História My favourite mistake - JB - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ashley Benson, Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Exibições 36
Palavras 2.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - Just Friends


O fim daquele dia, assim como o fim da semana, passaram como um borrão, chato e vago, eu não tive animo para fazer muitas coisas, passei a maior parte do tempo dormindo ou assistindo algum programa aleatório na TV. 

Comecei a tentar me afastar de Natasha, mas todas as vezes que tentava isso, ela rapidamente percebia e me questionava sobre. 

A ideia de que ela possa estar grávida de um filho meu ainda ronda minha mente, eu não tenho coragem para perguntar e além do mais, tenho medo de que essa suspeita seja real. 

Theo está embarcando para Nova Iorque com a família de sua namorada, minha mãe e Nicholas foram passar o fim de semana fora e deixaram para mim a missão de ajudá-lo com sua mala, o problema é que ele não para de repetir a mesma pergunta desde quando entrei neste maldito quarto. 

- Tem mesmo certeza de que vai ficar bem? 

- Theodore, eu não sou mais uma criança, vá e se divirta! - Bufo e me sento ao lado de sua mala. - Não se preocupe comigo, sei me virar. - Sorrio, tentando convencê-lo de que estou bem. 

- Tudo bem, mas qualquer coisa me liga. - Ela acredita e reafirma o que já disse umas dez vezes ou mais. - É sério, eu volto na mesma hora. - Concordo com um movimento de cabeça e ele termina de fechar sua mala. 

Gabriela tem sido uma boa amiga, ela e Ryan têm feito muito para tentar me animar, me chamam pra todos os lugares onde vão, é até engraçado, aceitei sair com eles uma vez, até que foi legal, eles não ficam se agarrando de cinco em cinco minutos e isso fez com que eu me sentisse menos aliem entre eles. 

- Temos que marcar isso mais vezes. - Ryan disse me encarando com um sorriso animado demais quando parou seu carro em frente a minha casa. 

- Com  certeza! - Minha voz saiu um pouco bêbada, apesar de eu não ter ingerido nenhuma gota de álcool. 

Duvido que eles conseguirão me tirar de casa mais uma vez para algo daquele tipo. 

- Justin! - Meu irmão estala os dedos na minha frente. - Caramba, aonde você estava? 

- Ahn, pensando. - Me levanto. - Ajuda com as malas? 

- Não, tranquilo, eu mesmo levo. - Ele diz e me dá um abraço rápido. - Eu estava dizendo "tchau".  

[...]

Megan tem estado uma pilha de nervos hoje, e tem me deixado da mesma forma, é que o tal namorado dela, o brasileiro, que nasceu na Inglaterra, está querendo visitá-la, mas as regras do programa de intercâmbio dela são bem severas quanto a isso. 

- A gente levantou a possibilidade de que ele fique em um hotel, mas é bem caro, daí ele teria que passar menos tempo aqui ou não voltar por agora. 

- E por que ele não fica com você, na casa da Marina? 

- A senhora Campbell concordou que ele fique lá, mas a Anne está voltando para cá e o quarto que antes era vago pertence a ela. 

- E ele não pode simplesmente dormir com você? - Sugiro e ela revira os olhos. 

- Poderia, mas minha família brasileira acha isso uma puta falta de respeito com os Campbell.

- Nossa! - Lamento pro ela. - Bem conservadores, não? 

- É... - A expressão de Meg é triste e desanimada. - Eu pensei que talvez ele pudesse ficar aqui. - Ela fala rápido demais e abre um sorriso gigante em seguida. 

Penso por um momento, tenho o plano perfeito em mente. 

- Não mesmo, minha mãe me mataria. 

- Oh, desculpa, eu não quis ser... 

- Megan, não precisa se desculpar por isso. - Sorrio de lado. - Mas infelizmente, não tem como. 

- Tudo bem, vou tentar convencer meus pais de que não seria uma afronta o Chaz dormir na mesma cama que eu. - Ela ri. 

[...]

Depois que Megan saiu, o que eu fiz foi, conseguir entrar em contato com o namorado dela, bastou entrar em sua conta do facebook e encontrar o perfil de Chaz Payne. 

[...]

Estou me preparando para o inicio de mais uma maratona de séries quando a campainha toca, bufo e afasto minhas cobertas, desço as escadas e olho o visor da câmera. 

- O que ela tá fazendo aqui? - Pergunto para a imagem de Natasha em preto e branco. 

Caminho até a porta, a abro um pouco e espero que ela diga alguma coisa. 

- Oi. - Digo, depois que um silêncio constrangedor toma conta do ambiente. 

- Ei, será que eu posso entrar? - Ela pergunta e me encara. 

- Claro. - Dou passagem para ela e fecho a porta em seguida. 

- Meu pai viajou, estava sozinha e com fome. - Ela diz. 

O que eu tenho com isso? 

- Hm, e... 

- Pensei que talvez poderíamos assistir algumas séries, comer alguns chocolates. - Ela levanta uma sacola de plástico e sorri. 

- Hm, claro! - Finjo animação.

Eu não entendo, a gente deveria manter uma relação de amigos, de preferência, uma daquela sem muita intimidade, mas daí ela aparece na porta da minha casa em uma sexta-feira a noite com chocolates e praticamente diz que sente falta de como as coisas eram antes. 

Eu devo estar ficando tão louco quanto ela. Balanço minha cabeça em uma tentativa de afastar os pensamentos que se passam pela minha cabeça e tento meu melhor sorriso. 

- Senti falta disso. - Ela divaga. 

- "Disso", o quê? 

- Seu sorriso... - Sua voz soa triste. - Eu não deveria ter vindo! - Ela olha para o chão e depois encara a parede ao seu lado. 

- Natasha, eu aceitei ser apenas seu amigo, lembra? 

[...]

Depois que preparei um lanche, fomos para a sala assistir um filme ou algo assim, mas Nat disse que preferia meu quarto, já que lá tinha como ela deitar e pegar toda a coberta para ela. Subimos correndo, eu queria comer o chocolate que ela havia trago, mas ela disse que não iria dividir comigo. 

- Eu não vou assistir isso. - Ela diz antes mesmo que eu selecione a série. - Tem um homem saindo de um lobisomem. Meu Deus! Escolha outra coisa. 

- Quanto drama! - Rio. 

- Aprendi com você. - Ela debocha e se deita no meu peito. 

Sinto meu corpo inteiro enrijecer, ela parece não perceber, se acomoda ali e me indica uma série com o indicador. 

Once Upon a Time, parece ser legal! 

- Tudo bem, mas da próxima, eu escolho. - Afirmo e a abraço pela cintura. 

Natasha dormiu, não sei se essa era a sua intenção, mas creio que não, fiquei com receio de acordá-la, mas não queria dormir na mesma cama que ela. Na verdade, eu queria sim, mas não sabia se ela iria querer o mesmo, por isso improvisei uma cama ao lado da minha, onde Nat estava dormindo e me deitei lá. 

Antes de fechar meus olhos, olhei mais uma vez para ela, que dormia tranquilamente. me levantei para cobri-la e dei um beijo em sua testa antes de me deitar novamente. 

- Justin! - Sinto meu corpo sendo chacoalhado. 

Abro meus olhos e encontro uma Natasha irritada me encarando na escuridão do quarto. 

- O que? - Pergunto confuso e ela reprime um riso. 

- O que diabos você está fazendo aí no chão? 

- Antes de você me acordar, eu estava dormindo. 

- E por que no chão? 

- Você pegou no sono e eu não queria acordá-la, também não sabia como iria se sentir em relação à...

- Não, para! Essa é a sua cama, você está  na sua casa e... - Ela para por um instante e desce da minha cama se deitando ao meu lado. - Não é novidade alguma pra nós dividirmos uma cama, Justin. 

- Não... É. Você não entende, Natasha... - Sento e me escoro no criado mudo. 

- O que eu não entendo. - Nat se deita em meu colo e fica me encarando. 

- As coisas, elas não podem começar a ser como eram antes. 

- E por que não? 

- Porque você não é mais a minha namorada? - Sugiro e ela revira os olhos como resposta. - Olha, isso tudo, parece ser muito mais fácil de lidar para você do que para mim. 

- Acredite, não está sendo nada fácil. 

- E por que tudo isso? Por que terminou comigo? 

- Eu fiz coisas das quais me arrependo, não quero que me odeie.

- Mas... 

- Não! Você me odiaria se soubesse. 

[...] 

Sinto um peso sobre meu corpo assim que desperto, olho para baixo e encontro Natasha deitada sobre meu peito, sua boca levemente aberta, sua respiração calma indica que ela está em um sono profundo. Acaricio seus cabelos levemente. 

Na tentativa de levantar, Nat se mexe incomodada e eu fico estático, espero que ela se acomode com o travesseiro colocado no lugar do meu corpo e vou tomar banho. 

Termino de me secar, enrolo a toalha ao redor da minha cintura e volto para o meu quarto. 

Nat ainda está dormindo. Caminho até meu closet, de onde retiro uma cueca e uma calça de moletom preta, deixo que a tolha caia e me visto. 

- Apreciando a vista? - Pergunto encarando Nat, que agora está sentada na cama, de modo que suas costas ficam escoradas contra a cabeceira. 

- Com certeza. - Ela diz mordendo o lábio inferior e rindo em seguida. 

Visto uma blusa de malha branca e me aproximo da beirada da cama. 

- Se quiser tomar banho, vou preparar o café. 

- Faz panquecas com Nutella, por favor! - Ela pede empolgada e eu rio. 

- Você tem estado manhosa. 

- E você chata. 

- Invertemos os papeis. - Dizemos juntos e começamos a rir. 

- Parece até que combinamos. - Digo e ela ri concordando com um movimento de cabeça. 

[...]

Deixei Nat tomando banho e desci para preparar o café da manhã. Separei todos os ingredientes para as panquecas e resolvi fazer um suco natural de laranja, enquanto preparava a refeição, coloquei uma musica para reproduzir no meu celular. 

Sirvo as panquecas em dois pratos e coloco o pote de Nutella ao lado, deixo a jarra de suco próxima e espero que Nat desça para tomarmos café. 

- O cheiro está maravilhoso. - Ela anuncia descendo as escadas. 

Natasha está usando uma de minhas cuecas e uma blusa minha, que nela se parece mais com um vestido, rio comigo mesmo. 

- Não é só o cheiro. - Asseguro e ela ri. 

- Aposto que não. - Ela brinca e se senta em um banco alto. 

Nat emite sons de aprovação assim que coloca o primeiro pedaço da panqueca na boca, rio do modo com que ela me olha e devora a comida ao mesmo tempo. 

- Nossa! Você estava mesmo afim de comer panquecas. - Brinco e ela concorda bebendo um gole de seu suco.

- Você não faz ideia. 

[...]

O pai de Natasha ligou avisando que precisava falar com ela, afinal, ela tinha ficado de ajudar Kim com as coisas do casamento, segundo ela, eu teria que ajudá-la, já que havia prometido. 

Daniel não ficou muito satisfeito com a nossa amizade, que segundo ele é uma "amizade", inclusive tocou no assunto do tal almoço que nunca aconteceu, fiquei super envergonhado. 

Nós passamos a tarde com Kimberlly, decidindo detalhes do tão esperado jantar de noivado, jantar esse que eu deveria comparecer de qualquer forma, segundo ela. 

- Não sei o que seria de mim sozinha com aquele monte de mimimi para ser resolvido. - Nat diz quando estamos caminhando para minha casa. 

- Você faria numa boa.

- Sua ironia às vezes me irrita. 

- Mas eu não estou sendo irônico. - Afirmo e me viro para ela. - Você sempre consegue o que quer. 

- Isso não é verdade. - Ela diz e olha para o fim da rua. 

- Eu sinto como se você quisesse me dizer algo. - Admito, ela me encara por uma fração de segundos  e depois nega com um movimento de cabeça. 

- Nada a declarar. - Ela brinca e ri em seguida. 

[...]

Natasha empurra o corpo dele contra o carro preto, Taylor a segura pela cintura e sela seus lábios. Estou parado na calçada da escola, observando os pedaços já remendados do que eu acreditava ser um coração sendo quebrado e virando pó. 

- Não, não fica com ele, eu amo você! - Digo entre soluços. 

- Justin! - Nat grita. - Justin! 

Meu corpo é sacolejado brutalmente, abro meus olhos e encontro um par de olhos azuis preocupados me encarando. 

- Não me deixa. Fica comigo, por favor. 

- Justin...

- Me diga o que fazer, Natasha. - A abraço. - Eu te amo. 

- Eu não posso fazer isso com você. - Ela diz e começa a chorar. - Eu não deveria ter me aproximado novamente. 

- Por que está dizendo isso? 

- Eu vou destruir você se... 

- Não sabe como é difícil para mim, ter que te ver, te ter em meus braços como agora, mas não poder te beijar e te mostrar o que sinto por você. - A interrompo, ela se cala e olha para baixo. 

Levanto seu rosto, fazendo com que ela olhe para mim, lagrimas mancham suas bochechas, ela me abraça forte e me aperta contra ela. Nossos rostos ficam mais próximos, seus lábios se esbarram contra os meus. 

- Não podemos fazer isso. - Digo, minha voz sai falha. 

- Sch! - Nat coloca o dedo indicador sobre os meus lábios. - Uma última vez. 


Notas Finais


+ Por hoje é isso... Espero que tenha gostado!


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