História My dear teacher - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.983
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Adeus cabelo


Fanfic / Fanfiction My dear teacher - Capítulo 16 - Adeus cabelo

- Não, mas.. V-você.. E aquele dia da expo que eu dancei com você? Achei que--

- Eu sei, eu falei aquilo. Eu queria me convencer que eu queria aquilo, na verdade. - ele corou.- Desculpa por ter usado você e ter feito aquilo sem nem pensar nas consequências.

- Meu Deus Luan! Tá, ok, tá tudo bem. - respirei fundo- Mas e agora? O que você vai fazer? Ninguém nunca desconfiou. - arregalei os olhos, acho que eu estava mais nervosa que ele próprio.

- Vou me assumir, não aguento mais guardar isso pra mim. - ele suspirou.

- Mas vai com calma, vai ser um choque pra todos. - alertei.

- Eu sei.. Foi difícil disfarçar.

- Vai ficar tudo bem, você vai ver. - dei um sorriso e abracei ele.

- Obrigado por entender. - ele me apertou mais.

- Que nada, vamos entrar?- apontei para o ônibus.

- Vamos.- ele sorriu.

- Acabaram com a reconciliação? Agora vamos porque o Alberto não vai esperar a gente. - Max gritou segurando a porta do ônibus. Alberto era o motorista barrigudo da gente.

Quando cheguei em casa Marie já não estava mais lá, já havia ido para a faculdade. Joguei a mochila no sofá e fui tirando as roupas e deixando pelos cantos da casa por onde passava, estava cansada, com uma dor de cabeça terrível ainda de ontem.

Tomei um banho gelado e almocei o almoço que dessa vez Marie havia feito, ela era até boa nisso. Essa semana no colégio vai ser a semana das revisões, porque próxima semana já é prova, e eu já tinha que ir estudando, pois dessa vez não tenho um professor para me ajudar. Ou tinha, mas não queria pedir a ajuda dele.

Depois que almocei e arrumei a casa, abri o Notebook e comecei a assistir vídeo-aulas, mas quando menos percebi, acabei dormindo no sofá mesmo, o que me acordou foi meu celular tocando.

- Alô?- atendi sem olhar quem era ainda com sono.

- Manu? Vem pra cá agora, eu preciso de você, não vou conseguir fazer isso sozinho. - reconheci a voz de Luan.

- Fazer o quê?- revirei os olhos e me levantei.

- Contar para os meus pais.

- O quê? Mas eu nem conheço eles. - me assustei com o pedido estranho.

- Por favor..

- Tudo bem, tudo bem, eu já vou. - desliguei.

Uma coisa que eu não sabia fazer com pessoas que eu gostava era dizer "não". Me arrumei, lavei o rosto e saí de casa. Peguei um ônibus rápido e em um instante cheguei lá, foi mais rápido que eu esperava. Já era noite, e eu não pretendia demorar muito na casa dele.

- Finalmente!- Luan falou assim que abriu a porta e me viu.

- Eles já estão aqui?- fui entrando.

- Não, chegam daqui a pouco. - ele fechou a porta.

- Entendi, como quer fazer isso?

- E-Eu não sei. - ele começou a suar.

- Luan--

- Filho!- alguém exclamou abrindo a porta, me virei, era a mãe dele. Uma mulher muito bela, com os cabelos da mesma cor que o dele, olhos grandes e verdes, e uma boca carnuda, a pele era tão branca que eu cheguei a me perguntar se ela já viu o sol- Luan você nem avisou que temos visita..

- É a sua namorada?- uma voz mais grossa surgiu, era o pai dele, se eu fosse Luan também estaria nervoso em falar, aquele homem era assustador, não o rosto, mas sim o tamanho, ele era alto, e tinha uma cara de bravo.

- É-É sim.. - ele me deu uma cotovelada devagar, dava para ver o nervosismo estampado em seu rosto.

- S-Sou. - suspirei, uma parte de mim entendia que ele estava nervoso, mas outra parte ficou brava por ele estar me usando novamente.

- Aí meu Deus!- a mãe dele exclamou e se aproximou de mim sorrindo. - Por que não avisou que ela viria? Aí Luan, ela é tão linda!

- Obrigada. - sorri e corei ao mesmo tempo, meio tímida.

- Sou o pai do Luan, prazer. - o homem enorme sorriu para mim.

- Prazer. - sorri de volta. Apesar de ser uma farsa, eu estava tímida e insegura, pois nunca havia sido apresentada desse jeito.

- Luan, vou preparar o jantar, enquanto isso, fiquem aí assistindo, depois quero saber tudo sobre você!- ela se referiu a mim e saiu sorrindo com o pai dele do lado.

- Ela é tão simpática.. - comentei, mas depois falei: - O que deu em você, hein?

- Desculpa, desculpa, eu não sei como fazer isso, eu não sei como começar.. - dava para ver o suor descendo da testa dele.

- Aí meu Deus, Luan.. - revirei os olhos.

- E agora?

- Venha. - estendi a mão para ele pegar.

- O quê? O que você vai fazer, Manuela?- ele hesitou.

- Vamos falar agora, juntos. - estendi a mão mais uma vez e ele pegou ainda hesitando.

- E se--

- Para com isso, teria de acontecer uma hora ou outra. - revirei os olhos e puxei ele até a cozinha, a mãe dele viu nossa aproximação e perguntou:

- Oi! Estão precisando de alguma coisa?

- Não, nós queremos... Luan quer falar uma coisa a vocês. - até eu estava nervosa aquela hora por não saber o quê que eles iriam pensar com essa mudança do filho, eu mesmo ficaria chocada.

- Algum problema?- ela continuava sorrindo e olhando para nós.

- É-É q-que eu... - ele olhou para mim como um pedido de ajuda.

- O que foi, Luan? Estou começando a ficar preocupada. - o sorriso no rosto da mãe já havia sumido, o pai pigarreou e começou a prestar atenção em nós.

- Gente, na verdade, eu não sou namorada dele. - engoli em seco.

- O quê? Mas por quê? Quer dizer.. - a mãe dele ficou confusa.

- Por quê mentiram para nós?- o pai perguntou finalmente se manifestando.

- É que o Luan--

- Eu não aguento mais. - Luan me interrompeu e suspirou pesadamente cabisbaixo.

- O-O que você tem, filho? É algum problema na escola e você não quer falar? É isso?- a bela mulher que era mãe dele perguntou, ela parecia ser super compreensível.

- Não, não é isso. - ele levantou a cabeça para encarar os pais.- Eu sou gay.

- H-Hã? M-Mas c-como...- a mãe arregalou os olhos.

- Eu não escutei direito. - o pai tinha uma expressão preocupada e brava ao mesmo tempo.

- Gay! É isso que eu sou. - Luan cerrou os punhos.

- Você tem certeza?- o pai dele pausou a mão em seu ombro e apertou.

- Tenho. - Luan confirmou.

- Tudo bem, tudo bem. - a mãe desviou o olhar para não vermos o olhos dela cheio de lágrimas.

- Nós apoiamos você. - o pai deu um pequeno sorriso.

- Sério?- Luan arregalou os olhos.

- Sim.. - a mãe balançou a cabeça enxugando as lágrimas.

- Sim, nós somos seus pais, não vamos deixar de te apoiar em nada, se isso é o que você é, não vamos julgar. - então o pai dele puxou Luan e a mãe para um abraço, e Luan começou a chorar.

Aquilo tanto impressionou Luan como a mim também, ao ver aquela cena fiquei tão feliz e emocionada por Luan que tive que enxugar uma lágrima que caía pela minha bochecha. O pai de Luan me levou para casa, e foi como dizem que as aparências enganam, ele era totalmente diferente do que aparentava ser, o homem que parecia chato e durão, era na verdade muito legal e brincalhão. Ele me fez rir do caminho da casa de Luan até a minha casa.

A semana de revisão passou tão rápido que eu nem percebi, hoje já era quarta-feira e eu estava sentada na cantina esperando Max e Luan terminarem de fazer a prova. Eles provavelmente iriam demorar, já que hoje as provas eram química, física, e história, de uma vez só.

O lado bom era que eu colocava minha cabeça pra pensar, Léo não havia dirigido nenhuma palavra a mim, desde aquele dia, não ficamos, não nos falamos, nem nada. Será que eu era só mais uma mesmo? Será que ele já enjoou de mim? Bom, o que quer que tenha sido foi melhor assim, porque o cara é meu professor e se alguém descobre estamos fritos.

- Ei!- alguém gritou interrompendo meus pensamentos e eu me virei para ver quem era.

- O que você quer?- revirei os olhos ao ver que era Martha.

- Pelo visto você já se recuperou da cachaça de sexta, não é?- ela gargalhou e suas duas amigas do lado fizeram o mesmo.

- Me recuperei sim, obrigada pela preocupação. - dei um sorriso no canto da boca.- Você já se recuperou da porrada que te dei?

- Você vai se arrepender de ter nascido. - ela bufou.

- É? - debochei rindo.

- Não me subestime.- ela saiu pisando forte.

Revirei os olhos e fiquei mexendo no celular para passar o tempo. Certa hora eu tive que ir ao banheiro, quando terminei de usar, lavei as mãos e depois dei uma arrumadinha no cabelo, então, novamente tive o prazer da companhia de Martha, dessa vez sozinha.

- Agora é a minha oportunidade. - ela sorriu.

- Oportunidade de quê, sua louca?- franzi o cenho.

- Vou me vingar de tudo o que você fez comigo. - ela tirou da bolsa uma tesoura pontuda.

- Eu não tenho medo de você, e você sabe que eu te venço no morro, não sabe?- apesar de ela estar sozinha, eu estava com um mal precentimento.

- Não seja por isso. - ela sorriu. - Meninas!- ela gritou e as duas outras amigas dela saíram do banheiro.

- Isso é golpe sujo. - bati o pé no chão.

- Golpe sujo foi o que você me fez passar, você me envergonhou. - ela fez uma careta e começou a se aproximar de mim com suas amigas atrás.

- E o que você me fez passar todos esses anos foi pior! Você não faz ideia de como foi! Você só pensa em si mesma, Martha!- exclamei.

- Claro, se eu não pensar em mim quem vai pensar? Eu não me importo com o que você passou, Manuzinha. - ela apontou para mim e em seguida falou para as amigas:- Segurem ela.

- Não!- tentei impedir mas logo as duas meninas me seguraram com força, e contra três, eu não era nada.

- Agora sim.- Martha sorriu satisfeita e alisou meu cabelo.

- O que você vai fazer?- perguntei.

- Ah Manuela.. O que eu sempre quis fazer a um tempo. - ela alisou meu rosto e sua mão foi descendo até o meu pescoço, eu podia jurar que ela ia me puxar mas uma menina gritou da porta.

- Martha, anda logo! Tem uma estagiária vindo aí!

- Você gosta do seu cabelo?- Martha pegou uma boa parte e puxou.

- Não ouse--

- Ninguém mandou me provocar. - ela puxou mais uma vez e em seguida começou a cortar.

- Não! Não! Por favor, não!- comecei a gritar em desespero.

- Que pena!- ela cortou mais um pouco e jogou os fios soltos para o solto gargalhando.

- Vamos, Martha! - a garota chamou e todas correram.

- Um beijo! Espero que aprenda a lição.- Martha saiu sorrindo.

Tudo o que pude fazer foi cair de joelhos no chão e tocar no meu cabelo todo cortado desproporcionalmente, uma parte curta, outra grande, eu estava destruída. De todas as coisas que eu podia imaginar que Martha faria para se vingar, essa era a última, caí no choro e a estagiária deu um grito ao me ver.

- Manuela! O que houve?

- Cortaram... Cortaram o meu cabelo!- gritei chorando.

- Meu Deus! Vamos agora na sala do diretor!- ela me puxou pelo braço e saiu me puxando no caminho.

Por onde eu passava todos apontavam para mim e riam ou começavam a cochichar entre os grupos, eu chorava mais ainda ao ver tudo aquilo, Max e Luan ainda chegaram a querer perguntar o que havia acontecido mas eu não consegui responder e segui o caminho com a estagiária.

- Eu vou matar a Martha. - murmurei.



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