História My Darlin - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza, Justin Bieber
Tags Ariana Grande, Justin Bieber, My Darlin, Professor
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Palavras 2.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Esporte, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Chapitre Douze



Minhas mãos soavam e meu corpo tremia. Eu queria sair dali. Justin me encarava com um sorriso que me dava nojo. Ele estava adorando a situação. Se aproximou em poucos passos, me puxando novamente. Qualquer movimento dele fazia meu coração palpitar. O que iria acontecer comigo?
Ele caminhou ate uma das estantes enquanto me arrastava, pegando um algema dali. Me mexi, tentando me soltar de suas mãos mas já era tarde, ele tinha prendido a algema em um de meus braços. Me puxou ate a cama pelo braço que ainda estava livre, prendendo-o com a algema entre os ferros da cabeceira daquela cama. Me mexi novamente, tentando soltar meus braços. 
- Justin, por favor! –eu implorei.
- Ah linda, pensei que você gostasse disso! –sorriu maldoso –Sei que você não vai se importar em ficar nua, você é uma vadia mesmo! –disse amargo.
Então suas mãos foram parar na barra da minha calça, onde tirou-a junto com minha calcinha. Meus soluços eram altos mas duvidava que alguém fosse ouvir. Meus tênis já estavam no chão do quarto. Meu corpo esta totalmente nu na parte debaixo. Fechei minhas pernas me encolhendo, eu não queria passar por aquilo, não mesmo! Me debati, movendo minhas pernas. Consegui chutar sua barriga, então ele segurou minhas duas pernas, me olhando feio.
- Não faça isso novamente! –ele sussurrou.
Afastou minhas pernas, ficando entre elas. Se aproximou do meu ouvido, sussurrando algumas palavras.
- Você é completamente minha Ariel e ninguém pode te tocar como eu te toco. 
Se afastou um pouco, olhando dentro dos meus olhos. Eu sentia nojo.
- Eu não sou nada sua e não quero ser submissa. –murmurei.
Então ele sorriu.
- Você vai querer.
Abri a boca pra responder mas Justin encostou nossos lábios, enchendo minha boca com sua língua. Não conseguia negar então tudo que eu fiz foi continuar com o beijo, apreciando o seu gosto na minha boca. Ele finalizou o beijo com uma mordida, levando suas mãos até sua calça, onde desabotoou. Junto com a cueca, abaixou um pouco, porém não completamente.
Voltou pra cima de mim, colando nossos lábios mais uma vez. Então eu o senti me invadindo de uma só vez, me fazendo gritar. Ele sorriu ao ver minha reação e logo seus movimentos começaram.
Mordi meus lábios sentindo ele alcançar lugares fundos no meu corpo. Mas eu me recusaria a gemer. Senti um lado do meu rosto arder, ele tinha me batido novamente. Tudo que eu queria era revidar.
- Não quero que segure seus gemidos. –ele disse grosso.
Antes que eu pudesse responder, senti seus movimentos aumentarem de ritmo. Um gemido escapou da minha garganta, fazendo ele sorrir. Suas mãos foram até minhas coxas, abrindo mais minhas pernas. Ele depositava ali tapas fortes e doloridos, sem se importar com o que eu iria achar.
Senti uma inquietação no meu ventre, fazendo-me mexer debaixo de Justin. Minhas pernas ficaram dormentes e eu logo pude sentir um arrepio subindo por todo meu corpo, eu estava tendo um orgasmo maravilhoso. Justin me olhou por alguns segundos, então senti seu líquido dentro de mim.
- Se você me desobedecer mais uma vez, não vai ser com a mão que eu vou te bater! 
Queria gritar com ele, queria chorar. Mas me controlei. Não adiantaria nada lutar contra ele agora. Tudo que eu queria era chegar em casa, onde eu me sentisse segura e bem longe desse maníaco. 


[...]


- Você está bem querida? –meu pai perguntou-me –Parece cansada.
- Eu estou! –sorri fraco –Nada que dormir não resolva. –dei ombros.
Terminei minha maçã, jogando o resto no lixo. Caminhei até a garagem enquanto rodeava as chaves em meus dedos. Soena já tinha me ligado umas três vezes para ter certeza que eu chegaria no horário certo. Em poucos minutos lá estava eu, parada na porta de sua casa, vendo-a adentrar o carro. 
Fui em direção a escola, onde demorei algum tempo pra achar uma vaga disponível. Desci do carro sentindo meu celular vibrar. Alguém estava me ligando, mas eu não reconhecia o número.
- Alô? –eu disse ao atender.
- Sra. Smith? –uma voz masculina diz.
- Sim, quem é? –estranhei.
- Aqui é da Juilliard, estamos informando que por conta de um imprevisto sua audição foi remarcada pro final do mês! –ele informou simples. –Mandamos as informações de local e horário no seu e-mail. 
- Hm, foi adiantada? –perguntei nervosa –Tudo bem, obrigada!
- Boa sorte! –ele murmurou antes de desligar.
Respirar, respirar, respirar. Ariel, qual é, não é tão difícil assim. Como se anda mesmo?
- Meu Deus Ariel! O que aconteceu? –Soena perguntou preocupada.
Respirei fundo, caminhando lentamente até a entrada da escola.
- Minha audição foi remarcada! –respondi tensa –Tenho menos tempo.
- Que dia? –ela perguntou me acompanhando.
Peguei meu celular no bolso, procurando o e-mail que Juilliard tinha mandado. Quando observei aquela informações senti meu coração parar.
- Dia 20. –disse nervosa.
- O QUE? Falta menos de uma semana, quem eles pensam que são pra fazer isso? –Soena perguntou indignada.
Balancei a cabeça. Definitivamente, aquele não era meu ano.


Justin Bieber P.O.V
O dia estava em especial, bem ruim. Uma semana atrás descobri que a audição da Ariel foi marcada pra hoje, deixando-a nervosa. Meu casamento está tão perto que eu já posso ver minha vida se transformando em um pesadelo.         
Suspirei irritado. Tinha mandado as passagens para meus dois amigos no Canadá que chegariam no final da semana que vem. Meu casamento aconteceria no dia 26, no sábado, e por conta disso Savannah estava um saco. 
Minha mãe chegaria um pouquinho antes pra tentar ajudar Savannah e meus irmãos e pai chegariam somente um dia antes. Nenhum deles eram fãs de Savannah por conta da família chata dela.
Me olhava no espelho, analisando a roupa social que eu usava. Já sabia onde ia ser a audição Juilliard tinha alguns pontos de audição em outras cidades e eu sabia onde ficava todos. Soena disse que colocou meu nome na lista sem que Ariel soubesse. Lembre-me de agradecer eternamente. 
Dei uma última olhada, indo em direção a garagem. Essa noite tinha que ser perfeita pra ela. Eu não tinha dúvidas de que ela passaria se não ficasse nervosa. Eu torcia por ela.


[...]


Conhecia algumas pessoas ali. Os pais de Ariel estavam presentes, junto com os de Soena. Perto deles, tinha um cara, o que parecia ser o professor dela, já que estava em uma das cadeiras da frente. A família de Scarlett também estava lá, claro que sem a garota. Havia um garoto junto com eles, o que eu podia apostar que era o tal Samuel, já que estava com uma pulseira elétrica, caso tentasse fugir. Todos estavam sentados mais pra trás, enquanto seu professor e mais três avaliadores estavam na primeira fileira. Acenei pra Soena, que devolveu o aceno, então fui em direção aos avaliadores.
- Bieber? –um deles perguntou –Quanto tempo! O que faz aqui? 
- Resolveu aceitar nossa proposta? –o outro disse.
Dei risada.
- Boa noite! –cumprimentei –Na verdade vim ver uma aluna minha. Ela vai se apresentar hoje.
- Que maravilha. E qual o nome dela? 
- Ariel Smith.
Um deles sorriu.
- Smith, a aluna de um dos nossos melhores pianistas. Pietro apostou muito nela! –ele se referiu ao professor de Ariel –Estou animado pra ver ela tocar. Ainda mais agora que soube que ela teve aulas com dois dos melhores que eu já vi. –ele riu –Você leciona o que?
- História. 
- E o que seu pai achou disso? 
- Não gostou, é claro. –fiz uma pausa –Mas depois que eu me casar irei parar de lecionar e me juntar a ele na empresa! –revirei os olhos.
Eles riram, convidando-me para senta com eles e assim fiz. Não demorou muito para anunciarem que a audição começaria. Três pessoas tocaram antes de Ariel, e sinceramente, elas eram muito boas. O quarto nome a ser chamado foi o dela. 


Ariel Smith P.O.V
Eu estava nervosa. Ouvia as instruções que uma mulher me dava. Entrar pela direita, sair pela esquerda. Respirava pesadamente, tentando me concentrar nas notas. Eu ensaiei muito, eu merecia aquilo. Não precisava ficar nervosa ou com medo, eu me sairia bem. 
Arrumei meu vestido roxo, junto com o salto. Não era justo nem colado, era ideal para o momento. Meu cabelo estava preso em uma trança embutida e minha maquiagem era leve. As três pessoas na minha frente eram incríveis e por esse motivo senti a insegurança bater. 
Olhei por trás da cortina, vendo todos ali. Até o Sam conseguiu vir e isso me deixou muito feliz. E na primeira fileira, lá estava ele. Justin Bieber veio ver minha audição.
Meu nome foi chamado, fazendo meu corpo tremer. Entrei pelo lado direito, olhando pra todos ali. Sorri pra Sam, que acenou pra mim. Não ousei olhar pra Justin.
Me sentei em frente ao piano, respirando fundo. Eu tremia, mas não por muito tempo. Assim que minhas mãos tocassem as teclas, eu sabia que tudo isso passaria. 
Me ajeitei pela última vez, olhando as teclas. Sorri, então meus dedos começaram a deslizar por elas, fazendo com que o som ecoasse. Eu estava indo bem. Meus dedos não paravam, seguiam nota por nota, deixando a música perfeita. Eu estava melhor do que nos ensaios. Continuei por longos minutos na sequência de notas que me esforcei pra conseguir lembrar, e finalizei com uma nota longa e difícil, na qual eu demorei semanas para aprender. 
Me levantei, ainda nervosa. Olhei pros meus pais, que tinham lágrimas nos olhos. Pareciam orgulhosos e por um momento, deixei as lágrimas caírem dos meus olhos também. Eu estava orgulhosa de mim.
Não houve palmas e nem podia. Nesse tipo de evento, palmas eram proibidas e todos ali sabiam disso. Deixei o ar sair quando atravessei o palco, indo pra parte inferior, onde ninguém podia me ver. 
Entre o intervalo das apresentações, fui em direção a platéia, onde todos estavam. Queria agradecer todos por estarem ali. Recebi o abraço de meus pais que estavam emocionados. Eles sorriam e me elogiavam a todo momento. Logo depois veio Soena e sua família me cumprimentar. Seus pais eram como tios pra mim e me elogiaram assim como os meus. A família de Samuel me elogiou, embora brevemente.
- Você foi incrível! –Samuel me abraçou.
- Obrigada por ter vindo, Sam. Era importante. –eu disse em seu ouvido.
Ele riu.
- Eu sei, Ari. –ele sorriu –O que eu não faço por você! –ele brincou.
Revirei os olhos.
- Idiota. –dei risada. 
Ouvi uma tosse atrás de mim. Eu sabia quem era mas me forçava a não virar. Infelizmente, meu corpo não obedeceu.
Vi Justin de braços cruzados, me encarando. Eu ainda lembrava de tudo que aconteceu. Nos falamos pouco depois daquilo. Eu procurava evitá-lo, só falava diretamente com ele se fosse necessário e não ousava olhar pra ele durante os ensaios para o baile.
- Posso falar com você? –sua voz rouca disse.
Apenas assenti.
- Sua apresentação foi perfeita, está de parabéns. –ele elogiou.
- Hm, obrigada. –respondi simples.
Ele se aproximou de mim, fazendo-me dar um passo pra trás. 
- Você está com medo de mim, né? –ele perguntou chateado –Olha, sei que desculpas não vão ser suficientes pelo que eu fiz, eu estava descontrolado mas eu te juro que isso nunca vai acontecer novamente. –ele suspirou –Você é.. toda perfeita e é normal que outros caras se interessem por você. A ideia de alguém tocar você sem ser eu me consumiu e eu não vi o que estava fazendo, me desculpa! Sei que você não é minha e nunca vai ser, eu só.. gostaria que fosse. –ele soltou tudo de uma vez. –Parabéns pela apresentação Ariel, boa noite! –foi tudo que disse antes de sair de perto, indo em direção a saída, me deixando sozinha.


[...]


Não acreditava no que estava fazendo. Os riscos daquela minha atitude eram muitos mas meus pés não obedeciam mais meus comandos. Ajeitei a blusa em meu corpo, sentindo o frio bater em minhas pernas.
Ainda estava de vestido porém agora tinha uma blusa de frio comigo. Meus pais tinham me levado pra um restaurante junto com o pessoal que assistiu minha apresentação. Era uma comemoração por tudo ter saído tão bem. E durante todo aquele momento não pude deixar de pensar em Justin. 
Quando tudo acabou, avisei que passaria em um lugar antes de ir pra casa e eles assentiram, é claro. Depois de hoje, provavelmente ficariam mais liberais.
E lá estava eu, no portão da casa de Justin, tremendo de frio. Suspirei, tocando a campainha da casa. E se Savannah estivesse lá? Não tinha pensado nisso. Mas antes que pudesse dar meia volta, ouvi uma voz soar pelo interfone.
- Ariel? –sua voz rouca perguntou.
Olhei pra câmera junto a porta. É claro que ele estava me vendo.
- Hm, sim? –respondi.
- O que faz aqui? –ele perguntou novamente.
Suspirei pela milésima vez naquele dia.
- Você pode abrir aqui? Está frio! –respondi tremendo.
- Oh, sim! 
Esperei enquanto olhava pro céu. Não tinha muitas estrelas visíveis ali. Claro, a cidade era extremamente iluminada, olhar as estrelas ali era quase impossível. Ouvi o barulho do portão automático se abrindo então entrei. 
Segui pelo caminho que já conhecia, em direção a porta que dava na sala, onde Justin estava sentado com uma calça de moletom e uma regata. Me aproximei, sentando-me ao seu lado.
Respirei fundo. Tinha que falar o que eu pensava.
- Eu pensei no que você me disse... –eu comecei –E entendo que você queira ter posse de mim. Eu gostaria de dizer que você é meu mas sei que isso é impossível, então eu me conformo, que mesmo você não sendo inteiramente meu, você está comigo, mesmo que por um breve momento, por que alguma coisa em mim te agradou. Gostaria que você entendesse isso também, que eu não estou com você por que sou sua, estou com você por que simplesmente quero estar. –eu terminei.
Ele parecia processar minhas palavras.
- Eu fiz uma letra pra sua música. Você quer ouvir? –eu assenti.
Nos levantamos, indo até aquela sala que eu conhecia bem. Já lá, Justin se sentou na frente do piano, então começou a tocar. Eu sorri, ouvindo minha música ser tocada por ele. E ai ele começou a cantar:


Lately I’ve been thinkin’, thinkin’ ’bout what we had
Ultimamente eu tenho pensado, sobre o que nós tivemos
I know it was hard, it was all that we knew, yeah
Eu sei que foi difícil, isso é tudo que sabemos, yeah


Prendi a respiração ao ouvir ele cantar. Era sobre mim? 


Have you been drinkin’, to take all the pain away?
Você já bebeu para fazer a dor ir embora?
I wish that I could give you what you deserve
Eu queria que eu pudesse te dar tudo que você merece


Ele molhou os lábios e me olhou brevemente. Seus olhos tinham lágrimas. Eu mal podia acreditar que ele iria chorar.


‘Cause nothing could ever, ever replace you
Pois nada nunca poderá substituir você
You know there’s no one, I can relate to
Você sabe que não há ninguém que eu possa me relacionar
And know we won’t find a love that’s so true
E sabe que nós não vamos encontrar um amor tão verdadeiro


Ele disse amor.


There’s nothing like us, there’s nothing like you and me
Não há nada como nós, não há nada como eu e você
Together through the storm
Juntos, através da tempestade
There’s nothing like us, there’s nothing like you and me
Não há nada como nós, não há nada como eu e você
Together
Juntos

Soltei todo ar que tinha prendido. Me sentia perdida e tonta. Que merda estava acontecendo comigo? 
- Eu queria poder dar tudo que você merece... –sua voz estava embargada –Mas como eu não posso, quis te dar pelo menos essa música. 
Aquelas palavras significaram tudo pra mim. Ele não pode me dar o que eu quero. Engoli seco.
- Ela é linda, obrigada! –eu respondi –Vou me lembrar de você quando tocá-la e essa vai ser a única coisa que vai me ligar à você. Eu gosto de você Justin. O suficiente pra desejar que você encontre sua felicidade na Savannah. –segurei as lágrimas.
- Você está se afastando me mim? –ele perguntou.
- Estou deixando você livre pra ser feliz com ela. –completei.
Virei-me, saindo daquele cômodo. Já conhecia a casa então não foi difícil sai dela. Entrei no meu carro, onde me permiti chorar como uma criança. Tudo tinha acabado e aquilo doía.
 


Notas Finais


Demorei mas postei. Gostaria de pedir para que vocês comentassem, por favor e se alguém conhecer alguma capista, me avisem! Obrigado gente!


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