História My First Love - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Ed Sheeran, Hailee Steinfeld, Jack & Jack, Magcon, Melanie Martinez, Nash Grier, Shawn Mendes
Personagens Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Hailee Steinfeld, Jack Gilinsky, Jack Johnson, Melanie Martinez, Nash Grier, Personagens Originais, Shawn Mendes
Visualizações 253
Palavras 2.952
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OIE 💜 JÁ SABEM, PRA ENTRA NO GRUPO DO WPP É SÓ DEIXAR O NÚMERO (COM DDD) NOS COMENTÁRIOS🌚💜

"Quando você recorre a morte é porque realmente deixou de acreditar que alguma coisa fosse melhorar."
Ana.

Capítulo 22 - Drowning me


Shawn:

Três malditas semanas. Porra, Ana. Já havia se passado duas semanas que a garota da casa ao lado havia ido embora. Passei noites acordado, pensando na merda que eu havia feito.

Senti o macio travesseiro acertar minha cara, me tirando dos pensamentos profundos e dolorosos sobre ela. Ergui o olhar para Cameron, Nash, Jack e Aaron, que me encaravam como se eu fosse uma espécie de animal desconhecida e perigosa. Uma aberração.

-Ele está bem? - Nash murmurou para Jack, como se eu nem estivesse ali.

-Eu sei lá. - deu um soco leve em seu ombro.

-Olha, Shawn... - Cameron se aproximou de mim, colocando a mão em meu ombro. Ele se sentou ao meu lado na cama e não pude evitar voltar a encarar o chão do quarto. - Olha, eu vi Ana há uns três dias. - mordi a língua, aguentando aquela dor horrível em meu coração. - Ela está tão mal e você sabe que isso não é bom para nenhum dos dois.

-Eu sou um babaca. - murmurei e Cameron me olhou surpreso.

Aaron se aproximou e colocou a mão em minhas costas, tentando me confortar. Eu não merecia conforto, nem pessoas que me ajudassem. Eu não cuidei o suficiente de Ana, ela estava com medo e queria uma promessa. Ela só queria que eu ficasse com ela, mas eu tive que brigar com ela.

-Eu vou atrás dela. - falei e peguei minha jaqueta, vestindo ela enquanto corria até a porta da frente.

Nem parei para me importar com o fato de eles estarem ou não me seguindo, apenas continuei caminhando para a casa de Ana. As gotas de chuva caíram em meu rosto, fazendo minha boca absorve-las de leve. Eu nem lembrava a última vez que eu tomei água, sinti-la em meus lábios era como um remédio quando se está doente.

Parei em frente a porta e bati de leve. Hesitei em frente a porta, quando vi ela ser aberta e... ah, droga.

-Oi, Shawn. - disse Lisa e eu contraí os lábios.

-Oi. - falei com dificuldade e ao mesmo tempo envergonhado. Será que ela me odeia?

-Eu diria para você entrar, mas eu sei que quer falar com Ana e... - Lisa fez uma breve pausa. - Ela pediu para que o irmão a levasse para o Island Park. Ela arrumou as malas e saiu com ele. - concordei com a cabeça e agradeci.

-Ah... Bem, obrigado. - murmurei um "Tchau" baixinho e fui até o minha casa.

Logo que entrei vi os meninos na cozinha com Aaliyah e com meus pais, conversando. Subi correndo até meu quarto e peguei a chave do meu carro. Hora de deixar o orgulho de lado e cuidar da minha garota.

Ana:

Árvores e ar puro era tudo o que eu precisava naquele momento. Ar puro para que eu sentisse meu corpo se revigorando novamente. Árvores porque eram melhores que pessoas e eu tinha certeza que elas não me fariam mal.

Olhei para os galhos acima que balançavam com o vento. Senti uma gota de água cair de uma folha para o meu rosto, depois desceu rolando pela minha bochecha, seguida de outra.

Fechei os olhos, deixando o vento atingir meu rosto e deixar as minhas bochechas queimarem em um vermelho vivo. Os braços do meu irmão passaram pelas minhas costas, enquanto as gotas de chuva caiam em meu rosto.

-Não chore. - sussurrou em meu ouvido de forma acolhedora e protetora.

-Eu não estou chorando. - Mas eu estava, nos dois sabíamos que não eram gotas de chuva.

-Não está caindo do céu, mas dos seus olhos. - Gui apoiou o queixo em minha cabeça e o pedacinho quebrado do meu coração rachou, prestes a se duplicar.

-Significa que eu não estou desidratada. - falei com a garganta seca e arranhada. Meus cabelos loiros esvoaçavam ao vento, me deixando descabelada e me sentindo ridícula.

-Significa que você está magoada. - minha garganta ardeu quando tentei engolir em seco. - E com frio, você está tremendo. - me apertou mais forte, me aquecendo com o próprio corpo.

-Não estou magoada. - murmurei, dificultada por conta da dor de garganta. - Apenas decepcionada.

Há duas noites eu sentei na cama e olhei para a parede, naquele momento a única coisa que eu via no meu quarto era a escuridão. Fiquei sentada olhando fixamente para a parede enquanto chorava por mais de três horas. Eu não sentia vontade de chorar na intenção de aliviar a dor que havia dentro de mim. Mas eu não conseguia controlar as lágrimas que insistiam em cair.

Então eu tomei o remédio, há tanto tempo guardado que já estava vencido. Mas eu não ligava para o fato de ele estar vencido e se aquilo fosse me matar, que assim seja. Talvez tomar toda a cartela de remédios para a depressão fosse melhor do que aguentar um coração partido pela pessoa que você mais amou e confiou a vida inteira. Quando você recorre a morte é porque realmente deixou de acreditar que alguma coisa fosse melhorar.

Quando eu estava na terceira pílula comecei a refletir, pensei em minha vida toda. Toda a minha infância ao lado de Guilherme, brincando de pega-pega, os joelhos ralados, cada choro e conforto que recebi dele. Mais tarde a morte do meu pai, os anos sofrendo de depressão por me culpar dela. O nascimento da minha irmã, que com o tempo superou um pouco minha depressão. Meu irmão me incentivando a fazer o intercâmbio, a viagem, meus amigos. O estupro e... O meu primeiro namorado. Os cinco meses que passei ao lado dele, sorrindo e me apaixonando a cada dia mais.

Mas aquilo não era nem a metade da minha vida, aquilo era apenas um começo. Eu havia tido um namorado, ele havia partido o meu coração. Mas e daí? Muita gente passa por isso. A diferença é que eles sabem superar, enquanto eu fico chorando. Fraca, idiota, ingênua... Tudo e mais ou pouco.

Resolvi dar uma chance a vida, mas seria a última. Uma chace de me formar na escola, fazer faculdade, ter um trabalho e então, só então, arrumar um namorado. Mais tarde casar e ter filhos, que eu criaria da melhor forma possível. Mas se a vida tentasse me derrubar mais uma vez, eu iria ao inferno.

Senti uma mão agarrar a minha e me assustei, saindo do meu devaneio. E lá eu me encontrava, a um passo de pular no lago e me afogar. Se não fosse Guilherme que havia agarrado meu pulso de forma brusca e repentina.

-Ana, para. - implorou. - Não faz isso comigo, por favor. - mais dez pedaços do meu coração se partiram ao ouvir seu tom desesperado e assustado. - Eu só tenho você comigo, se você for eu vou também. - di um passo para trás, olhando em seus olhos.

-Me desculpe, Gui. - vi seu rosto coberto de lágrimas. Ele soltou minha mão e eu sabia que estava confiando em mim naquele momento.

Me virei para o lago e antes que me impedisse eu pulei. A água fria se chocou contra mim, me encharcando e me permitindo esquecer todos os problemas da vida naquele momento. Afinal, eu não teria mais vida e nem coisas para me preocupar. Me entreguei completamente a água gelada, não tentei nadar. O ar lentamente se esvaia dos meus pulmões, deixando que a água o substitua.

E eu ia cada vez mais para o fundo, olhando a luz acima de mim e deixando que as almas no fundo do lago roubassem a minha e cuidassem dela. Cuidem do que ninguém nunca cuidou.

Então ele surge em minha frente, aquele que me fez conhecer o amor. Seu cabelo castanho e seus olhos tão lindos me encaravam, mas eu sabia que não era real.

Meus lábios se moveram em um "Shawn", fazendo que mais água entrasse me mim e eu finalmente fechasse os olhos. Deixei a minha mente ser invadida de escuridão, me vi engasgando e a água entrou em meus pulmões. Talvez nada disso seja real, a água, as mãos me puxando de volta a superfície... Um último gole de água entrou em mim e então tudo se dissipou, se transformando em escuridão.

Shawn:

Olhei para a sala cheia de médicos vestindo jalecos brancos, que tentavam aquecer seu corpo. Eu queria estar lá segurando a mão dela, mas não foi permitido. Nem pelos médicos e muito menos pelo irmão dela, que olhava pela janela de vidro assim como eu.

Eu vi ela se afastando lentamente dele, ficando ao lado do lago, a um passo de pular. Quando ela pulou, meu coração parou. Em um minuto eu estava parado observando-a chorar a beira de um lago, no outro eu estava dentro dele tentando traze-la de volta a superfície.

Vi ela olhar para mim calma, enquanto afundava mais e mais. Ela tentou chamar meu nome com os lábios e a água entrou em sua boca. Fui atrás dela, mais para o fundo e quando finalmente agarrei sua mão deixei as lágrimas caírem, se misturando com a água do lago.

No momento que eu a agarrei pela cintura eu soube que já poderia ser tarde demais. Eu a vi engolir muita água, mesmo que tenha ficado pouco tempo em baixo da água. Seu rosto estava mais pálido que o normal, sua boca entre aberta e seu pulso fraco.

-Ela está quente. - ouvi um médico falando. - E morta. - trocou um olhar com o meu tio, que eu bem conhecia.

Eles ja estavam ali a mais de uma hora, não pode desistir agora. Me aproximei do vidro, não acreditando no fato de ela estar morta. Mas estava, ela estava morta e era tudo culpa minha.

-Não. - sussurrei, colocando as mãos no vidro.

-Continuem. - um médico deu a ordem, após receber um olhar de piedade do meu tio.

-Mais medicamentos. - Dra. Green ordenou, enquanto meu tio fazia massagem em seu peito.

-Está fibrilando. - os médicos diziam e eu mal conseguia acompanhar aquilo tudo.

-Carrega em 300.

Olhei seu rosto pálido e vi meu tio colocar o desfibrilador sobre seu peito. Então um choque atingiu ela, seu corpo reagiu com o coração voltando a bater. Suspirei de alívio ao ver que estava viva.

-Não morra. - murmurei concentrado em seu rosto branco como neve. - Se você for, eu também vou. - sussurrei para mim mesmo.

-Não podem ficar aqui. - uma médica saiu de dentro da sala e nos conduziu em direção a sala de espera.

-Por favor, ela é minha irmã... - protestou Gui, enquanto a médica nos guiava para fora dali.

-Sinto muito, senhores. - disse ela, com uma paciência que eu não teria em um momento assim. - Vou mante-los informados e... - olhou para mim, como uma mãe olharia para o filho após entrar na água e não se secar. - Acho que deveria se trocar, não vai querer pegar um resfriado.

Mas eu estava pouco me fodendo para o meu estado, eu só queria que ela vivesse. Eu não sabia se ela iria me perdoar, eu não sabia o que eu diria. A única coisa que eu sabia era que minha vida não estaria completa sem ela.

Ana:

Abri a boca desesperada, tentando trazer ar de volta ao meu pulmão. Eu mal conseguia me mexer, nem queria me mexer.

-Está respirando sozinha. - uma mão quente tocou minha bochecha e eu agradeci mentalmente por aquilo.

-Algum sinal de atividade cerebral? - uma voz feminina perguntou. Minha cabeça ardeu devido ao som alto de sua voz e eu abri a boca para protestar.

-Por enquanto, não.

-A-ha... - comecei a falar com dificuldade, mas desisti logo.

-Repita. Vamos lá, garota. - um médico me incentivou. - Mostre que seu cérebro está funcionando. - disse John e eu engoli em seco, sentindo ardência na garganta.

-Mi-nha... - me surpreendi com o quão rouca eu estava e tentei sussurrar. - gar-ganta. - abri os olhos para encarar John que sorria.

-Está inflamada. - acariciou minha testa.

-Merda. - xinguei em português, fechando os olhos enquanto ele ria.

-O cérebro dela esta muito bom. - disse ele. - Fala as duas línguas.

-Por que aqui esta tão frio? - reclamei, na hora que ele ergueu minha cabeça para facilitar a minha respiração.

-Você logo irá se aquecer, esta com frio por conta da água. - pegou um copo de água e me entregou.

-Acho que eu estou bem hidratada. - fiz uma carreta para o líquido e o beberiquei, ouvindo a risada dos médicos.

-Isso que acontece quando você pula na água e não sabe nadar. - John me deu um sermão. - Não faça isso de novo.

-Ok.

Eu não pude nem protestar dessa vez, porque as vezes protestar se torna uma perda de tempo ou até mesmo desnecessário. As vezes. De que adianta contrariar alguém, quando se está errada.

Sentei na minha cama, olhando as malas que eu havia feito há um dia atrás. Estou pronta para deixa-lo. Esquecer o meu vizinho, namorado, primeiro amor... O que for. Agora não importava mais. A única coisa que importava, era a minha nova vida. Adeus Shawn.

-Ana, não faz isso. - Shawn irrompeu pelo meu quarto. Ao ver minha cara assustada, ele parou e me observou. - Não faz isso. - murmurou baixinho.

-O qu...

-Não me deixa aqui, minha vida não é a mesma sem você. - me interrompeu e eu me levantei. - Eu sei que tem medo que Hailee destrua nosso relacionamento, mas isso não vai acontecer. Eu não consigo passar o dia sem ver o seu sorriso, porque é isso que me torna feliz. Não consigo dormir sem você, porque meu quarto se torna vazio e a minha cama fria sem o seu calor. Não consigo conversar com ninguém, pois a única coisa que ele interessa é você. - me aproximei dele, com as mãos no bolso de trás da minha calça jeans. - Não consigo esquecer você, por mais que eu queira pois amar você é uma droga e eu sou completamente viciado nela. - sorri para ele de leve. - Eu te amo e não é a minha ex que vai acabar com meu amor por você. - ficamos nos encarando em silêncio por um tempo, até eu o puxar pelo pescoço e colar nossos lábios.

Seus dedos correram pela minha cintura, enquanto meus lábios exploravam os seus. Senti algo molhado em meu rosto, que eu com que eu me afastasse dele. Assim que abri meus olhos, vi que Shawn estava chorando. Me inclinei, ficando na ponta dos pés e deixei um beijo casto na sua bochecha. Limpei suas lágrimas com o dedo e sorri para ele.

-Meu intercâmbio acabou há uma semana. - ele me observou atentamente. - Eu estou indo embora hoje, morar com Gui. A casa esta pronta e daqui a alguns minutos iremos buscar Bea no aeroporto. Eu vou ficar no Canadá, só não vou ser sua vizinha. - falei, ainda rouca pois estava me recuperando da dor de garganta.

-Não vai dormir comigo todas as noites? - fez beiço e eu deixei um selinho neles.

-Não. - suspirei, escorando a cabeça em seu peito.

Ele enlaçou os braços ao redor de mim, me envolvendo em um abraço caloroso e protetor. Deixei uma lágrima escorrer, não de tristeza, mas de alívio. Finalmente eu o tinha de volta.

-Posso te perguntar algo? - sussurrou após algum tempo de silêncio.

-Claro.

-Por que você pulou no lago? - perguntou ele, me fazendo lembrar do dia anterior.

-Eu... - gaguejei. - Eu sofro de depressão, desde que meu pai morreu. Eu pensei que tudo fosse melhorar quando eu te conheci, então...

-Nos brigamos.

-Três semanas de choro, angústia, vazio e... tentativas de suicídio. - ele beijou o topo da minha cabeça. - Foi aí que eu pensei "por que tanta dor em vão? Eu posso acabar com isso, é tão simples.". Então eu me sentei na cama... - me separei do seu abraço e refiz meus passos. - Fiquei aqui chorando por quase três horas, até que tomei coragem. - Seu olhar angustiado pousou sobre mim e eu não pude olhar em seus olhos, era demais para eu suportar. - Eu peguei o remédio e tomei pílula por pílula. A primeira, pela morte do meu pai. A segunda, pelo estupro. A terceira, por você. - encarei ele, que deixou uma lágrima escorrer lentamente. - Mas a terceira, eu não tomei. Eu fiquei fitando-a como se fosse uma bomba nuclear prestes a explodir. Decidi dar uma última chace a vida, não tomei todas as doze pilulas da cartela.

-Eu não queria que fosse assim... - sentou-se ao meu lado e eu peguei sua mão.

-Nem eu. - suspirei. - Arrumei minhas malas, pensando que eu finalmente iria te deixar e que, por estar longe, não doeria tanto. Mas eu precisava de ar puro, então pedi a Gui que me levasse para o parque. Fiquei fitando a água, pensando em tudo aquilo, ao mesmo tempo que me aproximava da água. Eu nem percebi o que estava fazendo, apenas fiz.

-Você pulou...

-Você me salvou. - uma a lágrima ardeu em meu olho. - Eu pensei que não fosse real.

-Ah, meu amor... - acariciou minha mão. - Eu não deixaria você morrer na minha frente. Bem... - sorriu. - Tecnicamente você morreu.

-Me afogando? - franzi o cenho.

-Você teve uma parada cardíaca no hospital, eu estava olhando os médicos te salvarem. - arregalei os olhos surpresa. - Se você tivesse morrido naquele momento, eu teria feito o mesmo.

-Iria até no inferno por mim? - sorri para ele e fui imediatamente correspondida.

-Até no inferno, princesa.


Notas Finais


Obrigada por lerem💜💜
Confesso que foi o capítulo mais profundo que eu já escrevi e também um dos mais curtos haha
Até breve 😙


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