História My Favorite Neighbor - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jungkook, Sugamin, Taekook, Vkook, Yaoi, Yoomin
Exibições 19
Palavras 2.034
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - O nome dele é Taehyung


Fanfic / Fanfiction My Favorite Neighbor - Capítulo 3 - O nome dele é Taehyung

Aerum não falava.

Foi a primeira coisa que notei quando tomei a sua pequena mão e o conduzi até o meu apartamento. Já havia lhe perguntado se estava com fome ou queria brincar de alguma coisa, mas a única resposta que obtive foi uma mirada fixa sobre a minha pessoa. Como se analisasse detalhadamente uma espécie rara. Então tive que reunir toda a minha paciência que me restava e permiti que a criança vivesse o seu próprio espaço.

A segunda coisa que percebi foi a sua estranha mania de mover constantemente as suas mãos, dos quinze minutos que havíamos passado em silêncio, não houve uma única vez que elas estiveram em inércia. Mas era engraçado observá-lo balançando-as para cima e para baixo enquanto caminhava à pequenos passos pela minha sala completamente vazia. O mesmo parecia ver com atenção tudo ao seu redor, até a mínima mancha da parede.

A última coisa que descobri foi que o Aerum era bem mais feliz sentado em um canto qualquer do chão e cravando os seus olhos à janela do que à presença de minha companhia. Tanto que ele chegou a rir com uma verdadeira diversão enquanto se animava a continuar explorando a sala desconhecida. Preferi deixá-lo quieto. Principalmente porque eu não sabia como lidar com uma criança.

Assim que, pelas próximas duas horas limitei-me a apenas ficar sentado no chão e escrever uma letra ao menos apresentável para o trabalho. A minha cabeça procurava pelos cantos alguma inspiração para o tema de minha canção, mas não consegui encontrar uma luz sequer. Já que nenhuma ideia sobre mim valia a pena colocar no papel. Ou era isso que eu pensava até dar um play na lista de reprodução do meu celular.

Uma estridente melodia de Fantastic Baby de Big Bang soou pelas paredes do apartamento vazio. Fazendo-me levantar num salto. Ela era uma das minhas músicas favoritas e me encantava dançá-la. Provavelmente, essa era uma das poucas coisas que me divertia: cantar e dançar. E foi aí que lembrei-me de que esse detalhe era digno de mencionar no trabalho, já que fazia parte de mim.

No entanto, antes que eu voltasse a deitar sobre o chão e anotar a ideia que poderia evaporar o tão rápido quanto chegou, observei surpreso o Aerum se aproximar à passos tímidos até mim, enquanto analisava o meu aparelho sonoro com atenção e curiosidade. E justo na parte que o refrão foi entonado, o mesmo deu um pulinho de felicidade acompanhado de aplausos histéricos.

- Então você também gosta de Big Bang..?

Sorri com ternura ao vê-lo animado com a música e não me segurei para pegá-lo num abraço apertado e começar a saltar pela sala com o menino nos braços.

Ele se tensou ao sentir um repentino contato, mas logo se aferrou ao meu pescoço e riu contente. Pela primeira vez, senti-me confortável na presença de uma criança.

Como se as horas passassem voando, a música deu espaço para Bad Boy e muitas outras do grupo, as quais não deixei de dançar e cantar ao volume máximo com o Aerum nos meus braços nenhuma vez. Quando finalmente, as canções passaram a ser mais lentas e calmas que permiti-me cair ao piso frio com toda a elegância.

Poderia estar suado e agitado, mas não perderia a minha graça característica.

O garotinho continuava rindo e batendo palmas enquanto sentava de frente à mim. E foi no meio dessa alegria que descobri que o menino possuía o mesmo sorriso inusual do meu vizinho. Um suave retângulo que deixava à vista todos os seus dentes. O cabelo escuro diferenciava bastante do mais velho, entretanto, ambos eram bem parecidos.

- O mocinho é muito lindo, sabia? - murmurei com divertimento enquanto o puxava até mim e depositava um beijo casto em sua bochecha sem poder me conter. Aerum simplesmente deixou uns risinhos infantis escaparem de sua pequena boquinha e saiu dos meus braços para sentar-se ao meu lado.

Não demorou muito para o barulho da campainha ecoar pela sala.

Liguei a tela do meu celular e engoli seco ao ver o horário que havia passado das seis. Não é como se não soubesse exatamente quem me esperava do outro lado da porta, mas a hipótese de ter que encarar novamente aquele meu vizinho sorridente fazia todo o meu estômago embrulhar em nervosismo e querer saltar-me da janela. Aquele quadro de vidro nunca me fora tão atraente.

No entanto, afastei esses pensamentos suicidas ao recordar que havia uma criança que certamente ficaria traumatizada caso vesse um ser humano pulando da janela do quarto andar.

Engoli seco e caminhei à passos largos até a entrada enquanto milhares de questionamentos rodeavam pela minha mente.

Quando finalmente abri a porta e encontrei o moreno alto de sorriso quadrado, não pude deixar de sentir-me nervoso, mas não esqueci de devolver o gesto mesmo que minimamente.

- O-Olá, me chamo Jeon Jungkook. Pra-

- Appa!

Sou interrompido assim que vejo um Aerum passar correndo ao meu lado e parando bem em frente ao meu vizinho, sorrindo abertamente e erguendo os seus braços num claro pedido de colo. O qual logo foi atendido pelo seu pai que pede desculpas envergonhado pela falta de educação da criança. Apenas balanço a minha cabeça não ligando e abro um espaço para a sua passagem.

- Obrigado por ter cuidado do meu filho. Meu nome é Taehyung. Kim Taehyung.

Kim Taehyung.

Repeti o seu apelido mentalmente, para que assim, pudesse certificar-me de que havia escutado bem. Provavelmente, esse nome ficaria gravado em minha mente juntamente ao seu sorriso.

- Eu espero que o Aerum não tenha causado problemas. Ele costuma ser bem energético.

Neguei novamente com a cabeça, indignado com a ideia de que o menino poderia ter causado algum problema à mim. A criança era um anjo.

- Vejo que o seu gosto é bem minimalista. - diz casualmente observando o seu arredor a medida que adentrava à minha sala.

Sinto as minhas bochechas esquentando ao perceber que este se referia ao meu apartamento carente de móveis.

- Desculpe, é que-

- Eu não disse que isso era ruim. A minha sala parece um arco íris de brinquedos, então até que gostei.

Com essa confissão, a minha vergonha havia dobrado de tamanho e de intensidade, pois a ardência em meu rosto já tinha passado para as minhas orelhas e pescoço. Portanto, abaixei a cabeça nervoso e murmuro um agradecimento tímido. Não estava muito afim de explicar o fato de minha mãe ter se recusado a pagar uma moradia decente para o seu próprio filho e tê-lo largado sozinho num lugar desconhecido.

Ainda que muito envergonhado, perguntei se ele se importaria de beber água, pois era a única bebida que eu tinha no momento e não havia outra coisa para oferecer-lhe, mas assim que o mesmo assentiu dizendo que adoraria um copo de água, fiz o meu caminho à cozinha um pouco menos nervoso.

Durante o tempo que ficamos conversando, descobri muitas coisas curiosas de sua parte. - Ou de sua vida. - Alguns foi à base de observação, como o fato de sempre estar sorrindo, o que me deixou hipnotizado pela sua beleza natural. Os seus olhos pequenos mas bem redondos era fofo de se ver - igual ou mais que Aerum -, assim como o seu cabelo castanho que caía uniformemente na altura de suas sobrancelhas. No entanto, o que mais me deixou ofuscado em seu sorriso era o poder de influência do mesmo. Era impossível não se sentir atraído pelo bom humor do maior, pois até mesmo o meu desânimo imbatível parecia ter sumido em sua presença.

Taehyung era um daqueles típicos garotos extremamente amigáveis e sociáveis, por isso não duvidei que o seu sorriso fosse algo tão natural quanto respirar. O que de fato me irritou profundamente, já que eu era egoísta o suficiente para desejar que ninguém tivesse o privilégio e vê-lo sorrindo.

O segundo, e o mesmo que Aerum, o moreno se movia muito no momento de falar, como se não conseguisse ficar parado por mais que cinco segundos e necessitasse de estar em ação constantemente.

Em terceiro lugar, ele também estudava música na mesma faculdade que a minha. Só que com a única diferença de que este já estava no terceiro ano. É surpreendente como o mundo é pequeno.

Quarto, e último, ele era um pai solteiro.

Eu decidi não questionar esse último - apesar de morrer de curiosidade - por causa da mirada perdida que o maior dera ao mencioná-lo. Portanto, limitei-me a assentir em silêncio, não sabendo o que dizer ou fazer em continuação. Eu estava cheio de dúvidas, não posso negar, no entanto, não me sentia o suficiente próximo para perguntá-lo ao respeito. O que de uma forma era frustrante, pois eu queria servir de sua ajuda, ainda mais se for para tirar aquela expressão dolorida de seu rosto esculpido pelos Deuses.

Taehyung certamente era mais bonito sorrindo. Principalmente se for o sorriso quadrado.

- Trabalho de manhã como auxiliar de um estúdio de gravação. - contava-me enquanto brincava com a manga de sua blusa preta. - E de tarde, estudo música. Por ser um garoto educado, o meu patrão me deixa ficar com Aerum durante o trabalho, mas de tarde, não tenho ninguém para cuidar dele e muito menos posso levá-lo para a faculdade. Então geralmente o deixo na loja do Jin hyung, mas parece que hoje surgiu uma emergência e ele não pôde ficar com Aerum. - escutei um suspiro cansado escapar de seus lábios, fazendo-me questionar o porquê do nome mencionado parecer-me familiar. No entanto, assim que este voltou a falar, retornei a minhã atenção à si. - É complicado. O meu filho está para cumprir os cinco anos e eu só tenho vinte e um... As pessoas não veem com bons olhos algo assim.

Franzi o cenho ao notar um tom triste em sua voz.

E eu quis animá-lo dizendo que as pessoas eram idiotas por julgar um rapaz jovem que passeava com o seu filho. Nunca havia entendido o motivo pelo qual o ser humano se prendia tanto nos erros do passado, sendo que o que importava era o presente. Ainda mais se a pessoa continuava caminhando de cabeça erguida apesar de tudo que havia passado. Mesmo que tenha uma vontade imensa de escutar a história, sabia que não era o correto, a maneira como Taehyung havia apagado em si mesmo era a maior prova disso. E tal realização me fez sentir que eu sequer podia perguntar o por quê do Aerum não estar em um jardim devido à sua idade correspondente.

- Aerum entende quando as pessoas nos olham mal nas ruas. Um garoto tão novo que nem tem idade para ser pai. Mas mesmo com os erros que eu cometi, jamais poderia me arrepender dele. - disse puxando a criança para sentar sobre as suas pernas. - Nunca pergunta pela mamãe e nem o por quê do papai sempre estar ocupado. Não é, bebê? - pergunta com carinho ao menino que sorriu. - Queria que algum dia ele entendesse que o papai o ama muito e nada do que os outros dizem é importante.

Assenti em silêncio, engolindo o nudo que formara em minha garganta.

- Taehyung-ssi, você é forte.

Taehyung sorriu com suavidade. Era um sorriso tão bonito como os outros do moreno, mas eu tinha a certeza de que ninguém mais havia visto além de mim, pois era um sorriso fraco. Não era de alegria e muito menos simpático. No entanto, era mais humano.

Só fazia um pouco mais de uma hora que o conhecia, entretanto, eu sabia que aquele sorriso era só meu, e de ninguém mais.

- Obrigado, Jungkook-ah.

Senti algo borbulhar dentro da minha barriga ao ouvir o meu nome sendo pronunciado pela sua boca pela primeira vez, e irritantemente, descobri que eu adorava essa sensação e queria que o maior sussurrasse mais vezes o meu nome com a sua voz grossa e levemente rouca. Não sabia se era de alegria ou simplesmente pela sonoridade, mas conclui que aquela palavra se encaixava perfeitamente nos seus lábios finos e largos. Assim como eu gostei chamá-lo pelo seu nome. Bem melhor que "O meu vizinho do sorriso retangular."


Notas Finais


O que acharam?
Espero que tenham gostado... Criei Aerum porque o V sempre me pareceu um papai carinhoso, então tive que colocá-lo na fic
O capítulo ficou meio curto, mas é porque não tive mais inspiração para continuar... Então tive que me conter com apenas a aparição do nosso TaeTae~
Mas prometo que no próximo capítulo colocarei mais personagens e mais conteúdos, claro, pq nesse aqui não acontece coisa nenhuma :/
Até ~


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