História BabyGirl - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~opia

Postado
Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony, Justin Bieber, Miley Cyrus
Personagens Dallas Lovato, Demi Lovato, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Miley Cyrus
Tags Daddykink, Diley, Jiley, Memi, Mommykink
Exibições 235
Palavras 3.896
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente, adivinha quem excluiu cap e teve que reescrever?
Eu mesma,
Bruna Mello

(Eu esqueci como escreve punição em inglês, ALO ALO CNA, N TA FUNCIONANDO JNDKWNDNNW)

Capítulo 4 - Punishment


   Miley POV's

   ...Tirei um maço de cigarros do meu bolso e me dirigi à cozinha, colocando um em minha boca. Peguei um isqueiro e acendi o fogo no cigarro, tragando-o em seguida, logo vendo as cinzas pelo ar. Quando me virei, deparei-me com uma pestinha apenas de calcinha e blusa. Ela caminhou até mim em pequenos passos, para pegar o cigarro da minha mão e jogá-lo na pia, me deixando com fúria.

   Ninguém tira meu cigarro. Ninguém.

   Ela estava sem seus óculos, e aquilo me surpreendeu. Nunca tinha visto-a sem seus óculos ­­­— que eu achava uma graça, para ser sincera. Seus olhos castanhos já não estavam mais em uma coloração clara, e sim, escura. Seus cabelos estavam levemente bagunçados, e por algum motivo, achava que aquela peste queria me provocar.

   Sorri maliciosa e peguei no pescoço da criança, colocando meu dedão em sua mandíbula. Pude vê-la fechar os olhos e suspirar. Sem mais aguentar, puxei-a para um beijo. Ela não retribuiu de primeira, mas quando abriu seus lábios, eu pude sentir sua vontade. Sua boca inexperiente se movia junto a minha em movimentos tanto quanto desastrados de sua parte. Sua língua se chocou contra a minha e um sentimento percorreu pelo meu corpo; desejo. Separei nossas bocas e a garotinha em minha frente ganhou coloração avermelhada em suas bochechas e se encolheu, descendo da ponta dos pés.

­­­— Você foi malcriada quando tirou o cigarro da minha boca ­­­— falei para a pestinha, que se encolheu mais ainda. ­­­— Não acha que merece punição? ­­­— arqueei as sobrancelhas e pude ver a garotinha arregalar os olhinhos castanhos.

­­­— M-miley Ray... ­­­— disse batendo seus lábios um nos outros enquanto falava. Ela mordeu os lábios e abaixou a cabeça. ­­­— Tem que tentar me pegar primeiro! ­­­­­­— disse ela, sapeca, e saiu correndo da cozinha.

   Sorri com a ingenuidade da criança em questão. Sua pele coberta por suas sardas, que a davam mais beleza ­­­— se é que isso é possível ­­­—, sua boca macia, seu único e especial cheiro, tudo nela, a deixava tão sexy...

   Mal podia esperar para puní-la.

   Andei calmamente até o quarto da pestinha. Seu quarto era em cores de rosa bebê, sim, ela quis dessa cor. Tão criança.

   Liguei a luz e pude ver sua sombra atrás da cortina, então eu, sorrateiramente, abri a cortina, dando de cara com uma pestinha de feição divertida. Ela piscou para mim e tentou fugir, mas eu segurei-a pela cintura, ficando por trás dela. Beijei sua nuca e passei a mão por seu pescoço, colocando seu cabelo de lado. Meus beijos desceram ao seu pescoço e pude escutar um suspiro da pestinha, enquanto eu mordia seu pescoço, para deixar marcas. Gosto assim, garotas entregues.

   Virei-a de frente para mim e desci minhas mãos até suas coxas grossas, puxando-a para meu colo. Senti sua intimidade coberta apenas por uma calcinha de tecido fino, encostar acima de meu ventre e sorri maliciosa para a pestinha ­­­— que ficou corada com meu gesto. Andei até a cama e sentei-me na cabeceira, subindo minhas mãos até seus peitos em formação cobertos pela camisa branca. Pequenos, porém não menos excitantes.

­­­— Você vai ter o castigo que merece, pestinha ­­­— sussurrei olhando em seus olhos tímidos. ­­­— Fica de barriga para baixo em meu colo. Quero sua bunda virada para mim. Agora! ­­­— ordenei e vi ela morder seus lábios.

   Ela mudou sua posição e ficou em meu colo de barriga para baixo, me dando a visão de sua bunda grande. Por mais que ela fosse uma criança, ela tinha uma bunda maior do que a das garotas que eu já transei. Apertei sua bunda com força e ouvi um gemido manhoso da peste. Dei um tapa...

­­­— Acorde Destiny ­­­— ouvi a voz de Drew. ­­­— Vamos, acorda, já são sete horas e temos que comprar um presente para sua filha ­­­— bufei e coloquei dois travesseiros em meu ouvido. ­­­— Se você não acordar eu vou sair desse quarto, pegar um balde de água e jogar em cima de você ­­­— falou subindo em cima do meu corpo, ficando na minha barriga.

­­­— Justin Drew Bieber, vai arranjar uma puta pra transar, eu só quero dormir, droga! ­­­— bufei e tirei o travesseiro de meus ouvidos. ­­­— Você me atrapalhou na melhor parte do sono, eu te mato ­­­— fiz um gesto com a mão na frente de meu pescoço e abri meus olhos.

­­­— Eu já tenho uma puta para transar ­­­— riu. ­­­— Agora recomponha-se e arrume-se, vamos à procura do presente perfeito ­­­— tentou sair de cima de mim, mas eu segurei na gola de sua blusa.

   Encarei-o de sobrancelhas arqueadas e passei minha mão em seu pescoço, molhando meus lábios com a ponta da língua. Sorri travessa e me aproximei dele, levando minhas mãos até seu peito musculoso e quando nossos lábios iriam se tocar, empurrei-o para trás e levantei-me da cama. Deixei Drew com uma cara indignada.

   Ponto para Destiny.

   Andei ao banheiro, e optei por um banho de banheira. Deixei a água enchendo a banheira enquanto eu escovava meus dentes sem ânimo nenhum. Por mais que eu já esteja acostumada a acordar cedo, sempre é, e provavelmente sempre será um sacrifício acordar cedo. Após escovar meus dentes, passei um creme para tratamento de pele na face e entrei na banheira ­­­— após me despir ­­­—, sentindo a água quente, que fez todos os meus músculos relaxassem.

   Assim que terminei meu banho, passei apenas rímel em meus olhos, acompanhado com um batom vermelho. Não entendo o motivo de mulheres acordarem às 7 da manhã e se maquiarem igual modelos se maquiam para desfiles. Sequei meu cabelo e escovei-o, em seguida, colocando-o para trás em uma perfeita repartição do lado. Perfeito.

   Saí do banheiro com meu roupão de seda cinza, me deparando com um Drew sem camisa na minha cama, com uma feição de dor. Sorri maldosa para ele, e entrei no meu closet revirando os olhos. Ninguém mandou me subestimar. Talvez as costas dele estivessem esfoladas por culpa minha. Só talvez.

   Procurei por uma camisa social branca ­­­— e um sutiã preto, já que a camisa era quase transparente ­­­—, junto a um jeans azul rasgado, já que eu não iria trabalhar, não precisava de roupas tão extravagantes. Peguei meu típico salto agulha preto e uma bolsa vermelha. Após me vestir, passei um perfume masculino ­­­— sinceramente, são mais cheirosos do que os femininos, isso é um fato ­­­—, para em seguida pegar meu óculos de sol metálico, a parte mais extravagante de toda minha roupa.

  Nunca perderei esse toque de extravagância.

   Saí do closet já preparada e deparei-me com Drew e um pote de pomada nas mãos. Balancei a cabeça negativamente e me recusei a passar a pomada nele. Ninguém mandou mexer comigo.

­­­— Agora se fode ­­­sozinho ­­­— falei cruzando meus braços abaixo de meus seios. ­­­— Nunca mais diga que eu não sou capaz de algo, Drew. Nunca mais ­­­— sorri maldosa.

­­­— Miley, por favor ­­­— fez biquinho. ­­­— Juro que não te subestimo mais, mas passar isso nas minhas costas, está ardendo ­­­— fez uma careta.

­­­— Não ­­­— falei letra por letra, saindo do quarto.

   Desci até a cozinha, e vi Demetria sentada, lendo um livro que eu não pude identificar de longe. Me sentei na mesa ­­­— na cabeceira como de costume ­­­—, e ela levantou seus olhos, me olhando e dando um sorrisinho e fechando seu livro e se retirando da sala, para depois voltar sem o livro. Reparei que a garota usava sua típica saia de pregas, talvez ela fosse viciada em roupas típicas de escolas japonesas. Eu a entendo, elas são muito bonitas, e me dão uma visão maravilhosa da bunda da peste.

   E pensar que eu iria bater até sangrar e ficar com marcas nessa bunda em meus sonhos...

­­­— Bom dia Miley Ray ­­­— disse sentando-se, novamente, na mesa.

­­­— Bom dia Demetria ­­­— tirei meus óculos e os coloquei na mesa, abrindo minha camisa social até ter a visão de meu sutiã, e então, coloquei-os pendurados na camisa. ­­­— Recapitulando, bom dia pestinha ­­­— sorri.

   Vi um Drew descer a escada com cara de dor e soltei uma risadinha. Ele ainda estava sem camisa, apenas com sua calça jeans clara e sua camisa polo estava em seu braço. O braço desocupado estava atrás de suas costas. Ele chegou na mesa e revirou os olhos para mim.

­­­— Bom dia Demi ­­­— disse se aproximando de Demetria. ­­­— Quer ganhar mil pratas? ­­­— sorriu se abaixando no chão. ­­­— Se quiser, faz um favor para mim e passar isso aqui nas minhas costas ­­­— fez a cara do gato de botas.

­­­— Eu faço sim, mas não precisa me pagar ­­­— soltou uma gargalhada fofa. Argh, gargalhadas fofas são tão... Desnecessárias.

   Ela pegou o pote da mão dele e olhou os machucados com uma cara aterrorizada. Pode esperar que isso acontece com você também, Demizinha. Ela passou com calma e delicadeza a pomada em Drew ­­­— que agradeceu à ela, e prometeu levá-la para tomar um sorvete qualquer dia desses ­­­—, e levantou-se indo em direção à pia. Ela era tão baixinha que teve que ficar na ponta dos pés para alcançar a torneira, e quando ela se levantou, sua saia subiu, me dando visão da poupa de sua bunda. Céus, essa garota me mata algum dia.

­­­— Destiny Hope ­­­— repreendeu-me Drew. ­­­— Da para parar de tarar a garota? ­­­— sussurrou.

­­­— Quando eu estava tendo meus sonhos, você me interrompeu na melhor parte, agora me deixa ­­­— falei em fúria. Só de lembrar que eu estava a ponto de bater mais naquela bunda, e Drew me acordou, me deu certa raiva. ­­­

   Demetria terminou de lavar suas mãos e levantou seu corpo novamente, agora, para desligar a torneira. Quase que eu vejo a calcinha da garota, aqueles simples atos já tinham deixado minha calcinha molhada, e, droga! Terei que trocar. Ela secou suas mãos em um pano e sentou-se ­­­na cadeira próxima à mim, do lado da cabeceira. Drew, guloso, já estava comendo, e quando a pestinha começou a comer, eu comecei também. Drew não podia ver comida que ele já atacava como se não comesse a dias.

­­­— Vamos? ­­­— perguntei quando já estávamos prontos para sair.

­­­— Droga! ­­­— reclamou Drew olhando seu celular. ­­­— Miley, temos problemas ­­­— suspirou. ­­­— Patrick. Nossa última conversa não foi agradável, e ele está querendo conversar comigo. Agora. E eu não posso recusar ­­­— balançou a cabeça negativamente, me lançando um olhar significativo.

­­­— Tudo bem, Jus ­­­— usei o velho apelido dele de infância. Eu sei que é barra alguém ameaçar seus pais. ­­­— Pode ir. Vai, amanhã nos vemos.

   Dei um abraço nele. Patrick, Zayn, Drew e eu não tivemos uma conversa nada boa. Patrick disse querer fechar negócios com Zayn, enquanto eu e Zayn estávamos nos encarando, parecendo travar uma guerra fria. Justin se recusou e disse coisas que eu queria dizer, não falei por motivos de: eu perderia a moral e meu mistério. Justin falou que tiraria todo o patrimônio de Patrick, e acabou deferindo um soco no rosto de mesmo. Zayn, por sua vez, riu cínico. Quando estávamos calmos, conversamos sem perder pose, e acabou que Patrick alegou ter provas que mostram que Drew havia contrabandeado. Drew está nas mãos de Patrick, mas eu Zayn está nas minhas. Mais um ponto para mim.

   Tenho que me lembrar de agradecer a Lauren direitinho, por ela ter conseguido infiltrados nos negócios de Zayn.

­­­— Relaxa, ele já não tem mais meus pais nas mãos. Só tem as provas, vamos negociar tudo hoje e se tudo der certo, Patrick estará morto ­­­— sussurrou em meu ouvido e eu sorri maldosa. ­­­— Parabéns para você, Demi ­­­— soltou-se de meus braços e bagunçou o cabelo de Demetria.

­­­— Obrigada Drew ­­­— sorriu corada.

   Drew a abraçou e levantou a peste do chão ­­­— já que ele é uma pessoa alta, vulgo, girafa ­­­—, que soltou um gritinho quando percebeu Justin elevando-a. Ele a colocou no chão de novo e ela endireitou os óculos bagunçados em sua face. Drew dirigiu-se ao seu carro e acenou para nós duas. Já que não são três pessoas, hoje, usarei meu bebê.

   Meu bebê moto, não meu bebê Demetria.

­­­— Demetria? ­­­— chamei-a do mundo da lua, já que ela me encarava. ­­­— Você tem medo de motos? ­­­— perguntei pegando em sua mão e andando até a garagem junto a ela.

­­­— Eu, hm, não ­­­— mordeu os lábios.

   Quando entramos na garagem, ela viu meus bebês. Sua mandíbula simplesmente caiu, e ela ficou boquiaberta. Meus 13 bebês juntos e enfileirados. Doze deles eram carros e um era uma moto. Uma moto antiga, que meu pai me dera assim que eu completei 16 anos. Uma Harley. Ele mesmo reconstruiu a moto. Nós nos aproximamos da moto e eu subi na mesma, ligando-a com a chave que já estava nela. Demetria encolheu os ombros, provavelmente ela estava nervosa em andar de moto comigo. Revirei os olhos, apontando para trás dela, onde tinham prateleiras com capacetes, todos diferentes uns dos outros.

­­­— Escolhe dois dos capacetes ­­­— instruí ela.

   Normalmente eu ganho capacetes de presente. Tish ­­­— minha mãe ­­­— que me dá a maioria deles. Ela me da desde capacetes rosa bebê com flores à pretos com estampas de bandas de rock. A pestinha sorriu e pegou um capacete rosa e azul, em tons claros com brilhinhos, e outro escrito "Queen" em dourado, todo preto. Ela sorriu e veio até mim com os capacetes na mão, e me deu o rosa com um sorrisinho no rosto.

­­­— É sério isso? ­­­— perguntei cruzando os braços. ­­­— Eu quero o preto, me dá ­­­— falei firme.

­­­— Não! Eu quero o preto, eu vou ficar com ele ­­­— disse determinada mas eu balancei a cabeça negativamente. ­­­— Por favorzinho ­­­— pediu fazendo um biquinho.

­­­— Tudo bem, pode ficar ­­­— suspirei me rendendo e revirando os olhos. ­­­— Sente-se aqui atrás ­­­— bati no banco da moto.

­­­— É que... E-eu meio que nunca andei de moto antes ­­­— falou com as bochechas vermelhas. ­­­— E não sei subir nela ­­­— suspirou cruzando as pernas e olhando para o chão.

   Jura que eu vou ter que colocá-la sentada na moto?

   Bom, não será sacrifício nenhum.

   Levantei-me da moto com cautela e coloquei meu capacete. Ela colocou o capacete dela por cima dos óculos e eu dei minha bolsa à ela, já que dirigir de bolsa é um pouco demais.

­­­— Você vai ter que levar ­­­— falei assim que dei a bolsa. ­­­— Na volta nós vamos de carro, pedirei para Adam levar a Ferrari ou o Jaguar ao shopping.

   Nos aproximamos da moto e eu dei um impulso na cintura da peste, fazendo-a se sentar. Em seguida eu me sentei na moto e dei partida, saindo da garagem. Fechei a porta da garagem apertando um botão que tinha na chave, até porque ninguém merece ter que fechar porta de garagem a mão.

­­­— Não vamos cair? Não me sinto muito segura nessa moto ­­­— disse Demetria um pouco insegura.

­­­— Segura forte na minha cintura, não se mexe muito, a não ser que queira que um acidente aconteça ­­­— ri. ­­­— Mas não precisa ficar dura, é só evitar se mexer para os lados­­­ ­­­— falei dando partida, saindo do portão dos fundos.

   Ela suspirou e levou suas mãos até minha cintura, agarrando um pouco minha blusa. Ela me disse que não tinha medo mas aposto que ela está apavorada. Ela colocou sua testa nas minhas costas enquanto eu dirigia em velocidade alta pelas ruas de New York. Eu sentia sua respiração pesada nas minhas costas, e ela passando a mão pela minha barriga. Essa garota estava mesmo insegura. Parei em um sinal fechado e olhei para ela pelo retrovisor.

­­­— Relaxa os músculos, peste. Nada vai acontecer, em 8 anos dirigindo essa moto, nunca aconteceu nada. Sem contar que eu já tenho experiência o suficiente para não causar um acidente, não acha? ­­­— sorri para a garota, que passou a me olhar.

­­­— Desculpa, é que é diferente essa sensação de andar em moto. Eu confio em você, eu sei que você não é louca de nos matar ­­­— riu.

­­­— Não tenha tanta certeza ­­­— sorri maliciosa e fechei o vidro do meu capacete.

   Eu vi ela parar de rir e engolir a seco. Comecei a rir da cara dela, dando partida na moto novamente. Eu não diria que eu sou louca, mas capaz de nos matar eu sou sim. Todo mundo morre um dia ou outro, não tem como fugir. Adiantar um tempo não custa nada.

. . .

   Quando já estávamos no estacionamento, vi Adam encostado no meu Jaguar, olhando para os lados. Eu peguei a chave da Harley, junto aos capacetes. Mandei a peste me seguir, enquanto ia até Adam, dando um susto no mesmo quando apareci na frente dele.

­­­— Bom dia Adam ­­­— acenei com a cabeça e dei os capacetes para ele.

­­­— Bom dia Addie ­­­— disse Demetria, toda grudenta, dando um abraço apertado no amiguinho dela.

­­­— Bom dia baixinha ­­­— sussurrou para Demi. ­­­— Bom dia senhorita Cyrus ­­­— soltou Demi e se endireitou na postura reta.

­­­— Adam, quero que você leve minha Harley para casa e... ­­­— cheguei mais perto dele, ficando com a mão em seu ombro e a boca próxima ao seu ouvido. ­­­— Compra tudo que um cachorro precise. Tudo mesmo, não restrinja nada. De preferência tudo rosa e azul claro, já que são as cores favoritas da pestinha ­­­— sussurrei e me afastei dele. ­­­— Depois disso você está dispenso ­­­— falei em tom normal e entreguei minhas chaves.

­­­— Tudo bem. Parabéns Demi, muitos anos de vida para você, criança ­­­— falou e beijou a mão de Demetria. ­­­— Bom dia para vocês.

­­­— Obrigada Addie, até ­­­— sorriu.

   Adam me entregou as chaves do Jaguar e se retirou de lá, nos deixando sozinhas. Demetria olhou para mim como se eu fosse a coisa mais bonita do mundo, e aquilo não me surpreendeu. Talvez eu fosse a coisa mais bonita do mundo mesmo.

   Entramos no shopping, e se aqui não tivesse a melhor Pet Shop da cidade, eu nem sairia de casa. Eu vinha pensando em vários presentes para ela, e como eu não sou criativa, decidi dar um cachorro mesmo, acho que ela vai gostar. Pelo menos no aniversário dela eu tentarei ser uma boa companhia, mas não garanto nada depois. Assim que entramos no shopping, ouvi o barulho de uma câmera e uma luz vindo de algum lugar que eu não identifiquei. Talvez tenha um paparazzo aqui, até porque eu não vejo ninguém, provável era apenas um.

­­­— Peste ­­­— chamei.

­­­— Oi ­­­— falou enquanto subíamos na escada rolante.

­­­— Você gosta de cachorros? ­­­— perguntei em dúvida e saí da escada rolante.

­­­— Gosto, já tive um lá no Japão, mas morreu por complicações... ­­­— suspirou. ­­­— Sinto falta dele.

­­­— Quer ter outro? ­­­— perguntei segurando em sua mão e entrelaçando nossos dedos.

­­­— Está falando sério? Você vai me dar um cachorro? ­­­— perguntou com os olhos brilhando.

­­­— Eu te darei um cachorro ­­­— sorri.

   Parei de repente quando eu percebi que estávamos ultrapassando a Pet Shop. Voltei junto com Demetria até ela e entramos. O lugar tinha vários animais de raça, mas o que vamos levar mesmo é um cachorro. Demetria assim que entrou, rolou os olhos por todo o lugar, e ficou parada olhando para um ponto fixo. Ela puxou minha mão e andou até um cachorro, agachando-se e mirando para um bichinho pequeno.

­­­— Miley Ray, é esse! ­­­— ela falou me olhando.

   Após Demetria escolher o bichinho dela, eu não quis ficar mais naquele lugar, justo pelos paparazzi. Alguns deles são bem invasivos e eu não queria que fotos da garotinha vestida assim saíssem na mídia. Teriam vários comentários maldosos e eu não quero isso para ela, nem para mim.

­­­— Coloca ele no banco de trás e vamos no banco da frente ­­­— falei enquanto abria a porta do carro para ela. ­­­— Coloca ele aí.

­­­— Hm...

   Ela entrou no carro e ficou se joelhos, apoiando suas mãos no banco para colocar ele bem ao lado da janela. Se ela fosse um pouco mais... Puta, eu diria que ela estava tentando me seduzir, ficando com aquela saia quase saindo da bunda por conta da posição.

   Mas eu sei que a pestinha não deve saber nem o que é um orgasmo.

   Ela deixou ele lá e passou para o banco da frente do carro, fechando o cinto. Eu fechei a porta traseira e fui para frente, me sentando no banco de motorista. Quando eu fui dar partida no carro, escutei meu telefone tocar dentro da minha bolsa.

­­­— Droga ­­­— revirei os olhos. ­­­— Se forem negócios eu juro que desligo ­­­— falei para a pestinha.

­­­— Está bem ­­­— sorriu e encostou a cabeça na janela.

   William Ray.

   Bufei antes de aceitar a chamada. O que ele queria dessa vez?

­­­— Pai ­­­— falei entediada. ­­­— O que você quer?

­­­— Bom dia filha, como vai? Eu vou bem ­­­— falou rindo. ­­­— Eu e sua mãe estamos ótimos.

­­­— Pai, adianta o assunto logo porque eu e você sabemos que você não quer saber como eu estou ­­­— bufei.

­­­— Para de fazer birra, Miley ­­­— aposto que ele estava revirando os olhos. ­­­— Preciso de uma ajuda sua, mas eu também quero que você traga essa tal garota que apareceu nas revistas esses dias. Você adotou uma criança e não nos disse?

­­­— Pai, eu não adotei uma criança ­­­— olhei para Demetria e sussurrei um "ele é louco", vendo ela sorrir. ­­­— E mesmo se eu tivesse, não diria à vocês, vocês pouco se importam comigo. Mas você quer que eu saia daqui para ir à Paris? Jura Billy? Ou melhor, William.

­­­— Mas ela é tão bonita e jovem... VOCÊ NÃO ESTÁ ABUSANDO DA GAROTA, NÃO É MILEY RAY CYRUS? ­­­— gritou do outro lado do telefone.

­­­— Eu não estou abusando de ninguém, ainda ­­­— sussurrei a última palavra. ­­­

­­­— Eu ouvi isso! ­­­— reclamou. ­­­— Enfim, você vem? Precisamos de você, sua mão está com saudades ­­­— suspirou. ­­­— Seu irmão também.

­­­— Eu sei que o Trace se importa comigo, mas Tish? Nunca se importou. Depois eu ligo para você, Billy, depois ­­­— falei. ­­­— Tchau, preciso cuidar de uma pestinha.

   Desliguei na cara dele e bati minha cabeça no volante. Ninguém merece William Ray Cyrus dizendo que se importa comigo. Se eu não estivesse tão excitada, eu juro que mataria a mim e Demetria nesse carro mesmo. Ela passou a mão nas minhas costas, hesitando um pouco, mas eu endireitei minha postura e sorri para ela.

­­­— Billy é o meu pai... Não nos falamos há uns... Uns... Mais ou menos seis anos ­­­— me expliquei. ­­­— Precisamos ver uma coisa sobre sua adoção... Depois que virmos isso vamos viajar à Paris e ficar por tempo indeterminado.

­­­— N-nós vamos para... Paris? ­­­— disse boquiaberta.

   É. Lá vamos nós, Paris que me aguarde.


Notas Finais


Primeiro queria dizer que: A Miley vai ter mais sonhos eróticos hehehehwhwhwhehhwhwhwh ADORO
2- Demi vai sofrer um pouquinho sim (não to dizendo em qual sentido, fica aí pra vocês refletirem)
3- Aguardem Paris, mas viajar é algo que a Miley vai estar fazendo sempre, tipo... É, sempre
4- Desculpa pelos erros

5- GENTE, VAMO COMENTAR? POXAM, NO ÚLTIMO CAP TIVERAM POUCOS COMENTS ;-; (mas quem comentou é maravilhoso, esplêndido, lindo, gostoso, delicioso, amodoro)

Love you ♥


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