História My Dear Brother - Capítulo 1


Escrita por: ~

Exibições 121
Palavras 2.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, tudo bem? Estou com essa fanfic novamente, decidi reescreve-la por várias sugestões.
Espero que gostem dessa nova versão da fanfic, com um novo roteiro para que fique mais interessante.
Avisos.
*Phineas e Ferb, não são irmãos de sangue, mas pode ser considerado como incesto. (Se não gosta, não leia.)
*Personagem como Perry e Doof foram retirados.
*Desculpe algum erro.
*Obrigado por ler.

Capítulo 1 - "Você é um remédio que com o tempo perdeu o efeito"


Fanfic / Fanfiction My Dear Brother - Capítulo 1 - "Você é um remédio que com o tempo perdeu o efeito"

 

“Você era como morfina para minha dor. Mas como todo remédio, você perdeu o efeito com o tempo.”

 

É mais uma manhã de domingo aparentemente normal, ainda é 6 da manhã e eu estou acordado olhando para teto cinza do quarto, eu tinha esse hábito de acordar cedo desde que era criança deve ser uns dos poucos que eu ainda tenho depois de tantos anos. Ultimamente eu não penso no passado, na verdade tentava evitar a todo custo a me lembrar de algo de anos atrás. Mas era impossível não se lembrar dos verões que passei com meus amigos e momentos que merecem ser recordados.

Meu corpo ainda está corrompido pela preguiça matinal de domingo me impossibilitando de levantar ou de fazer qualquer outra coisa a não ser ficar olhando ao redor do quarto. Coloco minha mão sob minha cabeça e olho para o outro lado da cama que está vazio, intacto. 

Há um ano alguém ocupava esse lugar na cama, alguém que me amava de verdade, mas eu não a amava como deveria. Isabella talvez uma das pessoas que mais me amou na vida, agora minha ex-esposa. É difícil de admitir, mas foi por minha causa que nosso casamento acabou não tinha o porquê de eu ficar em um relacionamento que não teria um futuro, algo que só vinha sentimento de um lado, o de Isabella. E ela percebeu isso e pediu divórcio depois de três anos de casados.

Meu coração doía apertado por aquelas lembranças. Tudo que deu errado no passado, a maioria foi minha culpa. Por eu ser um covarde e não tomar uma iniciativa, e sempre me perguntar como seria. Se eu tivesse sido um marido melhor poderia estar feliz hoje.

Talvez.

Levanto-me da cama rápido, tentando tirar esses pensamentos da minha cabeça que me torturam todos os dias. Ando para fora do quarto, minha visão está um pouco embaçada por eu ter me levantado muito rápido. Caminho para a cozinha esfregando meus olhos tirando um pouco do sono que ainda está neles. Não faço questão de me arrumar, porque provavelmente não sairia de casa hoje. 

-Não, não tem nada. – Falo para mim mesmo enquanto desço as escadas, é uma casa grande demais para uma pessoa só, Isabella não quis ficar com ela, dizia que essa casa iria sempre lembrá-la de sua relação comigo e eu sou algo que ela queria esquecer para sempre. Doeu no fundo da alma quando ela disse essas palavras duras e cheias de rancor, como se em um momento eu fosse pessoa especial e no outro alguém que ela odiava. Eu ter me casado com Isabella foi uma falha tentativa de preencher o vázio que eu estava sentindo, como um remédio para anestesiar a dor, funcionou no começo, mas todo remédio perde seu efeito com o tempo.

Chego ao andar de baixo, uma onda de solidão se espalha pela casa como se estivesse abandonada. Isabella trazia alegria para aquele lugar, seus sonhos de ter filhos e formar uma família sempre preenchiam a casa de energia, mas como todo ser humano normal Isabela tinha seus limites, parou de sonhar e provavelmente me amar no exato momento que percebeu que eu e ela queríamos coisas diferentes. Eu ainda estou tentando entender ou descobrir o que eu realmente quero.

Continuo caminhando até a cozinha, minhas costas são aquecidas pelos primeiros raios de sol que entravam pela grande porta de vidro da sala.

Abro a geladeira e pego alguns ingredientes para fazer o café, enquanto o pão está torando, olho em volta e o dia está ensolarado e quente. Encosto-me no balcão da cozinha, esperando meu café ficar pronto. Na minha frente vejo a garrafa de bebida vazia no balcão da cozinha, cenas de uma noite bebedeira de três dias atrás passam na minha mente e me corroem por dentro me fazendo ter vergonha de mim mesmo. Não imaginaria chegar a esse ponto, procurar na bebida algo que me falta por dentro, claro que nada acho nela, apenas uma maneira de anestesiar a dor temporariamente. 

Escuto o som da torradeira e o cheiro dos ovos mexidos já prontos, vou até a cafeteira e espero o café ficar pronto, depois coloco tudo no balcão da cozinha. Terminando assim meu “ritual” matinal de café da manhã. Como em silêncio sentado no balcão da cozinha ouvindo apenas o som da minha mastigação e o silencio que se espalha pela casa. Penso no que eu faria hoje, o tedio me irrita, é nesses momentos que meus pensamentos mais atormentados aparecem. Deixando-me em um estado deplorável, nesses momentos que o álcool entrava em ação para anestesiar minha dor, um efeito rápido e direto, mas que deixava sequelas tanto na alma quando no corpo.

Precisava de algo que me prendesse a atenção. Ler um livro, assistir um filme, encontrar algum amigo?

– Tudo isso parece tedioso demais. – Reclamo olhando para o alto e soltando um longo suspiro sem emoção, preciso de alguma coisa para me animar, que afaste esse clima melancólico que me prende agora. Meus olhos se dirigem para a garrafa de bebida no lixo. – Melhor não.

Havia dias, ou melhor, semanas, meses que o álcool começou a ser mais presente em minha vida, antes raramente eu bebia ou até mesmo comprava alguma bebida. Porém com o passar do tempo e depois do divórcio conturbado... Paro de olhar para a garrafa e me levanto com o prato nas mãos.

Coloco a louça na pia com a intenção de lavar depois. Ouso um som de longe e que fica um pouco mais alto percebo que é meu celular tocando, sem demorar subo as escadas correndo e o som vai ficando mais alto. Entro no meu quarto e ando até a cômoda, vejo o número na tela do celular, fico alguns minutos olhando, e percebo que é o numero da casa dos meus pais. Atendo.

– Alô, Phineas? – Reconheço a voz do meu pai. 

-Sim, Pai, como vai?

– Tudo ótimo, querido, sua mãe e eu queríamos que viesse aqui em casa. – A voz do meu pai está como sempre animada, não importa como as coisas são difíceis, ele sempre está animado.

– Adoraria, que horas posso estar ai? – Minto, não estou animado para visitá-los, na verdade não estou animado para fazer nada, mas como essa seria uma ótima distração, aceitei o convite.

– Às quatro da tarde.

– Vou está ai, até mais tarde e... Como está a mamãe?

-Hoje ela está mais animada. – Ele diz, e dou um sorriso ao saber disso. – Até mais tarde, filho.

-Até. – Desligo o telefone e coloco novamente na cômoda.

Mamãe, a pessoa que mais me apoiou no casamento e quando ele terminou. Agora se encontra com vários problemas de saúde, eu não podia estar mais preocupado e me sentindo culpado. Às vezes esqueço-me da minha família e foco somente em mim, o trabalho de arquiteto se tornou basicamente tudo que importava para mim e com certeza esse jeito de viver estava me matando, eu admito eu estou alto torturando, mas eu prefiro deixar assim, não tem o porquê eu mudar agora. Sento na cama e me deixo pensar em tudo.

Meu estado de espirito não é dos melhores, ainda assim, faço o meu melhor para ajudar meus pais. O que me tranquiliza um pouco é saber que minha irmã, Candace, os visita com muito mais frequência e entusiasmo do que eu.

Já meu irmão, Ferb, fazia quase uma década que eu não falo com ele, nem ao menos tento me importar com ele. Mamãe sempre falava dele, mas eu me recusava a escutar. Como ela pode amar tanto Ferb? Faz quase 10 anos que ele não a visita, parece que ela não vê que ele não se importava com nós, por que é tão difícil para eles perceberem! Segurava a borda da cama com força, minha raiva era evidente, não suportava esse comportamento dele nem ao menos visitar nossa mãe doente. Talvez eu seja o motivo dele sempre evitar vir aqui, quando digo que tudo deu errado no passado foi culpa minha, eu não estava sendo exagerado. Há anos atrás, quando estávamos escolhendo nossas faculdades, Ferb escolheu a da Inglaterra e eu a Nacional dos Três Estados. 

Brigamos feio, fiquei com raiva de ele ter escolhido sem conversar comigo e depois ter ido embora sem ao menos se despedir de mim e me deixar apenas um gosto de amargura durante tanto tempo. Por que meus pais ainda se importavam com esse traste?! Algo dentro de mim mudou naquele dia, desde daquela época Ferb não era mais a pessoa que eu... Ah, não importa mais. 

 [...]

As horas passaram lentas e torturantes como se o tempo e o universo estivessem contra mim e quando finalmente bateu quatro horas da tarde eu já estava pronto para ir visitar meus pais. Fiquei pensando na animação repentina do meu pai, não que ele não fosse assim, mas era estranho, tinha algo diferente. A ansiedade em sua voz, como se estivesse se segurando para não fazer algo impulsivo.

Não demorou mais de vinte minutos para chegar à casa dos meus pais, o lugar onde eu fui criado e passei vários momentos maravilhosos. Ela continuava com a mesma aparência, a tinta amarela que precisava de uns retoques e o carro vermelho da mamãe estacionado na frente da garagem. A nostalgia é um sentimento muito bom, às vezes queria voltar a ser criança sem preocupações, apenas se importando com o que você iria fazer durante o dia.

Estacionei o carro na frente da casa e sai do carro. Bati na porta, esperando alguém vir atender. 

– Está aberta! – Uma voz de dentro semelhante a do meu pai grita. Abro a porta e entro na casa, quase nada tinha mudado apenas a decoração tinha ficado com o aspecto mais velho, já que meu pai era um antiquário ele sempre trazia essas decorações antigas de sua loja. 

Conforme vou adentando mais vejo a imagem de meus pais na sala, mamãe com sua habitual blusa laranja, calças de jeans folgadas e cabelos ruivos como os meus. Já papai está com uma camisa polo branca e calças jeans um pouco apertada para sua idade, mas me seguro para não falar nada.

– Phineas, que bom que chegou meu filho. – A voz de minha mãe está fraca, ela faz um final para eu sentar ao seu lado. Dou um carinhoso abraço nela, e depois em meu pai que aparenta estar ansioso, como eu havia suspeitado antes.

Durante quase uma hora de conversa e várias xicaras depois, eu estou perdendo minha paciência e como pude perceber meu pai também. O que tanto eles estão escondendo de mim? Meu pé não parava quieto, e minhas mãos estão suando, não por causa da temperatura da xicara e sim pelo jeito que papai está me olhando, ele queria falar algo, mas sempre que abria a boca ele olhava para mamãe e a fechava na hora.

– Vocês podem me dizer o que está acontecendo? – Eles trocam olhares. – Por favor?

– Phineas, meu filho, temos uma coisa para te contar que vai te fazer muito feliz. – Tento adivinhar o que é, mas nada passa na minha cabeça naquele momento. – Pode contar querida.

– O seu irmão! Ferb, ele está voltando para Denville. – Eu não tenho certeza do que eu estou ouvindo, meu coração acelerou e eu sentia que poderia ter um ataque cardíaco. – Não é ótimo?

Eu fico estático sem reação, olhando fixamente para meu pai ele sabia do meu relacionamento com Ferb se é que havia algo entre nós além de distância. Por isso ele estava tão ansioso e nervoso. Forcei-me a dar um sorriso para minha mãe, ela não podia saber que eu odeio Ferb, agora seria muito para ela aguentar.

– E como ele vai chegar assim tão de repente, ele ficara na sua casa até se restabelecer na cidade, tudo bem para você não é? – Mamãe deve estar ficando maluca ao oferecer minha casa para hospedar Ferb. De repente, ela começa a tossir e papai tem que levá-la para cima.

– Fique aqui, Phineas, ainda vou falar com você. – Ele diz com um tom estranhamente serio, enquanto leva mamãe para o quarto.

Minhas mãos se fecham em um punho e elas ardem como eu estivesse segurando brasas, eu não sei dizer direito o que estou sentindo em relação àquela situação, raiva, ódio, tristeza são umas das alternativas, mas não tinha certeza, poderia ser a mistura de todas elas. Vejo papai descer e me olhar sério como nunca antes. 

– Onde vocês estavam com a cabeça ao oferecer minha casa para Ferb se hospedar?! – Não me aguentei e perguntei sem enrolação. – Você sabe que eu não o suporto!

– Sua mãe teve a ideia, ela não é idiota, Phineas. Ela já percebeu que você e seu irmão não se falam há anos e com certeza não se dão bem. Saiba que ela ficou bem triste ao perceber isso. – Eu fico quieto, ainda estou tentando processar tudo o que estava acontecendo. – Você vai hospedá-lo para o bem de sua mãe. 

– Não! Vocês não podem hospedá-lo? Ou por que simplesmente não fica em um hotel.

– Phineas, já disse! Pelo bem de sua mãe aceite, isso pode a fazer melhorar. – Eu iria gritar mais uma vez, mas desisti quando pensei no estado de minha mãe, seria demais para ela ter que hospedar Ferb, e sei como ela é tentada, mesmo doente, a mimar ele.

– Está bem, mas não espere nada da minha parte a partir de agora. – A angústia tinha tomado conta do meu ser, esse assunto está me matando. Cada palavra que se referia a Ferb era uma facada no meu coração e um soco no estomago.

Meu pai suspira e começa a fazer um discurso no qual eu não faço questão de prestar a mínima atenção, eu apenas escuto o dia e a hora que teria que buscar meu irmão insuportável no aeroporto. Saio da casa sem paciência e em um estado de nervos perfeitamente visível.

Vou direto a um lugar que talvez pudesse tirar essa coisa de mim, algo rápido e indolor que me fizesse esquecer isso, mesmo que temporariamente. Meu refúgio para tudo isso, mas que também poderia destruir o que restava da minha pacata vida, mas eu não ligava para nada agora.

– O que vai querer Senhor? 

– Algo que me faça esquecer. – Digo para mim mesmo. – Me de uma dose da bebida mais forte que você tiver.


Notas Finais


Comentem o que acharam!! Sua opinião sempre é importante e ajuda muito a autora!!!
Espero que tenham gostado da fanfic, não sei quando postarei o próximo, mas não vai demorar #PhineasRevolts


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