História My dear teacher - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 40
Palavras 1.791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Reviravolta


Fanfic / Fanfiction My dear teacher - Capítulo 17 - Reviravolta

Quando chegamos na porta do diretor, Martha estava no corredor rindo da minha cara com suas amigas, cerrei os punhos e parei de andar encarando ela.

- O que foi, Manuela?- a estagiária parou de andar junto comigo e me fitou .

- Ela. Foi ela. - respondi sem olhar para a moça ao meu lado.

- Calma, vamos falar ao diretor. - ela me empurrou.

- Não, eu vou lá. - comecei a andar em direção a Martha.

- Manuela! Volte aqui!

- O que você quer, albina? Não aprendeu a lição?- Martha riu.

- Quem vai aprender alguma coisa aqui, é você. - empurrei as duas meninas na minha frente que tentaram me impedir de chegar perto dela.

- Ei, ei!- ela foi dando passos para trás.

- Eu vou te matar, Martha!- gritei e dei um tapa na cara dela.

- Você pode ser expulsa se tentar algo contra mim!- ela lembrou.

- Ótimo, então vamos nós duas.- empurrei ela e ela caiu no chão, subi em cima dela e segurei seus braços no chão.

- Manuela! - ela gritou desesperada.

Eu não dei importância e comecei a bater nela, depois, apertei seu pescoço com as duas mãos, ela tentava soltar minhas mãos dali, mas minha raiva era maior, e eu já havia esquecido que aquilo poderia matá-la. Não sei como Leandro conseguiu chegar lá a tempo, mas ele me puxou por trás e depois me jogou para o lado, por sorte, caí de joelhos, ralando ele no chão, gemi de dor e ele foi logo socorrer Martha.

- Você é um imprestável! Como professor e como qualquer coisa que tenta ser! - gritei.

- Cale a boca! Você ia matar ela!- Leandro gritou nervoso e levantou Martha que estava vermelha.

- Sempre eu sou a culpada, sempre! Ela pode fazer o que for mas se eu fizer uma coisa, eu sempre saio como a pior! - comecei a chorar.

- O que está acontecendo aqui?- o diretor apareceu.

Foi difícil me defender depois do que eu havia feito com Martha, mas consegui, o certo era o diretor dar suspensão em nós duas, mas não sei como Marie apareceu (provavelmente Max ligou para ela). Então ela me defendeu como uma mãe defendia uma filha, e ela tinha bons argumentos, disse que eu fiz aquilo em legítima defesa, pois Martha havia destruído meu cabelo, então não era justo eu ser punida por uma coisa que eu não fiz de propósito.

O diretor concordou e Martha foi embora pra casa quase explodindo de raiva. Leandro não aceitou de jeito nenhum que só Martha levasse suspensão, ele enlouqueceu de raiva, parecia até que era parente ou algo próximo dela pra defender tanto assim. Isso só aumentava minhas desconfianças de que ele já teria ficado com aquela patricinha.

- Você aí!- Leandro gritou quando eu estava na porta para ir embora, então revirei os olhos e fui até ele.

- O que tu quer, hein?- cruzei os braços de frente para ele.

- Não pense que isso vai ficar assim, não. O que você fez foi terrível, você não tinha o direito de bater nela daquele jeito, você não é mãe dela!- ele apontou o dedo na minha cara.

- E ela tinha o direito de fazer o que fez com o meu cabelo?- empurrei o dedo dele.

- Claro que não, o certo era você falar ao diretor, você é muito violenta. - ele cruzou os braços e me olhou com desdém.

- E você é um idiota que porque tem trauma de violência não suporta ver essas coisas, Leandro aprenda que você não vai salvar a pátria, você não pode sair defendendo quem foi "violentado", nem sempre essa pessoa é a certa da história.

- Mas você--

- Leandro, escuta - coloquei um dedo na boca dele pra ele parar de falar e continuei- eu cheguei no meu limite, você não sabe o que eu passei antes disso, você não sabe nem metade do que Martha fez comigo, você pensa que eu só sofria esses bullings de leve, só apelidos, não, elas faziam mais, faziam pior, por quê quando sou eu, eu sou a errada? Por quê ela é a certa só por quê os papéis se inverteram? Ela tá colhendo o que plantou, e eu não tô com um pingo de pena, se você vai continuar defendendo ela nem dirija a palavra a mim se não for assunto de escola.

Então saí andando e deixei ele para trás, ele ficou boquiaberto com minhas palavras ele ainda me chamou, mas ignorei, Marie por sinal tinha escutado tudo, ela saiu dando pulinhos e dizendo que eu arrasei, tudo o que fiz foi rir.

  Se Leandro pensa que pode fazer o que quiser, está muito enganado. Quando chegamos em casa, eu logo fui tomar banho e me livrar da cara de chorona, depois, Marie me chamou para sala, para dar um jeito no meu cabelo.

- Droga, o que vamos fazer com seu cabelo, hein?- Marie quase choramingou falando.

- Não sei... - suspirei. Eu amava meu cabelo do tamanho que ele estava.- Ah! Você sabe fazer aquele corte assimétrico?

- Hum... Saber sei, mas acho que não combina com você. - ela analisou meu rosto talvez me imaginando com aquele corte.

- Realmente, não vai ficar legal. - concordei pensando como eu ficaria.

- Que tal o tradicional corte curto mesmo?

- Como assim?

- Um corte reto, ué. - ela girava a tesoura em volta de um dedo.

- Então pode ser. - virei de costas para ela e deixei ela fazer o trabalho.

Quando me olhei no espelho gostei do que vi, ficar de cabelo curto não era tão ruim quanto eu pensava, eu estava linda!

- Obrigada, Marie! Eu adorei!- sorri e abracei ela.

- Por nada!- ela sorriu. - Agora eu tenho que me arrumar pra ir a faculdade.

- Vá lá. - soltei ela e me olhei mais uma vez no espelho satisfeita com o resultado.

Depois disso eu almocei e comecei a estudar para a prova de amanhã, já eram 16:50 da tarde e a campanhia tocou, não era a hora de Marie chegar, e eu não estava esperando ninguém, por isso estranhei, e olhei pelo olho mágico, eram Max e Luan, abri a porta e fui surpreendida com um abraço dos dois.

- Gente... - consegui falar rindo.

- Ficamos preocupados com você. - confessou Max.

- Ficamos sabendo que você deu uma porrada na Martha! - Luan sorriu falando quando me soltou.

- Luan, agora não. Você está bem, Manuela? Ela fez mais alguma coisa?- Max permaneceu abraçado a mim só que me olhando agora, ele parecia preocupado mesmo.

- Não, eu estou bem. - sorri, então ele me soltou e os dois entraram em casa.

- Seu cabelo! Meu Deus!- Luan tocou no meu cabelo como se fosse alguma coisa surreal.

- Eu achei bonito, você está linda, Manu. - Max sorriu. No meu ponto de vista, Max mudou mais depois que conheceu Marie.

- Obrigada. - sorri feliz.

- Está muito diferente!- Luan continuou com o olhar vidrado no meu cabelo e alisando sem parar.

- Não gostou?- perguntei.

- Você ficou melhor assim. - ele finalmente parou e sorriu pra mim.

- Ainda bem, Martha fez até um favor pra mim, olha só. - brinquei.

- Você bateu mesmo nela?- Max perguntou e nós nos sentamos no sofá juntos.

- Bati, tentei até matar ela. - ri.

- Sério?- ele arregalou os olhos.

- Você é foda!- Luan estendeu a mão para mim bater, e eu bati sorrindo.

- Eu estava cega de raiva, não fiz de propósito pra matar ela. - e era verdade, não fiz na intenção de matar ela mesmo.

- Então está explicado porque Leandro saiu bravo daquele jeito. - Max colocou a mão no queixo como se estivesse pensando.

- É, é verdade, ele estava super impaciente dando aula, colocou três alunos pra fora da sala.- contou Luan.

- Credo, ele é estranho. - fiz uma careta.

- Ele anda estranho. - Luan cruzou os braços.

- Vocês querem comer?- mudei de assunto.

- Eu quero. - aceitou Luan.

- Por mim tanto faz. - disse Max.

- Tem rocambole, vocês querem?- ofereci a sobremesa que preparei hoje.

- Eu adoro rocambole!- exclamou Luan.

- Vou pegar. - sorri.

Depois, nós ficamos comendo e conversando as besteiras que nós sempre conversávamos, o que me fez pensar que o destino foi bom comigo. Além de eu tomar coragem pra me defender, ganhei dois novos amigos, que apesar de nos conhecermos a pouco tempo, eu já amo bastante, ah, já ia me esquecendo do mais louco: o Arthur. O destino também me deu uma companhia muito, mas muito boa, Marie era como se fosse minha mãe, mas ao mesmo tempo minha melhor amiga, me entendia como ninguém, me defendia mais que minha própria mãe, ela é demais.

- Você contou pra ele?- perguntei a Luan quando Max saiu pra ir no banheiro.

- Contei o quê?- ele se virou para mim.

- Que você é gay.

- Ah, não, ainda não. - ele pegou na minha mão e começou a brincar mexendo nos meus dedos.

- Acha que não é a hora certa?- tentei adivinhar.

- Isso mesmo.- ele me fitou, mas sem querer, nossos rostos ficaram próximos até demais.

- Manuela!- alguém gritou bravo e empurrou a porta.

- Quê?- arqueei as sobrancelhas.

- Ah, bem previsível. - era Léo com a mão na cintura impaciente olhando para mim e Luan.

- O que você está fazendo aqui? Por quê entrou assim?- me levantei.

- Nada, esqueça, você já deve estar muito ocupada. - ele revirou os olhos e desviou os olhos depois.

- O quê você tem, Leandro?- Luan perguntou, confuso.

- Já estou de saída, desculpe atrapalhar os dois, aí. - ele bufou e saiu.

Então ele foi embora na mesma hora que Max voltou, continuamos a comer e conversar como se nada tivesse acontecido. Porém, eu fiquei mais distante, mais calada, estava pensativa, eu queria saber o porquê de ele chegar assim do nada, queria saber o que ele queria falar para mim. Quando os dois foram embora, peguei meu celular e enviei uma mensagem para Leandro:

"Ei, o que vc queria?" - dez minutos depois, ele respondeu a seguinte mensagem:

"Não vc n quer saber, e eu n vou falar, já que você já tem outro por aí"

"Fala logo!"- então não obtive resposta nenhuma, percebi que ele me bloqueou.

Eu ainda esperei ele desbloquear, mas não aconteceu nada, esperei por quatro dias, mas nada aconteceu ainda, no colégio, eu mal via ele, já que era prova, e quando eu via ele, ele desviava o olhar, não falava nada comigo, então, acho que eu já tinha o que pensar.

Leandro não me quer mais, ele quer se afastar, quer uma relação normal como qualquer professor e aluna, já havia se enjoado de mim como todas as outras, eu já entendi o recado. Não vou correr atrás dele, nem vou fazer questão, vou é fazer o melhor que posso fazer por mim mesma: esquecê-lo.



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