História My Dear Angel - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Criminal Minds
Exibições 92
Palavras 947
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpa a demora gente ~ <3

Capítulo 2 - Não deixarás viver as feiticeiras


Angelina's P.O.V - Agora

-Entendam, classe. Tudo é uma questão de saber analisar as pessoas. -Me sento na mesa e cruzo os braços. -O que vocês vêem quando olham pra mim? Vão em frente, me destrocem. -Arqueio a sobrancelha e os alunos se olham.

Acredito que não seja todo dia que os professores deem a eles a oportunidades de falar o que pensam, ainda que eu os esteja direcionando pra falar o que eu quero. Meus braços cruzados, sobrancelha arqueada, boca fechada e maxilar trincado. Todos são gestos de poder. Não peço muito deles, além de que sejam capaz de ver isso. Eles são, afinal de contas, os nossos futuros agentes. 

Uma menina asiática se levanta e coloca o cabelo curto e liso atrás da orelha, falando numa altura que eu consigo ouvir, ainda que baixa. 

-Os braços cruzados podem ser sinal de defesa. 

-Não escutei, poderia falar mais alto? -Peço e a encaro de maneira dura. 

-Seus braços. Podem ser sinal de defesa. -Diz e eu assinto. 

-Mais alguém? -Olho pra turma inteira, mas ninguém se atreve a dizer nada. -Tudo bem. Então nossa amiga disse que pode ser um sinal de defesa. Certamente pode ser sim, mas quando é visto com o combo certo. Se eu estivesse com o rosto levemente abaixado, ou com a boca entreaberta, poderia ser tido como defesa. Agora o que nenhum de vocês idiotas notou, foi o meu maxilar. Maxilar trincado é sinal de raiva, mas também de poder. Eu disse tudo a vocês sem precisar de uma única palavra, tanto que a nossa amiga ali -aponto pra ela- demonstrou mais sinais de insegurança em 5 segundos do que eu vou ser capaz de mostrar em toda a minha vida. 

Vejo ela se encolher na cadeira, enquanto suas bochechas tomam um tom avermelhado. A parte mais divertida de trabalhar com calouros é o fato deles não terem confiança ainda. Eles não acreditam no próprio potencial,  e isso é bom, porque os que confiam demais em si mesmos nuca se formam. Nunca são agentes bons. 

-Quero pra próxima aula uma análise corporal das seguintes imagens. -Ligo o projetor e vou mostrando uma por uma. 

-Com licença. Como devemos fazer isso se não temos as imagens? -Um aluno levanta e eu reviro os olhos. 

-Não sou sua mãe, querido. Mas essas imagens já foram enviadas ao email da turma, se passasse menos tempo checando com quem você vai dormir hoje e mais se focando no agente que você vai ser, saberia disso. -Sorrio e imediatamente seu rosto fica vermelho, como um tomate. -Sou professora de análise corporal. Não espere ingenuidade da minha parte. 

Checo o horário no meu celular e vejo que já havia dado o horário deles saírem. Me sento na mesa e pego uns papéis que eu tinha que ler pra fazer meu querido relatório depois. Olho pra cima e vejo meus alunos me olhando com cara de nada, então arqueio a sobrancelha. 

-Já deu o horário. Não quero mais ver a cara de vocês por hoje, saiam. -Falo como se fosse óbvio e eles rapidamente obedecem. 

-Então é verdade o que dizem sobre você. -Ouço uma voz desconhecida e me viro pra identificar seu dono. Ele vestia um terno e tinha porte militar. Fedia a FBI. Desço da mesa e me escoro na mesma, erguendo levemente o queixo e esperando todos os alunos saírem. -Que você é durona.

-Preciso ser, não preciso, agente? - Desligo o projetor e ele sorri. 

-Precisa sim. Sua presença é requisitada na UAC. -Diz por fim e eu me viro pra ele, arqueando a sobrancelha. 

-Posso saber o motivo? 

-Queremos você em campo. -Sorrio. Mentiroso. 

-Não, não querem. Não você, pelo menos. Vou repetir a pergunta. Por que? -Ele solta um suspiro longo e trinca o maxilar, olhando pro lado. 

-Porque precisamos de você. De alguém com sua experiência. Os agentes estão ficando cada vez mais estúpidos. 

-Obrigada, agente. Mas como deve saber não atuo mais em campo. 

Começo a juntar minhas coisas e coloco numa pasta. Olho em volta checando se ninguém esqueceu nada e vou em direção à porta, sendo parada pelo homem. Me viro abruptamente e ele me solta, erguendo as mãos em sinal de rendição. 

-Um caso. -Suspira. -Por favor. 

Um homem orgulhoso me pedindo algo assim. Não, tem alguma coisa errada. 

-Quão grave está o caso, agente? 

-Hotch. Pode me chamar de Hotch. Temo que esteja muito grave, srta. Morelli. 

-Então nos vemos amanhã. Que horas devo estar lá? -Pergunto e ele sorri.

-De manhã seria bom. 8h? 

-Perfeito. -Sorrio e abro a porta da sala, dando espaço pra que ele saísse. -Agora, por favor. -Ele prontamente deixa o recinto, e eu vou logo atrás dele, seguindo seus passos com meu olhar e vendo ele chegar até um carro, aonde um homem moreno o esperava. O mesmo, mantinha os olhos fixos em mim. Volto a seguir meu rumo, ainda sentindo seu olhar queimar nas minhas costas. 

Pela primeira vez em três anos eu ia estar em campo. 

Flashback on ~ 3 anos antes

-Me deixa sair daqui! -Grito batendo nas grades da minha cela, mas ninguém me escutava. 

De repente, do meio da escuridão do quarto frio e sujo, sai um homem. Ele. Nunca esquecerei do seu rosto.

-Eu não posso deixar você sair, doutora. Você não é de Deus. O Senhor disse "Não deixarás viver as feiticeiras", mas eu não consigo. Deus me perdoe, mas eu não consigo. Então você não vai mais consultar os mortos, porque vai estar aqui comigo. Pra sempre. Seremos só nós dois. Não vai ser tão ruim, certo? -Sorri e começa a tocar as têmporas com a ponta dos dedos. 

Flashback off ~



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