História My Destiny - Markson - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias 2PM, Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Wooyoung, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Got7, Jinyoung, Markson, Mpreg, Yugbam
Visualizações 115
Palavras 2.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - 11


MARK POV

AGORA LEMBREI O OUTRO motivo de eu não gostar de refrigerante: me dá vontade de fazer xixi. A ideia de ficar preso naquele ônibus só com um banheirinho do tamanho de uma caixa de fósforos nos fundos me força a seguir direto para a toalete da rodoviária.

No caminho, jogo no lixo a lata de refrigerante pela metade.

Passando reto pelas três primeiras cabines, que estão nojentas, me fecho na quarta e penduro a bolsa e a mala no gancho da porta azul. Espalho uma boa camada de papel higiênico sobre a privada para não pegar nenhuma doença; faço o que tenho que fazer rapidinho, e aí vem a parte estratégica. Com um pé apoiado na privada para evitar que ela dê descarga sozinha por causa do sensor, fecho de qualquer jeito o botão do jeans, alcanço a bagagem pendurada no gancho e abro a porta, tudo isso com o pé ainda desajeitadamente levantado atrás de mim.

E aí pulo rápido para fora da cabine antes que a privada dê a descarga.

A culpa é do Bem-estar; fiquei arrasado por meses depois de ver o episódio em que eles provam que a privada realmente borrifa germes invisíveis pra todo lado quando você dá a descarga.

As lâmpadas fluorescentes do banheiro são mais fracas que as de fora. Uma delas pisca acima de mim. Duas aranhas estão escondidas em teias cheias de bichos mortos no canto da parede. Fede aqui dentro. Paro diante de um espelho, procuro um lugar seco no balcão da pia para apoiar as bagagens e lavo as mãos. Maravilha, não tem toalhas de papel. O único jeito de secar as mãos é com aquele soprador nojento pendurado na parede, que nunca seca nada, só espalha a água pra todo lado. Começo a esfregar as mãos no jeans, mas aperto o botão prateado do secador e ele desperta com um rugido.

Eu me encolho. Odeio aquele barulho.

Enquanto finjo que estou secando as mãos (porque sei que no final vou enxugar no jeans mesmo), uma sombra se move atrás de mim e chama minha atenção nos espelhos.

Eu me viro e ao mesmo tempo o secador se desliga, enchendo o banheiro de silêncio novamente.

Um homem está na porta do banheiro, olhando para mim.

Meu coração dispara e minha garganta seca.

— Aqui é o banheiro feminino (O Mark usa o feminino porque sim).

Olho para as minhas bagagens no balcão. Tenho alguma arma? Sim, eu trouxe pelo menos um canivete, mas ele não vai ajudar muito a alguns metros de mim, fechado dentro de um saquinho.

— Desculpa, achei que fosse o banheiro masculino.

Tá, desculpas aceitas, agora cai fora daqui, por favor.

O homem, usando tênis sujos e velhos e um jeans desbotado com manchas de tinta, fica parado ali. Isso não é bom. Se ele tivesse mesmo entrado aqui por engano, com certeza iria parecer mais constrangido e já teria botado o rabo entre as pernas e saído.

Marcho até minhas coisas no balcão e noto com o canto do olho que ele dá mais alguns passos na minha direção.

— Eu... não queria te assustar — ele diz.

Abro minha mala e procuro o canivete, enquanto tento ao mesmo tempo ficar de olho nele.

— Eu te vi no ônibus — ele fala, e continua a se aproximar. — Meu nome é Dongkyun.

Eu me viro para encará-lo.

— Olha, você não devia estar aqui. Não é bem o lugar certo pra conversar; sugiro que você saia. Agora. — Finalmente sinto o cabo do canivete e o empunho, mantendo a mão escondida dentro da mala. Meu dedo aperta a pecinha de metal que abre a lâmina. Eu a ouço abrir e travar no lugar.

O homem para a uns 2 metros de mim e sorri. Seu cabelo preto é seboso e penteado para trás. Sim, agora lembrei; ele veio nos mesmos ônibus que eu desde Youngho.

Meu Deus, ele estava me olhando esse tempo todo?

Puxo o canivete de dentro da mala e o seguro erguido, pronto para usá-lo e mostrar para ele que não vou hesitar.

Ele apenas sorri. Isso me assusta também.

Meu coração está ricocheteando nas costelas.

— Sai de perto de mim — aviso, cerrando os dentes. — Juro por Deus que vou te sangrar feito um porco.

— Não vou te machucar — ele responde, ainda sorrindo perturbadoramente. — Eu vou pagar uma grana preta pra você chupar meu pau. Só quero isso. Você vai sair deste banheiro uns quinhentos mangos mais rico, e eu vou tirar essa ideia da cabeça. Nós dois vamos sair ganhando.

Começo a gritar a plenos pulmões, quando de repente outra sombra escura me chama a atenção. Jackson pula em cima do homem, jogando o corpo dele meio metro longe sobre o longo balcão. As costas do homem batem num dos espelhos. O vidro se parte e estilhaços chovem para todo lado. Eu salto para trás e grito, esbarrando no secador e acordando-o novamente. Deixei cair o canivete em algum momento. Vejo-o no chão, mas agora estou apavorado demais para me mexer e pegá-lo.

Sangue pinga do que sobrou do espelho quando Jackson levanta o homem de cima do balcão, puxando-o pela camisa. Ele põe a outra mão para trás e enterra o punho no rosto do homem. Ouço um barulho nojento de cartilagem esmigalhando e o sangue jorra do nariz dele. Mais e mais vezes, Jackson faz chover socos na cabeça dele, um golpe sangrento após o outro, até que o homem não consegue mais mantê- la erguida e ela começa a dançar feito bêbada sobre seus ombros. Mas Jackson não para, segurando o homem pelos ombros com as duas mãos, tirando seus pés do chão e batendo suas costas duas vezes na parede azulejada.

Ele o nocauteia completamente.

Jackson solta o corpo do homem, que desaba no chão. Ouço a cabeça dele bater no piso. Jackson fica de pé perto dele, talvez esperando para ver se ele vai se levantar de novo, mas há algo perturbadoramente indomado na sua postura e na expressão enfurecida com que olha para o homem desacordado.

Mal posso respirar, mas consigo dizer:

— Jackson? Você tá bem?

Ele sai do transe e se vira bruscamente para me olhar.

— Quê? — Jackson balança a cabeça e seus olhos se estreitam sob rugas incrédulas.

Ele se aproxima.

— Se eu tô bem? Que pergunta é essa? — Ele aperta meus antebraços e me olha intensamente nos olhos. — Você tá bem?

Tento virar a cabeça, porque a intensidade do seu olhar é avassaladora, mas ele segue meu movimento e me sacode uma vez para me forçar a olhá-lo.

— Tô... tô bem — digo finalmente —, graças a você.

Jackson me puxa para seu peito rijo como pedra e aperta os braços nas minhas costas, praticamente me matando esmagado.

— A gente precisa chamar a polícia — ele diz, se afastando.

Balanço a cabeça e ele me puxa pela mão para fora do banheiro e pelo corredor cinza e sombrio.

Quando a polícia chega, o homem já desapareceu.

Jackson e eu concluímos que ele deve ter saído de fininho depois que fomos embora.

Deve ter fugido pelos fundos enquanto Jackson estava ao telefone. Nós o descrevemos para os policiais e damos nossos depoimentos. Eles parabenizam Jackson — sem muito entusiasmo — por intervir, mas ele parece querer apenas parar logo de falar com eles.

Meu novo ônibus para Jeju partiu há dez minutos, portanto, estou presa em Mingongjae de novo.

— Pensei que você ia pra Busan — Jackson diz.

Deixei escapar que meu “ônibus pra Jeju” foi embora sem mim.

Mordo de leve a parte de dentro do lábio inferior e cruzo as pernas. Estamos sentados perto da entrada, dentro da rodoviária, olhando pelas vidraças altas o vaivém dos passageiros.

— Bom, agora tô indo pra Jeju — é tudo o que digo, mesmo sabendo que fui “pego no flagra” e tendo a sensação de que muito em breve vou acabar contando uma parte da verdade. — Você não foi embora de táxi? — digo, tentando fugir do assunto.

— Fui — ele diz —, mas não começa a falar de mim, Mark. Por que você não tá mais indo pra Busan?

Eu suspiro. Sei que ele não vai parar de perguntar até me fazer falar, por isso jogo a toalha.

— Na verdade, não tenho uma irmã em Busan — admito. — Só tô viajando. Nada além disso, sério.

Eu o ouço soltar um suspiro irritado.

— Sempre tem alguma coisa a mais... Você tá fugindo de casa?

Finalmente olho para ele.

— Não, não tô fugindo, ao menos não no sentido de fugir ilegalmente.

— Em que sentido, então?

Dou de ombros.

— Eu só precisava sair de casa por uns tempos.

— Então fugiu de casa?

Expiro bruscamente e olho em seus olhos intensos, que me penetram.

— Não fugi de casa, só precisava sair de casa.

— E aí você tomou um ônibus sozinho?

— É.

— Estou ficando irritado com o interrogatório.

— Vai precisar me contar mais do que isso — ele afirma, resoluto.

— Olha, tô mais agradecido do que você pode imaginar pelo que você fez. De verdade. Mas acho que me salvar não te dá o direito de saber da minha vida.

Um leve ar de insulto toma sutilmente o seu semblante. Me sinto culpado na hora, mas é verdade: não sou obrigado a contar nada para ele. Ele desiste e olha para a frente, apoiando um tornozelo sobre o joelho.

— Vi aquele pedaço de merda olhando pra você desde que subi no ônibus — ele revela, obtendo toda a minha atenção. — Você não viu, mas eu vi, por isso eu comecei a vigiar o cara. — Ele ainda não me encarou de novo, mas estou olhando fixamente o seu perfil enquanto ele explica. — Vi o sujeito pegar um táxi e ir embora antes de mim, e só então achei que podia deixar você aqui sozinho. Mas a caminho do hospital, tive um mau pressentimento. Falei pro taxista me deixar num restaurante e fui comer. Mas não consegui tirar aquilo da cabeça.

— Peraí — interrompi —, você não foi pro hospital?

Ele olha para mim.

— Não, eu sabia que se fosse pra lá... — ele desvia o olhar novamente — ... não ia ter como prestar atenção no mau pressentimento que eu tava tendo enquanto visse meu pai morrendo.

Eu entendo e não digo mais nada.

— Então fui pra casa do meu pai, peguei o carro dele, dei umas voltas, e quando não consegui aguentar mais, voltei pra cá. Estacionei do outro lado da rua, esperei um pouco e não deu outra, um táxi parou e deixou o cara aqui de novo.

— Por que você não entrou, em vez de ficar esperando no carro?

Ele olha para baixo, pensativo.

— Não quis te assustar.

— Por que isso ia me assustar? — Percebo que estou sorrindo um pouco.

Jackson me olha nos olhos e vejo aquela expressão brincalhona e metida a esperta começando a tomar conta do seu rosto novamente.

Ele vira as duas mãos de palmas para cima.

— Hum, um desconhecido que você conheceu no ônibus volta horas depois pra ficar sentado ao teu lado? — Suas sobrancelhas se enrugam na testa. — Quase tão sinistro quanto o sr. Chupa-meu-pau-por-quinhentos-mangos, não acha?

Eu rio.

— Não, acho que é bem diferente.

Ele tenta disfarçar o sorriso, mas desiste.

— O que você vai fazer, Mark? — Seu rosto fica sério de novo e eu também paro de sorrir.

Balanço a cabeça.

— Não sei; acho que vou esperar aqui até o próximo ônibus pra Jeju chegar, e aí vou pra Jeju.

— Por que Jeju?

— Por que não?

— Dá pra falar sério?

Eu bato com as mãos nas minhas coxas.

— Porque eu não vou voltar pra casa ainda!

O fato de eu gritar com ele não o abala.

— Por que ainda não quer voltar pra casa? — ele pergunta calma e metodicamente. — Melhor desembuchar de uma vez, porque eu não vou te deixar sozinho nesta rodoviária, especialmente depois do que aconteceu.

Cruzo os braços com força no peito e fico olhando para a frente.

— Bom, então acho que você vai ficar sentado aí bastante tempo, até eu tomar o ônibus.

— Não. Isso inclui não deixar você tomar mais nenhum ônibus sozinho pra canto nenhum. Jeju, Busan ou o caralho que o parta. Lugar nenhum. É perigoso e posso ver que você é inteligente, então nós vamos fazer o seguinte...

Pisco algumas vezes, atordoado por sua repentina arrogância autoritária.

Ele continua:

— Vou esperar com você aqui até amanhã de manhã. Isso vai te dar bastante tempo pra decidir se prefere me deixar pagar sua passagem de avião pra casa ou pedir pra alguém tomar um avião pra cá e vir te buscar. Você escolhe.

Eu o olho como se ele fosse louco.

Seus olhos me respondem: Sim, nunca falei tão sério.

— Eu não vou voltar pra casa.

Jackson se levanta bruscamente e fica de pé na minha frente.

— Tá, então eu vou com você.

Eu pisco, olhando para seus olhos intensos; suas maçãs do rosto perfeitamente esculpidas parecem mais pronunciadas, vistas por este ângulo, o que deixa seu olhar ainda mais feroz. Sinto um calafrio correr pela minha barriga.

— Isso é loucura. — Rio, mas sei que ele está falando sério, e então digo com mais severidade: — E o seu pai?

Jackson cerra os dentes e a intensidade dos seus olhos se torna mais desesperada.

Ele começa a desviar o olhar, mas uma ideia o traz de volta.

— Então vem comigo.

Quê? Sem chance...

Ele parece mais esperançoso do que determinado, agora. Volta a se sentar ao meu lado no banco de plástico azul.

— Vamos ficar aqui mesmo até amanhã de manhã — ele continua. — Porque é claro que você não vai sair da rodoviária com um estranho depois de escurecer. Certo?

Ele vira o queixo, me olhando de lado interrogativamente.

— Não, não vou — digo, embora sinta que posso realmente confiar nele; ele me salvou de ser estuprado, meu Deus! E nada nele me dá os mesmos medos que senti quando Jinyoung fez praticamente a mesma coisa. Não, Jinyoung tinha algo mais sombrio nos olhos quando me olhava, naquela noite no teto do galpão. Nos olhos de Jackson, só vejo preocupação.

Mesmo assim, não vou sair da rodoviária com ele agora.

— Boa resposta — ele diz, aparentemente contente por eu ser tão “inteligente” quanto ele esperava. — Vamos esperar amanhecer, e só pra você ficar mais tranquilo, vou chamar um táxi pra levar a gente pro hospital, em vez de esperar que você entre no meu carro.

Balanço a cabeça, feliz por ele ter pensado nisso. Não vou dizer que eu ainda não tinha planejado essa parte. Tipo, já confio nele, mas é como se ele quisesse ter certeza de que não confio, como se estivesse me ensinando uma lição de forma discreta e indireta.

Fico até envergonhado em admitir que ele precisa “me ensinar” essas coisas.

— E depois do hospital, vamos voltar de táxi pra cá, e pra onde você quiser ir, eu vou com você.

Ele estende a mão.

— Combinado?

Penso um momento em tudo, confuso, mas ao mesmo tempo completamente fascinado com ele. Balanço a cabeça, relutante primeiro, depois de novo, com mais segurança.

— Combinado — digo, e aperto a mão dele.

Sinceramente, não sei se concordo com tudo. Por que ele está fazendo isso? Não tem que cuidar da sua própria vida? Com certeza ele não deve ter tantos problemas em casa quanto eu.

Isso é loucura! Quem é esse cara?

Ficamos sentados juntos por várias horas ali mesmo na rodoviária, falando de coisas nada importantes, mas eu adoro cada segundo das nossas conversas. Sobre como eu cedi e tomei um refrigerante, e como foi por causa do refrigerante que acabei indo parar no banheiro com o cara — ele ri e diz que eu tenho bexiga fraca, só isso. Fofocamos discretamente sobre os passageiros que vêm e vão; os esquisitos e aqueles que estão com cara de mortos, como se estivessem viajando de ônibus há uma semana sem conseguir dormir. E falamos mais um pouco sobre rock clássico, mas a discussão continua no mesmo impasse de quando tocamos no assunto pela primeira vez no ônibus.

Ele praticamente morreu quando falei que prefiro ouvir Pink em vez de Rolling Stones, sempre. Tipo, acho que literalmente o feri. Ele pôs aquela mão enorme no coração, jogou a cabeça para trás, arrasado, e tudo o mais. Foi muito dramático. E engraçado. Tentei não rir, mas era difícil me segurar, com ele fazendo aquela expressão endurecida, exagerada e praticamente sorrindo também.

E quando íamos sair, depois que amanheceu, parei para olhá-lo um momento. Uma brisa leve agitava o seu cabelo. Ele inclinou a cabeça para o lado, sorrindo para mim e me chamando para o táxi.

— Você vem comigo, não vem?

Sorri calorosamente para ele e fiz que sim com a cabeça.

— Claro. — Segurei sua mão e me sentei com ele no banco de trás.

Enquanto olhava para Jackson, eu percebi que não sorria nem ria tanto assim desde a morte de Wooyoung. Nem mesmo Youngjae conseguia me deixar genuinamente alegre, e ele se esforçava muito. Meu amigo fazia de tudo para me ajudar a sair da depressão, mas nenhuma das tentativas dele jamais chegou perto dos resultados que Jackson alcançou em tão pouco tempo, e sem querer.



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