História My cure - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Life Is Strange
Personagens Chloe Price, Mark Jefferson, Maxine Caulfield, Nathan Prescott, Personagens Originais, Rachel Amber
Tags Bad Boy, Caulscott, Efeito Borboleta, Hentai, Life Is Strange, Max Caulfield, Nathan Prescott, Revelaçoes
Visualizações 21
Palavras 2.247
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ecchi, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoal, obrigada por todos que estão acompanhando a fic, espero que esteja agradando, que verdadeiramente estejam gostando.
Boa leitura :)

Capítulo 9 - Capítulo 8- Broken boy from a dollhouse


Capítulo 8—Broken boy from a dollhouse

 

“Você deve exigir o melhor de si. Você deve começar a procurar por imagens que ninguém mais pode fazer. Você deve aproveitar as ferramentas que tem de maneira cada vez mais profunda. ”
William Albert Allard

 

Maxine corria pela escada descendo os degraus com pressa, queria fugir dali. Ir para casa, sabe como os pais estavam. Já não aguentava todo aquele circo que sua vida havia se transformado, queria nunca ter voltado para sua cidade natal, Arcadia Bay. Se não tivesse retornado nada daquilo tinha acontecido e agora ela teria uma vida normal, seria uma jovem adulta amante da fotografia, somente isso. Já estava no segundo andar, conseguia até sentir o gosto da liberdade, mas cedo demais novamente a borboleta foi capturada.

—Hora de aproveitarmos nossa estadia no hotel, princesa. —Nathan ironizou ao ouvido da morena, que inutilmente tentava se soltar. —Você é muito escorregadia, vou ter que te prender de novo, isso que acontece com meninas que desrespeitam as regras. Você tem que aprender que quem quebra regras é punido!

A puxando contra si, ele podia lembrar-se desta lição que seu querido pai, Sean Prescott lhe deu há muito tempo.

Nathan odiava muitas coisas com onze anos, muito mais coisas do que a maioria dos garotos de sua idade. A maior delas era visitar seu avô, ele o achava um tanto assustador e misterioso: Harry Aaron Prescott, o lendário leão de Arcadia Bay—que devorava os menores com seu poder—, ele quando jovem fez fortuna muito cedo e comprou vários imóveis pela cidade e depois de um tempo construiu várias casas e lojas naquela terra que anteriormente era tomada pela natureza selvagem, indo contra os conselhos dados pelos antigos moradores que ali viviam, eles diziam que era errado destruir a flora para obter riqueza, de certa forma eles estavam certos quanto a isso, sim Prescott conseguira fama e fortuna, mas como um equilíbrio da própria natureza ele obteve muito mais infortúnios do que bonança, ele era um homem muito doente, que agora vivia encima de uma cama sem conseguir se movimentar sozinho—somente o fazia na cadeira de rodas e com a ajuda de empregados que o servia—, ou até mesmo gerenciar a grande fortuna que havia obtido. Harry era um homem deplorável, atormentado por fantasmas do passado que o torturavam ele estando dormindo ou acordado.

Naquele dia era aniversário do patriarca da família Prescott, assim como em anos anteriores a família estava toda ali para prestigia-lo, em seu 70°aniversário. A casa do avô para Nathan parecia um mausoléu, cheio de fotos e relíquias antigas, para um pré-adolescente era mórbido e muito chato, ele não queria perder um domingo passando um tempo com pessoas que não lhe interessavam, preferia até mesmo estar sozinho, mas fora arrastado pelo pai para estar ali, então sem escolhas estava na grande biblioteca da mansão olhando as diversas fotos da família de membros que ele conhecia, dos quais nunca vira encimas dos móveis de mogno dispostos no ambiente. Tinha muitas fotos de Harry quando era mais novo, de sua falecida avô e uma foto de família onde estavam seu pai, o irmão dele e o casal original Prescott, todos muito austeros e sem nenhuma expressão em suas faces. Pareciam aquelas fotos antigas que tiravam dos membros mortos.

—Um belíssimo retrato da família Frankenstein. Esse lugar é de dar arrepios.

—Fala como sua mãe, Nathan. E se parece muito com ela —Disse o velho Prescott surpreendendo seu neto que fez uma careta ao ser comparado com Marilyn, não se parecia nada com sua progenitora, em sua opinião pelo menos, por mais que odiasse o fato era uma cópia de Sean. Não sabia se isso era pior do que se parecer com mãe, que era uma boneca de trapos que só sabia sorrir falsamente a todos e encher a cara na bebida todos os dias.

—Não olhe com esta cara de consternado para mim menino. Sei o que pensa sobre sua mãe, mas não a conheceu antes. Ela perdeu muito do brilho que tinha, devo dizer que muito isso se deve ao meu filho. Lembro-me quando vi, Marilyn pela primeira vez, seus olhos, ela tinha um fogo no olhar, curiosos e aguçados se bem me lembro, sua inteligência acima da média e sua natureza de não aceitar a comodidade da vida. Ela era bem decidida, revolucionaria... —O homem falou tossindo ao final da frase, colocou um lenço nos lábios.

Era bem difícil acreditar naquilo, pois Marylin Prescott no presente era uma total alienada que recebia ordens do marido e não as contestava, parecia uma casca vazia.

—Bom pro senhor que conheceu ela desse jeito, eu só a conheci como uma péssima mãe.

—Não a culpe por erros de outros, o erro todo disto é meu. —Admitiu o senhor já cansado chamando a atenção do neto que o olhou sem entender. —Isso se deve a erros provindos de mim, não soube como criar meus filhos e por isso...

—Um deles se matou, conheço a história vovó. Mas não tente redimir os erros dela, ou os do meu pai o que eles fizeram, o que eles fazem pra mim não tem perdão!

Gritou o mais novo com raiva.

—Você é muito jovem para entender, Nathan. Não sabe o porquê isso aconteceu, mas...

O patriarca não conseguiu completar sua frase, pois seu filho entrou abruptamente pela porta lançando um olhar raivoso para o loiro.

—Ora ai estão vocês! Papai, deveria estar na recepção que preparamos a você pelo seu aniversário, não conversando com Nathan. Ande vamos.

Harry com um suspiro acionou o botão da cadeira de rodas saindo dali junto a sua prole e o neto que os seguia sem nenhuma vontade. Ao final do dia em seu quarto Nathan repassava tudo que aconteceu e a conversa com o avô, quando seu pai entrou pela porta do seu quarto, ele nem se deu o trabalho de olha-lo, sabia que ele tinha um cinto em suas mãos. O mais novo sabia que seria castigado.

—Quantas vezes eu já lhe disse Nathan, não tem nada que xeretar no que não lhe cabe, ou ficar de conversinhas com aquele velho esclerosado. Diga, o que ele lhe disse?

—Nada importante.

—Sabe que eu odeio mentiras, levante-se e venha até aqui!

Engolindo em seco pelo que estava por vir, ele se levantou e foi até o pai de cabeça baixa.

—Sabe que o que falo é para o seu bem, não é? Você tem de aprender a me respeitar, Nathan. Quero que seja como eu alguém dia, para isto você tem que se tornar alguém forte, assim como eu. Entende?

  Ele assentiu, engolindo o choro. Quando a tortura começou, bem aquela não era a primeira vez que ele lhe batia só que naquela vez foi ainda mais doloroso. Muitas horas mais tarde o jovem acordou no chão gelado, nem mesmo tira-lo dali o pai pensou, com muita dor ele se mexeu sentindo todos os membros doloridos era incrível como ainda conseguia abrir os olhos depois de tudo, mesmo sabendo que sair do chão seria pior, com muito esforço se levantou e se arrastou até o banheiro, abriu o armário de cima pegando seus comprimidos—Receitados por sua psiquiatra— e analgésicos, quando caiu novamente ao chão, levando consigo os comprimidos que caíram todos se misturando no chão, enchendo a mão ele os levou a boca os engolindo, com a perna conseguiu abrir os armários abaixo da pia, puxou de lá as tolhas que estavam ali, no fundo do móvel viu a garrafa de vinho que tinha pego escondido da adega, puxando a rosca ele a virou contra os lábios sentindo o familiar gosto do álcool contra a boca, a queimação deixando seu corpo quente. Era acolhedor, de certa forma. De uma maneira torta até que o avô tinha razão, ele se parecia com a mãe, estava no caminho de se tornar um bêbado. Sua vontade era morrer e acabar com aquela dor e solidão que lhe rasgava o peito, na morte pelo menos obteria paz.

—Então, agora o que vai fazer me bater?

Indagou Maxine quando ele trancou a porta do quarto.

—Eu deveria. —Ele ponderou por um segundo, fazendo com que um sorriso maldoso preenchesse seu rosto aristocrático. —Tira a roupa, gracinha.

 Vendo que ela não cumpriria sua ordem ele mesmo o fez de uma forma nem um pouco delicada. As roupas agora jaziam em pedaços pelo chão do hotel. A garota agora estava somente de roupas intimas. O choque no rosto de Maxine era nítido naquele momento.

—Ora vamos, melhore essa cara. Eu não sou o lobo mal, querida, ou talvez sim... Sabe, eu até poderia ser gentil, mas você não colabora não é, acho que você é meio masoquista garota. Eu não me importo com isso acho até legal. Algumas meninas más precisam ser castigadas, não é? E você tem sido muito, muito má.

—Não faz isso.

 Ela pediu com o temor estampado nos seus olhos azuis escuro sentindo o corpo do garoto contra o seu encostado naquela parede fria. Os dedos longos dele pousaram ao lado do seu rosto e ele sussurrou em uma voz rouca no seu ouvido, soprando ar quente:

—Ah meu bem, sabe como eu odeio quando me mandam? Sempre desrespeitando os superiores Maxine, eu vou ter que te ensinar de uma vez por todas a respeitar a mim, vou te dar uma liçãozinha para parar de uma vez por todas de quebrar regras.

 Os pelos da nuca da jovem se eriçaram automaticamente, porém não de uma forma boa.

—Essa sua ideia de levar umas palmadas me parece ótima agora. Sabia?

—Não encosta em mim! —Ela disse afastando-se dele e indo em direção ao beiral da janela, na sacada. —Fica longe se- senão eu me jogo.

 Ela blefou gaguejando, o fazendo sorrir com o desafio.

—Essa eu pago pra ver. —Ele disse arrogantemente cruzando seus braços, o que fez a jovem engolir em seco. Ele ia pagar para ver. Altura pode se dizer que nunca foi um dos grandes medos de Max, desde pequena se lembrava de ir ao penhasco em Arcadia Bay, lembrava-se também de algum tempo atrás ter salvo Kate Marsh de se jogar do terraço do dormitório feminino de Blackwell, o que era um pouco de altura para a morena afinal? Nada, tomando uma lufada de respiração profunda a garota passou uma perna para o outro lado da grade de segurança, seria agora. Iria morrer, preferia isso a ter Prescott encostando em si abusando de seu corpo. Estavam no oitavo andar, seria uma queda de mais ou menos trinta metros de altura, seria rápido, e ela esperava que também indolor. Assim que iria se soltar sentiu alguém a puxando para dentro, Nathan.

—Você é muito louca querida, mas morrer pra você agora está fora dos planos, por enquanto pelo menos. Agora preciso resolver umas coisinhas e você vai ficar quietinha até eu voltar. E para garantir que você fique quietinha, um presentinho. —Ele disse pegando a seringa no bolso de trás da calça enquanto ela se debatia e tentava se soltar, uma mão dele abafava os sons que ela fazia, então a agulha perfurou a pele dela, a fazendo cair na inconsciência. Sendo assim ele a deixou caída no chão do quarto do hotel, abriu a mala e tirou dali algum dinheiro que precisaria, também pegou cordas e fita, a prendeu na cama e colocou a fita na boca da jovem para que ela ficasse quieta. Pegando a chave a trancou ali e rumou para algum daquelas loja de departamento em que você encontra tudo de tudo. La dentro o loiro pegou algumas peças de roupas femininas e masculinas, celulares desbloqueados, produtos de higiene como escova de dentes, de cabelo, xampu, condicionador e uma máquina de barbear. Facas, sacos de dormir e alguns alimentos, salgadinhos em geral e muitas coisas com açúcar, passando no caixa finalmente notou que há um longo tempo não comia, então depois das coisas compradas foi até uma pequena lanchonete para comer algo. Estava distraído com sua alimentação, porem algo na televisão lhe chamou a atenção. O noticiário dizia algo sobre a tragédia em Arcadia Bay, no Oregon.

“Há duas semanas o trágico desastre em Arcadia Bay nos chocou, cada um de nós fazíamos preces pelas famílias destroçadas pela perda. O número de mortos já passa da metade da população, o restante encontram-se feridos e em hospitais pelas redondezas dos destroços da cidade.”

Aquilo não era uma grande novidade ao jovem, afinal ele estava lá quando o dito desastre aconteceu, estava vivo graças a estar no banker que seu nem tão querido pai havia financiado—Não que sequer o próprio senhor Prescott soubesse da existência—, se não fosse pelo gosto sádico de seu antigo mestre estaria morto, ou pelas mãos de Jefferson ou pelo tornado. Não dando muita importância aos fatos relatados continuou a saborear seu queijo quente, a coisa mais decente que aquele estabelecimento oferecia, porem mesmo sem querer os seus olhos se voltaram para a nova noticia anunciada.

“...Entre desaparecidos estão Nolan Kepper, Joshua Miller, Catherine Guetes, Nicolas Holt, Maxine Caulfield, Nathan Prescott, o renomado professor de Blackwell Academy Mark Jefferson...”

O loiro nem sequer esperou para ouvir o resto da notícia, deixou alguns dólares sobre a mesa e saiu dali apressado, aquela nova informação não era nenhum pouco motivadora, afinal qualquer um poderia acha-los, especialmente Jefferson, aquilo estava completamente fora dos planos. Tinha que colocar o trem de volta aos trilhos o mais rápido possível.


Notas Finais


Pedras, flores, sugestões? Deixem um review e façam uma autora feliz. Acho que a fic não está assim tão boa, ninguém comenta, comentem mais pra saber o que estão achando, seria legal saber o que estão passando na cabecinha de vocês. Beijos, até ♥


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