História My dear teacher - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 153
Palavras 2.001
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


desculpemmmm a demora, eu realmente ando bem ocupada esses dias

Capítulo 15 - O motivo


     A única coisa que consegui fazer na hora foi ficar paralisada de olhos arregalados, logo todos já estavam olhando e Max junto a Marie apareceram.

- O que você fez, cara?!- Max exclamou.

- Ele beijou ela!!!- Leandro falou olhando com ódio para Luan que limpava o sangue da boca devagar encarando ele.

- Mas.. O quê que tem?- Max ficou confuso.

- Ele fez isso porque deu Everclear pra ela!- Léo cerrou os punhos.

- Everclear?- Marie repetiu parecendo não entender.

- Uma bebida forte pra caralho!- gargalhei.

- A mais forte do mundo.- Léo suspirou olhando para mim.

- Por quê você fez isso, Luan?!- Marie empurrou ele.

- Você enlouqueceu?!- Max fitou Luan.

- Deixem de ideia errada, ele não fez nada demais!- defendi e andei de um lado pro outro como se estivesse desfilando só que tonta.

- Olha pra ela!- Leandro apontou para mim.

- Manu.. - Marie ficou na minha frente. - Você tá bem?

- Melhor do que nunca. - ri e andei até Luan, então o abracei.

- Manu?- ele falou sem entender nada.

- Doeu? Você está bem?- perguntei olhando a boca dele sangrar.

- Estou, estou bem. - ele me fitou. Eu sorri e dei um selinho rápido nele.

- Pronto. - me afastei.

- Olha o que ela fez.. - Leandro olhou pra mim como se doesse.

- Leva ela pra casa, por favor?- Marie pediu.

- Levo. - ele ficou cabisbaixo.

- Agora que a festa começou?- lamentei.

- Deixem ela ficar, por favor!- Luan pediu.

- Nesse estado?- Marie franziu o cenho.

- Venha, Manuela. - Leandro pegou na minha mão, e me arrastou para fora.

- Você vai voltar, professor?- perguntou Martha gritando.

Mas ele simplesmente ignorou ela e seguiu em frente, eu sorria sem motivo nenhum e dava um tchau pra os que ficavam me olhando. Quando chegamos no carro, ele me colocou no banco de trás deitada e depois foi para o da frente e começou a dirigir.

Quando ele parou em frente a minha casa, ele foi para o banco de trás e me balançou para acordar.

- Manu? Ei, acorda. Você está com a chave?

- Não, só mais cinco minutos.. - me virei para o lado.

- Manuela, hoje é sexta. Acorda, cadê a chave?- ele continuava me balançando.

- Está por aí. - alisei o rosto dele e sorri depois deixei meu braço cair no banco.

- Aonde?- ele procurou nos bolsos do macaquito.

- Aqui. - mordi o lábio e apontei para os meus seios.

- Sério?

- A-hã. - gargalhei.- Vai pegar?

- V-Vou. - quando ele aproximou sua mão eu empurrei e disse:

- Não, não está aqui, ficou doido? Está com a Marie, foi o que eu disse, foi sim. - então dormi feito pedra dessa vez.

Ele me levou para um lugar que eu não sabia onde era, eu só via um lugar vazio e sentia ele me carregando no braço, depois, me senti confortável em uma cama e logo dormi muito, melhor. Quando acordei era 04:56, caí quando tentei andar, dormi mais um pouco no chão depois comecei a engatinhar e procurei por Leandro.

- Léo!- chamei.- Léo!

- O-Oi?- ele apareceu se levantando de um colchão que estava no chão.

- Léo... Estou muito sozinha!- reclamei.

- O que você quer, Manuela?- ele respirou fundo como se estivesse cansado.

- Eu quero você. - engatinhei para o colchão que ele estava deitado e me sentei.

- Você está bêbada, vem vou te levar de volta pra cama. - ele me levantou e me guiou para o quarto que eu estava.

- Léo... - choraminguei.

- Por quê você só me chama de Léo quando está assim?- ele me encarou de frente para a cama de solteiro que eu estava deitada.

- Sei lá. - me joguei na cama.

- Eu já vou. - ele deu de ombros.

- Não!- puxei o braço dele.

- Você quer alguma coisa?- ele se virou pra mim.

- Vem cá, fica comigo, caralho!- bati na cama.

- Manuela...

- Vem logo.- puxei ele com mais força e ele se deitou do meu lado.

- Pronto. - ele pigarreou.

- Não precisa ser tão frio assim.. - peguei o lençol e nos enrolei.

- Você está bêbada.

- É, eu sei. - envolvi minha perna pelo corpo dele e o abracei.

- Você confia em mim, é?- ele me abraçou.

- Confio. - sorri de olhos fechados e adormeci outra vez.

Quando acordei pude ver o pôr do sol pela janela, dei um pulo da cama e imediatamente senti uma dor de cabeça horrível junto com uma tontura.

- Manu!- alguém chamou e veio correndo, era Leandro.

- Onde é que eu tô?- observei e logo me lembrei desse lugar. - Por quê você me trouxe para sua casa?

- Ah, então você já está melhor. - ele suspirou como um alívio. - Você estava sem as chaves quando te levei para casa, e quando voltei, ontem, a Marie não estava.

- Ah, "ontem"? - estranhei. - Que dia é hoje?

- Hoje já é domingo, são 16:30. - ele informou olhando para o relógio em seu pulso.

- Meu Deus! Quando tempo eu dormi?! - arregalei os olhos.

- Você está com fome? Quer alguma coisa?- ele sorriu.

- Estou com fome, e dor de cabeça.

- Venha, eu já arrumei as coisas. - ele pegou na minha mão e me levou para cozinha que agora já tinha uma mesa, geladeira e fogão.

- Você foi rápido. - me sentei em uma das cadeiras.

- É, já tinha comprado esses móveis, só faltava chegar.- ele abriu a geladeira.

- Entendi.. - então vi um pote em cima da geladeira. - Cookies!!

- Ah, você gosta é?- ele pegou uma jarra na geladeira.

- Amo! Me dá?!- sorri.

- Claro. - ele falou baixinho sorrindo e me deu o pote cheio de cookies, depois pegou um copo preto e grande e colocou o líquido amarelo que tinha na jarra.

- É suco de quê?- falei enquanto abria o pote.

- Manga, você gosta?- ele pegou outro copo.

- É um dos meus preferidos. - falei de boca cheia.

- Que bom. - ele sorriu mais uma vez e colocou o suco no outro copo que havia pego.

- Minha mãe.. - falei de boca cheia ainda e depois parei para engolir o biscoito e agora com a boca livre continuei: - Fazia isso pra mim quando eu era pequena.

- Ah, então está explicado. - ele pegou um cookie do pote que estava no meio da mesa.- Você agora faz pra você?

- Não, eu não me lembro, eu tento fazer coisas diferentes sempre. - peguei mais um biscoito.

- Ah, sim. - ele pegou outro cookie.

- Você não tem o número da Marie?- bebi o suco logo depois de falar.

- Não, e não achei seu celular também. Ei, você lembra do que aconteceu na festa?- ele me encarou.

- Hum... - fiz um esforço para lembrar de tudo- Cheguei com você... Luan me deu uma bebida... Não me lembro com clareza dessa parte, só lembro de ter chutado a barriga de Martha não sei o porquê. Depois, um beijo, mas também não sei de quem. E depois nada. - fiz uma careta absorvendo tudo aquilo.

- Ah, é que... - ele desviou o olhar.

- Não foi você que me beijou, né?- fiz uma cara de brava.

- Não. - ele suspirou.

- Quê? Quem foi, então?- comecei a ficar preocupada.

- Luan, Luan te beijou depois de te embebedar com Everclear. - ele deu um soco na mesa devagar.

- O L-Luan? Mas... Mas por quê ele me beijou? E o que é Everclear?- tentei processar tudo aquilo na minha cabeça.

- A bebida mais forte do mundo. - ele revirou os olhos.

- O quê?!- gritei.

Ok, Luan me beijou ainda dá pra perdoar, mas ele me embebedar com uma bebida dessas é sem lógica, ele sabe muito bem que eu não sou boa com álcool. Então por quê?

- Não fui conversar com ele, não quero papo. - Leandro se levantou da mesa.

- Por que ele fez isso?- perguntei para mim mesma ainda.

- Não tá na cara, Manuela? Só você não percebe que ele quer você?- ele praticamente gritou.

- M-Mas.. Ele é meu amigo. - choraminguei.

- Não tem pra amigo. - ele revirou os olhos e saiu da cozinha.

- Ei! Por que está bravo? O que eu fiz?- me levantei e fui atrás dele.

- Você é lenta demais, ou é cega mesmo. - ele parou de andar de um lado para o outro e ficou na minha frente.

- O quê quer dizer com isso?- coloquei as mãos em cima dos meus seios.

- Eu também te quero, Manuela. - ele se aproximou de mim.

- E-Eu--

- Shh.. - ele colocou o dedo na minha boca fazendo-me parar de falar. - Você é minha. Entendeu?

Então ele me deu um beijo, um beijo de tirar o fôlego, eu amava os beijos dele, era de tirar o juízo de qualquer uma. Então ele subiu meus braços e os segurou no alto de minha cabeça, começou a beijar e morder meu pescoço arrancando suspiros meus. O que ele pretendia? Então apertou minha cintura e me aproximou mais batendo meu corpo contra o dele. Nossos lábios se encontraram de novo e iniciamos mais um beijo.

Eu não me lembro de como ter ido parar no quarto e estar de frente cama nos braços de Léo, porém, alguém começou a ligar sem pagar para ele de repente, então ele teve que atender.

- O que você quer?- ele falou assim que atendeu. - Ah, sim.. - ele demorou mais um pouco para responder. - Ok, vou falar. - e enfim desligou.

- Quem era?- ousei perguntar.

- Era do celular de Luan, mas era Marie. - ele explicou. - Disse que já estava em casa.

- Ah, entendi. - desviei o olhar.

Se Marie soubesse que tinha cortado o clima teria desligado na hora, háhá!

- Quer ir agora?- ele guardou o celular no bolso.

- Quero, eu fico agoniada se não tomar banho por muito tempo. - fui sincera.

- Ah, tudo bem, vamos?- senti uma pitada de desânimo na sua voz.

Então saímos da casa dele e ele me levou a pé para minha casa já que era na rua seguinte, foi meio constrangedor sair com aquela roupa e ver todos me olhando estranho, uma criança até apontou pra mim.

Foi ruim se despedir de Leandro, mas quando cheguei em casa Marie logo foi me recebendo com aqueles gritinhos eufóricos e pedindo pra eu contar tudo. Não tinha muita coisa pra contar já que dormi maior parte do tempo mas contei o que havia acontecido, e ela se arrependeu de ter ligado naquela hora, ficamos rindo depois eu tomei um belo banho quente.

                  

                          No dia seguinte....

Eu queria falar com Luan e perguntar o motivo daquilo que aconteceu na festa, a festa tinha tudo para ser boa e inesquecível, mas acabou sendo inesquecível de uma forma ruim, eu fiquei bêbada por causa de Luan e acabei bebendo uma bebida proibida.

No ônibus, eu e Max agimos naturalmente, mas Luan ficou calado durante todo o percurso. Nas aulas, eu não tive nem como para ele, já que agora eu era praticamente obrigada a sentar na frente. Mas eu não estava totalmente sozinha, Arthur sentava do meu lado.

No intervalo, eu e Max ficamos na cantina conversando, Luan permanecia conosco mas não falava nada.

Minha oportunidade de falar com ele foi na saída, quando Max se distanciou e ele continuou do meu lado.

- Ei!- segurei o braço dele antes que ele se afastasse.

- Oi.. - ele se virou para mim.

- Está tudo bem?

- Sim, por quê?

- Você está distante.

- Achei melhor me afastar, fiz merda e acho que não tem como você me desculpar. - ele suspirou.

- Quê? Não, eu te desculpo.- franzi o cenho.

- Sério?- ele fez uma expressão confusa.

- Sim.. Só não entendi porque você fez aquilo.

- Ah... - ele ficou em silêncio por um tempo- É porque eu queria testar uma coisa.

- Que coisa?- foi a minha vez de ficar confusa.

- É que...

- Fala logo, Luan!- comecei a ficar curiosa.

- Eu queria achar que gosto de você, eu queria beijar você, queria mais coisas com você, porque...

- Porque o quê?- pedi logo uma continuação.

- Eu queria acreditar que eu não era...

- Desembucha logo!

- Eu sou gay, Manuela.



Continua.. 



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