História My Destiny - Markson - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias 2PM, Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Wooyoung, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Got7, Jinyoung, Markson, Mpreg, Yugbam
Visualizações 107
Palavras 3.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - 17


MARK POV

QUANDO EU CONSEGUIA manter os olhos abertos por tempo suficiente, olhava para a chuva martelando meu rosto. Nunca tinha visto a chuva daquele jeito, olhando direto para o céu, e mesmo me encolhendo mais do que realmente olhando, quando eu conseguia, era absolutamente lindo. Como se cada pingo se precipitando na minha direção fosse separado dos milhares de outros e, por um momento suspenso no tempo, eu pudesse vislumbrar todas as suas delicadas facetas. Eu via as nuvens cinzentas se movendo acima de mim e sentia o carro balançar quando o vento dos veículos o atingia.

Eu tremia, embora estivesse quente o bastante para nadar. Mas nada do que eu via, sentia ou ouvia era mais quente e fascinante do que a proximidade de Jackson.

Grito e rio quando voltamos para dentro do carro, minutos depois.

Bato a porta, e ele bate a dele em seguida.

— Tô congelando! — Rio e tremo, apertando os braços.

Jackson, com um sorriso tão largo que cobre todo o seu rosto, estremece e liga a calefação.

Instintivamente, tento esquecer que fiquei deitado sobre o braço dele, ou que ele o estendeu para que eu deitasse. Acho que ele também tenta esquecer, ou ao menos não deixar isso óbvio.

Ele esfrega as mãos, tentando se aquecer com o calor que sai dos respiros de ventilação. Meus dentes estão batendo.

— Usar roupa molhada é um saco — digo, com o queixo tremendo.

— É, tô contigo nisso — ele diz, puxando o cinto de segurança e afivelando-o.

Faço o mesmo, embora, como sempre, depois de ficar no carro por muito tempo, vou acabar me desvencilhando dele para encontrar alguma outra posição confortável.

— Meus dedos dos pés estão enlameados — ele comenta, olhando para os tênis.

Meu rosto todo desmorona. Ele ri e depois tira os tênis, jogando-os no assoalho do banco de trás.

Decido fazer o mesmo porque, mesmo eu não querendo admitir, meus pés também estão enlameados.

— A gente precisa encontrar um lugar pra trocar de roupa — declaro.

Jackson põe o câmbio em drive e olha para mim.

— Tem o banco de trás — diz, sorrindo. — Não vou espiar, juro. — Ele levanta as mãos para enfatizar isso e depois segura o volante de novo, voltando para a estrada quando aparece uma brecha no trânsito.

Rio com desdém.

— Não, acho que vou esperar até a gente encontrar um lugar.

— Como quiser.

Eu sei que ele iria olhar, com certeza. E, bem, isso nem iria me incomodar muito...

Os limpadores do para-brisa deslizam de um lado para o outro na velocidade máxima, e está chovendo tanto que mesmo assim é difícil enxergar a estrada adiante. Jackson deixa a calefação ligada até que o carro começa a parecer uma sauna, e antes de desligá-la, verifica se já estou aquecido.

— Então, Hotel California, é? — pergunta, sorrindo para mim. Ele aperta o botão de seleção de CDs até encontrar a canção. — Vamos ver o quanto você sabe.

Sua mão volta para o volante.

A canção começa como sempre lembrei, com aquela guitarra lamuriosa, lenta e perturbadora. Olhamos um para o outro, deixando a música se mover entre nós dois e nos atravessar, esperando a letra começar. Então, ao mesmo tempo, levantamos as mãos como que marcando no ar um, dois, três no ritmo e começamos a cantar com Don Henley.

Cantamos com afinco, verso após verso, e às vezes revezamos, ele me deixa cantar um verso e canta o seguinte. E quando o primeiro refrão começa, cantamos juntos a plenos pulmões, praticamente gritando a letra para o para-brisa. Semicerramos os olhos, inclinamos a cabeça e eu finjo que não estou morto de vergonha com meu jeito de cantar. Então vem a segunda estrofe e nosso revezamento começa a ficar um pouco embolado, mas nos divertimos muito e só nos atrapalhamos algumas vezes. E gritamos 1969! bem alto juntos. Então perdemos um pouco do entusiasmo pela cantoria e só deixamos a música encher o carro. Mas quando o famoso segundo refrão chega e a música fica mais lenta e perturbadora, ficamos sérios de novo e cantamos cada palavra juntos, olhando um para o outro. Jackson canta “alibis!” com tanta perfeição que meus braços ficam arrepiados. E ambos “apunhalamos a fera” juntos, dando socos no ar e entrando no clima da música.

E foi assim a viagem sei lá para onde pelas horas seguintes.

Cantei tanto com ele que minha garganta começou a doer.

Naturalmente, era tudo rock clássico, ocasionalmente com algum som do início dos anos 90: sobretudo Alice in Chains e Aerosmith, e não me incomodei nem um pouco com isso. Na verdade, adorei tudo, e adorei as lembranças que estavam se formando na minha mente. Lembranças com Jackson.

Encontramos uma área de descanso à beira da estrada e tiramos o máximo proveito dela. Usamos os banheiros para trocar as roupas molhadas, que vestíamos há mais tempo do que tínhamos percebido. Acho que nos divertimos tanto no carro, com minha cantoria não exatamente espetacular, e ele fingindo que adorava, que nos distraímos de todo o resto.

Jackson termina de se vestir antes de mim e já está esperando dentro do carro quando saio usando as únicas roupas limpas que sobraram na minha mala: o shortinho branco e a camiseta do time do colégio que gosto de usar para dormir.

— Eu não tô usando este shortinho pra te agradar — digo, apontando severamente para ele ao entrar no carro. — Entendeu?

O canto de seus lábios se ergue num sorriso.

— Recado recebido — ele diz, escrevendo numa prancheta imaginária.

Levanto a bunda do assento e agarro o fundilho do meu short, puxando-o só um pouco para que não fique enfiado e cubra um pouco mais de pele das minhas coxas. Começo a tirar meus chinelos pretos, mas vejo como o tapetinho do carro está enlameado e decido ficar com eles. Ainda bem que os bancos são de couro.

— Vou ter que procurar mais roupas — comento.

Jackson está usando jeans de novo, suas botas Dr. Martens pretas e outra camiseta cinza lisa, mais clara do que a anterior. Como tudo o mais, fica ótima nele, mas meio que sinto falta de suas panturrilhas musculosas e da tatuagem celta preta e cinza no tornozelo.

— Por que você só trouxe isso? — ele pergunta, conservando os olhos na estrada. — Não que eu esteja reclamando, claro.

Sorrio para ele.

— Como eu não sabia pra onde tava indo, achei que não ia querer ficar carregando um monte de tralhas.

— Faz sentido.

O outro lado da estrada está congestionado por causa de obras, e ambos expressamos o quanto estamos contentes de não estar “daquele lado da estrada”. Por fim, a luz do dia desaparece por trás do horizonte e o crepúsculo banha as plantações de arroz e algodão com uma névoa violeta; há sempre algum tipo de plantação gigantesca dos dois lados da estrada, a perder de vista.

Chegamos na próxima cidade um pouco depois das 19h.

— Onde você quer comprar roupas? — Jackson pergunta, rodando devagar por uma rua cheia de sinais de trânsito e postos de gasolina.

Ergo o corpo do assento e olho ao redor, tentando encontrar entre os letreiros luminosos algum lugar aceitável.

Jackson aponta para a frente.

— Tem um Walmart ali.

— Acho que serve — respondo, e ele vira à esquerda no semáforo e entramos no estacionamento.

Saímos do carro, e a primeira coisa que faço é puxar minha cueca de dentro da bunda.

— Precisa de ajuda?

— Não! — respondo rindo.

Andamos juntos no meio do mar de carros do estacionamento, meus chinelos batendo nos calcanhares. Me encolho na hora, sabendo que devo estar ridículo usando este shortinho minúsculo que fica entrando na minha bunda. Nada mais de maquiagem depois que a cerimônia de comunhão com a chuva lavou tudo. Mantenho os olhos no chão branco reluzente enquanto andamos pela loja e evito cruzar olhares com os outros.

Vamos primeiro para a seção de roupas e eu pego algumas coisas simples: outro short de algodão, curtinho também, mas não enfiado na bunda como o que estou usando, e algumas camisetas fofas com gola em V e estampas aleatórias. Contenho o meu desejo de visitar a parte de roupas íntimas. Acho que por enquanto vou me virar com o que tenho.

Depois sigo Jackson para a área perto da farmácia, onde ficam as vitaminas, remédios para resfriado, pastas de dente, essas coisas.

Vamos direto para a gôndola dos aparelhos e cremes de barbear.

— Não faço a barba há uma semana — Jackson diz, esfregando o princípio de barba que está crescendo em seu rosto há alguns dias.

Acho sexy, mas ele fica sexy com ou sem barba, por isso não reclamo.

E por que eu reclamaria?

Pego uma embalagem de aparelhos de barbear também, e um tubo dourado de creme de depilação. Na gôndola seguinte, pego um vidro pequeno de enxaguante bucal, porque enxaguante bucal nunca é demais. Ajeito minha bolsa no outro ombro quando os itens começam a lotar o meu braço. Passamos por mais uma gôndola e eu pego xampu e condicionador da prateleira, tentando equilibrá-los junto com as outras coisas, mas Jackson tira os frascos da minha mão e os carrega. Ele pega o enxaguante bucal também.

Vamos para a parte dos medicamentos, onde um casal de meia-idade está parado na frente dos xaropes para tosse, lendo os rótulos.

Jackson diz casualmente, sem baixar a voz: — Amor, você achou o remédio pra candidíase?

Arregalo os olhos e fico imóvel na frente do Tylenol.

Jackson pega uma caixinha de Advil da prateleira.

O casal finge que não ouviu o que ele disse, mas sei que eles escutaram.

— Mas você tem certeza que tá coçando por causa disso? — ele continua, e o calor no meu rosto está literalmente me derretendo.

Desta vez, o casal olha discretamente.

Jackson sorri feito um babaca do outro lado, fingindo ler os rótulos.

Quero esmurrá-lo, mas em vez disso, entro na brincadeira.

— Achei sim, querido — respondo tão casualmente quanto ele. — E você? Perguntou se eles têm camisinha tamanho PP?

A mulher vira a cabeça e olha diretamente para ele, de alto a baixo, e depois para mim, antes de voltar a ler o rótulo.

Jackson não se abala; por alguma razão, eu sabia que ele não se abalaria. Apenas sorri para mim, adorando cada segundo.

— É tudo um tamanho só, amor — retruca. — Já falei que vai servir melhor quando você conseguir deixá-lo duro de verdade.

Um barulho de cuspir escapa dos meus lábios, seguido por uma gargalhada.

O casal se afasta da gôndola.

— Você é tão mau! — sussurro para ele entre os dentes, ainda rindo. O tubo de creme de depilação cai ruidosamente do meu braço e me abaixo para pegar.

— Você também não é tão inocente.

Jackson pega uma bisnaga de pomada antibiótica com a mesma mão do Advil e vamos para o caixa. Ele joga dois pacotes de stick de carne-seca e uma caixinha de Tic Tac sobre a esteira da caixa registradora. Pego um frasco de antisséptico para as mãos, um tubinho de manteiga de cacau e um pacote de stick de carne para mim.

— Tá ficando corajoso, hein? — Jackson diz sobre o stick.

Sorrio para ele e ponho o separador de compras de plástico cinza entre as coisas dele e as minhas.

— Não — respondo. — Adoro stick de carne-seca. Se fosse radioativa, eu comeria mesmo assim.

Ele apenas sorri, mas depois tenta dizer à caixa que as coisas dele e as minhas estão “juntas”, ao tirar o cartão de crédito da carteira.

— Não, de novo não — discuto, apoiando o braço na esteira perto do separador de compras. Olho para a caixa e balanço a cabeça, desafiando-a a somar minhas compras com as dele. — Eu pago as minhas. — Seus olhos vêm e vão entre mim e Jackson rapidamente, como se ela estivesse esperando uma réplica.

Quando ele começa a discutir, viro o queixo com expressão séria e digo: — Eu pago minhas coisas e acabou. Conforme-se.

Ele meio que revira os olhos e desiste, passando o cartão na maquininha.

Quando voltamos para o carro, Jackson abre um dos seus pacotes de stick de carne-seca e põe um pedaço na boca.

— Tem certeza que não quer que eu dirija um pouco? — pergunto.

Ele balança a cabeça, mastigando com força o stick.

— Vamos parar em outro motel e pernoitar.

Ele engole, põe mais um pedaço na boca, engata a marcha e vamos embora.

Encontramos um motel a alguns quilômetros da cidade, pegamos as compras e levamos para nossos quartos lado a lado. Este tem um carpete xadrez verde com cortinas pesadas combinando, no mesmo tom verde-escuro, e uma colcha floral da mesma cor.

Ligo a televisão imediatamente, só para dar um pouco de luz e animação à atmosfera sombria e melancólica.

Jackson pagou os quartos de novo, usando como desculpa o fato de eu ter “ganhado a parada” com minhas compras no Walmart.

Ele verifica o quarto primeiro, como da última vez, e depois desaba na espreguiçadeira perto da janela.

Largo minhas coisas no chão, arranco a colcha da cama e a jogo num canto, perto da parede.

— Tem alguma coisa nela? — Jackson pergunta, se refestelando na espreguiçadeira e esticando as pernas.

Ele parece exausto.

— Não, é que eu tenho medo dessas coisas. — Me sento na cama e jogo longe meus chinelos, erguendo as pernas e cruzando-as, como na ioga. Coloco as mãos no colo porque ainda estou usando o shortinho branco e me sinto um pouco exposto demais assim, de joelhos abertos.

— Você falou como você não sabia pra onde tava indo — Jackson diz.

Olho para cima e levo um segundo para entender do que ele está falando, do motivo que dei no carro para não ter trazido muita roupa. Ele junta os dedos, apoiando as mãos abertas na barriga.

Levo um momento para responder, embora a resposta seja vaga: — É, eu não sabia.

Jackson ergue as costas da poltrona e se curva para a frente, apoiando os braços nas coxas, com as mãos abaixo dos joelhos. Ele inclina a cabeça, me olhando de lado. Sei que vamos ter uma daquelas conversas em que não consigo prever se vou aceitar ou me esquivar de suas perguntas. Tudo depende do quanto ele for bom em tirar as respostas de mim.

— Não sou especialista nessas coisas — ele começa —, mas não vejo você partindo sozinho desse jeito, de ônibus, ainda por cima, com uma bolsa, uma malinha e nenhuma ideia do seu destino, só porque seu melhor amigo te apunhalou pelas costas.

Ele tem razão. Não fui embora por causa de Youngjae, nem de Jinyoung; eles só faziam parte do contexto.

— Não, não foi por causa dele.

— Por que foi, então?

Não quero falar disso; pelo menos acho que não quero. Parte de mim sente que posso contar qualquer coisa para Jackson, e eu meio que quero contar, mas outra parte está me mandando tomar cuidado. Não esqueci que os problemas de Jackson são mais graves que os meus, e me sentiria idiota, chorão e egoísta contando qualquer coisa para ele.

Olho para a TV em vez de olhar para Jackson, e finjo estar levemente interessado.

Ele fica de pé.

— Deve ter sido alguma coisa bem grave — insiste, se aproximando —, e quero que você me conte.

Bem grave? Que legal, agora ele complicou a situação; mesmo se eu contasse, pelo menos antes não achava que ele esperava ouvir algo terrível. Agora que sei que ele espera, sinto que deveria inventar alguma coisa.

Não invento, é claro.

Sinto a cama se mexer quando Jackson se senta ao meu lado. Ainda não consigo olhar para ele; meus olhos continuam grudados na TV. Meu estômago está revirado pela culpa e também por alguma outra coisa, um formigamento, quando penso no quanto ele está próximo. Mas sobretudo pela culpa.

— Já deixei você ficar sem me contar nada faz um bom tempo — Jackson argumenta.

Ele apoia os cotovelos nas coxas de novo e se senta como havia se sentado na espreguiçadeira, com as mãos unidas no meio das pernas. — Uma hora você precisa me contar.

Olho para ele e digo:

— Não é nada comparado com o que você tá passando. — E paro por aí, me virando para a TV de novo.

Por favor, não pergunta mais nada, Jackson. Contar é o que eu mais quero, porque de alguma forma sei que você vai conseguir entender tudo, que você pode resolver tudo — o que é que eu tô dizendo? — Por favor, não me pergunta mais nada...

— Você tá comparando? — ele diz, despertando minha curiosidade. — Então você acha que, como meu pai tá morrendo, os motivos que levaram você a fazer o que fez não são importantes? — ele fala como se essa simples ideia já fosse absurda.

— Isso mesmo — digo —, é exatamente o que eu acho.

Suas sobrancelhas se juntam e ele olha um pouco para a TV antes de se virar para mim.

— Bom, isso é uma puta babaquice — afirma com convicção.

Viro a cabeça bruscamente.

Ele continua:

— Sabe, sempre detestei esta frase: Tem gente em situação pior que a sua; se você encarar como uma competição, claro, é sempre melhor viver de seguro desemprego do que ficar cego, mas não é um concurso, caralho. Certo?

Ele está me perguntando porque quer saber o que eu acho? Ou é o jeito dele de me dizer como as coisas são, esperando que eu entenda?

Apenas balanço a cabeça.

— Dor é dor, baby. — Cada vez que Jackson me chama de “baby”, presto mais atenção nisso do que em qualquer outra coisa que ele diz. — Só porque o problema de uma pessoa é menos traumático que o de outra, não significa que deva doer menos.

Acho que é um bom argumento, mas me sinto egoísta mesmo assim.

Jackson toca o meu pulso e eu olho para ele, para o modo como seus dedos másculos se fecham sobre o osso na base da minha mão. Quero beijá-lo; a vontade dentro de mim chegou à superfície, mas engulo em seco e a forço para o fundo do meu estômago, que está tremendo por conta própria há vários segundos.

Tiro minha mão e me levanto da cama.

— Mark, olha, eu não quis dizer nada com isso. Só tava tentando...

— Eu sei — murmuro, cruzando os braços e ficando de costas para ele. Com certeza é um daqueles momentos “não é você, sou eu”, mas não vou jogar esse chavão no colo dele.

Sinto que ele fica de pé, e então me viro devagar e o vejo pegando suas mochilas e o violão encostado na parede.

Ele vai até a porta.

Quero segurá-lo aqui, mas não consigo.

— Vou te deixar dormir um pouco — ele diz baixinho.

Balanço a cabeça, mas não digo nada, porque temo que, se eu falar, minha mente vai trair minha boca e vou me afundar mais ainda nesta situação perigosa com Jackson, que está ficando mais evidente a cada dia que passamos juntos.

 


Notas Finais


Só queria destacar essa frase:
"Só porque o problema de uma pessoa é menos traumático que o de outra, não significa que deva doer menos."
Nunca tipo NUNCA questionem os motivos de uma pessoa ter depressão ou pessoas suicidas. A única coisa que você tem que fazer é ajudar, nada além disso.


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