História My Darkness - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gay, Lemon, Magia, Tortura, Yaoi
Visualizações 26
Palavras 1.548
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Compri o horario, mesmo estando um pouco tarde hehe
Obrigada pelo favorito :) <3

Esse ator na foto, Ian Somerhalder é o Oliver nessa estoria okay~~

Capítulo 2 - O preço.


Fanfic / Fanfiction My Darkness - Capítulo 2 - O preço.

Sábado; 13h40min.

 

   Estou sentado no sofá, ainda pensando no acontecido mais cedo. Eu não sei demais nada. Aquilo não pode ser só um sonho, eu ainda estou com o colar em meu pescoço. Se isso realmente aconteceu, meus pais mentiram para mim? E pior, criaturas de lendas existem?! Isso é surreal. Estou achando que sou esquizofrênico.

 

 

  Às vezes tenho a sensação de ser observado.

 

   Ouço um barulho de algo se movimentando no corredor, como se fosse passos lentos. Suspiro com o coração acelerado, eu estou enlouquecendo. Fecho os olhos, e tento me acalmar. Calma. Isso não é real, é só sua imaginação.

 

 

  De repente a porta se abre, e com o susto grito e me viro rapidamente para ver quem era, ou o que era.

 

—Sou eu, calma! — Deixei um suspiro aliviado escapar pela minha boca quando vi que eram meus pais.

 

—Porque está tão assustado? —Minha mãe indaga curiosa enquanto colocava sacolas que aparentava serem compras de alimentos na mesa.

 

—N-Nada… pesadelos…

 

   "Robert e Kate não são seus pais. Seus pais verdadeiros são Maryse e Gabert."

 

Aquilo que Oliver havia me dito ecoava em minha mente, eu preciso de respostas.

 

—Mãe, pai… preciso conversar com vocês. — Digo me endireitando no sofá, sério.

 

—Pode dizer filho, é sobre a escola? — Meu pai perguntou, não levando muito a sério.

 

—Não. É serio pai, vem sentam aqui — apontei para o espaço que sobrou no sofá, indicando para sentarem. Eles suspiraram.

 

—O que foi meu filho? — Minha mãe disse preocupada, se sentando junto com meu pai do meu lado.

 

Suspiro pensando se valeria apena mesmo perguntar algo tão impossível. É isso ou enlouquecer com tantas perguntas sem respostas.

 

—E-Eu… sou mesmo filho de vocês?

 

Eles arregalaram os olhos, surpresos. Entreolharam-se, pareciam hesitantes em responder. Eu estava com o coração disparado, com medo pela resposta dos dois.

 

—É-É claro, que pergun- Minha mãe iria dizer, mas meu pai a interrompeu.

 

—Não, querida. Ele tem que saber. — Colocou a mão sobre seu ombro e a olhou cabisbaixo.

 

—Meu filho — Meu pai me olhou nos olhos, pegando minha mão. — Você já completou 17 anos, teria que saber disso cedo ou tarde. Nós... n-não somos seus pais de verdade, mas te amamos como se fosse nosso filho. Oliver deve ter falado com você, não é? — Diz olhando o colar em meu pescoço — Não queria que sabe-se dessa forma, mas agora é tarde de mais. Seus pais verdadeiros não são completamente humanos, ambos tem sangue sobrenatural na veia. Sim. Isso quer dizer que você não é cem por cento humano. Seus pais tem uma divida com um demônio, um anjo das trevas, Elijah. Tudo começou quando Maryse e Gabert queriam ter um bebê, mas Maryse era estéril.

 

 

 

           18 anos atrás; 1999 30 de Dezembro.

 

 

 

“—Maryse! Minha querida encontrei um solução! — Gabert exclamava animado para contar o que poderia resolver o problema do casal.

 

—Diga Gabert. Não acho que isso teria uma solução… - a Mulher dissera cabisbaixa.

 

—Você já ouviu falar no demônio Elijah, certo? Podemos invoca-lo. — O homem dizia enquanto acariciava o rosto de sua amada.

 

—Mas ele é um anjo das trevas, é perigoso querido. — Maryse estava incerta, mas sua vontade de ter um filho era imensa.

 

 

—Eu sei, mas teremos cuidado. Oliver foi contra no começo, mas concordou em nos ajudar, pedimos ajuda a Nyara, ela é uma bruxa próxima de Oliver. Sara e William vai nos ajudar também a fechar o pacto.

 

—Tudo bem, faremos isso então.

 

 

 

  E assim no dia seguinte organizaram tudo. O ritual consistia em sangue de um urso em uma taça, velas, um circulo com um pentagrama dentro desenhado no chão. No máximo cinco pessoas reunidas em volta do pentagrama, e dois fora para no final selar o pacto. O demônio sempre irá querer algo em troca, e nunca confiem em um demônio, eles são brincalhões e cruéis. Feito o pacto, não poderá voltar atrás.

 

 

 

—Estão prontos? Não quebrem o circulo antes de invocarmos. — Nyara avisa olhando no fundo dos olhos de cada um. Recebendo acenos de cabeça.

 

 A mulher respirou fundo e fechou seu olhos, começou a recitar a fala de invocação, uma língua estranha.

 

As luzes começaram a piscar, e as velas que estavam em torno deles estavam ameaçando a apagar.

 

 

      

  As janelas se abriram, deixando um vento forte e gélido atravessar.

 

  Uma sombra negra em forma humana formou-se dentro no circulo.  Repentinamente o vento parou, as velas voltaram a ficar intactas, e a luz voltou a ficar acesa sem piscar.

 

—Oh, Anjo Elijah. Peço que me deixe ter um bebê! —Maryse disse logo, desesperada.

 

—Tem certeza que é isso que querem? —A voz era grossa e monstruosa.

 

Maryse olhou para Gabert, recebendo um aceno do mesmo.

 

—Sim. Daremos tudo o que você quiser.

 

 

 

E assim a luz apagou-se, o vento voltou mais forte ainda, e as velas se apagaram.

 

  William e Sara deram a mão, e recitaram a fala de finalização do pacto, a mesma língua estranha. Depois Sara pegou a taça que contia o sangue de urso, e caminhou até a roda. Aproximou-se de Maryse e deu para ela.

 

Maryse quebrou o circulo pegando a taça, respirando fundo ingeriu metade do líquido escarlate. O gosto amargo descia pela sua garganta.

 

Entregou para Gabert à taça, o mesmo pegou e bebeu o resto.

 

Deram as mãos novamente, fecharam os olhos. Nyara aumentara sua voz, repetindo varias vezes uma palavra indecifrável. E der repente tudo parou, e a luz acendeu. O pacto havia sido feito.  "

 

 

 

— Depois que fizeram o pacto, no começo de 2000 sua mãe descobriu que estava grávida. Comprovando que o pacto havia dado certo.

 

 

                  17 anos atrás; 2000 1 de janeiro.

 

 "—Gabert! Meu querido! — Maryse corria em direção do amado.

 

—Diga meu bem, o que aconteceu?

 

—Eu... estou grávida! — Maryse sente seus olhos encheram de lágrimas.

 

—Meu Deus! Serei pai, nós teremos um filho, Maryse!  — Gabert não estava diferente, seus olhos estavam transbordando de lagrimas.

 

E os dois choraram abraçados, não por tristeza, mas sim por felicidade. "

 

 

 —Você nasceu saudável e o parto fora sem nenhum risco. Mas quando completou dois meses, Elijah reapareceu. Não seria estranho ele dar a possibilidade para um casal ter um filho, sem pedir nada em troca? Pois bem, ele queria você, o preço do pacto era ter a criança para ele. Mas obviamente seus pais eram contra, eles fizeram de tudo para que Elijah deseja-se outra coisa. Mas demônios querem o sofrimento, então ele queria a coisa mais preciosa dos seus pais; você. Elijah então, disse que quando completasse 17 anos, ele voltaria e obrigaria você a ir com ele para o submundo. Seus pais horrorizados com tudo isso, pediu a Oliver e Nyara que cuidassem de você. Que mentisse você longe daquilo, longe de Elijah. Oliver concordou e Nyara fizera um feitiço de proteção em você, para que Elijah não pudesse te machucar. Mas agora que você completou 17 anos, o selo está enfraquecido. E você está em perig— Alguém batia na porta várias vezes com força, o interrompendo.

 

Ele está aqui, corre Alex! Se tranque no seu quarto e não saía por nada, me ouviu bem? — Sussurrou suplicante, ele estava com uma expressão apavorada.

 

—O-O que? Mas o que está acontecendo?

 

—Não temos tempo, Alex —As batidas aumentaram, e estava quase quebrando a porta. — Agora, corre!

 

    A porta se abriu, mas não vi o que tinha lá, pois o obedeci. Subi as escadas e entrei em meu quarto correndo, em seguida tranquei a porta. Suspirei e deixei as lágrimas cair. Eu estou com muito medo, era muita coisa acontecendo para digerir. Fiquei em um canto perto da cama. Sentei-me e puxei meus joelhos em direção ao meu peito, abaixando minha cabeça entre ali. Chorei, ouvindo os barulhos altos de coisas sendo quebradas e gritos. Coloquei a minhas mãos em meus ouvidos, era perturbador saber que os gritos talvez fossem daqueles que me criaram e que eu considero pais. E o pior, sem saber o que estava acontecendo.

 

 

   Assustei-me ao ouvir um barulho na janela, quando vi percebi que era aquele homem, Oliver. Apressadamente abri a janela, para ele entrar.

 

—Você tem que ir lá, por favor! Meus p-pais estão l-lá!— Eu não me importava que talvez eles não fossem realmente meus pais, eu os amo do mesmo jeito, e me destrói saber que eles podem morrer por minha culpa.

 

—Me desculpe Alex... eu não posso fazer nada sobre isso. —Seu olhar era de pena.

 

—Por favor! E-Eles são t-tudo para mim! V-Você tem que salva-los —Eu chorava como um bebê, estava desesperado.

 

—Primeiro tenho que te tirar daqui, é perigoso para você. — E sem perceber ele havia me pegado no colo, estilo noiva. E num piscar de olhos estávamos fora de minha casa, ele me levava em um carro.

 

—Não! Me solta, eu quero ir até lá! Me solta! — Me debatia, mas ele era mais forte que eu.

 

Desisti quando ele me colocou dentro do carro e fechou a porta rapidamente.

 

   Eu chorava silenciosamente enquanto observava pela janela minha casa se distanciando em quanto o carro avançava. Nenhum sinal dos meus pais.

 

 

Uma mulher estava dirigindo, ela era ruiva, e Oliver estava no banco de carona.

 

Eu havia parado de chorar. Com falsas esperanças de que talvez meus pais estivessem vivos.

 

 

          E de repente, minha vida virou de cabeça para baixo.


Notas Finais


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