História My Feelings M.C - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Michael Clifford, Personagens Originais
Tags Michaelclifford
Exibições 5
Palavras 1.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Fanfic postada no wattpad.

Capítulo 3 - It's he


- Por favor, eu lhe imploro, me deixe viver eu não contarei nada a ninguém eu até mudo de cidade, só, só me deixa vivo! 
O garoto a minha frente implorava por sua vida, eu o havia amarrado no porão, estava ali há 1 dia, sua família já deveria estar sentindo falta, mas nada demais, pensam que o garoto está usando drogas de novo, como sempre fazia. 
Olhei bem em seus olhos, ver todo o medo bem ali, quase como um cartaz enorme escrito " Nao quero morrer" só me fazia querer rir mais.
- Por favor, não me mate!
Revirei os olhos.
- A droga que você usa vai te matar, digamos que eu apenas estou acelerando o processo, só que esse é mais doloroso. 
Sorri, um sorriso sádico, eu sabia disso, aliás, desde que era apenas uma criança. 
- Não, por favor! - O garoto agora gritou em total panico.
- SILÊNCIO! - Grunhi de raiva, pegando a faca atrás de mim que estava na mesa, indo até ele.
- Não. - Sussurrou agora, as lágrimas caiam pela sua face, aquilo me daria pena, se eu conseguisse sentir algo por alguém. Coloquei a faca em seu pescoço, olhando bem no fundo de seus olhos, então passei, tirando sua vida.
[...]
Jorge Stacklin é encontrado morto no porão de sua casa, seu pescoço denuncia marcas de faca e corda. À polícia acredita que Jorge fora morto por dívidas com traficantes, já que o jovem fazia uso abusivo das drogas, seu corpo foi encontrado hoje de manhã. O garoto estava sumido há um dia. 
Parei de ler o jornal, Jorge morava na casa ao lado da minha, não eramos amigos, confesso que, conversamos poucas vezes. Lembro de sua mãe conversando com a minha, desesperada, desolada, pois não sabia mais o que fazer com Jorge, segundo ela, ele sumia por dias para consumir drogas, e quando voltava, atacava tudo e todos que estivesse a sua frente. As vezes eu tinha pena dela. 
- Deixei panquecas para você, até mais! - Mamãe disse fechando a porta e indo embora já, ela saia cedo para trabalhar, e normalmente voltava de noite, certamente ela nao sabia do possível assassinato na casa ao lado. 
Suspirei saindo do sofá indo até a cozinha, vi as panquecas em cima da mesa e as devorei, eu realmente estava com muita fome. 
- Eu sei que você está aí vadia, abra essa porta! - Alguém batia com força na porta de casa enquanto gritava, andei até ela abrindo-a me deparando com a senhora Stacklin, seus cabelos curtos e grisalhos estavam totalmente bagunçados, ela usava um moletom de tricô azul e calças também de moletom na cor cinza, em seus pés estavam duas pantufas rosa claro. 
- Senhora Stacklin? O que a senhora faz aqui? Por quê está quase derrubando minha porta e gritando vadia? 
- Ora não se faça de sonsa, eu sei muito bem que foi você que matou meu Jorge, meu pobre Jorge! - A senhora Stacklin mantinha seu dedo apontado para meu rosto, sua voz estava embargada e ela demonstrava sentir muita, muita raiva. 
Olhei para a rua que estava deserta, o que era estranho, tudo por aqui era extremamente movimentado e cheio de vizinhos curiosos.
- Olha, eu entendo que a senhora esteja confusa e triste com tudo o que houve, acredite eu também estou. Eu não tenho muito tempo para conversar com a senhora agora infelizmente, mas se a senhora quiser desabafar algo mais tarde por mim tudo bem eu até aviso a minha mãe para ela preparar uma boa comida e...
- Eu vou te colocar atrás das grades sua maldita! Você acha que eu não vi você saindo da minha casa ontem altas horas da madrugada coberta de sangue? Eu sei que foi você, e você vai pagar por isso! - Novamente ela gritava, mas dessa vez havia algo de diferente em seu tom, algo como vingança. - Espero que eles façam você sofrer muito. 
Dito isso a senhora Stacklin saiu com passos firmes e rápidos, procurei minha mochila a colocando nas costas em seguida trancando a porta, o caminho para escola era curto, cerca de dois quarteirões.
As acusações que minha vizinha insistia em manter sobre mim eram absurdas, eu não havia saído de casa ontem a noite, e acho que se eu estivesse coberta de sangue como ela disse eu saberia disso, se eu tivesse matado seu filho, eu saberia disso. A senhora Stacklin era conhecida como a bruxa do bairro, as crianças deram esse apelido a ela justamente por escutarem ela falando sozinha e carregando objetos estranhos dizendo ser para proteção ou para " eles" não lhe pertubarem, ela também tinha o costume de no dia das bruxas trancar a casa e sumir, alguns dizem que ela ficava no porão rogando pragas ou fazendo bruxarias, outros diziam que ela tinha medo de que " eles" invadissem sua casa para lhe fazer algum mal.
Ninguém nunca acreditava do que saía da boca dela, só acreditaram que Jorge era envolvido com drogas quando viram ele cheirando cocaína em frente da sua casa, " eles" seriam os espíritos malignos que a senhora Stacklin relata ver e ouvir, muitos acreditam que ela seja esquizofrênica. 
Não sei exatamente o que aconteceu, só sei que agora eu estava sentada no chão, algo havia me derrubado.
- Me desculpe! - Uma voz baixa e rouca ecoou em meus ouvidos me fazendo levantar os olhos e me deparar com um belo par de olhos azuis.
- Ahn, tá. - Coloquei a mão em minha cabeça um pouco confusa, logo em seguida tentei me levantar e grandes mãos vieram ate meu braço me ajudando. 
Meu rosto agora estava colado no seu, nossas respirações estavam desrreguladas, os olhos vidrados um no outro.
- Naomi! - Escutei Jane gritar, me afastei rapidamente dele pegando minha bolsa que estava no chão.
- Obrigado por me ajudar a levantar. - Não olhei para ele, apenas disse isso e fui de encontro a Jane que estava quase amarela. 
- O que aconteceu ali? - Ela perguntou se referindo a ele.
- Ahn, nada, Michael só esbarrou em mim e me ajudou a levantar. - Minha voz era quase um sussuro.
- Ah, claro. - Olhei para Jane, desde quando ela tinha essas covas na bochecha? - Bem, temos aula, melhor não perdemos tempo. 
Não respondi apenas a segui, olhei para trás e la estava ele, o vento batia em seus cabelos, ele estava sério, mas sua expressão era de pura curiosidade.
[...]
- Hoje é o quarto dia que você não come. 
Jane me olha assustada. 
- O quê? 
Suspiro.
- Hoje é o quarto dia que você não come nada, está tão magra que suas bochechas formaram covas e aposto que por debaixo de toda essa roupa larga você está um esqueleto.
Nós estamos agora no refeitório, como sempre Jane tinha somente uma garrafa de água, e eu uma maçã, um sanduíche e uma lata de coca como sempre.
- Isso é ridículo. - É tudo o que Jane diz revirando os olhos e cruzando os braços.
- Ridículo é o que você está fazendo consigo mesma! 
- E o que eu estou exatamente fazendo? 
Eu estava explodindo de raiva agora.
- Você sabe o que está fazendo, você sabe! Se você ao menos conseguisse ver como realmente está, como sua pele está amarela, como seu cabelo está fraco, como seus olhos estão fundo de tanta olheira, se você conseguisse ver como você está magra, mais do que magra, você está doente! - Eu podia sentir cada músculo meu tremendo agora, as lágrimas escorriam e eu somente sussurrava.
- Naomi eu...
- Cala a boca Jane, cala a boca, você sabe que eu quase morri por causa da anorexia, você acompanhou aquilo, eu me fiz de cega por que eu não queria acreditar que você estava com essa merda, mas você está, e está se matando. 
Todos no refeitório agora nos olhavam, mesmo eu sussurrando, era possível escutar algumas palavras e ver eu chorando compulsivamente. Jane me deu um olhar de " desculpa", eu balançei minha cabeça em negação e me levantei da mesa deixando aquele cenário.
Eu estava agora nos corredores vazios, sozinha, a dor me consumia, minha melhor amiga estava com a mesma doença que quase me matou há dois anos atrás, e eu sabia disso, mas eu me fiz de cega, eu não queria aceitar aquilo, não queria aceitar que um dos meus maiores pesadelos se tornará o dela. 
- Você está bem? 
Me virei para trás, Michael me olhava preocupado, limpei minhas lagrimas.
- Estou sim. - Menti, por mais ruim que estivesse nunca iria contar a ninguém o que havia acontecido.
- Tem certeza? - Michael insistiu dando um passo a minha frente.
- Tenho. - Murmurei olhando para seus olhos azuis novamente, eles me prendiam de uma forma que eu não entendia.
- Tem mesmo? 
Sua boca estava agora próxima a minha eu não havia percebido que estavamos assim tão próximos.
" Olhe para a camisa dele" 
Algo sussurrou em meu ouvido, desviei meus olhos dos de Michael indo para sua camisa. Meu coração deu um solavanco. Aquilo não podia ser o que eu estava pensando ser.
" Sim, é sim." 
Novamente a voz sussurrou em meu ouvido dessa vez me fazendo arrepiar.
A senhora Stacklin disse que eu estava coberta de sangue, e que me vira sair de sua casa na madrugada, mas quem estava coberto de sangue era Michael.


Notas Finais


Fanfic postada no wattpad


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