História My Dear Angel - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Criminal Minds
Exibições 65
Palavras 1.995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Os ratos!


Angel's P.O.V

"I've got shackles on, my words are tied

Fear can make you compromise

With the lights turned up, it's hard to hide

Sometimes I want to disappear"

Abro os olhos preguiçosamente e pego meu celular, desligando o despertador. Bufo e volto a deitar na cama macia. Aperto o travesseiro, sentindo seus ossos, e...

O que?

Olho pra cima lentamente e identifico o Spencer. Sua expressão era serena e eu não queria acordá-lo, mas íamos nos atrasar. Sorrio ao ver seu peito subindo e descendo conforme ele respirava e brinco com meus dedos no seu peito, fazendo desenhos imaginários. Então, de repente, ele me puxa mais pra si, abrindo um sorriso leve, mesmo enquanto dormia.

-Maeve...-Murmura e eu sinto como se fosse um soco no estômago. Respiro fundo afim de me recompor e saio da cama com cuidado pra não acordá-lo, tirando meu pijama e colocando uma calça jeans. Como estava calor, resolvo ficar de regata mesmo, então escrevo um bilhete pro rapaz ainda adormecido e saio do quarto me sentindo sufocada, me dirigindo ao elevador. 

Entro no espaço cinzento e claustrofóbico, me sentindo estranhamente desconfortável. Aperto o botão do térreo e em poucos minutos estou descendo na recepção e andando em direção ao refeitório, aonde o farto café da manhã estava servido. Havia uma diversidade enorme de frutas, bolos, tortas, e geleias para as torradas cheirosas e com aparência boa. Para os mais tradicionais, também tinham ovos e bacon, tirando os chás e sucos (além do clássico café preto). 

Opto por um cupcake de morango com creme, uma torrada com manteiga e uma xícara de café sem açúcar. Perfeito. Sorrio e me sento em uma das várias mesas vazias que haviam no recinto, começando a comer calmamente. Pra ser bem sincera, não estava com um pingo de fome, mas sabia que passaríamos o dia inteiro trabalhando, então era bom comer alguma coisa. Tomo um gole do meu café e queimo a língua, a colocando pra fora. 

-Droga. -Xingo.

-Quem mostra a língua pede beijo. -Morgan aparece com um sorriso divertido no rosto, me fazendo rir. 

-Ou queimou a língua com o café. -Digo com a língua pra fora. Ele pede um minuto com o dedo e pega o sachê de açúcar, o abrindo e salpicando um pouco dele na minha língua. -Receita antiga do meu pai. -Sorri e eu franzo o cenho. Isso é ridículo, açúcar é completamente incapaz de...

E então a dor passa. 

Coloco a língua de volta pra dentro e passo ela pela minha boca inteira, não sentindo mais nada. 

-Não está mais doendo. -Murmuro confusa. -Obrigada, Morgan. -Sorrio e ele apenas pisca.

-Disponha. Então... O que aconteceu entre você e a Tara? -Pergunta e eu franzo o cenho.

-Quem? -Ele me olha e reprime uma risada, então eu me lembro. -Ah...Eu não sei. Acho que ela apenas não gosta de mim. -Dou de ombros e ele franze o cenho. 

-E é recíproco?

-Eu gosto de todo mundo, Megamente. -Sorrio satisfeita com o novo apelido. 

-Até de mim? -E então ele me olha indecifrável. O analiso por alguns segundos mas consigo apenas detectar seu interesse na minha resposta. 

-Até de você. -Respondo por fim e ele se dá por satisfeito. 

Nós então começamos a conversar sobre coisas aleatórias, já que estávamos quase uma hora adiantados. Aparentemente ele teve insônia, e eu apenas gosto de estar adiantada mesmo. Então começamos a conversar sobre coisas engraçadas do nosso cotidiano e o que seríamos capazes de transformar em crônicas, até que o assunto vira uma competição de quem conta a melhor cantada. 

-Eu vou ganhar. Está pronto? -Pergunto convencida e ele apoia o cotovelo na mesa, repousando sua cabeça na mão. Jogo o cabelo pro lado e me inclino na mesa, o olhando sugestivamente. -Lindo, se você fosse um refrigerante, seria soda. 

-Por que? -Pergunta confuso. 

-Porque no meu coração soda você. -Pisco e ele começa a dar risada.

-Uau. Você não espera que isso realmente funcione, certo? -Pergunta e eu rio, dando um tapa de leve no seu ombro. 

-Sua vez. -Reviro os olhos e ele começa a procurar alguma coisa na mesa.

-Você tem um brigadeiro? -Olho pros pratos e nego com a cabeça. Ele então sorri e se aproxima, acariciando meu rosto. -E que tal um beijinho?

Antes mesmo de eu poder raciocinar a cantada, Spencer aparece, sentando junto conosco. Morgan então recolhe sua mão e só então eu entendo a cantada, começando a dar risada. Que uma coisa fique bem clara: Eu não consigo respirar e rir ao mesmo tempo, então chega uma hora que eu passo de fazer barulho algum e começo a me sacudir pra frente e pra trás, tentando respirar. Os dois então começam a rir da minha risada e ficamos nisso por uns cinco minutos, até que eu finalmente consigo me recuperar. 

-Adorei, vou aderir. -Digo pro Morgan que pisca.

-O que estão fazendo? -Reid pergunta confuso. 

-Estávamos num concurso de quem passa a melhor cantada. 

-E quem ganhou? 

-O Morgan. -Admito e ele faz uma pose, que me faz revirar os olhos.-Não se acostum..

-Precisamos de vocês na delegacia. Agora. -Tara aparece na nossa mesa e logo se vai. Nos levantamos rápido e pegamos nossas coisas, indo pra frente do hotel aonde um carro nos esperava. Morgan e Reid começam a conversar sobre algo aleatório, e o mais novo havia acabado de começar mais uma das suas lições de Química quando eu sinto meu celular vibrar continuamente, indicando uma chamada. 

-Angelina Morelli. -Atendo. 

-"Sobrevivente, nunca cantei pra mim. 

Nunca cantei pra minha nação 

Eu canto ao mais forte

Me despeço da aldeia

Minh'alma ainda existe

E certamente a darei

De bom grado ao meu Rei" (*1) 

Sinto meu estômago gelar e meu coração parar quando ouço a melodia conhecida. Tudo a minha volta começa a girar e de repente eu me pego batucando minhas têmporas com os dedos, assim como ele costumava fazer. Respiro fundo e pisco algumas vezes, tentando me recompor, quando sinto mãos encostarem no meu corpo, mas tudo que eu quero é sair de lá.

-Angel...-Uma voz grita distante e eu abro a porta, saindo do carro e correndo pra floresta. Preciso ir pra casa. Não vou deixar ele me levar de novo. 

Flashback on ~

Sobrevivente, nunca cantei pra mim

Nunca cantei pra minha nação

Eu canto ao mais forte

Me despeço da aldeia

Minh'alma ainda existe

E certamente a darei

De bom grado ao meu rei"

A música ecoa pelos auto falantes da casa, me fazendo tapar os ouvidos. Me balanço pra frente e pra trás, gritando com todos os meus pulmões pra tentar abafar o som terrível, mas ele não diminui. É como se tivesse tocando na minha cabeça. Preciso sair daqui. Me levanto rapidamente, começando a bater nas barras da cela que servia de quarto pra mim, como se magicamente uma das barras fosse desaparecer e eu pudesse escapar livremente daqui, mas nada acontece. 

-Calada, feiticeira! -Grita o homem, chegando perto. A música então para de tocar mas sua melodia ainda paira no ar, me deixando tonta. 

-Me tira daqui. -Murmuro já sem forças, escorregando da parede ao chão, enquanto a música latejava na minha cabeça.

-Cuidado com os insetos. -Diz e eu começo a gritar. 

Era uma rotina. Uma vez por semana, essa música tocava. E quando ela tocava, significava que estava na hora dos insetos. Ele então abre a minha cela e me tira do chão. Fraca demais, tenho noção de que lutar é inútil, mas ainda assim o faço por instinto, sendo facilmente dominada. Ele me amarra numa cadeira e pega um balde, despejando todo tipo de insetos no meu corpo. Ficamos assim por meia hora, mas a sensação deles percorrendo a minha pele suja não se vai tão cedo. 

Quando ele recolhe os insetos, me desamarra, fechando a cela e me trancando lá novamente. E então vem a coceira. A sensação de que eles ainda estão lá. 

Flashback off ~

Spencer's P.O.V

-...só quero dizer que nem sempre o mais útil é o mais reconhecido. Darwin após criar a Teoria da Evolução passou o resto dos dias estudando minhocas. Ele tocava piano pra elas e analisava suas reações, e 10 anos depois ele publicou um livro sobre isso que vendeu mais do que "A origem das espécies". -Finalizo meu discurso e Morgan revira os olhos. O celular da Angelina então começa a tocar e ela o atende, parecendo submersa em pensamentos. 

-Angelina Morelli. -Atende e tanto eu quanto Morgan ficamos um minuto em silêncio pra que ela possa ouvir o que está sendo dito. Depois de alguns segundos, ela pisca algumas vezes, hiperventilando e começando a batucar as têmporas com os dedos. 

-Angel! -Chamo, mas ela parece distante demais. -Para o carro! -Peço pro policial assustado que dirigia o carro preto e ele obedece. 

-Angel, respira. -Morgan pega seu braço e ela começa a se sacudir, murmurando algumas palavras sem nexo. 

De repente, ela abre a porta e sai correndo pra floresta que havia no caminho entre o hotel e a delegacia. 

Merda. 

-Liga pro Hotch, vamos atrás dela. -Morgan pede pro policial que apenas assente veemente. Nós dois saímos correndo do carro e entramos na floresta, procurando a moça de cabelos escuros. 

-Angel! -Grito, não obtendo nenhuma resposta.

-Ratos! Ratos em todos os lugares! -Uma voz diz e começa a dar risada. Olho pro Morgan que franze o cenho.

-Morelli?-Chama novamente e então ela aparece de trás de uma pedra com um sorriso enorme no rosto. 

-CUIDADO COM OS RATOS! VOCÊ ESTÁ PISANDO NELES! -Aponta pros nossos pés e eu então a analiso. 

Ela estava claramente no meio de um surto psicótico. Aparentemente ela não havia saído tão intacta do cativeiro. 

-Aonde estão os ratos?-O homem ao meu lado pergunta cuidadoso. Ela se encolhe um pouco atrás da pedra e ele ergue as mãos em sinal de rendição. 

Ela então se levanta e eu consigo notar todos os arranhões espalhados pelos seus braços, e pescoço. A menina dá um sorriso e seu corpo começa a cambalear. Corro para pegá-la antes que ela caia no chão, e é justamente nos meus braços que ela desmaia. 

-Me dá ela, abre a porta do carro e avisa o Hotch que vamos pro hospital. -Morgan pede e eu o faço, dando o corpo mole da menina pra ele. Corro pro carro e abro o banco de trás, tirando as coisas e jogando no porta malas.

-Acharam? -O policial pergunta com os olhos levemente arregalados. 

-Sim. -Respondo apenas. Minha mente estava a mil, e eu não conseguia pensar em mais nada a não ser o que pode ter deixado ela assim. 

Entro no banco da frente e poucos segundos depois Morgan entra com ela no banco de trás. Seus arranhões eram profundos e sua roupa estava completamente suja de terra. Não muito tempo depois, chegamos ao hospital, aonde Morgan desce com ela.

-Vá para a delegacia e avise o Hotch que a Dra. Morelli teve um surto psicótico. -Peço pra ele que concorda. Desço e vou andando pelo hospital até que encontro Morgan sentado na sala de espera. Me sento ao seu lado e noto sua feição. Nunca tinha o visto tão sério. Suas mãos estavam cruzadas na frente da sua boca e sua perna não parava de chacoalhar no chão. Ele estava ansioso. E preocupado. 

-O que você acha que aconteceu com ela lá? Pra deixar ela assim? -Pergunta e eu suspiro, negando com a cabeça. Queria eu saber. -Eu peguei o celular dela. A última chamada é de um número desconhecido. Acha que pode ter sido ele? O homem que a sequestrou? 

-Ele foi preso. -Explico franzindo o cenho. 

-Ela afirmava que ele tinha um cúmplice. 

-Isso nunca foi comprovado, não haviam provas o suficiente. 

-Havia ela. -Ele me olha e então eu respiro fundo. 

Seja quem for, eu espero veemente que não seja ele. Ela não merece passar por isso de novo. Eu me recuso a permitir que ela passe por isso de novo.


Notas Finais


Gente, o ritmo da música ta aqui
(*1 http://vocaroo.com/i/s0WQ8swkrtEP )
E no próximo capítulo vou contar a história inteira dos ratos okay? Não se preocupem <3


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