História My Boss - Capítulo 51


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Comedia, Drama, Justin Bieber, Romance, Sexo, Suícidio, Tragedia, Violencia
Exibições 352
Palavras 5.473
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Último capítulo. Tô com o cu na mão.

Aproveitem o epílogo, eu amo vocês! Boa leitura.


NOTAS FINAIIIIS

Capítulo 51 - Epílogo


Alyssa p.o.v


Foi difícil eu me acostumar com a claridade, foi mais difícil ainda ouvir todos falando que eu estava morrendo, quando eu achei que não poderia piorar, Justin estava se despedindo de mim autorizando que desligassem meu pulmão de aluguel.

Eu tinha que tentar.

Dizem que quando estamos morrendo, nosso cérebro libera uma camada de endorfina pelo nosso sangue, todos os momentos vem à tona na cabeça, desde as memórias mais antigas até às mais recentes, enquanto por fora eu estava calma, por dentro eu estava  em um conflito interno.

Eu nunca pensei que estar morrendo fosse desesperador, talvez, não seja. Mais eu tenho vínculos que me prendem, eu sou mãe, filha, esposa… eu tinha que parar de tentar acordar só quando Deus me dissesse que acabou.


A sensação de estar morrendo já me atingiu várias vezes, quando eu tinha hábitos suicidas, morrer parecia um alívio. E eu sei por que apenas parecia ser um alívio… Naquela época eu estava quebrada e não enxergava amor de ninguém, pra mim a vida tinha acabado.

A grande diferença foi que aqui agora, eu não poderia me deixar vencer pela morte como eu quis em tantas vezes, aqui eu tenho três crianças e tenho Justin. Deixá-lo seria tão egoísta. Eu o amo tanto que se eu estivesse morta, eu estaria no inferno por ser tão fraca e egoísta. Eu não podia deixar ele, e eu não o fiz, eu lutei comigo mesma, tentei ignorar os fracos batimentos e apenas pedi, implorei pra que eu conseguisse abrir meus olhos.

Deus ouviu minhas preces, eu achei que não fosse digna de tal ato, mais eu consegui me vencer.

Eu estou viva.


- Aly?! - Justin diz parecendo não acreditar - Alyssa… - ele chora coçando os olhos - Você…

- Justin? - sorrio fraco puxando o ar com força - amor… eu te amo. - digo e ele vem até mim me abraçando com força, deixando-me inclinada para ele.

- Você está realmente aqui? - ele pergunta soluçando - você não me deixou? - passa as mãos no meu rosto com dificuldade por conta dos canos no meu nariz - você está se sentindo bem?

- Eu quero ver meus filhos - digo e ele assente secando as lágrimas - Não chora… - peço ainda com a voz fraca e os médicos apenas olham chocados - Você é tudo pra mim, eu nunca vou te deixar, ainda temos um longo caminho juntos.

- Eu não acredito - ele diz passando o nariz no meu - eu tinha perdido as esperanças.

- Eu não - sorrio fraco sentindo seus lábios nos meus, quentes e trêmulos - se acalme.

- Eu estou parecendo um veado, minhas pernas estão moles - ele diz e eu quase consigo gargalhar. - vou avisar à todos que você está bem.


- Senhorita? - o médico chama - como a Senhora acordou sendo que na mesma hora nós desligamos o pulmão artificial?

- Eu não sei - digo deixando uma lágrima cair.

- Sua força é admirável - ele diz e eu assinto ouvindo a porta se abrir com minha mãe entrando igual a um furacão.

- Amor! - ela me abraça e começa a soluçar, eu também ouvi tudo o que ela disse, ela chorou tanto quando eu não estava acordada que eu me remoía por dentro. Ela disse por uma par de vezes que queria estar no meu lugar.

- Filha! - Essa voz do meu pai encheu meu coração, pelo menos assim ele me vê, pelo menos assim Marcos lembra de mim e bom, eu não me importo, eu o amo.

- Ouvi você dizer que não era mais meu super pai - digo baixo enquanto ele me abraça - mentira. - ele ri secando o rosto.


- Vamos transferi-la de quarto, precisamos que vocês saiam. - Uma das enfermeiras diz. Aos poucos meus pais saem e eu sorrio tranquila.


A minha principal motivação para levantar foi ouvir todas as palavras de todos, William, Marcos, Anna, Justin e até Emy… ela me viu quase morta, eu não aguentei. Eu tinha que tentar.

Sabe quando você faz planos para a vida?

Eu fiz os meus quando finalmente eu e Justin nos cansamos, naquela praia, naquele dia, eu ganhei forças pra fazer exatamente tudo  o que eu conseguir alcançar, minha fonte de força sempre vai estar ao meu lado.


Justin Drew Bieber, meu ídolo, meu chefe, meu namorado, meu noivo, meu ex, meu marido, meu. Quem diria que um dia eu passaria por tudo que passei? Quem diria que a vida me tiraria tantas coisas e daria em dobro, triplo?

A metade do meu tempo aqui me fez pensar, meu cérebro não desligou, eu enxerguei o mundo de tantas formas, eu vi minhas superações e eu decidi tentar abrir meus olhos, tentar lutar, e eu consegui.

Eu tenho orgulho de mim por isso.


Já no outro quarto, os médicos disseram que era bom se eu tomasse soro, já que eu estou fraca, eles me deram um calmante - por prevenção de depressão pós parto -, e nada de Justin com as minhas crianças. Eu mal os vi. Nesse meio de tempo, os médicos me higienizaram e tiraram as sondas de mim - foi horrível -, depois eu fiquei cerca de cinquenta minutos fazendo exames. O doutor me avaliou e disse que eu tenho mais uma semana nesse hospital, o que me deixou de fato triste, eu só quero a minha casa e a minha família.


- mamamamã! - Eu conheço essa voz melhor do que qualquer coisa - Mamamã!!

- Fala baixo tagarela, vai acordar seus irmãos - William diz entrando com Emy no colo e Justin atrás, com os gêmeos.


Meu olhar se iluminou e Emy fez bico querendo vir no meu colo, minha princesa está tão gordinha! Eu fiz questão de reparar no macacão roxo, na tiara roxa, sapatinhos roxos, e até o casaquinho.

Já sei quem a arrumou, Justin não tem jeito.


Emy vem no meu colo e eu a seguro pelas costas com firmeza.


- Senti saudades - digo e ela deita no meu pescoço ficando quietinha apoiando a mão no meu peito.

- Pelo jeito ela também - William diz secando os olhos e eu sinto uma lágrima escorrer.

- Então esses são os meus meninos - digo e Justin sorri assentindo me mostrando eles. Com toda certeza do mundo, está é a melhor sensação de todas. - Nossos filhos fazem aniversário  todos juntos! - digo e ele ri.

- Eu não consigo acreditar que você está aqui - Justin diz e eu mordo os lábios reprimindo o choro.

- Me desculpa - digo e ele se senta na beirada da cama.

- Eu te amo tanto - ele diz - olha pra gente - ele sinaliza e Will sai do quarto discretamente - Eu pensei que não íamos ter esse momento.

- Eu ainda vou ficar com você por muito tempo - digo e ele assente.

- Depois de tudo eu mereço um boquete - ele diz e eu gargalho.

- Você não presta. - digo.

- E você me ama exatamente assim. - ele ri - esse é o Tierry - ele mostra um dos bebês - Esse é o Lucca. - sorrio levando as mãos até eles e faço carinho sentindo a respiração fraca e tranquila da Emy no meu pescoço, ela dormiu.

- Eles são a sua cara - digo - O cabelo, a boca, o nariz…

- Eu achei parecido com você -  Ele diz - Os olhos.

- São verde? - pergunto e ele assente - Que lindos - sorrio e ele me acompanha me olhando fixamente.

- Seus seios estão gigantes.

- Tem leite aqui - digo e ele ri.

- Pra duas crianças - rimos  e ele morde os lábios - e eles vão ter que dividir com o paizão aqui.

- Você não existe. - falo.

- Isso prova? - ele sela meus lábios e eu assinto sorrindo - está realmente se sentindo bem?

- Apenas com dor de cabeça e um pouco de enjoo.

- Certo - ele diz beijando a bochecha do Lucca, ou Tierry, é meio difícil diferenciar.

- Este é o…? - pergunto.

- Tierry - ele diz e eu dou risada.

- Certo - acaricio os fios de Emy - Olha aqui - digo e ele me olha. - onde quer que eu estivesse eu também iria te amar… - Ele assente sorrindo e eu vejo seus olhos cheios de lágrimas, Justin aguentou uma barra nesses dias, eu imagino que ele devia estar arrasado. - Eu amo você - disse e seus lábios encontraram os meus.


[...]



Um mês depois


- Ah… eles são tão lindos - Jazzy diz passando as mão nos gêmeos enquanto Justin tenta fazer Emily parar de correr - Posso dar beijinho neles, tia Aly? - ela pergunta.

- Claro, meu amor - digo e ela beija os pequenos. - Eles são pequenos - Jaxon diz e eu assinto passando as mãos em seu cabelo loiro, não interessa o que Justin faça no cabelo, Jaxon faz, agora os irmãos Bieber estão loiros.

- Mamãe!!!! - Emy grita e eu me assusto correndo pra fora do quarto vendo ela em cima de Justin - que está jogado no chão - pulando em cima dele.

- Mamamaãeee!!

- Que foi? - suspiro rindo de lado e Emy começa a resmungar e gritar - Não grita, vai acordar os bebês.

- É? - ela pergunta, agora tudo dela é “ É?, Tá” e uns gritinhos.

- É - digo e Justin me olha ofegante, não sei quem é a criança.

- Emy me deu um golpe de karatê - Justin diz e Emy cai na gargalhada pulando em cima dele - Ah não princesinha, meu saco - Justin faz cara de dor e eu dou de ombros rindo entrando no quarto vendo os bebês acordados e prontos para chorar.

Fome.

- Crianças, avisem para as pessoas que vieram ver os gêmeos que eu vou amamentar eles e depois eu desço, certo?

Eles assentem e saem correndo, pego um em cada braço e me sento na poltrona.

Amamentar é uma coisa incrível, por vezes dói, mais é incrível.

Os bebês começam a mamar e eu sorrio, pra falar a verdade eu achei que depois de dois filhos meus seios iam ficar nos joelhos, porém eu fui instruída pelas médicas em como amamentar corretamente. Minha barriga não está nem um pouco grande, parece que eu não tive filhos, o parto normal tem lá as suas vantagens, eu ganhei um pouco mais de cintura, eu achei que ia ficar ridículo mais Justin adorou. Então se eu estou o agradando, eu estou me agradando também.


- Ela dormiu - Justin diz com Emy no colo - eu cansei ela bastante.

- Ela passou o dia pulando pra lá e pra cá - dou risada - tem muita gente lá em baixo?

- Só nossos pais, Will foi pra casa, suas amigas disseram que vem na próxima semana.

- Certo - termino de amamentar os bebês e levo eles aos berços beijando a cabeça de ambos. - foi um longo dia, vocês passaram de mão em mão - ajeito minha regata e eles se espreguiçam ao mesmo tempo fechando os olhos.

Faço carinho em ambos e sinto uma mão na minha cintura apertando com calma, inclino a cabeça para trás sentindo meu corpo se arrepiar.

- Espera aí gatão - digo rindo - vamos lá avisar seus pais e os meus que os gêmeos se entregaram ao sono profundo.

- Vamos logo então - ele diz mordendo a minha orelha - vamos que eu estou louco pra te ir pra cama com você.


Desde o nascimento dos gêmeos, eu não poderia ter relações por duas semanas e meia, tempo suficiente pra Justin entrar em pânico. Não nego que eu também quero um bom sexo.


Descemos até a sala principal e Pattie me olha fazendo bico segurando a mão de Ronald.

- Seus netinhos caíram no sono - digo e ela assente.

- Eu já estava de saída, amanhã eu volto, pode ser?

- Claro - Digo e ela me abraça e em seguida se despede do meu marido.

- Vou indo também - Anna diz e eu assinto sorrindo dando-lhe um abraço - eles são lindos.

- Obrigada por tudo mãe - digo - tudo mesmo, eu te amo -nos abraçamos.

- Eu também te amo. - ela sai dali após falar com Justin.

- Até mais - Marcos diz e eu sorrio o abraçando - te amo.

- Também te amo. - digo.


Justin se despede de Jeremy e das crianças, em seguida ele os acompanha até a porta e fecha em seguida, me olhando fixamente, desço o olhar para o meio de suas pernas e nossa…


Justin avança contra mim me pegando no colo e me prensa na parede atacando meus lábios, sorrio entre o beijo buscando seus lábios com mais precisão, ele coloca as mãos por dentro da minha regata apertando minha cintura, esfregando sua ereção contra mim.

Com a minha mão livre - já que com a direita eu estou arranhando sua nuca - eu puxo sua camiseta pra fora do seu corpo deixando seu tórax quente me tocar.

- Tão linda - diz e eu sorrio, há essa altura minha calcinha está em um estado deplorável. - Minha… - ele diz e retira minha regata deixando meu sutiã exposto começando e lamber meus seios com cuidado. - Gost….


- Senhora Bieber eu já…  - Clara sai da cozinha e arregala os olhos - Ah Meu Deus, me desculpa! - ela diz se virando e Justin me solta parando na minha frente.


- C-clara? - eu digo sem graça - Oi… é…pode falar.

- Eu já estou indo - ela diz rápido e eu assinto coçando a cabeça.

- Tenha uma boa noite - digo e ela sorri toda vermelha.

- A senhorita também - Clara sai dali voando e Justin me olha rindo me fazendo rir, logo estamos gargalhando na sala.

- Você é besta, nem viu se tinha alguém.

Ele dá de ombros e eu o encaro mordendo os lábios o chamando com meu indicador e subo correndo as escadas entrando no nosso quarto, pulando na cama com ele atrás.

- Eu sei que já está pronta pra mim, sem preliminar - ele diz arrancando a roupa e eu faço o mesmo. - Eu quero tanto seu corpo, baby - ele caminha até a cama ficando por cima de mim, eu até iria sugerir uma camisinha, porém eu estou tomando pílulas e o caralho à quatro.

- Você tem meu corpo ao seu dispor, ba-by - silabei a última palavra de forma sexy vendo ele morder os lábios.

Sem aviso, os lábios finos e quentes começaram a passar com calma nos meus seios, eu estava me contorcendo, louca pra poder sentir seu pau em mim, sem essa de cuidado. Eu quero que ele me foda com força.

Justin se ajoelha e dedilha meu clitóris rapidamente, em seguida, ele pincela seu pênis diversamente sobre minha intimidade me penetrando com lentidão.


Por Deus! Eu estou incontrolável.


- Justin… - Gemo no seu ouvido e ele morde meu pescoço se enterrando em mim. - Oh, isso!

Com suas mãos, ele tratou de explorar meu corpo enquanto aumentava o ritmo, fui obrigada a rebolar chocando nossos quadris buscando por mais. Justin é bom em tudo.


- Isso gostosa - ele diz quase em um burburinho fechando os olhos - Ah, você é tão perfeita. - ele diz e eu fecho os olhos ao sentir seus dentes beliscarem a minha orelha.

- Mais forte - eu peço e ele começa a aumentar o ritmo fazendo nossos corpos estalarem e o suor se formar em sua testa. Entrelaço minhas pernas em volta de sua cintura mantendo todo o contado possível, meus seios se apertam ao seu me dando mais prazer ainda, já havia um bom tempo que nós não estávamos fazendo desta maneira.

Libertei os lençóis das minhas unhas impiedosas e arranhei suas costas gritando de prazer. Com a mão direita eu apalpei sua bunda e ele riu fraco no meu nariz me fazendo rir entre os gemidos.

- Rebola bem gostoso pra mim - ele pede e eu assinto ficando por cima, desfaço o contato ficando sobre ele sentando devagar, rebolando em sua glande. - Você é tão boa nisso - ele murmura segurando minha bunda e eu sorrio maliciosa descendo e subindo deixando meu clitóris pressionado em seu instrumento.

Procuro seus lábios e mordo os mesmos, Justin pede passagem de língua e eu permito gemendo entre o beijo enquanto ele apalpa a minha bunda com força me deixando ainda mais enérgica. Volto a “cavalgar” apoiando em seu peito, ele aperta a minha cintura  fazendo que eu me afunde mais sobre ele, ambos gememos alto, sem papas na língua para conter a voz, nós estávamos loucos por isso.

- Porra! - ele murmura - Caralho, assim, Aly… - ele aprova meu ato e eu rebolo fundo jogando a cabeça pra trás, sentindo os famosos espasmos no corpo, junto com o nó delicioso no meu ventre.

- Eu… - mordo os lábios pegando mais impulso com a perna trêmula - eu… Justin - mordo os lábios sentindo meu ventre se contrair, seu pau engrossa e eu reviro os olhos de tanto prazer.

- Goza pra mim - ele diz e eu começo a fazer movimentos alternados sentindo minha intimidade prender seu pau, com um gemido involuntário ele gozou comigo gozando em seguida, saindo de órbita por segundos.


Aos poucos eu saio de cima dele caindo ao lado, puxando o ar com certo desespero.


Deus, esse homem me mata.


- Você foi maravilhosa - ele diz e beija minha testa me fazendo rir - foi perfeita.

- Você estava ótimo - digo o abraçando - agora eu quero dormir, não estou aguentando.

- Eu te cansei, gatinha? -

- Sim, gatinho. - mordo os lábios e me aconchego em seu peito.


Fecho os olhos sorrindo tranquilamente e ele suspira pronto pra dormir.


Ou não.


- Mamamamamããeee!! - Emy grita e logo eu ouço os gêmeos berrarem.

- Vamos, super-pai - digo e ele ri se levantando - vamos lá.



[...]



Seis meses depois, Stratford, Canadá.



- Vovó? - Justin chama batendo na porta, é a primeira vez que eu venho para Stratford e que vou ver seus avós. Diane e Michael Malette.

- Oh Meu Deus, Justin?! - Uma senhora muito bonita abre a porta com as mãos sobre a boca nos olhando, olhando principalmente para as crianças, Emy que está de mãos dada comigo e os gêmeos no colo de Justin - Meu amor, eu estava com tantas saudades!

- Eu também! - ele ri - nós vimos quando estava com vinte, bom eu estou com vinte e quatro e essa é a minha família. - ele me olha.

- Alyssa - ela sorri largo me fazendo sorrir - eu ouvi falar de você, muito mesmo, uma pena que eu não fui pra Seattle, não sou muito de sair.

- Justin me disse que você é incrível - elogio e ela ri.

- Entrem, por favor - ela diz e nós entramos.

- Bom, vovó - Justin diz - Esse é o Tierry - ele beija a bochecha de um dos meus príncipes, que está com uma linda roupa de inverno cinza - e esse o Lucca - beija a bochecha do meu outro Príncipe que está com uma roupa parecida, só que vermelha. - e essa é a minha princesa, Emy - ele diz e ela se encolhe atrás de mim toda acanhada.

- Hey, não precisa ter vergonha - eu pego ela no colo - é a sua bisavó.

- É? - ela pergunta e Diane assente pegando ela no colo.

- É uma linda família - ela diz - sentem-se, seu avô chega em duas horas, ele foi pescar, como sempre.

- Tudo bem - nos sentamos, a simplicidade da casa é aconchegante, Justin disse que quando morava aqui era a melhor época da vida dele. - E então, como andam as coisas? - Justin pergunta ajeitando os garotos em seu colo, eles estão com sete meses, tem um pouco de equilíbrio mais todo o cuidado é pouco.

- Ótimas, e adivinha, eu estava fazendo o seu bolo favorito! - ela diz e Justin sorri, é um belo vínculo, não imaginei que o amor de Justin por essa cidade fosse tão grande - enquanto isso, você pode colocar seus bebês para dormir no quarto de hóspedes, acho que ela está cansadinha - Diane olha pra Emy que está bocejando, ela é enérgica e ficou pulando a viagem inteira.

- Parece que esses dois estão derrubadinhos também - Justin diz - Vem, depois eu pego as malas no carro - nos levantamos indo até uma escadaria, ajeito Emy no colo e nós subimos, Justin entra num corredor e abre uma porta, colocamos às crianças lá e ficamos um tempo abraçados.

- Gostou? - ele pergunta.

- Amei, e você está tão feliz - selo seus lábios - é lindo ver você com esse brilho nos olhos - digo e ele assente me apertando.

- Eu amo esse lugar - ele diz - é um lado meu que eu nunca vou ocultar.

- Fico feliz por isso - saímos do quarto e ele segura as minhas mãos indo até uma porta azul toda rabiscada, com desenhos e fotos. - Seu quarto?

- Sim - ele abre e nós entramos.


Nossa. Nossa. Isso é lindo.


A parede é cheia de grafites e fotos de Justin com os amigos grudadas, no canto tem uma bateria infantil, ao lado tem um violão e um espelho, em uma prateleira tem um casaco roxo e eu pego o mesmo. Eu me lembro dele em shows com esse casaco.

- Usher me abraçou quando eu usei ele - ele ri e eu gargalho - eu achei o máximo e guardei.

- Que demais - sorrio e abro o guarda-roupa vendo apenas algumas blusas de frio, uma cinza clara, pego a mesma cheirando e ele ri.

- Sempre cheirando as minhas blusas, não é?

- Eu tenho esse direito - coloco no lugar - você é lindo, por dentro e por fora, eu me orgulho de você. - digo e ele me puxa para um beijo doce e demorado.

- Eu amo você - diz e eu o abraço.




Naquele dia, nós almoçamos todos juntos, Emy se apegou à sua bisavó, os meus garotos ficaram brincando com algumas coisas de Justin, nós fomos até o Avon Teather, eu chorei quando vi a gravura onde meu marido ficava sentado. Conheci o avô de Justin e posso dizer que ele é incrível, nós compramos alguns brinquedos e fizemos amor no antigo quarto dele, foi de fato engraçado, cama pequena, sem poder fazer barulho pra não acordar a casa inteira.


Passamos duas semanas maravilhosas lá, Justin estava tão feliz e realizado que eu mal o reconhecia, ele tem uma simplicidade em si que me encantou, eu conheci meu marido ainda mais, eu me apaixonei ainda mais. As pessoas da vizinhança ficavam conversando com ele numa normalidade sem fim, disseram que ele sempre foi uma pessoa maravilhosa, que nunca abandonou suas raízes, eu fiquei maravilhada com aquilo. Eu me apaixonei pela melhor pessoa de todo o mundo.


[...]


Três anos depois. Seattle.



- Emy! - Chamo minha princesa que agora está com quatro anos de idade e pura euforia vendo ela sair do quarto arrumando o lindo vestido de seda branco - igual o meu - com pequenas sapatilhas e o cabelo em um coque, ela quis ficar parecida comigo, até saltos ela queria colocar, sem contar que queria pintar o cabelo igual o meu, que agora está preto mais uma vez.

- Oi mamãe, eu tô munita? - pergunta eu assinto sorrindo.

- Não mais bonita que seu super pai gatão! - Justin sai do quarto dos gêmeos de mão dada com eles, meu marido está uma perdição, ele não abandonou o loiro de seus fios e eu o obriguei a fazer o coque masculino, seu corpo está coberto por um smoking branco e uma calça jeans preta colada. Nada mal.

Meus pequenos estão com a roupa idêntica à do pai, até o tênis é igual.

- Como vocês estão lindos - digo e eles me abraçam recebendo um empurrão da Emy - Não pode mocinha - digo e ela faz bico.

- Mais você é minha mãe - ela se emburra e Justin pega ela no colo.

- Mamãe - Tierry me chama - colo mamãe, colo!

- Eu tamem mamãe, colo! - é a vez do Lucca pedir, segurar dois homenzinhos de três anos não é fácil.

- Que tal vocês me darem as mãos? - pergunto e eles assentem.

- Está ansiosa? - Justin pergunta e eu sinto meu coração dar cambalhotas.

- Muito - mordo meu lábio inferior.

- Você escreveu um discurso? - ele pergunta e nós saímos de casa indo para a garagem.

- Não - abro a porta colocando as crianças nas cadeirinhas e passo o cinto fechando a porta, entrando no carro vendo Justin no volante.

- E o que vai dizer?

- Muitas coisas - suspiro passando a mão no meu cabelo olhando no espelho, o coque está realmente muito bonito - sou uma mulher de vinte e seis anos, tenho algo em mente.

- É uma mulher de vinte e seis anos, indo lançar um livro. - ele ri.

- Um livro - eu suspiro - quem diria.

- Sua história vai ajudar na superação de outras pessoas - ele apoia a mão na minha coxa.

- Tila, papai, tila a mão da mamãe! - Emy reclama.

- Ela é minha mulher - Justin diz imitando sua voz - para com esse ciúmes.

- Você é mulher dele, mamãe? - Emy pergunta emburrada.

- Eu sou - confirmo e ela faz bico - e eu sou mamãe de vocês três, então você tem que me dividir.

- Não tenho não - ela se cala em seguida cruzando os braços.

- Que feia, desse jeito não vai ganhar mais nada - digo e os meninos dão risada. - e vocês não debochem da sua irmã.

Eles assentem rindo e Justin sorri pra mim me beijando rapidamente.

- EECAAA! - Um coro de vozes fofas reclama e nós rimos.

- Voltando ao assunto, eu estou muito nervosa, lançar um livro daquele contexto é difícil.

- Mais a editora aprovou - ele sorri - então não é tão difícil e é uma honra saber que as dedicações são pra mim.

- É uma honra ter seu apoio.


Seguimos cantando algumas músicas até a entrada do Madson Square Garden. Eu também me assustei quando vi que a procura pelo “Ponto e Vírgula” - meu livro - estava tão alta, cerca de vinte e sete mil pessoas vieram ver a estréia.

Nesses últimos anos eu me dediquei à escrita, Justin me incentivou a fazer algo mais para ajudar as pessoas, ele disse que eu escrevo bem então, por que não?


O Ponto e Vírgula, é basicamente as fases difíceis da minha vida, nessas fases eu mostro o que podemos fazer para superar, como superar.


Com nossa família escoltada por seguranças, nós descemos do carro todos juntos e mãos dadas posando para os flashes, os gêmeos se acanharam, Emy se soltou e até fez pose. Seguimos até o camarim por alguns minutos e algumas pessoas gritavam o meu nome. Eu sorri para elas e joguei beijos.


Já no camarim, eu encontrei William, Keila e Chris, Kevelyn e Alexander, Chaz com uma amiga, meus pais, os pais de Justin, Nolan, Madson e o Harry, Zayn - Justin surtou internamente - e mais alguns amigos e familiares.


- Estou tão nervosa - digo para Will que me abraça e volta a segurar a mão de seu namorado - Nossa, é muita gente - Bebi um pouco de água e respirei fundo.

- Senhora Bieber? - Um dos funcionários me chama -  a senhora entra em cinco minutos. - assinto e Justin me puxa para um beijo molhado (provocando Zayn, com certeza) e me abraça beijando a minha testa.

- Você vai arrasar, eu te amo.

- Obrigada - digo - Também amo você - o abraço e ele passa as mãos nas minhas costas.


Respirei fundo e bebi mais água deixando beijos em meus filhos, Emy quis vir comigo mais quando viu que a querida bisavó e o bisavô,  ela me largou toda eufórica.


- Pode ir, senhora- o mesmo rapaz diz e eu saio dali indo até o palco, respirando fundo.


Subo as escadas vendo minha família se sentar bem na frente, o local é propício para shows, mais em eventos de grandes proporções, eles armam outras coisas com cenários diferentes.


Uma chuva de aplausos tomou conta do lugar, e com o microfone em mãos eu dei um sorriso e respirei fundo tremendo.


- Olá - digo mordendo os lábios - Nossa é muita gente - suspiro - eu estou nervosa - ando pelo palco - Eu quero agradecer antes de tudo pela força que meu marido me deu, pelo incentivo da minha família e dos meus fãs, obrigada. - Digo e eles gritam -  Ponto e Vírgula, alguém aqui sabe dizer por que Ponto e Vírgula?

Em meio aos gritos eu ouvi uma moça dizer :

- Por mais que pareça acabar, tem continuação.

- Uma bela frase - elogio - O livro não é um guia de autoajuda, o livro é um guia de superação, nele eu quero mostrar à vocês que por mais que tudo possa estar desabando, acreditar que tudo vai entrar nos eixos é a melhor saída - faço uma pausa - Por vezes, eu pensei que não tinha mais escolhas para mim, sabe quando você se sente sufocado? Buscando uma saída para os problemas? - olho para William - Nós temos amigos leais para isso, nós temos com quem contar, e se não temos ninguém, nós temos que buscar nosso propósito - digo rindo - acho que vocês já sacaram de onde eu tirei “ Propósito” - vejo Justin sorrir - Teve momentos na minha vida, que tudo desabou, eu não tinha estruturas pra continuar… eu pensei que suicídio era a melhor saída! E não, pessoal, eu sempre tive a melhor saída lutando comigo e lutando por mim. Por vezes o amor foi esquecido, mais eu tinha, e sempre tive um suporte e um ponto seguro, uma âncora - suspiro - Se eu tivesse acabado comigo, eu não teria uma família linda, eu não teria nada do que tenho hoje, e hoje eu sou feliz, realizada. Se eu que estava no fundo do poço, consegui achar meu objetivo, por que vocês não conseguiriam? - Pergunto retoricamente - Nós temos capacidade de nos levantar, de amar, de vencer e tudo isso pode estar visível e nós tornamos invisíveis - Fiz uma longa pausa - o meu amor, a minha chance de me levantar sempre esteve comigo, sempre e eu não queria ver, e quando eu vi, eu estava casando com meu chefe - Sinto uma lágrima escorrer - meu primeiro chefe, meu ídolo. - Vejo Justin secar o rosto - Toda nossa vida nós pretendemos algo grande, e por vezes nós nos afundamos e esquecemos que algo grande é pouco, que nós podemos ter algo maior! - Recebi aplausos - O nosso propósito não está longe se nós acreditarmos que vamos superar tudo. O seu propósito - aponto para um rapaz - pode estar ao seu lado tentando tirar uma foto sua - todos dão risada e a moça que estava tentando tirar a foto sorri sem graça recebendo um beijo na bochecha do rapaz. - O propósito de vocês podem estar dentro da mente - suspiro -  o meu propósito está sentando com nossos três filhos no colo. Eu amo vocês - joguei um beijo em direção a minha linda família - Obrigada por me fazer feliz, meu anjo.


Aquela foi a minha deixa do palco, eu desci sorrindo vendo meus livros sendo distribuídos pela multidão, em direção à Justin eu andei determinada, eu sabia que ele estava orgulhoso de mim, aquilo me fez feliz. Mais feliz.


- Você foi ótima - ele diz e eu agradeço sorrindo e abraçando as crianças - você foi maravilhosa.

- Graças à você - digo e nós nos abraçamos. - Obrigada.

- Seu  ídolo a seu dispor. - ele ri - Seu ídolo, seu marido, seu amor, ao seu dispor.

- Faltou só uma coisa. - Digo e ele cruza o cenho - sua Princesa também está ao seu dispor! 

- Eu te amo - ele diz. 

-  Eu sei disso, tenho sorte, não é, Anjo? 


Notas Finais


Acabou, que dor. Que dor. Que dor. Que dor do cacete.

Bom, eu vou postar os agradecimentos e o Q&A, se quiserem deixar perguntas já está pronto, eu posso acrescentar! Ainda hj eu posto o Q&A e os agradecimentos.
Até daqui a pouco
》CRIMINAL : https://spiritfanfics.com/historia/sweet-revenge-6434328

》THE TOURIST GUIDE : https://spiritfanfics.com/historia/the-tourist-guide-7186132


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...