História My Dammit Boss - Capítulo 87


Escrita por: ~

Postado
Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Slash, Steven Adler
Tags Axl Rose, Duff Mckagan, Guns N' Roses, Izzy Stradlin, Slash, Steven Adler
Exibições 226
Palavras 4.482
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei muito? Bem, perdão <3
Gente, eu estou realmente cansada e com muitos problemas aqui em casa, então... perdão pelos erros e por qualquer coisa. É que eu realmente não estou legal...

Certo... eu queria agradecer a todas que estão acompanhando a história e que estão comentando. Eu realmente não seria nada sem vocês! ><

Aliás, vocês ficariam felizes em saber que eu já comecei a próxima fanfic?
Eu não posso dizer muita coisa, mas: vocês gostam de ninfetas e um Duff super sadomasoquista e cretino? e.e

Well, well.... you just can't tell, My Michelle e.e hehehe[
Enjoy!

Capítulo 87 - I need you, Will.


Fanfic / Fanfiction My Dammit Boss - Capítulo 87 - I need you, Will.

POV-Scarlett

Todos os piores pensamentos passaram pela minha mente. Meu coração acelerou ao máximo e eu senti meu corpo gelar ao máximo. Será que tinha acontecido algo com Axl? Será que o ruivo tinha...? Não, isso não poderia acontecer.

— O que houve? — perguntei rapidamente. — É o Axl?

— Oh, querida... — disse Cloe e adentrou o quarto, sentando-se na cama. Foi então que ela... sorriu. — Seu tio finalmente recebeu as provas que faltavam para colocar John atrás das grades.

Um sorriso se formou em meu rosto.

Finalmente. Finalmente.

— Que notícia maravilhosa! — falei e bati palminhas enquanto ria. — Cloe, finalmente!

Ela sorriu ainda mais e me abraçou forte.

— Os tempos estão mudando, criança. Tudo irá ficar em paz. — disse ela e me soltou. — Tenha fé!

Eu soltei um suspiro pesado e meu sorriso desapareceu.

— Eu queria que Axl ouvisse isso. — falei enquanto abaixava a cabeça.

Cloe suspirou também e levou a mão até meu queixo, erguendo minha cabeça.

— Fique tranquila, meu amor. Tenho certeza que o ruivo vai ficar bem. — disse ela e sorriu. — Agora por que não toma um banho, desce para comer e depois vem comigo até o hospital, eim?

— Seria ótimo, Clo. — falei e ri.

— Certo. Eu vou terminar de preparar o café. — disse ela e se levantou. — Não demore.

Eu apenas concordei com a cabeça e a observei sair, em seguida levantei e fui direto para o banheiro.

POV-Izzy

Eu estava na sala do apartamento de Emy. Encontrava-me encostado na porta da sacada, observando a chuva cair lá fora e bater contra os prédios, as casas e as ruas. Ainda era bem cedo, por volta das sete da manhã, e aquela tinha sido uma das piores noites da minha vida.

Axl estava no hospital correndo risco de vida e, de certo modo, eu sentia que a culpa era a minha. Eu deveria desconfiar de Seymour e deveria ter obrigado o ruivo a consultar um médico. Eu sabia que as malditas dores e os desmaios não eram comuns e agora ele se encontrava em uma cama sem nem sequer respirar direito.

Soltei um suspiro pesado e apoiei minha cabeça contra o vidro gelado.

Deus, sei que nunca fui uma pessoa muito certa, mas eu imploro: poupe meu melhor amigo.

— Amor? — a voz de Emy tirou-me dos meus pensamentos.

Virei rapidamente e deparei-me com a morena vestindo uma pijama branco e com os cabelos em um coque meio bagunçado e com uma expressão de quem acabou de acordar.

— Bom dia! — falei e forcei um sorriso.

Ela encarou-me rapidamente e suspirou também, então caminhou até mim e abraçou minha cintura, encarando-me.

— Vai ficar tudo bem... — disse ela. — Axl é um homem forte.

— Eu sei que é. — concordei. — Mas é que... a situação é tão delicada.

— Eu também sei disso. — disse ela e levou a mão até meu rosto, alisando-o. — Mas passar a noite sem dormir e ficar pensando demais não irá ajudar em nada. Axl precisa dos amigos por perto e não vai adiantar nada ter um Izzy exausto e desanimado tentando ajudar.

Refleti um pouco sobre suas palavras e acabei sorrindo.

Emy era incrível.

— É, você está certa. — falei enquanto alisava seu rosto. — Você não tem noção de como é especial para mim, morena.

Ela riu levemente.

— Você também é muito especial para mim, amor. — disse ela e mordeu levemente o lábio. — Agora por que não volta para a cama e tenta dormir um pouco? Eu prometo te acordar para irmos ver o Axl...

Eu apenas concordei com a cabeça e decidi obedecê-la.

POV-Slash

Era bem de manhã ainda. Estava um pouco frio em Los Angeles. Eu me encontrava no meu quarto com Michelle e London. Eu e ela já dormíamos na cama enquanto London estava no seu “novo” berço, que havia sido presente da Cloe.

Aquela havia sido uma das piores noites da minha vida, isto por conta da forma que encontrei Axl. Ver o ruivo quase morto e todo ensanguentado superou qualquer filme de terror e qualquer situação que já passei em minha vida. Foi uma dor extremamente forte.

Soltei um suspiro e abracei minha loira, beijando seu pescoço.

Michelle se moveu, mas não acordou.

Eu não como e nem o porquê, mas algo me dizia que ela seria minha mulher por toda a vida. Já estávamos juntos há tanto tempo. Eu a amava desde que éramos adolescentes e, apesar de ter percorrido milhas e milhas e ter estado em outras camas, eu nunca havia a esquecido completamente.

Parece que a distância entre nós dois só aumentava o meu sentimento por ela.

Aquela loira sabia de todos os meus segredos, de todas as minhas manias e defeitos, além disso, ela sabia exatamente como me controlar e como me fazer rir. Eu ficava realmente bobo por ela.

Tudo que eu precisava agora era que a tempestade passasse, pois só assim eu conseguiria fazer o que eu mais desejava, ou seja: pedir a loira em casamento. Sim, eu, Saul Hudson, realmente queria me casar e tomar rumo na vida. Tomar rumo ao lado da minha doce e maravilhosa Michelle Young.

 

POV-Scarlett

Depois de tomar um banho demorado, eu vesti uma roupa simples e desci até a cozinha, onde encontrei Cloe terminando de colocar a mesa. Ela sorriu assim que me viu.

— Os estão os outros? — questionei.  — Ontem eu acabei dormindo enquanto conversava com Stee.

— Stee, Duff e Slash ainda estão dormindo, já Izzy foi para a casa da Emy e ainda não voltou. — respondeu enquanto terminava as omeletes. — É provável que ela apareçam daqui a pouco.

— Certo. — concordei.

Ela terminou o café da manhã e se sentou ao meu lado.

— E então, meu amor, o que pretende fazer agora? — questionou com um meio sorriso. — Vai continuar a faculdade e trabalhando com os meninos?

Eu soltei um riso fraco.

— Bem, pretendo, eu acho. — respondi. — Tenho mais dois anos de faculdade e, bem... se os meninos quiserem, eu posso muito bem continuar os ajudando. Eu adoro os momentos ao lado deles.

— Sim. — disse ela. — E eu tenho certeza que eles adoram você ao lado deles.

— Assim espero. — falei e sorri. — Sabe, eu nunca imaginei que aceitar esse emprego me levaria a situações como as em que estou agora. Nunca imaginei que iria entrar para a família, que iria me divertir tanto, que iria... me apaixonar.

Senti meu rosto um pouco quente, o que fez Cloe rir.

— Ah, meu amor, o amor é bem estranho. — disse ela. — Sabe, eu já fui casada há muitos anos atrás.

 — Sério? — levantei as sobrancelhas.

— Sim. — respondeu. — Meu marido morreu em um acidente de trabalho e eu me mudei para o subúrbio de Los Angeles, onde eu me tornei vizinha dos meninos. No começo, eu achava que eles eram um bando de drogados vagabundos, porém, acabei percebendo que eles eram apenas crianças com um sonho ambicioso.

— Que meigo! — falei com os olhinhos brilhando. — E então?

— Bem, eu os ajudei o máximo que pude, entende? Limpava a casa, lavava as roupas, cozinhava. — disse ela. — Eu apenas não deixava que eles morressem.

— E faz isso até hoje... — comentei.

Ela riu.

— É, mas agora eu tenho sua ajuda. — disse ela e piscou.

Nós apenas rimos juntos. Cloe era mesmo incrível.

Permanecemos tomando café juntos até que ouvimos passos e logo a cozinha foi invadida por Duff, Slash e Stee.

— Bom dia! — Cloe e eu falamos.

— Bom dia, meninas. — disse Stee enquanto os três se sentavam.

— Meu Deus! Estou faminto... — disse Slash.

— É melhor vocês três se alimentarem bem, pois hoje será um longo dia. — disse Cloe e suspirou.

— Sim. — concordou Duff e suspirou. — Os noticiários já estão comentando sobre Axl no hospital.

Foi a minha vez de suspirar.

— Temos que manter a calma. — falei. — Pelo Axl...

— É, pelo Axl... — disse Cloe.

O ruivo tinha que ficar bem logo!

*****

Depois de café, eu e os outros — exceto Chelle —  decidimos ir para o hospital. Fomos todos no mesmo carro e, assim que chegamos, fomos recebidos por uma chuva de repórteres e fotógrafos. Para nossa sorte, tio Allan já havia alertado os seguranças, que agora tentavam ao máximo conter a multidão.

Eu senti meu coração acelerar só de imaginar que teria que passar por todas aquelas pessoas.

— Scar, está tudo bem? — Slash perguntou.

— Só não estou acostumada com atenção. — respondi e suspirei.

— Fique tranquila e só siga em frente. — disse Duff. — Tome, coloque isto.

Ele tirou um óculos de sol do bolso da jaqueta e me entregou. Eu apenas agradeci e coloquei os óculos. O carro parou em frente a entrada do hospital. Eu respirei fundo, esperei que um dos seguranças abrisse a porta e desci, sendo banhada por flashs e perguntas, assim como os meninos.

— Senhorita Miller, qual o estado de Axl Rose?

— Qual o seu envolvimento com ele?

— Isso tem alguma ligação com a modelo Stephanie Seymour?

Eu apenas ignorei todas as perguntas e continuei a andar sendo protegida pelos seguranças e acompanhada pelos meninos. Agradeci aos céus quando adentramos o hospital e as portas de fecharam.

— Meu Deus! — disse Cloe e respirou fundo. — Como vocês suportam isso?

— Anos de costume. — disse Slash.

Caminhamos em direção a recepção e, quando estávamos quase lá, encontramos tio Allan no corredor. Ele sorria.

— Olá, meu amor. — disse enquanto me abraçava. — Está melhor?

— Sim. — respondi e sorri. — Cloe me contou sobre sua ligação.

— Ah, sim. — disse ele. — Eu estou indo agora mesmo dar entrada na papelada com a polícia.

— Mas e os amigos dele? — perguntei curiosa. — Ele tem grande influência.

— Sim, mas com o pessoal daqui e não com o de Seattle. — respondeu ele e sorriu. — Os bombeiros e os policiais de Seattle querem John atrás das grades o mais rápido possível. Nenhum deles vai perdoá-lo pelo o que fez com seu pai.

— Assim espero! — concordei.

Abracei meu tio mais uma vez e, assim que nos soltamos, minha mãe apareceu, saindo de uma das salas do hospital com uma enfermeira.

— Oi, minha vida. — disse ela e me abraçou rapidamente. — Seu tio já contou da novidade?

— Sim. Eu estou muito feliz. — falei á ela.

— Certo. — disse ela e sorriu. — Bem, nós teremos que voar até Seattle, mas é provável que amanhã estejamos de volta. Você consegue se cuidar por aqui?

— Claro. — respondi simplesmente.

— Ótimo. — disse ela e alisou meu rosto. — Não se preocupe, criança. Vai ficar tudo bem, ok?

Eu apenas forcei um sorriso.

Ah mamãe, como eu queria ter forças para acreditar nisso...

— Não se preocupe, Mary. — disse Cloe. — Nós iremos cuidar de Scar.

— Muito obrigada, Cloe. — disse minha mãe e encarou os meninos atrás de mim. — E obrigado também, meninos.

Eles apenas acenaram com a cabeça. Minha mãe voltou a me encarar e segurou minhas mãos.

— Agora vai ver o seu ruivo. — disse ela.

Aquela frase fez com que eu a encarasse surpresa. Meu ruivo...? Será que minha mãe estava... aceitando?

— Bem, vamos? O avião já está nos esperando. — disse tio Allan, tirando-me dos meus devaneios.

Minha mãe apenas concordou com a cabeça e eles deram de ombro, saindo do hospital com dois seguranças.

— Vocês estão aqui para visitar o senhor Rose? — a recepcionista perguntou, chamando nossa atenção.

— Sim. — Duff respondeu.

— Quarto 102. — ela disse e sorriu. — O doutor está esperando para conversar com vocês.

— Obrigada! — disse Cloe e demos de ombros, seguindo até o quarto.

Assim que chegamos ao quarto encontramos o mesmo médico do dia anterior acompanhado de uma enfermeira, a qual estava trocando o soro de Axl.

— Como ele está doutor? — perguntei.

O médico suspirou pesado e... sorriu.

— Nós acabamos de receber o resultado dos exames. — disse ele. — As notícias são boas!

— Jesus! — disse Cloe e sorriu. — Ele vai sobreviver?

— Ainda é cedo para dizer, porém, vendo os resultados posso alegar que as chances aumentaram bastante. — alertou o médico. — O único órgão afetado em um grau mais elevado foi o fígado, mas isso é fácil de resolver com algumas doses de ferro e vitaminas.

— Isso é ótimo. — disse Slash, agora um pouco mais animado. — E o que podemos fazer para ajuda-lo?

— Bem, o maior problema agora é o sangue. — respondeu o médico. — Precisamos de doações.

— Isso é fácil, não é? — perguntou Stee.

— De certo modo, sim. — disse o doutor. — Axl tem um tipo de sangue conhecido como receptor universal, ou seja, pode receber qualquer outro tipo de sangue.

— Bom, então ele pode receber os nossos, não pode? — questionou Slash.

O médico fez um careta.

— Perdão pela falta de educação, mas, vocês estão limpos? — ele perguntou.

Os meninos se entreolharam e não responderam.

— Foi o que pensei. — disse o doutor e suspirou. — Perdão, mas eu não posso arriscar uma transfusão de sangue nesse caso.

— Bem, e quanto á mim? — perguntei curiosa. — Eu nunca usei drogas.

— Neste caso, é uma possibilidade. — respondeu ele. — Mas precisamos de mais uma pessoa, pelo menos.

— Bom, eu também posso doar. — disse Cloe, seriamente. — Eu tenho a saúde de ferro.

— Ótimo. — disse ele. — Com isso já temos as três pessoas.

— Três?!! — perguntamos em coro.

— Sim. — ele respondeu e checou a ficha que segurava. — A senhorita Marylin Miller foi uma das doadoras. Eu expliquei a situação para ela e Allan hoje mais cedo e, como ele toma remédios para dormir, sua mãe foi a única apta.

Não consegui conter meu sorriso. Minha mãe ajudando Axl? Isso sim era uma grande evolução. Finalmente as coisas estavam entrando nos eixos.

— Doutor, em quanto tempo Axl pode apresentar melhoras? — Duff perguntou preocupado.

— Isso depende do paciente. — ele respondeu. — Depende se Axl quer viver ou não. A vida de uma pessoa não depende somente do médico e da medicina, mas também dela mesma e da sua força de vontade.

— Entendi. — disse o punk.

— Podemos fazer o procedimento agora, doutor? — Cloe perguntou.

— Claro. Acompanhem a enfermeira, por favor.

Nós apenas concordamos e acompanhamos a garota de cabelos loiros para fora da sala.

****

POV-Duff

Estávamos no quarto de Axl há pouco mais de uma hora e meia. Slash estava sentado deitado no sofá ao lado da janela, cochilando. Stee estava brincando com algumas seringas vazias e eu estava sentado em uma poltrona ao lado da cama, observando o ruivo.

Ele estava bem pálido e os lábios estavam meio roxos, os cabelos pareciam ter perdido o brilho e ele parecia tão... frio. Nunca vi Axl dessa forma. Nem mesmo em uma das suas piores bad trip ou depois de uma das noites mais divertidas que tivemos.

Era estranho, triste e doloroso. Ele era um dos homens mais fortes que eu conhecia e um dos motherfuckers mais loucos também. Tinha seus defeitos, obviamente, porém, tinha qualidades que ninguém imaginaria.

E naquele momento, vendo-o daquela forma... eu me sentia completamente impotente e fraco. Eu não tinha conseguido proteger um dos meus melhores amigos. Não tinha conseguido impedir que uma mulher acabasse com ele. Que tipo de homem eu era? Um homem ou um rato?

Balancei a cabeça e afastei meus pensamentos quando a porta do quarto se abriu, chamando atenção minha e de Stee. Izzy adentrou o quarto junto com Emy, sendo que a morena sorriu ao nos ver.

— Olá, meninos. — disse ela.

— E aí! — falei sério.

— Como ele está? — Izzy perguntou com uma voz meio trêmula.

Acho que de todos nós o albino era o que mais estava sentindo, mesmo escondendo isto muito bem. Ele e Axl eram amigos desde a infância e tinham, praticamente, crescido juntos. O albino era praticamente o irmão do ruivo.

— O médico disse que nenhum órgão foi afetado e que as chances de ele sobreviver aumentaram. — respondeu Stee.

Izzy suspirou e se aproximou da cama, observando o ruivo.

— Esse filho da puta sempre se fodeu por conta de mulheres. — disse o albino e riu levemente. — Mas dessa vez ele se superou.

Nós acabamos rindo.

— Olha pelo lado bom, chaminé. — disse Stee com um sorriso. — Quando tudo isso acabar, ele vai ficar com a Scar, e eu tenho certeza de que ela não vai fazer o ruivo ficar mal.

— Isso eu concordo. — disse Emy e sorriu. — Sério, de todas as mulheres, Scarlett é a única que nunca vai machucar o ruivo.

— Ainda bem. — disse Slash. — Por que depois dessa... acho que ele merece sexo vinte e quatro horas por dia durante um ano todo.

Nós acabamos rindo de novo. Slash era mesmo um bobo.

— Falando em Scar, onde ela está? — perguntou Emy, curiosa.

Mal ela fechou a boca e a porta se abriu novamente, dessa vez revelando Cloe e Scarlett.

— Emy! — disse a loira e correu para abraçar a amiga. — É tão bom te ver.

— É bom te ver também, meu amor. — disse a morena e soltou Scar, encarando-a. — Onde estavam?

— Fomos doar sangue para o Axl. — Scar respondeu e sorriu. — O médico disse que agora depende dele e da vontade dele em viver.

A loira se afastou da amiga e caminhou até a cama, ficando ao lado de Axl. Ela pegou a mão dele e a beijou com ternura. O olhar de Scarlett para com o ruivo era um olhar repleto de paixão e amor. Era algo que eu nunca havia visto nos olhos de qualquer mulher que esteve ao lado de Axl.

— Ele vai ficar bem. — disse Scar. — Sinto isso...

 

POV-Scarlett

Eu encarava meu ruivo com um sorriso no rosto. Minha esperança havia se reacendido em meu peito e eu sabia que, a qualquer momento, ele voltaria para mim.

Ficamos em silêncio por um breve momento até que a porta do quarto se abriu e o doutor, junto com duas enfermeiras, adentrou o quarto.

— Eu sei que estamos no horário de visitas, mas eu preciso que todos se retirem para eu começar o procedimento. — disse ele. — Só permitirei a permanência de uma pessoa.

— Eu fico. — falei prontamente.

— Tem certeza, Scar? — Cloe perguntou.

— Sim. — respondi rapidamente. — Eu tenho certeza absoluta.

Ela apenas concordou com a cabeça.

Eles se despediram de mim, acordaram Slash e se retiraram do quarto, enquanto eu me afastei da cama, permitindo que o médico começasse todo o processo necessário. Sentei-me no sofá ao lado da janela e apenas observei tudo. Cerca de meia hora depois, as enfermeiras se retiraram, deixando apenas nós dois na sala.

— As transfusões serão lentas. — disse ele enquanto olhava em seu relógio. — É provável que leve o dia todo ou até mesmo a madrugada. Quanto mais demorado, melhor. Pois assim o organismo, juntamente com as vacinas antiofídicas, irá agir contra o veneno.

— Tudo bem. — falei e suspirei. — Eu só espero que ele fique bem.

— Todos esperam. — disse ele, confortante. — Bem, eu retornarei quando anoitecer. Com licença.

Apenas acenei com a cabeça e o observei sair, em seguida me sentei ao lado da cama de Axl e fiquei o observando em silêncio.

 

POV-Izzy

Emy e eu não conseguimos ficar muito tempo no hospital. Eu não estava com cabeça para ficar naquele lugar e ver meu melhor amigo daquela forma, além disso, Emy tentava me acalmar, mas era em vão.

Minha mente estava cansada, meu autocontrole estava quase se rompendo e meu maior desejo era: acabar com Seymour. Por que sim! Eu realmente estava preocupado com Axl, porém, minha raiva por aquela mulher era ainda maior. Ela tinha chegado ao limite da crueldade, tinha acabado com minha paciência e com o que restava da minha sanidade.

Eu seria capaz de mata-la com minhas próprias mãos.

— Amor?! — ouvi a voz de Emy me chamando, o que fez com que eu a encarasse de repente. — Ouviu o que eu disse?

— Ah... não. — respondi sincero. — O que foi?

— Eu perguntei se você poderia passar em algum lugar para almoçarmos. — respondeu e ergueu as sobrancelhas. — No que estava pensando?

Eu desviei o olhar para o trânsito que continuava parado.

— Eu estava pensando na situação do Axl. — respondi. — Eu me sinto culpado por isso.

— Já conversamos sobre isso. — disse Emy. — E você sabe que a culpa não é sua.

— É, mas se eu ao menos... argh... — acabei dando um soco no volante.

— Se você ao menos...? — perguntou curiosa.

— Sei lá, Emy. — falei meio nervoso. — Se eu tivesse impedido a Seymour ou talvez feito o que ela queria...

— Como o que, por exemplo? Ter ficado com ela?

Sua pergunta fez com que eu a encarasse rapidamente.

— Ah... não! Claro que não! — falei rapidamente.

— Certeza? Por que é o que parece! — disse irritada e cruzou os braços.

— Ah, pelos anjos, Emy. Olha o que você está falando. — falei sem acreditar naquilo. — Eu nunca ficaria ao lado da Seymour.  

Ela encarou-me por alguns segundos até que simplesmente pegou sua bolsa, abriu a porta e saiu do carro.

— Emy! — gritei, mas ela nem sequer olhou para trás.

Mas o que diabos ela tinha?

Observei-a sumir na esquina do seu prédio e decidi deixa-la esfriar a cabeça. Eu estava nervoso e cansado demais para ir atrás, então esperei o trânsito andar e voltei para a Hell House.

Eu não sabia se os outros já estavam em casa ou não, então tudo que fiz foi me trancar no quarto e ficar por lá.

******

A chuva estava extremamente forte e barulhenta. Os pingos grossos batiam contra o telhado e a janela, enquanto os raios cortavam os céus e causavam estrondos assustadores.

Já se passavam das duas da manhã e eu não conseguia dormir. Eu já havia fumado quase uma maço inteiro de cigarros e bebido um pouco de whisky para tentar me acalmar, porém, nada tinha efeito.

Eu sentia uma sensação estranha.

O ar estava pesado e meu peito parecia estar apertado. Era como se eu estivesse com o mundo inteiro em minhas costas.

Soltei um suspiro e passei as mãos pelos cabelos, em seguida acabei levando um enorme susto quando o telefone tocou.

Olhei para o aparelho e refleti sobre quem poderia ser naquele horário.

Será que... era algo com Axl? Ou com a própria Emy?

Rapidamente estendi meu braço e atendi.

— Alô?

— Olá, meu doce. — aquela voz...

— Seymour... — apertei o telefone. — Você é muito cara de pau em me ligar...

Ela riu levemente.

— Eu iria pessoalmente, meu amor. — disse ela. — Mas não sei se você aguentaria me ver.

— Ora sua... — rosnei.

Seymour era mesmo uma ordinária.

— O que você quer, Seymour? Já não basta o que fez com Axl? — perguntei. — Você sabe que assim que ele sair do hospital, ele irá mandar você para trás das grades.

Ela riu novamente.

— Não vamos falar do Axl, meu docinho. — disse ela. — Vamos falar de nós.

— Nós? — ri. — Não existe nós, Seymour.

Ela suspirou.

— Ora, Izzy, por que você dificulta tanto a nossa situação, amor? — questionou. — Por que você simplesmente não aceita que fomos feitos um para o outro?

— Por que não fomos. — revidei. — Eu nunca amei e nem irei amar você, Seymour. Eu quero distância de você e do seu veneno.

Ela soltou um suspiro pesado.

— Nem mesmo se eu te fazer uma proposta? — perguntou.

Eu ergui as sobrancelhas. Como ela conseguia ser tão maluca?

— Que proposta?

— Eu quero que você fuja comigo, Jeffrey. — respondeu com um tom mais melancólico. — Podemos ser felizes em algum lugar na Europa.

Foi a minha vez de rir.

— O que diabos você tem na cabeça, garota? Será que você não percebe que eu prefiro estar morto á amar você? — perguntei rindo. — Seymour, eu nunca serei céu.

O silêncio se estabeleceu. Um silêncio frio, cruel e, de certo modo, aterrorizante. De Seymour poderia se esperar tudo.

— Tudo bem, meu Izzy. — disse ela, finalmente. — Você quem sabe!

E desligou...

*****

POV-Scarlett

A chuva chegou junto com a madrugada. 

Eu continuava no quarto de Axl.

Na verdade, eu tinha saído apenas para pegar um café e uma água, nada mais. Eu não sairia do lado dele tão cedo, nem mesmo por uma emergência. Eu sentia que ele iria acordar e eu tinha que estar ao lado dele quando isso ocorresse. Eu sentia que meu ruivo voltaria para mim.

Soltei um suspiro e saí de perto da janela do quarto, voltando para perto da cama, onde me sentei em uma poltrona. Já se passavam da uma da manhã e, apesar do meu cansaço, eu não queria dormir.

Eu queria mesmo era observar o ruivo.

As bolsas de sangue já estavam quase vazias e, mesmo não sabendo se era apenas impressão, eu já conseguia ver diferenças. O ruivo tinha ganhado um pouco mais de cor, seus lábios já não estavam roxos e sua respiração parecia mais regular.

Porém, eu não sabia se isso era apenas uma brincadeira da minha mente ou se realmente ele tinha melhorado.  

Peguei sua mão e a beijei, sentindo seu calor.

— Ah ruivo... olha para você... — comecei. —... você fica tão sem graça quando não está me irritando.

Ri levemente.

— Nunca pensei que diria isso, mas... eu sinto falta do seu perfeito e irritante jeito egocêntrico, narcisista e extravagante . — continuei. — Eu achei que o fato de você me irritar e provocar eram as piores coisas do mundo, mas acabei de perceber que sem isso tudo fica tão sem graça e tedioso.

Eu sorri e passei meu rosto em sua mão.

— Você precisa voltar para mim, meu amor. Para sua Scarlett. — falei e deixei algumas lágrimas caírem. — Você precisa voltar e continuar ao meu lado. Eu nunca imaginei que encontraria alguém como você, nunca imaginei que sentiria falta de alguém como você. Eu preciso de você ao meu lado, preciso das suas brincadeiras, das suas piadas e da sua safadeza. Eu preciso do seu amor, ruivo.

Respirei fundo e beijei sua mão novamente. Levantei rapidamente e debrucei meu corpo em cima do dele, beijando levemente seus lábios.

— Eu não sei se você está me ouvindo, Will. — sussurrei próximo ao seu ouvido. — Mas eu quero que saiba que... eu te amo.

Beijei novamente seus lábios e voltei a me sentar.

Agora era questão de tempo.

Eu sentia isso. 

POV-Axl

O que estava acontecendo? Por que meu peito estava doendo tanto? Por eu sentia meu corpo pesado como chumbo? E... por que estava tão frio?

Eu não conseguia me recordar de nada. Não conseguia nem sequer mexer qualquer parte do meu corpo. Estava tudo escuro e estranho.  

Deus... o que estava havendo comigo?

Eu tentava mover meu corpo, mas era impossível. Não havia nenhum sinal de luz. Eu estava sozinho, confuso e sem saber o que havia acontecido.

Minha única companhia era o barulho da chuva.

ESPERA...

Chuva?

Sim, chuva. Eu conseguia ouvir a chuva e as trovoadas.   

Mas onde eu estava?

Será que eu... estava morto?

Mas o inferno parecia tão diferente da televisão. E não tem chuva no inferno.

Não, eu não posso estar morto.

Tentei manter a calma e permaneci ouvindo o barulho da chuva, o qual foi se intensificando ainda mais. Era como se a chuva estivesse chegando perto, como se ela fosse o começo de um álbum novo.

Relaxei, percebendo todo o barulho possível, até que, de repente, uma luz começou a se formar em minha frente. A escuridão começou a ceder lentamente, dando lugar á uma cena muito clara.

Era como se eu estivesse acordando depois de dias dormindo...

Aos poucos, eu percebi que não era uma luz, mas sim um lugar. Minha visão foi se desembaçando aos poucos e logo eu deparei-me com um quarto.

Um quarto de hospital.


Notas Finais


hahahahaha só para constar e.e
Ainda falta mais um trágico acontecimento... percebam que Seymour não vai desistir de Izzy tão cedo hehehe
Meninas, sério, eu juro que a fic tá acabando, ok? Logo vcs se livram de mim aushauhsuahsuah

Enfim, o que acharam?


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