História My biggest mistake - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Personagens Originais
Tags Desejo, Família, Harry, Louis, Perigo, Professor, Proibido, Romance, Zayn
Exibições 7
Palavras 2.578
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Slash
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Relapse



Hoje, infelizmente ou felizmente, eu vou ter aula de História. Só de imaginar tal fato, sinto um arrepio e lembranças da madrugada passada me vem à tona. É totalmente estranho a situação em que eu me encontrava mas eu queria ver onde isso iria dar, sem medo de ser feliz.

Vesti minha calça jeans rasgada no joelho e dobrei um pouco a barra dela. Calcei meu vans preto, peguei uma blusa de alcinha cinza e coloquei por cima do sutiã preto básico que eu usava. Coloquei apenas um cardigã, Londres estava menos frio hoje e não achei necessário um moletom. Peguei minha costumeira bolsa da escola e desci as escadas, hoje eu estava mais leve, me sentia bem, não sei se era por causa do solzinho que estava fazendo mas me permiti acreditar que sim, não queria imaginar que poderia ser por outros motivos. 

Encontrei meus pais já sentados a mesa, servindo-se do café da manhã. 

- Bom dia família! - falei sorrindo, meu pai me lançou um sorriso doce e minha mãe fez o mesmo só que logo piscou um olho para mim. - O que vocês tem de bom para fazer hoje? - perguntei enquanto servia meu copo com suco de laranja. Olhei rapidamente o horário em meu celular no bolso, e percebi ainda ter meia hora para comer com meus pais. 

- Temos que salvar vidas - minha mãe disse, meu sorriso se alargou quando essas palavras saíram animadas de sua boca. Me sentei na cadeira, passando geleia na torrada. 

- Isso é sempre ótimo - falei e dei mais uma mordida em minha torrada. 

- Querida, temos que falar com você sobre um assunto - meu pai disse chamando minha atenção, encarei eles tentando descobrir se era algo preocupante mas eles aparentavam normais. Soltei o ar preso por segundos e permiti que eles falassem. 
- Sei que você já está acostumada com nossas viagens para fora e que muitas delas você foi quando pode. Mas enfim, daqui dois dias vamos viajar novamente e vai ser diferente. Não vamos ficar apenas uma semana ou alguns dias fora, isso vai levar um mês...

- Um mês?! - quase gritei arregalando os olhos. - O que tem de tão importante nessa viagem? - perguntei louca para saber a resposta, era a primeira vez que eles ficariam tão longe de mim por tanto tempo. 

- Bom, esta ocorrendo uma nova epidemia que esta se alastrando pela África. Fomos convocados a ajudar nas pesquisas da doença. Foram chamados médicos e especialistas de várias partes do mundo. É um trabalho sério, vamos lidar com algo que não conhecemos e perigoso. Mas você sabe que adoramos o que fazemos e que não deixaríamos isso passar por nada, queremos ajudar e sei que você vai entender nosso lado - minha mãe disse. E eu entendia e apoiava totalmente a ida deles, mas meu medo maior era se eles fossem contaminados, não teria uma volta. É uma epidemia nova, mal sabem nome, e ainda estão descobrindo os sintomas e nem sabemos ao certo se há uma cura ou se conseguirão inventar uma. Todo cuidado é pouco naquele país. 

- Eu apoio vocês. Mas meu medo é de vocês serem contaminados, não quero isso. Por isso, quero que me certifiquem de que se cuidarão, nenhum descuido por favor. - falei, eu sentia já meu peito se apertar e a saudade começar a bater mas era apenas o trabalho dos meus pais, talvez diferente de tudo que já fizeram mas ainda sim um trabalho. 

- Sabe, que sempre nos cuidaremos - meu pai disse risonho. Assenti com um sorriso fraco e aproveitando um dos últimos cafés da manhã juntos antes deles partirem. Seria difícil e angustiante mas nada que eu não sobreviva. 

 

Já havia se passado dois dias. Sim, dois e a falta que eu sentia deles já ocupava todo meu ser. Durante esses dois dias, eles mantiveram contato comigo. Eles estavam bem, mas as pessoas não. Não tinha nenhuma melhora ou descoberta que pudesse ajudar em algo. Eu previa um longo caminho a ser andado, e que andaria lentamente. 

E vocês devem estar se perguntando, e o Louis? Bom, a última vez em que eu o vi foi á dois dias atrás, no mesmo dia em que meus pais me disseram que iriam viajar. Trocamos breves palavras, as mais simpáticas já que caminhávamos como amigos e não como aluna e professor. Porém nada havia acontecido de mais íntimo, uma pena. Desde então, não o vi mais, não tive mais aula com ele e nem se quer o vi passando na rua com o carro ou até mesmo a pé. 

Hoje ainda é quinta e infelizmente eu só teria aula de História amanhã. Entrei no colégio e fui caminhando calma até minha sala, eu estava no horário ou até uns minutos adiantada. 
Foi então que eu senti a presença de alguém ao meu lado, e quando olhei Louis caminhava junto a mim. 

- Bom dia Estella - falou sorrindo, ele segurava algumas apostilas e estava vestido impecável. Sorri meio envergonhada e apertei meus lábios uns aos outros. - É admirável sua timidez. 

- Bom dia Louis - falei, ele me olhou por mais alguns segundos e depois continuou caminhando olhando para frente, sorrindo e desejando bom dia à professores e alunos. - Não estou tímida - falei dando um leve tapinha em seu braço másculo. Ele riu e me lançou uma piscadinha. 

- Claro que não - ironizou, revirei os olhos e acelerei o passo até minha sala. - A gente se vê - foi o que eu escutei antes de entrar na minha sala definitivamente. 


Escutei a campainha tocar e quase gritei pela Rose mas quando vi ela já atendia a porta. Eu estava literalmente jogada no sofá, vendo um programa de talentos, não estava tão interessada, escutei Rose trocar algumas palavras com alguém na porta. Não fiz questão de olhar quem era, até Rose me chamar. 

- Ele quer falar com você, Estella - disse, olhei de relance para trás e vi que a porta ainda estava aberta mas ela não estava mais lá. Ele? Quem? Calcei minha pantufa e tentei ajeitar minha roupa, de nada adiantou caminhei até a entrada de casa e me espantei quando vi Louis encostado no batente da porta. 

- O que faz aqui? - senti meu jeito sair rude e logo me endireitei na postura. - Digo, a que devo a sua visita em minha humilde residência? - falei e ri, Louis sorriu e passou uma de suas mãos na nuca. 

- Vim te fazer um convite - disse, o olhei pensativa, o que raios ele pretendia? 

- Estou ouvindo - falei, resolvi seguir com a situação mas algo infelizmente me cheirava mal. 

- Quer ver um filme lá em casa? - perguntou, o encarei confusa e angustiada. 

- Sabe que se formos vistos, vão achar que temos uma relação a mais que a profissional. Sabe que isso pode causar um problema para nós dois? 

- Sei, mas não me importo com o que eles acham - falou, o encarei e Louis parecia dizer a verdade, olhei para a rua atrás dele e ninguém se quer passava ali. 

- Mas eu sim - resisti ao pedido dele. Eu não poderia dar ao luxo de cair no sorriso lindo e no jeito sexy de Louis. - Não acho que seja uma boa ideia, Tomlinson.

- Vamos lá, Estella! Ninguém vai nos ver. E eu não vou abusar de você, fique tranquila. - ri com seu comentário desnecessário e descruzei meus braços que sem perceber eu tinha cruzado antes. 

- Ainda tenho minhas dúvidas mas tudo bem, eu vou, me espere um segundo - me rendi, que mal haveria de apenas ver um filme? Tudo bem que eu estava apita a agarrar ele mas isso tudo dependeria de mim mesma. Ele concordou e encostou no batente de novo me esperando, sai de sua frente e Subi as escadas correndo, chegando no meu quarto, troquei a blusa que eu estava, continuei com a mesma calça jeans e coloquei uma sapatilha nos pés, ajeitei meu cabelo e passei um perfume. Por último peguei uma blusa de frio e meu celular. 

Desci as escadas e parei na cozinha, Rose estava terminando um bolo e sorriu para mim quando me viu. 

- Rose, vou sair. Volto logo, não se preocupe. Se cuide, eu te adoro - falei rápido, deixei um beijo em sua bochecha e sai acompanhada de sua risada contagiante. Chegando na porta, dei de cara com Louis, fechei a porta e sorri para ele. - Vamos.

O caminho curto até a casa dele foi repleto de piadas sem nexo e curtas história sobre a vida dele. Eu apenas ria na maior parte do tempo. Chegando lá, Louis abriu a porta e fiquei admirada com o conchego que ela aparentava ter. Senti um leve cheirinho de café, o que me fez sentir em casa. 

- Fique a vontade - falou. Louis sumiu da minha visão e apenas prossegui com o dito. Me sentei no sofá e depois de alguns segundos, Louis me ofereceu uma caneca com café. Aceitei na hora, se tem uma coisa que eu não recuso, essa coisa é café. - Então, qual filme? 

- Marley e eu - pronunciei o nome do meu filme predileto. Não importa quantas vezes eu assista esse filme, eu sempre vou chorar. Louis assentiu, ligando a tv e colocando o filme no Netflix. - Obrigada 

Louis piscou para mim, e foi pegar uma coberta para nós. Pensei na loucura que eu estava fazendo estando apenas aqui sentada no sofá da casa dele prestes a ver um filme com ele. 
Logo ele chegou, nos cobrindo e sentando ao meu lado colocando o filme para rodar. Respirei fundo comecei a ver o filme. 

O filme já estava no final, eu já sentia minhas bochechas molhadas e eu fungava a todo instante. Meu cérebro então ficou em estado de alerta assim que senti a mão de Louis pousar em minha coxa. Eu não sabia se era apenas um gesto de conforto ou era com segundas intenções mas acabei nem me pronunciando sobre aquilo, ignorei e continuei com a minha choradeira. 
Agora, faltava poucos minutos para o fim e eu já me encontrava em prantos total. Senti sua mão apertar um pouco minha coxa e arfei baixinho com aquele toque. 
Olhei para ele de relance e ele parecia atento demais na tv. Eu só queria saber qual era a merda que ele estava fazendo. Seja qual for, eu não queria participar. Aquele toque era íntimo demais para que rolasse entre Louis e eu. Sua mão boba começou a alisar minha perna por cima do jeans que eu usava, arfei mais uma vez e me virei direto para Louis. No mesmo momento ele se virou para mim com o sorrisinho dele de "me abuse". 

- O que está fazendo Louis? - Sim, o que ele estava fazendo? Isso era um total desacato a uma garota com os hormônios à flor da pele e que não tinha transado ainda. - Sabe, que isso é errado...

- Sim, é errado mas se você não estivesse gostando já teria me parado - disse e me praguejei por não ter tirado a mão dele dali desde o começo. Sua mão agora foi para a minha cintura apertando carinhosamente o local. 

- Droga Louis! Você não pode fazer isso... - falei 

- Ah não? - desafiou começando a beijar meu pescoço, senti seus lábios finos roçarem contra a minha pele quente e automaticamente fechei meus olhos aproveitando o momento. - Você quer isso tanto quanto eu - falou parando os beijos e voltando com leves mordidas e chupões pela minha pele exposta. 

- Não podemos.. - arfei mais ainda quando seu chupão foi mais forte. 

- Nós podemos - disse agora mordendo meus lábios, ansiei por seu beijo mais do que nunca. Aquilo era extrapolar os limites de regras. Se alguém ficasse sabendo disso, daria um problemão sem fim. - Por favor, Estrela. Ninguém vai saber. - ele me deu um selinho rápido e percebi na hora. Metade da merda já estava feita, Louis praticamente já tinha me beijado. Se a merda já estava feita, por que não aproveita-la? 

- Você me paga - falei bufando, em um movimento brusco e rápido eu sentei em seu colo e puxei sua camisa para mim - Não me faça eu me arrepender depois - terminei antes de tomar seu lábios urgentemente. Louis enlaçou seus lábios no meu com desejo, nossas línguas travavam uma guerra deliciosa, enquanto Louis desceu suas mãos para a minha bunda. Ele a apertou levemente mas o suficiente para que eu soltasse um gemido durante o beijo. Remexi meu quadril com excitação. Senti suas mãos agora apertarem minhas coxas e bastou aquele toque para que involuntariamente eu rebolasse em seu colo. Eu já me sentia em chamas e um calor do capiroto subiu pelo meu corpo. Meu cérebro começou a entrar em estado de alerta, meu lado racional começou a agir mas meu lado emocional fazia com que eu ficasse ali usufruindo do beijo dele. Louis era um perigo para mim, o que meus pais iriam pensar de mim quando soubessem que eu dei uns amassos com meu professor?Bastou esse pensamento e Louis se pronunciar que eu rapidamente tomei uma atitude estável.

- Merda Estella, eu estou duro - disse. Paramos o beijo e eu olhei para baixo, reparando em um volume pequeno mas perceptível por baixo de sua calça moletom. Sorri envergonhada e sai de seu colo. 

- Acho que fomos longe demais -  ajeitei minha roupa. 

- Não! Droga Estella, como vou resolver isso? - perguntou frustrado, ri envergonhada encarando seu volume.

- Use as mãos, Tomlinson - ri, vi sua feição chateada e me endireitei parando de rir. - Me desculpe, mas sabe que isso foi totalmente fora da lei. Não podíamos nos envolver Louis. - falei, realmente aquilo tinha sido um erro, um erro bom mas que eu não podia tornar a repetir. Apesar de Louis ter uma pegada incrível, aquilo não podia acontecer de novo e se qualquer pessoa ficasse sabendo disso nossas vidas se tornariam um completo inferno. 

- Não podemos apenas continuar já que a merda já esta feita? - perguntou tentando descontrair o momento, ri e neguei. No fundo, Louis sabia que eu ainda era virgem e apesar de eu estar louca por ele eu sabia meus limites e quando eu estaria preparada. Não acho que vá acontecer com Louis, até porque isso já era um pensamento longe demais mas eu não me sentia ainda preparada psicologicamente.

- Desculpe, não posso deixar com que isso aconteça. Pelo bem de nós dois - falei, calcei minhas sapatilhas e me levantei do sofá. - Tenho que ir, ainda te devo aquele relatório - sorri torto. Louis me acompanhou até a porta mas antes que eu abrisse, ele me puxou para um selinho demorado e carinhoso. 

- Obrigada pela tarde - falou com os lábios roçando os meus. Sorri minimamente, e sai de sua casa. 

Eu adoro os toques dele e o sorriso do tipo "me abuse" mas infelizmente não podíamos continuar com aquilo.

Louis definitivamente é uma pessoa maravilhosa, mas o nosso envolvimento era totalmente errado e sem explicação. E com toda a certeza do mundo, poderia se passar anos eu estaria guardando para sempre seus beijos, até porque eu não sei se haveria  uma próxima vez.



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