História My Favorite Hybrid - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Fluffy, Gay, Gays, Híbrido, Homossexuais, Homossexualidade, Hybrid, Idols, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, K-idols, Kook!hybrid, Kookmin, K-pop, Lemon, Namjin, Neko, Otp, Rap Monster, Romance, Seme, Sexo, Suga, Twoshot, Uke, V-hope, Yaoi
Visualizações 2.415
Palavras 12.236
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Annyeonghaseyo gatinhos e gatinhas! Aqui é a Caty! ^^

Não sei se vocês ainda se lembram de mim, mas provavelmente não...
Sim, eu sei que fazem séculos desde que postei o primeiro capítulo e que este atraso monumental não merece ser perdoado, mas de qualquer forma tenho as minhas justificativas - mesmo estas não sendo plausíveis, talvez.
Eu passei por momentos delicados nos últimos meses, e continuo passando. Tenho me sentido muito mal com várias coisas relacionadas à minha vida e a mim mesma, o que fez com que a minha baixa auto-estima piorasse drasticamente. Não vou entrar em detalhes porque isso não é conveniente, mas apenas saibam que escrever estava sendo deveras difícil 'pra mim.
Eu, aos poucos, consegui me reerguer e concluir essa 2shot da qual nunca pensei em desistir, mesmo com tudo que tenho sentido. Muitos amigos meus, tanto aqui do SS quanto em Off, me ajudaram muito com conselhos que me fizeram refletir e retomar o ânimo para fazer isso que tanto amo: escrever.
Agradeço pela paciência de vocês e por não terem desistido da fanfic, muito obrigada! <333
Bem, sem mais delongas - até porque já demorou demais! - vamos ao capítulo. Quiçá esses 12K de palavras possam recompensar a demora.

~ Agradecimentos e dedicatórias nas Notas Finais ~

Espero que gostem!
Boa leitura!
>^.^<

Capítulo 2 - 0.2 Sly Bunny.


《 •°•° ¤ Storyteller's view ¤ °•°• 》

 

 

Jimin arrependia-se profundamente por, em algum momento que lhe parecia distante demais para ser relembrado, ter se perguntado sobre o que ocorreria quando o seu último fio se rompesse, em parte porque normalmente as pessoas sempre encontram as respostas para aquilo perguntam, nem que a vida tenha que se encarregar disso por elas.

Park não sabia dizer ao certo o que se passava em seu interior; eram tantas as sensações que o seu coelhinho lhe causava, tantas dores, tantas alegrias, mas tudo igualmente bom, pois se tratava de Jungkook, e isso sempre seria um ponto positivo ao qual ele agradeceria, mesmo que estivesse completamente derrotado – como se encontrava naquele momento.

Largado sobre o sofá de couro marrom, Jimin tentava concentrar-se em algo que tranquilizasse os seus batimentos e fizesse tudo parar de rodar, porém, como sempre, Jungkook era o único capaz de ocupar cem por cento de seus pensamentos sem sequer se esforçar, e isso o frustrava.

Ouviu passos apressados no corredor e logo um ser sorridente adentrou a sala como um furacão. Parado em meio ao cômodo, Kim Taehyung o encarava com os olhinhos brilhando em seu tom amendoado e doce, enquanto o seu típico sorriso quadrado moldava os lábios fartos.

O pequeno Neko trajava uma calça de moletom azul marinho e uma camiseta branca estampada larga demais para ele, o que levou Jimin a concluir que a peça pertencia a Hoseok – nunca compreendeu o gosto que Tae tinha por usar as roupas do amigo, mas o Jung dizia não se importar e até mesmo gostar de ver o seu gatinho usando suas roupas. A longa cauda amarronzada e felpuda agitava-se de um lado para o outro, animada, enquanto as suas belas orelhas felinas e castanhas como suas madeixas lisas estavam em riste.

Jiminnie hyung! – Exclamou com sua vozinha estridente – Senti saudades!

Antes que Jimin pudesse formular uma resposta, Taehyung correu até si e simplesmente jogou-se sobre o seu corpo num abraço apertado.

Tae era um gatinho muito afetivo, Jimin sabia. Estava sempre em busca de um pouco de carinho e mimo; seu jeitinho manhoso e simpático era capaz de conquistar até mesmo o ser mais gélido que existisse. Sentimental e apegado, adorava demostrar o seu amor pelas pessoas próximas a si de todas as formas possíveis na primeira oportunidade que tinha.

TaeTae era um amor de Neko.

O híbrido aconchegou-se mais ao corpo definido do Park e enterrou seu rosto na curvatura do pescoço alheio, esfregando ali o seu narizinho gelado. Jimim sentiu-se arrepiar, mas não era o mesmo tipo de arrepio que sentira enquanto tocava Jungkook: era algo simples, uma reação instintiva de seu corpo pelo contato repentino, mas com o seu coelhinho era diferente: seus hormônios se remexiam inquietos e seu coração palpitava ansioso, cada átomo de seu corpo querendo ligar-se aos de Jeon num contrato perpétuo e só deles, onde um desfrutaria o máximo do outro até que suas energias se tornasse uma só.

Jimin poderia incomodar-se com o toque íntimo do gatinho acima de si, mas conhecia o Kim muito bem e sabia que era de seu costume demostrar carinho daquela forma – não havia maldade ou segundas intenções –, por isso apenas sorriu e depositou um selar leve sobre a têmpora esquerda de Tae.

— Também senti sua falta, TaeTae. – Sorriu o Park circundando do híbrido com seus braços fortes.

Taehyung era esguio e tinha os membros mais desenvolvidos que Jungkook – em parte por ser mais velho que o seu coelhinho. Jimin, ao sentir a diferença, soltou um suspiro.

— Taehyung, não sufoque o Jiminnie! – O tom risonho de Jung Hoseok ecoou pela sala ampla.

A atenção de ambos foi direcionada ao moreno escorado à entrada do cômodo com um sorriso largo nos lábios.

— Só estou dando as boas vindas ao Jimin hyung, Hobi. – Sorriu Tae enquanto levantava-se do colo do Park e se acomodava ao seu lado no sofá.

— Faz bem, TaeTae, faz bem. O Jimin-ah está mesmo precisando de um pouco de carinho... – Hoseok sorriu maldoso para Jimin que, naquele mesmo instante, logo notou que a mente mirabolante de seu amigo planejava algo.

— Hoseok... – Advertiu com o cenho rígido – O que você...?

Mas antes que o dançarino pudesse concluir seus pensamentos, Hoseok correu em sua direção assim como Taehyung havia feito instantes antes e, sem cerimônias, se jogou em cima do mais novo. Jimin soltou um grunhido de dor ao ter o peso do Jung depositado sobre si de maneira tão abrupta, afinal Tae era leve, já Hoseok tinha o corpo mais másculo e desenvolvido, o que acarretava numa diferença significativa de peso.

Aish, hyung! V-você é pesado! – Resmungou com dificuldade. O corpo de Hoseok sobre si, lhe esmagando sem piedade, limitava a quantidade de oxigênio que seus pulmões eram capazes de absorver.

Taehyung ao seu lado apenas ria de si junto ao Jung, que se esparramou sobre o seu corpo como se Jimin fosse um macio e gostoso colchão.

— Está me chamando de gordo? – O mais velho fingiu indignação – Você é a baleia aqui, okay?

Jimin negou com a cabeça perguntando-se se – em algum lugar esquecido do universo – havia alguém mais infantil do que Jung Hoseok.

Hyung, sai de cima, por favor! – Pediu com fio de voz que lhe restara.

— Okay, eu só saio porque você me pediu com jeitinho! – Riu-se o mais velho enquanto rolava de cima de Jimin em direção a Taehyung, que deu espaço para o outro acomodar-se junto a si.

O Park respirou fundo assim que se viu livre para usufruir de todo o oxigênio que desejasse sem nada – nem ninguém – para vedá-lo.

— Da próxima vez me avise se quiser me matar! – Resmungou enquanto massageava o peitoral másculo.

— Quem? Eu? – Jung se fez de desentendido – Que nada, Jiminnie. Eu só estava lhe dando as boas vindas, assim como o TaeTae! – Sorriu cúmplice para o híbrido que se acomodara em seu colo de costas para o seu hyung.

Taehyung adorava o colo de Hoseok, em parte porque este nunca lhe negava carinho, mas, principalmente, porque algo no mais velho o atraía, gostava mais de permanecer ao lado do Jung do que de qualquer outra pessoa.

Como que por reflexo Hoseok levou sua destra até a cabeça de seu gatinho, desferindo leves carícias em suas orelhas ao que sentia o híbrido relaxar em seu colo e ronronar baixinho e profundo. Sorriu.

Jimin não se sentia nem um pouco surpreso, afinal aquele tipo de contato era extremamente comum entre os dois. Porém, o mais novo estranhou quando – por algum motivo que nem mesmo ele soube definir ao certo – enxergou algo a mais dentre as entrelinhas. Normalmente não tiraria nenhum tipo de conclusão sobre aquela cena a não ser uma relação carinhosa entre um híbrido e seu dono, mas aquele conceito parecia não encaixar-se ali no momento.

Havia algo naqueles simples gestos que esbanjava uma áurea muito maior do que o seu habitual posicionamento era capaz de absorver. Chegou a tombar um pouco a cabeça, como se tal gesto cedesse mais espaço para que a sua mente analisasse a situação de outros ângulos.

De repente, fleches cruzados invadiram sua visão como fogos de artifício. Num momento Hoseok e Taehyung estavam ali, acomodados à sua frente e, noutro momento, ele via a si próprio com Jungkook entre as suas pernas enquanto assistiam a um programa qualquer na televisão. Jimin envolvia o seu coelhinho com um dos braços, enquanto a sua mão livre acariciava as madeixas escuras e macias do pequeno híbrido que se encolhia contra o corpo forte do dono em busca de conforto e aconchego; os olhinhos negros ficavam pesados na medida em que o sono lhe consumia o corpinho frágil e cansado, até que ele finalmente se rendeu e deixou sua cabeça ir contra o peitoral do Park, este que apenas riu e lhe beijou a testa com carinho.

Antes que o dançarino pudesse recuperar o fôlego – que nem percebera ter prendido –, novamente sua visão se dilatara e, ao invés da sala de estar de Hoseok, ele se via em seu próprio quarto, seu outro eu deitado debaixo das cobertas com Jungkook sobre si, encolhido como uma bolinha e a ressonar baixinho e profundo. O outro Park fitava o pequeno híbrido, enquanto o Park observador sentia seu coração palpitar num ritmo intercalado.

 

Lento, rápido, lento, rápido.

 

Numa fração de segundos, tudo derreteu. Sua audição abafou-se como se seu corpo estivesse submerso na água, e ele realmente se sentia afogar; o oxigênio que puxava para dentro de seus pulmões parecia simplesmente não surtir efeito em si, a escuridão pintou-lhe o canto dos olhos e se apoderou de tudo ao seu redor, engolindo cada partícula visível aos seus orbes.

 

 

— xXx —

 

 

Jiminnie? Hey, vamos! Acorde! – Um afago gostoso em seu couro cabeludo o fez sentir seus pés novamente contra o terreno limitado de sua racionalidade.

O mundo não passava de uma tela preta para Jimin, este que, aos poucos, sentiu-se formigar levemente e se remexeu, como que para testar se seus membros ainda tinham alguma utilidade. Por sorte, todos funcionavam.

— Ele se mexeu, hyung! – A voz animada de Taehyung misturou-se à escuridão como uma brisa rala.

— Eu vi, TaeTae. – Hoseok tomou a fala. Jimin os sentia próximos, colados à sua escuridão particular a qual lhe envolvia num conforto isolado que, de alguma forma, o fazia desejar permanecer ali – Jimin-ah, pode me ouvir?

Jimin, com certo esforço, assentiu.

— Abra os olhos, Jimin.

Mas o Park não queria sair dali, não queria deixar de lado aquele último vestígio de sanidade e voltar a ter Jungkook em sua mente por completo, jogando na sua cara o quão idiota era ao mesmo tempo em que se preocupava com o híbrido – como estaria naquele momento e se estava bem, se havia feito alguma besteira.

Seu último fio se rompera, certo? Então por que seus pensamentos ainda se mantinham fixos ao coelhinho, como que ligados por um imã? Por que seu peito ainda ardia em desejo a ele? Por que seu coração ainda palpitava ao imaginá-lo junto a si?

Jimin achava irônico o fato de que quanto mais perguntas ele fazia, menos respostas ele tinha. A maré estava sempre a carrega-lo para o mais longe possível da costa, não importava o quanto ele nadasse ou se debatesse; seu corpo doía, mas não era uma dor comum, física, e sim uma dor a qual não poderia ser resumida em palavras coerentes o bastante para expressarem algo significativo.

Suas pálpebras ardiam, forçando-o a abrir os olhos mesmo que lhe faltasse disposição. Aos poucos a luz engolia toda a escuridão que antes lhe cegava, causando pontadas doloridas em suas têmporas. Piscou algumas vezes sentindo a cabeça rodar até que finalmente focou sua visão.

Viu-se deitado na cama de Hoseok, um lençol fino a cobrir-lhe o corpo e três travesseiros sustentando a sua cabeça cansada. Ao seu lado o Jung fitava-o com um olhar sorridente e compreensivo, enquanto que, à frente de si, Taehyung se colocava sentado sobre os próprios calcanhares balançando a cauda de um lado para o outro com calma, quase que inconscientemente. As orelhinhas em riste estavam atentas aos seus movimentos, seus olhos brilhantes e o sorriso de canto lhe davam vontade de sorrir de volta, e ele assim o fez.

— Como se sente Jimin? – Hoseok perguntou.

E o Park suspirou pesado ao constatar que não havia uma resposta exata para aquela pergunta.

— Não sei. – Respirou fundo.

— TaeTae, pode me deixar sozinho como o Jimin-ah? – O moreno dirigiu seu olhar para Taehyung que tombou a cabeça, meio decepcionado.

— Okay, Hobi hyung. – Cabisbaixo, o gatinho pulou de cima da cama do seu dono e cruzou o quarto a passos calmos – Fique bem, Jimin-ah. – Sorriu para o Park por cima do ombro antes de deixar o cômodo, sua cauda felpuda resvalando no ar pouco antes da porta fechar-se atrás de si.

Hoseok soltou um risinho soprado antes de tomar o lugar de Taehyung à frente de Jimin. Seu olhar estava vidrado no amigo, atento a qualquer mínimo gesto seu, como que caçando por algum aspecto anormal no físico do menor.

Mal sabia ele que o verdadeiro caos estava em seu interior devastado.

— Você desmaiou do nada no meio da sala... – Disse num tom macio – Sentiu-se mal? Comeu direito hoje?

Jimin suspirou. Como poderia explicar ao Jung o motivo de seu apagão? A começar que batera na porta do amigo sem nem avisar a ele que viria, numa tentativa falha de fugir de Jungkook e de qualquer coisa que o ligasse a ele. Hoseok não pedira explicações, somente o acolhera como sempre fez, sem cobrar, sem enchê-lo de perguntas e questionamentos, guardando as suas dúvidas – que Jimin tinha certeza absoluta de que martelavam em sua mente – para si. Aquilo era injusto, e ele sabia disso.

— Acho melhor começarmos pelo início, não é hyung? – Ao notar o franzir de cenho confuso do mais velho, acrescentou: – Sei que se pergunta o porquê de eu ter aparecido aqui do nada, e posso te afirmar que os meus motivos tem total relação com meu desmaio.

Hoseok uniu as sobrancelhas, visivelmente curioso pelo que poderia vir de Jimin, então apenas empertigou-se sobre o colchão macio de sua cama e acenou com a cabeça para o amigo, como que o autorizando a começar seu discurso.

Park sentiu-se como um aventureiro inconsequente e viciado em adrenalina que estava prestes a se aventurar pelos vales mais instáveis e selvagens de sua mente. Era uma missão difícil manter-se são diante de tantos pensamentos e sensações momentâneas, mas eram tantas as pedras em seu caminho desde que descobrira seus sentimentos por Jungkook que já não se preocupava mais com qual seria a próxima bomba a eclodir dentro de si.

Tirando fôlego de onde ele nem sequer sabia que havia, Jimin pôs-se a relatar ao amigo – com detalhes – todos os acontecimentos que antecediam a sua chegada à casa do Jung e sucediam o telefonema que haviam partilhado. Não pôde conter a breve ruborização que lhe tingiu a face ao que expunha as carícias que trocara com o seu coelhinho, mas Hoseok não o julgou ou o interrompeu com sorrisos maliciosos e zombarias; apenas permaneceu calado e ouvindo atento, o corpo imóvel como uma estátua de pedra.

As lágrimas vieram, sim, e Jimin não fez questão de contê-las. Já as aprisionara por tempo demais em seu âmago, era hora de finalmente libertá-las de sua prisão amarga... Amarga como Jimin se tornara.

O dançarino não sabia ao certo quando os soluços começaram a entrecortar as suas palavras, só sabia que a cada som sôfrego que escorregava por seus lábios, mais aliviado ele se sentia, como se uma tonelada de cimento fresco estivesse sendo retirada de dentro de si, pá por pá, de pouco em pouco.

Quase riu quando notou que seu estoque de lágrimas se esgotou ao mesmo tempo em que seus relatos findaram. Soluços ainda lhe escapavam, junto a suspiros pesados que formavam bolhas de ar em seu peito, sufocando-o por breves instantes antes de se dissiparem no mais pleno alívio.

Levantou o olhar para Hoseok esperando deparar-se com qualquer expressão possível, menos com um sorriso. O Jung sorria para si, largo e radiante, como quem acabara de receber a notícia do ano ao invés de digerir os lamentos do melhor amigo. Jimin perdeu-se completamente.

— Por que sorri? – Sua voz embargada reverberou pelo quarto como um eco gélido em meio a um corredor deserto.

 

Suas forças haviam se esvaído de vez, apenas a gravidade era capaz de sustentar seu corpo desprovido de qualquer pressentimento bom.

 

— Você não aprende mesmo, Jimin... – Hoseok negou lentamente com a cabeça.

O mais velho aproximou-se de Jimin acomodando-se ao seu lado ao que envolvia os braços ao redor do corpo másculo do amigo. Park apenas deixou-se ser acolhido pelo abraço morno de seu hyung, pois aquela era a única coisa capaz de fazê-lo sentir-se humano novamente, e não apenas uma partícula insignificante dependente de um sentimento contraproducente que o corroera até restarem apenas ossos.

Respirava o mais fundo que seus pulmões lhe permitiam, os batimentos de Hoseok embalavam os seus próprios num ritmo sereno, como águas preguiçosas a serpentearem um rochedo íngreme. Aos poucos seu corpo recuperava-se da adrenalina de sentimentos que lhe pulsava as veias e tremia os membros.

Os amigos separaram-se após longos minutos de silêncio. Jung ainda sorria doce e receptivo a qualquer atmosfera boa, enquanto Jimin permanecia neutro, sem saber qual reação seria a mais adequada para o momento.

— Jimin? – O mais velho chamou.

Park engoliu em seco e encarou o hyung sem saber o que esperar de suas palavras.

— Diga Hobi. – Suspirou rendido.

— Você é a pessoa mais idiota que eu já conheci em toda a minha vida. – Seu tom simplista fez Jimin rir soprado.

— E eu posso saber o porquê? – Arqueou as sobrancelhas.

— Porque você é cego, Jimin, completamente cego... E o pior é que você mesmo se cega.

Franziu o cenho, levemente alienado com o rumo da conversa.

— Você passa tanto tempo simplesmente se culpando e procurando motivos plausíveis para os seus sentimentos que acabada não enxergando coisas que estão a menos de um centímetro de distância de você. – Hoseok mantinha seu olhar fixo ao de Jimin, prendendo a atenção do mais novo em si como quem segura firmemente os braços de uma criança com medo de tomar injeção, impedindo-a de fugir de algo que, se visto de perto, não era tão amedrontador.

— Pode ser mais específico, hyung? – No fundo o Park compreendera as palavras de Hoseok por completo, mas algo dentro de si ainda não digerira tal filosofia.

Jung suspirou e desviou o olhar por alguns instantes, fitando as paredes do quarto como se as palavras pudessem simplesmente surgir ali por magia. Quando voltou seu olhar ao amigo este engoliu em seco pela anormal seriedade compactada ali.

— A questão, Jimin-ah, é que todas as circunstâncias contribuem para o fato de Jungkook retribuir os seus sentimentos por ele, mas você está ignorando isso e focando em seu próprio sofrimento que, em minha opinião, é completamente desnecessário. Você nem escutou a resposta do Kookie e já foi logo tirando as próprias conclusões e fugindo como uma criança com medo do bicho papão. – Bufou.

— Jungkook não quis me dar uma resposta, Hobi. – Jimin comprimiu os lábios com a imagem do seu coelhinho paralisado rodeando a sua cabeça.

— Ou será que você que não fora paciente o bastante? – Desafiou simplista.

E, sem dizer mais nenhuma palavra sequer, o Jung levantou-se de sua cama e saiu do quarto. Deixou Jimin sozinho.

 

Sozinho e boquiaberto.

 

As palavras de Hoseok causaram em Jimin o mesmo efeito de um choque a dois mil volts. Cada partícula murcha de seu corpo pareceu vibrar em conjunto para, enfim, clarear a imensidão cinzenta na qual se resumia o seu subconsciente.

 

Sim, ele fugira de Jungkook.

Não, ele não esperou até que seu coelhinho pudesse lhe dar uma resposta.

Sim, ele era a pessoa mais idiota do mundo.

 

Jimin tinha tanto medo de ser rejeitado que ele mesmo se rejeitou, rejeitou a possível chance que tinha, rejeitou o veredito de Jeon... Rejeitou a possibilidade de ser feliz.

— Merda! – Praguejou alto o suficiente para conseguir convencer a si mesmo da besteira que havia feito.

Num único movimento, levantou-se da cama de Hoseok tropeçando nos próprios sapatos que haviam sido retirados e postos ao pé do móvel. Até praguejaria toda a linhagem Jung, mas estava sem tempo, portanto apenas tratou de calçá-los novamente e sair do quarto.

De repente a casa de Hobi pareceu bem maior do que ele se lembrava, pois cada passo se tornava uma eternidade. Estava atravessando o hall de entrada quando sentiu uma mão agarrar a barra de sua blusa. Assustado, estancou no lugar.

— Está melhor, Jimin hyung? – O sorriso quadrado de Taehyung o saudou com toda a sua doçura.

Park sorriu fitando o pequeno Neko.

— Sim, TaeTae, estou muito melhor, aliás, estou de saída.

— Quer que eu chame o Hobi hyung ‘pra você se despedir? Ele está na cozinha...

— Não, não precisa! – Jimin o cortou, talvez mais rude do que de costume, uma vez que Tae o franziu o cenho em sua direção, confuso – E-eu... Estou atrasado, Taehyung. Mas mande um abraço bem apertado a ele e diga que serei eternamente grato, okay?

— Okay, Jimin-ah. – Sorriu o híbrido.

— Bem, então vou indo. Até uma próxima, TaeTae. – Jimin curvou-se para plantar uma beijoca estalada na testa do pequeno gatinho, que ronronou ternamente em resposta.

 

 

— xXx —

 

 

Jimin estava parado em frente à porta de seu apartamento há exatos dez minutos. Encarava a madeira clara com o número cento e quinze gravado em sua superfície como se ali pudesse surgir algum tipo de poção mágica capaz de neutralizar todos os seus problemas num piscar de olhos.

Não sabia o que esperar ao atravessar aquela porta, na verdade ele preferia não criar grandes expectativas, pois tinha para si que quanto mais se esperava, maiores seriam as chances de decepção.

Mil e uma coisas passavam pela sua mente ao mesmo tempo, de forma que distingui-las tornou-se quase impossível. Eram apenas borrões difusos e controversos que, mesmo ele não conseguindo identificar precisamente, sabia serem os seus pesadelos se agitando ansiosos para consumirem seu corpo vulnerável a qualquer sinal de decaída.

Entretanto, mesmo com todos os nervos à flor da pele, um único ser ainda ocupava a maior parte de seus vislumbres: Jungkook. Jimin sentia-se extremamente culpado por ter deixado seu coelhinho sozinho naquele apartamento, largado e rejeitado como uma peça inútil. Não havia parado para pensar nisso até aquele momento, e desejava não tê-lo feito, pois suas vibrações somente pioraram com tal ato.

 

Estava com medo.

Estava preocupado.

Estava desesperado.

 

Eram tantas coisas misturadas que o Park decidiu simplesmente jogar tudo ‘pro alto e deixar a situação fluir como bem entedia pelo menos uma vez na vida. Respirou fundo e levou a chave até a fechadura, destrancando a porta. O suave click! soou como uma sirene aguda em seus ouvidos: uma sirene de alerta.

Girou a maçaneta com os dedos trêmulos e, sentindo que poderia vomitar uma bomba a qualquer momento, abriu a porta.

Breu: era isso que inundava o apartamento.

As luzes estavam todas apagadas, nenhuma fonte de iluminação encontrava-se ativa dando algum sinal de habitação ao recinto. O escuro reinava frio e ríspido, com um leve aroma adocicado de rosas amassadas, uma esperança enterrada a sete palmos abaixo da terra fresca.

Seu coração palpitava num ritmo afoito demais para sua mente acompanhar, seus tímpanos vibravam em conjunto, e o apito suave de um trem lhe anunciava que o fim estava próximo.

Jimin engoliu em seco sentindo como se pregos lhe maltratassem a garganta. Será que Jungkook estava ali? Sim, com certeza estava. Ele nunca se atrevia a sair de casa sem a companhia do Park ou de qualquer outro alguém conhecido e confiável. Forçou seus pés a assumirem o controle andando calmamente pela sala de estar, os tênis chocando-se com o piso de madeira num baque suave.

Esticou o pescoço e espiou dentro da cozinha mais a frente. Não havia ninguém. Seguiu pelo corredor extenso, olhando para trás por puro reflexo. O cenário tornou-se assustador demais para si, embora soubesse que depois de tudo que passara até a pior das assombrações não lhe causaria impacto.

Olhou no banheiro: nada. Na sala de estudos: vazia. Em sua sala: ninguém. No quarto de Jungkook: deserto.

Restava apenas um cômodo ainda não verificado: o seu quarto. Suas entranhas reviravam-se em ansiedade conforme se aproximava da porta do cômodo, Kookie estava lá, tinha certeza, só poderia estar lá, mas algo em sua mente mantinha viva a possibilidade de não estar, de seu coelhinho o ter abandonado assim como ele fizera injustamente. Não o culparia se ele o tivesse feito, afinal, Jimin tinha completa noção da dimensão das idiotices que cometera, e se estivesse no lugar de Jungkook já teria seguido seu caminho sem sequer olhar para trás.

A maçaneta era fria, causando-lhe arrepios pelo corpo já sensível a tantos temores. Seu sangue pareceu borbulhar em êxtase e aflição, uma simples ação que lhe exigia tanto esforço. Ofegou e hesitou. Engatou a respiração e firmou a mão na maçaneta.

 

Vamos, Jimin, vamos!

 

Empurrou a porta.

Seu coração quase chorou de emoção ao ver Jungkook ali, sobre a sua cama, encolhido enquanto abraçava as próprias pernas com o rosto enterrado entre os joelhos.

Ele havia ficado, esperara Jimin.

Seus trajes permaneciam os mesmos, tudo parecia ridiculamente idêntico, mesmo o Park sabendo que o tempo que permaneceram longe um do outro era apenas uma questão de horas, mas que em sua mente transformou-se em dias sombrios.

Seu corpo paralisou rente ao batente da porta, apenas admirando o ser acuado sobre o seu colchão, as orelhas longas abaixadas em sinal de retração.

— Kookie? – Sua voz saiu chorosa, mas não havia lágrimas presentes em seus olhos. O peso do alívio lhe assolava numa maresia um tanto atormentadora.

Jungkook tremeu dos pés a cabeça ao som da sua voz, seu rosto ergueu-se rapidamente em reflexo à presença alheia, e os grandes olhinhos negros focaram-se no mais velho como o olhar de um leão ao localizar a sua presa. O negrume macio no qual Jimin por vezes se perdera em pensamentos carregava consigo grossas lágrimas acumuladas em abundância. O moreno sentiu seu coração tencionar-se com a expressão de alívio e sofrimento que retorcia o rostinho belo de seu coelhinho.

ChimChim... – Jeon chamou em tom de manha enquanto abria os braços na direção do Park, suas mãos se abrindo e fechando num pedido urgente de contato.

E Jimin? Jimin derreteu-se com a voz gostosa do pequeno híbrido moldada naquele apelido exclusivamente usado por ele. Pela primeira vez ele não precisou ordenar que seu corpo agisse, pois este tomou a frente por conta própria.

A passos quase desesperados, Park dirigiu-se até a própria cama onde se jogou com os braços fortes a circundarem o corpo trêmulo de Jungkook. Apertou o híbrido contra si como que para certificar-se de que era realmente ele ali, e não uma miragem a ludibria-lo em meio a todo o medo que lhe corroía aos poucos.

E Jungkook retribuiu, seus braços envolveram a cintura de Jimin com certa urgência, colando ainda mais os corpos necessitados dos toques um do outro. A cabeça de Jeon repousou sobre o ombro saliente do seu hyung, suspirando ali.

A canhota do mais velho enterrou-se entre os cabelos de seu pequeno coelhinho desferindo afagos carinhosos e reforçados com todo o amor que Jimin era capaz de transmitir num ato tão singelo.

— N-nunca mais faça is-sso! – Ouviu Jungkook ecoar com a voz um tanto abalada – Fiquei com medo de que não voltasse hyung...

— Eu sempre voltarei ‘pra você, Jungkook. – Jimin não planejara aquela resposta, mas sabia que não poderia ser mais verdadeira – Sempre.

Sentiu o corpo de Kookie amolecer em seus braços, o que o fez apertá-lo ainda mais contra si. Tamanha foi a sua surpresa quando sentiu os lábios cheinhos e gostosos do híbrido roçarem em seu pescoço num carinho delicioso que levou seus hormônios antes adormecidos à completa ativa.

— J-Jeon... – Sussurrou em meio a um suspiro extasiado. Se tocar Jungkook havia sido bom ser tocado por ele era ainda melhor, mesmo o contato ainda sendo demasiadamente casto para si.

Jiminnie... – Jungkook afastou-se minimamente do mais velho, apenas o suficiente para focar em seus olhos.

Jimin já não sabia dizer quando fora a última vez que se encararam tão de perto... Era como adentrar num portal isolado o qual somente ele tinha acesso, podendo flutuar pelas nuvens negras do olhar de seu pequeno, desfrutando dos mistérios ali contidos, mistérios esses que ele desejava poder desvendar um por um, até que nada fosse capaz de vedar Jeon, de esconder o que o híbrido tinha de corpo e alma.

— Jungkook, eu... Perdoe-me, por favor. Eu não deveria ter saído daquela maneira, te deixado aqui sozinho e perdido, eu não quis, eu juro... Mas eu estava assustado, você não reagia e eu automaticamente presumi que não correspondesse aos meus sentimentos... Não te dei a chance de falar, sinto muito. – Suspirou ainda encarando Jeon. O híbrido escutou cada palavra com atenção, as longas orelhas tremelicando levemente ao som de sua voz suave e singularmente embargada.

— Também lhe devo desculpas, ChimChim. – Respondeu abaixando a cabeça – Eu me afastei de você, me isolei e passei a te evitar por completo. Eu também tinha medo, Jimin, porque eu também te amo, amo demais, mas não como um híbrido ama o seu dono, e sim como um homem é capaz de amar outro homem mesmo a sociedade dizendo que é errado. Eu estava confuso, queria me entregar a você e ser eternamente seu, mas eu não sabia como você reagiria, se iria me aceitar e, principalmente, fiquei receoso com o que poderiam pensar de nós. Eu achei que ignorando você eu pararia de sentir essas coisas, mas eu estava errado, muito errado. Desculpe.

Jimin quase riu. Jin estava certo: ele e Jungkook partilhavam os mesmos pensamentos controversos capazes de enlouquecê-los completamente. Com o peito transbordando de alegria, levou sua destra até o queixo de seu coelhinho, obrigando-o a encará-lo. Quando seus olhares se cruzaram pela segunda vez não houve mais nada entre eles, nenhuma insegurança, nenhuma dúvida, nenhum ressentimento... Nenhum medo. Pela primeira vez só restavam certezas: eles queriam um ao outro, e teriam um ao outro.

Num único movimento, o Park selou seus lábios aos do híbrido com uma paixão quase palpável.

Cada átomo de seus corpos desabrochou em conjunto, saudaram o grito vivaz de seus corações com aquele contato tão íntimo e somente deles. Seus lábios macios uns nos outros, friccionando-se numa dança gostosa e sensual arrepiava suas peles e extasiava suas mentes afoitas e atoladas de tantos sentimentos.

Jimin firmou seus braços ao redor de Jungkook puxando-o para sentar-se em seu colo. O pequeno híbrido apenas cedeu aos seus movimentos, completamente perdido na sensação inebriante que era aproveitar-se dos lábios finos e aveludados do Park, este que espalmou as coxas do ser acima de si sentindo todo aquele volume fartamente distribuído de carne preencher suas palmas com maestria.

Jeon arfou contra os lábios do seu dono sentindo a área onde este tocava formigar gostosamente. Seu rabinho volumoso mexeu-se singelamente em provação ao toque provocador. O menor fitou a boca do mais velho que, ao notar seu olhar, mordiscou o próprio lábio num ato simples de sedução que fez Jungkook praticamente ronronar como um gatinho.

Jimin pôde captar certo brilho reverberando nos orbes negros diante de si, um brilho intenso, quase animalesco...

Desejoso.

Jimin-ah... – O mais novo praticamente gemeu, causando no Park uma reação fervorosa em seu baixo ventre – M-meu corpo está quente... – Ecoou num fio de voz um tanto manhoso.

As mãos curiosas de Jungkook desceram pelo ombro de Jimin, acariciando as laterais de seu corpo num carinho quase inocente se não estivessem sob as atuais circunstâncias.

E Jimin sabia como as circunstâncias podiam influenciar uma determinada situação.

— Sente-se quente, Jungkookie? – Sibilou rente aos lábios cheios e vermelhinhos do híbrido, suas mãos delicadas subiam devagar sobre as coxas fartas, apertando vez ou outra. Jungkook assentiu ao seu questionamento, as longas orelhas negras vacilando por um breve instante – Por que se sente assim, hein pequeno?

Jimin plantou um selinho casto na boca pecaminosa do seu coelhinho descendo seus lábios em seguida até alcançar o maxilar do mais novo. Seus dentes maltrataram o local levemente, tão logo vagando até o pescoço branquinho salpicado pelas pintinhas que ele tanto amava. Acima de si Jeon apenas arfava em deleite com as mãozinhas posicionadas uma de cada lado do quadril de seu hyung.

Cada uma das pintas fora beijada pelo Park, que agora acariciava as coxas de Kookie fazendo movimentos circulares com seus polegares, enrugando o tecido das calças do mais novo – peça essa que ele começara a considerar deveras desnecessária. Logo a sua língua gulosa percorria a extensão do pescoço do híbrido sentindo o sabor doce da sua pele, maltratando-a com leves mordidas e chupões imponentes.

Não demorou muito para que as arfadas de Jungkook se transformassem em suspiros pesados e roucos, para então evoluírem a gemidos manhosos, inicialmente baixos.

E isso não agradou nada a Jimin.

O mais velho queria ouvir a voz doce de seu coelhinho gemer alto, chamar por si, gritar em meio à completa loucura, queria saber como o tom de Jeon distorcia-se com o prazer agindo sobre si. Em vista disso decidiu testar os limites de Jungkook, aproveitando assim para saber até onde iria a sua “inocência”.

Afastou seus lábios do pescoço de seu ‘saeng recebendo um resmungo encabulado em troca. Prendeu o riso na garganta e dirigiu seu olhar ao rosto do híbrido, que mesmo com poucos toques já estava uma bagunça: seus cabelos encontravam-se numa desordem maior que a habitual, as maçãs do rosto adquiriram um tom rubro extremamente adorável, os lábios estavam levemente espaçados e um olhar indagador era direcionado a Jimin.

— A-algum problema, hyung? – Questionou em meio a breve confusão que lhe falhara os sentidos.

— Não Kookie, problema nenhum... – Sorriu o Park – Diga-me, Jungkook, o que sabe sobre sexo?

Jeon arregalou os olhinhos rasgados ao mesmo tempo em que tombava as longas orelhas negras. Piscou algumas vezes, a respiração ficando falha conforme sua mente assimilava a pergunta dirigida a si.

— C-como assim, Jimin-ah? – O híbrido engoliu em seco.

— Sexo, Jeon, sexo. – Respondeu Jimin, simplista – O que sabe sobre esse assunto? Você sabe o que é, não sabe?

O corpo do pequeno híbrido tencionou-se diante das palavras do seu hyung. Uma força invisível comprimia os seus pulmões, dificultando assim o padrão de sua respiração já afetada. Engoliu em seco pela segunda vez, o rabinho volumoso agitando-se inquieto.

­— Sim, eu sei o que é. – O tom rubro que lhe tingia as maçãs do rosto passou a apoderar-se de todo o rosto de Jeon, gradativamente, e o mais engraçado é que Jimin achara isso adorável.

Ainda havia timidez, apesar do desfalque de inocência.

Sorrindo ladino o Park voltou a apertar as coxas de seu coelhinho, este que arfou em surpresa e prendeu o lábio inferior entre os dentinhos salientes. Tal visão quase fez o mais velho desistir das provocações jogá-lo contra o colchão para fazê-lo finalmente seu.

Bem, quase.

Respirou fundo, forçando o oxigênio a trazer de volta os mínimos resquícios de sanidade que ainda mantinha vivos.

— E você já pensou em fazê-lo Kookie? – Seu tom levemente áspero explicitava o quanto aquilo o torturava também, mas não iria desistir; se manteve forte por muito tempo, poderia esperar mais um pouco.

Em resposta, Jungkook estremeceu. Seus membros bambearam ao ser atingido pelo tom alterado do dono e, principalmente, por temer e ao mesmo tempo ansiar o rumo que aquela conversa provavelmente tomaria.

— J-já hyung, já sim. – Seu olhar se desviou de Jimin para um ponto aleatório do cômodo, mas não por muito tempo, pois o Park logo virou seu rosto novamente, obrigando-o a encará-lo.

— Com quem Jeon? Com quem pensou em fazer essas coisas...? – Era hora do show.

Com a mão livre o dançarino acarinhou o interior das coxas de Jungkook com certa força, pressionando a carne com os dedos e castigando a tez com suas unhas curtas, mesmo que sobre o tecido da calça. Acima de si o coelhinho suspirou, seus olhos cerraram-se brevemente enquanto tentava não demonstrar alterações em sua respiração.

Tarefa falha, lógico.

Satisfeito com as reações do pequeno, Jimin subiu sua destra até a virilha do híbrido esbarrando os dedos “acidentalmente” sobre o pequeno volume recém-desperto entre as suas pernas. Jeon arfou forte com o toque novo e íntimo do outro em si, suas costas arquearam-se levemente e os lábios se moldaram num pequeno bico manhoso e necessitado por um toque mais profundo.

— Você ainda não me respondeu Jungkook. – Jimin sorriu sádico – Com quem você almejava fazer tais coisas, huh? – Pousou sua mão sobre o membro comprimido do mais novo, apertando-o levemente o sentindo pulsar contra os seus dedos e sendo obrigado a engolir um rosnado brutal.

Jeon finalmente gemeu alto e claro: sua voz doce fez-se ecoar pelo quarto num gemido altamente manhoso e sôfrego que fez os pelos de Jimin se eriçarem em completa sincronia. O Park sentiu o próprio membro repuxar-se em suas calças somente com aquele delicioso som... Ele queria mais daquela melodia tão pornográfica e provocante. Diante disso voltou a apertar o membro do outro, dessa vez iniciando uma lenta e tortuosa massagem pela extensão que aparentava um comprimento médio.

Jungkook revirou os olhos nas próprias órbitas ao que os espasmos provenientes dos estímulos do Park lhe varriam o corpo nunca antes tocado daquela maneira tão boa. Suas células agitavam-se num frenesi caótico, faziam-no tremer e ofegar em meio a gemidos pidões. Queria mais, sentia que somente aquilo não lhe era suficiente.

— J-Jimin... Awn... P-por favo-oh! Por favor, h-hyung... – Suas longas orelhas cederam à pressão dos estímulos também, caindo ao lado de seu rosto, derrotadas e submissas às novas sensações.

Park quase choramingou diante dos gemidos gostosos do seu ‘saeng, simplesmente por achar injusta a existência de um ser tão fofo e pecaminoso ao mesmo tempo. As bochechinhas já coradas tremelicavam na media em que os estímulos progrediam, suas pálpebras pesavam sobre os olhos, mas Jeon se recusava a fechá-los, e a boquinha bem delineada era castigada pelo próprio híbrido que a mordia vez ou outra, deixando-a extremamente vermelha e inchada...

Perfeita.

— Me responda Jungkook! – O tom agora impaciente do mais velho fez Jeon novamente tremer, embora ele não soubesse definir ao certo se era pela seriedade presente nas palavras do outro, ou pela excitação que lhe consumia o corpo desenfreadamente; talvez por ambos os motivos.

O caso era que Jimin não iria conseguir manter aquela enrolação por muito mais tempo. Quanto mais sentia o híbrido pulsar em sua mão, mais desejava que este estimulasse a si também – já que seu membro começara a doer aprisionado no tecido ríspido de sua calça jeans. Os gemidos e ofegos dele também não ajudavam... Ah, vê-lo implorando era tão bom, uma sensação de superioridade e dominância que somente lhe dava mais vontade de possuir Jungkook.

— V-você, hyung! – Respondeu esbaforido – V-você!

— Eu o quê, Kookie-ah? – Mordeu o próprio lábio, intensificando a estimulação em Jeon que oprimiu um urro.

— E-era com você que eu q-queria fazer essas coisas, hyung. – Sua voz vacilava em meio às palavras, mas isso não o impediu de prosseguir – Eu queria que você m-me tocasse... Q-queria te tocar também... Ahn! – Jogou levemente a cabeça para trás ao que o Park apertou-lhe o membro bruscamente em reação a sua resposta – E-eu sonhava com você... S-sonhava que você me fodia gostoso, s-se enterrava em mim por completo e me fazi-a enlouquecer... Ah, ChimChim...

E foi nesse momento que Jimin pirou por completo.

Uma sirene vermelha gritava em sua mente, seu corpo eriçou-se e um rosnado animalesco eclodiu de sua garganta. Não era necessária mais nenhuma palavra sequer, pois era fato que os desejos de Jungkook ornavam com os seus intensa e completamente. Seu espírito primitivo se debateu em aflição até que finalmente libertou-se agressivo, sedento, completamente louco pelo ser acima de si.

Num rápido movimento Jungkook fora posto deitado sobre o colchão com o Park sobre si, encaixado em meio as suas pernas torneadas. Sua boca chocou-se com a de Jeon, que suspirou em agrado ao toque no qual ambos já haviam se viciado.

A língua inquieta de Jimin logo se precipitou contra os lábios de seu pequeno, acarinhando-os enquanto esgueirava-se por entre eles. Jungkook, ao notar as intenções de seu hyung, não tardou em lhe abrir passagem sem nenhum indício de hesitação. Satisfeito, o Park invadiu por completo a boca do ser abaixo de si, que tremeu em sincronia consigo ao que seus músculos se friccionaram gostosamente, elevando o subconsciente de ambos a um nível nunca antes imaginado.

O mais velho explorava todos os quatro cantos da boca aveludada de seu híbrido enquanto este permanecia parado, receoso. Jimin, ao reparar em seu nervosismo, levou uma de suas mãos até as suas madeixas escuras a fim de relaxá-lo, o que logo surtiu efeito. Jungkook, deixando-se levar pelas carícias mornas em seu couro cabeludo e pela língua quente e macia do Park a toma-lo com tanta volúpia, acabou por render-se e experimentar mais daquela sensação indescritível.

Inicialmente tímido, o coelhinho empenhou-se em copiar os movimentos que seu dono realizava em sua cavidade, aos poucos tomando o ritmo da coisa. Sua linguinha voraz explorava Jimin na mesma intensidade em que este usufruía de si, por vezes os músculos se chocavam e entrelaçavam-se como que por conta própria, misturando suas salivas quentes e despertando todo o desejo contido em seus corpos ansiosos.

Uma fina linha tênue de saliva ligava suas bocas ao se separarem quando o ar começou a faltar; sorriram radiantes esbanjando toda a euforia que acalentava seus corações por estarem ali, descobrindo um ao outro e entregando em suas mãos o que tinham de melhor.

Jimin desceu suas mãos pelo tronco de Jungkook até chegar à barra de seu moletom. Atento às reações de seu coelhinho, invadiu a peça tocando a tez gélida e macia do híbrido podendo sentir a superfície uniforme arrepiar-se sob os seus dedos, sorrindo em deleite pelas reações que nele causava.

Jeon sentiu o frio da ansiedade lhe bebericar a boca do estômago fazendo-o suspirar, suas pernas sofreram leves espasmos que lhe arrancaram arfadas deleitosas. Apenas aqueles simples toques do mais velho já afetavam seu corpo e faziam seus sentidos vacilarem em meio ao tesão nunca antes provado, mas ao qual já estabelecera uma grande afinidade.  

O Park subia suas mãos pelo abdômen pouco definido de Jungkook sentindo uma grande quantidade de saliva acumular-se em sua boca tamanha a ânsia que tinha por devorar cada pedacinho daquele corpo. Quando seus dedos tocaram os mamilos já eriçados do híbrido este se remexeu cerrando os olhos por um momento, um gemidinho falho ecoando pelo ar como o sopro de uma brisa.

Rapidamente o mais velho livrou-se da peça superior do outro, a palidez de Jeon era simplesmente adorável e suculenta, como se implorasse para ser marcada e tingida de todos os tons existentes e inexistentes. Os pequenos mamilos eram incrivelmente rosados e, saltados como estavam, praticamente berravam para serem degustados, e Jimin sentiu que seria um enorme pecado recusar tal súplica.

Seus lábios envolveram o mamilo direito de Jungkook o repuxando levemente, as costas do híbrido arquearam-se para fora da cama no mesmo instante, um arrepio intenso lhe percorreu a coluna e dissipou-se por seus membros eclodindo numa sensação boa demais para ser descrita com meras palavras.

Jimin sentiu seus olhos revirarem sob as pálpebras involuntariamente; era bom demais provar de seu coelhinho: o sabor de sua pele era doce, e a sua textura, indescritível. Seus dentes logo maltrataram aquela área sensível do menor brincando com o mamilo apetitoso, voltando a repuxá-lo entre os lábios, contornando-o com a língua sedenta e repetindo o processo com o mamilo esquerdo em seguida.

Jungkook sentia os suspiros libertarem-se por vontade própria, seu corpo vibrava, e ele precisava extravasar todas aquelas reações gostosas de alguma forma. Suas mãos, outrora largadas ao lado do corpo, passaram a descer pelos ombros do Park, sentindo seus músculos rígidos por debaixo do tecido da blusa que – ainda – trajava. Ao sentir a barra da peça em seus dedos finos tratou logo de ultrapassá-la, tocando a pele quente do mais velho.

Jimin plantou um forte chupão sobre o mamilo de Jeon em aprovação à inciativa, suas células vacilaram ao toque singelo do seu coelhinho, um suspiro sôfrego escorregando por entre os seus lábios babados.

Jeon gemeu longo pelo grande espasmo decorrente das ações do Park, sentindo-se mais motivado em prosseguir. Suas mãos voltaram a subir, devagar, as unhas curtas deixando vergões avermelhados e ardidos na pele amorenada. O mais velho sentia o tecido da blusa queimar em si, aquela peça o incomodava tanto que chegava a o irritar. Largou os mamilos de Jeon – que resmungara em protesto – e ajoelhou-se na cama retirando a veste de seu corpo e a jogando longe.

Jungkook gemeu sem pudor diante da maravilha que era o físico forte do seu hyung. Ah, quantas foram as vezes em que se imaginara tendo aquele peitoral bem moldado colado em si enquanto o maior lhe sussurrava safadezas que o levavam a um torpor grande o bastante para fazê-lo chorar escondido por desejá-lo tão intensamente?

Nem mesmo ele sabia responder àquela pergunta.

Seu lábio inferior fora castigado pelos próprios dentes ao que se imaginava saboreando os gominhos bem delineados, percorrendo seus caminhos e deixando ali a sua saliva quente...

Seu membro pulsou e ele arfou.

— O que foi Kookie? – Jimin tombou levemente a cabeça ao notar o olhar obscuro do híbrido sobre si. Sorriu com as possibilidades – Deseja algo, pequeno?

Jeon pôs-se de joelhos também, umedecendo os lábios lentamente – visão que fez o Park suspirar e o membro do mesmo repuxar-se.

— Quero te tocar também, ChimChim. – Requisitou em puro dengo, um biquinho pidão lhe moldando os lábios.

E Jimin não seria idiota em negar, afinal já estava a enlouquecer de desejo aos toques do menor. Sendo assim, deitou-se com os braços largados e rendidos ao lado do corpo.

— Sou seu Jungkook... Faça o que quiser com seu hyung... – Encarou-o com seus fios castanhos a caírem sobre os próprios olhos e um sorriso convidativo tremendo em seus lábios.

Jeon ouviu o ecoar grave de um rugido em seu subconsciente fazendo-o suspirar em adoração à visão que tinha; cada átomo seu ardeu em inquietação.

Sem perder mais um minuto sequer, avançou sobre o mais velho logo atacando o pescoço levemente áspero que fazia seus lábios formigarem ao se chocarem com a tez abaixo de si. Beijou a extensão com carinho, por vezes captando um pedaço da carne alheia em sua boca, degustando o sabor ácido do maior, deixando sua saliva reluzir o brilho natural da pele do Park junto à luz celestial do luar que iluminava o cômodo.

Jimin suspirava em êxtase por ter Kookie sobre si, finalmente o tocando como queria e fazendo seu interior derreter-se aos poucos, reduzindo sua estabilidade a cinzas inúteis.

Jungkook, porém, não se demorou no pescoço do mais velho, pois um destino muito melhor o aguardava ansioso, e ele almejava fortemente trilhar aquela viagem proibida da qual só pôde desfrutar em seus sonhos nada castos que tanto trancara a sete chaves.

Sentindo-se em chamas pela excitação acumulada, desceu sua boca pelo peitoral rusticamente moldado do Park sentindo a rigidez de seus músculos acarinharem seus lábios famintos. Logo sua língua entrou na brincadeira também, saboreando o calor do outro e deixando sua saliva escorrer livremente formando uma trilha gostosa pelo tronco do mais velho.

Arrepios cada vez mais intensos domavam o corpo de Jimin, levando consigo toda a sanidade que – surpreendentemente – ainda lhe habitava. Conforme Jeon descia os lábios por seu abdômen suas entranhas retorciam-se em sincronia com seu membro carente por um contato profundo, fazendo-o gemer em agonia e adoração às iniciativas provocantes do seu coelhinho.            

Um volume protuberante destacava o baixo ventre do dançarino e atraía a atenção de Jungkook com uma força quase magnética. Diante da excitação pulsante do dono sua boca salivou em demasia, levando-o a percorrer os próprios lábios com a língua tentando conter o ser animalesco que lhe comprimia o peito e dominava seu autocontrole. Ah, ele queria tanto prova-lo, queria tento engolir cada centímetro de seu hyung antes de se deixar ser engolido...

Seus sonhos concretizavam-se diante de si, a atmosfera ao seu redor pesava quente sobre o seu corpo e cada sentido seu aguçava-se num ritmo impressionante demais até para si mesmo.

Deixando-se levar pela completa loucura, firmou seus dedos trêmulos sobre os botões do jeans do mais velho desabotoando-os o mais depressa que sua ansiedade lhe permitia. Desceu a calça junto da cueca boxer do outro vendo, aos poucos, o baixo ventre do Park expor-se para si.

Todos os quatro cantos do seu corpo tremeram diante do membro rijo de Jimin que se punha ereto e inchado pela excitação, o comprimento nada casto, adornado por veias levemente saltadas sob a pele rósea pulsava num ritmo excitante demais para sequer cogitar a possibilidade de manter a sua sanidade. Tudo aquilo era coroado divinamente com uma glande rechonchuda que, naquele momento, expelia líquido pré-seminal em grande quantidade.

Conforme Kookie admirava cada detalhe inescapavelmente perfeito de Jimin, este ofegava em ansiedade e calor pelo olhar faminto que, mesmo sem perceber, Jungkook impunha sobre si: as pupilas dilatadas e os lábios espaçados como quem ofega em silêncio, apenas deixando sua perplexidade ocupar a mente embaçada por tanto desejo.

— J-Jeon... – Chamou rouco, sentindo sua garganta vacilar ao peso de sua necessidade – P-por favor... – Não esperava que o híbrido entendesse seu pedido implícito.

Mas, para sua surpresa, ele compreendeu... Compreendeu muito bem.

Jeon entrara num transe profundo mediante as novas descobertas, principalmente àquelas relacionadas ao corpo do seu hyung, pois mesmo estando ciente da maravilha com a qual possivelmente se depararia, aquela superou todas as suas expectativas, em parte por ser real. Não era um sonho, não era mais uma de suas fantasias desesperadas as quais ele tentava calar enquanto tocava-se na quietude da noite... Era ‘pra valer, somente ele e Jimin, Jimin e ele.

Sua fera rugiu inquieta, debateu-se com agressividade até que rompeu as correntes e gritou em alívio.

Estava livre!

As mãos ágeis de Jungkook logo contornaram o membro do mais velho com uma segurança não prevista por nenhum dos dois, mas tal fato pouco importava no momento. Park engoliu em seco ao passo em que seus nervos estremeciam em conjunto, afoitos, quase... Desesperados. Aquele termo tornara-se muito frequente em sua vida nos últimos tempos, mas talvez fosse isso que o ligasse a Jeon, pelo menos em partes...

O desespero o levara até ali, mesmo com todas as cicatrizes que adquirira no caminho.

Quando sentiu os lábios do coelhinho roçarem em sua glande uma descarga elétrica o fez afundar sob o colchão e extravasar-se num gemido longo e soprado que somente incentivou o híbrido a prosseguir. Meio desajeitadamente, Jungkook entreabriu os lábios e abrigou a glande dotada em sua boca com perfeição. Respirou fundo pelo nariz tentando caçar em sua mente deleitada qualquer mínimo sinal do que deveria fazer a seguir.

Jimin fora invadido por uma sensação controversa de leveza e adrenalina, como se o empurrassem cada vez mais em direção ao abismo da insanidade. Era uma queda livre, sem parâmetros e nem limites, mas ele ansiava, desejava, nutria uma ambição quase maníaca por aquela jornada suicida.

O mais velho entranhou a falta de movimentos por parte do menor, e ao olhar para baixo encontrou-o parado e com o olhar muito além da dimensão na qual habitavam. Até riria da situação se seu corpo não se mostrasse tão sedento, o que o fez afundar os dedos de sua destra entre os fios escuros do híbrido e impulsionar sua cabeça para baixo e para cima levemente, guiando-o num primeiro momento até que se adaptasse aos movimentos.

Jungkook sentiu-se momentaneamente estranho conforme o membro de Jimin lhe adentrava a boca devagar; era algo completamente novo para si, embora já houvesse lido bastante sobre o assunto e até mesmo visto alguns vídeos na internet. A sensação inicialmente desconfortável logo se dissipou como vapor, dando lugar a uma sede quase incontrolável do mais velho, uma necessidade latente de engoli-lo até onde podia fez sua mente rodar, e antes que pudesse perceber o híbrido já se movimentava por conta própria.

Ao que Jimin notou Jeon adquirindo segurança e passando a investir contra o seu membro de forma mais independente, o mesmo soltou seus cabelos e largou a mão ao lado do corpo. A boca de Jungkook o abrigava calorosamente em seu interior cálido e molhado pela saliva que aos poucos fazia seu falo reluzir e, consequentemente, ir mais fundo na cavidade do menor. Seus gemidos roucos já preenchiam o cômodo como o farfalhar das folhas das árvores durante uma tempestade voraz, enquanto que seus músculos contraíam-se gostosamente em resposta ao toque do outro em seu pênis.

Jeon sentia-se orgulhoso pelas reações que o Park demonstrava, sorrindo internamente pela expressão de prazer escancarada em sua face: suas têmporas tremelicavam diante das gotículas de suor que se acumulavam em si e serpenteavam quase que angelicamente as extremidades do rosto belo de seu hyung, além dos olhinhos comprimidos em retração pelo reflexo do prazer em si, enquanto que os lábios desenhados jaziam escancarados num grito sufocado que se manifestava em forma de gemidos curtos e trêmulos, gemidos esses que levavam o corpo de Jungkook a breves dormências tamanho o tesão que lhe assombrava.

J-Jungkookie... – A manha distorcia sua voz no mais puro pecado, como o sibilar de uma cobra arisca prestes a dar o bote e admirar orgulhosa enquanto sua vítima debatia-se ao sabor mortífero de seu veneno – V-vá mais rá-own! R-rápido, por fav-vor...

E Kookie, como o bom dongsaeng que sempre foi, obedeceu de bom grado.

Seus movimentos adquiriram um ritmo mais constante e bem demarcado por sucções fortes e famintas que faziam os olhos de Jimin se revirarem sob as pálpebras de cílios pequenos. Suas energias eram sugadas e completamente direcionadas à única coisa que eu corpo sentia-se obrigado a fazer no momento: gemer.

Oh sim, Jimin gemia. A cada som ecoado de sua garganta já seca, mais empenho o híbrido colocava em seus atos, completamente maravilhado pelos sons que tanto desejara ouvir do mais velho... Era tão bom imaginar como seria tê-lo daquela forma, gemendo por si, contorcendo-se e arfando diante do desejo enlouquecedor...

Mas a realidade mostrava-se muito melhor do que ele jamais havia previsto.

O ar esvaía-se de seus pulmões com uma rapidez quase absurda – estava imerso demais na sensação de ter seu dono pulsando em sua boca para se atentar a detalhes tão inúteis como o tempo –, logo fora obrigado a afastar a boca do membro do outro vendo sua saliva revestir o pênis do Park perfeitamente bem. Suspirou com a bela visão antes de desviar seus orbes para o mais velho.

Jimin já não sabia descrever em palavras coerentes o que lhe dominava naquele momento. Tantas sensações gostosamente pecaminosas obviamente lhe poupariam explicações concretas, e nem mesmo ele fazia questão de compreender tudo que se debatia em si, apenas sabia que, fosse o que fosse, estava lhe proporcionando os melhores momentos de sua vida.

Ambos se encararam pelo que pareceram lindos dias ensolarados, até que Jungkook retomasse sua posição lambendo a glande de Jimin lentamente, os olhos negros cravados nos do mais velho o impedindo de sequer pensar em desviar o olhar.

E Park também não se atrevia a cometer tal equívoco, afinal a visão que tinha era simplesmente... Como um dèjà vu.

Sim, Jimin já se deparara com aquela cena muitas e muitas vezes... Em seus sonhos, melhor dizendo. Eram noites difíceis em que seu membro rijo e pulsante lhe despertava em pleno desespero e necessidade, pronto para enterrar-se no híbrido e fazer dali a sua estadia permanente, juntando ambas as almas numa única áurea...

Rosnou em antecipação.

Jungkook, por sua vez, maquinava a mil por hora! Desejava saber o que se passava na mente de Jimin, queria saber o que sua imaginação refletia com relação a si, pois estava mais do claro que o Park pensava em seu ‘saeng com uma intensidade equivalente a sua.

— No que está pensando? – Jungkook deixou escapar ao que seu olhar exalava curiosidade em direção ao mais velho.

Jimin sorriu apoiando-se sobre os cotovelos podendo ter a perfeita visão de Jeon tão próximo de seu membro, praticamente de quatro sobre a cama e com a bunda farta arrebitada, onde seu rabinho tremelicava inocentemente, completamente alheio ao que se passava ali. Suas longas orelhas tinham as pontas curvadas sobre o rosto suado com lábios completamente babados...

Um perfeito pornô...

— Em que eu estou pensando? – Riu em deboche após percorrer os lábios secos com a língua – Ah Jeon... Deseja mesmo saber, pequeno? – Viu os orbes sombrios brilharem através da franja bagunçada.

Jungkook assentiu freneticamente. Algo em seu âmago expandia-se aos poucos, como quem enche um balão.

— A única coisa em que consigo pensar é no quanto quero foder você, Jungkookie. – Seu corpo convulsionou singelamente sob o colchão em reforço às palavras ditas. Gemeu languidamente somente por ter as possibilidades bombardeando sua mente ansiosa. Pôs-se de joelhos e encarou o híbrido que rapidamente colocou-se na mesma posição para facilitar o contando visual – Você gostaria disso, não é? – Sua destra cortou o ar até a bochecha esquerda do mais novo desferindo uma leve carícia ali.

Jeon, por sua vez, viu-se sem palavras diante da confissão que, secretamente, suspeitava, porém que causara em si tantas reações internas que estas acabaram por aquietarem-se. Nenhuma resposta fora proferia de sua parte, apenas encarava os olhos acastanhados do dono afogando-se em toda a malícia morna ali contida.

— Responda ‘pro hyung, Kookie-ah... – Seus dedos deslizaram pela bochecha farta e firmaram-se sobre o maxilar bem moldado. Jungkook assemelhava-se a um boneco de porcelana perfeitamente esculpido – Você quer que eu te foda? – Jimin sentiu-se orgulhoso pela rouquidão repentina em suas palavras que, com total certeza, afetariam o outro.

E ah, como afetaram...

Jungkook sentiu seu corpo adormecer por um instante antes de um arrepio devastador lhe tomar as estruturas. Em sua mente apenas reinava um único pensamento: precisava de Jimin dentro de si o mais rápido possível! Seus ouvidos ecoavam o berro necessitado de seu membro que exigia atenção urgentemente! Mal percebeu quando suas mãos passaram a tremer e o suor desprendia-se de sua pele junto a ofegos ansiosos... Somente a ideia de ter o membro do dono em si já o deixava completamente tonto...

— S-sim, hyung! – Balbuciou em meio ao desespero repentino que lhe afligia os sentidos. Sentia seus olhos arderem pelas lágrimas ali acomodadas... O tesão pedia para libertar-se de seu corpo de todas as formas possíveis – Oh, p-por favor Jiminnie... Me fode... Fode o seu coelhinho hyungie!

Para o Park aquilo fora como levar um soco no estômago...

A voz pecaminosamente deliciosa de Jeon moldada em súplicas tão submissas trouxe à tona seus desejos mais obscuros, os sonhos mais pervertidos e a devassidão tão bem escondida por si em respeito à “inocência” alheia. Talvez não houvesse apenas um fio em si... Havia muitos mais!

Hesitação...

Medo...

Cautela...

 

Foda-se!”, foi o que gritou em pensamento. A situação chegara ao seu limine no exato momento em que pisara naquele apartamento. Não lhe restavam barreiras a derrubar, armas para empunhar ou escudos para sustentar. Sua liberdade lhe ricocheteava as veias que pulsavam sobressaltadas em suas têmporas.

“Foda-se, Jimin, foda-se!”

Suas asas desabrocharam para muito além das omoplatas tesas.

Jimin avançou contra Jungkook o deitando na cama novamente. As mãos ágeis trataram logo de despir o mais novo da calça e cueca que lhe impediam de desfrutar do amado por completo. Ver Jeon nu somente serviu para dar impulso à cautela do Park que já lhe dava adeus há algum tempo. Seus olhos varreram cada centímetro daquele corpo, demorando-se propositalmente no falo mediano de grossura um tanto quanto impressionante para um híbrido de seu porte; as veias esverdeadas pulsavam em conjunto ao que a glande cuspia pré-gozo em gotas adoráveis. Logo abaixo vinham as coxas que por muito tempo dominaram a mente do dançarino sem pudor ou ao menos um pedido formal de licença.

Jeon apenas acompanhava o olhar do dono, tornando-se cada vez mais necessitado de seus toques tanto quanto um piano necessita que suas teclas sejam tocadas no compasso correto para, assim, ecoar a mais bela canção já ouvida por aqueles os quais a carência de majestosidade lhes aprisionava o peito.

As mãos do mais velho apertaram as coxas chamativas do garoto abaixo de si sentindo seus músculos tencionarem-se de forma deliciosa. As pontas gélidas de seus dígitos escorregaram para o interior daquela área explorando o local em movimentos circulares.

— Ah, merda! – Grunhiu tamanho êxtase que o contato com a pele do outro lhe causava – Puta merda, Jungkookie! Por que tão gostoso huh? – Seus lábios tocaram a coxa esquerda do menor.

Jeon sentia a área formigar sob o outro. Seus olhos se reviraram e a respiração que a tanto custo trouxera ao ritmo normal foi para a puta que pariu. Gemeu manhoso.

— Gosta, não é? – Park desferiu um chupão forte naquela vastidão láctea – Gosta quando te elogio... Gosta quando digo o quão gostoso é e o quanto estou ansioso em te foder...

­— Ahn... Ah Jiminnie... S-sim, eu g-gosto... – A saliva acumulada em grande quantidade lhe entrecortava a fala.

— Quem diria... – Riu-se o moreno, a insanidade abolira o filtro que lhe barrava as palavras e pausava os movimentos – Nunca pensei que por trás da máscara inocente do meu pequeno híbrido escondia-se um verdadeiro pornô... É isso que você é, Jungkook: um pornô altamente viciante que está completamente submisso ao seu dono, que fantasia com ele, não é mesmo?

O outro apenas assentia. As carícias que o mais velho realizava no interior da sua coxa e levavam espasmos quentes à sua intimidade lhe secaram a garganta, impossibilitando que qualquer mísera palavra coerente se formasse.

Gemeu alto, porém, quando um tapa estalado e ardido chocou-se com a sua pele imaculada de tamanha brusquidão. Focou Jimin no mesmo instante, deparando-se com um olhar predador que, ao invés de causar-lhe receio – que era a reação até então mais óbvia – apenas fez com que seu membro pulsasse mais fortemente. As longas orelhas felpudas amoleceram, espalhadas pelos travesseiros de fronhas escuras. O rabinho inquieto atritou com o colchão, impulsionando uma explosão de prazer pela coluna do híbrido...

Até então não tinha ciência de que aquela área era tão sensível.

Park reprimiu um sorrio ao assistir às reações de Jungkook. Voltou a lhe estapear a coxa, vendo de camarote como a marca de seus dedos destacava-se na pele extremamente alva... Era lindo de se ver.

— Quero que me responda quando eu falar com você, Jeon. – Lutou para manter a voz firme, sem vacilar um instante sequer, mesmo com o vislumbre do híbrido tão ébrio de tesão – Você é um coelhinho safado, não é?

Kookie, após tomar uma grande lufada de ar para dentro dos pulmões, respondeu:

— Sim, hyung! Sou seu coelhinho safado!

— Isso, muito bem... – Sorriu doce subindo ambas as mãos até que as firmasse na cintura delgada. Via como as pálpebras bloqueavam os orbes do outros quase que completamente, transformando seus olhos em meias-luas extremamente fofas – Agora diga Kookie... Você quer que o seu dono te prepare?

Jeon viu-se obrigado a ponderar. Pelo que pesquisara sobre o assunto tinha ciência de que a preparação era a melhor forma de amenizar mesmo que minimamente a dor que sabia que iria apossar-se de seu corpo dali alguns instantes. Contudo, porém, entretanto, todavia... Ele já não se encontrava num estado capaz de distinguir o que era ou não apropriado, certo? Mal conseguia focalizar em uma coisa só tamanha as sensações que lhe subiam à cabeça num piscar de olhos.

Estava com pressa.

— N-não, Jiminnie...

Park até queria dar ouvidos às palavras do mais novo e enterrar-se em si de uma vez, porém dentro de si ainda residia todo o cuidado que nutria pelo outro, o que o fez cogitar se seria uma boa ideia. A última coisa que desejava era ver Jungkook ferido.

— Tem certeza? Isso vai doer um pouco, você sabe... – Amaciou a voz com o intuito de conseguir atingir o híbrido.

Jungkook apenas assentiu.

Quero te sentir logo, ChimChim... – Não poderia ter dado justificativa melhor.

Jimin, mesmo ainda incerto mediante as consequências negativas que isso provavelmente traria, posicionou-se melhor entre as pernas de Jeon que simplesmente amolecera sobre o colchão, inebriado demais para impor-se de alguma forma.

Resgatou toda a cautela por momentos deixada de lado e posicionou sua glande na estrada rósea e piscante do mais novo. Fitou-o nos olhos, sendo prontamente retribuindo por uma galáxia inerte que exalava luxúria em ondas cósmicas que logo consumiram seu corpo de pulsações diversas e descompassadas.

Respirou fundo e, ao que expirava o ar de seus pulmões, adentrou o interior carnudo de seu ‘saeng lentamente, logo tento a sensação das pregas até então imaculadas tentando expulsá-lo. Assim que teve e glande acomodada, focou em Jungkook: lágrimas finas orvalhavam o canto de seus olhos e os lábios comprimidos prendiam resmungos e sons de desconforto. Park apenas sorriu doce e guiou os lábios até o pescoço do híbrido, distribuindo selos amorosos a fim de, de alguma forma, confortá-lo do incômodo que visivelmente sentia.

Aos poucos adentrava o outro por completo, a sensação de aperto e calor consumindo os quatro cantos do seu corpo como um furacão de prazeres. Assim que se postou inteiramente dentro de seu coelhinho, pausou os beijos em seu pescoço e apenas ficou parado, aspirando o aroma natural da pele alheia que desprendia-se de seus poros conforme o suor lhe banhava o corpo.  

Nenhum dos dois cronometrou o período em que tudo permaneceu quieto e estático, mas a sensação sentida por ambos quando Jungkook precipitou seu quadril contra o outro e soltou um suspiro imerso foi o mesmo de pressionar o replay e recomeçar a saga viciante de prazer sobre a qual os dois já não tinham mais controle algum.

Jimin, ao absorver a permissão muda do mais novo, apoiou-se com ambas as mãos na cabeceira da cama e estocou uma vez, devagar e profundo. Sua resposta veio imediatamente: um gemido lânguido e rouco de Jeon, levando os espasmos em seu corpo a abrirem caminho por todo e qualquer mínimo espaço disposto.

O ritmo outrora vagaroso evoluía conforme o prazer de ambos ecoava por entre seus lábios e tomavam todo o cômodo numa sinfonia variada de tons e entonações; os lençóis úmidos pela transpiração conjunta grudavam levemente em suas peles febris.

Park desceu seus olhos deparando-se com o olhar de Jeon sobre si ao que ofegava e gemia em tons predominantemente manhosos. O híbrido tinha a franja presa à testa pelo suor de as bochechas rubras em um tom vibrante. Suas longas orelhas tremelicavam vez ou outra na mesma proporção das estocadas do maior sobre si. Jimin levou a destra até a cabeça do outro puxando sua franja totalmente encharcada pata trás ao que descia o rosto até que seus lábios ressecados tocassem o lóbulo do coelhinho.

— Era assim que imaginava, Kookie-ah? – Grande foi o esforço exigido de si para manter a voz estável enquanto entrava e saía do interior delicioso do híbrido.

Maior ainda fora a sua surpresa quando assistiu Kookie negar com a cabeça em meio a arfares entrecortados por grunhidos e reboladas contra o seu membro. Piscou algumas vezes tentando buscar um sentido na negação do mais novo.

— E-então como imaginava, amor? Como queria que seu dono o fodesse, Jungkook? – Lhe chupou o lóbulo sorrindo vitorioso ao notar a epiderme eriçada de quem se postava abaixo de si.

— S-sempre te vi me c-comendo de q-quatro, ChimChim hyung... – Seus dizeres distorcidos pela aspereza do louco prazer trouxeram arrepios gélidos ao corpo do mais velho que sorriu lascivo em resposta, pausando suas investidas.

Jimin retirou-se de Jeon e, com as mãos firmes em seus quadris, virou-o de barriga para baixo. Jungkook logo ligou os pontos entre a névoa de tesão que lhe consumia os átomos de seu corpo e apoiou-se sobre os cotovelos empinando sua bunda até que os joelhos se postassem firmes sobre o colchão. Ali naquela posição – empinado, exposto e vulnerável ao dono – pôde gemer sem pudor ao ter sua imaginação novamente a traí-lo diante de suas fantasias cada vez mais frequentes naquelas últimas semanas.  

Soltou um rosnado ao ser novamente penetrado pelo dono – desta vez sem tanta cautela. As investidas não demoraram a vir, cada vez mais fortes e brutas, compassadas num ritmo constante que logo envolveu seus batimentos. Tudo ornava entre si, até mesmo os sons devassos provenientes de ambos.

— M-melhor assim, Jeon? Huh? – O peitoral orvalhado colou-se às suas costas úmidas. A voz sussurrada como de quem conta um segredo intensificou o fogo que se alastrava em suas veias.

— M-muito ChimChim... Oh! T-tão grosso hyung! – Já não prendia as palavras em seu âmago, simplesmente deu carta branca para que elas se libertassem sem qualquer restrição ou parâmetro.

Àquela altura Jimin delirava. Não distinguia absolutamente nada ao seu redor que não fosse ele e Jungkook. Tremia cada vez que se enterrava no mais novo e sentia tudo girar da forma mais prazerosa que achava ser possível.

O choque das peles e os sons molhados da penetração reverberavam em seus ouvidos como um combustível para aquela jornada deleitosa. Não havia mais sentidos coerentes ou sentenças plausíveis, apenas prazer e mais prazer.

Jimin mantinha-se firme aos quadris de Jeon, pois suspeitava que poderia simplesmente desabar se não se segurasse ao híbrido, tamanha dependência que seu corpo estabelecera pelo dele. Raízes entrelaçadas e essências misturadas numa única cápsula de harmonia constante. Eram apenas eles... Mas esse “apenas” já não soava tão singelo.

Park quase gritou quando sentiu seu membro acertar um ponto profundo em Jungkook que levou o coelhinho a arquear as costas e urrar como um animal selvagem em pleno cio. Aproveitando-se disso o dançarino o abraçou colando seus corpos e sentando na cama de forma que o outro se acomodasse em seu colo de costas para si. Interrompeu os próprios movimentos permanecendo dentro do menor e ondulou seu quadril contra as suas nádegas, de forma que sua glande acariciasse em movimentos sutis a próstata alheia.

Em seus braços, Jeon tremia. Tremia como se estivesse abandonado em plena nevasca completamente nu. As orelhas caídas ao lado do rosto mostravam-se tão inquietas quanto o seu rabinho, que logo Jimin tomou em mãos brincando com ele entre os dedos. Em resposta recebeu um gemido engasgado de Jungkook, seus movimentos no interior do moreno foram cessados com uma brusquidão capaz de romper qualquer laço de lógica antes presente ali. O híbrido resmungou palavras desconexas em desaprovação, o que levou o Park a rir internamente.

— P-por que parou h-hyung? ‘Tava tão gostoso... – Remexeu-se manhoso tentando retomar os movimentos, mas Jimin o impediu pressionando seu corpo contra o seu. Sentiu o mais novo soluçar – A-aigoo! J-Jimin eu... E-eu preciso...!

Apoiou o queixo no ombro do coelhinho podendo vislumbrar seu perfil: os olhinhos estavam fechados com força enquanto lágrimas rechonchudas lhe cortavam as bochechas. Sabia que ele não chorava de tristeza, e sim, de tesão. Aquilo lhe era tão adorável que espremeu o rabinho contra a sua palma o fazendo arregalar os olhos de supetão, murmurando necessitado.

­— Do que você precisa Jungkookie? Seja mais específico... – Pôs a língua para fora da boca percorrendo o pescoço alheio com a mesma. Suas papilas gustativas foram preenchidas com o sabor salgado de seu suor em conjunto com a doçura de sua pele macia.

— Awn Jiminnie... Eu... Eu preciso gozar, hyungie! – Exasperou-se.

Satisfeito com a resposta, Jimin deu uma estocada forte acertando seu ponto doce em cheio. Arfares soaram da parte de ambos, quase em uníssono.

— Quer que o seu dono te faça gozar, Kookie? Huh? – Rebolou provocativo, acarinhando a sensibilidade em seu interior como quem suborna uma criança mimada.

— S-sim! Oh sim, Jimin! F-faz o seu c-coelhinho gozar, hyung! Eu fui tão, t-tão bonzinho!

­— Hm... Foi mesmo... – Fingiu ponderar. Jungkook tentou quicar em seu colo, e por mais que a possibilidade lhe fosse deveras agradável, continuou a pressioná-lo contra si impossibilitando qualquer movimento. – Calma amor, o hyung vai fazer você gozar, okay? Mas você tem que gemer bem bonitinho ‘pra mim, combinado?

Jeon assentiu afobado. Ofegos quase apelões desprendiam-se de sua garganta.

Sendo assim o Park afrouxou Jungkook do aperto que estabelecia ao seu redor, mas permaneceu com os braços a circundá-lo. As estocadas recomeçaram com força, sempre acertando o ponto de prazer do híbrido. Este também investia contra Jimin ao que rebolava e quicava, gemendo em agonia com a sensação do orgasmo tão próxima.

— I-isso hyung! Céus, assim, acerta de novo! Awn Jimin! – O tom que certamente beirava berros arrastados não era levado em consideração no momento.

Deixando-se levar pela voz gostosa de Jeon e pela felação maravilhosa em seu membro, o mais velho logo sofria tremores monumentais em suas estruturas frágeis e mortais. Apitos consecutivos no fundo de sua mente empapada de prazer anunciavam um ápice desconcertante.

Não foram necessários muito mais movimentos para que Jungkook se desfizesse contra o próprio peito sem sequer precisar ser tocado e Jimin fosse atingido pelo orgasmo dentro do mais novo, recheando toda a sua cavidade morna com sua semente.

Despencaram, então, sobre o colchão, largados como duas almas desesperadas, embora em seus respectivos âmagos reinasse a mais plena paz. O torpor pós-orgasmo desacelerou o tempo ao redor, deixando tudo em câmera lenta: a forma como o corpo do coelhinho encolhia-se contra o dono que não tardou em envolvê-lo em seus braços protetores, as respirações descompassadas voltando gradativamente aos conformes, os bocejos exaustos que guiavam suas mentes desgastadas ao sono profundo... O “eu te amo” proferido em uníssono antes de adormecerem.

Unidos ali estavam: dispostos como cadáveres pacientes para a próxima turbulência que sabiam que viria mais cedo ou mais tarde, mas sabiam que enquanto seus corações se mantivessem nas mãos um do outro, nada seria forte o bastante para romper seus fios recém-remendados. 


Notas Finais


Bem, cá estamos nós.

Gostaria de começar falando sobre o Lemon...
Esse foi o meu primeiro Lemon concluído, portanto estou totalmente ciente de que há muitos pontos a melhorar e que provavelmente não correspondeu às expectativas de vocês. Se esse for o caso, sinto muito. Prometo que vou tentar melhorar nesse quesito, okay? Mas torço para que mesmo tendo um Lemon bem mais ou menos, o capítulo em si tenha compensado, principalmente o final.
Caso alguém queira entrar em contato comigo além do Spirit, esse é meu Twitter: @baby_catynews

Agradecimentos :::

§ Quero agradecer à você. Sim, você mesmo que está lendo isso agora. Hey, saiba que sou muito grata por ter chegado até aqui e por gastar parte de seu precioso tempo com esta fanfic. Não sabe o quanto me faz feliz saber que você leu, mesmo que talvez tenha odiado... Sempre quis que minhas histórias chegassem a algum lugar, e graças a você ela chegou. Muito, muito obrigada! <333
Nós batemos os 100 favoritos! É a primeira vez que bato os 100, e esse é um sonho meu bem antigo, sabem? Juro que chorei de emoção ao ver quantas pessoas haviam favoritado! Sério, meu coração está dividido para cada um de vocês igualmente. Não há palavras que expressem a minha gratidão SZ
§ Agradeço também ao @Tacco pela capa linda da fic! Muito obrigada amigo! Você divou como sempre e deu mais cor a essa humilde história! Saranghae <3
§ Um muito obrigada à @Juhbaginha, @Lee_Eunji, @Lee_NamSun, @Pudinzinho007, @Jubira, @sraMalfoypotter, @wonshik, @Jack_Phoenix, @Tacco e @Nicky- por terem me dado tanto apoio, carinho e ajuda durante os meus momentos difíceis e confusos. Saranghae <3

Dedicatórias :::

Tendo em vista os agradecimentos acima, gostaria de dedicar essa fanfic à:

§ @Juhbaginha
§ @Lee_Eunji
§ @Lee_NamSun
§ @Pudinzinho007
§ @Jubira
§ @sraMalfoypotter
§ @wonshik
§ @Jack_Phoenix
§ @Tacco
§ @Nicky-

Novamente muito obrigada à todos vocês que favoritaram, leram e comentaram! Serei eternamente grata a cada um <33
Espero que apesar das imperfeições vocês tenham gostado da fic e que tenha valido à pena ler. Eu juro que me esforcei ao máximo 'pra isso!

Saranghae todos vocês <333

Nos vemos numa próxima gatolhos e gatolhas!

Beijos da Caty! *Meow*

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『 ∆ ᴅɪᴠᴜʟɢᴀçãᴏ ∆ 』

❥ Age Play
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→ sʜɪᴘᴘ: YoonMin
→ ғᴀɴғɪᴄ:
( ) ᴏɴᴇsʜᴏᴛ
(X) ᴛᴡᴏsʜᴏᴛ
( ) 3sʜᴏᴛ
( ) sʜᴏʀᴛ!ғɪᴄ
( ) ʟᴏɴɢ!ғɪᴄ

❥ September 21st
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→ sʜɪᴘᴘ: JiKook
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( ) sʜᴏʀᴛ!ғɪᴄ
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❥ For Detention!
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