História My Boys! - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Josh Devine, One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Josh Devine, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Josh Devine, Larry, Larry Stylinson, Liam Payne, Lilo, Lirry, Louis Tomlinson, Narry, Niall Horan, Niam, Nosh, Nouis, Zarry, Zayn Malik, Ziall, Ziam, Ziam Mayne, Zianourry, Zosh, Zouis
Exibições 377
Palavras 9.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


chegeuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii e tenho uma proposta...

Eu estou com celular agora (a Sarah agradece), e por eu ter um, eu pensei em fazer um grupo no app verde de mensagem. É só uma ideia, mas se quiserem, me mandem mensagem por aqui com o número de vocês e eu verei se faço... Se surgirem ao menos dez, eu faço se não, os que mandarem eu mando mensagens e a gente conversa... :)

É isso... E contagem regressiva (contando).....

Capítulo 17 - ... Je t'aime...


Fanfic / Fanfiction My Boys! - Capítulo 17 - ... Je t'aime...

 

Casa de Anne.

10hrs17

Niall ainda estava dormindo em sua grande cama, estava agarrado a um travesseiro que era para ser Louis, mas não era. Era mesmo para Louis ainda estar lá, já que mesmo tendo fome e estando apertado para ir ao banheiro, ele não levantava da cama antes de Niall acordar e sussurrar um bom dia com direito a beijinho na bochecha. O fato daquele dia foi que ele já acordado escutou uma movimentação na casa, e sabendo do que se tratava teve que sair do lugar mais confortável do mundo e ir fingir ter dormido em seu quarto, ele bagunçava a cama todas as noites antes de ir para o quarto do seu loiro, e de manhã só era descer com ele e pronto, todos acreditavam que eles dormiam em quartos separados, e ele não poderia deixar Anne desconfiar de algo.

E foi como ele pensou, Anne tinha chego de mais uma de suas viagens, Louis ficou feliz e triste ao mesmo tempo: feliz porque gostava de Anne como se fosse uma segunda mãe, e triste por ela ter chego e seu plano “extremamente errado” ter que ser adiado para outro dia.

- Oi, amor – ele a viu quando chegou à cozinha, estava elegante como sempre, sentada na cabeceira da mesa tomando seu café. Louis sorriu, Louise não.

- Oi Anne – ele caminhou até a mulher e aceitou de bom grado o carinho que ela o deu, depois o abraçou e deu um beijo em sua bochecha.

- Está lindo, está comendo bem? Como vai à escola? Fez amigos? – Anne soube pelo próprio garoto que não tinha ainda nenhum amigo na escola, logo na primeira semana de aula, então estava preocupada com isso, estava até pensando em pedir para Kathy falar como o menino, descobrir – além de tudo que já sabia – o que o impedia de ser tão retraído.

- Merci – ele sentou na cadeira ao lado da mulher e timidamente como tudo o que fazia, começou a se servir – E sim, Kathy acha que eu tenho fome de meia em meia hora, ela me faz levar um monte de lanchinhos de frutas e sanduíches para a escola, e quando eu chego aqui ela quer me fazer comer tudo o que fez – Anne sorriu.

- É sinal que ela gosta de você – ela bebericou um pouco de seu café – Espero que você saiba que isso tudo é para te deixar bem, Louis, que nos preocupamos com você – nisso ela tinha razão, elas eram mesmo preocupadas consigo, tanto que Anne o deu um celular e ligava todos os dias, assim como para Niall.

- Eu gosto, mas é que eu estava tão acostumado a não receber esse tipo de tratamento – todas as vezes que aquele assunto começava, Anne ficava tensa, ainda não acreditava que seu ex-marido, com quem teve um filho, foi capaz de fazer aquilo com Louis, um menino tão puro, mentiria se não admitisse ter imaginado Harry no lugar do menino, seria horrível. E Louis não tinha mais receio em falar daquilo, sabia separar passado do presente e seu presente estava ali naquela casa, morando com Niall e Anne. Sabia que aquilo não poderia voltar, estava bem, e só algumas poucas coisas o abalavam se tratando daquilo.

- Espero que se acostume, porque você será tratado assim sempre – Louis sorriu a mulher – Mas e amigos? Namorada? – Anne não era burra – ao menos pensava que não -, via que Louis parecia não gostar de meninas, mas não tinha certeza, então fingia não ver para não tirar conclusões precipitadas e soltar um “você gosta de meninos?” e acabar o ofendendo se ele gostar de garotas, ela pensava que um homossexual aceitava melhor o fato de ser perguntado se gostava de meninas do que um heterossexual ser perguntado se gostava de homens. Louis só coçou a cabeça e agiu naturalmente.

- Digamos que amigos não, mas colegas de classe, sabe? Para fazer trabalhos, essas coisas – ela tomou um pouco de seu chá com leite e olhou para Anne que o olhava encostada completamente no encosto da cadeira – E eu não quero pensar nisso agora, quero focar nos estudos – aquilo era um bom argumento para fugir do tema “namorada”, afinal, se dissesse que gosta de garotos, ela iria tentar o afastar de Niall, e Louis preferia morrer a ter que dormir uma noite sem Niall ao seu lado.

- Que bom. E Niall, tem sido um bom companheiro esses dias?

- Humrum – ele poderia sim, responder com mais, mas falar em Niall significava corar para Louis, e falar de Niall na frente de Anne e corar, era como escrever em sua testa que eles tinham algo – ao menos ele pensava assim.

- Eu sinto muito não poder ficar em casa, e...

- Anne – ela sorriu com o menino chamando seu nome tão calmo e compreensivo, além de tudo, ela achava lindo o jeito que Louis chamava seu nome. Era impossível não sorrir com Louis ao seu lado – Eu entendo, juro, eu não reclamo, você me ajudou mesmo não me conhecendo, você sabe de tudo o que acontecia naquela casa e mesmo assim continua comigo aqui, se tem uma pessoa que pode reclamar de algo é você – ela se impressionava como Louis, aquele pequeno ser, conseguia ser tão compreensivo, tão ciente de tudo.

- Você é um anjo, Lou – Louis tentou, mas acabou abaixando o rosto e deixando a franja cair sobre os olhos na tentativa de esconder o rubor – Não fique com vergonha querido, não precisa – era difícil, aquilo já fazia parte de Louis, e se algum dia ele perdesse aquela mania de corar, muita gente – Niall Edward Horan – iria querer ver um fantasma em sua frente a ter que ver Louis sem corar.

- Não consigo – ele sussurrou e ela sentiu o coração soltar com tanta paixão que tinha por Louis, era como se ele tivesse saído de seu ventre, se ela tivesse o carregado nove meses. Anne amava Louis como um de seus dois filhos, nem mais nem menos, igualmente.

- Estou brincando meu amor, pode ficar envergonhado o quanto quiser – ele sorriu baixinho a fazendo ficar ainda mais boba por sua fofura. Louis era adorável – Agora eu preciso falar algo importante com você, eu pedi para Niall falar, mas ele está muito esquecido ultimamente, mas vamos primeiro tomar café.

Louis ficou curioso, mas faltava coragem para perguntar para Anne o que era, ou pedir para que ela falasse enquanto comiam, ele nem se importaria se ela falasse de boca cheia, ele jurava que não. Mas como não tinha coragem, ele começou a tomar seu café da manhã. As possibilidades do que podia ser esse assunto estouravam feito milho de pipoca em sua cabeça, iam desde notas da escola, a alguém da reitoria da escola ter os vistos na escola e terem falado para Anne. Louis era muito inocente para pensar que aquilo era quase impossível, mas deem um desconto, ele nunca teve um “relacionamento” com ninguém, então tudo que alguém iria querer falar consigo, ele pensava que era algo relacionado à sua relação escondida com Niall, que tinham descoberto, que tinha visto, que Anne sabia, que alguma empregada sabia.

Anne também poderia falar durante o café, sabia disso, mas estava buscando coragem para dizer a Louis que ele tinha um irmão. Imagina o choque do garoto? Ela não tinha contato antes por não ter tempo, tinha pedido para Niall contar, mas o garoto dizia que esquecia, ou dizia que não era o momento, ela também pensava assim, mas naquela enrolação, já tinham se passado quase dois meses e nada de Louis saber, e quanto mais tempo passasse, mais difícil para ela e para Louis. Iria dizer da maneira mais calma que conseguiu imaginar, da maneira mais leve, usando as palavras mais simples e seu tom de voz mais materno, que Louis tinha um irmão mais velho. Esperava receber uma reação boa do menino, assim seus planos de colocá-los frente a frente no final de semana em um jantar familiar iria se concretizar, quer dizer, dependia de Harry aceitar e pelo tempo que ela tentava falar com o filho e não conseguia, ela já estava até temendo ele não aceitar. O importante era Louis não sair chorando e gritando pela casa, o resto ela conseguiria dar um jeito.

Ela viu que o menino tinha acabado seu chá com torradas e a olhava, os cabelos ainda caiam sobre os olhos deixando apenas pouquíssimo do azul que não decidia que azul ser, ser visto. Ela tomou o restante do café inteiro e deixou a xícara sobre a mesa. Levantou e fez um sinal com a cabeça para ela a seguir, Louis levantou e seguiu a mulher que ia em direção ao escritório, ele não gostava de escritórios por ver que em filmes, as pessoas davam notícias ruins dentro desses lugares. Anne tinha descoberto o algo dele e de Niall, só poderia ser, ela iria colocá-lo para fora e ele iria ter que virar mendigo quando não estivesse tentando não morrer de frio.

- Louis, você está bem? Está pálido – a mulher notou a brusca mudança de cor do menino, até pensou que algo tinha o feito mal, mas ligou os pontos e viu que ele estava nervoso sobre o algo a se falar – Oh querido, não é nada de grave, só quero que seja um assunto entre eu e você – ela acariciou seu ombro e depois passou a mão por seus sedosos cabelos, ele não se acalmou nadinha, ficou ainda mais nervoso. Ela abriu a porta do escritório e entrou sendo seguida por Louis que sentia as pernas tremerem. Ela sentou na grande cadeira e ele na cadeira na frente da mesa. Alguns segundos de silêncio e ela pigarreou – O que você sabe sobre meu passado com seu... Pai? - Louis ainda considerava aquele homem seu pai? Anne não sabia, mas como Louis era Louis, ela acreditava que sim.

- Que Vocês foram casados – e era realmente só aquilo que ele sabia.

- Certo, apenas isso?

- Oui – Louis achou que naquele momento o certo a se fazer era olhar para Anne, então ele ajeitou a franja do seu jeito característico, apenas com a mão inversa ao lado que ele jogava a franja com apenas dois dedos.

- Okay – era agora – Você já deve ter escutado, ou até Niall tenha lhe falado que mora mais alguém aqui, fora eu, ele e meu marido que você ainda não conhece, não é?

- Humrum, quando eu cheguei ele mostrou o quarto – Louis estava confuso, onde Anne queria chegar? Será que essa pessoa foi quem descobriu seu caso com Niall?

- Pois bem querido, essa pessoa é Harry, meu filho com Des.

Se Anne foi casa com seu pai, e eles tiveram um filho, tecnicamente, esse tal de Harry era seu irmão por parte de pai, e por ser seu irmão, ele não estaria mais sozinho no mundo. Tinha um irmão, com o mesmo sangue correndo em suas veias.

Louis arregalou os olhos. Estava em choque, afinal, já estava conformado em ser um sozinho no mundo, pois a família de Des toda tinha raiva dele, e os parentes de sua mãe todos tinham a largado assim que ela disse que estava com Des, e agora, do nada, brota um irmão do chão. Louis estava feliz, mas assustado, tanto que nem conseguia respirar, e Anne percebeu isso, começou a ficar desesperada, sabia que Louis tinha asma, e já até tinha presenciado uma crise.

- Louis? – o menino a olhou, ainda tentava respirar normalmente, mas queria a tranquilizar, seus pulmões ainda o obedecia, o que significava que ele não estava tendo uma crise de asma.

- E-eu... Estou bem – ele passou as mãos no rosto e jogou o cabelo para trás pouco se importando se sua arma contra ser visto corado fosse descartada. O meu Deus, ele tinha um irmão – Por... Por – Anne sorriu pequeno.

- Não queríamos estragar sua adaptação aqui, Lou, e também achamos que talvez você não quisesse mais ligação com algo relacionado com seu pai – Louis ainda mal conseguia respirar, mas agora além desse fato, ele sentia os olhos marejados, ele estava tão feliz.

- E-eu posso vê-lo? – Anne fingiu ignorar o fato de que Louis não disse nada relacionado à sua afirmação. Ela então pegou um porta-retratos que estava dentro de uma gaveta, era uma foto dela com Harry e Niall, era recente, não fazia um ano – recente para Anne porque Harry não gostava daquilo, então, aquela foto foi uma vitória recente. Olhou para foto e sorriu já emocionada, Niall estava abraçando Harry pela cintura sorrindo grande e ela estava ao seu lado, Harry não tinha o braço ao redor de seu ombro, mas estava apoiado ali, ele sorria, as covinhas estavam a mostra e os cabelos montados em um topete, sabia que ele estava rindo porque Niall fazia cócegas nas costelas de seu Hazza, mas mesmo assim se iludia ao pensar que ele sorria por ser uma foto de família.

- Aqui – ela estendeu a ele o porta-retratos, ele o pegou rápido, não era exatamente assim que queria ver o novo irmão, mas aquilo serviria por agora.

Louis era bobo, mas tão bobo que jurou ter sentido a alma sair de seu corpo, aquele era Harry, seu irmão, um lindo irmão. As lágrimas vieram acompanhadas de um sorriso gigante, seus curtos e gordinhos dedos passaram pelo vidro do objeto sobre a imagem de Harry sorrindo, Louis nem sabia mais falar naquele momento. Anne observava tudo já sentindo as lágrimas rolarem por seu rosto, Louis nem conhecia Harry e já parecia tão apegado ao garoto quando Niall.

- E-ele é meu irmão?

- Sim, Louis – ela enxugou o rosto e se curvou para frente ficando ainda na cadeira, seus dedos se entrelaçaram um com os outros sobre a mesa, pigarreou para chamar a atenção do garoto que parecia nem estar ali, encarava a foto com tanta adoração que chegava a assustar – Vou ligar para ele e dizer que terá um jantar aqui sábado e você irá vê-lo pessoalmente – se ela conseguisse, ainda tinha esse porém, não diria isso a Louis, ele parecia tão animado só com a ideia.

- Jura?

- Claro querido.

Os dois ficaram em silêncio, Anne queria dizer algo, mas não queria atrapalhar Louis. Louis, o garoto que estava mais que feliz com a notícia, imaginava várias coisas que podia fazer com seu irmão, iria conversar com ele sobre tudo, talvez ele quisesse brincar no quintal para recuperar o tempo perdido, pensava também em um motivo para seu irmão não ir até aquela casa, mas pela idade que chutou que o irmão tinha, ele deveria estar na faculdade, ou trabalhando, bem ele não sabia, sabia que queria ver muito Harry, queria o abraçar e dizer que era bom ter alguém.

Pobre Louis.

Anne ficou ali por incontáveis minutos, Louis não a olhava tampouco parecia a notar ali, mas era lindo de se ver, ela admitia. Esperava que Louis não estivesse fazendo um Harry completamente diferente do real em sua cabeça, não queria que ele sofresse ao ver o real Harry que o chamava de Ken, que era provável de ignorá-lo apenas por ser filho do seu pai, pai esse que ele odiava, ou se ele chegasse ali drogado e caindo aos pedaços, Deus, Anne não queria que Louis se decepcionasse.

Pobre Anne.

- Louis? – o garoto não respondeu, ainda olhava para a foto como se fosse um tesouro achado depois de anos de procura – Louis?

- Excuse, Anneele a olhou e ela apenas agradeceu mentalmente por aquilo.

- Acho que você e Niall precisam ir para a escola – Louis abriu a boca como se lembrasse daquilo.

- Oui – ele levantou da cadeira e hesitante, deixou o porta-retratos na mesa, Anne também levantou e o seguiu até a porta – Você acha que ele vai gostar de mim? – ela o abraçou pelos ombros, abriu a porta e saiu com ele do escritório, respirou fundo, tinha que pensar em uma resposta que não o desse esperanças, mas que também não o deixasse triste.

- É impossível não gostar de você querido – ela o deu um beijo na bochecha – Agora vá acordar Niall, ou ele não levanta hoje – ele sorriu e Anne o largou. Ele pensou em abraçá-la, mas não o fez, talvez Anne não gostasse de abraços. E que bom que ninguém tinha contado a Anne sobre seu romance com Niall. Ou tinham?

Ela seguiu para a cozinha e Louis ficou no meio da sala, parado e pensando em um milhão de coisas ao mesmo tempo, mas o que mais o fazia querer chorar era que ele tinha um irmão. Niall iria amar saber que agora Louis sabia sobre Harry. E foi com esse pensamento que ele saiu correndo até a escada e a subiu tão rápido quando suas pernas conseguiam, correu também pelo corredor até chegar à porta do quarto do seu loiro e quando lá chegou, a abriu sem sua habitual delicadeza. Olhou para cama e Niall não estava lá, escutou barulhos no banheiro e sem pensar muito foi lá, abriu a porta e viu que Niall estava tomando banho, a porta do box estava aberta e ainda motivado pela adrenalina ele simplesmente entrou no cubículo e pulou em Niall que quase morreu de susto. Okay, estava feliz, mas assustado, por sorte – ou azar – estava com uma peça de roupa tapando sua nudez.

- Lou, o que foi? – Louis estava colado em suas costas, os dedinhos juntos sobre sua barriga e a bochecha encostada no centro de suas costas.

- Anne me contou de Harry.

Se Niall fosse um espectador de sua própria história, ele diria que aquilo era uma piada e estaria morrendo de rir na cadeira de um teatro, riria de sua própria cara de susto, mas como não era, ele só queria chorar naquele momento. Passou longos segundos calado até recuperar suas forças físicas e mentais para virar de frente para Louis e o olhar, o menino já estava completamente molhado, os cabelos caindo no rosto e um sorriso imenso nos lábios. Horan o amava tanto. E ignorando a vontade de chorar, ele apenas abraçou Louis pela cintura e o beijou. O beijo era calmo, mas ao mesmo tempo intenso, apaixonado, mas ao mesmo tempo carnal. As línguas se enroscavam e Niall amava o jeito que Louis o beijava agora, era menos tímido, mas ainda assim tímido, e adorava também as baixas lamúrias que o menino soltava todas as vezes que seus dedos apertavam sua fina cintura, e era aquilo que Niall fazia naquele momento. Em movimentos rápidos e precisos, ele já estava com Louis em seu colo, as costas do menino na parede e suas mãos na bunda deliciosa de Louis, oh como Niall amava aquela bunda, só tinha a tocado, nunca teve chances de ir além, mas a tocava todas as horas que fossem possíveis e nem sabia como resistia às bochechas coradas e a risadinha baixinha de Tomlinson dava todas as vezes que aquilo acontecia. Horan fazia aquilo, tinha recebido carta branca de Louis, só não podia passar de um certo ponto.

Os dedos de Louis puxavam seus cabelos com uma delicadeza fora do comum, ele nem sabia se aquilo era bagunçar ou se era arrumar seu cabelo, mas sendo como fosse, ele amava que Louis o tocasse. O beijo foi perdendo intensidade e quando parou totalmente, Louis encostou sua testa a de Niall e sorriu.

- Je T’aime, All.

- Eu também te amo, Lou – Niall sentia uma coisa que o fazia querer morrer todas as vezes que Louis falava que o amava quando iam dormir e quando acordavam ou em qualquer lugar que fosse possível, era bom demais para ser verdade. Era tão natural que quando Louis falou aquilo pela primeira vez, Niall só fez o responder do mesmo jeito, afinal, amava mesmo o garoto.

- E eu tenho um irmão... – toda a aura mágica que os cercava caiu no chão feito uma rocha, Niall tentou adiar aquilo o quanto pode, mas agora não podia mais fazer nada, Louis já sabia que Harry era seu irmão, e ele sabia que não custaria muito para Harry saber de Louis, e Harry ver Louis, e Harry querer foder com Louis, o que significava que Louis acabaria trancado em seu quarto com medo de todo mundo e um Harry alucinado tentando de tudo para conseguir ir para cama com o irmão. Horan estava perdido – Como ele é? Será que ele vai gostar de mim? Ele não está aqui por que está fazendo faculdade?

- Hey – Horan selou seus lábios aos do menino sabendo que ele não pararia de falar pelos próximos cinco minutos, e por mais que ele amasse Louis falando, ele não o queria ouvir falando de Harry – Vamos cuidar ou não iremos à escola e hoje tem uma apresentação para eu fazer – era mentira, aquilo era para fugir das perguntas de Louis, e como Louis era um nerd nível hard, ele não queria que Niall perdesse um dia de aula, imagina uma apresentação.

- Oh, desculpa, All – ele abraçou o loiro pelo pescoço e tirou suas pernas do redor de sua cintura.

- Tudo bem, ganhamos bastante tempo nesse banho – Louis sorriu já sentindo as bochechas quentes – Vem, me deixa passar sabonete em você – aquilo era frequente, tomavam banho diariamente juntos e Niall agradecia por Louis ter sido o idealizador daquilo, agradecia também pelo menino ter tido coragem de fazer aquilo só de boxer – Mas antes, vamos tirar essas roupas – ele nem esperou Louis concordar e foi logo puxando a blusa três números maior que o corpo do menino, a pele que parecia ser queimada levemente pelo sol apareceu e Niall não pode controlar um suspiro audível e escutou em troca uma risadinha baixa de Louis, ele sabia que o menino adorava saber que era desejado, sabia que ele amava quando o olhassem e descobriu isso recentemente, mas o olhava tanto que era quase um vício – Tire o resto você – Louis concordou, desamarrou os cordões da bermuda que também era grande – e de Niall -, e a deixou cair no chão do banheiro, e lá estava Louis só de boxer na frente de Niall que amava aquela visão mais do que amava a própria vida. Louis amava seu corpo, sabia o que era capaz de provocar Niall, e o amava ainda mais por isso, só se sentia inseguro quando se vestia de Louise, apesar de ser pequeno e afeminado, ele ainda assim, se sentia inseguro, não por ter um pênis no meio das pernas, até porque, ele amava seu brinquedinho e não queria ter uma outra coisa ali, amava ser menino, mas gostava de ser também Louise. Resumindo, Louis amava ser uma garota com um pênis, e amava ser um garoto vestido de menina – De costas, amor – ele nem pensou em não o fazer, e foi logo virando, fechou os olhos assim que sentiu os dedos de Niall em seus ombros e seus lábios em seu pescoço – Lou, não me provoca.

- M-mas eu não estou – oh Louis estava sim provocando, ele não sabia que estava, mas estava, Louis respirando provocava Niall e isso era gostosamente fodido.

- Sei – Horan deu um último beijinho no pescoço de Louis antes de pegar o frasco de sabonete líquido e colocar uma boa quantidade em suas mãos. Pensou por onde começar, e bem, nada mais justo que começar pelo tão amado pescoço de Louis, e assim ele começou a espalhar o líquido ali, Louis nada dizia tampouco conseguia respirar, era tão bom, ele amava ser tocado por Niall. As mãos do loiro foram descendo e chegaram a seus ombros, ficaram ali por breves segundos até ele o virar de frente para si novamente, Niall tinha um sorrisinho bem safado nos lábios o que fez Louis arrepiar novamente. O sabonete agora era espalhado por suas clavículas e desciam para seu peitoral, Horan, claro, não perdeu a oportunidade de brincar com os mamilos rosados de Louis pelo simples fato de querer fazer aquilo, o menino só mordia o lábio inferior tentando não gemer com aquilo. Niall já estava na barriga de Louis, e em todo o seu percurso tortuoso, não vira um único pelinho, duvidava que Louis tivesse pelos pubianos já que nem nas axilas ele tinha – Niall descobriu em uma noite fatídica que resolveu fazer cosquinha em Tomlinson quando ele estava sem camisa – Lou?

- H-hum?

- Você termina o resto, eu vou sair antes que alguém entre aqui, okay? – Lou fez um grande, gigante, titânico bico o que fez o loiro pensar seriamente em não sair, mas era sair ou ser pego no flagra a qualquer instante – Ah não, Lou, e eu sei que você não ia deixar mesmo – Tomlinson concordou. Horan tirou qualquer vestígio de sabonete que tivesse em seu corpo e saiu do cômodo depois de beijar Louis rapidamente.

Louis ficou sozinho, triste o coitado, não era a mesma coisa tomar banho sem Niall, não tinha tanta graça. Ele terminou o banho depois de mais cinco minutos e saiu do banheiro enrolado da cintura para baixo com uma toalha, só com a toalha. Niall não estava no quarto, então ele saiu do covil do loiro e foi para o seu, arrumou o cabelo, vestiu uma calça jeans preta, a camisa obrigatória da escola, calçou seus novos e adorados Vans, pegou sua mochila, viu se estava tudo ali dentro e seguiu para a escada. Viu Niall e Anne no sofá conversando, o loiro já estava pronto e lindo como sempre, a conversa parecia bem séria pela cara de Niall então ele não quis atrapalhar, passou direto para a cozinha sem ser percebido pelos dois. Kathy estava na cozinha, estava na pia e parecia lavar algo, Lou apenas pigarreou e ela o olhou.

- Olá, chaton – ela enxugou a mão em um guardanapo que estava em seu ombro e foi até ele o abraçando. E Louis já adorava o apelido que a mulher o deu – Dormiu bem?

- Olá Kathy, dormi bem sim, obrigado – ela o guiou até uma cadeira do balcão e o ajudou a sentar em um banco alto, pegou sua mochila e a colocou sobre o balcão – E você?

- Sim, muito bem – ela pegou uma maçã e o deu, ele para não ser mal agradecido pegou-a mesmo não estando com fome – Hoje eu fiz cookies, pão recheado com peito de peru, dois sanduíches de geleia de amora, vê se compra suco natural na cantina, nada de refrigerante – ela o entregou duas sacolinhas de papel marrom, uma era sua e outra de Niall – Ele não quis almoçar e me disseram que você acordou faz pouco tempo e que tomou café tarde, então, reforcei, você ainda está magro – aquilo era mentira, Louis estava bem mais nutrido do que quando chegou naquela casa, estava até se achando gordinho demais. Loucura dele.

- Merci.

- Não agradeça bobo, é um prazer para mim – ela bagunçou os cabelos do menino que nem se importava mais com aquilo.

- Kathy? – ela já estava na pia novamente, e fazia uma salada e não lavava nada como ele tinha deduzido.

- Fale.

- Você conhece meu irmão? – Kathy quase engasgou, claro que ela conhecia o problemático e revoltado Harry Styles, ou Hazza dependendo da ocasião, ou qualquer apelido referente ao nome Harry. Conhecia-o até mais do que gostaria de conhecer, só não mais que Niall, ela tinha certeza.

- Sim, por quê?

- Como ele é?

- Não acha melhor perguntar isso para Anne? – Louis deu de ombros olhando para a maçã já mordida.

- Tenho vergonha – a senhora que já estava quase pedindo ajuda pigarreou.

- Okay – ela se aproximou de Louis e o chamou atenção para que a olhasse – Harry é difícil de lhe dar, mas no fundo é um doce de garoto, tão adoráveis quando seus cachos e tão lindo quanto seus olhos verdes e grandes, e se você está preocupado se ele vai ou não gostar de você, não se preocupe com isso, você vai o conhecer, hum?

- V-vou, mas...

- Kathy – a voz de Niall surgiu na cozinha e Kathy percebeu que ele não estava nada feliz, ela sabia o motivo, oh, se sabia. Horan parecia não querer que Styles soubesse do irmão, e bem o motivo estava tão na cara que ela nem sabia como ninguém tinha descoberto. Kathy poderia ser velha, mas não era boba, e nem cega para não ver o brilho nos olhos de Niall quando ele via Louis e nem a cama do loiro com os dois lados bagunçados, nem as roupas de Louis no mesmo banheiro do loiro – Por favor.

- Okay – ela sorriu a Louis e se afastou, garoto mais novo sentia o clima tenso, mas nem pensava que fosse algo sobre si. A senhorinha por quem já tinha um apreço gigante foi para a pia novamente e Niall o tocou no ombro.

- Vamos, Lou, ou vamos chegar atrasados – ele concordou, colocou cuidadosamente os saquinhos de papel com os lanches na mochila e foi ajudado por Niall a descer dali sem virar com tudo pra frente e acabar caindo de cara no chão como quase aconteceu a duas semanas – Tchau Kathy.

- Tchau, Lírio – ele sorriu para a mulher – Tchau chaton.

- Até mais tarde, Kathy – ele deu um breve acenar com a mão enquanto Niall pegava sua mochila já que era ele quem a levava para a escola e só a entregava a Louis na porta de sua sala. Passaram pela sala e Anne ainda estava lá.

- Boa aula meninos.

- Obrigado, Anne, até mais tarde – Niall não disse nada, apenas abriu a porta e esperou Lou passar para fechá-la. Os dois entraram no carro e que bom que era Easterman aquele dia – Oi East, como está?

- Oi Tomlinson, estou melhor, obrigado.

- Nem foi legal a ida para a escola ontem – o homem sorriu, Louis parecia mais um garotinho de cinco anos pendurado entre o banco do carona e o seu, os olhos azuis brilhando em alegria.

- Quem foi ontem?

- Como era o nome dele, All?

- Gheorge.

- Gheorge, ele era chato, nem passou pelo parque – só East, o melhor motorista do mundo de acordo com Louis, sabia que tanto ele quanto Niall adoravam ir pelo percurso mais longo até a escola apenas para passar por um extenso parque que aquele horário estava cheio de crianças deixando os pais malucos, e tanto Louis quanto Niall adoravam crianças – East?

- Fala, Louis.

- Você é casado? – Louis já estava no banco da frente, Niall estava no banco traseiro olhando pela janela, estava esperando uma mensagem de Josh, mas o homem nem tinha o dado sinal de vida desde o dia anterior. Ele prestava atenção na conversa de Louis com East, eram todos os dias, e desde segunda, ele escutava Lou reclamar que queria o East de volta. Só que a conversa dos dois eram Louis perguntando e East não falando nada, porém, Tomlinson estava disposto a tirar tudo de seu motorista – Tem filhos? Meninas ou meninos? – Niall pigarreou pelos meninos, como assim Louis queria saber se East tinha filhos, no masculino – Você é viúvo e não quer falar por ainda amar sua falecida mulher?

- Horan?

- Hum.

- Ele é sempre assim ou só é comigo?

- É isso East, você é viúvo – Louis ignorou a pergunta quase gargalhado do homem.

- Ele só é assim com você, eu acho melhor você responder, tadinho dele Man, ele te atormenta há três semanas inteiras.

- Easttttt – Louis quase choramingou o que fez Niall gargalhar alto e o pobre motorista não viúvo respirar fundo, Deus, aquele menino assim que chegou parecia um gatinho assustado e agora – ao menos só com ele – era só entrar no carro e a faladeira começava – Por favor, eu juro que te dou um cook da Kathy.

- De chocolate? – ele resolveu entrar no joguinho infantil do garoto, afinal, não iria matar.

- Acho que sim, vê pra mim All, s'il vous plaît – ele já tinha percebido que Louis soltava vez ou outra uma palavra ou frase em francês e nem percebia, era fofo e ele via que Niall amava e sorria feito um bobo para o menino. Horan pegou a mochila, abriu, viu nos saquinhos do lanche e sorriu a Louis. O celular novinho estava ali com o fone de ouvido. Horan tinha ciúmes daquele fone de ouvido e uma banda chamada The Fray.

- Chocolate.

- East, agora fala – Louis quase quicava no banco e Niall apenas olhava aquilo já inerte do mundo.

- Eu sou casado, por tanto, não sou viúvo – Louis sorriu aliviado, East era um bom homem, não merecia ser sozinho.

- Você a ama?

- Muito.

- Casado há quanto tempo?

- Vinte e um anos – Louis abriu a boca, incrédulo.

- Nossa – Niall sentiu o celular vibrar no bolso, mas estava tão bem olhando para Louis que ignorou – Tem filhos?

- Três: Ema, Jayme e Rob – Louis já estava sentado de lado no banco olhando para o motorista – Ema tem treze, Jayme tem dez e Rob oito.

- Que lindo, sua família deve ser tão linda – tanto o motorista quando Niall sentiram um pesar na voz do menino. Niall sabia o motivo, não East.

- A sua também, Lou, a sua nova família – Louis olhou para seu loiro, tinha um ar tristonho, mas logo ele sorriu pequeno e voltou a olhar para o homem que dirigia sossegado.

- Você conhece meu irmão? – foi à vez de Niall murchar. O mais velho no veículo o olhou rapidamente com uma cara de interrogação que até Louis era capaz de entender – Harry.

- Oh, o Harry é seu irmão?

- É, soube hoje – ele sorriu envergonhado a Niall que o olhava repreensivo, ele ainda queria saber o que Niall tinha contra ele saber sobre Harry.

- Bem, Harry é Harry – Louis se calou, sentou direito no banco e ali ficou, viu o parque passar pela janela e sorriu ao ver as criancinhas correndo feito loucas. Não disseram mais nada e Niall resolveu ver a mensagem.

Jo.

“Oi loira, não vou poder ir te ver hoje, imprevistos aconteceram.”

 

Horan murchou ainda mais. Era impressionante como tudo parecia fora do lugar aquele dia: primeiro Louis sabendo de Harry; o jantar de família para eles se conheceram; e agora Josh não poder ir o ver. Não que Niall tivesse muito apegado ao garoto em corpo de homem que apesar de não saber nada, ele não se importava. Josh era diferente de Harry e era diferente de Louis, tão bom quanto os dois, mas de um jeito único, o fazia se sentir bem sem ser algo muito grudento, até o jeito do homem falar consigo era diferente, “Eai, loira?”, “Hey pivete”, “Cabulando aula para vir me ver seu malandro?”. Niall gostava, era diferentemente único, o jeito Josh de ser Josh, como o loiro já tinha determinado. Não que Niall ficasse todo o tempo pensando em Josh já que ele sabia que era mais um passatempo para o homem, e ele passava muito, muito tempo pensando em Louis.

Niall era o capacho de Harry, o dono de Louis e um garoto normal com Josh. Era simples, fácil de entender e fácil até demais em sentir.

O carro parou em frente a uma imensa, colossal escola que mais parecia um campus de faculdade. Niall achava aquilo exagero já que ali estudavam pirralhos que se achavam superiores por terem pais ricos. Ele não reclama muito sobre aquilo pelo ensino ser excelente, mas achava aquilo tudo muito supérfluo.

- Até mais tarde East, diga que mandei um abraço bem apertado na sua família, Excusez-moi – Louis saiu do carro enquanto Niall pegava as mochilas e Easterman sorria.

- Digo sim, Tomlinson – Horan saiu do carro e sem dizer nada a East fechou a porta e o carro deu partida, não que aquilo significasse que ele era grosso com o homem, mas era que eles se conheciam a tanto tempo que nem precisavam mais daquilo.

- Vamos para o calabouço, Lou – Horan com as duas mochilas penduradas em um de seus braços, entrelaçou o livre no de Louis que já nem estranhava mais aquilo. Os dois passaram pelo portão recebendo os olhares que recebiam todos os dias, viam patricinhas cochicharem, os esportistas machões os olharem feio, os homossexuais os olharem sorrindo, os góticos os ignorando e os nerds fazendo o mesmo – Que tal um cinema hoje? – aquilo era uma estratégia de desviar Louis de seus pensamentos alucinantes sobre o que as pessoas pensavam sobre si, porque apesar de Niall não se importar com olhares, Louis se importava até demais e isso preocupava Horan pelo simples fato de saber que Louis se sentia retraído – apesar de adorar ser olhado por pessoas diferente e por Niall. Louis era bem complicado, gostava de ser olhado por pessoas estranhas, gostava de ser observado por Niall, mas pessoas da escola não podiam o olhar por ser quase uma convivência mesmo que não estudassem na mesma classe.

- Não trouxe dinheiro – Niall revirou os olhos e puxou Louis ara um abraço lateral. Amava provocar ciúmes e inveja nas pessoas, porque ele sabia que metade das garotas queriam Tomlinson, todos os gays queriam Tomlinson e os enrustidos queriam Tomlinson, mas adivinhem? Só ele tinha Tomlinson.

- Eu trouxe. Podemos ligar para a peste da Horana e irmos juntos, que tal?

- Não quero dep...

- Lou, sem essa, já falamos sobre isso, eu tenho o maior prazer do mundo em gastar meu dinheiro com você – Louis respirou fundo e fez um pequeno bico que não escapou da visão de Niall que teve vontade de morde-lo até sumir.

- Não sei, Anne está em casa, ela quase não fica mais lá, acho que ela vai gostar se ficarmos com ela.

- Okay, Lou – Horan parecia calmo, mas ele queria sair correndo e bater em todo mundo com a raiva que estava.

- Não fica chateado.

- Não estou, amor – eles já estavam dentro do prédio, tinham adolescentes espalhados para tudo que era lado e corredores de perder as contas, Niall como sempre os guiava para a sala do seu pequeno panda onde o deixava em segurança.

- Podemos ir semana que vem, quem sabe Harry não queira ir com a gente? – a voz de Louis parecia mais uma descarga de alegria no mundo, o que fez Niall querer chorar. Louis nem conhecia Harry e já estava daquele jeito, iria ser uma decepção e tanto. Niall queria que o mundo acabasse antes do bendito sábado, ou queria que Harry resolvesse negar, qualquer coisa, menos que ele fosse lá, não estava preparado nem para vê-lo nem para deixá-lo ver Louis.

- Esquece o cinema – ele falou bem mais ríspido do que pensou em falar.

- Você não gosta dele? Não parecia na foto que Anne me mostrou – Horan novamente quis morrer, Louis já tinha visto Harry.

- Não é isso, é só que... Ah, sei lá – estudavam no mesmo prédio, no mesmo corredor na verdade, porém a sala de Louis era uma das primeiras do corredor F e a de Niall a última, e o corredor F não era pequeno. A escola era dividida por prédios, funcionava ali todas as turmas desde o primário ao médio.

- Eu não vou te trocar – sim, Louis percebeu que Niall estava com ciúmes, mas era bem mais que ciúmes, era medo. Horan sabia que Louis acabaria o trocando por Harry, talvez não no sentido carnal, mas no amor que Louis pareceu nunca receber depois que a mãe morreu – se é que morreu. Tomlinson sorriu a Niall que o olhava.

- Jura? Nunca?

- Nunca – continuaram a caminhar calados pelo corredor até a sala 6323 ser vista, ainda não tinha ninguém lá, mesmo assim, Louis parou na porta e Niall ficou em sua frente.

- Boa aula, Lou.

- Obrigado, para você também – Horan abriu a porta e deixou Louis passar, o entregou a mochila, iria deixar Louis ir sentar em sua bancada dupla, mas qual graça teria? Antes que Louis pudesse pensar, Niall entrou em sua sala, a porta se fechou e ele o deu um longo selinho, se afastou e voltou a abrir a porta com um grande sorriso que Louis também tinha nos lábios – Eu te amo – Niall sorriu ainda mais.

- Eu também te amo, Louis – e assim Niall se foi, feliz e ao mesmo tempo inseguro do futuro próximo.

Louis ficou ainda parado perto da porta sorrindo feito um bobo. Depois que voltou a terra ele foi para sua bancada que não dividia com ninguém e sentou na cadeira, ainda abobado. Respirou fundo, e não tendo nada para fazer até as aulas começarem ele pegou seu celular apertando em uma música qualquer da sua biblioteca. Lembrou que não tinha dado o cook a East e fez uma nota mental de guardar para quando voltasse. O sinal tocou e em poucos minutos a sala estava cheia e um professor Doutorado passava pela porta desejando boa tarde.

Niall estava largado na cadeira como sempre, ao seu lado uma garota diferente da do dia anterior tentando o chamar atenção de qualquer jeito, ele não fazia esforço para ignora-la já que só a percebeu lá quando ela “sem querer” tocou o braço no seu. Sua cabeça começava a doer de tanto que ele pensava em Harry em Louis em Harry em Louis e mais em Harry e Louis se conhecendo, frente a frente. Ele não sabia se tinha medo de Harry pular em Louis, de Louis abraçar Harry e levar um soco ou se estava com medo de que assim que os visse frente a frente ele pulasse nos dois e fosse o incentivador de Harry tentar de alguma forma beijar Louis. Ele sabia que era errado, não por serem irmão já que ele mesmo vivia isso, mas era errado por Louis ter passado pelo que passou e ser posto em um papel desse novamente, ele não queria nem pensar naquilo, mas porra, era um adolescente em pleno desenvolvimento, testosterona, Louis de cueca, Josh malhado, saudade de Harry, era coisa demais juntas para Niall não acabar imaginando coisas. Não quis nem discutir que era proibido colocar Josh no meio de uma alucinação entre si, Harry e Louis. Ele não pensou nisso – tentou se convencer que não, porque pensou.

- Horan? – ele balançou a cabeça e olhou para o professor que o olhava feio.

- Desculpa, me chamou?

- Me explique, por favor, o processo que acontece nos solos baixos amazônicos que impede do solo ser fértil – Niall odiava estudar sobre um país que nem era o seu, nem sabia o motivo daquilo está em sua grade curricular, para que aquilo iria servir? Ele sabia já que a diretora tinha o dito que aquele era um meio de eles saírem e sua zona de conforto. Merda, odiava aquilo.

Ele acabou não respondendo e teve que escutar o professor explicando novamente, novamente não já que ele não tinha escutado da primeira. Teve mais dois períodos depois daquele e finalmente ele estava livre para ver Louis, e sem se importa com muita coisa ele saiu quase correndo da sala e achou Louis onde ele sempre achava: na sala o esperando. Foram para o refeitório com seus lanches, não tinham vergonha por isso, já que a comida de Kathy era divina demais para ser deixada de lado. Horan fora quem comprou os sucos naturais, voltou para a mesa onde comeu em meio a uma conversa sobre como Boo bear parecia estar gordinho. Era bem séria a coisa, Louis era bem persuasivo quando queria e se Niall não soubesse que Boo bear era um urso que tinha vida, Louis tinha o convencido disso. O restante da tarde foi entre anotações, mensagens entre os dois trocadas, anotações e mais anotações.

.

Apartamento de Harry... E Josh” (ex-abatedouro).

15hrs36

Josh não estava em casa, para variar, Gato estava dormindo entocado em algum novo lugar de dormir e Harry estava deitado no sofá, o celular sobre a barriga nua e os olhos fissurados no teto.

Liam não tinha dado notícia, ele estava preocupado com Zayn, não sabia como tinha se resolvido tudo entre ele e, a vontade que ele estava era de embarcar em um avião e ir para Toronto naquele instante. Estava preocupado também pela madrugado, mas Josh estava o mantendo calmo mesmo não sabendo. Por falar em Josh, ele tinha acordado animado aquela manhã o que o rendeu em um boquete maravilhoso assim que se viu desperto.

Harry estava de saco cheio, não de Zayn, não de Liam, não de Josh, estava de saco cheio de sua vida medíocre de vagabundo sem ninguém, não oficialmente. Mary já estava o convencendo de pedir Josh em namoro e ele confessava que estava quase convencendo a si mesmo daquilo, mas o problema não era ele mesmo e sim Josh. Sabia que o homem odiava relacionamentos tanto quanto ele mesmo odiava há meses atrás, sabia que era provável receber um não, um soco e ainda por cima perder Josh de vista para sempre já que o homem muito provavelmente sumiria no mundo para nunca mais ser achado. Porém, Mary como sempre o acalmava e dizia que Josh iria aceitar já que estava tão apaixonado quando ele mesmo estava, Harry tinha 3% de certeza que sim, mas tinha 97% de certeza que Josh ainda estava ali por Gato.

- Essa merda de vida que só faz as pessoas sofrerem e terem dúvidas – falar sozinho tinha se tornado um habito para Harry, assim como fritar frango e fazer macarrão instantâneo usando o fogão e uma panela.

Ele passou a mão no rosto e tinha decidido que iria dormir antes que ligasse para Josh e pedisse para ele largar tudo e ir vê-lo, mas seus pensamentos já sonolentos foram cortados pelo celular vibrando, ele o pegou e era Anne. Pensou em ignorar assim como fez por duas semanas inteiras, mas resolveu atender.

 

- Anne?

- Deus, Harry, finalmente você me atendeu, o que pensa que está fazendo? Fugindo de mim? – Cox quase gritava e Harry pouco se importava com aquilo, já tinha se arrependido de atender.

- Se me ligou para dar sermão, perca de tempo, esse tempo já passou, assim como o tempo de se preocupar o que está acontecendo comigo também. Ad...

- Harry, pare com isso, eu sou sua mãe.

- Eu sei, sai de você, e isso te faz minha mãe, mas não adianta você querer ser minha mãe só agora – Styles sentia um nó na garganta, não sabia se era vontade de chorar ou vontade de gritar de raiva com Anne.

- Harry, eu não quero discutir – ela respirou fundo – Eu estava tentando falar com você, porque eu tenho que falar uma coisa.

- O maldito que me fez deixou dívidas para eu pagar?

- Harry, por Deus, pare com isso – Harry queria gargalhar naquele momento, de ódio é claro – Lembra que eu te falei de Louis?

- Louis?

- O que você anda fazendo para esquecer as coisas, parece até Niall – Harry parou, Niall fora despertado dos infernos naquele momento e por mais que ele negasse, ele estava se remoendo de preocupação com o loiro – Seu irmão, Harry – oh, o tal irmão, Harry nem se lembrava dele, bem, que seja – Te falei que ele viria morar conosco.

- Com vocês, eu não moro mais aí – aquilo foi surpresa até para Harry, nem ele sabia que não morava mais lá.

- Harry, por favor.

- Okay, fala.

- Então, ele veio, faz quase dois meses – Anne esperou que Harry falasse algo, que ficasse magoado por não ter sido avisado, mas lembrou de que Harry estava diferente.

- E?

- Eu vou fazer um jantar sábado e você vai vir o conhecer.

O que Harry escutou foi: você vai ter que ir na sua antiga casa, ficar frente e frente com Niall depois do que você fez, sentar na mesa onde fodeu com ele,  eeeeee ver seu irmão.

- O quê?

- Eu sei que você escuta muito bem.

- Anne, eu não vou.

- Você vem, nem que eu tenha que te achar e te amarrar para isso. Harry, é seu irmão, pelo amor de Deus, respeite ao menos isso.

- Eu não estou nem aí para isso, Anne.

- Sem discussão, você vai vir, vai  trata-lo súper bem e depois disso, você pode aparecer aqui uma vez por mês, o dar ao menos um tapinha no ombro e dizer que ele não está sozinho, seja humano ao menos nisso Harry.

- Engraçado, por que eu tenho que fazer isso se nem minha mãe faz isso comigo?

- Você foge de mim, Harry, você parece que quer que eu morra, e eu nem sei o que eu fiz – ele sabia que Anne queria chorar – Quando eu estava em casa você não estava e quando chegava era bêbado, drogado, desmaiado, nem sabia o próprio nome.

- Chega disso. E eu não sei se vou.

- Vou te ligar na sexta para dizer o horário, sem não como resposta, sem desculpas, você vai vir.

- Tchau, Anne.

 

Ele encerou a ligação antes que ele pudesse dizer algo.

Pensou seriamente em ligar para Josh e pedir para ele largar tudo e voltar para casa – novamente. Na verdade Harry queria arranjar qualquer desculpa para pedir para Josh voltar para casa, porque ali era um saco sem Josh dizendo que estava com fome, que queria dormir, sem estar escutando Josh reclamar por estar frio, por estar ambiente demais, pela água estar com gosto de cloro, pelo ar estar poluído demais, até pelo colchão parecer menos confortável aquele dia. Harry sentia saudades de Josh em absolutamente tudo e se assustava com quanto a sua “relação” com o fornecedor de drogas tinha mudado. Styles estava pensando seriamente em pedi-lo em namoro, mesmo, e aquilo aquela altura nem era tão assustador quanto no início, ele nem escutava gritos e bombas estourando em sua cabeça, não mais.

 Ele levantou ainda segurando o celular, seguiu para o quarto e se jogou na cama assim que chegou perto o suficiente. O quarto estava escuro, ele nem tinha se dado o trabalho de acender as luzes aquele dia. Encolheu-se entre os edredons sentindo o cheiro de Josh vir de todos os cantos. Choramingou por aquilo por ter certeza que Harry e Hazzy já não eram duas de suas personalidades, estavam se tornando uma só e isso sim o assustava imensamente.

Seus olhos fecharam e ele entrou no estado pré-sono, sentia o corpo ficar leve, sua respiração ficando distante e a mente ficando em branco aos poucos, ficou uns cinco minutos naquilo e deu um salto na cama quando seu celular começou a vibrar perto de sua barriga, ele queria o jogar na parede, mas porra, quem a não ser Zayn jogava Iphone na parede? Ele o pegou e sabendo que era Anne novamente, ele atendeu sem ao menos olhar para a tela.

 

- Anne, me deixa em paz, por favor – Harry só escutava uma respiração compassada na linha, por curiosidade, ele abriu um de seus olhos e afastou minimamente o aparelho de seu ouvido e viu que não era Anne e sim Liam – Meu Deus, desculpa, Lih, pensei que fosse outra pessoa.

- Tudo bem, H – a voz de Liam estava cansada, não tanto quanto parecia na última ligação, mas ainda sim, parecia – Estava dormindo?

- Quase, mas por você vale a pena ficar acordado – ele escutou Liam rir baixinho e pensou seriamente em pedir uma foto.

- O que aquele homem anda te dando para você estar assim?

- Quer mesmo saber? – ele sorriu sapeca imaginando a revirada de olhos de Liam, já que ele sabia que Liam não ia com a cara de Devine mesmo eles se falando – um oi e tchau – todas as vezes que eles ligavam e Josh estava por perto.

- Me poupe – Harry se mexeu na cama e deu um jeito de se enfiar ainda mais nos edredons.

- Zayn está melhor? – se Harry fosse normal, ele não tinha sentido a atmosfera descontraída mudar para pesada mesmo por uma ligação.

- Queria poder dizer que sim – e foi o que bastou para Harry entrar em alerta nível hard, nível cinco de cinco.

- Como assim?

- Ele estava em um estado deplorável quando cheguei ontem, parecia que ele estava com onze anos novamente quando meu pai o colocou para fora de casa a quase pontapés – a voz de Liam ia diminuindo e Harry sabia que ele estava quase desabando no choro – Mas não se preocupe, eu dei um jeito no meu pai.

- Matou ele sem mim? – aquilo era para tentar descontrair, mas não adiantou.

- Não mais quase – Harry ficou sem palavras com aquilo – Mas o que importa é que eu vou ficar a semana toda com Zayn, irei tira-lo dessa casa e tentar anima-lo.

- Onde ele está?

- Dormindo.

- Lih?

- Hum.

- Por um acaso você quer que eu vá aí? – a proposta era tentadora, muito tentadora, mas Liam não seria egoísta em aceitar.

- Amor... – Harry sorriu involuntariamente com aquilo – É uma das coisas que eu mais quero, mas você vir para cá significa que uma hora ou outra você vai ter que voltar, e no estado que Zayn está, ele não precisa passar por uma despedida – Styles concordou com aquilo mesmo não tendo pensado antes.

- Tem razão, eu não pensei nisso.

- Mas assim que ele melhorar, você vem, okay.

- Vou sim – ele suspirou – Estou com tanta saudade.

- Também, H, você nem imagina.

Ficaram alguns segundos calados até Harry cansar.

- O que pensou em fazer com Z? – Liam deu um longo suspiro.

- Pensei em levá-lo para um dos inúmeros stands de tiro daqui, que ele é sócio apenas para te informar, você sabe o quanto ele ama atirar em pessoas de papel e sabe o quanto ele fica lindo com coldre e com arma em punho – Styles concordou mesmo sabendo que seria em vão, já tinha visto Zayn em um stand e acabou transando com o homem na sala reservada do lugar.

- O deixa feliz, e nos deixa felizes, porque eu quero foto, vídeo o que for possível.

- Eu também vou atirar – Harry quase engasgou, Liam era totalmente controverso em empunhar uma arma por puro medo de acontecer um acidente.

- Motivo?

- Descontar minha raiva em alguma coisa para não acabar matando alguém.

- Nesse caso, acabe com o papel, amor – foi à vez de Liam sorrir bobo.

- Pode deixar, mas não se preocupe, te mando alguma coisa do Zayn.

- Espero ansioso.

- Volta a dormir, tenho que o acordar e o convencer a sair da cama.

- Boa sorte.

- Obrigado, H. Eu te amo – Harry sentiu a língua coçar para responder um “eu estou completamente apaixonado por você, Lih”, mas estava tão confuso com tudo e tudo estava tão fora de ordem que ele segurou a língua.

- Saudades.

- Também. Te ligo assim que chegarmos em casa ou até antes se ele quiser.

- Tudo bem.

- Faça um carinho em Gato por mim.

- Pode deixar.

- Até mais.

- Até, Lih.

Ficaram quase um minuto sem dizer nada ainda na linha até Liam encerrar.

Harry jogou o celular em qualquer lugar e decidiu não dar corda para os pensamentos que vinham em sua mente. Fechou os olhos, respirou fundo e só deixou-se levar pelo sono.

 


Notas Finais


Não esqueçam a proposta do GRUPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.....


KISSES DOCINHOS DE UMA GAROTA QUE TIROU 7.3 DE MÉDIA EM UMA MATÉRIA QUE NÃO GOSTA....


ALLY


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