História My Dear Sister - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Blacklist
Personagens Donald Ressler, Elizabeth Keen, Raymond "Red" Reddington
Tags Donald Ressler, Drama, Elizabeth Keen, Keenler, Personagens Originais, Raymond Red Reddington
Visualizações 25
Palavras 1.718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii genteeee
Eu sei que prometi que postaria os capítulos mais rápido mas realmente não deu, sorry.
Sem mais delongas aqui um capítulo novíssimo pra vc's ;)
Enjoy e boa leitura

Capítulo 4 - Enfrentando a verdade


Fanfic / Fanfiction My Dear Sister - Capítulo 4 - Enfrentando a verdade

Eu encarava a porta que Alexandra tinha acabado de bater na minha cara, estava dividido entre entrar e faze-la criar juízo e ir fazer exatamente o que ela me disse. A parte racional e profissional da minha mente me dizia pra acabar com esse teatro bobo e infantil da minha irmã e falar a verdade pra Keen. Mas havia uma outra parte minha que estava intrigada com que Alexandra disse, essa parte geralmente me colocava em maus lençóis, principalmente quando se tratava de Keen. Balancei a cabeça e andei em direção à cozinha disposto a contar a verdade, dessa vez eu ia ouvir a minha parte racional.

Keen ainda estava exatamente aonde a deixamos, ela me deu um sorriso sem graça quando voltei. Peguei duas cervejas na geladeira e entreguei uma pra ela.

- Que tal sentarmos no sofá? – Perguntei acenando com a cabeça pra sala.

- Claro – Ela desceu do banquinho e me seguiu.

Ela se acomodou no sofá de três lugares e eu me sentei ao lado dela (a uma distância respeitável é claro).

- Droga – Praguejei tentando me levantar, fiz uma careta e paralisei quando minhas costelas deram uma fisgada dolorosa com o movimento.

- O que foi? – Keen me olhou preocupada.

- Esqueci a bolsa de gelo na cozinha.

- Eu pego pra você - Ela me empurrou gentilmente até eu me acomodar – Não se mexa.

Ela voltou nem 15 segundos depois, me entregou a bolsa de gelo e dei um olhar agradecido. Ela se sentou me olhando preocupada. Levantei a camisa o mais discretamente possível e coloquei a bolsa de gelo em cima das minhas costelas estremecendo levemente por causa do frio. Abaixei a camisa e recostei a cabeça no sofá fechando os olhos esperando o gelo entorpecer a dor.

- Ela não sabe não é?

Virei a cabeça na direção de Keen e abri os olhos. Eu sabia do que ela estava falando.

- Não, não tive coragem de contar à ela.

- Ressler...

- Keen eu não quero preocupa-la.

E também não quero acrescentar uma pessoa a lista de decepcionados caso eu tenha uma recaída, falei mentalmente.

Fez longo minuto de silêncio desconfortável. Estava pensando em um jeito de dizer casualmente que Lexie era minha irmã quando Keen quebrou o silêncio.

- Então...Nunca pensei que você era esse tipo de cara – Ela tinha um sorriso estranho, quase forçado. Franzi as sobrancelhas.

- Que tipo de cara – Perguntei intrigado.

- Que gosta de mulheres mais novas – O tom de voz dela era de escárnio.

Minha boca abriu em choque.

Keen viu minha expressão e arregalou os olhos, as bochechas vermelho brilhante.

- Ai meu Deus Ressler desculpe eu não queria...

Comecei a rir, da expressão de mortificação dela e principalmente de nervoso.

Alexandra estava certa, Keen estava com ciúmes e eu não sabia o que fazer com essa informação.

- Qual é a graça?

Eu podia continuar com essa farsa, provocar reações em Keen, mas eu não era esse tipo de cara, eu preferia jogar limpo e dizer a verdade, sempre.

- Keen – Me ajeitei mais até ficar de frente pra ela, tomando cuidado pra bolsa de gelo não sair do lugar – Alexandra é minha irmã.

A expressão de Keen passou por várias mudanças, confusão, espanto, vergonha...Até parar na palidez total.

- Keen? – Chamei o nome dela preocupado.

- Não sabia que você tinha uma irmã – Ela disse numa voz fraca, o rosto indo de pálido pra vermelho.

- Você nunca perguntou – Dei de ombros.

- Agora que você falou posso ver as semelhanças – Ela começou a rir nervosamente – Ai meu Deus que vergonha – Ela colocou as mãos no rosto – Desculpe Ressler eu disse que você...

- Keen tudo bem – Eu a cortei dando um sorriso tranquilizador, ela abaixou as mãos e me encarou.

- Não, não está tudo bem eu...

- Liz... – Peguei sua mão, esse gesto a surpreendeu, e pra falar a verdade a mim também – Está tudo bem, sério.

Estávamos mais próximos agora, os olhos trancados um no outro, só um pouquinho mais perto e não haveria mais distância entre nós.

- Isso é cheiro de queimado? – Lexie surgiu do nada fazendo com que nos afastássemos com um pulo – Minha torta está queimando! – Alexandra correu pra cozinha.

- Droga! – Liz praguejou e correu pra cozinha também, joguei a bolsa de gelo na mesa de centro e fui logo atrás. O cheiro de queimado era forte, como não sentimos isso antes?

Alexandra já havia aberto o forno quando chegamos lá, e pela quantidade de fumaça que saia lá de dentro dava pra ver que nenhuma parte comestível tinha sobrado da torta. Ela jogou a forma com uma massa preta e fumacenta em cima do balcão da cozinha.

- Eu sinto muito, não senti o cheiro de queimado – Liz se desculpou.

- Eu também não – Falei.

- Eu senti lá do quarto, como foi que vocês não sentiram? – Olhei pra Keen que corou imediatamente, abri a boca pra responder – Ahh não nem precisa responder, eu sei bem.

Pra minha surpresa Alexandra não estava com raiva e sim sorrindo como uma criança que tinha acabado de ganhar um doce, semicerrei os olhos pra ela, a garota era louca.

- Don não estava brincando quando disse que você quase causava um incêndio.

Liz riu sem graça.

- Desculpe realmente não senti o cheiro, não sei o que houve – Liz tentou se desculpar novamente.

- Eu sei – Lexie piscou pra ela, Liz corou em vários tons de rosa e vermelho – Mas agora temos um impasse, temos visita para o jantar e ele torrou.

- Justamente por culpa da visita – Liz disse.

- Bom isso não importa mais – Lexie deu de ombros – O que faremos?

- É só pedir uma Pizza – Falei.

- O delicioso bolo de carne da família substituído por uma Pizza – Lexie balançou a cabeça – O que a mamãe diria?

- O telefone está na geladeira – Revirei os olhos, Lexie adorava um drama.

- Ok, Pizza é o que será.

Vinte minutos depois estávamos os três sentados na minha pequena mesa comendo Pizza e jogando conversa agora, notei que Liz parecia muito mais à vontade ao redor de Lexie, ela notou também e piscou pra mim quando Liz não estava olhando.

-Você sabia que Don tem uma moto?

Eu estava tomando um gole da minha cerveja e quase engasguei.

- Sério? – Liz parecia chocada e encantada ao mesmo tempo.

- Ahh sim, mamãe e papai quase tiveram um troço quando ele chegou com aquilo lá em casa – Lexie deu um sorriso triste com a menção do nosso pai, apertei a mão dela suavemente, eu também sentia falta dele.

Se Liz viu nossa troca fingiu que não.

- Eu gostaria de vê-la, Você tem uma foto? – Liz olhou pra mim em expectativa.

- Não, mas eu posso te levar pra vê-la qualquer dia desses, talvez até dar uma volta.

- Isso seria incrível – Liz abriu um sorriso pra mim e não pude deixar de fazer o mesmo.

Lexie me deu um chute leve por debaixo da mesa, não olhei pra ela mas tinha certeza que ela tinha o sorriso do gato Cheshire.

Depois de terminarmos de comer fomos pra sala, a conversa continuou lá, em grande parte entre Liz e Lexie (na maioria das vezes sobre mim, o que me deixava desconfortável). Eu lançava olhares de vez em quando em direção a Liz me perguntando o que teria acontecido se Lexie não tivesse aparecido, ela me pegou em uma dessas vezes e eu vi a mesma pergunta nos olhos dela.

- Nossa já está tarde tenho que ir – Liz se levantou.

- Ahh mais já? – Lexie quase fez beicinho.

- Sim, já dei trabalho demais – Liz olhou pra mim envergonhada.

- Trabalho nenhum Liz, se distrair é normal, ainda mais no caso de vocês dois.

- Ok – Me levantei e dei um olhar de aviso pra Lexie parar de gracinhas – Eu te levo até a porta Liz.

- Obrigada por tudo Alexandra, e desculpe.

- Pare de se desculpar, pode me chamar de Lexie já somos íntimas, praticamente parentes – Suspirei exasperado, essa garota não tinha jeito – Deixe seu telefone, manteremos contato.

Ahh não, gemi internamente, Lexie em contato com Liz seria um pesadelo.

Esperei até elas trocarem telefones e guiei Liz até a porta, eu me sentia estranhamente nervoso, senti que nosso relacionamento havia mudado e não sei aonde isso ia nos levar e que consequências trariam.

Estávamos parados na porta olhando um pro outro sem saber o que dizer.

- Liz eu...

- Shh – Ela pôs um dedo na minha boca pra me calar – Podemos falar sobre isso depois?

Acenei com a cabeça, ela tirou o dedo, senti uma sensação de formigamento nos lábios.

- Que tal num jantar? Só nós dois? – Estava fora da minha boca antes que eu pudesse me controlar, fiquei tenso esperando uma rejeição.

- Seria ótimo – Ela sorriu pra mim, suspirei aliviado – Obrigada Ress...Don – Era a primeira vez que ela me chamava pelo meu primeiro nome, fiquei feliz.

Ela saiu andando pelo corredor e parou de repente dando meia volta e andando até mim, quando eu ia perguntar o que havia errado ela ficou na ponta dos pés e me deu um selinho. Ela se afastou e abriu um sorriso.

- Eu não conseguiria dormir se não fizesse isso - Eu estava paralisado, meu corpo inteiro formigava – Boa noite Don.

Eu a observei ir embora, levou todo o meu auto controle pra não ir atrás dela e joga-la na parede mais próxima. Entrei no meu apartamento e fechei a porta. Eu tinha um sorriso idiota no rosto, não me sentia assim desde Audrey...Meu sorriso sumiu automaticamente.

Audrey.

Minha mente se encheu de flashes desagradáveis.

Sangue. Morte. Dor. Comprimidos. Vício.

Liz.

Não. Eu não podia arrasta-la pro meu mundo sombrio, já basta todas as coisas ruins que aconteciam com ela, eu não iria acrescentar mais a pilha.

De repente senti raiva, raiva por querer coisas que eu não poderia ter.

- Eu estava certa ou não estava? – Lexie apareceu na minha frente, ela estava radiante – Parece que eu não vou embora amanhã.

Isso era tudo culpa dela!

Ela notou meu estado de espírito e se aproximou franzindo o rosto preocupada.

- Don você está bem?

- Não, não estou e é culpa sua, por que você fez isso?

 

 


Notas Finais


O que seria de uma fanfic sem um pouco de drama não é? ;)
Espero que tenham gostado.

Besitos ;)


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