História My Brother's Boyfriend - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Haechan, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jisung, Mark, RenJun, Taeyong, Ten
Tags Jaehyun, Jaeyong, Lucas, Mark, Mark Lee, Markyong, Nct, Taemark, Yukhei
Visualizações 127
Palavras 2.298
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


MIL DESCULPAS PELA DEMORA

eu fiquei com bloqueio essa semana, e tantos acontecimentos (comeback do nct e final do produce101) eu mal consegui escrever

boa leitura 💕

Capítulo 7 - Fijación Oral


 

Mark.

Não queria ir para a aula hoje, confrontar Lucas depois de tudo que aconteceu seria horrível. Ele tinha todos os motivos para me odiar até o resto do ano. 

Ao sair do quarto vi que a porta de Jaehyun ainda estava fechada, ele não tinha ido à faculdade. Sua discussão com Lee ontem foi tensa, e apesar de ter gostado de ver que o casal do século XXI também tem defeitos, eu me preocupei com Taeyong, ele saiu de nossa casa aos tropeços, foi praticamente enxotado por Jaehyun porta a fora. Como alguém tinha coragem de tratar uma pessoa como Taeyong daquele jeito? 

A propósito, era hoje o aniversário de um ano do namoro dos dois. Eu tinha planejado passar mal na escola e ir para o hospital ou algo do tipo para estragar o dia de Jaehyun, mas pelo o que parece o meu esforço não seria necessário. Ele havia estragado o seu dia por conta própria. 

Tomei meu rápido café da manhã e estava me preparando para sair quando alguém descendo as escadas chamou minha atenção. Me virei lentamente para olhar quem era, e para minha surpresa, era Jaehyun. 

— Acordou tarde. — Eu disse, em um tom relativamente irônico. 

— Eu queria te pedir desculpas. — Ele disse até descer as escadas completamente, parando numa distância pequena o suficiente para me deixar intimidado. — Não queria que tivesse ouvido tudo aquilo ontem. Devo imaginar o quanto foi estranho. 

— Normal. Até os casais perfeitos brigam. — Levantei a cabeça e o encarei nos olhos antes de dar as costas. — Aliás, não é hoje o aniversário de um ano de vocês? 

Enquanto saía, eu poderia sentir Jaehyun em minhas costas pensando em alguma resposta que não enganasse a mim, mas a ele mesmo. A menção ao seu aniversário de um ano com Taeyong fez despertar nele algo que o desconcertou. Deixei meu irmão sozinho na cozinha antes de encerrar a nossa conversa por completo. 

A aula correu normalmente. Não vi Lucas em nenhum dos corredores da escola e comecei a achar que ele havia ficado doente do importuno banho no lago da noite passada, se esse fosse o caso eu me sentiria ainda mais culpado do que já estava. 

No horário do intervalo eu decidi passar o tempo livre na biblioteca, para terminar de ler Dom Casmurro, o livro de meu trabalho com Yukhei, que deveríamos entregar daqui algumas semanas mas que eu não sabia se ainda éramos uma dupla. Andei pelos corredores da biblioteca a procura de um exemplar do livro, pois tinha esquecido o meu em casa. De longe, pude avistar a capa do mesmo, enquanto alguém o segurava, com o rosto enterrado entre as páginas. 

— Com licença, eu gostaria de saber se tem outro desse livro que você... — Finalizei minha sentença antes de completar o seu sentido, ao ver que a pessoa que lia o livro era Lucas, que olhava compenetrado. 

— Você quer? Pode ficar. — Yukhei me entregou o livro. — Eu já terminei de ler. 

— Lucas, eu... — Comecei a falar mas ele me deu as costas e eu o segui. — Lucas, por favor. Vamos conversar.

Ele continuou andando pelos corredores, sem me dar ouvidos. Até parar repentinamente, se virando e me assustando. 

— Falar sobre o que? — Ele aumentou a voz e me encolhi, lembrando que estávamos em uma biblioteca, mas Lucas não pareceu se importar. — Sobre como você deixou o seu cunhado me humilhar? Sobre como deixou ele me agredir e você simplesmente foi embora como se nada tivesse acontecido? 

— Eu não deixei o meu cunhado te humilhar. Eu só não sabia o que fazer. — Falei baixinho, levando Lucas para um local mais afastado na biblioteca. 

— Mesmo depois do nosso beijo? — O garoto aumentou ainda mais a voz, para que todos ouvissem, e eu tenho certeza que ouviram. 

Fechei os olhos quando Yukhei exclamou aquilo em voz alta, mesmo afastados eu poderia sentir que todos que encontravam-se ali ouviram aquilo e estavam nos olhando.

— Ei, ei. Estamos numa biblioteca. — Prensei Lucas na parede e tampei sua boca. — Como pode dizer isso em voz alta? 

— Ou você prefere que eu diga que... — Ele afastou minha mão e hesitou antes de dizer algo, se aproximando de meu rosto. — ...que você é apaixonado por Taeyong? — Disse sussurrando em meu ouvido, fazendo meu rosto queimar. 

Eu ia fazer algo, dizer que ele estava ficando louco e que era impossível eu estar apaixonado pelo meu cunhado, mas o sinal que indicava o fim do intervalo me salvou de entrar mais a fundo nesse assunto. Soltei Lucas e deixei aquele lugar o mais rápido que eu pude, ignorando todos os olhares curiosos que me observavam sair. 

Jaehyun.

Demorei até conseguir adormecer totalmente. Me arrependi de ter brigado com Taeyong, eu estava com raiva, era o calor do momento. Cogitei ligar para ele no meio da madrugada para pedi-lo desculpas, dizer o quanto o amava e me arrependia, mas o mesmo devia estar com tanta raiva quanto a que eu senti horas atrás. Eu acho que arruinei o meu namoro, na véspera do nosso aniversário de um ano. 

Eu tinha planejado uma noite especial com Taeyong hoje, que seria uma surpresa que eu não tinha mais certeza se iria acontecer. Acordei além de horário, me permiti faltar as aulas do dia na faculdade em benefício de algumas horas a mais de sono. 

O dia correu mais lento do que eu esperava, quanto mais tempo eu passava em inércia, mais em Taeyong pensava, tudo me levava a ele, as palavras duras que eu o disse. Logo de manhã, Mark fez questão de não me esquecer de que hoje eu e Taeyong comemoraríamos um ano. Eu fui pedir desculpas ao meu irmão pela discussão na noite passada, não queria que o mesmo tivesse ouvido tal coisa, mas ele não parecia que havia se incomodado muito com a briga, pelo o contrário. 

— Você está bem? Parece mais pensativo do que o normal. — Ten perguntou, enquanto se colocava ao meu lado e pegava os livros que eu segurava. 

— É só que... — A pergunta colocou novamente os acontecimentos em minha mente, porém chacoalhei a cabeça e afastei esses pensamentos. — Nada não. 

Terminamos de estocar os livros para podermos encerrarmos o expediente.

— Estou achando você muito para baixo. — Ten disse, quando encerramos o expediente e deixamos o prédio. — Não gosto de me intrometer na vida dos meus colegas, mas... É algo relacionado com o seu choro ontem? 

Sempre fui de poucos amigos, minha única amizade verdadeira havia se tornado um namoro, e desde então nunca consegui me aproximar de alguém novamente, então minha cumplicidade inesperada com Ten me causava certa estranheza, nos entendíamos muito bem, tínhamos diversos assuntos em comum. Eu me julgava uma pessoa tão diferente das outras que encontrar alguém parecido comigo só aumentava minha admiração pelo meu colega.

— Problemas no meu namoro. — Respondi. 

— Uau, sua namorada deve ser sortuda de ter alguém como você. — Ten disse "namorada" e eu soltei uma risada alta o suficiente para ele ouvir. — Eu disse algo de errado? 

— Não é bem uma namorada... — Corrigi. — É um namorado. 

— Então ele deve ser bem sortudo. — Sua reação natural me surpreendeu. 

— É, Ten... Você tem algum compromisso para hoje? É que eu não queria ir para casa. — Perguntei e Ten apenas entrou dentro de seu carro, eu já estava começando a achar que havia sido ignorado quando ele abaixou o vidro de seu carro. — Entra aí. 

Mark.

Resolvi passar em Yeouido, palco do incidente da fatídica noite de ontem, após o fim da aula, para poder pensar no que havia acontecido entre eu e Lucas. E para pensar em Taeyong também. Eu gostava de Lucas, mesmo com o pouco tempo que nos conhecíamos, mas Lee era tudo em minha vida, era impossível acreditar que tudo aquilo estava acontecendo em tão pouco tempo. 

— Tudo bem, eu não posso fugir disso. — Fechei os olhos e comecei a falar sozinho. — Eu estou apaixon....

— Será que vai virar rotina eu te salvar todos os dias? Aqui? — A mesma voz que foi o estopim de ontem me interrompeu, no mesmo lugar, era um deja vu. — O que faz aqui a essa hora? Está tarde para você ficar por aí. 

Me virei e encarei Taeyong, ele estava tão lindo quanto todos os dias, mas hoje estava mais. Suas calças jeans escuras e sua jaqueta que em qualquer outra pessoa pareceriam roupas normais, nele parecem mais alguma propaganda de alguma grife internacional. Eu já não falei isso, não? 

— Espero que seja uma rotina. — Tentei sorrir. — Eu vim aqui passear um pouco depois da escola. Sozinho dessa vez. — Pude jurar que vi um sorriso de canto em sua boca quando falei "sozinho". — E você, o que faz aqui? Não deveria estar com Jaehyun hoje?

— É, eu deveria. Mas não sei se ele está muito afim de me ver hoje. — Taeyong se colocou ao meu lado e começamos a andar pelo parque. — Vim aqui fazer o mesmo que você. Esse lugar é especial, eu gosto de vir aqui pensar. 

— Muito especial... Você sabia que o meu primeiro beijo foi aqui? — Eu disse, sem pensar, fazendo Taeyong me olhar.

— E você gostou? — Lee questionou. 

— Eu esperava que fosse melhor. — Respondi. 

Ficamos em um silêncio confrangedor após, que me corroeu até chegarmos a saída do parque, então Lee se colocou em minha frente novamente. 

— Quer que eu te leve para casa? — Ele perguntou, sorrindo. 

— Se você quiser... — Abaixei a cabeça e balancei o pé. 

— Vamos. — Ele riu do meu jeito bobo e segurou em meus ombros, me levando até sua moto. 

Andar de moto com Taeyong era sempre uma ótima experiência. Seu corpo me aquecia mesmo com todo o frio severo daquele anoitecer. Eu poderia abraçá-lo para o resto da minha vida sem precisar de mais nada. 

— Mark? Chegamos. — Ouvi a voz de Taeyong me tirando do meu transe. — Você dormiu? 

— Ahh... — Desci de sua moto e retirei o capacete, o entregando em seguida. — Você já vai?

— Não acho que o seu irmão queira me ver.

Olhei para atrás, checando se tinha alguém em casa. Todas as luzes estavam apagadas e a porta trancada. 

— Bem, parece que não há ninguém... — Dei os ombros. — E você está encarregado de ficar comigo todas as noites até os meus pais chegaram. 

— Você me convenceu. — Taeyong desceu da moto e me acompanhou até a porta. 

Entramos. Como Lee já era de casa eu não precisei fazer as honras. 

— Mark, eu gostaria de pedir desculpas por ontem. — Ele guardou suas coisas e se aproximou de mim. — Acho que fui um pouco duro com seu amigo. 

— Está tudo bem... Eu só... Só queria saber o porquê de tudo aquilo. — Vacilei ao tentar completar a sentença. 

— Eu me senti... — Taeyong não continuou. — Quer provar uma coisa especial? 

Fiquei levemente decepcionado por ele contornar a conversa. Eu queria saber o que Taeyong pensava, nenhum de seus atos e suas palavras me davam alguma resposta para as milhares da perguntas que eu tinha. Sua expressão mudou, o mais velho foi em direção à cozinha e começou a procurar algo na geladeira. Permaneci parado por um tempo até segui-lo. Decidi desistir daquele assunto, por enquanto. 

— Da última vez que cozinhamos as coisas não acabaram muito bem. — Me escorei na parede enquanto o observava. 

— Dessa vez vai ser diferente. — Ele colocou tudo sobre o balcão. — Eu vou fazer chocolate. 

Me aproximei e tentei olhar por cima de seu ombro. 

— E o que torna o seu chocolate tão especial? 

— Sou eu quem faço. — Ele continuou trabalhando. 

Em um impulso, envolvi meus braços ao redor do seu braço direito. Ele recebeu bem o toque. Taeyong colocou o indicador no chocolate quente, levando até a minha boca para que eu pudesse provar. Involuntariamente, passei mais tempo com o dedo de Lee em minha boca do que deveria. 

— Bom? — Ele me perguntou, sorrindo.

— Melhor do que eu esperava.

Taeyong abriu a gaveta e pegou duas colheres. Fomos em direção à sala e nos acomodamos no sofá, procurando qualquer coisa na televisão. 

— Então, o seu amigo... — Taeyong iniciou uma conversa. — Lucas? 

— Sim? 

— Parece que ele gosta bastante de você. — Continuou. —  E você, é afim dele também? 

— Ele me pegou de surpresa, foi só isso. — Tentei diminuir a importância de meu beijo com Lucas. — Nunca vamos ter nada. 

— Será? — Taeyong questionou e eu preferi não responder.

Ficamos alguns minutos ali, conversando sobre qualquer assunto aleatório até terminarmos completamente o chocolate quente feito por Lee. O mais velho checou a hora em seu celular e se levantou. 

— Acho que está ficando tarde, não quero estar aqui quando Jaehyun chegar. — Taeyong disse e eu me levantei, me colocando em sua frente. 

— Bom, acho que ele irá demorar... — Evitei olhar nos olhos dele ao dizer isso. — Jaehyun deve estar por aí, comemorando o primeiro ano de vocês. Você deveria fazer o mesmo. 

— Jaehyun não é disso. — Lee olhou para baixo, decepcionado. — Acha que eu deveria ir atrás dele? 

— Eu acho que... — Não finalizei. 

Num impulso que não me perguntei de onde veio, me aproximei de Taeyong, ficando na ponta dos pés, até a altura de sua cabeça e encostei os nossos lábios. Eu beijei o namorado do meu irmão. Não consegui fazer nada além disso, o toque da boca de Taeyong me paralisou totalmente. O mais alto, tão confuso quanto eu, levou sua mão até a meu rosto, segurando ele durante alguns segundos durante o beijo e chegando a acariciar minha bochecha com o polegar, até recuperar os sentidos e me afastar. 

Os lábios finos dele eram macios, não foi preciso muitos movimentos para eu constatar isso. Sua boca, ainda com um leve sabor de chocolate, tinha um gosto natural indescritível, melhor do que qualquer coisa que eu já havia provado. O estágio final da minha fixação oral. 

— O que... — Taeyong tentou dizer algo. Ele me olhava confuso, até curioso. Sua mão ainda segurava minha cabeça. 

— Feliz aniversário. 


Notas Finais


espero que tenham gostado do capítulo, foi escrito numa semana não muito criativa minha, desculpem @_@

comentem qualquer sugestão ou elogio, se quiserem


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