História My Dear Idol (Larry Stylinson) - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Christian Figueiredo, Felipe Neto, Felps, Harry Styles, Josh Devine, Justin Bieber, Liam Payne, Louis Tomlinson, Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Luke Hemmings, Michael Clifford, Niall Horan, Rafael "CellBit" Lange, Shawn Mendes, Whindersson Nunes, Zayn Malik
Tags Drama, Fama, L3ddy, Larry Stylinson, Muke Clemmings, Nosh Devoran, Romance, Texting, Twitter, Youtubers, Ziam Mayne
Visualizações 126
Palavras 8.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Lírica, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpe a demora ❤
Este é o último capítulo da segunda temporada de My Dear Idol.
Espero vocês nas notas finais, okay?

Boa leitura ❤

Capítulo 46 - Em seu lugar.


My Dear Idol

Último capítulo.

Harry Styles.

Eram 02:45 da madrugada quando eu e Louis finalmente descansávamos após uma noite agitada. E mais de inúmeras vezes, teremos que trabalhar com sono e cansaço no dia seguinte, mas eu não via problema algum... sorri por imaginar, o quão incrível tudo tinha sido; Não me refiro apenas as noites que sempre temos, mas incluindo todos os dias em que estivemos juntos desde que eu o conheci. Louis tem ''crescido'' bastante, o que me impressionou muito, embora eu tenha pensado que ele não poderia ficar mais adulto do que já aparentava - mesmo que tivesse apenas dezesseis anos... 

Talvez, ele seja aquele tipo de pessoa complicada do qual eu gosto de falar sobre, não é impossível mas ao mesmo tempo é difícil. Eu estarei esquecendo se não deixasse claro aqui, que não teria aprendido nada com ele durante esses cinco anos que nos conhecemos. 

Ele costuma falar umas coisas estranhas, aleatórias... Elas não são para mim, mas eu gosto de ouvi-lo e depois ficar pensando no que ele quis dizer com aquilo. E bem, eu fico sorrindo sozinho quando percebo que ele jamais me dirá o que estava falando...  E obviamente eu nunca irei entender... Eu posso dizer que ele é diferente. 

Sim, um garoto diferente das outras pessoas pelas quais eu me relacionei. Consegue cativar as pessoas, embora não fale muito. Talvez, o lado misterioso que ele aparenta ter, seja o que mais todos sentem vontade de perguntar, mas não fazem isso por receio do que ele possa responder. 

Ele tem palavras incríveis, um sorriso contagiante que esconde toda e qual seja a tristeza que ele esteja vivendo. Ele carrega consigo a força, o bastante para seguir a diante no dia seguinte. Ele deve amar deixar as pessoas bem, pois é aquele que mais dar conselhos do que recebe - Embora eu tente chamar sua atenção algumas vezes. 

Teimoso, ah, verdade... 

Mas com teimosia eu não quero dizer: ''Somente eu tenho a razão'' não, ele descarta isso. Digamos que as vezes ele é arriscado, mas ele continua devido algum impulso cuidadoso. Prudente, inteligente e bastante observador meio calculista; Já conheci pessoas que me questionavam sobre ele... Meus parentes diziam-me: ''O que há de errado com ele?'' E não há simplesmente nada. Este é Louis, sinceramente deste modo. 

Acima de tudo, ele me completou, e me fez enxergar que para eu merecer seu amor, eu tinha que amar-me e fazer o mesmo com todas as pessoas que estavam a minha volta. 

Eu mudei, e me impressiona o quanto. 

Embora algumas pessoas ainda tenham uma péssima imagem sobre mim, Louis acreditou quando eu decidi refazê-la. Também reconheço que eu o magoei depois disso e várias outras vezes... no mesmo intuito, eu percebi que Louis não é completamente preso a mim e que eu posso perdê-lo a qualquer momento... 

E esse é meu maior medo. 

As minhas lágrimas  de mil e uma noites solitárias sempre voltam quando estou longe dele... ou quando ele está dormindo, a qualquer hora do dia para ser mais claro. 

Eu tenho tido pressentimentos ruins, estranhos, pesadelos dos quais eu não quero que se concretizem. Nada disso o Louis sabe e eu não quero contar porque talvez isso o assuste. A culpa que pesa em cima de mim por todos os erros que eu já cometi, me faz olhar para o meu presente e dizer-me: ''Eu mereço tudo o que tenho?'' ...

— A temperatura está mais fria do que o normal... —entro no quarto tendo em imediato a atenção do Louis para mim —Aqui está. — entrego a ele o copo de água que tinha ido buscar. 

— Obrigado, amor... —Louis pega o copo de minhas mãos. 

Após tomar um gole, ele observa os seus lados como se procurasse algo. 

— Você está com frio? — pergunta-me confuso. 

— E muito. — me sento na cama de frente para ele — A temperatura está mais baixa... Vai me dizer que você não está sentindo?

— Exato. — Louis balança a cabeça — Estou sentindo um calor enorme no meu corpo. É estranho... Eu sei que o tempo está frio e o quarto também, mas... 

— Pressão alta? — indago em seguida. 

— Parece isso! Na verdade não, eu não sei. Mas não é bom, isso é ruim. — Louis levanta os ombros despreocupado e volta a tomar a água. 

Mas eu não estava tão tranquilo com o que tinha acabado de ouvir. Engoli em seco tentando manter a calma, embora algumas energias negativas pareciam estar me cercando. 

— Louis, eu quero conversar seriamente com você. — replico. 

Louis abaixa o copo com um olhar caótico para mim. Eu não queria ter dito aquilo, eu não entendo como pode ter saído do nada - Eu bem que já tinha vontade de ter essa conversa com ele, mas via que não tinha precisão... Eu não queria falar sobre mim para ele, do que ando sentindo e por que tenho ficado tão ''estranho''. 

Eu não sei como falar sobre isso. 

Agora ele está olhando para mim, esperando com que eu comece o que quero dizer. Está me parecendo um pouco assustado, e não era assim que as coisas deveriam começar. 

— Eu quero te falar que... — olho para baixo respirando fundo. 

E é nessa hora que eu encaro minha mão e minha aliança de compromisso com ele. Toco na mesma como se fosse tirá-la de meu dedo, quando na verdade, eu só estava nervoso, querendo ter palavras ou alguma desculpa. 

A mão de Louis toca na minha, levanto meu olhar para ele tendo o seu tão perto. 

— É o que eu estou pensando? — ele questiona incrédulo, mas como sempre, mantendo sua voz baixa e suave. 

Eu nunca sei o que Louis pensa, isso é bem complicado para eu lhe responder... Mas acho que alguém pode imaginar, quando uma pessoa pede para conversar seriamente com você e de repente, você ver a tal pessoa ''tirando'' a aliança...

Não, eu só estava nervoso. 

— Não! — respondo lhe dando um pequeno susto — É... Desculpe. É que... ah, esquece isso, me desculpe, meu amor. — dou uma risada baixa negando com a cabeça. 

Louis, porém, ainda não tinha se conformado. 

— Eu só queria te dizer... o quanto eu admiro você. — sinto meus olhos lacrimejarem no mesmo instante — E que você mudou minha vida, meu modo de pensar, de agir... Eu sou uma pessoa melhor do que antes, entende? — pergunto retoricamente — Parece que centenas de anos me fizeram mais velho, desde o dia em que nos conhecemos. E milhares das minhas mentiras te fizeram ser mais frio comigo, e babe, eu não consigo olhar para isso da mesma forma. 

Louis coloca sua mão por cima da minha e quando ele abre a boca para algo me dizer, eu o interrompo. 

— Mas todas essas culpas, que na minha cabeça nos separam... Elas desaparecem quando eu me pego sonhando acordado com seu lindo rosto. — ergo minha mão e levemente acaricio sua bochecha. 

Ao piscar os olhos, Louis deixa uma lágrima escorrer, percebi que ele estava um pouco mais quente do que o normal e a cada segundo daquele, eu pressentia que deveria dizer mais e outras palavras a ele. 

— Tudo o que eu sei, é que em qualquer lugar em que eu vá, isso se torna difícil... Eu carrego medos que são relacionados a você. — me aproximo um pouco mais tocando em seu lábios — E quando o último cair, quando tudo estiver dito e feito, então, isso se tornará ainda mais difícil... Mas o meu amor por você, vai continuar falando alto. Louis! 

Era quando mais eu tinha a dizer... Cai em lágrimas sem deixá-lo entender o por quê. Louis me abraçou forte deixando-me mais ainda preocupado com a temperatura quente de seu corpo. Apertei um pouco mais a cintura, percebendo que ele estava ficando mais magro do que já era. 

E não, não parecia ser coisa da minha cabeça. 

— Você está me assustando... — ouço Louis choramingar ao meu ouvido. 

Mantenho uma pequena distancia entre nós, apenas para beijar seus lábios e tentar esquecer tudo o que estava rondando minha mente. Inesperadamente, eu comecei a chorar entre o beijo... Eu não sei explicar o porquê, só senti um aperto em meu coração, uma dor profunda acompanhada de um medo que parecia ser maior do que o meu amor pelo o Louis. 

Eu o abraçava forte, como se quisesse ter certeza de que ele ainda estava ali comigo. Eu levava suas mãos até meu rosto, queria sentir seu toque, de alguma forma, queria que ele me apertasse e me deixasse saber que nada daquilo era um sonho. 

Foram momentos de briga com minha própria mente enquanto nos beijávamos e trocávamos carinho. Eu nunca pensei que fosse sentir isso alguma vez. Com os olhos fechados, meu foco iria ao lugar completamente branco e embaçado:

De mãos dadas, eu corria com uma criança vendo uma imagem de quando eu ainda era um garotinho de dez anos. Foi quando me recordei que aquele era um sonho que eu tinha tido por volta dos meus dezessete anos - pouco tempo antes de ficar famoso. 

Tudo o que aquele sonho me mostrou naquela época, foram as risadas da criança que estava comigo. Nós corríamos juntos como se estivessemos em algum tipo de paraíso. Lembro-me de ter acordado minutos após isso, mas no entanto, minha mente agora mostrava-me a ''breve continuação'' de um sonho que aconteceu há anos atrás:

Eu via agora um sorriso. Lindo sorriso... os lábios não me eram familiar, assim, como o formato do rosto e o contorno do nariz e bochechas, também não. Os olhos daquela criança eram azuis e me pareciam alegres, mas eu o via os lágrimar de tristeza, enquanto o sorriso continuava em seu rosto. 

Deixei os lábios do Louis com urgência apenas para manter atenção em sua face, enquanto o segurava suavemente. Louis me olhava um pouco assustado, mas eu não ligava, queria ter certeza se era realmente ele. 

Eu não tinha dúvidas...

— Louis... — impressionadamente eu chamava seu nome. 

Eu não tinha para dizer, embora eu quisesse. 

— O que houve? — após sua pergunta, eu pareço cair na real. 

Ele iria achar louco se eu dissesse. 

— Você é lindo. Eu te amo. — digo olhando em seus olhos. 

— Eu também amo você! — Louis sorrir um pouco tímido e volta a me beijar subindo em meu colo. 

Alguns minutos depois, eu o vi pegar no sono. Deitei-lhe na cama em seguida, cobrindo seu corpo com o cobertor... Só me restou lembrar do primeiro dia em que saímos juntos; Não obstante de que eu tenha sido um tremendo idiota, por apenas ter a intenção de transar com ele naquela noite e todas as vezes que nós saíamos juntos - Louis dormiu em meu carro quando eu estava levando para sua casa, o jeito foi alugar um quarto de hotel mais próximo, já que o temporal nas ruas de Doncaster estava devastador. 

Sinto a dor voltar quando lembro da forma em que eu olhava para ele... Lhe xinguei mentalmente várias vezes e quando eu estava sozinho... Agora recordo-me de quando ele quase desconfia disso, em outros dias dos quais ficávamos juntos: 

— Será que você poderia... Hum... Ficar comigo... Esta noite? — sussurrei no ouvido de Louis as duas últimas palavras, com a grande intenção de provocá-lo.

E como se não bastasse minha grande mentira, eu comecei a beijá-lo. Estava forçando-me a dar-lhe carinhos, sendo que eu não suportava perder tal tempo assim. Mas Louis era alguém inteiramente difícil de se conquistar e levar e para a cama - Embora eu fosse seu ''ídolo''. 

Lembro-me de pegar em sua mão para fingir demostrar um falso amor. Eu vi o quanto ele parecia entregue a tudo o que eu fingia para parecer ser sincero. 

— Mas... a noite? Quero dizer... — Louis gemeu baixinho com os beijos que comecei a dar em seu pescoço — Você está falando sobre... Ficar aqui até o dia seguinte? 

— Isso, Louis. — deixei minha voz sair com mais ar do que o normal.

Eu recordo perfeitamente da demora do Louis para me responder. Naquele momento, eu tinha dito várias coisas ruins sobre ele em minha mente, pois eu estava detestando o fato de ele estar demorando para me dizer um ''sim''... Enquanto eu estava me enjoando de bancar o apaixonado para ele. 

Hoje, eu sei que ele não queria aceitar o convite de ficar comigo uma noite sozinho comigo por medo e devido a sua doença - Pois todas as noites ele passava mal e nunca quis que eu soubesse disso. 

Eu choro de culpa quando lembro... Mas naquele dia, eu não perdoei a sua demora. Discretamente, comecei a apertar de propósito qualquer parte de seu corpo com intenção de machucá-lo, Louis deixou meus lábios e olhou para o seu braço que estava vermelho. No momento em que ele iria falar algo, eu agradeço mentalmente por Yasmim ter chegado na sala de estar. 

— Ei, Louis! O Shawn estava querendo saber de você. — vi ela largar a mochila em cima do sofá. 

— É eu sei... vou levar um belo sermão quando chegar em casa. — percebi que ele forçou um sorriso — Harry, eu adoraria ficar, mas... Eu tenho que ir. 

Minha raiva só subiu quando escutei ele renegar-me. 

— Louis, me faz um favor? — Yasmim pergunta em seguida e Louis assente — Sobe as escadas, o meu quarto é logo a primeira porta à direita. Tem um filme em cima da minha cama... Você pode pegá-lo e entregar ele ao seu irmão? 

— Ah, claro. — sem pensar duas vezes, Louis se levantou do meu lado e foi diretamente para onde Yasmim teria pedido. 

Eu não entendi por que Yasmim teria feito aquilo - De alguma forma, ela sabia que Louis não diria um ''Não''. Assim que ele subiu as escadas, minha prima cruzou os braços mantendo o olhar firme sobre mim. 

— Quando você vai deixar de iludi-lo? Harry, não faz isso... Louis é tão amorzinho...— ela questionou revoltada. 

Eu soltei uma gargalhada. 

Logo depois, eu menti à ela dizendo que não estava fazendo aquilo... Mas fiquei com nojo das minhas próprias palavras por não ter dito a verdade. Em minha mente, várias palavras de ódio para o Louis estavam visíveis, as vezes eu tinha vontade de falar tudo para ele, mas me contive enquanto ainda não teria tido o que eu queria. 

— Ah, como eu odeio esse garotinho mimado... Não vejo a hora de... 

— Onde está sua prima? — tomei um pequeno susto ao escutar a voz do Louis próximo a mim. 

— Ah, ela já saiu novamente, e... O filme é pra você entregar ao Shawn. — concordei tentando parecer o mais legal possível. 

— Okay. — Louis desceu mais alguns degraus da escada ficando ao meu lado — Desculpe, mas você... estava falando sobre quem, agora pouco? 

Arregalei os olhos. 

— Hum... um rapaz que trabalha comigo. Não é nada demais. — disfarcei, passando meu braço pela cintura de Louis. 

Ele sorriu um pouquinho triste, até eu eu beijar sua bochecha - E era quando eu percebia que Louis não poderia resistir a mim. Eu não esqueço das palavras do Louis, naquele mesmo dia em que eu o deixei em sua casa. Antes de sair do carro, o mesmo olhou para mim - Seu olhar parecia estar distante e triste; É assim que ele sempre aparentou ser para mim. 

— Harry... — senti sua mão por cima da minha, foi quando encarei seus olhos azuis profundamente — Você me faz muito bem — um sorriso apareceu em seus lábios — Da mesma forma que você me deixa triste na mesma medida. 

— Por que pensas assim, Lou? — acariciei sua bochecha. Por pura mentira. 

— Eu não sei. — engoliu em seco — Você gosta de mim? Quero dizer... Da minha companhia? 

Percebi que ele tocava em seu próprio braço, levantando a manga do suéter cinza que usava - Haviam marcas roxas das vezes que eu lhe apertava de propósito e elas deveriam estar doendo, então, eu pude entender por que ele estava dizendo que eu o deixava triste. 

— Claro que eu gosto. — dei um selinho em seus lábios.

''Eu amo você, Louis. Para sempre.''

Ele estava tão apaixonado para perceber que eu o machucava tanto por dentro, quanto por fora.

***

Coloquei o cobertor em meu rosto para abafar o choro que já estava me fazendo soluçar, e eu não queria acordar o Louis com minhas tolices do passado. Fiquei alguns minutos escondendo minha face, até senti-me um pouco mais calmo. Me de deitei bem devagar, cobri meu corpo, passando meu braço por volta da cintura de Louis, as lágrimas não deixavam de cair, agora eu olhava para aquele rostinho angelical que dormia e pensava em todos os momentos bons que tivemos juntos... 

Eu estava com medo dos meus pesadelos, de quem eu era no passado, dos meus erros... De não tê-lo por perto no dia seguinte. 

(...)

03:00 da madrugada. 

Meu sono já estava um pouco agitado e eu não sabia o que não estava me deixando dormir tranquilamente. Eu me mexia de um lado para o outro começando a suar frio, abri os olhos assustado quando senti Louis se levantar rapidamente do meu lado. 

Ele tossia forte e por um momento que eu pensei que fosse um pequeno engasgo ou uma agonia na garganta.

— Amor, o que está sentindo? — me sentei ao seu lado vendo Louis olhar para baixo enquanto sua mão apertava seu próprio pescoço. 

Até eu perceber que sua mão direita estava cima de sua barriga. 

— Louis?! — o chamei preocupado. 

Ele não em respondeu. Apenas correu em direção ao banheiro do quarto e desesperadamente, eu fui atrás. Cheguei na porta vendo Louis se posicionar na pia abaixando a cabeça como se quisesse vomitar, mas nada vinha. 

Ele tossiu outra vez, vi seus dedos indo diretamente para dentro de sua boca, no mesmo instante eu peguei em sua mão, não deixando ele fazer aquela burrada. 

— Ficou maluco? Você quer morrer?! — o impedi. 

Louis gritou apertando sua barriga, se distanciou um pouco de mim olhando para a pia.

— Louis, isso é coisa da sua cabeça, ok? — falei suavemente tentando lhe acalmar — Vem comigo, vamos voltar a dormir... — estendi minha mão para ele. 

Como se não me conhecesse, Louis não me respondeu e nada fez. Ele apoiou suas mãos na pia, abaixou a cabeça no mesmo instante em que sua tosse chegava novamente e da sua boca  escorria sangue, que só vinha aumentando a frequência a cada segundo. 

Comecei a lagrimar silenciosamente ao vê-lo naquele estado, meu coração inteiro se quebrava... Eu daria tudo para que estivesse no lugar de Louis, sofrendo por ele. Afastei os fios da franja de seu rosto, percebi que ele se tremia de frio, enquanto seu corpo estava quente. 

Eu queria chamar alguma ambulância, mas meu celular estava longe e eu não queria deixá-lo sozinho naquele instante. 

 Louis gritou caindo para trás enquanto estava aos prantos. 

Segurei seu corpo que deslizava até o piso do banheiro - Sentado e desesperançoso, Louis chorava sujando-se de sangue, rangendo os dentes por conta do frio que sentia. 

Eu sofria junto, estava perdido. 

— Amor, você vai ficar bem — puxei uma toalha e comecei a limpar sua boca — Eu vou chamar um médico, por favor, eu já volto. 

Louis nem olhava para mim, eu não sabia dizer se ele tinha me entendido. Corri o mais depressa que eu pude atrás do meu celular no quarto - O doutor não atendia o telefone de forma alguma, a minha última saída era realmente chamar uma ambulância, pois eu não queria ficar longe do Louis, nem que fosse para eu dirigir... Mas eu sabia que isso iria demorar. 

Procurei o contato de Shawn rapidamente pelo meu telefone - Já que ele estava em Holmes Chapel com minha prima, poderia me ajudar com seu irmão o mais depressa possível. 

— Harry? — ele atendia o telefone. Eu deveria ter lhe acordado, com certeza.

— Me ajuda com o Louis, por favor! — eu pedia enquanto separava algumas roupas.

— Quê? O QUE HOUVE? — Shawn despertou-se do outro lado da linha. 

— Ele está passando mal e a droga dessa ambulância vai demorar uma eternidade! VOCÊ ESTÁ EM HOLMES CHAPEL, PRECISO QUE ME AJUDE, AGORA, POR FAVOR! 

O celular escorregou na minha mão e com a queda, acabou tirando a bateria junto com capinha de trás. Eu não tinha muito tempo para consertá-lo e esperar ligar o aparelho novamente. Corri até o banheiro encontrando Louis de cabeça baixa e olhos fechados, as pontas de seus dedos estavam começando a ficar roxas, e sua pele estava pálida. 

— Louis! — me abaixei até ele pegando em seu rosto. 

Eu pensei que algo pior teria acontecido, mas eu senti sua respiração.

— Vamos, vem comigo. — tracei meus braços em volta de sua cintura. 

— Harry... Eu... 

— Não fale. — impulsionei seu corpo para cima o ajudando a ficar de pé, mas nem para isso, Louis tinha forças. 

Liguei a torneira da pia e comecei a lavar seu rosto com cuidado, em seguida, fiz o mesmo com suas mãos. Puxei a gaveta do balcão e tirando de dentro do mesmo, uma toalha limpa para enxugá-lo, enquanto ao mesmo tempo, eu segurava seu corpo para que Louis não caísse. Com cuidado, eu o levei até a cama, lhe coloquei sentado ali enquanto tirava a camisa que ele usava - Vi Louis se tremer ainda mais de frio.

— Meu amor, eu vou te levar ao hospital, tá bom? — coloquei um suéter preto nele, cobrindo suas mãos que estavam geladas. — Você vai ficar bem, meu anjinho... Só vai ser medicado. 

Ouvi batidas na porta, no mesmo instante mandei entrar; Se tratava de Tina, dando passagem para que Shawn entrasse. 

— Vim o mais rápido que pude! Como ele está? — fico mais aliviado com sua presença ali.

— Desculpe por não ter falar direito com você, é que... — apontei para o meu celular espatifado no chão. 

— Tudo bem, pelo menos deu tempo de você me dizer o recado. Obrigado por me chamar. — Shawn agachou-se até Louis pegando em sua mão — Por Deus, ele está queimando em febre... Acha que vão interná-lo? 

Fiz um sinal positivo com a cabeça um tanto preocupado. 

Eu queria ser positivo, mas o estado em que o Louis se encontrava, eu tinha medo do que poderia vir a seguir. 

— Harry, eu vou na frente, pois ele pode piorar e nós não podemos demorar tanto. Não se preocupe, a Yasmim está me esperando no carro e ela vai ficar com ele no banco de trás. 

— Okay, então eu só irei pegar os documentos necessários, algumas roupas e tomar um banho rápido, logo eu estarei por lá. — finalizo, vendo Shawn pegar Louis em seu colo — Vamos, maninho... — Louis fechava os olhos mantendo os braços agarrados ao pescoço do irmão mais velho.

— Não demore, Hazza. — ele assente antes de sair. 

Simplesmente não perco tempo; em menos de uma hora eu fiz tudo o que deveria, apenas querendo saber se eu não estava esquecendo de nada. Eram 04:20 da amanhã quando eu sai de casa dirigindo rápido pelas ruas de escuras do Holmes Chapel... Minha visão embaçava, eu respirava fundo tentando manter a calma. 

06:32 a.m. 

Hospital de Homes Chapel.

Enfermaria Interna.

Olhei para o equipo de soro que Louis tomava na veia por mais de uma vez só durante aquelas horas em que eu esperava ele acordar. Respirei fundo tocando em sua mão, me doía vê-lo debilitado, fraco e pálido por conta de uma doença que tinha piorado. Eu não entendia o porquê, já que Louis tratou de voltar à suas consultas e tomar novos remédios não faziam tanto tempo. E mesmo que os médicos tivessem dito que de uma forma ou de outra, ele iria piorar, essa não era uma resposta que eu aceitava. 

Comecei a dizer coisas que eu simplesmente tive vontade, como se Louis estivesse a me ouvir:

— Lembro dos dias que você ficou comigo no hospital... Eu jamais imaginaria que... Precisaria da sua ajuda naqueles dias. Acho que você sabe que eu tinha brigado com o Josh, todos realmente fizeram de conta que eu nem existia e eu dei razão, sabia? Eu fui tão desumano com todos... Só não esperava que fosse ter sua ajuda. Você era o único que nem passava pela minha cabeça, embora eu te ligasse todas as noites e dizia estar apaixonado... — abaixei a cabeça limpando algumas lágrimas de arrependimento — Você sabe que não era verdade... Eu menti muito. 

— Esse era o meu medo, Louis. Eu só não estou tão alarmado, porque eu vim sonhando com momentos ruins ao seu lado durante dias... De qualquer forma, isso me assusta. Mas eu sei que vai sair daqui bem, não importa a resposta que virá em seus exames. Seu aniversário está próximo, meu amor... Você vai se formar, e... Depois de sua apresentação, nós vamos viajar, o que acha? Eu estou planejando isso a dias. 

Meu celular tocava, eu sabia que eu deveria estar em vários lugares cuidando meu trabalho agora, eu ignorei todos. Não queria falar com ninguém, a única voz que eu queria escutar era a do Louis e depois eu me explicava para quem fosse. 

Ouvi a porta se abrir, mas não fiz questão de ver de quem se tratava pois a minha dor no momento, estava ficando insuportável. Sinto uma mão em meu ombros e um perfume feminino, por um momento, eu pensei que fosse minha prima, mas era Marie - Ela puxou uma cadeira e sentou-se ao meu lado. Com a tristeza em seu olhar, ela encarava Louis que continuava desacordado. 

— Ele já me preocupou tanto... Você não faz noção do quanto. — Marie pronuncia-se. 

Ergo meu olhar confuso para ela, mas sem demostrar tanta curiosidade. 

— Ele era muito rebelde? — puxo assunto. 

— Não, nunca foi. Louis sempre foi calmo, até um certo ponto. — Marie sorria como se estivesse lembrando de tudo — É que eu não tinha paciência com ele... Não gostava de vê-lo trancado no quarto todos os dias e todas as horas... Eu sabia que suas únicas companhia era o Shawn e muito mais o Luke. O fato de ele não falar muito com as pessoas, faziam elas terem um imagem ''antipática'' sobre ele, e... Todos reclamavam diretamente comigo. Eu já briguei tanto com o Louis por causa dessas coisas, ele me parecia insatisfeito com tudo. 

— Você brigava com ele por coisas desnecessárias... — comento. 

Vejo o olhar sério de Marie para mim. 

— Talvez. — ela diz insegura — Mais tarde eu descobri que ele sofria na escola, Luke me contou tudo por preocupação de como Louis estava agindo. 

— Espera, ele o quê? — indago confuso.

— Ah, Louis não te falou? — pergunta-me. 

— Não sobre isso. — nego com a cabeça. 

No mesmo instante, Matt chegava no quarto nos olhando desconfiado - silenciosamente, ele me entregava a ficha do Louis e sentava-se perto de nós, escutando Marie que ainda falava angustiada:

— Eu me senti tão culpada, Harry... — ela diz mantendo seu olhar para Louis — Era duro para mim, ver ele se tratando por mal por pessoas que não mereciam sua atenção, quanto mais suas lágrimas e cicatrizes. Eu trabalhava muito, quase não poderia fazer nada em relação a isso. Depois eu descobri através do Shawn que minha família o tratava o mal por ele ser adotado... Olha, foram dias perturbadores. Minha família nunca aceitou essa ideia de adoção, nem mesmo o pai do Luke e do Shawn, por isso, nós nos separamos logo que tentamos voltar. 

— Marie... Louis me esconde tanta coisa... — contestei aflito com o que eu teria acabado de saber — Eu nunca fui e nunca serei a melhor pessoa desse mundo. E nem quero. — cruzei os braços me acomodando mais na cadeira — Mas a sua família e o resto por parte desse maravilhoso aqui... — aponto para o Matt. 

— Quê? — ele ergue o olhar desafiador para mim. 

— Você fique na sua. — contesto a ele — Voltando ao assunto, as pessoas que eu conheci de suas famílias são extremamente desumanos e de mentes pequenas. Eu nunca vi tantos idiotas assim.

— Harry, não se esqueça que o Louis também já chorou por você, então, não julgue somente os erros dos outros. — Marie jogou os cabelos para trás me encarando severamente.

— Eu não sei em que momento agora pouco, eu quis me colocar por cima de alguém. Você está falando sobre algo que eu e Louis já resolvemos. — retruco — Mas vamos mudar de assunto pra eu não perder a paciência... Me responda, por que desde tão novo, o Louis tem essa doença? Não é certo. Esofagite é... encontrada em pessoas de idade que bebem e fumam... e mantém uma vida maluca sem cuidar delas mesmas. Mas Louis não contém vício algum. Por quê? 

Marie parece fingir que a pergunta não foi para ela. A mulher calou-se e nada resolveu dizer. Matt sorriu de canto - e o jeito dele me irritava, pois tudo o que se dizia a respeito de ao seu próprio filho, ele debochava, como se estivesse implicando comigo. 

— Estou esperando me responderem... — encaro os dois. 

— Ele tinha o mesmo problema que a mãe biológica. — Matt responde deixando-me apreensivo.

A lembrança da madrugada de hoje veio à minha mente; Ela mostrava-me o momento em que Louis iria colocar os dedos dentro na boca para regurgitar. Arregalei os olhos tentando entender o que teria acontecido, ou o melhor, se ainda estava acontecendo... 

(...)

Eu não consegui ficar quieto em meu canto, eu andava pelo quarto em que Louis ainda estava desacordado, esperando um sinal qualquer dele, mas já eram 18:00 da noite. Já não aguentava mais esperar, estava impaciente e nada eu poderia fazer. 

Pouco me importei com meu trabalho, mídia, ganho social e tantas outras coisas que eu tinha para ontem e hoje. Simplesmente deixei de lado e não tinha vontade alguma dar continuidade enquanto eu não tivesse meu namorado comigo, do meu lado, sorrindo e recuperado. 

Niall entrava no quarto acompanhado com o Josh segurando uma bandeja com um lanche que eu não estava nem um pouco afim de prová-lo. Já era a terceira vez no dia que eu recusava a me alimentar, por não ter vontade. 

— Harry, você precisa comer, ou quem vai acabar ficando internado é você. — Josh deixava a bandeja na mesa ao lado. 

— Mais alguns minutos... — eu pouco me importava enquanto contava os segundo para que Louis acordasse. 

— Ele vai ficar bem, Joshinho?... — Niall encolheu-se no peito de Josh sendo abraçado pelo mesmo.

— Calma... Vai sim, Nini. Os médicos disseram que ele pode acordar ainda hoje à noite, ou pela madrugada. — meu amigo o confortava. 

Me sentei na cadeira novamente da qual eu dormia - Em minhas mãos, um colar do Louis em forma de terço eu segurava firme. Meus olhos já estavam ardendo e meu corpo inteiro parecia sem forças. O cansaço me dominava, a vontade de ter uma boa noite de sono e descansar era tanta, mas eu resistia a tudo isso. 

Eu sabia que poderia continuar assim. 

— Ei, amigo — olho para o meu lado, vendo Josh se abaixar até mim, colocando uma de suas mãos na minha coxa — Eu sei que você está preocupado com ele, eu te entendo. Mas... Acho que Louis não gostaria de saber que a pessoa que ele mais ama, está fraca, não se alimentou e mal consegue se manter em pé. Harry, coma um pouco. Você vai se sentir melhor no dia seguinte para cuidar do Louis assim que ele acordar, ta bom? 

Olhei para o colar do Louis em minhas mãos. Eu sabia que Josh tinha razão, mas de qualquer forma, suas palavras me deixaram mais calmo e muito mais esperançoso que antes. 

— Pode deixar. — sorri fraco a ele. 

— Obrigado, Harry. — ouço Devine dizer após um suspiro.

Olho para os lados para ter certeza das palavras que ouvi. 

— Por que está me agradecendo, Josh? — questiono. 

— Por ter devolvido meu melhor amigo de volta. — ele aperta minha mão — Eu tenho orgulho de quem você é hoje. 

E mesmo achando que não merecia tal reconhecimento, eu pude sentir-me um pouco melhor comigo mesmo. Josh levava Niall consigo, que saía um pouco aflito do quarto olhando para o Louis. Eu permaneci imóvel, ou melhor dizendo, algumas vezes - Pois eu me levantava do meu lugar, conferia todos aqueles aparelhos que estavam ligados próximo ao Louis... Andava de um lado para o outro... Tentava sair do quarto, mas logo eu já estava lá novamente aguardando a hora para que Louis acordasse. 

21:43 p.m.

— Ei, cara — escuto a voz de Zayn — Já estamos indo. Fica bem, aí. 

Percebi o quanto ele estava tenso, afinal, Liam estava ao seu lado limpando os olhos com um lenço, suas mãos aparentava estarem trêmulas. 

— Se eu olhar para o Louis, eu vou chorar, socorro. — Teddy colocava as mãos no rosto, sendo abraçado por Luba em seguida. 

Liam soltou a mão de Zayn e caminhou lentamente até a maca em que Louis estava desacordado. O sorriso que ele deu, parecia emoções misturadas entre tristeza, desânimo, mas com pouquinho de esperança. 

Ao tocar em meu braço, eu me virei para ele; Payne me confortou com seu abraço generoso. Eu o agradeci quando terminamos. Mais alguns minutinhos ali, parecia ser uma eternidade.

— Eu tenho certeza que nós estaremos juntos... Vamos todos comemorar nossa formatura, Lou. Eu tenho fé. — Liam posicionou suas duas mãos em seu peito. 

Me segurei para não chorar, mas parecia ser impossível. 

22:00 p.m. 

Os amigos do Louis já tinham ido todos para suas casas. Me deixou bastante contente vê-los aqui, eu só posso imaginar o sorriso do Louis ao saber sobre isso, quando ele acordar.

Aqui estou eu novamente, sentado no chão de um quarto de hospital, próximo à maca que Louis ainda dorme. Profundamente algo dói, mas eu jamais poderia saber dizer exatamente o que era. 

O que estou sentindo?

É como se eu sentisse tanto, que não consigo sentir mais nada. 

E eu não me lembro a última vez que tudo estava bem, pois tudo o que vinha fazendo esses dias, era chorar e me lamentar todas as noites, por culpa e medo. Louis nunca entendia, afinal, eu não conseguia dizer isso a ele. E acho que eu pressentimento ruim que eu estava tendo, era relacionando o que está acontecendo agora. 

O único abrigo que necessito é de um abraço... De quem eu amo e não pode me ouvir. 

— Com licença... Harry? 

Era a voz de Luke, mas eu não fiz questão de olhá-lo. Ele sabia que eu estava lhe ouvindo de qualquer forma. 

— Se você quiser ir para sua casa dormir um pouco... Fica tranquilo, eu posso ficar como acompanhante do Louis. É claro, se você quiser. — ele dizia. 

— Obrigado, mas eu realmente quero ficar com ele. Desculpe pelo egoísmo. — respondo ríspido. 

— Tudo bem, sem problemas — Luke entende — Então... Eu já estou voltando para casa... Amanhã bem cedo, eu estarei aqui, okay? 

Fiz um sinal positivo com a cabeça. Tudo o que eu ouço é meu cunhado me dando uma boa noite e o barulho da porta do quarto se fechar. 

Agora, eu olhava para a mão esquerda do Louis que recebia soro na veia, isso dá uma distorcida em quando eu tentava acalmar minha mente com palavras de...: ''Não é nada tão grave.'' Eu sabia que Louis não estava bem. 

03:00 horas da madrugada. 

Com um pequeno caderno em mãos e uma caneta, eu já teria escrito cinco canções de temas diferentes, mas que se relacionavam em apenas uma pessoa. Algumas horas eu olhava ao redor do quarto, abaixava a cabeça, tentava pensar... E continuava a escrever como se eu precisasse disso tudo para o dia seguinte. 

Acabei por lembrar-me de onde eu realmente estava. 

Minha realidade: Antes de me tornar quem sou hoje, eu jamais me olharia no espelho durante o passado e diria: ''Eu vou precisar de alguém.'' ... ''Eu vou fazer o possível por alguém.''... ''Eu irei amar alguém.'' ... ''Eu quero cuidar de alguém.'' ... Hoje em dia, eu cancelo o que for preciso, só para ficar perto até mesmo do meu melhor amigo, imagine de alguém que eu escolhi para viver ao meu lado até o resto da minha vida. 

Naquela noite eu não peguei no sono, eu vi o dia amanhecer, mas não consegui dormir. Eu acompanhei até mesmo as enfermeiras entrarem no quarto durante umas 04:00 horas da madrugada, apenas para colocar mais soro naquele equipo. 

E já são 07:00 horas da manhã e eu continuava olhando para o colar do Louis em minhas mãos. Eu praticamente já estava pronto para ir em casa buscar mais roupas, tanto para mim, quanto para ele. Posso dizer com todas as palavras e claramente bem que quando eu estava pronto para sair do quarto, todavia, nada me deixou mais emocionado e feliz do que ver Louis mexendo suas mãos e logo depois, suas pernas.

Ele abriu os olhos e depois os fechou, devido a claridade. Deixei qualquer coisa que eu segurava agora para me aproximar da maca. No momento em que eu chamei seu nome, Louis abriu os olhos em imediato, deu uma breve olhada ao seu redor - como se ele estivesse tonto, e me presenteou naquela manhã com o sorriso mais lindo que eu esperei para ver novamente. 

— Amor?... — passei minhas mãos suavemente em seu rosto que ainda continuava pálido — Bem... Você está bem! — sorri. Minha felicidade era tanta que nem conseguia falar ou conter as lágrimas — Fique calmo, ok? Eu vou chamar o médico.

Louis tentou falar, mas nada saía. Ele fazia um pequeno esforço e o pouco que conseguiu, eu percebi que ele estava rouco. Eu o acalmei em seguida, pedi para ele não forçar mais nada e embora não tivesse voz, Louis sorria para mim. Ele levantava suas duas mãos que ainda recebiam soro, tocava no aparelho respiratório que estava em seu nariz, observava cada cantinho do quarto... Mas com uma felicidade enorme de quem poderia dizer: ''Eu estou vivo.''

[...]

Louis Tomlinson.

Se há muito sofrimento, também há sempre alegria e vice-versa. Até estas lindas flores algum dia irão murchar e todas as coisas vivas deste mundo não param nem por um momento. Estão sempre se movendo e mudando, esse é o maior prazer existente, a vida das pessoas é igual.

As flores nascem e depois murcham... as estrelas brilham, mas algum dia se extinguem.... comparado com isso, a vida do homem não é nada mais do que um simples piscar de olhos, um breve momento. Nesse pouco tempo, as pessoas nascem, riem, choram, lutam, são feridas, sentem alegria, tristeza, odeiam alguém, amam alguém.

Tudo isso em um só momento.

Momentos que não importam como tenham sido, ou até em que limites eles foram... Eu jamais esquecerei de alguns deles. 

Ver meus meus amigos e irmãos reunidos em casa fazendo uma pequena confraternização, quando eu voltei do hospital, me deixou tão emocionado. Harry sabe perfeitamente que eu não costumo chorar durante surpresas, a não ser, que elas sejam ''impactantes'', mas... Quando eu abri a porta e vi todos reunidos, pulando, alegres, eu lembro-me de abraçar o Harry que estava comigo - Pois eu chorei tanto, que não parava de soluçar um só segundo, escondendo meu rosto em seu peito. 

Eu me diverti com todos que estavam presentes. Se eu pudesse refazer a escolha da minha vida, eu não mudaria nada em volta. Pois embora eu tenha chorado, tropeçado, acreditado, caído e me lamentado muitas das vezes, a melhor parte de tudo é ter vivido e aprendido com cada detalhe. Acima de tudo ter levantado e seguido em frente, mesmo que os motivos dos quais eu deva acreditar em mim, não me satisfazem. 

Eu estou me perguntando, como tudo aconteceu tão rápido...

— Aí, Louis! Posso te falar uma coisa? — Josh puxou uma cadeira e sentou-se bem ao meu lado, à medida em que eu descansava minhas cordas vocais, depois de vinte e cindo minutos de ensaio no estúdio. 

— Claro. — deixo o copo de água em cima da mesa, após ter bebido um gole. 

— Eu... Queria pedir alguém em namoro... Mas não sei como chegar novamente nessa pessoa, entende? 

Eu sei que Josh estava tentando desviar de quem se tratava neste assunto, mas acho que se eu for um pouco evasivo agora, não vai fazer tanta diferença na minha personalidade reservada. 

— Você sabe que o Niall vai aceitar você. — pisco para ele tomando outro gole de água. 

Josh arregala os olhos com as mãos posicionadas na cintura. Eu me segurei para não rir de sua expressão facial. 

— Tomlinson! — Josh bate levemente na mesa e olha para trás — Fale baixo! — ele vira-se para mim desconfiado. 

— Não falei alto. — levanto minhas mãos em forma de rendição. 

— Ele não pode escutar e você não vai abrir essa boquinha que o Harry tanto ama beijar pra ninguém, entendeu? — olho diretamente para seu dedo indicador apontado para mim. 

— Que lindas palavras... — dou um sorriso — Pode ficar tranquilo, eu não vou dizer. 

— Acho bom mesmo — Devine bate levemente em meu ombro — Ah, eu queria te falar outra coisa. É sobre o Harry. 

Ele aproximava-se na cadeira mais pra perto de mim. 

— Sabe aquela noite em que o Harry esteve com aquela tal de ''Heloísa?'' — Josh questiona baixinho — Pois é. Ele me disse que só conseguiu ficar com ela, porque além de ele estar drogado, ele pensava em você enquanto estava lá, sabe? ... — percebi os movimentos estranhos que Josh fazia com as mãos — Entendeu, Louis?! OU TÁ DIFÍCIL DE VOCÊ COMPREENDER?!

— É o que eu estou pensando? — indago confuso. 

— ISSO AÍ! — Josh bate na mesa em comemoração. 

Eu sinceramente ri do seu jeito ''maluco'', eu nunca tinha visto o Josh tão animado como ele estava nesses últimos dias, desde que começamos a ensaiar. O que me lembra; Faltavam apenas dois dias para a apresentação e eu estava nervoso, com medo, inseguro e completamente perdido.

— EU POR ACASO ESCUTEI MEU NOME SENDO INVOCADO? — Niall bate a porta que acabava de sair, vindo em nossa direção. 

— Você não é o único Niall do mundo — Josh refuta rolando os olhos entediado. 

— Querido, os demais são cópias baratas. — Niall aumenta o tom de voz, fazendo Devine agoniar-se — EU VOU SENTAR NO COLO DO LOUIS, PORQUE O JOSHINHO NÃO ESTÁ MERECENDO. 

Dito e feito; Josh finge não dar importância para meu amigo, mas eu estava rindo baixinho com isso - Não sabendo disfarçar. 

— NOSSA FORMATURA ESTÁ PRÓXIMA! DESSA VEZ, EU VOU DE NOIVA. 

— Noiva cadáver. — Josh apoia a mão no queixo comentando como um ''supetão''. 

— Nini, é nossa formatura da faculdade e não uma festa de Halloween — opino. 

Josh solta uma risada. 

— QUERIDO, EU ENTENDO DE MODA — Niall vira um pouco seu rosto para mim, ainda sentado em meu colo — E EU NÃO VOU DEIXAR O LIAM IR DE CHINELO — dei a risada mais alta do dia, ao lembrar de quando realmente o Liam fez aquilo — NA NOSSA FORMATURA DO ENSINO MÉDIO, O LIAM FOI DE CHINELO E AINDA DISSE QUE ESTAVA MAIS CONFORTÁVEL. 

Impossível, era eu não rir com o jeito elevado que Niall contava tudo. 

— E você estava um arraso — Josh jogou uma breve indireta. 

— Claro, eu sempre estou. — Niall passa as mãos nos cabelos — O Teddy também estava lindo, assim como o Louis, embora eu preferisse que ele fosse de vestido. 

— O Niall pensa que todo mundo tem demência — comento baixinho. 

Josh rir chamando atenção de algumas pessoas que estava trabalhando ali pelo estúdio. 

— No dia da formatura de vocês, eu me lembro que vinha saindo do banheiro com o Luke, aí o Liam passou correndo na nossa frente com a sandália dele na mão... A gente riu tanto quando viu ele acertar as costas do Calum. 

E era com a água que eu estava bebendo, que eu me engasgava após saber da tal história. Coloquei a mão na minha boca e engoli em imediato para não cuspir devido a risada alta que eu iria dar. 

Eu não sabia se eu ria da história, ou do Niall que tem a risada mais estranha que já tinha ouvido - tirando a minha. 

— MAS ISSO AINDA É POUCO, NÃO É, LOUIS? — Niall tocava levemente em mim — QUANDO A GENTE TINHA DOZE ANOS DE IDADE, O LIAM CORRIA NO RECREIO ATRÁS DOS MENINOS COM O CINTURÃO. 

Gargalhei outra vez. 

— EU SEMPRE REPETIA O LANCHE, PORQUE SOU DESSES. E O LOUIS... É... Você sempre foi você, não é, amigo? — Niall pergunta. 

— Acho que não. — respondo aleatoriamente — Mas o Niall aprontava demais, verdade! — digo ao Josh — Uma vez, ele subiu em cima de um balcão no refeitório, começou a dançar lá em cima, até que ele resolveu pular e foi nesse momento que ele bateu a cabeça no teto e caiu do chão. 

— DESDE NOVO, EU JÁ ELIMINAVA MEUS CHIFRES. 

Quando eu ia falar mais, Niall simplesmente me faz rir junto com o Josh. Aquela manhã foi maluca e bastante animada - Eu sinceramente, pedi para o Niall parar de contar piadas, porque eu já não aguentava mais rir. 

...

Naquela manhã, eu voltei para casa preparando um cronograma na minha mente enquanto estacionava o carro na garagem: Tomar um banho rápido, me vestir e ir diretamente para a faculdade concluir minhas últimas atividades pendentes - que eu faltei enquanto estive no hospital. 

— Peguei você! 

Meu coração quase pulou para fora devido o susto que levei. Harry me agarrou pela cintura assim que eu tinha acabado de sair o carro, deixando minhas coisas caírem no chão. 

Eu queria brigar com ele, mas não consegui, porque eu amei de certa forma.

— Que susto, Harry! — me virei para ele batendo o pé no chão. 

Harry soltou uma risada divertida e me pegou no colo, entrelaçando minhas pernas em sua cintura. 

— Quero que almoce comigo hoje, ou eu não vivo sem você. — carinhosamente, ele deixava vários selinhos em meus lábios, escorando-me no carro. 

— Eu estou tentando entender se essa sua frase faz sentido. — envolvi minhas mãos em volta de seu pescoço. 

— Na minha cabeça ela faz... — Harry sussurra em meu ouvido, em seguida, me fez suspirar com o beijo que dera em meu pescoço — Eu te amo, Louis. 

— Eu amo demais você. — toquei em seus lábios antes de beijá-los. 

Eu me acostumei a sonhar quando tinha dezesseis anos... E jamais deixei de acreditar que meu destino era amá-lo por toda a minha vida. Pois era assim que eu pensava, enquanto ele me enganava e todas as suas juras de amor eram falsas. Quando eu tinha dezesseis anos e descobri que estava apaixonado pelo impossível: Meu ídolo. Eu sonhava acordado. Criando um mundo idealizado, que logo se desfez dentro de alguns dias...

Não esperei por nada quando tudo desabou, era como se a realidade tivesse valido a pena.  

Mas meu coração Já sabia dos truques da vida, mas com ajuda do destino uniu forças... O bastante para permanecer ao lado de quem me odiava, por preocupação e amor. 

Momentos que já estavam escritos, e que nenhum mortal seria capaz de mudar. Um amor que podem anos se passar, mas ele jamais vai deixar de existir. As palavras e os acontecimentos ruins, poderiam denunciar que nada existia de verdadeiro.

Mas meu coração não iria aceitar, iria ignorar as palavras e sofrer um pouco mais... 

Mas de alguma forma, se realmente era para ser... Não importa o que houver, ou se o tempo esteja disposto a mudar, se for para ser, será. Aprendi a lidar com isso. 

— Adivinha quem está te aguardando na sala de estar? — Harry trata de arrumar meus cabelos que o vento bagunçava. 

— Hum... Eu não sei. Hã... Niall? — sugiro — Liam? Teddy? Luke? 

Harry faz um sinal negativo para todos que eu falava, mas quando ele ouviu ''Luke'' saindo por meio, seu olhar para mim foi bem diferente.

— Por que você pensa mais no Luke? — interrogou ele. 

— Isso não é totalmente verdade. — mordo os lábios segurando-me para não rir. 

— Seu pai. 

Poderia ser apena uma brincadeira.

— O quê? 

— Matt está aí querendo falar com você. 

Fui posto no chão - Harry assentiu levantando os ombros. E se ele não estava entendo o motivo da causa aparente do Matt, eu com certeza estou na mesma situação. 

— Mas o que ele quer? — pergunto. Seus dedos são entrelaçados nos meus enquanto andávamos até a porta principal. 

— Ele não me deixou saber de nada. Apenas disse que queria falar com você. — Harry coloca as mãos na maçaneta. — Eu não me simpatizo com ele. 

Depois de abrir a porta e dar mais alguns passo até a central da sala de estar, ali está Matt... Seu semblante está sério, ele se levantou do sofá como se estivesse me recebendo de alguma forma. 

— Vamos conversar , Louis? 

Um tanto desconfiado, percebi uma câmera das mãos de Matt - Ele balançava o objeto como se fizesse questão que eu visse. 

[...]


Notas Finais


O último capítulo terminou assim porque teremos o epílogo :)
O que aconteceu aqui foi preciso, faz parte, acho que era algo que eu não devia deixar de lado por existir na história. Teremos o próximo que será narrado pelo o Louis, onde será esclarecido e acrescentado tudo ❤

Uma leitora me sugeriu que fosse feito um Q&A (Perguntas e respostas) antes que a história terminasse, ou ele pode ser postado, assim que ela terminar.
Caso queiram, é só me avisar, que eu virei aqui e pedirei por um capítulo as perguntas de vocês e direi como funciona (caso alguém não saiba).

Muito obrigada!
Beijos.

Beck ❤


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