História My Drawing - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Kookmin, Romance, Sope, Taejin, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 58
Palavras 5.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie bolinhos! Quatro mil e tanto de palavras, quase cinco mil, se chama inspiração, quando eu fico inspirada é uma bênção. Não tenho muito o que falar e também não vou enrolar vocês aqui.
Tenham uma boa leitura!

Capítulo 7 - Seventh


De modo algum Seokjin esperava acordar abraçado ao corpo suavemente menor do que o dele, no caso ele estava abraçado ao corpo frágil de Taehyung porém era um abraço esquisito pelas semi cambalhotas que deu na cama quando dormia, e não esperava que o desenho-humano estivesse tão preso ao seu corpo pelos próprios braços rodeando fortemente a cintura do ilustrador. A luz clara matinal passava entre as cortinas, pelos cálculos do rosado eram mais de onze horas pelo fato de estar quente.

Assim que moveu seu corpo para o lado sentiu-se puxado para trás, o pequeno desenho ainda o prendia e por incrível que pareça o castanho tinha uma força inacreditável, talvez mas só talvez seja o fato dele ser um desenho e não algo humano por natureza mesmo que aparente um. Contou até dez lentamente, paciência sempre foi e eternamente será o seu forte. Precisava urgentemente fazer Taehyung soltar seu corpo para que pudesse ir ao banheiro. O toque inocente, sem aparentemente nenhuma malicia segurava o Kim mais velho para si sem dar sinais que passou pela sua cabeça soltá-lo.

 

— Vamos TaeTae... Me solte. — o rosado murmurou baixinho. Tinha que admitir, no fundo queria ficar deitado o dia todo ao lado de sua criação.

 

Porém querer não é poder.

Tinha tanta coisa para fazer, desde a chegada dos pais em Seul foi puxar o gatilho de uma arma de fogo, agora era apenas deixar que a bala saísse e atingisse quem tivesse que ser. Claro que Seokjin sabia que deixou o desenho-humano no fundo incomodado, o mais novo queria se sentir humano, porém, infelizmente, não é assim que as coisas funcionam. Em meio a pensamentos Kim Seokjin teve uma única brilhante idéia.

Deixar Taehyung na casa de Jimin.

É perfeito, não precisaria esconder o bronzeado e nem correr o risco de ser descoberto pelos seus pais — não que descoberto seja a palavra adequada para esse tipo de situação —, logo ouviu um barulho alto e ensurdecedor vindo de um aparelho que por dois segundos Seokjin achou vir de algo do inferno, mas se arrependendo em seguida, depois de, claro, descobrir que é nada mais nada menos que seu filhinho ou também conhecido como celular.

Era sua mãe, ela falava alto, quase gritava, o rosado sabia que isso era a mais pura empolgação da mais velha, a senhorita Kim é uma mulher rica e controladora, não muito diferente de seu filho que tem uma condição favorável para si porém não é rico como seus amados pais. Apenas concordou com tudo o que a loira disse do outro lado da linha, um dos pedidos da mais velha era ver o amado amigo de Seokjin, o pequenino Jimin.

Jin mordeu as unhas curtinhas numa tentativa de descontar o bando de pensamentos que inundavam sua mente a cada segundo, pois agora cada milésimo contava para que escondesse seu protegido e não manchasse sua vida. Rapidamente discou o número do Park, o rosado estava desesperado.

 

Hm?

— Graças aos céus! Park, minha omma irá querer te ver, provavelmente os dois virão aqui em breve, só não faço ideia de como e quando. Pelo amor, onde eu escondo o desenho?

O quê? Hyung tenha calma. — ouviu um leve bocejo alheio. — Por que diabos você me acordou agora?

— Jimin cala a boca! Só me responde. — Seokjin passou a mão pelos cabelos cor-de-rosa se livrando do aperto do desenho-humano. Andava de um lado para o outro, quando necessário falando alto, claramente desesperado.

Só esconde o Taehyung. Deixa ele aqui comigo, pronto.

— Anta. Você acha que eu já não pensei nisso? Mas a omma quer te ver, que ódio. — bufou. O Park não sabia se ria da situação ou se ajudava o amigo, porém preferiu a segunda opção por amar a vida. — Não tem como escondê-lo na minha casa, nem deixá-lo na sua sozinho, vai que ele atende a porta e é um estranho e assaltar ele, sequestrar, fazer algo ruim! Não mesmo, não vou deixar ele sozinho.

Deixamos com o Hobi então.

— Daí piora a situação, Hoseok só sabe conversar com o tal do amigo virtual dele, Yoon alguma coisa.

Yoongi.

— Isso! Enfim ele não vai ficar tomando conta do Tae, tem coisas melhores para fazer.

Mas o Yoongi é um partidão mesmo, Hobi tem mesmo que aproveitar.

— Acho que você perdeu o juízo na faculdade. — riram.

Então, que tal deixarmos ele com o Kookie.

— Seu macho? Esse pirralho que você namora?

Não namoramos, ainda. — o rosado podia estar imaginando coisas mas podia ver claramente Jimin sorrindo ladino por ter dito isso. — Igual você e o-

— Nem completa.

Sabe a impressão que eu tenho? — o baixinho começou esperando o mais velho murmurar algo tão baixo que nenhum dos dois sabe a palavra certa, mas era um sinal para que ele prosseguisse. — Que sua omma vai acabar arrumando uma noiva para você. E nem quero imaginar como o Taehyung vai ficar.

 

O tom de voz do Park estava sério, as pernas de Seokjin vacilaram quase permitindo que seu corpo fosse de encontro ao chão, essa situação é indescritível só que o Kim tinha uma certeza, ele não estava gostando de sentir isso.

 

— C-Como o Taehyung ficaria?

Olha eu não sei. Espero que ele não fique mal, se ele ficar juro que te dou um soco bem dado no meio da sua face linda.

— Isso não soou como uma ameaça.

Não era para ser uma ameaça. — o baixinho riu alto, Seokjin teve que desencostar o telefone da orelha por alguns segundos. — É uma espécie de aviso.

— Bom saber. Mas voltando ao assunto inicial, onde esconderemos o desenho-humano?

Dentro do armário não adiantaria, você não tem porão, claro, apartamento. Eu não posso. Hoseok, não. Jungkook, não. — Jimin parou para pensar. — E se deixássemos com o Yoongi?

— Ficou maluco? Nunca o vi na vida, não deixaria o Taehyung com ele.

Certo, certo. Não sei mais de nada. Que tal apresentá-lo para sua omma? Aí fingimos fazer uma festa do pijama e por isso ele dormiria aqui e tal.

— Seria uma boa ideia, mas sabe como ela é, vai perguntar de tudo pro Tae e ele não vai saber responder.

Ele mente, ué.

— Não! Eu não deixo.

Kim, você está ficando maluco com esse menino. — Jimin bocejou saindo de sua belíssima cama. — Sério, deixa pra lá, eu gostaria de dormir mais um pouquinho, cheguei tarde ontem. Só me diz, eles já chegaram aqui na capital?

— Sim, Park. Eles já pisaram em Seul. Estão aqui agora. Não na minha casa é óbvio pois senão nem tinha te ligado. — Seokjin disse pausadamente, o baixinho cuspiu a água que mal tinha colocado em sua boca, estavam completamente ferrados.

Aí meu santo Deus! Estamos perdendo tempo! Acorda o TaeTae agora, temos que ensiná-lo a mentir. — a ligação foi encerrada.

 

Seokjin nem precisou encostar nele para acordá-lo, quando finalmente olhou para a cama, Taehyung não estava ali dormindo. Um arrepio percorreu pelo rosado, estava falando realmente alto, e o desenho-humano não tem um sono tão pesado, o mais velho chegou a conclusão de que o castanho poderia estar pensando alguma coisa errada — afinal, tudo é possível com o castanho —, o ilustrador suspirou pesado nem esperando mais para correr atrás do menor.

E claro, não demorou para encontrar. O apartamento que cheira a lavanda não é tão grande e nem é tão fácil de se esconder ali pela posição dos moveis.

 

— Tae? — sentou-se no chão fitando o castanho abraçado a suas pernas e com o rosto soterrado por si próprio. — Taehyung, o que houve com você? Falei algo errado.

 

Fungou. O desenho-humano fungou.

Imediatamente o coração de Seokjin ficou apertado, de uma maneira dolorida, nada piedosa.

 

— Tae.. — o rosado tentou tocar no ombro do naturalmente bronzeado porém o mesmo o impediu segurando a mão alva do seu ilustrador.

— Pra quem você vai me vender?

 

Um soco. Um soco doeria incrivelmente menos do que ouvir a voz de Taehyung que já é naturalmente grossa e levemente rouca porém agora mais alta, tinham rastros de lágrimas nas bochechas do desenho-humano e de seus olhos nenhuma emoção foi deixada passar.

Seokjin não podia saber o que se passava na mente de seu pequeno desenho.

Não tão frágil como sempre julgou ser.

 

— Eu não vou te vend-

— Não minta para mim. — o castanho o cortou. — Por favor hyung, não minta pra mim. Eu não quero que me machuque assim.

 

A pose forte de Tae não durou o suficiente, os olhos de surpresa do mais velho fizeram o menor se derreter assim que os encarou.

Kim Seokjin realmente tem olhos bonitos.

 

— Não quero te machucar. Eu não vou te vender, está prestando atenção? — os dedos do rosado tocaram suavemente pela bochecha do mais novo. — Eu não estou mentindo para você. Acredite em mim.

— Então me conte, o que está escondendo? Eu sou seu confidente, se lembra? Não falarei nada a ninguém.

— Meus pais, já estão em solo coreano. — Seokjin soltou um longo suspiro. — Você sabe muito bem que eles não poderiam te ver, pensei em te deixar com o Jimin mas não daria certo, nem com o Hoseok. Então, iremos te apresentar para os meus pais.

— O quê? V-Você vai me apresentar? Mas-

— Relaxa. — afagou os cabelos de Tae, que eram quase da cor do mel. — Você só vai precisar mentir.

— Mentir? Sobre?

— Sua vida. Você não tem uma, então criarei uma para você. — Seokjin mordeu o lábio inferior pensativo. — Você nasceu em Daegu, tem vinte anos, filho único, morava com a avó pois sua omma e seu appa trabalham muito. Esses respingos de tinta são uma tatuagem. Somos amigos. Você veio para cá para entrar numa faculdade, será escritor.

— Só preciso dizer isso?

— Só se ela perguntar, se não souber responder chame a minha atenção que invento algo a mais.

— Mentir é errado. Mas se for para ajudar o hyung, eu topo.

 

As bochechas de Seokjin arderam e de brinde para piorar tudo o seu coração estava acelerado, ele assemelhava isso a uma bomba relógio, sentia que seu coração iria explodir e não era exagero o suficiente, com algumas batidas insistentes na porta ficou ainda mais desesperado, assim que o desenho-humano percebeu tal nervosismo do mais velho tratou de pegar a mão de seu hyung e entrelaçar os dedos. Com o ato simples, Jin se assustou porém não tirou a sua mão do calor da mão do outro, se completavam, parecia que o desenho-humano era seu oposto e que completaria a si, as mãos do rosado são levemente geladas mas assim que as mãos quentinhas de Taehyung encontraram as suas, houve uma troca de calor e os dois saíram ganhando. Foi mágico, mais para o rosado do que para o bronzeado.

 

— Não vou falar para ninguém. — o castanho garantiu, porém Seokjin não precisava dessa garantia, ele queria gritar para todos os velhos rabugentos dos seus vizinhos que ele pegou na mão de um garoto e que isso é muito bom.

— Eu confio em você.

— Obrigado.

— Pelo quê?

— Por ser o melhor hyung do mundo. Eu amo você.

— Amar é algo tão... Forte, TaeTae. Não é por qualquer pessoa que sentimos isso.

— Você não é qualquer pessoa.

— Não contará a ninguém? — o desenho-humano assentiu. O rosado se aproximou de sua orelha pondo-se a sussurrar. — Eu também amo você, mais do que posso suportar.

 

Sorriram. Não um sorriso comum, esse sorriso grande e com uma pitada de romance clichê que assistiram diversas vezes, só os dois tinham acesso a tal ato privilegiado. Afinal, no fundo sabiam que nesse um mês e uns quebrados, esse eu te amo tão simples a olhos alheios foi mais verdadeiro do que ambos podiam realmente imaginar que um dia aconteceria com eles.

Mais batidas na porta, o aperto entre as duas mãos se tornou mais forte porém infelizmente logo o contato foi quebrado para que Jin atendesse a porta, suas mãos tremiam de nervoso, e se seus pais escutassem sua confissão? E se o seu pai se descontrolasse e ferisse Taehyung sem que ele pudesse impedir? E se ele perdesse todo o amor que seus pais sentiram por si?

O rosado tentou afastar essas perguntas que rondavam sua cabeça e o deixavam cada vez mais nervoso, não tinha Tae para acalmá-lo agora já que o menor estava atrás dele torcendo para que a coragem brotasse no peito do mais velho já que seus mãos não poderiam se tocar.

Abriu a porta rapidamente, de uma vez, agradeceu mentalmente por ser apenas o baixinho do seu melhor amigo enchendo-lhe o saco porém sua reação foi totalmente ao contrário.

 

— Eu não acredito! Você quase me matou de susto, Park. — o de cabelos tingidos de cor-de-rosa disse o sobrenome do melhor amigo com uma careta de alivio para si mas para quem visse seria de ódio puro.

— Pelo que ouvi, você devia agradecer por ser eu.

— O que você ouviu? — o castanho interferiu.

— Vocês se declarando.

Shiuu. — Seokjin rapidamente tampou a boca do baixo.

 

Jimin tentou escapar dos braços ágeis de Seokjin que tampavam sua boca, pensou em mordê-la mas muito provavelmente o rosado iria o esmurrar mesmo que fosse contra violência física, a única coisa que pensou e fez foi lamber a palma da mão do mais alto, surtiu efeito imediato, o Kim mais velho soltou o pequenino na hora. Assim que o acinzentado olhou para Tae, viu sua tentativa de não rir, o castanho tombou a cabeça para o lado logo encarando a expressão de Seokjn, foi o suficiente para que sua risada gostosa que estava presa em sua garganta desse olá para o mundo.

 

— Por Deus, Park! Você lambeu minha mão!

— Desculpe, Kim, mas você estava me prendendo. — o acinzentado tornou a dizer, ele fixou os olhos nos lábios finos do desenho-humano para tentar mesmo que minimamente ver se rolou algo a mais. — O Tae disse que te ama... Depois da sua pergunta, o que aconteceu?

— Não é da sua conta, Park. Tente novamente mais tarde. — o rosado disse numa posição de defesa mesmo sabendo que o baixinho não o morderia por isso.

— Certo, certo. Não é da minha conta, certo. — Jimin se jogou no sofá. — Já que não quer me contar, vamos logo ensinar o TaeTae a mentir.

— Tem certeza que não está mais interessado? — o mais velho perguntou trancando a porta do apartamento. Logo se permitiu sentar civilizadamente ao lado do Park.

— Tenho. Por agora tenho, já mais tarde eu não garanto. — Jimin deu uma piscadela. — Vamos cuidar da segurança do nosso nenê.

— Que nenê? Taehyung é um homão. — riram alto enquanto o mencionado na conversa maliciosa dos dois apenas piscou os olhos rapidamente tentando entender, porém sem sucesso.

— Certo, certo. — o baixo riu tanto que em seus olhos pequenos se formavam gotículas. Fungou ainda rindo enxugando-as com a manga do casaco fino. — Temos que concordar.

— O quê?

— Nada Taehyung. — o rosado sorriu meigo. — Sente-se.

 

Quando o desenho humano ousou tentar fazer o que o seu “dono” mandou foi interrompido com uma tosse forçada onde a mesma atraiu sua atenção fazendo-o parar.

 

— Sente-se, aqui. — o que mandou antes ele se sentar apontou para sua coxa direita.

— Que mudança de comportamento repentina, ele vai se assustar.

— Acho que não vai. — Seokjin sorriu ladino. — Quer sentar no meu colo?

— Quero.

— Então por que não vem?

— O Minnie está aqui, hyung. — comentou baixo fazendo o Park rir.

— Ele não tem importância. Só podemos fazer isso agora, meus pais logo virão e temos que nos comportar direitinho. Entendeu?

— Por que está agindo assim hyung?

— Porque eu gosto de agir assim com você. — o Kim mais velho admitiu, automaticamente Jimin ficou boquiaberto.

 

Tae obedeceu, sentou-se na coxa direita de seu hyung, é farta e macia porém também é forte e não o deixaria cair, mesmo assim apertou Seokjin em um abraço, queria ficar naquilo o tempo todo, queria que os pais de seu hyung sumissem para todo o sempre, porém, não é assim que as coisas funcionam. Taehyung sabia que não poderia ter o que quer.

 

— Que tipo de macumba você jogou no Kim? — o baixinho ainda incrédulo olhou os dois, estavam abraçados, Taehyung estava sentado sobre a coxa de Seokjin, o rosto do desenho-humano estava meio escondido na curva do pescoço do mais alto. Eles ainda tem a cara de pau e a audácia de dizer que não estava acontecendo nada.

— Não utilizei macumba.

 

O castanho inalou o cheiro adocicado natural que o ilustrador tem, não sabia se era a fragrância do sabonete de ervas ou se era a junção do sabonete com o cheiro da pele do mais velho, só sabia que aquilo é divino.

 

— Seokjin morreu e foi substituído?

— Pare de falar merda! — o rosado reclamou. — Enfim, escute o que planejei.

 

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Todos prontos, sabe aqueles bonecos que geralmente as meninas fazem de namorados para suas bonecas numa casinha, era isso o que os três arrumadíssimos estavam parecendo. Arrumaram a casa impecavelmente, e fizeram o mesmo consigo, acredite se quiser o Park convenceu que o desenho catasse suas cuecas que deixava espalhadas por todo canto da casa, não conseguia ter pensamentos puros com isso por mais que o rosado defendesse sua criação por ser bagunceiro. Era algo que Hoseok tinha previsto, e estava acontecendo.

Jung Hoseok, o novo vidente de Seul. Orgulho da nação coreana.

Era só nisso que Jimin conseguia pensar, afinal, não era possível um grande cupido desses, nesse nível não receber um prêmio do ano. E o prêmio seria, claro, o Min.

 

— Hyung, estou com fome.

— Ah, não. — o rosado ajeitou sua camisa social. — Vai demorar, pequeno. A cozinheira da casa deles veio para cá, não sei pronunciar o nome dela mas ela que fará a comida hoje.

— Eu quero comer da sua comida.

— Eu te mimei demais. — Seokjin suspirou indo em direção ao castanho, assim que firmou um de seus joelhos no chão permanecendo meio agachado, arrumou os fios rebeldes de sua criação logo depois passando o polegar pelo rosto delicado. — Vamos fazer um trato, você come hoje da comida da moça e depois eu farei Kimchi para você.

— Vai fazer mesmo?

— Vou.

 

Menos um problema, se Taehyung verdadeiramente se comportasse e comesse direito, agradaria aos pais dele e além disso ganharia Kimchi que é algo que nunca chegou a comer, resultado os dois sairão ganhando. Significa que é mais um ponto para Seokjin.

Não demorou mais do que meia hora para que os pais do rosado chegassem na portaria, o interfone chegou e um Park intruso atendeu o interfone deixando-os entrar, o nervosismo consumiu os dois pois do baixinho estava relaxado enquanto a isso, teria certeza que Tae mentiria como eles ensinaram, já o mais velho não tinha tanta.

Como o esperado foi um choque nos pais do Kim mais velho ao ver o cabelo cor-de-rosa do filho porém isso não demorou para passar pois assim que se acostumaram a ver seu filho nesse novo visual fixaram-se em outra coisa. E era o tal garoto que estava na sala parado olhando para os quatro, o desenho-humano quase congelou, estava com medo de que descobrissem que ele mentia, e que de alguma forma por mais idiota que seja, que eles lessem a mente dele e descobrissem o que ele e Seokjin tinham — que óbvio não era chamada de namoro —, é algo só deles que não tem nome. Algo que deveria ser deixado em baixo do tapete.

 

— Quem é esse meu filho? — a loira perguntou.

— Ah, esse é Taehyung. Kim Taehyung. Um amigo meu. — coçou a nuca, tinha certeza que não estava convincente o suficiente.

— E como se conheceram? — o Sr. Kim arqueou a sobrancelha em desconfiança as palavras do filho.

— Na internet, senhor. — o castanho deu alguns passos largos até os pais de seu ilustrador. — Éramos amigos apenas virtualmente até que vim de Daegu para cá. Aqui as faculdades são melhores, e tudo mais.

— Resolvi apresentá-los para ver se gostam dele. O que acham?

— Ele é educado. — comentou o moreno visualizando completamente a casa, qualquer rastro de que o filho seja o que ele mais despreza não foi encontrado. — Quer fazer faculdade de quê?

— Eu... — o castanho cutucou Jin com o cotovelo.

— Ele quer ser escritor appa.

— Perguntei a ele. Mas que seja, boa escolha garoto.

— Querido! Nosso filho só queria ajudar, pegue mais leve. — ela sorriu meiga pegando em uma das mãos do desenho-humano. — Você é muito bonitinho, deve ser uma ótima companhia para o meu filho, fico grata que seja amigo dele, não é fácil para o Jinnie arrumar amigos.

 

Taehyung riu baixo acariciando a mão da loira.

 

— Não há de quê senhora Kim, é um prazer que seu filho permita que eu seja amigo dele. Eu que agradeço.

— Ah, que gentil! Para quê tanta formalidade? Apenas Minhee por favor!

 

Jimin e o mais alto estavam boquiabertos, o castanho realmente aprende rápido, o surpreendente é que ele conseguiu dobrar até o Sr. Kim que também estava se encantando com o desenho-humano. Não teve brechas por parte do Kim mais novo durante o jantar, conseguiu controlar a farsa incrivelmente bem, Seokjin até pensou em colocá-lo em uma faculdade de artes cênicas mas precisaria do macho do Park já que o pirralho além de gamer é um hacker, ou seja, no dicionário mental do rosado, um desocupado porém útil.

A cozinheira do casarão em que seus pais vivem em Washington é realmente boa na cozinha, uma americana de nome Mary, onde Seokjin nunca aprendia a chamá-la. O desenho-humano não gostou tanto da comida por ser apimentada, não reclamou pois pensava na bela refeição que o seu ilustrador faria para ele depois.

O Park para disfarçar o fato de que Taehyung dormiria ali, se auto-convidou para dormir no apartamento e logo convidou o castanho. Minhee aceitou bem o fato do filho ficar com os amigos sobre o mesmo teto porém Sr. Kim ficou de cara amarrada. Sra. Kim ou Minhee como preferirem, é um tanto mais nova que o seu marido, umas duas décadas, conservada, loira e simpática, ou seja, completamente ao contrário do homem em que divide sua vida. Taehyung ficou extremamente sentido quando ela lhe assegurou novamente que ele era uma ótima companhia mas ninguém roubava a atenção que ela dava ao baixinho pois era uma espécie de agradecimento pelos tantos anos que Jimin compartilhava sua paciência com o filho que não é e nunca foi fácil de lidar.

Tae achou errado de sua parte mas não pôde evitar de pensar em como seria sua vida se contassem um dia aos Kim’s que ele era o motivo dos suspiros de impaciência do filho para que isso acabasse e o trio ficasse a sós novamente. Não era um privilegio ter um olhar de proteção do rosado sobre si porém sentia a proteção que era dada a ele sobre os olhares ameaçadores do pai de seu amado.

Kim Seokjin nem prestava atenção em sua mãe contando histórias vergonhosas dele.

 

— Uma vez, Jinnie se machucou de bicicleta, dizia que perderia a perna se eu não o levasse para o hospital rápido. Ele não parava de berrar! — riram entre si distribuindo olhares. — O corte foi grande mas não foi fundo.

— O que é drama perto de Kim Seokjin. — o Park comentou arrancando gargalhadas dos pais do mencionado.

— Você é uma grande contadora de histórias Sra. Ki-... Minhee. — o castanho afirmou recebendo um sorriso largo dela.

— Bom, está tarde. — Minhee olhou para seu relógio de pulso. Abriu a bolsa preta chiquérrima logo deixando duas fotos em cima da mesa, eram meio envelhecidas mas o rosto do menino que estava nelas é impossível de não reconhecer. — Sempre carrego uma foto do Jinnie na bolsa, dessa vez carreguei duas pois iria dar uma a Jimin, porém, como conheci você vou dar a você e ao Jimin.

— Ah, que graça! — o acinzentado comentou pegando uma delas, na verdade isso queria dizer “Vai render muita piadinha de mau gosto, obrigado.”.

— Eu gostei! — o desenho-humano pegou a foto guardando-a no bolso de sua calça, sua intuição diz a si que logo o Kim mais velho tentará pegar a mesma.

 

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O que você olha tanto? — o mais velho perguntou se deitando ao lado de sua criação.

 

O castanho logo tentou esconder no bolso de sua calça novamente, não devia ter tirado-a do bolso enquanto Seokjin tomava banho, internamente o castanho se condenava.

 

— Anda TaeTae! Quero ver também.

— Esse é meu papel! Eu que faço manha aqui! — o mais novo reclamou.

— Então eu devia fazer você ser manhoso? — o desenho-humano assentiu, porém, se arrependeu disso. — Certo então.

 

Seokjin ficou por cima do castanho e logo pôs a mão em seu bolso roubando a pequena fotografia, Tae arfou quando ele retirou a mão do local. Não pôde deixar de notar o projeto de sorriso que surgiu nos lábios bem desenhados do rosado, parecia uma obra de arte. Tirando a posição constrangedora que faz o mais novo se encolher, não com tanto sucesso por Jin estar por cima de si, teve um selar na bochecha de presente.

 

— Estava escondendo uma fotografia de mim ainda criança? — sorriu bobo ainda evitando olhar nos olhos do desenho-humano. — É tão fofo.

— Hyung... Pode se deitar ao meu lado? Quero te abraçar..

— Posso.

 

E assim o mais velho fez, se deitou ao lado de sua criação, os braços de Taehyung rodearam sua cintura e de brinde o rosto dele foi escondido na curva do pescoço do desenhista, a respiração do desenho-humano batia no ombro de Seokijn enquanto a do mais alto por centímetros batia no pescoço de Tae. Entrelaçaram as pernas. Uma cena bonita, num começo de madrugada, dois garotos abraçados, corações a mil, clichês, e mãos bobas por parte do rosado.

 

— Hyung..

— Hm?

— Ainda vai fazer Kimchi pra mim?

— Vou. — começou a acariciar os cabelos cor de mel de seu protegido. — Você foi muito bem hoje, estou orgulhoso e impressionado.

— Eu estava te protegendo, claro que eu tinha que ir bem Jinnie.

— Você é muito gay! — riu baixo sendo acompanhado pelo desenho-humano. — E eu gosto disso.

— Então quer dizer que você é gay também?

— Não sei. Mas se for, é segredo.

— Hyung. — o castanho ficou tenso, Seokjin logo percebeu pelo corpo um tanto enrijecido do outro. — O que eles fariam se descobrissem? Eu não contei nada mas... E se acontecesse deles descobrirem sem ser por mim.

— Não fique preocupado. — o mais velho suspirou contra o pescoço do menor. — Comigo eles não fariam nada. Por isso minha preocupação é você.

— Eles fariam algo comigo?

— É bem capaz que façam. — Taehyung estremeceu. — Mas eu vou te proteger, te prometo.

— Você quer mergulhar de cabeça nisso?

— Pelo que parece sim. Sabe, os pais do Park também são rígidos e tradicionais, porém, ele está mergulhando nesse sentimento por um garoto. Hoseok não tem tantas limitações mas esse garoto que ele está se envolvendo tem. Percebe? Eles estão arriscando tudo para serem felizes, só eu que estou sendo orgulhoso, não quero que isso aconteça com nós.

— Existe nós agora? — o desenho-humano sorriu ao Seokjin acenar positivamente à sua pergunta. — Aí meu Deus, Jinnie!

— Gostou?

— Mais do que tudo!

— Vamos com calma quanto a isso, até sentirmos confiantes. — sorriu leve vendo Tae assentir várias vezes. — Segredo, hein.

— Segredo.

 

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Levanta daí! — jogou uma almofada no Park adormecido em seu sofá. Por incrível que pareça ele coube ali direitinho sem precisar se encolher.

— Só mais cinco minutinhos.

— Anda Park! — bufou sacudindo o melhor amigo, no fundo sabia que seria difícil despertá-lo mas ainda tinha a sua carta na manga, sua última jogada pois senão seria a base de balde de água. — Jeon Jungkook mandou mensagem! Parece que é urgente!

— Puta que pariu! O que ele disse? Nós descobriram!?

— Descobriram o quê mesmo Park? — cruzou os braços ao ver o pequeno pular do sofá num piscar de olhos. Logo Jimin percebeu que era apenas um trote.

— Filho da mãe. Eu te odeio.

— Também te adoro. Mas não te acordei pra isso.

— Me acordou pra quê?

— Pra me ajudar a fazer Kimchi. — logo o baixinho arrumou seu cabelo na frente do espelho esperando mais uma explicação que lhe convencesse. — Você vai comer também, anda.

 

Não botaram musica para tocar por opção do mais velho, não queria acordar Taehyung, assim Seokjin lavava picava todos os alimentos que seriam necessários enquanto Jimin jogava e misturava tudo na frigideira. Quando ficou pronto, o Park foi o primeiro a montar seu próprio prato, o rosado sabia que o baixinho era louco por Kimchi, então era de se esperar que ele nem esperasse que montasse o prato de Taehyung e nem o seu.

Logo montou a mesa, proibiu o acinzentado de comer sem eles e isso teve o resultado de um bico de insatisfação. Jin caminhou devagar até o quarto do desenho-humano podendo o ver adormecido, seus lábios tinham um pequeno sorriso de lado — quase imperceptível —, o rosado ficou com pena de acordá-lo porém ver a reação dele ao provar uma refeição nova parece ser muito mais interessante.

 

— Tae... — se ajoelhou ao lado da cama, sem que percebesse de imediato já estava mexendo nos cabelos cor de mel do outro. — Quer comer Kimchi?

 

Ouviu o ronronar baixo de sua criação assim percebendo que acariciava os fios do outro, sorriu ladino, não pararia, afinal, é segredo deles esse tratamento especial. Se inclinou um tanto para sussurrar na orelha do outro que ainda estava sonolento.

 

— Não vou chamar mais uma vez, pequeno. Vamos comer. — assim finalmente Taehyung deu sinais de que acordaria, foram graciosos e suaves, tanto que o coração do desenhista quase falhou, ele podia jurar que iria parar.

— Eu estou com sono hyung.

— Eu sei. Mas não quero comer Kimchi sem você.

 

Dessa vez foi a vez do coração do castanho começar a falhar.

 

— Se continuar carinhoso desse jeito, eu vou ter um ataque. Sou cardíaco. — o mais velho coçou a nuca envergonhado depois da confissão do desenho-humano.

— O Park vai nos matar se não irmos logo.


Notas Finais


Então né, acabou :"). Eu mudei o formato de quebra de tempo, o que acharam? Vou tentar melhorar o possível paraa leitura ficar mais agradável, prometo! Agora vou deixar vocês. Até o próximo!
Beijinhos açucarados!

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*.Outras fanfics:
Damn Secrets: https://spiritfanfics.com/historia/damn-secrets-9543678
Trust Me: https://spiritfanfics.com/historia/trust-me-7228806
Vejo vocês por lá!


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