História My Destiny - Markson - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias 2PM, Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Wooyoung, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Got7, Jinyoung, Markson, Mpreg, Yugbam
Visualizações 107
Palavras 3.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Já aviso que to digitando essa merda no celular e no meio da aula de geografia.
Eu não lembro se já deixei claro que NÃO TENHO NEMHUM PRECONCEITO CONTRA JUSTIN BIEBER E LADY GAGA.
ISSO É UMA HISTÓRIA FICTICIA E QUE NÃO DEVE SER LEVADA A SÉRIO.

Capítulo 7 - 7


JACKSON POV

Alguns dias atrás...

MEU IRMÃO ME ligou de Mingongjae hoje. Ele disse que o velho não vai durar muito mais tempo. Já passou os últimos seis meses entrando e saindo do hospital. 

— Se você quiser vê-lo — Yugyeom disse do outro lado da linha —, é melhor vir logo.

Eu ouço Yugyeom. Ouço, sim. Mas tudo o que consigo compreender, no momento, é que meu pai está pra morrer, caralho. “Vocês não se atrevam a chorar por mim”, ele disse para mim e meus irmãos ano passado, quando recebeu o diagnóstico de uma forma rara de câncer no cérebro. “Eu tiro você do meu testamento, rapaz.” 

Eu o odiei por isso, por me dizer com essas palavras que, se chorasse por ele, o único homem pelo qual eu daria a minha vida, eu seria um frouxo. O testamento não me importa. Nem vou mexer no que ele me deixar. Talvez eu dê pra mamãe. 

Papai sempre foi durão, desde criança. Era um sargento comigo e com meus irmãos, mas gosto de pensar que nos tornamos pessoas decentes (e esse provavelmente era o plano por trás do tratamento militar). Yugyeom, o mais velho, tem um bar e restaurante de sucesso em Jangmion e é casado com um pediatra. Sungjin, o mais novo, está na faculdade e pretende fazer carreira no Google. 

E quanto a mim? Tenho vergonha de contar que fiz, em segredo, alguns trabalhos como modelo para várias agências importantes, mas só porque passei por dificuldades ano passado. Foi logo depois que fiquei sabendo do meu pai. Eu não podia chorar, então descarreguei tudo no meu Chevy Camaro 1969. Destruí o carro com um taco de beisebol. 

Papai e eu restauramos aquele carro do chassi pra cima. Era nosso projeto de “pai e filho”, que começou antes que eu me formasse. Achei que, se meu pai não vai mais estar aqui, então o carro também não vai ficar. 

Aí já viu, trabalho de modelo. 

Não, cacete, não saí procurando esse lance. Não sou muito chegado nessas porras. Só que eu estava no bar de Yugyeom quando uns caçadores de talentos me encontraram enchendo a cara. Acho que não fez diferença eu estar... bem, de cara cheia, porque deixaram um cartão comigo, me ofereceram uma quantia generosa só pra visitar o escritório deles em Seul, e depois de três semanas olhando aquele Camaro e lamentando o que eu tinha feito, pensei, por que não? Só aquele cheque pra aparecer lá já pagava uma parte da lanternagem. E eu fui. E, apesar de o dinheiro que ganhei com as poucas campanhas que fiz ter sido suficiente pra consertar o carro, recusei o contrato de 50 mil dólares que a LL Elite me ofereceu porque, como falei, ganhar a vida posando só de cueca não é a minha praia N/A(Mas é a minha). Porra, eu já me sentia mal por ter aceito os poucos trabalhos que aceitei. Portanto, fiz o que qualquer cara que come carne vermelha e toma cerveja faria: tentei parecer mais homem e menos bicha fazendo umas tatuagens e indo trabalhar de mecânico. 

Não era o tipo de futuro que meu velho queria pra mim, mas, diferente dos meus irmãos, aprendi há muito tempo que o futuro e a vida são meus, e não posso me forçar a viver do jeito que outra pessoa quer que eu viva. Larguei a faculdade quando percebi que estava estudando uma coisa para a qual eu estava cagando e andando. 

Por que todo mundo está sempre tão disposto a seguir os outros? 

Eu não. Eu quero só uma coisa na vida. Não é dinheiro, nem fama, nem meu pau retocado com Photoshop num outdoor na Times Square, nem um diploma universitário que pode ou não me beneficiar no futuro. Não sei bem o que eu quero, mas sinto no fundo do meu estômago. Está ali, dormente. Quando encontrar, vou saber o que é. 

— De ônibus? — Yugyeom exclama, incrédulo.

— É — confirmo. — Vou de ônibus pra lá. Preciso pensar.

— Jackson, papai pode não durar tanto — ele avisa, e sinto em sua voz que ele está tentando se controlar. — É sério, mano.

— A hora que eu chegar, cheguei.

Passo o dedo na tela, encerrando a chamada. 

Acho que uma pequena parte de mim torce para que ele morra antes que eu chegue.

Porque eu sei que não vou conseguir segurar a onda se ele morrer enquanto eu estiver lá. É meu pai, o cara que me criou e que é meu exemplo. E agora ele me manda não chorar. Sempre fiz tudo que ele manda, e como o bom filho que sempre tentei ser, sei que vou engolir as lágrimas, porque ele mandou. Mas também sei que isso vai criar algo muito mais destrutivo em mim. 

Não quero acabar como o meu carro. 

Uma única mochila com roupas limpas, escova de dentes e celular com minhas canções favoritas de rock clássico — outra marca que papai deixou em mim: “Essas coisas novas que a garotada ouve hoje em dia é música de merda, filho”, ele dizia ao menos uma vez por ano. “Bota o Led aí, garoto!” Admito que não evito completamente a nova música só porque meu pai quer. Cacete, tenho ideias próprias, lembra? Mas cresci ouvindo uma dose saudável dos clássicos e disso tenho muito orgulho. 

— Mãe, não vou precisar desse troço.

Ela está enchendo um saquinho com uma dúzia de pacotes de lenços antissépticos umedecidos para eu levar. Ela sempre teve fobia de germes. 

Eu vivia indo e voltando entre o Jeju e Mingongjae desde os 6 anos de idade. No fim, percebi que me sentia melhor em Jeju, porque gosto do mar e do calor. Já tenho um apartamento há quatro anos, mas ontem minha mãe insistiu que eu dormisse na casa dela. Ela sabe o que sinto pelo meu pai, e sabe que às vezes me torno explosivo quando estou sofrendo ou estou emputecido. Passei uma noite na cadeia ano passado por encher Park Seo Joon de porrada depois que ele deu um soco na namorada na minha frente. E quando mandei sacrificar meu melhor amigo, Maximus, porque ele estava com insuficiência cardíaca congestiva, estourei bonito minhas mãos descontando as emoções na árvore atrás do meu prédio. 

Normalmente, não sou violento, a não ser com canalhas e ocasionalmente comigo mesmo. 

— Aqueles ônibus são nojentos — ela insiste, enfiando o saquinho na minha mochila.

— Andei num deles antes de conhecer seu pai e fiquei doente por uma semana.

Não discuto com ela; não adiantaria. 

— Ainda não entendi por que você não vai de avião. Poderia chegar lá muito mais rápido.

— Mãe — digo, beijando a bochecha dela —, preciso fazer isso, tipo, como se fosse o meu destino. — Na verdade, não acredito nessa segunda parte, mas resolvi contentá-la com algo que tivesse significado, mesmo ela sabendo que estou só falando merda. Ando até o armário da cozinha, tiro dois bolinhos de açúcar mascavo e canela da caixa e ponho na mochila. — Vai ver que o avião ia cair.

— Isso não tem graça, Jackson. — Ela me dirige um olhar duro.

Eu sorrio e a abraço forte. 

— Eu vou ficar bem, e vou chegar a tempo de ver papai antes que... — minha voz some.

Mamãe me abraça mais forte ainda. 

Quando chego em Yongho, começo a me perguntar se ela não tinha razão. Achei que a longa viagem serviria para refletir, clarear as ideias e talvez pensar no que estou fazendo e no que vou fazer depois que meu pai morrer. Porque as coisas vão ser diferentes. As coisas sempre mudam quando alguém que você ama morre. Você não tem como se preparar para essas mudanças, não importa o que faça antecipadamente. 

A única certeza é que você vai ficar se perguntando quem será o próximo. 

Eu sei que nunca mais vou conseguir olhar pra minha mãe do mesmo jeito... 

Acho que a viagem de ônibus está sendo mais uma provocação do que um momento de contemplação significativa. Eu deveria saber que ficar sozinho com meus pensamentos não ia me fazer bem. Já decidi que minha vida foi praticamente desperdiçada, e várias outras emoções estão me abrindo os olhos: Por que estou aqui? Qual o sentido da vida? 

Que diabos estou fazendo? Certamente não tive nenhuma revelação, nem minha vida de repente ficou clara para mim enquanto eu olhava a paisagem pela janela do ônibus, como numa cena dramática de filme. A única trilha sonora deste filme é Would?, do Alice In Chains, que não é exatamente uma canção para um momento de revelação. 

O motorista está para fechar as portas do ônibus quando me vê chegando. 

Graças a Deus, um ônibus onde talvez eu consiga dormir; tem vários lugares vazios. 

Vou para o fundo, de olho em duas poltronas vazias logo atrás do lindinho que eu tenho certeza que é chave de cadeia. Meu detector de chave de cadeia está sempre ligado, especialmente depois que peguei uma menina que conheci na sorveteria. Ela disse ter 19 anos, mas depois descobri que tinha 16 e que o pai dela estava a caminho da piscina onde a gente tava nadando para me matar de pancada. 

Meu pai falou certo uma vez: “Hoje em dia não dá pra diferenciar 12 anos de 20, filho. 

Deve ser alguma coisa que o governo tá pondo na água — toma bastante cuidado quando precisar pegar uma franguinha.” 

Quando me aproximo do garoto do ônibus, noto que ele põe a mala na poltrona ao lado para que eu não me sente ali. 

Que engraçado. Tudo bem, ele é lindinho e tudo, mas tem mais de dez lugares vazios neste ônibus, o que significa que vou pegar duas poltronas pra poder me esticar do jeito que eu quiser e recuperar o sono atrasado. 

As coisas não acontecem conforme o planejado, e várias horas depois, quando anoitece, ainda estou acordadaço, olhando pela janela ao meu lado, com a música no último volume nos ouvidos. O garoto da poltrona da frente capotou há mais ou menos uma hora e eu cansei de ouvi-lo falando no sono; mesmo não conseguindo entender quase nada do que ele dizia, eu não queria mesmo saber. Parece que você está bisbilhotando quando ouve os pensamentos de alguém que nem imagina o que está dizendo. Prefiro ouvir minha playlist. 

Quando finalmente consigo pegar no sono, abro os olhos vagarosamente ao sentir alguém batendo na minha perna. Uau, até que ele é bem lindo, mesmo com o cabelo todo empaçocado de um lado só da cabeça e metade do rosto no escuro. Chave de cadeia, Jackson. Não é que eu fique lembrando que ele provavelmente é chave de cadeia para evitar de fazer qualquer coisa que sei que não devo fazer. Não, só fico me lembrando disso para evitar a decepção quando descobrir que estou certo. 

Depois de um breve diálogo sobre a possibilidade da minha música tê-lo acordado, abaixo o volume e ele desliza de volta para seu pequeno cubículo entre poltronas. 

Quando me debruço por cima da poltrona dele para olhá-lo, me pergunto o que deu em mim pra fazer isso. Mas eu sempre gostei de desafios, e sua atitude atrevida comigo numa conversa que durou menos de 45 segundos foi o suficiente para que eu topasse essa aposta metafórica com ele. 

Sempre tive um fraco por garotos atrevidos. 

E nunca recuso um desafio. 

Na manhã seguinte, ofereço meu celular a ele, mas pelo jeito ele tem tanta fobia de germes quanto a minha mãe. 

Um homem de uns 40 e poucos anos está sentado do outro lado do corredor, três poltronas à frente do garoto. Notei o modo como ele o olhava assim que subi. Ele nem fazia ideia de que estava sendo observado, e é perturbador imaginar há quanto tempo ele já estava olhando quando entrei, ou o que o velho ficou fazendo ali sozinho no escuro. 

Estou meio que de olho nele desde então. Ele está tão apaixonado por esse garoto, que eu duvido que tenha me percebido. 

Seus olhos ficam indo do lugar do garoto para o banheiro do tamanho de uma caixa de fósforos no fundo do ônibus. Posso quase ouvir as engrenagens do cérebro dele girando. 

Eu me pergunto quando é que o cara vai tentar alguma coisa. 

Nesse momento, ele se levanta. 

Saio do meu lugar e me sento na poltrona ao lado do menino. Faço de conta que não é nada. Posso sentir que o baixinho está me olhando, se perguntando que porra eu acho que estou fazendo. 

O homem passa, mas não deixo que ele me encare, porque isso iria entregar que estou de olho nele. No momento, ele deve pensar que também estou fazendo meu próprio joguinho com o garoto; que vou fazer minha tentativa, então, por enquanto, vai se conformar e talvez tentar de novo mais tarde. 

E é mais tarde que vou amassar a cara dele com meus punhos. 

Procuro o saco de lenços umedecidos que minha mãe pôs na mochila. Abrindo um, limpo os fones de ouvido e ofereço para ela. 

— Como novos — anuncio, esperando que ela os aceite, mas sei que não vai aceitar.

— Sério, tô legal. Mas obrigado.

— É melhor não pegar mesmo — digo, guardando o celular na mochila. — Não curto Justin Bieber nem aquela perua doida que se veste com bifes, então acho que você vai ter que ficar sem.

Julgando pela expressão irritada dele, acho que o deixei puto. Rio silenciosamente para mim mesmo, virando a cabeça um pouco para que ele não perceba. 

— Primeiro, eu não curto Justin Bieber.

Graças a Deus. 

— E segundo, Lady Gaga não é tão ruim. Admito que isso de ficar sempre tentando chocar tá cansando um pouco, mas tem umas coisas dela que eu gosto.

— É música de merda e você sabe — cito meu pai, balançando a cabeça.

Deixo a mochila no chão e afundo na poltrona, apoiando um pé nas costas da poltrona da frente. Fico pensando por que ele ainda não me mandou embora. E isso também me preocupa. Será que ele seria “gentil demais” pra mandar aquele cara embora imediatamente, se ele se sentasse aqui antes de mim? Impossível um garoto como ele se interessar por alguém como o velho, mas vamos combinar, às vezes os garotos deixam esse gene do excesso da simpatia tomar conta. E bastam alguns segundos, na verdade. 

Olho para ele de novo, deixando minha cabeça cair de lado no encosto da poltrona. 

— O negócio é rock clássico — afirmo. — Zeppelin, Stones, Journey , Foreigner.

Conhece algum desses? 

Ele revira os olhos para mim. 

— Não sou idiota — retruca, e eu sorrio com o canto da boca, porque lá está aquela atitude atrevida de novo: — Eu gosto de... Bad Company .

— Me fala o nome de uma música do Bad Company que eu te deixo em paz — desafio.

Posso ver que está nervoso pelo seu jeito de morder um pouco o lábio inferior e, assim como falar dormindo e ser observado por gente que não presta, provavelmente é algo que ele nem percebe. 

Espero pacientemente, sem conseguir tirar o sorrisão do meu rosto, porque é divertido vê-lo sofrendo, tentando lembrar todas as vezes que andou de carro com seus pais ouvindo esse tipo de música, procurando alguma lembrança que possa ajudá-lo neste momento crítico. 

— Ready For Love — ele responde finalmente, e eu fico impressionado.

— Você tá mesmo? — pergunto, e alguma coisa bate em mim nesse momento. Não sei que diabos essa “coisa” é, mas está lá, acenando para mim do outro lado de um muro, como quando alguém está te observando, mas você não vê ninguém.

— Hã? — ele diz, pego tão desprevenido pela minha pergunta quanto eu fiquei depois.

Um sorriso se abre no meu rosto. 

— Nada — digo, desviando o olhar.

O tarado do banheiro volta silenciosamente pelo corredor escuro e se senta no seu lugar, sem dúvida puto da vida por me ver onde ele gostaria de estar. Ainda bem que o garoto esperou que ele voltasse antes de finalmente me pedir para sair e deixar as duas poltronas para ele.

Depois de voltar para o meu lugar, me debruço em volta da poltrona dele e digo: — Pra onde você tá indo mesmo? 

Ele diz que está indo para Busan, mas acho que tem mais alguma coisa nessa resposta. Não sei ao certo, mas tenho a sensação de que ele está mentindo, o que provavelmente é bom, porque eu sou um completo desconhecido; ou que ele está escondendo mais alguma coisa. 

Deixo isso quieto por enquanto, digo aonde estou indo e volto a me acomodar na poltrona atrás dele. O homem três poltronas à frente acabou de olhar pra ele de novo. Estou ficando com vontade de amassar o crânio dele agora mesmo, só por ficar olhando. 

Horas depois, o ônibus faz uma parada e o motorista nos dá 15 minutos para sair, esticar as pernas e comer alguma coisa. Vejo o garoto ir para o banheiro e sou o primeiro na fila dos pedidos no restaurante. Pego minha comida, saio e vou sentar na grama perto do estacionamento. O tarado passa por mim e volta para dentro do ônibus, sozinho. 

Consigo convencê-lo a se sentar comigo. Ele hesita no início, mas pelo jeito meu charme é suficiente. Minha mãe sempre falou que eu era o filho do meio charmoso. Acho que ela tinha razão. 

Conversamos por um ou dois minutos sobre por que estou indo para Mingongjae e ela para Busan. Ainda estou tentando entendê-lo, o que ele tem que não consigo identificar, mas ao mesmo tempo tento me obrigar a não me sentir atraído, porque é como se eu soubesse que ele vai confirmar que é chave de cadeia ou mentir a respeito. 

Só que ele parece ter quase a minha idade, mais novo do que eu, mas a diferença não deve ser muito grande. 

Cacete! Por que estou considerando se ele me atrai ou não? Meu pai está morrendo nesse momento, enquanto estou sentado na grama perto dele. Eu não deveria pensar em nada além do meu pai e do que vou dizer pra ele, se conseguir chegar em Mingongjae antes que ele se vá. 

— Qual o teu nome? — pergunto, deixando meu copo sobre a grama e tentando afastar a ideia da morte do meu pai para outro canto da minha mente.

Ele pensa por um minuto, provavelmente tentando decidir se deve ou não dizer a verdade. 

— Mark.

    —  O meu é Jackson. Jackson Wang. 

Ele parece um pouco tímido.

— Então, quantos anos você tem? — ele pergunta, me pegando completamente de surpresa. Talvez não seja chave de cadeia, afinal, porque garotos menores, quando querem mentir a idade, costumam evitar esse assunto a qualquer custo.

Começo a ter esperanças de que ele seja maior de idade. Sim, quero muito que ele seja... 

— Vinte e cinco anos — respondo. — E você? — De repente, não consigo respirar.

— Vinte — ele diz.

Penso na resposta dele por um momento, apertando um pouco os lábios. Ainda não sei ao certo se ele está mentindo, mas talvez, depois de passar mais tempo com ele nesta viagem que parece nos ter aproximado, vou acabar descobrindo a verdade. 

— Bom, muito prazer, Mark, 20 anos, indo pra Busan ver a irmã que acaba de ter um bebê.

Eu sorrio. Conversamos mais alguns minutos — oito, para ser mais exato — sobre qualquer coisa, e eu bagunço a cabecinha dele mais um pouco, porque aquela língua espevitada dele merece. 

Na verdade, acho que ele gosta do jeito que eu o trato. Percebo que existe uma atração. Embora seja pequena, eu sinto. E não pode ser por causa da minha aparência, na verdade — cacete, meu hálito deve estar com cheiro de bunda a essa altura, e eu nem tomei banho hoje — se foi por causa da aparência, diferente da maioria dos garotos que fica a fim de mim, ele já me dispensou. Não quis que eu me sentasse ao lado dele no ônibus. Não se intimidou ao pedir que eu abaixasse o volume da música, e todo nervosinho, ainda por cima. Ficou puto quando o acusei de ter “Bieber Fever”(eu fico puto só de pensar que sei o que essa porra significa — culpo a sociedade por isso) e tenho a sensação de que ele não teria nenhuma dificuldade em me dar um chute no saco se eu o tocasse de forma imprópria. Não que eu vá fazer isso. Sem chance. Mas é bom saber que ele é desse tipo. 

Porra, gostei desse garoto. 

Subimos no ônibus e eu volto para o meu lugar, esticando as pernas no corredor, e em seguida vejo os tênis brancos dele despontando das poltronas dele, e sorrio ao pensar que ele me achou interessante o suficiente para adotar minhas ideias. Dou uma verificada depois de uns vinte minutos e, como imaginei, ele já capotou. 

Volto a aumentar o volume e fico ouvindo música até adormecer também, e acordo na manhã seguinte bem antes dele. 

Sua cabeça aparece por cima da poltrona e eu sorrio e balanço o dedo para ele. 

O danado fica ainda mais lindo de dia.

 


Notas Finais


To paralisada com o debut do Wanna One e morrendo de dor pelo meu Daehwi não ter grande parte nem no clip e nem na música.
E sobre DAY6 é um tiro na minha cara ja to shippando o Sungjin e o Wonpil ninguem me segura, sou myday barbiezinha mesmo.
Twitter @thatstarlight42


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