a Drew. Mal olhei ao redor de sua casa e voltei minha atenção à ele.

­­­— Zayn? ­­­— ouvi a voz de Drew em um nome que eu odeio.

­­­— Não é Zayn, é Patrick, Drew ­­­— revirei os olhos e voltei a prestar atenção em Patrick.

­­­— Olha para trás, Miley ­­­— pediu Drew colocando a mão em meus ombros e me girando para trás.

   Quando eu vi aquele resto de aborto, minha vontade foi de voar em cima dele arranhá-lo até ele ficar em pele viva. Meu maior desejo é derramar sangue de Zayn. Respirei fundo, afastando a raiva e dei um sorriso cínico, colocando minha mão dentro do bolso de meu blazer.

­­­— Ora, ora. Zayn Malik. O homem mais malevolente que eu já conheci ­­­— ri sem humor. ­­­— Finalmente nos reencontramos, amigo ­­­— falei sem tirar o sorriso da cara.

   A feição de Zayn era semelhante a minha. A diferença é que ele tinha um copo com bebida em mãos. Logicamente, ele e Patrick deveriam estar tendo uma conversa muito conivente.

   Eu não queria estar na pele de Patrick.


Notas Finais


Alguns flashbacks de Dallas
Eu senti muita pena da Demi, ela perdeu a mãe muito cedo, mas pelo menos ela teve sua mãe em sua vida...
Adam Lambert é um gostoso que canta com minha banda favorita (Queen, depois vem 1D hehehe)
Miley e Zayn se reencontrando, hmmm...
Demi vai fazer 14 no próximo cap, mas não vai ter festa pq sou dessas, a Miley pode até dar um presentinho se pa (aquela carinha)
Só queria avisar que a Lauren (Jauregui) vai entrar na fanfic, BUT não haverá Camren (não sei ainda, vou pensar hehehe)...

Deus no céu e Jauregui na terra. :v Obrigada por lerem, desculpem por qualquer erro ;-;' sou míope e estrabica (vesga) então não sou das melhores, mas eu tento enxergar tudo :v
Até a próxima nota ou comentário 💕 — Opia

Obrigada por tudo u.u

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