História My Destiny - Markson - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias 2PM, Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Wooyoung, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Got7, Jinyoung, Markson, Mpreg, Yugbam
Visualizações 224
Palavras 1.607
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Um capítulo menor aí só pra falar boa noite. Acho que amanhã posto mais.

Capítulo 9 - 9


JACKSON POV

NÃO ACREDITO QUE ele mencionou meu pai. Não que eu esteja puto, mas fico surpreso por ele parecer realmente querer saber. Até por ele lembrar. Ele não começou a fazer perguntas sobre qual o meu trabalho para calcular quanto eu ganho, nem deu risadinha e ficou vermelho e fez cara de idiota enquanto tocava minhas tatuagens, usando-as como uma desculpa para me tocar. Broxante demais. Quer dizer, claro, é excitante quando tudo o que você quer é transar — facilita as coisas —, mas por alguma razão fiquei muito feliz por Mark não ter feito isso.

Quem é esse garoto, caramba?

E por que é que estou pensando nessas coisas?

Ele pega no sono na minha frente com a cabeça encostada na janela. Resisto ao desejo de ficar olhando para ele, notando como parece delicado e inocente, o que me deixa muito mais primitivo, mais protetor.

O tarado parece ter parado de espiá-lo quando nos viu sentar juntos na última rodoviária. Na sua visão macho alfa, ele provavelmente o vê como meu “território” agora, minha propriedade. E isso é bom, porque significa que vai deixá-lo em paz enquanto eu estiver por perto. Mas o lance é que só vamos viajar juntos até Mingongjae, e isso me deixa preocupado pra caralho. Espero que o homem tome outro ônibus antes que Mark e eu precisemos nos separar. Mais duas paradas daqui até Momoland — torço muito para Momoland ser o destino final dele, e se não for, vou ficar de olho nele o resto da viagem até Mingongjae.

Ele não vai para Busan. Eu mato o filho da puta primeiro.

Olho através da escuridão e do silêncio do ônibus. O homem está dormindo, com a cabeça encostada na poltrona do corredor. Uma mulher está sentada ao lado dele na janela, mas é velha demais para chamar a atenção desse cara. Ele gosta dos novinhos, provavelmente muito novinhos. Dá vontade de vomitar só de pensar no que ele já pode ter feito com algum outro garoto ou garota.

Apesar de o ônibus normalmente ser barulhento, com o assobio do vento contra o metal, o barulho da borracha girando sobre o asfalto, o motorzão roncando enquanto empurra a enorme carcaça pela estrada, está tudo quieto. Quase tranquilo. Tão tranquilo quanto uma viagem de ônibus pode ser.

Enfio os fones nos ouvidos e ligo a música, pondo no modo aleatório. O que vai ser? O que vai ser? Sempre deixo a primeira música determinar o clima. Tenho mais de trezentas faixas neste troço. Trezentos climas diferentes. Mas acho que meu celular é viciado, porque a primeira música quase sempre é Dust in the Wind, do Kansas, Going to California, do Zeppelin, ou alguma do Eagles.

Espero pela primeira música sem olhar o aparelho, como se fosse um jogo de adivinhação e eu não quisesse trapacear. Ah, boa escolha. Dream On, do Aerosmith.

Apoio a cabeça no encosto e fecho os olhos, sem perceber, até tê-lo feito, que meu dedo está apertando o botão para abaixar o volume. Porque não quero acordar Mark.

Abro os olhos e me viro para ele, vendo como Mark segura a mala tão apertado que deve ter consciência da bagagem mesmo no sono profundo. Me pergunto o que tem ali dentro, quem sabe alguma coisa que possa me revelar mais a respeito dele. Quem sabe alguma coisa que possa me revelar a verdade a respeito dele.

Mas não importa. Não vou mais conhecê-lo depois de Mingongjae, e ele provavelmente não vai lembrar mais nem meu nome. Mas sei que é melhor assim. Tenho bagagem demais, e mesmo como amigo não seria bom descarregá-la no colo dele. Eu não desejaria isso pra ninguém.

A voz suave e melodiosa de Steven Tyler me embala até que eu fico meio adormecido.

Menos naquela parte, quando ele dá um grito agudo, aí espero até ele soltar tudo e depois eu apago de verdade.

— Cara, fala sério — ouço uma voz dizer.

Algo está fazendo força contra meu ombro. Acordo e vejo Mark me empurrando com seus bracinhos. Na verdade é meio engraçado, aquela cara amassada dele de manhã, e por mais força que ele faça, meu corpo é pesado demais para ele conseguir me tirar do lugar.

— Foi mal — respondo, ainda tentando acordar. Me endireito, desorientado, e sinto minha nuca dura como um pedaço de pau. Eu não queria que minha cabeça fosse parar em cima do braço dele, mas não estou tão constrangido com isso quanto ele finge estar.

Bem, tenho quase certeza que ele está fingindo. Está fazendo muita força para não sorrir.

Vou ajudá-lo um pouco.

Abro um sorrisão para ele.

— Você acha isso engraçado? — ele reclama, com a boca semiaberta e o cenho franzido naquela testa lindinha.

— Sim, eu acho mesmo. — Meu sorriso aumenta e finalmente o dele também se abre suavemente em seu rosto. — Mas foi mal, desculpa. Sério. — E estou falando sério mesmo. Ele aperta um olho e me olha de lado, avaliando minha sinceridade, o que também é uma graça.

Viro a cabeça e estico os braços para me espreguiçar, e isso me faz bocejar.

— Que nojo! — ele diz, e essa palavra não me surpreende nem um pouco. — Teu bafo tá com cheiro de bunda.

Uma risada curta e volúvel acompanha minhas palavras: — Cacete, como é que você sabe qual é o cheiro de bunda, hein?

Isso cala a sua boca. Rio de novo e mexo na minha mochila, depois de jogar o celular dentro dela. Abro o meu tubo de pasta de dentes, ponho um pouco de pasta na ponta da língua, bochecho bem e depois engulo. Claro que Mark está me olhando com cara de nojo enquanto faço tudo isso, mas era o que eu queria.

O resto do ônibus parece ter acordado antes de mim. Fico surpreso por ter dormido tanto e sem acordar pelo menos três vezes para procurar outra posição confortável, que nunca encontro.

Meu relógio diz que são 9h02.

— Onde a gente tá, afinal? — pergunto, olhando pela grande janela ao lado de Mark, procurando alguma placa na estrada.

— A umas quatro horas de Momoland — ele responde. — O motorista acabou de anunciar outra parada daqui a dez minutos.

— Que bom — comento, esticando uma perna no corredor. — Preciso andar um pouco.

Tô todo duro.

Vejo que ele sorri, mas vira o rosto para a janela. Todo duro. Certo, então ele também tem mente poluída. Rio só de pensar nisso.

O lugar da próxima parada não é muito diferente das últimas, com uma série de postos de gasolina dos dois lados da estrada e duas lanchonetes. Não acredito que esse garoto realmente me fez considerar se devo comer numa delas ou não, quando normalmente eu faria isso sem pensar duas vezes. Não sei dizer se é porque quero provar a ele que sou capaz de escolher coisa melhor para comer quando tenho opção, ou porque sei que ele vai me dar bronca.

Peraí, cacete. Quem está no controle da situação aqui?

Claro que ele está. Droga.

Saímos do ônibus em fila, Mark na minha frente, e depois de contornar a frente do ônibus, ele para e se vira, cruzando os braços e me olhando, apertando os lábios.

— Bom, se você é tão esperto — digo, parecendo um moleque do primário, admito —, então vamos ver se consegue achar alguma coisa saudável pra comer, e que não tenha gosto de borracha com molho de merda, num lugar como este.

Um sorriso ergue um lado de sua boca.

— Combinado — diz, aceitando o desafio.

Entro atrás dele na gigantesca loja de conveniência, e ele vai primeiro para as geladeiras de bebidas. Como aquela mulher daquele game show (não sei qual deles porque não vejo nenhum game show, mas todo mundo conhece), Mark gesticula diante das portas de vidro da geladeira, como se estivesse me revelando o mundo dos sucos de fruta e água mineral pela primeira vez.

— Começamos com uma variedade de sucos, como você pode ver — ele anuncia, com voz de apresentadora. — Qualquer um destes é melhor do que refrigerante. Pode escolher.

— Detesto suco.

— Deixa de ser criança. Tem um monte pra escolher. Com certeza deve ter algum que você aguenta tomar.

Ele recua dois passos para que eu veja as dezenas de garrafas de água mineral com sabor na porta seguinte.

— E também tem água — ele sugere —, mas não imagino alguém como você tomando uma água mineral chique.

— Não, é babaca demais. — Na verdade, não tenho problema nenhum com água mineral, mas estou gostando desse joguinho.

Ele sorri, mas tenta se manter sério.

Franzo o nariz para ele e aperto os lábios enquanto meu olhar vai e vem entre ele e a geladeira de sucos.

Suspiro profundamente e me aproximo, correndo os olhos pelas várias marcas e sabores e misturas de frutas, e fico pensando por que tantos sabores têm morango ou kiwi, ou morango e kiwi. Detesto os dois.

Finalmente, abro a porta de vidro e me contento com o bom e velho suco de laranja.

Elae torce um pouco o nariz.

— Que foi? — pergunto, ainda segurando a porta aberta.

— Suco de laranja não é tão bom pra acompanhar comida.

Eu bufo e fico olhando para ele sem piscar.

— Quando escolho alguma coisa, você diz que não serve. — Quero rir, mas estou tentando fazê-lo se sentir culpado.

E acho que está funcionando.

Ele franze a testa.

— Bom, é que... bom, isso aí é mais uma dose de vitamina C pra viagem, na verdade. Só vai te deixar com mais sede.

Ele parece mesmo preocupado por ter me ofendido, e isso me afeta da forma mais estranha. Eu sorrio só para vê-lo sorrir de novo.

Ele abre um sorriso diabólico.

Ah, ele é bom...


Notas Finais


Só queria divulgar o Rap Nacional aqui. É muito bom gente. Vamo apoiar.
TRIZ - Elevação Mental : https://www.youtube.com/watch?v=npGrq2lFmls


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