História My Boss - Capítulo 44


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Comedia, Drama, Justin Bieber, Romance, Sexo, Suícidio, Tragedia, Violencia
Exibições 496
Palavras 7.742
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olaaaaaaaaaaaaaa ♡
Pensem num capítulo gay, tá aí.
Emy chegou ❤

Capítulo 44 - Emily


Fanfic / Fanfiction My Boss - Capítulo 44 - Emily

Quarta-feira, 13 de novembro. 08h.

Alyssa p.o.v

Está transparente que eu estou emocionada, feliz, incrédula, assustada, surpresa, grata por ter esse milagre sobre mim.

Isso foi um presente dos céus para mim! Em dose dupla, Emily e agora o meu bebê, o que eu tanto quis, está aqui e logo estará em meus braços, com o pai coruja e a irmãzinha.

Pode melhorar?

Eu não vejo a hora de ver Emily e sair por aí com ela, ver Justin com as crianças todo abobalhado, valeu a pena esperar, estou muito, muito feliz.

E para melhorar o meu dia ainda mais, - depois de chorar como louca até às duas da manhã dizendo para Justin o tamanho da felicidade que habita em mim - fui despertada por um cheiro de panquecas e frutas fresquinhas.

- Bom dia, Senhora Bieber! - Me sento vendo Justin sorrir esperto com uma bandeja de café da manhã nas mãos.

- Bom dia, meu Amor! - Digo sorrindo e ele se inclina me dando um beijo rápido.

- Vou escovar os dentes - Me levanto indo até o banheiro. Faço uma higiene rápida e arrumo meu cabelo em um rabo alto. Volto para o quarto vendo a bandeja na cama e Justin sentado assistindo tv, apenas com uma bermuda de moletom e com a cara amassada de sono.

- Acordou faz tempo?! - Pergunto e ele nega sorrindo. Me sento ao seu lado vendo panquecas com mel - Você que preparou?

- Foi - Diz e eu o encaro surpresa - Pelo menos panquecas eu sei fazer. - Rimos e eu selo seus lábios - Agora come tudo, quero ver meu filho forte.

- Tem umas cinco panquecas aqui, quer me ver obesa? - Digo incrédula.

- Quero te ver saudável. - Ele ri  e pega um garfo pegando um pedaço de panqueca - Abre a boca - dou risada a ele coloca a panqueca na minha boca. - Está bom? - Assinto, parece a coisa mais gostosa que eu já comi em toda minha vida.

- Isso está - falo de boca cheia - ma-ra-vi-lho-so! - Digo pausadamente.

- Que bom que gostou! - Volta a por na minha boca.

- Estou grávida, não paraplégica - Dou risada e pego o garfo com as minhas mãos e volto a comer - Estou morrendo de fome.

- Vai virar uma bola - Diz e eu o encaro.

- Foda-se, estou morta de fome - Tomo um pouco de suco e pego uma maçã - Acho que essa é a melhor maçã do mundo.

- Já estou vendo que vou falir com você comendo assim. - Implica e eu fecho a cara parando de comer.

- Vai ficar implicando? - Cruzo os braços - Não como então.

- Estou brincando… - Diz e morde minha maçã.

- Ha, ha, ha - Digo séria - me deixa comer e alimentar minha filha. - Pego mel e lambuzo a maçã no mesmo devorando em seguida.

- Filha? - ele ri - Filha nós já temos, esse vai ser um meninão, macho igual o pai - Faz pose e eu dou risada - Que foi?

- Se for pra ser macho igual você eu vou ter um filho gay - Começo a rir e ele fica sério - Te amo, amor. - Passo as mãos na barriga - Da ultima vez eu senti que era um menino, agora vai ser uma garota - Digo convencida - Linda igual à mãe.

- Estamos falando da mesma pessoa? Desculpe mais se minha filha parecer com você, ela vai ser feia que dói. - Debocha.

- Não me procure mais de madrugada! - Volto a comer.

- É brincadeira - Ele ri - Porém, vai ser um garoto, e ele vai se chamar Henry. - Diz satisfeito.

- Não mesmo! - Digo - Meu filho nunca vai se chamar Henry! - Nego - E vai ser uma menina, ela vai chamar… - Fico pensativa - Alice ou Sophie - Digo concreta.

- Sophie não! - Ele diz - Alice é bem melhor.

- Perfeito - Digo e aliso minha barriga.

- Já que você não quer Henry, que tal… como o garoto que conheceu se chamava? Lucas?

- Lucca? - Pergunto e ele assente.

- Eu gosto deste nome! - Justin acaricia minha barriga - Oi garotão, aqui é o seu paizão, Justin, tudo bem aí? - Justin começa a conversar com a minha barriga e eu dou risada deixando a bandeja do lado e entro na onda.

- Oi Alice, aqui é a Aly, sua mamãe, não liga pro seu pai, ele é doido. - Gargalho.

- É menino - Diz simples - Eu sinto que é menino, não é, Lucca?

- É uma menina, intuição de mãe não falha.

- Se for menino, ele vai cuidar da Emy - Diz satisfeito - Vai me ajudar a não deixar nenhum idiota na puberdade chegar perto da minha filha.

- Do jeito que o Lucca poderá namorar a Emy também vai poder - O encaro.

- Minha filha não vai namorar até os trinta!

- Exagerado!

- Eu sei como homens são - Diz simples.

- Imagino quando a Alice e a Emy saírem juntas por aí.

- É Lucca! - Diz e eu reviro os olhos.

- Alice! - Bufo.

- Lucca!

- Alice! - Repito.

- Lucca!

- Vamos saber daqui exatos cinco meses.

- Certo! - Diz e eu puxo sua nuca dando um beijo melado em sua bochecha.

- Beijo na bochecha é estranho quando as bocas se conhecem - Justin molha os lábios e me beija lentamente deitando em cima de mim - bem Melhor, não é? - Assinto revirando os olhos e o abraço forte.

- Logo você não vai conseguir me abraçar - Digo - Vai ter uma melancia entre nós - Ele ri e se senta beijando minha barriga.

- Vai ser a melancia mais linda de todas - Diz e eu dou risada.

- Você vai ser um pai perfeito - Elogio.

- E você, a mãe mais linda do mundo - Elogia de volta me fazendo suspirar alegre.

- Temos que ir à um hospital.

- Está com dor?! - Se senta preocupado.

- Não, Bobo, precisamos ver como está o bebê.

- Certo, tem um na cidade em que estávamos, se arruma pra irmos.

- Sim senhor! - Me levanto e olho para a bandeja de comida. - Mais eu quero comer. - Me sento pegando a bandeja e começo a comer, tudo parece tão bom e gostoso.

Estou vendo que realmente, vou virar um planeta.

- Me dá uma uva? - Justin estica a mão e eu nego - Aly, eu quero comer!

- Pega lá pra você, tá muito bom pra dividir!

- Estou fodido, vai ficar assim por nove meses?

- A culpa não é minha se o bebê é guloso.

[...]

10h

Como havíamos combinado, estamos no hospital da ilha, eu quero saber sobre a saúde do meu bebê e tudo mais. Justin está parecendo um idiota, todo instante fica fazendo uma voz fina e mongoloide passando a mão na minha barriga. No caminho vimos alguns paparazzis, mas nada escandaloso.

Ficamos quinze minutos aguardando até uma médica chamar, o mais impressionante e divertido foi passar pela ala da maternidade e ver bebês com os pais, crianças dormindo e algumas aprendendo a caminhar. Eu não vejo a hora e ver minhas duas crianças correndo pela casa.

Já no consultório, observo às paredes pintadas de rosa e azul bebê, alguns brinquedos e uma televisão com desenho animado.

- E então, quando descobriu? - A doutora pergunta.

- Eu havia suspeitado há duas semanas quando meu ciclo menstrual atrasou, comprei testes mais descartei a idéia.

- Certo, a senhorita me disse que esteve estero, não?  - Pergunta.

- Sim - Sorrio fraco e Justin leva as mãos até a minha barriga fazendo carinho.

- Venham comigo, vamos fazer sua primeira ultrassom. Não vamos ver o sexo nem nada, só vamos checar a saúde do bebê.

- Perfeito!  - Me levanto animada.

- Sugiro que quando voltarem ao país onde vocês moram, você vá até o hospital e marque consultas mensais, é importante saber sobre o estado do bebê, como a senhorita perdeu um  e foi afetada, não pode haver descuido.

- Ok! - Digo e Justin entrelaça nossas mãos seguindo a médica até uma sala com a porta decorada.

- Pode se deitar e erguer a blusa até a altura dos seios - Assinto e me deito erguendo a blusa, Justin para ao meu lado com um sorriso de orelha à orelha beijando minha testa.

A doutora pega um gel, em seguida o aparelho e liga a televisão, sinto ela passar o aparelhinho sobre minha barriga e parar acima da virilha, ela sorri dizendo :

- Esse bebê é preguiçoso - Liga um lazer e aponta pra tela - Estão vendo essa sementinha bem escondidinha? - Justin assente e eu sinto meus olhos arderam em lágrimas - É o seu bebê! - Ela ri e eu começo a chorar sentindo as mãos de Justin apertarem as minhas - Parabéns, o bebê de vocês está saudável e forte!

- Obrigada! - Sorrio entre as lágrimas e Justin passa as mãos nos olhos.

- E se quer um palpite de uma médica com trinta anos de experiência, eu acho que é um menino!

- Como eu disse, um garotão! - Justin comemora e eu gargalho secando as lágrimas -Normalmente, os meninos costumam ficar mais aninhados no ventre da mãe e são preguiçosos no começo.

- Isso é incrível - Seco as lágrimas.

- Bom, é o segundo bebê de vocês, contando com o da perda? - Ela pergunta.

- Terceiro - Justin diz sorridente - Temos uma menininha de seis meses em Seattle, na adoção. - Meus parabéns, será uma familia linda.

- Obrigado - Justin agradece.

- Se fizermos bastante silêncio podemos ouvir os batimentos, será bem baixo, mais o coração já é formado.

Ficamos em silêncio e logo ouvimos uma sequência de “ Tum Tum” baixas e velozes.

- Parece que o bebê  está bem relaxado, você está de três semanas - Ela diz e eu sorrio me sentando.

- Você tem noção da minha felicidade?! - Justin para na minha frente e me abraça - Meu filho, porra!! - Ouço ele soluçar e retribuo o abraço com força - Você está dando o melhor presente da minha vida! - Se afasta selando meus lábios e a doutora sorri.

- Se quiserem o DVD com a gravação, está aqui, nós gravamos toda ultrassom.

- Quero sim! - Colo os pés no chão e abaixo a blusa.

- Aqui está - Me entrega o DVD - Parabéns, felicidades!

Agradecemos com um abraço e saímos do consultório.

- Sabe o que isso merece? - Justin pergunta.

- O que?!

- Uma comemoração, quando chegarmos em Seattle, iremos adotar a Emy e faremos uma festa de recepção, na festa daremos a notícia do bebê, o que acha?! - Diz empolgado e eu o abraço.

- Eu acho mais do que perfeito. - Beijo sua bochecha.

[...]

Quinta-feira, 15 de novembro.

Justin Bieber p.o.v

- Meu. Deus! - Digo pausadamente tentando recuperar o fôlego e olho para o relógio, Três e cinco da madrugada. - Isso foi muito bom.

- Foi ótimo - Aly saí de cima de mim caindo na cama - Você se supera a cada sexo - Diz e eu sorrio convencido.

- Você também, Senhora Bieber - Digo pousando minha mão em sua barriga e faço carinho - Sério que fizemos três vezes seguidas? Essa Lua de Mel está ótima! - Ouço ela gargalhar.

- Está sim, ainda mais por estarmos passando esse tempo juntos, sem trabalho, sem mídia… - Sinto sua perna se entrelaçar na minha e puxo-a para perto de mim beijando sua testa.

- Hoje vamos ao Museu Dos Piratas de Nassau - Digo e ela assente animada - Depois podemos almoçar no Resort e passar o dia na praia.

- Adorei a idéia - Sorri - Jus?

- Diga - Olho em seus olhos e ela faz um biquinho -  o que quer?

- Por que acha que eu quero alguma coisa?

- Por causa dessa carinha de cachorro sem dono. - Digo simples.

- Eu quero comer torta de maracujá - Se senta - É meu primeiro desejo, eu preciso de comer essa torta, Justin!

- Você viu que horas são? - Pergunto e ela assente - De manhã eu compro quantas tortas você desejar, ok?

- Não - Ela balança a cabeça e cobre o corpo com o lençol - Eu quero agora, estou com água na boca!

- Aly… - suspiro - Vamos dormir, amanhã você come de todos os sabores! - Coço os olhos sentindo o sono me dominar.

- Por favor? - Choraminga - Eu quero muito.

- Vá buscar então - Digo me ajeitando na cama.

- Tudo bem, eu sou sair em uma ilha às três da manhã atrás de torta de maracujá. - Bufa me dando um tapa na bunda.

- Que merda, Alyssa, eu transei três vezes, eu quero dormir! - Bufo irritado.

- Você não me ama? É isso? - Faz drama - Tudo bem, eu vou atrás de um homem que me compre torta de maracujá.

- Você não é nem louca! - Me sento - Eu vou buscar esse caralho, estamos no resort e eu tenho certeza que tem. - Suspiro e me levanto - Você me paga.

- Eu te amo, amor - Sorri e se joga na cama.

Coloco a cueca, a calça e uma regata, visto um tênis e saio do quarto.

Por mais que eu fique bravo, sempre quis ver ela com esses desejos estranhos.

- JUSTIN! JUSTIN! - Ouço ela gritar desesperada e corro até o quarto preocupado - Quero com sementinhas - Sorri inocente e eu dou o dedo do meio saindo da suíte.

Desço na recepção e vou até o restaurante vendo algumas pessoas ali.

- Olá, vocês tem torta de maracujá? Com semente? - Pergunto.

- Olá, bom, temos sim, mas estão sendo preparadas, fica pronta daqui uma hora mais ou menos, preparamos para o café da manhã e para turistas que gostam de sair de madrugada pra explorar a ilha - A moça diz e eu suspiro.

- Ok, eu esperarei, meu caso é diferente - Sorrio fraco e me sento em um dos banquinhos.

Ótimo, uma hora perdida de sono.

Apoio minha cabeça no balcão e sinto alguém me cutucar.

Me viro e vejo Aly  cara de sono.

- Hey, vai dormir, amor. - Digo e ela se senta ao meu lado.

- Não é justo você ficar aqui sozinho. - Beija minha bochecha.

- Acho que é meu papel de pai - Rimos - Sério, vai dormir.

- Estou bem - Se apoia em mim - Desculpa se você ficou com raiva - Sorri fraco.

- Eu fiquei bravo mas eu sempre quis ver você assim - Ela ri e segura em minhas mãos.

- Estou ansiosa para ver a Emily.

- Também estou - Beijo sua bochecha. - Sabe o que eu estava pensando? - Pergunto e ela nega.

- Agora que você está grávida, nós fazemos sexo à três?

- Você não disse isso! - Ela ri alto e balança a cabeça - Justin,  sua mentalidade é de uma criança de dez anos!

- Faz sentido! - Me defendo.

- Não faz nenhum sentido! - Da um tapa na minha cabeça.

- Que seja.

Depois de jogar muita conversa fora, a torta finalmente chegou, Aly gritou um “Aleluia” e   está se lambuzando e agora eu posso dormir em paz.

Me jogo na cama a ela se senta mordendo o doce e sorri em seguida.

- Isso é ótimo - Lambe os lábios - Quer?

- Não, eu quero dormir. - Ela assente e termina de comer passando às mãos na boca e se senta em cima de mim.

- Me dá um beijinho? - Pede e eu reviro os olhos assentindo, dou um beijo em sua boca e ela se levanta indo até o banheiro. Vejo ela sair de lá só de calcinha e se jogar do meu lado empinando a bunda.

Dou um tapa na sua bunda ela ela ri entre os travesseiros.

- Pensei que estava cansado, amor - Diz ficando de barriga pra cima e eu mordo os lábios passando as mãos em seus seios.

- Cansado, eu?  - Ela ri - Eu só quero aproveitar tudo isso. - Fico em cima dela sem pôr peso.

- Logo logo você não vai conseguir ficar em cima de mim.

- Estou ansioso pra isso acontecer, e então, vou te foder de lado. - Digo malicioso.

- Idiota!

Sábado, 22 de novembro (Uma semana depois), 12h40, Bervely Hills.

Alyssa p.o.v

Os dias passaram super rápidos, porém foram os melhores da minha vida. Justin e eu fizemos todos os programas possíveis na ilha, aproveitamos o sol e as piscinas, o mar e os Museus, fomos até em uma boate, passamos três dias sozinhos na Paradise Island, como um casal normal e despreocupado. Justin pulou de paraquedas seis vezes e eu comi umas vinte tortinhas de maracujá, meu bebê é guloso, não me julguem.

Foram simplesmente a melhor viagem de todas, compramos lembrancinhas para os nossos amigos e eu comprei  roupinhas para a minha filha, apesar de eu não saber o tamanho exato da minha menina, comprei com base na foto. Justin quase enlouqueceu quando eu disse que iria comprar duas malas extras, já que eu exagerei - nem tanto - nas compras. Entre roupinhas de menina e lacinhos eu vi Justin na ala de meninos comprando roupas pro neném, em insiste em ser um menino e comprou muitas roupas.

Foi extremamente divertido.

- Como acha que William vai reagir? - Justin pergunta e eu gargalho.

- Vai ser algo do tipo “ Eu vou ser titio! Ah meu Deus, vampira sua gostosa, você é foda, é filho do Justin Bieber! Imagina como essa criança vai ser maravilhosa!”.

- Vai ser exatamente assim - Diz e nós descemos do carro em frente à minha cobertura.

- Vou sentir saudade daqui - Digo sentindo a brisa do mar -  Apesar de quase não ir pra praia.

- É um lugar lindo - Justin sorri e nós seguimos para a cobertura. - Está muito frio.

- Pois é, o inverno chegou e vai ser o nosso primeiro natal juntos - Me apoio em seu ombro.

- Vai ser o melhor Natal da minha vida - Sorri me beijando.

Saímos na cobertura e eu bato na porta ouvindo um “ Já vai caralho” do William.

- Mona, cheguei! - Digo no interfone e escuto vários gritos.

- Will é maluco - Justin ri.

- Ele está sendo controlado - Gargalho e a porta se abre.

- EU VOU SER TITIO! - Grita me pegando no colo - AH MEU DEUS, PARABÉNS VAMPIRA! - Me coloca no chão - Oi bebê do tio Will - passa a mão na minha barriga - EU FIQUEI LOUCO NA HORA QUE VOCÊ ME LIGOU, ARRASOU JUSTIN, PARABÉNS - Abraça Justin que me olha prendendo o riso - VAI SER A CRIANÇA MAIS FODA DO UNIVERSO! VAMPIRA VOCÊ É UMA GOSTOSA! PARABÉNS, PARABÉNS!

- Obrigada, Will - O abraço com força - Onde está Keila?

- Transando - Ele ri e eu gargalho - Sei lá, entrou no quarto com o Christian.

- E essas roupas na sala? - Olho em volta.

- Puta merda - Ele bate na testa - Sam deixou espalhada aqui mas nós não fizemos nada no sofá.

- Ok - Olho para Justin - Vou ali no quarto chamar a Keila. - Digo indo para o enorme corredor e bato na porta do quarto. - Keila? - Chamo.

- Me solta, Christian que saco! - Ouço ela dizer entre risos - Alyssa?! - Chama e logo ela abre a porta me abraçando - Meus parabéns! - Grita - Fico feliz pelo casamento, por mais que eu não tenha sido a madrinha - Rimos - Como vai esse bebê? - Acaricia a minha barriga.

- Muito bem - Digo - Obrigada, desculpa se eu atrapalhei algo - Me refiro à cama bagunçada e as roupas espalhadas pelo quarto.

- Já tínhamos terminado - Ela ri - Enfim, eu estou sabendo que você vai fazer uma festinha, mais pra que seria?

Eu não contei à ela sobre Emy.

- Nada demais, bom, vim avisar que estou me mudando para Seattle.

- Como assim!? - Faz bico - Ah não! Aly, a casa vai perder a graça.

- Agora eu sou uma mulher casada - me gabo - Amanhã mesmo minhas coisas serão levadas pra Seattle e semana que vem, será a festa. - Digo feliz.

- Ótimo, agora eu vou ter que suportar as surubas do Frederick sozinha!

- Will está nessa ainda? - dou risada.

- Tem dois caras no quarto dele, contando com o Sam.

- Meu Deus! - Balanço a cabeça - Vai ter que aguentar essa, amiga. - A abraço. - Oi Chris! - Digo ao ver ele já vestido.

- Aly! - Me abraça - Senti saudades.

- Eu também - Abraço de volta - Bom, agora vocês discutem quem vai ficar com meu quarto - Vou até a sala vendo Justin com uma cerveja na mão, ele se levanta e faz um toque com Christian.

- Parabéns, Drew, finalmente casou - Chris diz e os dois começam uma brincadeira de socos infantil.

- Como foi a Lua de mel? - Will pergunta.

- Perfeita, estávamos nas Bahamas - Explico - Vimos vários lugares diferentes.

- Fodemos em vários lugares também - Justin diz e todos começam a rir.

- Idiota - Reviro os olhos. - Novidades? - Pergunto.

- Bom, não aconteceu nada demais - Keila diz.

- Aconteceu do Zayn aparecer aqui atrás de você. - Will dispara e eu olho para Justin - Acho que ele queria uma recompensa pelo favor.

- Que favor, Alyssa?! - Justin pergunta.

- Ah… nada - Sorrio falsa.

Ótima hora pra ele saber que Zayn doou o sangue.

- Não minta pra mim! - Diz bravo.

- É que assim… - Olho para William - Você precisou de transfusão no dia do acidente e…

- O Zayn me doou sangue?! - Conclui e eu assinto - Eu não acredito nisso!

- Justin, você queria que eu te deixasse desacordado até aparecer um outro doador? Eu estava desesperada! - Explico e ele trava o maxilar.

- Se eu soubesse que era esse babaca, eu não teria deixado! - Vocerifica.

- Ah, e se demorasse pra aparecer doador e você tivesse uma recaída, como acha que eu iria ficar?! - Me irrito e ela desvia o olhar - Você deveria agradecer ao Zayn por ter doado sangue, depois de todas as confusões que vocês tiveram.

- Ele doou por que ele quis.

- E salvou a sua vida! - Digo incrédula - Para de ser orgulhoso! - Me levanto nervosa indo até a cozinha e bebo um pouco de água.

Sem estresse, o que eu menos quero é fazer mal para o bebê, ele não tem culpa se o pai é orgulhoso.

Me encosto no balcão e vejo Justin vir em minha direção.

- Você tem razão, Linda, eu sou orgulhoso. - Suspira. - Só não espera por isso sabe, logo ele.

- É eu sei - Coloco o copo na pia - Foi a minha única saída, eu estava desesperada. - Respiro fundo. - Tenta esquecer que tem sangue do Zayn circulado em você.

- Vou tentar - Beija minha testa - Acho que temos que ir… você sabe, quero te mostrar logo a nossa casa nova.

- Tudo bem, nós vamos levar o Phill - Digo.

- Você ainda tem o cachorrinho? - Pergunta surpreso.

- Claro, ele é o meu bebê. - Dou de ombros e sinto um beijo no meu pescoço.

- Sabia que eu não quero parar só neste né? - Passa a mão na minha barriga - Quero no mínimo quatro.

- Dois está ótimo - Digo e ele ri.

- Veremos - Apalpa meu bumbum e eu o empurro.

- Você acabou comigo esses dias, dá um desconto! - Cruzo os braços.

- Eu não tenho culpa se você é gostosa - Sela meus lábios passando a mão na minha coxa coberta por uma calça de moletom - Você é sexy vestida até de jaca.

- Você é doido - Faço carinho em sua cabeça.

- Só se for por você.

[...]

21h, Seattle.

- Não tire a venda! - Justin ordena - Nós vamos entrar na casa, e você só vai ver quando estivermos lá dentro.

- Ah não! Eu quero ver - Faço biquinho e ele me beija.

- Me dê a mão - Estico a mão direita - Ande devagar, cuidado pra não tropeçar, qualquer coisa fala comigo, temos que tomar cuidado com o meu filhão.

- Justin… - Gargalho - Calma aí, papai coruja.

Ouço ele rir e nós começamos a andar.

- Ainda estamos sem empregados, mas eu já estou contratando.

- Isso é o de menos - Digo e tropeço nos meus pés.

- Ah meu Deus! - Grita - Você está bem? Machucou?

- Só tropecei - Sorrio - Tem degraus na entrada?

- Apenas três. - Sinto ele me envolver pela cintura. - Certo, a porta já está aberta. Começa a tirar a venda - Pode olhar!

Abro os olhos e… Puta merda!

A sala é de gesso com sofás grandes e uma televisão gigantesca, poderia até ser um cinema . No interior do cômodo tem dois pilares enormes com detalhes mínimos da cor prata, o teto é todo desenhado em mosaicos com cores fracas, pisos grandes e bem claros.

- É perfeito - Digo sorrindo boba e ele sorri pra mim.

Seguimos para a cozinha, a mesma não é tão grande, possui uma mesa pequena e quatro cadeiras,  porém a sala de jantar é imensa sendo mobiliada por uma mesa de vidro e um vaso de flores artificiais, nada exagerado com um open bar no canto. No segundo andar, há um corredor iluminado por um lustre e as paredes são cheias de texturas na cor creme.

- Os primeiros quartos são de hóspede - Se refere à três quartos - Mais como meu filhão veio inesperadamente, agora o mais próximo dos do fundo será o dele.

Assinto sem tirar o sorriso dos lábios e abro a porta do quarto de hóspedes vendo tudo arrumadinho com uma cama estilo “Viúva”. Sigo para o quarto com um lacinho cor de rosa na porta e Justin sorri.

- O quarto da nossa filha - Diz e abre a porta.

Sinto meus olhos lacrimejarem e eu levo as  mãos na boca.

Tem uma caminha com “cerca” toda lilás e as paredes são rosa claro com um papel parede planejado escrito “ Little Princess”, um closet com macaquinhos roxos pendurados no canto e roupinhas dentro do mesmo, além de ter um banheiro no canto. O teto possui um lustre lindo e simples com detalhes de Lua e Sol, sem contar o mundo de ursinhos em cima das prateleiras.

- É maravilhoso - Soluço baixinho - Você é maravilhoso, eu nem sei como te agradecer. -Seco as lágrimas.

- Sorria. - Me puxa para um abraço - Depois vamos decorar o quarto do nosso campeão - Se gaba.

- Ou o da Alice - Implico.

- Ou o da Alice - Confirma - Eu estou tão grato por ter você pra mim… - Sela meus lábios.

- Você pediu a ajuda de quem pra decorar o quarto?

- William decorou a casa toda - Diz rindo.

Uau, como eu não imaginei? Está tudo perfeito.

- Quer ver o nosso quarto? - Sorri e eu as sinto saindo e fecho a porta vendo uma porta grande e grossa. Justin destranca e eu entro vendo uma cama King Size, ao lado tem um bercinho.

- Emy ainda é pequenina, acho que ela deveria dormir conosco- Assinto ainda abismada com o luxo do quarto.

Luxuoso e não chamativo, William me conhece muito bem.

Vejo a foto que tiramos antes do término, Justin me beijando e eu com os olhos abertos, assim como no meu antigo quarto, tem uma Jacuzzi e um banheiro enorme. Sorrio e sinto ele passar as mãos na minha cintura.

- Gostou?

- Amei! - Paro na janela vendo um quintal enorme e uma piscina sendo banhada pelos pequenos flocos de neve.

- Sabe o que vai amar mais? - Morde meu lóbulo - Vai amar estreiar a nossa cama! - Sorrio maliciosa.

- Será que eu vou mesmo?! - Mordo os lábios.

- Venha descobrir! - Me conduz até a cama retirando minha blusa e minha calça. - Eu já venho - Ele diz saindo do quarto e eu assinto sentindo meu corpo tremer.

Justin vai me matar de prazer.

- Gosta de Chantilly? - Justin pergunta parando na porta com dois tubos do doce em sprays.

- Quem não gosta? - Jogo uma piscadela, se estava frio há segundos atrás, posso garantir que a temperatura elevou bastante.

Justin sorri sarcástico vindo até mim fitando meu corpo.

- Confia em mim? - Pergunta e eu assinto - Pode ter certeza que dor é o que você não vai sentir, agora prazer… - Morde os lábios e eu olho para os tubos de chantilly. - Deita direitinho.

Obedeço deitando e me arrumo no travesseiro sentindo meu corpo esquentar ainda mais. Justin vem até mim e fica por cima ajoelhado em volta do meu tronco, ele pega um dos tubos e passa o doce nos dedos, em seguida, ele leva até os meus lábios sujando minha boca, o gosto adocicado e a sensação gelada é quebrada pelos lábios macios de Justin, sua língua toca o meu lábio inferior e ele puxa o mesmo com os dentes.

Pego o outro spray passando nos dedos repetindo o procedimento e lambuzo sua boca puxando ele para cima de mim pela gola da blusa. Encontro seus lábios passando a língua no doce e começo a sugar seus lábios, em seguida, começamos a nos beijar de uma maneira possessiva, nossas línguas se entrelaçam e eu afundo minhas mãos nos seus cabelos - Que já estão bem maiores - e grudo nossos quadris, sentindo seu volume, isso fez minha intimidade alarmar e começar a formigar. Entre o beijo, escorrego minhas mãos pelas duas costas insatisfeita por ele estar de blusa e calça, puxo sua blusa sendo obrigada a parar com o beijo e em seguida puxo sua camiseta sentindo sua pele quente. Antes eu distribuía beijos em seu rosto, agora meus lábios descem até sua clavícula, mordiscando a pele fina, seguindo para o pescoço, onde eu faço questão de deixar uma mordida forte,  e a consequência desse ato, foi ouvir um gemido escapar de Justin, termino de tirar sua camiseta e ele aperta minha cintura, descendo as mãos pelo meu ventre parando na minha calcinha preta, ele aperta por cima do tecido conferindo minha umidade e eu me contraio arfando.

Justin sorri e passa as mãos pelas minhas costas desabotoando meu sutiã que faz conjunto com a calcinha. Ele sorri ainda mais ao ver meus seios enrijecidos esperando pela sua “degustação”. Com o tubo em mãos, ele começa a despejar o chantilly sobre meus seios numa quantidade alta. Justin passa os dedos pelo doce - que agora cobre meus seios - E chupa os mesmos mordendo os lábios em aprovação. Ainda em cima de mim, ele se inclina lambendo o contorno do meu peito esquerdo sujando a boca, feito isso, ele me beija me fazendo sentir o sabor adocicado. Justin parte para os meus seios mais uma vez chupando, lambendo, mordiscando levemente a auréola me fazendo ficar pingando de excitação.

Suas mãos que antes apoiava seu corpo colchão, aperta meus seios com cuidado e ele deixa ambos firmes em suas mãos caindo de boca completamente. Solto um gemido alto apertando suas costas com as unhas e ele continua a chupar dando risadinhas enlouquecedoras.

Com o doce quase acabado, Justin limpa a boca e da uma última lambida.

Sinto ele descer espalhando o resto do Chantilly que havia nos meus seios pelo meu corpo todo, parando na minha intimidade, ele abaixa minha calcinha dando um beijo em meu ponto de prazer me fazendo dar um solavanco para trás. Ouço ele pegar o spray e encher minha intimidade com o doce me fazendo abrir as pernas um pouco mais. Minha respiração fica ainda mais descompensada quando ele passa a língua de baixo para cima esfregando-a sobre meu clitóris.

- Ah Meu Deus, Justin! - Aperto seu cabelo com força e ele começa a passar a boca chupando tudinho. Sua língua passeia entre a minha virilha e meu clitóris, chegando na minha entrada - onde ele ameaça várias vezes a penetração com a língua - ele volta para a minha virilha dando beijos e a única coisa que eu consigo fazer é apertar seu cabelo com força e gemer me contorcendo na cama enorme.

Justin aperta minha coxa para que eu fique mais “calma” e enterra a cabeça entre minhas pernas me deixando louca, sua língua faz movimentos aleatórios por toda extensão e eu começo a rebolar buscando alívio. Sinto o suor se formar na minha testa e os espasmos começarem a percorrer pelas minhas veias me dominando completamente. Ele aumenta a velocidade da língua sugando meu ponto de prazer.

- Oh, Justin! - Sinto que estou no meu limite - Eu vou gozar - Aviso ofegante ainda rebolando.

- Isso, goza pra mim - Me estimula com o polegar e eu sinto minha pernas tremerem, em seguida minhas costas arqueiam e eu chego ao orgasmo de olhos fechados. Justin lambe toda a secreção e eu suspiro pesado colocando as mãos no peito.

Quando eu penso que eu tive a melhor transa da minha vida, Justin aparece com a ideia de usar Chantilly e me chupa desta maneira.

- Eu sei que adora quando eu faço isso. - Diz vindo até meus lábios me dando um selinho longo e sussurra um “ Sua vez”.

O empurro de cima de mim e fico por cima, abaixo sua calça e vejo seu pênis pulsando ereto.

Mordo os lábios e passo as mãos pela sua base subindo até a cabecinha, beijo ali olhando nos olhos de Justin e ele morde os lábios pegando em meu cabelo.

Passo chantilly pela sua extensão enquanto massageio suas bolas, fazendo tudo em uma tranquilidade sem fim. Quero ver ele à mercê.

Passo o doce pelo seu membro e com a mão direita começo a masturba-lo lentamente, me inclino passando a língua em sua pélvis, subindo para seu umbigo e volto para seu membro passando os lábios pela extensão de cima a baixo, ouço ele gemer algo inaudível e abocanho seu membro chupando sua glande, sua mão aperta meus fios e eu continuo a chupar até onde aguento mantendo na boca por alguns segundos, tirando em seguida, repetindo os movimentos várias vezes.

- Isso, Alyssa, não para! - Murmura arfando e eu diminuo o ritmo quase parando - Porra, não provoca!!

Sorrio voltando a pôr tudo que aguento na boca e chupo todo chantilly sujando um pouco o canto dos meus lábios, passo a língua nos mesmos voltando a chupar somente a cabecinha.

- Aly… - Geme meu nome e eu vejo ele fechar os olhos com força, parece que alguém vai gozar…

Continuo a passar a língua mordiscando e sinto suas veias engrossarem, sem prévio aviso, ele goza me obrigando a engolir seu líquido morno.

Dou algumas chapadas e ele suspira passando a mão na testa retirando o suor.

- Você me surpreende a cada dia - Diz ofegante e eu sorrio fazendo biquinho - Agora vem a parte em que você me pede pra parar. - Me gira na cama ficando por cima e morde meu pescoço.

- E se eu não quiser que você pare? - Pergunto e ele ri nasalado se excitando mais uma vez.

Essa ereção está me preocupando, nem na velhice Justin vai ter dificuldades.

- Sabe que está brincando com fogo - Sussurra e eu me arrepio.

- Eu sei lidar com fogo - Mordo seus lábios trazendo sua boca pra mim e ele me penetra com força me fazendo dar um tranco para trás.

Abro mais as pernas e ele praticamente pula em cima de mim entrando e saindo rapidamente me levando à loucura.

Gemo apertando os lençóis e ele segura minha mão ficando totalmente dentro de mim e eu rebolo chocando nossos quadris. Talvez, pela minha sensibilidade, sinto uma sensação de prazer elevada.

- Justin!

- Gostosa… - Sussurra e esbarra os lábios nos meus, o beijo se desmancha por gemidos de ambas as partes. - Porra, Alyssa, rebola pra mim - giramos na cama e eu fico por cima rebolando rapidamente em cima dele. Suas mãos alcançam os meus seios e ele massageia com pudor, mordo os lábios sentindo minha pele grudenta por conta do chantilly que estava na mesma e ele me puxa fazendo nossas respirações se chocaram.

Justin pega impulso e entra com tudo me fazendo gritar ofegante sentindo meu segundo ápice, ele começa a entocar profundamente e eu chego ao orgasmo rapidamente colocando minha cabeça em seu pescoço.

Gememos e ele jorra mais uma vez respirando fundo.

- Caralho - Diz por fim e eu continuo com a cabeça no seu pescoço.

Dou um beijinho ali e procuro seus lábios selando calmamente, ele ri entre o beijo e eu volto a me apoiar em seu pescoço sentindo ele amolecer em mim e sair deixando sua secreção escorrer pela minha virilha.

Sinto um beijo na minha testa e ele me abraça.

- Gostou da nossa comemoração?

- Comemoração? - questiono baixo.

- Amanhã a Emy vem pra casa.

23 de novembro, domingo. 07h

Meu dia começou maravilhoso, ainda mais por saber que hoje eu vou buscar a minha filha! Depois da noitada de ontem, tomamos um bom banho e trocamos a roupa de cama que estava melada de chantilly. Pegamos no sono em seguida e eu acordei disposta e animada. Tomei outro banho e me arrumei.

Como estamos sem empregados - não que eu necessite mais de pessoas cozinhando pra mim - estou fazendo um café reforçado pro meu marido e lógico, pra mim, já que estou comendo igual uma retardada.

Abro a geladeira pegando algumas frutas e coloco em cima da mesa, fiquei aliviada por saber que a dispensa está cheia. Pego ovos e bacon e coloco num prato de porcelana.

Quando penso em chamar Justin, sou surpreendida por ele me agarrando por trás dando um beijo molhado na minha bochecha.

- Bom dia - Digo e fico de frente para ele dando-lhe um selinho.

- Bom dia - Sorri de lado e se senta - Fazia tempo que eu não via você cozinhar - Diz pegando um garfo e começa a comer.

- Pois é - Pego um prato e me sirvo em uma grande proporção - Acordei feliz.

- Que ótimo - olha para o meu prato - lembre de que o prato não é comestível. - Debocha e eu reviro os olhos dando a primeira garfada.

- Que horas vamos buscar nossa filha? - Pergunto e ele sorri.

- Podemos ir depois do almoço,  devemos levar documentos e meu advogado também irá, ele já deu entrada no procedimento do sobrenome, quando chegarmos ela já vai estar à nossa espera, antes temos que conversar com os responsáveis pela guarda temporária, que são os donos da instituição.

- Tudo bem, o que importa é que vamos trazê-la hoje. - Suspiro e ele assente. Começamos a comer em silêncio, o mesmo é quebrado quando eu sinto uma ânsia horrível e corro para o banheiro botando tudo pra fora.

- Não faz isso com a mamãe, meu amor - Digo e dou descarga.

- Tá tudo bem? - Ouço a voz de Justin e lavo a boca, em seguida saio do banheiro.

- Acho que ele está revoltado aqui.

- Finalmente assumiu, ele, ou seja, um menino.

- Não começa - Dou risada - Acho que comi algo estranho e o bebê não gostou.

- Comeu antes de tomar café comigo? - Pergunta e eu assinto - O que comeu?

- Achocolatado - Dou de ombros e ele me olha incrédulo - Que foi? Eu queria comer doce.

- Tem balas e doces na dispensa, era só pegar.

- Mais eu queria achocolatado. - Cruzo os braços - Que chatice.

- Okay, Okay - Faz sinal de redenção - Achocolatado é uma delícia. - Ele ri - Porém,  eu prefiro Chantilly - Sorri malicioso.

- Cala a boquinha, Bieber.

[...]

- Por aqui, por favor - A inspetora do orfanato nos guia pelo extenso corredor, vejo de longe uma mesa cheia de crianças tomando lanche da tarde, algumas saem correndo afobadas para brincar. Seguimos para um corredor com o nome de “Maternidade”.

- Emily está aí? - Pergunto e ela assente sorrindo.

- Está cochilando, normalmente os pequenos trocam o dia pela noite - Ela diz e abre a porta.

O local é enorme, cheio de bercinhos e monitoras, algumas trocam as fraldas dos bebês e outras dão mamadeira. A instituição é enorme e super bem cuidada, é um lugar aconchegante e acolhedor, qualquer criança que vive aqui é bem cuidada, nessa ONG o amor prevalece, é possível ver pela maneira que as inspetoras cuidam dos pequenos e como ela nos tratou, irei doar bastante dinheiro pra cá.

- Olha, Justin! - Aponto para uma menininha morena com lábios rosadinhos que dorme tranquilamente no bercinho.

- Linda - Diz abobalhado.

- Bom… - paramos de andar - Aqui está nossa pequena Emily - Abre o mosquiteiro e eu sorrio largo apertando as mãos de Justin. - Dorminhoca! - Ela exclama e eu sinto lágrimas caírem deliberadamente - Pode pegar sua filha, senhora Bieber. - Da espaço e eu olho para Justin tremendo, ele sorri olhando para a bonequinha de cachinhos finos e loiros, ele olha para cima contendo o choro, Justin está tão emocionado quanto eu.

Levo minha mão direita até os fios de Emily fazendo carinho e ela abre um sorrisinho.

- Ela é perfeita - Digo entre as lágrimas passando a mão em seu macacão rosa claro.

- Um anjinho, só pensa em comer e dormir. - A moça comenta e eu assinto passando as mãos na bochecha redondinha dela.

- Gordinha - Justin diz e eu assinto entorpecida.

Pra ser mãe não precisa ser de sangue, eu consigo amá-la de uma maneira surreal, Emily é minha princesa. Minha filha.

Pego ela no colo com cuidado e ela faz uma carinha fofa abrindo a boquinha.

- Quando ela chegou era bem magrinha e estava com uma gripe muito forte, em poucos cuidados nós conseguimos fazer ela comer, está uma princesinha.

- Olhe - Mostro para Justin que se inclina cheirando os cabelinhos da bebê sorrindo, em seguida ele passa o nariz no dela e beija a testa.

- Nossa filha é linda - Ele diz. - Vem cá, com seu pai lindo - Pega Emily dos meus braços e ela abre os olhinhos deixando o azul dos mesmos iluminar toda a minha visão. - Você é linda, filha. - conversa com ela e ela dá um gritinho fino levando as mãos na boca. - Ela tem seis meses, certo?

- Cinco, senhor Bieber, faz seis dia vinte e nove.

- Oi filha - Ele sorri largo me fazendo chorar ainda mais, eu não imaginei ver essa cena.

Com certeza esse é um dos melhores dias da minha vida. - Olha, aqui está sua mamãe e seu irmão está na barriga dela - Afina a voz e Emily gargalha, em seguida ela me olha e boceja, pego ela no colo e apoio sua cabeça em meu ombro. Justin me abraça com cuidado e beija minha testa.

- Meu sonho se realizou - Diz baixinho e eu selo seus lábios.

- O meu também - Digo segurando Emy com firmeza.

- Aqui está a bolsa com os documentos dela, a troca sobrenomes está em processo, será Emily Smith Bieber, correto?

- Corretíssimo - Digo sorrindo e vamos até a diretoria.

- Senhorita Nicolli, aqui estão os novos pais de Emily.

- Entrem - Nicolli diz e eu sorrio agradecendo sentindo as mãos de Justin na minha cintura. - Como estão?

- Acho que eu não tenho definição para o que eu estou sentindo - Suspiro e Justin faz carinho nas costas da bebê.

- Fico feliz por vocês, bom, vocês são novos e tem uma responsabilidade em mãos, são casados e estabilizados, se amam e então, merecem ter essa criança com vocês. Os documentos serão atualizados em quinze dias, a mãe biológica deixou claro que não pode criar e não quer contato com a pequena, então qualquer intromissão dela será inválida, assinem esses papéis por favor.

Justin assina e eu assino em seguida.

- Meus parabéns, vocês formam uma linda família - Diz por fim - Boa sorte à vocês.

- Obrigada - Me levantei sorrindo e estico as mãos.

- Eu que agradeço - Sorri e Justin retira um cheque do bolso.

- Espero que isso ajude as crianças, a instituição é ótima, esse dinheiro é para ficar melhor ainda, vocês merecem.

- Obrigada, Senhor Bieber - Ela sorri largo com lágrimas nos olhos - As crianças são tudo para nós.

Justin a abraça e eu à abraço pegando a certidão de nascimento da minha bebê. Caminhamos para fora do estabelecimento e o segurança abre a porta para nós, entramos e o carro sai lentamente enquanto eu ajeito Emy no meu colo.

Emily se mexe parcialmente e segura o indicador de Justin.

- Ela se apegou à você, parabéns, papai.

- Essa é a melhor sensação do mundo - ele ri e beija a cabeça da neném - É ainda melhor por eu saber que estou vivendo isso com você.

- Obrigada - Fecho os olhos ao sentir seus lábios macios encostarem nos meus e ele passa a mão que Emy não está segurando na minha barriga dizendo :

- Eu amo vocês.






Notas Finais


Viadagem, viadagem, e mais viadagem. Tô apaixonada na Emy *-*
Comentem, bjinhos


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