História My Dear Harlequin - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Batman, Esquadrão Suicida, Jared Leto, Margot Robbie
Personagens Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Edward Nashton/Nygma (O Charada), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Pamela Lillian Isley, Personagens Originais
Tags Esquadrão Suicida, Harley Quinn, Jargot, Joker, Mad Love
Exibições 879
Palavras 3.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HEY! Sexta-feira e eu to aqui postando.
Como prometido... 500 FAVORITOS E 3.000 PALAVRAS!!
Obrigada a todo mundo que favoritou <3
Quero a opinião de vocês: acham uma boa ideia todas as vezes (e não digo só nessa temporada) que a história bater um número múltiplo de 100 em favoritos, eu fazer algum capítulo mais longo? Ou especial?
Espero que gostem <3

PS: Eu amo muito esse gif <3

Capítulo 21 - O Que Temos Aqui?


Fanfic / Fanfiction My Dear Harlequin - Capítulo 21 - O Que Temos Aqui?

 Arranjar uma metralhadora não era o trabalho mais fácil do mundo, mesmo que em Gotham, uma cidade em que a criminalidade reina.

 O primeiro lugar que pensei, foi o MNGC, o Mercado Negro de Gotham City. Esse estabelecimento, se assim podia dizer, sempre aparecia nos jornais, vários criminosos foram presos lá dentro e muitos policiais perderam suas vidas também, mas ainda a estrutura continuava firme, e a venda de produtos ilegais também.

 Nesse momento, eu saía do táxi, o qual o motorista me olhava com reprovação. Eu estava a um quarteirão do centro de vendas. Não vim de carro, pois não arriscaria voltar para casa com um dos vidros estilhaçados, ou mesmo sem o próprio veículo, assim como não estava com meu jaleco e qualquer coisa que sugerisse que seria uma boa ideia me roubar.

 Usava apenas uma calça jeans meio velha, eu a tinha desde o tempo da faculdade, uma blusa de moletom sem marca nenhuma, com um capuz escondendo meus cabelos loiros, como se alguém pudesse me reconhecer aqui. Também estava com um tênis velho e até mesmo tinha tirado meu óculos. Tentava ter o máximo de cuidado.

 Com as mãos nos bolsos da blusa, caminho entre os diversos comerciantes que vendiam de tudo, facas extremamente afiadas, armas de fogo, granadas... Aquilo era um par de olhos dentro do pote?

 Quando finalmente encontro um vendedor que não parece ser tão assustador, e digo isso por não ter nenhum dente de ouro, ter dois metros de altura e parecer prestes a te esfaquear, e que tinha armas em sua “loja”, permiti-me ficar feliz por um momento.

 -Eu preciso de uma metralhadora – digo.

 -Uma metralhadora? – pergunta, olhando-me de forma duvidosa.

 -Também tive a mesma reação – respondo, mas ele não parece entender. Dá de ombros e pega a arma, colocando-a no balcão.

 Mal ouço o preço e entrego-lhe uma grande quantia de dinheiro. Não que eu havia conseguido economizar tudo em um dia, meu porteiro simplesmente disse que tinha uma encomenda para mim e me entregou uma bolsa, que continha uma grande quantidade de dinheiro.

 Claro, se os capangas do Mr. J haviam me entregado o dinheiro, eles podiam facilmente comprar a metralhadora e ajudar seu chefe a fugir, mas eu tinha quase certeza de que The Joker estava apenas me testando, para concluir se podia confiar em mim ou não.

 Eu quero que ele confie em mim, o que é um relacionamento sem confiança? A vozinha martela em minha cabeça e eu suspiro.

 O vendedor entregou a arma e eu fiz questão de colocá-la na mesma bolsa em que o dinheiro estava. Saio em seguida daquele ambiente sórdido e ligo para um táxi, que logo vem me buscar a uns dois quarteirões de distância. Ninguém se arriscava a entrar naquela parte de Gotham.

 Suspiro, enquanto encosto minha cabeça na janela. Essa foi a parte fácil, agora eu precisava arranjar um jeito de como entrar no Arkham com uma metralhadora e conseguir entrega-la ao paciente mais protegido.

-x-

 Eu estava sentada no meu sofá, tentando arranjar um jeito de levar a arma do meu palhacinho sem que ninguém percebesse. Seduzir os guardas? Eles desconfiariam, no máximo uma pequena distração. Talvez alguma mentira? Um alarme de incêndio tocado “por acidente”? Não é como se eu pudesse mata-los, certo?

 Não importa, você tem que salvá-lo!

 -Eu não vou salvá-lo se for presa por matar seguranças! – falo alto, aproveitando que estava sozinha. Bem, mais ou menos.

 A campainha toca e eu estranho o fato de Frank, meu porteiro, não ter avisado. Abro a porta e dou de cara com Jolene.

 -Jo, oi – digo enquanto recebo um abraço da mesma – Achei que ia viajar.

 -Eu vou amanhã, Harleen, domingo à noite, esqueceu? – sorri – Achei que eu poderia vir aqui e fazer o jantar, já que você não gosta muito de cozinhar.

 -Claro – respondo, mas me enrolo ao lembrar que a bolsa com a arma estava no balcão da cozinha – Ah, Jo, espera aí.

 Sigo-a até a cozinha, ela está ali parada, olhando para a bolsa de couro desgastada.

 -O que é isso? – faz menção de tocar, fazendo com que eu puxe as alças e pendure-as em meu ombro.

 -Algumas roupas que eu estava pensando em doar – minto e me surpreendo o quão bem havia saído – Vou guarda-las no quarto.

 -Não deveria deixar isso na cozinha – ouço sua voz de longe.

 -É, percebi – sussurro para que somente eu ouça, enquanto coloco a metralhadora no armário, mas logo depois grito de volta – Eu já vou avisando que não vou lavar a louça!

-x-

 Segunda estava ali e eu me sentia cada vez mais nervosa com o plano. Encostei-me novamente no banco do carro, fechando os olhos e tentando controlar minha respiração. Qualquer passo errado e eu seria descoberta. E o pior, decepcionaria The Joker.

 Pego a bolsa e a coloco em meus ombros. Estava usando uma calça preta e uma blusa clara de manga comprida, para proteger-me do vento frio que soprava às cinco e meia da manhã, além de sapatilhas, em vez dos saltos costumeiros.

 -Dra. Quinzel, não? – a recepcionista disse ao ver meu crachá – Não está muito cedo?

 -Sim, eu sei. Meu namorado teve que ir mais cedo para o trabalho dele e ele sempre me dá carona – mentiras e mais mentiras, todas com um tom tão natural que eu cheguei a ficar orgulhosa de mim mesma – Então me deixou aqui bem mais cedo, eu nem tive tempo de me trocar direito, trouxe minhas coisas aqui – aponto com o olhar para a bolsa.

 -Bem, tudo bem, tenha um bom dia e um bom trabalho, doutora – responde simpática e eu devolvo o seu sorriso.

 Andei pelos corredores, aproveitando que estavam praticamente vazios e que a maioria dos pacientes ainda aproveitava sua última meia-hora de sono, antes de serem acordados às seis. Agradeci internamente por estar sem salto, meus passos eram muito mais silenciosos e eu consegui não acordar ninguém.

 Paro no cruzamento dos dois corredores, que davam para a ala de máxima segurança. O guarda que estava ali olhava impacientemente o relógio, já que era o fim de seu turno.

 Suspirei, antes de caminhar até ele.

 -Com licença? – digo educada e recebo sua atenção – Dra. Quinzel – me apresento – Será que eu poderia usar o banheiro dos guardas aqui na frente? Emergência feminina, não acho que posso esperar até achar outro.

 -Claro – responde e eu sorrio em agradecimento. Eu tinha sido tão convincente que jurava que minhas bochechas tinham ficado coradas.

 Entro no banheiro e fecho a porta. Pego meu jaleco dentro da bolsa e o coloco, calço meus saltos e deixo as sapatilhas escondidas no armário, apenas para garantir que ninguém achasse.

 Espero até ouvir o guarda caminhando para longe. Abro uma pequena fresta da porta, vendo que ele estava no fim do corredor, provavelmente reclamando com o que cobriria seu lugar pelo atraso. Era a minha chance.

 Saí rapidamente e o mais discreta possível do banheiro, entrando rapidamente no corredor onde ficavam as celas. Por sorte, todos estavam dormindo, ou pelo menos quietos, e não chamariam a atenção de ninguém.

 Vou até a última cela, agora composta por três paredes de concreto e um vidro à prova de balas, com uma cama baixa e aparentemente bem desconfortável no canto, já que a cela acolchoada era apenas temporária.

 -Mr. J? – destranco a porta com o meu cartão e vejo o palhaço sorrindo para mim.

 -Harley! Imagino que trouxe o que lhe pedi – diz, seu sorriso ainda enorme.

 -Aqui – entrego a bolsa e ele a coloca de baixo da cama.

 -Agora escute, Cupcake – fica sério, segurando os dois lados do meu rosto, já que não havia nenhuma algema para segurá-lo – Amanhã, por volta da hora do jantar, não aconselho que esteja nesse prédio – acaricia com o polegar minha bochecha, enquanto eu o olho, prestando atenção em suas palavras – Seria muito desagradável para mim vê-la com alguns buracos de bala.

 Rio do seu comentário, assim como ele, mas nossa risada é baixa.

 -Eu tenho que ir, Mr. J, até daqui a pouco – falo, referindo-me a nossa sessão, dando um beijo em sua bochecha, que eu mal alcancei, apesar do salto.

 Saio de lá rapidamente.

 -Hã? Senhorita? – ouço a voz do outro guarda assim que saio daquela ala – O que está fazendo aqui?

 -Ah! – finjo me lembrar de algo – Bem que o outro segurança disse que o turno estava acabando. Ele permitiu que eu visse um paciente que deu trabalho ontem à noite, mas agora tudo parece sob controle.

 -Tudo bem, sem problemas então – diz, relaxando em sua cadeira de vigia. Sorrio e caminho pelo corredor, em direção a minha sala.

-x-

 O dia passou tranquilo. O Mr. J parecia tão calmo em nossa consulta, que eu fiquei impressionada, era como se fosse a coisa mais natural do mundo fugir do Arkham.

 Assim que cheguei em casa, esquentei meu jantar e coloquei qualquer filme que estava passando na TV. Eu me perguntava se muitas pessoas iriam se machucar amanhã.

 Você deu uma metralhadora para ele! O que acha que vai acontecer? A voz da minha consciência berrou em minha cabeça e eu estranhei.

 -Uau, faz tempo que eu não te ouço – digo.

 Como assim?

 -Ultimamente eu só estou ouvindo a vozinha irritante, e a do meu palhacinho, claro – respondo sorrindo com a menção dele.

 Não era nem para você estar aqui, doutora. Ouço a voz infantil, mas percebo que não era comigo que estava falando.

 Você não pode me expulsar daqui, a “doutora” replicou.

 Não mesmo, mas ela pode, retruca. Espera, “ela” sou eu?

 -Quietas – as interrompo, voltando minha atenção para a televisão.

-x-

 Minha ansiedade era tanta na terça-feira que eu desisti de ir ao Arkham pela manhã, para visitar os pacientes menores. Só conseguia pensar na fuga que aconteceria hoje, e imaginar o que aconteceria após ela.

 Será que eu iria simplesmente embora com ele? Eu não fui avisada que deveria fazer as malas por ninguém, talvez ele só achasse desnecessário eu levar minha vida que se tornaria antiga, certo?

 Foi apenas após o almoço, que eu acabei pulando por ansiedade, que eu fui ao meu local de trabalho. Ainda assim, avisei aos guardas que não faria minha consulta daquele dia com Pamela Isley, aleguei sentir dores de cabeça e não conseguir me concentrar. Qualquer um que trabalhasse no Arkham saberia o quão importante era estar concentrado nas consultas, então foi a desculpa perfeita.

 Eu havia me tornado uma ótima mentirosa de uns anos para cá. Até deveria ter considerado a carreira de atriz, chegava a ser engraçado ver que todos aqui confiavam em mim, logo eu que havia trazido uma metralhadora para o Príncipe Palhaço do Crime.

 Gargalhei sozinha em minha sala. Manipular as pessoas era tão divertido.

-x-

 Exatamente às cinco da tarde eu me preparava para sair dali. O jantar começava às seis e eu já tinha que estar longe, como Mr. J avisou.

 Apesar de eu ter certeza que aquele era meu último dia naquele hospício, eu fiz questão de acabar alguns relatórios de pacientes pequenos e entregar à secretária.

 -Dra. Quinzel? – me chama e eu volto meu olhar a ela – Sinto muito, parece que um de seus pacientes do segundo prédio não está colaborando, parece que está te chamando.

 -Eu preciso ir, agora – respondo.

 -Por que? Alguma coisa errada? – já vejo sua mão indo em direção ao telefone, pronta para contatar todos os guardas.

 -Não, de forma alguma, eu só me atrasaria para o meu encontro – passo uma mecha de cabelo que estava solta do meu rabo de cavalo atrás da orelha – Vou ver o que está acontecendo.

-x-

 Tudo bem, sem pânico, não irá demorar. Além do mais, é no segundo prédio! The Joker está no terceiro e eu duvido muito que terá um massacre em toda Arkham. Não é como se ele não fosse capaz, mas não combinaria para uma fuga bem sucedida ficar tanto tempo aqui, esperando pela polícia e, principalmente, pelo morcego.

 Olho meu celular, o relógio estava marcando cinco e sete, então eu teria tempo. Fui até a cela de Philip, um de meus pacientes com esquizofrenia num nível não muito avançado. Ele tinha uma filha de seis anos e eu sempre a usava como forma de manipula-lo em nossas consultas.

 Não foi por maldade, óbvio. Eu só fazia isso para que ele pensasse mais na filha e criasse a falsa sensação de que ela estaria em perigo se não se recuperasse logo, e nunca mais poderia vê-la. Isso o fez progredir muito em nossas consultas.

 Mas quando cheguei no corredor, vi apenas dois guardas e a porta da cela aberta.

 -Ele deve ter fugido, não deve estar longe – falou um deles para mim, enquanto eu me aproximava.

 -Tem alguma ideia de onde ele pode estar, doutora? – o outro me pergunta.

 -Não sei – respondo sincera, querendo resolver esse problema logo.

 Repasso rapidamente a maioria das consultas que tive com Philip desde que comecei. Ele foi meu primeiro paciente, então era meio complicado lembrar todas. Foi aí que eu me lembrei da primeira.

 Ele estava extremamente agitado e eu consegui descobrir o porquê: tinha sonhado que recebia terapia de choque aqui no Arkham e queria fugir o mais rápido possível.

 Nessa mesma semana, eu o levei para o último andar do Asilo, quase que um porão, onde antigamente usavam a terapia de eletrochoque nos pacientes, sobretudo, os mais perigosos.

 Essa técnica tinha sido proibida há muitos anos aqui, pelo que Jolene me disse. Nem ela, que trabalhava como psiquiatra há mais de dez anos, tinha chegado a presenciar essa época, considerada macabra e extremamente cruel.

 Eu mesma contei a Philip sobre tudo isso, contei que ele não corria nenhum risco, pois não faziam mais aquilo no Arkham, mesmo assim ele me questionou o porquê daqueles equipamentos ainda estarem lá, o porquê da sala não ter sido desmontada logo que a lei que proibia aquele tipo de terapia foi posta sobre Gotham.

 Precisei de quase um mês para convencê-lo de que era porquê aqueles equipamentos estavam em bom estado e funcionavam, o Dr. Arkham mantinha tudo intacto ali para que pudesse valorizar as peças no mercado e, provavelmente, vender para um museu ou coisa do tipo.

 Philip ainda havia ficado assustado com a simples menção de que aquelas máquinas de choque funcionavam, mas com o tempo, ele superou.

 Ou eu achei que havia superado.

 Fui em direção às escadarias, descendo-as até chegar no porão. Aquele lugar era, incrivelmente, ainda útil, pelo que eu podia ver. Também era considerado um refúgio dos psiquiatras e outros funcionários quando havia algum ataque ao Asilo, isso porque alguns anos atrás, quando um paciente escapou e quase destruiu Arkham e todos que estavam aqui, a maioria dos funcionários vieram se esconder nesse local e sobreviveram. Aparentemente, os criminosos nunca planejavam invadir essa sala um tanto macabra.

 Passei pelo corredor escuro, com uma luz verde de emergência acesa.

 Emergência? Estranho.

 Olho novamente em meu celular, marcava cinco e onze. Isso me surpreendeu, eu podia jurar que tinha gasto pelo menos uns quinze minutos no trajeto até aqui. De qualquer jeito, eu estava nervosa hoje, talvez por isso o tempo passasse tão devagar.

 Entrei na sala, os equipamentos nos mesmos lugares onde estavam há meses, da última vez que vim aqui. Havia alguns papéis amontoados nas mesas, alguns armários com tranquilizantes e outras drogas que já estavam prontas em seringas. Questionei-me internamente, essa área estava realmente desativada? Observei a maca com as amarras já prontas, era ali que a terapia realmente acontecia, uma velha máquina estava ao seu lado e não precisava ser um gênio para adivinhar que era dali que puxavam a eletricidade usada nos pacientes.

 Ouvi um soluço vindo de uma das portas, fui em sua direção e percebi que era um escritório. Nele, havia uma mesa com uma plaquinha em cima, o nome Dr. Hugo Strange reluzia ali, de forma que parecia que era limpo constantemente.

 Hugo Strange? O novo psiquiatra? Será que ele era o responsável por essa forma de terapia há alguns anos?

 Isso não te interessa mais, Harley! Só saia daí antes que o tempo acabe.

  Olhei novamente meu celular, cinco e onze. Novamente.

 Achei aquilo estranho, com certeza havia passado mais de um minuto desde que entrei aqui. Tento desbloquear a tela, mas é em vão, então pego o teclado de emergência, mas não há sinal.

 É como se tivesse alguma coisa aqui que atrapalhasse.

 -Philip? – chamo ao perceber o homem sentado no chão, debaixo da mesa, abraçando suas pernas e indo para frente e para trás, como um bebê – Philip? Está me ouvindo?

 -Dra. Quinzel – ele responde, mas a expressão de espanto não deixa o seu rosto.

 -Venha, a gente tem que sair daqui – digo e o vejo saindo debaixo da mesa – O que aconteceu? São os pesadelos.

 -Essa noite o pesadelo foi pior, foi muito real – fala, percebo que sua voz está tão trêmula que é preciso se esforçar para entender o que sai de sua boca.

 -Foi sobre a terapia de eletrochoque novamente? – pergunto calma, tentando ignorar que, além de ter algo bloqueando o sinal e o funcionamento de meu celular, eu não fazia ideia de que horas eram, podia ser bem mais próximo das seis do que eu gostaria.

 -Não, doutora – ele responde e eu vejo lágrimas em seus olhos – Foi sobre um homem.

 -Um homem? – repito e ele assente.

 -Um homem mal, Dra. Quinzel – continua – Um palhaço, com cabelos verdes e sorriso enorme.

 Engulo em seco ao ouvir aquilo, mas nem tenho tempo para responder. Ouço um estrondo vindo do fim do corredor, na porta da escadaria, e olho para Philip assustada.

 -Desculpe-me, Dra. Quinzel – soluça novamente, batento as mãos fechadas em punhos em sua cabeça raspada – Por favor, por favor, por favor.

 Quando me dou conta, há homens com máscaras e uniformes do Arkham invadindo a sala, atrás deles, no meio da confusão, posso ver de relance The Joker, agora sem camisa e com um taco de baseball. Não olhou para mim, só seguiu Philip, que se arrastava até o escritório em desespero.

 Gritei quando vi, por trás da persiana, o homem de cabelos verdes acertar meu antigo paciente com o taco, diversas vezes. Os homens fantasiados passaram a destruir todo o local, enquanto o único que estava sem máscara, com terno e barba, vinha para cima de mim com a ajuda de um que usava uma máscara de olho.

 -Não! Solta-me! – grito desesperada, me debatendo enquanto ele me joga desajeitadamente na maca ali presente.

 Ele segura meu pescoço, prendendo-me no lugar, enquanto amarrava meus pulsos e meus tornozelos com as faixas ali presentes.

 Ouço a risada de The Joker e o vejo saindo do escritório, com o taco em uma mão, apoiando-o no ombro. Ele olha para mim e depois para seus capangas, fazendo um sinal com a cabeça.

 Todos se afastam rapidamente e vejo ele jogar o bastão no chão e abrir os braços, gargalhando novamente.

 -E o que temos aqui? – fala alto, antes de mirar a luz da iluminaria presa no aparelho em meu rosto.

 No que você se meteu, Harley? Ouço minha consciência e engulo em seco.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3
Não se esqueçam de comentar.
Beijos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...