História My Boys! - Capítulo 28


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Categorias Josh Devine, One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Josh Devine, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Josh Devine, Larry, Larry Stylinson, Liam Payne, Lilo, Lirry, Louis Tomlinson, Narry, Niall Horan, Niam, Nosh, Nouis, Zarry, Zayn Malik, Ziall, Ziam, Ziam Mayne, Zianourry, Zosh, Zouis
Exibições 238
Palavras 5.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HINNNNNNN...


Pra quem estava ansioso, o próximo capítulo vai ser inédito... SIM, ESSE É O ÚLTIMO CAPÍTULO QUE EU POSTEI DA PRIMEIRA VEZ QUE ESTAVA POSTANDO MB NO SITE....

(Postando pelo celular.)

É isso...

TI AU.

Capítulo 28 - Idiot...


Fanfic / Fanfiction My Boys! - Capítulo 28 - Idiot...

Londres.

Casa de Anne

17hrs17 p.m.

 

Niall e Louis saíram do carro, mas Tomlinson não estava bem, quer dizer, estava, mas não com o que viu na escola e por isso ele estava levemente emburrado, e como é estar levemente emburrado? Ohh, Louis sabia: era só jogar os cabelos no rosto, cruzar os braços e fazer um moderado biquinho. E Horan, o pobre garoto que via Louis levemente emburrado, pedia a quem quer que fosse que ele ficasse daquele jeito por mais alguns minutos, já que ele estava achando aquilo fofo, Louis era fofo em absolutamente tudo que fazia, mas naquele momento ele estava mais fofo que o normal. Certo que o loiro estava achando aquilo porque Louis estava com ciúmes de uma de suas amigas que o abraçou na saída da escola, mas mesmo se Louis estivesse levemente emburrado com qualquer outra coisa ele também acharia fofo.

O clima estava tão “tenso” que até East sentiu, não sentiu, ele não escutou, já que Louis não deu um pio durante todo o percurso, o que era indício de algo muito errado, e era Niall quem falava pelos cotovelos e isso era indício de algo bem pior.

- Louuuuu, ela só me abraçou porque eu consegui a ajudar com um garoto da sala – Tomlinson nada disse e só continuou a andar até a porta, parecia mais um pinguinzinho enfezado e Niall não sabia se morria de amores por ele ou ficava preocupado e implorava por perdão – Lou, você não vai ficar com raiva de mim por uma garota, vai? – e outra vez sem resposta. Louis já chegava à porta e a abria sem muita pressa, entrou na casa e pensou em gritar por Anne pra pedir conselhos, é claro trocando Niall por qualquer outra pessoa na terra, mas quando viu uma empregada descer as escadas se conteve, Niall parou ao seu lado e tentou o abraçar, mas ele se afastou minimamente o que fez Horan revirar os olhos.

- Olá meninos – ela sorriu a eles e só Niall correspondeu já se jogando no sofá enquanto Louis permanecia parado ali perto.

- Anne?

- Ahh, vejo que o gato não comeu sua língua, Lou – Horan sussurrou para que a empregada não ouvisse.

- Ela viajou pelas duas, disse que teve um contratempo e Dan precisou dela lá para assinar alguns papeis.

- Lá onde? – fora Niall a perguntar se sentindo um pouco cabisbaixo por Anne ter dito que passaria a semana em casa.

- Dublin – e foi como o dar um choque de realidade e o puxar de seu mundinho particular onde o seu problema era um Louis todo fofo com ciúmes, e no mundo real, a dor era bem mais intensa apenas em pronunciar aquele nome, não por ele ter más lembranças, ele não tinha más lembranças, mas depois do que ele escutou sair da boca de Harry, Dublin significava Reinald, e Reinald significava estupro do Harry e era o que bastava para Niall. Talvez o único que tivesse ficado feliz com aquilo tivesse sido Louis, apesar de ter chagado ali querendo falar com Anne. Não que ele não gostasse da mulher, ele gostava, a amava, o problema era que quando ela estava ali, ele não podia tentar ir até seu quarto e vestir uma de suas roupas.

- Ela disse quando volta? – Louis pareceu acordar e sentou no sofá ao lado de Niall que ainda continuava sério depois de a empregada dizer para onde Anne tinha ido.

- Não, mas eu creio que talvez nos próximos dias não – Louis concordou.

A empregada se foi e só restaram Louis e Niall na sala, o pequeno Styles já tinha tirado os sapatos e estava largado no sofá assim como Horan que estava muito pensativo para o gosto de Tomlinson, ele com certeza deveria estar pensando na loira azeda que o abraçou na escola, Louis queria cortar o cabelo dela e queimar bem na sua frente. Louis era cruel. Mas aquele pensamento durou pouco, até ele olhar para a porta e lembrar-se do abraço que ganhou de Harry, o abraço que o fez acordar excitado domingo, o abraço que vez ou outra o fazia se pegar desejando que tivesse sido bem mais, pensava também em poder beijar os lábios tão lindos de Harry, poder tocar em suas tatuagens e o dizer o quão atraente ele era, mas queria ainda mais que Harry o tocasse como seus ex-clientes o tocavam, com desejo, queria ver Harry se masturbando depois de o ver dançando.

- Lou? – ele deu um saltinho e olhou para Niall que o olhava desconfiado.

- Humm.

- Por que você está ofegando? – Tomlinson nem tinha percebido, mas estava ofegando em pensar em Harry daquele jeito, daquele jeito extremamente errado, daquele jeito que se Niall soubesse, nunca mais o olharia no rosto. Incesto era uma coisa tão absurda que Louis nem conseguiria se olhar.

- Nada, e-eu... Eu vou pro quarto – ele levantou rapidamente e correu para a escada, a subiu também rapidamente e foi para o seu quarto e trancou a porta – Merde – ele sentiu algo pulsar entre as pernas e quase chorou, não queria fazer aquilo pensando em Harry, era errado, ele era seu irmão, e ainda tinha um namorado, um namorado bem bonito, forte, com tatuagens e... – Merrde –Louis se rendeu e foi para o banheiro, tirou rapidamente a roupa e entrou na ducha que estava gelada, muito gelada, talvez gelada como ficaria uma lambida de Harry e Josh em seu pescoço enquanto suas respirações batessem ali, ou se Niall o chupasse e desse um leve sopro – Merrrdeeee – e desistindo de tentar não o fazer, Louis tocou em seu pau que estava duro e pulsante - Ohhh – ele sentiu todo o corpo retesar com aquilo, mas ainda não queria fazer, assim como não fez no domingo de manhã, aquele seria seu primeiro orgasmo depois do que teve dando um boquete para Niall e talvez ele gozasse rápido por isso, mas não só por isso, por estar pensando em Harry o tocando, chupando seu pescoço enquanto dizia o quanto gostava de seu corpo, podia jurar que sentia também as mãos de Josh em sua cintura, os lábios em sua virilha e sua língua passeando por sua pele que estava mais que quente. Sentiu outro espasmo correr por seu corpo quando pensou em sentir a boca de Niall em seu pau, o chupando lentamente enquanto seus olhos azuis brilhavam em sua direção – A-All... – ele se apoiou na parede e mordeu a costa da mão para não gemer tão alto. Sua respiração falhava a todo instante, mas sua mão não parava um segundo. A cabeça vez ou outra o traía e ele via Harry com Niall se beijando, via Harry tocando em Niall como um casal fazia, via que Niall gostava e em um flash Harry já estava com Josh, deveria ser uma maravilha os ver transando – Merda – Harry beijava Josh, mas o olhava, seus olhos verdes brilhavam em sua direção e como um passe de mágica, era ele ali, Harry beijava seu pescoço, Josh também, Niall assistia tudo e se masturbava, as bochechas vermelhas, os lábios abertos, a mão subindo e desc... – Ahhhhh – Louis quase caiu no chão quando um espasmo forte fez suas pernas tremerem e fortes jatos de porra voarem na parede do banheiro – Ohhhh – ele puxou o ar entre os dentes que ainda estavam fincados em sua mão e tentou se acalmar enquanto ainda sofria os efeitos do orgasmo que teve.

Alguns minutos depois ele conseguiu aquilo e entrou novamente na ducha. Queria chorar por ter pensado naquilo, queria chorar ainda mais porque queria que aquilo acontece de verdade e não passasse só de uma alucinação, mas também queria chorar por saber que era errado e que ele era um monstro por querer aquilo, afinal, Harry era seu irmão e irmão de Niall. Ele engoliu o choro depois de ver que não iria adiantar chorar, terminou seu banho e saiu do banheiro. Trocou de roupa e saiu do quarto indo direto para o de Niall, abriu a porta e o viu lá, parecia ainda triste, ou pensativo.

- Lou... – Tomlinson suspirou e tentou olhar para Niall sem ver a imagem dele beijando Harry, e para isso acabou lembrando-se dele abraçando aquela garota e imediatamente ele ficou levemente emburrado novamente – O que foi aquilo na sala? – ele apenas deu de ombros e sentou na cama cruzando as pernas em lótus e dando um leve bufar.

- E-eu não gostei de você abraçando aquela... Aquela garota – Horan que ainda estava pensando em como Harry conseguiu aguentar ser estuprado por aquele desgraçado, teve que sorrir daquilo. Louis estava até mais corado que o normal por aquilo – pobre Horan, pobre Horan.

- Ahh, Lou, eu não gosto de garotas – Niall rolou até perto de Louis e sem fazer muito esforço o abraçou pela cintura e o fez deitar ao seu lado, se agarrou ao menino como pode o escutando sorriu baixinho – Eu gosto de uma coisa que você tem, que garotos geralmente tem – ele deu um beijo na bochecha do menino - E eu te amo seu bobinho, eu nunca te trocaria por ninguém – talvez eu acrescentasse o Harry e o Josh. Continuou em sua mente e se sentiu mal por aquilo, Louis era tão bom para si, e ele ali pensando em outros dois homens sendo que um deles era seu irmão, Louis iria ficar com nojo de si se descobrisse que um dia ele teve um caso com Harry, que fodeu com Harry naquela cama.

- All?

- Humm.

- O Harry não mora mais aqui por quê? E por que ele tratou Anne daquele jeito? Eles brigaram? – e lá vinha Louis falar de Harry, e até que tinha custado, na verdade custou bastante já que depois do jantar aquelas eram as primeiras perguntas de Louis sobre Harry.

- Harry é maluco, e eu não sei o porquê dele ter saído daqui, na verdade eu nem sei se ele tem um lugar pra ficar. Ele e Anne digamos que não se dão bem, talvez por ela não ter sido uma mãe observado com ele, não ter percebido algo de errado... – Louis suspirou, parecia um assunto delicado.

- Vocês sabiam que ele era gay? – Horan pigarreou por ter se sentido desconfortável com a pergunta.

- E-eu tinha as minhas dúvidas, mas nunca a certeza, ele saía com um monte de pessoas, garotas, garotos e por aí ia.

- Então por isso você ficou daquele jeito quando ele apareceu com o Josh? – “AHHHHHHHHHHHHHHH”, foi o que ecoou na cabeça do loiro que se sentiu um pouco pior ao ser citado o nome de Josh.

- Talvez – e Louis sabia que ali era o limite, ao menos no que se tratava de Harry e sua sexualidade, não ira pressionar Niall pelo simples fato de ele não o pressionar para saber seu passado.

- Eles têm um filho? – Niall arregalou os olhos e olhou para Louis que o olhava suplicante por uma resposta – Quando eles estavam se despedindo Harry disse que tinha um filho – Horan sorriu e negou.

- Se você considerar um gatinho como filho, sim – Louis abriu a boca, adorava gatos e aquele só era um motivo a mais para ele passar a gostar ainda mais de Harry e de Josh.

- Quando você foi para o jardim com eles dois, vocês brigaram, ou entraram em um acordo?

- Lou, eu não quero falar sobre isso – Louis concordou e já iria mudar de assunto quando Niall respirou fundo – O que você achou do Harry?

- Ele parece muito com Des, mas também é muito diferente – não era aquela resposta que Niall queria.

- Não, eu não estou falando mentalmente, eu estou falando fisicamente – foi à vez de Louis ficar desconfortável – Você o achou bonito?

- O-oui – a morte; era o que Niall queria naquele momento. Aquilo iria render uma boa e torturante noite de pensamentos impuros – O Josh também – a vida inteira de pensamentos impuros – Você os acha bonitos também? – Niall voltou a olhar para Louis e via em seus olhos uma coisa nova, parecia uma satisfação em estarem falando daquilo, um brilho até prazeroso.

- Sim.

- S-se o Harry não fosse seu irmão, você... Você iria querer... – Louis parou de falar, não iria conseguir terminar aquela pergunta.

- Se eu iria querer ter algo com ele? – Louis concordou – Com certeza – a conversa estava ficando perigosamente arriscada – E você?

- Oui... – por que Harry tinha que ser irmãos dos dois?

- Que tal um cochilo?

- Humrum – Louis realmente precisava de um depois de gozar pensando em três pessoas o tocando e depois daquela conversa com Niall.

Nada mais foi dito e os dois acabaram dormindo não muito depois. Louis sem ver o presente que Harry o deixou, presente esse que o mostraria que sua alucinação prazerosa não era tão alucinação assim, e alimentando a vontade de ir de madrugada ao quarto de Anne e ver como Louise ficaria em um vestido e um salto alto, e Niall, o pobre loiro achando que Louis iria odiar saber que ele e Harry fodiam na casa inteira e sem saber que o que mais o garoto queria era isso.

 

 

Toronto.

 

Caos. Essa era a palavra que retratava perfeitamente a vida de Liam desde o domingo de manhã quando acordou depois da noite maravilhosa com seu marido. Acordou não, fora acordado com o celular tocando, atendeu sem ver quem era e o que escutou foi um choro desesperado de sua mãe, ela mal conseguia falar e quando conseguiu foi para dizer que seu pai estava internado por ter tido um princípio de derrame e que ele provavelmente ficaria ali, ela queria que ele fosse lá. Por mais conservador que Liam fosse, ele não queria ir, não depois de seu pai ter transformado sua vida em um inferno depois que descobriu sobre ele e Zayn, depois de ver seu menino ser jogado para fora de casa com um nada, muito menos queria começar a chorar e acordar Zayn, mas foi o que aconteceu, e seu marido mesmo sem saber o motivo também começou a chorar e aquilo foi o resumo por cinco longos minutos. Quando Liam se acalmou, Zayn perguntou o que tinha acontecido e se Liam soubesse que dizendo o que tinha acontecido com seu pai fosse abalar tanto seu marido, ele não tinha nunca contado, já que fora ele contar e Zayn parecer um morto bem em sua frente, o homem ficou pálido e Payne viu nos olhos dele que ele se sentia culpado, afinal, ele foi quem “corrompeu” o herdeiro do legado Payne, ele era o culpado do pai de Liam estar em um hospital, ao menos ele pensava que era. Payne só saiu de casa depois que Zayn prometeu que iria parar de se sentir culpado por uma coisa que ele não era, e de prometer principalmente que não iria fazer nada contra si mesmo e iria comer algo até que ele chegasse.

Liam ainda tentou ligar para sua mãe, a mãe de Zayn, para que ela fosse ficar com ele, mas ela não atendeu, nem respondeu suas mensagens, muito menos retornou suas ligações enquanto ele ainda estava em casa, o que resultou em um Liam em um hospital vendo seu pai em uma maca dormindo, sua mãe chorando com medo que ele tivesse ficado com uma sequela, enquanto sua cabeça estava em sua casa, em seu marido provavelmente enfiando os dedos na garganta, se punindo por algo que ele não tinha e nunca teria culpa.

Pena que novamente a promessa fora cumprida.

Payne falou com seu pai que tinha acordado, aparentemente ele estava sem sequelas tanto que até soltou um “ainda bem que aquele seu marido não resolveu vir e rir da minha cara”, ele saiu do hospital logo depois daquilo dizendo bem na cara de seu pai e de sua mãe que preferia estar o enterrando aquela altura a ter que conviver com eles. Eram quase seis da noite do domingo, ou seja, Zayn ficou o dia sozinho.

Liam no percurso para sua casa tinha pensado em tudo, tinha tentado se preparar para tudo, mas nunca, nem se ele ficasse meses se preparando ele iria conseguir ver Zayn como viu assim que chegou em casa. Malik estava no seu habitual banheiro, sentado ao lado do vaso, mas estava desacordado, e fora só Liam ver aquilo, o pegar no colo e ir para um hospital mais próximo. Seu marido estava desidratado e por isso tinha desmaiado e precisou ficar no hospital tomando soro na veia durante quase três horas. Quando saíram foram para casa e quando chegaram lá, Trisha os esperava. Soube de tudo e disse apenas uma coisa antes de ir para a cozinha; vamos a uma clínica amanhã.

Liam precisou de um banho depois daquilo assim como Zayn. Os dois tomaram um juntos, mas não tinham falado nada um com o outro, Payne estava magoado, preocupado e agora extremamente receoso com a ida a clínica. Zayn terminou primeiro e saiu, quando Payne fez o mesmo não encontrou o marido ali e resolveu pegar os celulares. Tinha uma porção de ligações de Harry e resolveu o responder sem o dizer sobre Zayn ir para o hospital. Não esperou resposta, e de certo modo nem queria, estava cansado e se ouvisse a voz de Harry acabaria desabando, nisso já eram quase duas da manhã. Trocou-se e foi para a cozinha aonde viu Zayn sentado em uma cadeira à mesa, as pernas encolhidas no peito enquanto tomava alguma coisa em uma caneca fumegante. Sentou-se ao lado dele e os três ficaram ali até Zayn terminar e sair da mesa sem dizer nada indo para o quarto, e assim que ele não era mais visto, fora a vez de Payne desabar. Chorou tudo o que tinha contido desde que viu Zayn naquele estado e fora amparado por sua mãe que pedia calma e dizia que tudo ficaria bem.

Agora eram mais de duas da tarde e eles saíam da clínica, clínica essa que Zayn odiava com sua vida, clínica essa que ele não disse um ai ao psicólogo que conversou consigo, e clínica essa que ele gritou para sua mãe que não iria ficar, nunca. Apenas Zayn e a mãe já que Liam teve quer ir para a empresa do pai, ou era arriscado aquilo tudo desabar.

Zayn entrou no carro de sua mãe batendo a porta com força e se jogou no banco de trás como fazia quando pequeno, assim como fez quando Payne tinha se mudado, e quando Trisha entrou e o viu daquele jeito, viu o mesmo garotinho molenga e extremamente perdido de anos atrás.

- Se não quer ficar nessa merda, porque você faz isso com você? – ela soltou sem se importar muito com o linguajar.

- EU NÃO SEI...

- NÃO GRITA COMIGO, ZAYN MALIK – e foi o que bastou para Zayn começar a chorar copiosamente se encolhendo todo e soluçar feito um maluco. A mulher se sentiu imediatamente péssima com aquilo, mas tinha que manter-se inabalável para tentar ajudar Zayn, e por isso ela só suspirou e deu partida no carro.

Depois de uns cinco minutos ela se lembrou de dar notícias a Liam e o ligou colocando no alto-falando do carro, em dois toques seu outro filho atendeu.

 

- Oi mãe, tudo bem? – e uma nova onda de soluços veio do banco de trás, Trisha sabia que Liam não falava com ele desde o dia anterior, não por raiva, mas sim por estar ferido, ele tinha prometido e descumpriu novamente.

- Escutou? Isso responde sua pergunta? – ela escutou um pigarreio que ela sabia que era para disfarçar a voz de choro.

- Na verdade não.

- Ele se recusou, não falou com o psicólogo, e saiu de lá gritando que não iria ficar ali, nunca mais – agora o que ela escutou foi um suspirar de Liam e um respirar entre dentes de Zayn – Veio para o carro, gritou comigo e começou a chorar – ela não estava sendo grossa, não estava sendo insensível, estava apenas vestida com a carapuça de mãe irritada que ela sabia que Zayn tinha medo e pensaria duas vezes antes de tentar alguma coisa –Ele está te escutando.

- Oi, Z? – a voz de Payne não passava de um sussurro, um sofrido sussurro.

- L-Lih, desc-culpa... S-só vai pra casa, por favor– começou quase como gritos, mas terminou com um sussurro tão sofrido quanto o de Liam. Ele escutou com perfeição, mas teve que se controlar para responder.

- Quando eu chegar em casa conversamos, tudo bem?

- V-você não me odeia? – Trisha tentava ser invisível naquele momento e conseguia. Zayn já tinha sentado no banco e pegado seu celular, tirado do alto-falante e só ele escutava Liam.

- Não amor, eu não te odeio, só estou magoado, você não cumpriu a promessa.

- Ee-eu sei, ma-mas e-eu não cons-segui.

- Eu sei, mas não chora, já está tudo bem, não é?

- S-sim.

- Então para. Me diz uma coisa?

- Humrum...

- Você já tentou falar com o H?

- N-não, quer que eu tente?

- Sim – Liam não queria colocar mais uma preocupação na cabeça de seu marido, mas o fato era que ele não tinha conseguido falar com seu cacheado, o celular só dava desligado.

- Tudo bem. Até mais tarde?

- Claro amor. Eu chego cedo hoje.

- Vou te esperar – Zayn já estava visivelmente mais calmo e Trisha via aquilo.

- Dorme um pouco, quando eu chegar eu te acordo.

- Promete?

- Prometo.

- Eu te amo, Lih.

- Eu sei, e eu te amo ainda mais.

Os dois ficaram alguns segundos em silêncio até Zayn escutar Liam suspirar falho e desligar.

Ele entregou o celular à mãe e pegou o seu no bolso de sua calça tentando imediatamente ligar para Harry, mas nem chamava. Viu que já eram mais de oito da noite em Londres e tentou pensar em algo que não fizesse Harry atender o celular, pensou em um monte de coisa e uma delas foi Josh com quem ele não conversava há alguns poucos dias. Resolveu então mandar uma mensagem para ele.

 

“Oi Josh, tudo bem?”

 

Enviou e esperou a resposta que não veio.

 

“Você está com o H? Não consigo falar com ele”.

 

E mais uma vez sem resposta. Ele só respirou fundo e começou a digitar uma para Liam.

 

“Não consegui, será que aconteceu alguma coisa?”

 

“Não, deve estar tudo bem, ele só deve estar ocupado demais”.

 

Zayn pensou em responder a mensagem de Liam, mas achou melhor não, sabia que as coisas estavam já complicadas demais para ele começar uma discussão sobre aquilo, sobre Harry e Josh, porque por mais que ele não tivesse bem, ele sabia que o “ocupado demais” se referia a Josh. Ele só bloqueou o aparelho e voltou a se jogar no banco. Ficou ali até o carro parar em frente a sua casa. Saiu sem dizer nada a sua mãe e passou direto para seu quarto, tomou um banho e se jogou na cama dormindo não muito depois.

Acordou com beijos carinhosos em seu rosto e braços o circundando pela cintura. Era Liam, um Liam já de banho tomado e cabelos desgrenhados com um pequeno sorrisinho nos lábios.

- Boa noite dorminhoco – ele sussurrou antes de lhe dar um selinho. Malik só se encolheu mais ainda nos braços do marido e encostou o nariz no peitoral dele sentindo seu cheiro e só aquilo o fez querer dormir novamente.

- Já é noite?

- Quase oito – Payne enfiou o nariz nos cabelos bagunçados do marido e fechou os olhos.

- Isso é chegar cedo pra você?

- Eu cheguei eram seis e pouquinho, mas você estava dormindo tão gostoso que eu resolvi não te acordar.

- Então vamos voltar a dormir.

- Não, você tem que comer, a mamãe vai dormir aqui e fez um jantar.

- Ela que fez você vir aqui me acordar?

- Foi, disse que se eu não viesse, ela viria, mas te acordaria com tapas – os dois riram baixinho.

- Obrigado por vir você então.

- Eu quase a deixei vir, você tá merecendo, você mentiu pra mim, de novo – o clima continuava calmo, mas a bronca viria e Zayn sabia que Liam não iria explodir, o tom não passaria daquele quase sussurro, mas sabia também que ele estava chateado.

- Desculpa, eu não consegui, quando eu vi eu já estava no banheiro e você sabe o resto.

- Eu já disse, você não tem culpa do que aconteceu.

- Eu sei, mas mesmo assim e fiz – ele fungou – Como ele está?

- Meu pai? – Zayn concordou ainda com o rosto colado no peitoral de Liam – Saiu ileso, o médico disse que ele só se machucou pela queda no chão, mas de resto, nada, nem uma sequela, só o mandou tomar cuidado e essas coisas, saiu hoje pela tarde do hospital.

- Sua mãe?

- Histérica, chora a todo instante com medo de ficar sozinha no mundo.

- Não seja cruel...

- Cruel? – não era uma discussão, ainda era uma conversa sem ânimos alterados, mas parecia uma conversa boba pela amanhã – Você por um acaso esqueceu-se do que eles nos fizeram? O que fizeram com você?

- N-não, mas ela ainda é sua mãe e ele seu pai.

- Olha, eu não quero mais falar nisso, chega deles dois – Payne inconscientemente fazia círculos com os dedos das mãos na cintura nua de Zayn que realmente sentindo aquilo estava prestes a dormir – Como você está?

- Com sono.

- Eu quero novidade. Sua garganta não está mais doendo? – Liam se referiu à reclamação da noite anterior que Zayn fez, a dor na garganta era pelas vezes que ele enfiou o dedo e forçou vomitar, aquilo sempre acontecia.

- Não.

- Você se machucou?

- Não, eu acho que eu desmaiei já sentado – Zayn novamente fungou – Conseguiu falar com o H?

- Não, nem sinal, estou começando a ficar preocupado.

- Se fosse algo ruim a gente já estaria sabendo.

- Oh claro, o Josh iria ligar com o maior prazer e dizer, ou não se foi ele o causador – revirou os olhos indignado com aquilo. O fato era, ele estava morrendo de raiva de Josh, não só por ele ter agora toda a atenção de Harry, mas por perceber que ele estava fazendo Harry os esquecer.

- Você nem sabe o que aconteceu e está o culpando?

- Vai defender ele de novo?

- Não estou defendendo ninguém, só acho que você está sendo injusto, ciumento e possessivo. H é e sempre vai ser nosso também.

- Será?

- Nós o conhecemos numa boate, sempre soubemos como ele era e ele nunca deixou de aparecer, nunca deixou de dar notícias e por mais que eu veja que ele gosta do Josh, ele nunca nos largaria sem antes ter um motivo.

- Eu não teria tanta certeza.

- Ah, chega disso também. Vamos lá comer antes que a mamãe entre aqui e me force a comer.

- E iria a ajudar – sorriu fraquinho vendo Zayn afastar seu rosto do seu peitoral e o olhar incrédulo.

- Chato – ele sorriu grande e deu um selinho em Liam que depois evoluiu para um beijo lento e apaixonado que durou alguns minutos – Eu te amo.

- Tem certeza? – Payne fez um biquinho fofo como se estivesse triste, Zayn fingiu pensar e o deu outro selinho.

- Toda certeza do mundo.

- Eu também te amo.

Enrolaram mais um pouco por ali e depois saíram do quarto. Trisha estava sentada no sofá vendo algum programa de culinária e os olhou de soslaio com a maior cara de brava. Zayn iria até ela para pedir desculpas, mas ela só levantou a mão e fez um gesto para ele ir direto para a cozinha. Malik foi junto a Liam, não estava triste por sua mãe ter feito aquilo, ele sabia que ela não estava com raiva, só gostava demais do programa para dá-lo atenção. Começaram a comer e ele até que achou a comida gostosa, não que sua mãe não cozinhasse bem, não era isso, era apenas que ele estava enjoado e comida era a última coisa que ele queria por na boca. Liam o olhava enquanto comia e talvez por isso ele comia com vontade. Quando estavam já terminando Trisha apareceu na cozinha, o abraçou por trás e o deu um longo beijo na bochecha. Disse que o perdoava, mas que se ele um dia voltasse a gritar com ela, ela iria o dar as surras que não levou quando pequeno e ainda ira acordar sem cabelo nenhum. Aquilo gerou uma onda de risadas, mas ela do nada parou e disse que era sério e fez Zayn gelar.

Ele teve que lavar a louça como castigo, mas Liam o ajudou, terminaram e foram para o quarto. Dormiram depois de tentarem mais uma vez ligar para Harry e Zayn escondido tentar falar com Josh. Tudo em vão.

Zayn prometeu a si mesmo que não iria mais fazer aquilo consigo, prometeu de novo.

 

Londres.

02hrs25mim a.m.

 

- Eu vou pagar, porra. Apesar de tudo, deu tudo certo, apesar dos idiotas exagerarem, e ao que tudo indica meu plano deu certo.

- Escuta o que eu estou te dizendo, isso ainda vai dar merda.

- Olha, eu não te pago pra me dar conselhos, eu te pago pra fazer o que eu mando e agora parece que finalmente o Josh largou aquele viadinho.

- Mas ele está no hospital.

- Isso só foi um contratempo, mas o que importa é que ele só vai ter olhos pra uma pessoa, e no caso sou eu, estou até vendo ele me olhando com pena, pedindo desculpas e me beijando depois.

- Foda-se. Você pensou em tudo, mas e se ele resolver ir embora daqui?

- Eu vou junto.

- E se o Harry for atrás dele?

- Mata, sem pena.

- Ah, claro, vai ser superfácil mirar com uma arma na cabeça dele e atirar. Josh com certeza vai mandar uns vinte seguranças ficarem na cola dele, além disso, Smith agora vai ficar igual a um cão de guarda cheirando tudo que for suspeito e você tá lá todos os dias.

- Eles nunca vão desconfiar de mim, por favor, cara. E deixe estar, do jeito que aquele desgraçado fica sem chão sem o Josh, é provável que ele acabe morrendo de overdose o que te poupara o trabalho de matá-lo, e finalmente sair do meu caminho com o Josh.

- Você é um doente, isso não é amor, é obsessão.

- Não, não é, estava tudo bem até aquele maldito reaparecer, e agora eu só quero me livrar dele e tudo vai ficar bem, e depois da boate e do bilhete, eu tenho certeza que o Josh vai preferir fugir a correr o risco de perder o Harry.

- Você escutou o que acabou de falar?

- O quê?

- Você quase disse que o Josh só vai se afastar do Harry por medo e não por te amar.

- Eu não ligo pra isso, o importante é tê-lo pra mim.

- O Smith vai te pegar, eu sei que vai, e coitado de você e essa sua carinha bonitinha, sua vala vai ser em um rio e ninguém nunca vai dar por sua falta, nem o Josh.

- Eu mato aquele desgraçado também. E eu não vou morrer.

- Ahh, claro, mata né? Assim como você iria matar o Harry. Você é um viado frouxo.

- E você tem dinheiro graças a esse viado frouxo, então acho melhor ficar calado... Porra, tenho que desligar...

 

E a ligação ficou muda.


Notas Finais


Kisses docinhos.


Ally


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