História My First Love - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Ed Sheeran, Hailee Steinfeld, Jack & Jack, Magcon, Melanie Martinez, Nash Grier, Shawn Mendes
Personagens Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Hailee Steinfeld, Jack Gilinsky, Jack Johnson, Melanie Martinez, Nash Grier, Personagens Originais, Shawn Mendes
Visualizações 267
Palavras 3.570
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooi amores 💜💜
Não vou enrolar aqui no começo por isso ou pedir para lerem as notas finais, importante okay??

"É realmente incrível como os acontecimentos mudam as pessoas."
Zach.

Capítulo 23 - Hurts


Me joguei na cama, suspirando de alívio por ter acabado de arrumar tudo. Cada peça de roupa em seu devido lugar, livros enfileirados na estante ordenados por autores e gêneros. Meus perfumes, cremes e maquiagens estavam todos lado a lado em uma grande penteadeira dourada e branca.

Meu quarto tinha as paredes totalmente brancas, o que estava me deixando agoniada pois parecia que tudo ficava muito sem vida. Eu havia dito isso a Shawn na semana anterior e ele concordou comigo.

-Talvez você deva pintar. - murmurou em meu ouvido, escorando a cabeça em meu ombro. - Eu gosto dos seus desenhos e acho que ve-los em tamanho grande seria ótimo.

-Quer ver seu rosto em minha parede? - ri jogando a cabeça para trás, escorando-a em seu peito.

-Eu adoraria. - sorriu para mim e me deu um selinho. - Mas acho que você pode desenhar outras coisas.

-Tipo o que? - perguntei, voltando a encarar a parede. Ele me abraçou gentilmente por trás e eu suspirei, deixando meu corpo descansar sobre o seu.

-Bom... - me virei para encara-lo. Shawn aproximou a mão do meu rosto e tirou uma mecha de cabelo loiro da frente dos meus olhos, colocando-a atrás da orelha. - Eu sempre ando com o meu caderno de anotações na mão, para anotar todas as minhas idéias. Depois, eu analiso elas e transformo em uma só. - olhei para ele com uma pergunta estampada no rosto durante um tempo até que um sorriso brincasse em seus lábios. - Não me olha assim.

-Desculpe. - fechei os olhos brincalhona. - Não vou olhar. - mordi o lábio, daquele jeito que eu sabia muito bem o quanto o deixava louco.

-Porra, amor. - xingou ele. Me esforcei muito para não rir do seu jeito fofo até quando xingava e voltei a olhar para ele.

-Não fale palavrões. - O repreendi, recebendo um olhar safado.

-Eu raramente falo palavrões. - beijou o canto da minha boca, me fazendo sorrir. - Sou um garoto gentil.

-Que pena. - murmurei, suspirando dramaticamente. Me deitei sobre os travesseiros e senti o olhar pesado de Shawn sobre mim. - Eu gosto de um Rude Boy do jeito que Rihanna descreve.

-Você é uma safada. - engatinhou sobre mim, rindo.

Nós nos beijamos até nossos toques carinhosos se tornarem urgentes e agressivos. Não era agressivo ruim, que te machuca e faz querer parar. É agressivo bom, que te proíbe de gozar quando você quer e te obriga quando não quer (literalmente, o safado fez isso comigo). Esse agressivo se parece mais com uma tortura e se aquilo era ser torturada, eu queria isso até morrer.

-Ana. - a voz de Bea me tirou do devaneio e eu tentei imediatamente me recuperar.

-O... Oi, Bea. - falei, quando ela se sentou ao meu lado, pegando minha mão. - Esta tudo bem?

-Sim, estamos bem. - sorriu, acariciando o ventre sob o vestido leve de seda. - Mas não é comigo que estou preocupada, é com você. - seu olhar cuidadoso e protetor pousou sobre mim. - Você está bem? Quer conversar?

-Eu estou bem. - balancei a cabeça devagar, olhando em seus olhos. - Acho que... Não tenho nada a dizer, sabe. - olhei para a parede, sem conseguir olhar nos olhos verdes da minha cunhada. - Eu quero pintar as paredes. - murmurei.

-Seria ótimo. - concordou ela, olhando o espaço em branco na nossa frente. - Eu achei meio sem graça demais para você, sabia que iria dar um jeito de ficar a sua cara. - rimos.

-Então... ansiosa para saber se vai ser menina ou menino? - perguntei quase dando pulinhos de alegria.

-Demais. - riu, apertando minha mão.

-Caramba, o que acha que será de Gui quando ele descobrir que for menina? - ri até sair lágrimas.

Guilherme não parava de falar em como seria legal ter um menino na família e que assim que ele crescesse iria jogar futebol com ele. Quando perguntei a ele o que faria se fosse menina ele respondeu:

-Não é menina. - aquele olhar de superioridade pousou sobre mim. - Eu sei que não.

Eu e Bea estávamos preocupadas com o fato de que se fosse uma menina, Gui perderia todo o interesse que tinha em ser pai. Mundo machista.

Bea suspirou, depois soltou uma risada nervosa parecendo pensativa. Olhei sua barriga, com uma vontade enorme de passar a mão ali.

-Acho que ele vai ficar louco. - Eu adoraria ver isso, seria épico. - Ele já é ciumento com nos duas, imagina se tivesse uma filha.

-Não irei deixar ela ir à festas, é perigoso. - imitei ele e Bea ria a ponto que achei que fosse passar mal do meu lado. - Acho que ser ciumento se tornou um Hobbie para ele. - gargalhei.

Ficamos as duas rindo de Gui por tanto tempo que pensei que nunca mais fossemos parar. Eu queria tanto saber o sexo do meu sobrinho ou sobrinha que liguei para Shawn, que estava dormindo, no meio da noite apenas para conversar sobre isso.

-Ana... - sua voz rouca e sonolenta do outro lado da linha me causou arrepios.

-Shawn, eu não estou brincando. - me sentei na cama e olhei para fora da janela. - A barriga de Bea está enorme, parece que irá ter uma ninhada de cachorrinhos. - remexia no meu pé, me sentindo desconfortável.

-Você acabou de chamar a sua cunhada de cadela. - ele riu baixinho, me fazendo resmungar algo sobre não ter dito isso.

-Meu anjo, eu estou tão ansiosa. - um murmúrio de concordância rouco escapou dos seus lábios e eu sabia que estava prestes a dormir.

Sorri para mim mesma, desejando que ele estivesse ali para que eu o desenhasse deitado nu em minha cama. Não que eu tenha feito isso antes, apenas umas três vezes (tomando o cuidado de ressaltar cada traço abaixo da cintura).

Ouvi sua respiração calma do outro lado da linha, me aconchegando no travesseiro. Puxei o cobertor até os queixo e deixei o celular do meu lado, para ouvir sua respiração calma e regular.

-Boa noite. - sussurrei o mais baixo que pude.

Olhei uma última vez para a tela do celular, vendo que já era quase duas horas da madrugada. Esperei que Shawn falasse algo mais, mas como não disse eu desliguei. Lentamente, meus olhos foram se fechando lentamente até que eu apagasse.

-Ele disse isso? - revirei os olhos indignada. - Eu mal consigo olhar na cara de Zach e ele quer que eu conheça nossos avós? Ele está me zoando? - fechei os olhos, soltando um longo e doloroso suspiro.

-Eu sei. - Gui se apoiou na mesa, que agora estava cheia de tintas. - Sei que são muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e que você não consegue lidar com isso muito bem. - desviei o olhar da parede e larguei o pincel em cima das folhas de jornal, que cobriam o chão.

-Olha, isso é um eufemismo. - resmunguei. - Eu não lido nada bem com isso, é horrível. Não gosto quando muitas coisas acontecem e eu tenho que lidar com elas. Eu me sinto sob pressão, como se tentasse fazer algo para melhorar e não conseguisse... - parei de falar por um momento, percebendo o olhar desconfortável do meu irmão. - Não.

-Mas Ana...

-Não agora! - me exaltei, voltando a pegar o pincel. - Preciso pensar. - coloquei um pouco de tinta verde nas cerdas do pincel.

-Tem um problema...

-Olha, Guilherme. - Eu estava prestes a deixar o meu último pingo de paciência ir ralo abaixo e se isso acontecesse tudo só ficaria pior. - Problemas é o que não falta, agora se quiser me deixar em paz por pelo menos meia hora, eu ficaria muito grata. - lhe lancei um olhar de impaciência, fazendo com que ele se retirasse.

-Meia hora. - resmungou.

Voltei a traçar os contornos verdes, fazendo uma transição de cor perfeita

Arrastei o pincel, com cuidado para não acumular tinta onde parasse e ao mesmo tempo fazer o efeito que a água dava. Troquei de pincel, pegando tinta azul e juntei com um pouco de preto. Alternei os pincéis, as cores e locais que eu escolhia pintar por cerca de vinte minutos.

-Você é talentosa. - alguém atrás de mim disse e minha espinha se arrepiou. Abaixei o pincel muito devagar, me virando da mesma forma.

-Cassie? - franzi o cenho, ela se aproximou com um pouco de receio.

-Oi, Ana. - sorriu de leve para mim. - Você não apareceu. - Eu olhava para ela confusa.

-É, me... Me perdoe. - me virei para a minha "tela". - Muitas coisas aconteceram, mal tive tempo de respirar. - voltei a encara-la.

-Eu soube. - murmurou, observando a pintura.

-Soube? - ela concordou com a cabeça e eu me vi ainda mais confusa.

-Zach me contou. - olhei em seus olhos, me perguntando o porque Zach contaria algo a ela. - Você me lembra o seu pai. - disse suavemente, olhando para mim. - Posso? - olhou para o pincel.

-O que... Ah, claro. - falei enrolada.

Cassandra pegou o pincel e com uma leveza e precisão que nunca vi na vida, depositou a tinta em minha pintura. Eu simplesmente paralisei, fiquei observando sua concentração e habilidade com o pincel, sem nem perceber que a encarava como se fosse uma coisa completamente nova e estranha para mim.

-Por que está falando do meu pai? - a mulher me olhou por um instante, pensativa.

-De onde acha que tirou seu gosto por literatura? - começou a traçar uma linha reta com o pincel. - Por arte? - sua mão parou, ela me olhou, esperando alguma reação minha.

Concordei com a cabeça lentamente, mas continuei sem expressão. Cassie suspirou largando o pincel sob uma palheta cheia de tintas. Ela se voltou para mim, sem o sorriso que havia antes em seu rosto.

-Eu sinto muito. - falou ela, colocando meu rosto entre suas mãos de forma carinhosa. - Eu não queria isso.

-Muito menos eu. - Meu rosto continuou inexpressivo, fazendo com que eu me sentisse a pessoa mais fria do mundo. - Sabia que eu era sua neta quando nos encontramos na rua? - ela concordou com a cabeça, olhando para baixo. - Fez de propósito, não fez?

-Sim. - murmurou, sem conseguir olhar em meus olhos.

-Ótimo. - me afastei dela, fitando-a de forma fria e que se eu estivesse no lugar dela, ficaria com medo.

Coloquei o pincel na palheta, depois me virei e fui até a porta. Assim que passei por ela me arrependi imensamente, pois parados em minha frente encontravam-se o meu tio e um homem com cerca de 70 anos, que pensei ser meu avô. Sem contar o meu irmão, que estava com um sorriso idiota no rosto.

Antes que alguém falasse algo, passei por eles tirando Gui do meu caminho com um movimento brusco. Ele me chamou uma vez, mas eu o ignorei. Corri para o quintal na parte de trás da casa e fui para o meu mais novo esconderijo.

Um enorme carvalho de tronco grosso com enorme burraco nele, havia se tornado meu mais novo cantinho particular. Eu não entrava no burraco, pois tinha medo de que uma cobra me mordesse (ou uma aranha, que eu achava ainda pior, por algum motivo desconhecido).

Suspirei, como se estivesse libertando toda a dor, ódio, sofrimento ou o que quer que eu estivesse sentindo naquele momento. Eu estava tão confusa que não conseguia identificar meus sentimentos. Encostei a cabeça no tronco largo do carvalho e senti minhas mãos tremendo. Fechei a mão e soquei uma pedra até que sangrasse, deixando vários cortes nos dedos e sangue pela grama e pela pedra.

Zach:

Minha mãe se escorou no batente da porta e sorriu, satisfeita. Eu ainda não entendia como aquela mulher conseguia lidar bem com momentos assim, eu ficaria louco com uma adolescente como a minha sobrinha.

-Ela é cabeça dura. - comentou meu pai e vi Guilherme concordar com a cabeça. - Te lembra alguém? - perguntou para mim e eu sorri.

-Duas pessoas, na verdade. - olhei para a minha mãe, que revirava os olhos.

-Ah, me poupe disso... - ri da cara que ela fazia.

-Acho que vou atrás dela. - falei, já me virando para sair dali.

-Tem certeza? - Guilherme perguntou, fazendo com que eu o olhasse. - Quer dizer... É a Ana, sabe? Ela vai ficar irritada e vai brigar... - di de ombros.

-Ela vai me ouvir dessa vez. - me virei, seguindo na mesma direção que ela.

Logo que sai pela porta dos fundos, sabia muito bem onde estaria. Suspirei, caminhando devagar até o carvalho grande que parecia estar ali há anos. Logo que parei ao lado dele vi a garota ali, se controlando para não tremer nem chorar.

Me sentei ao seu lado esperando alguma reação da parte dela, mas ela apenas ficou ali com os olhos fechados, tremendo e sem expressão.

-Sinto muito. - murmurei.

Esperei um resposta de Ana, mas tudo que ouvi foi um silêncio constrangedor. Eu não sabia o que falar a ela, então apenas peguei a mão dela ainda olhando para o seu rosto sombrio. Ela reagiu puxando a mão de volta para si em um movimento brusco e a escondeu em baixo da perna.

-Ana...

-Não fala. - sua voz saiu fraca e baixa. - Me deixa quieta.

-Por que não quer me ouvir? - perguntei, levemente irritado. - Não fala comigo desde que seu irmão apareceu e lhe contou. Eu estou cansado de tentar decifrar o que está sentindo. Cansado de não poder falar com a minha sobrinha...

-Eu estou cansada de todo mundo me machucando, mentindo para mim, me usando, me tratando como um lixo. - abriu os olhos, mas não olhou para mim. Ana olhou para as árvores em nossa frente e eu não pude deixar passar o fato de que ela parecia muito mais fria do que quando eu a conheci. É realmente incrível como os acontecimentos mudam as pessoas. - É como se eu não tivesse sentimentos, ninguém liga pra eles. Vai nessa, fala que é drama adolescente.

-Não, não vou falar isso. - ela finalmente olhou para mim. - Só queria que você conversasse comigo, sei que precisa.

-Eu não consigo. - encarou o chão, mexendo a mão em baixo da perna.

-Precisa de tempo. - ela concordou com a cabeça, com os olhos fixos em alguma coisa no chão.

Segui seu olhar, me deparando com uma pedra ensanguentada. Olhei para a mão da garota, que estava sendo comprimida pelo tecido da calça jeans.

-Deixe-me ver sua mão. - pedi a ela.

-Por que? - fingiu não entender, mas aquela cara não me enganaria de jeito nenhum. Eu conhecia muito bem aquela cara, era a mesma que Daniel fazia quando mentia sobre algo.

-Porque está sangrando. - estendi minha mão e esperei que ela me desse a dela.

Ana hesitou por um momento, depois tirou a mão de baixo da perna e eu me vi arregalando os olhos. Como ela conseguiu cortar tanto a mão? Seus dedos estavam praticamente em carne viva. Peguei sua mão com muito cuidado, examinando cada corte do local.

-Está boa. - murmurou, puxando a mão de volta para si.

-Não está. - ela voltou a escorar a cabeça no carvalho. - Você precisa conversar conosco, Ana. Sei que é difícil, mas somos sua família. Seus avós estão preocupados com você e eu também... - Sei que ela deveria estar pensando que era apenas mais um discurso chato que pessoas mais velhas falavam aos mais novos, mas era tudo verdade.

-Por que contou a ela? - a garota perguntou com a voz agora forte e clara. - Por que contou a sua mãe?

-Ela é sua avó, tem o direito de saber... - falei calmamente.

-Não, não tem. - sua voz parecia não só com um tom de raiva mas de frustração também. - Tem noção de como eu me sinto em relação a isso?

-Não. - murmurei.

-Eu me sinto idiota... - esbravejou.

-Você não...

-Cala a boca. - gritou, me fazendo erguer a sobrancelha. - Você não sabe a sensação de ser rasgada por dentro, de se sentir fraca a ponto de não conseguir se defender. Eu fui estuprada e isso já é humilhação o suficiente, não preciso que você conte isso a mais ninguém. - Levantou em um salto e se virou me lançando um último olhar de raiva.

Ela foi em direção a casa e entrou pelos fundos, sem nem olhar para trás. Encostei a cabeça na árvore, olhando para as folhas e o céu acima de mim.

-Por que você teve que ter uma filha igual a você? - murmurei, destinando a pergunta a Danny.

Ana:

Entrei em casa pisando firme, indo em direção direção a sala de estar onde Gui costumava receber as visitas. Assim que entrei vi três cabeças se virarem para mim, ótimo.

-Ana... - Guilherme começou começou a falar, mas eu ergui o dedo indicador que estava todo cortado fazendo ele parar. Ele observou minha mão por um momento, depois me lançou um olhar de "de novo, Ana?".

-Olha... - olhei para os meus avós. - Eu ia falar com vocês em algum momento, só não agora. - O homem me lançou um sorriso compreensível, enquanto Cassie apenas me observava com tristeza. - Não agora. - murmurei, deixando lágrimas de desespero brotarem em meus olhos.

Antes que caíssem eu me virei, correndo em direção ao quarto. Um rastro de sangue ficava por onde eu passava, me obrigando a me segurar para continuar sem me importar com aquilo. Parei um pouco para respirar, muitas coisas acontecendo com uma pessoa só.

Corri até o banheiro, assim que entrei fui invadida por lágrimas. Me aproximei da pia, soluçando e encarando a torneira, pois o reflexo no espelho me encararia com tristeza e saudades. Liguei a torneira e coloquei a mão em baixo da água fazendo meus ferimentos arderem, causando ainda mais lágrimas e gemidos de dor.

Senti as mãos cuidadosas em mim tentando me reconfortar e cuidar ao mesmo tempo. Cassandra pegou minhas mãos com cuidado e limpou os ferimentos com todo o cuidado que uma mãe teria. Eles ainda ardiam, mas muito menos só pelo fato de eu estar sendo cuidada.

Depois de lavar as feridas, ela me levou até o quarto, me fez sentar na cama e colocou curativos em meus dedos. Eu fechei os olhos respirando fundo algumas vezes, enquanto Cassandra colocava o último curativo no meu dedo.

Ela se sentou ao meu lado, mas eu continuei de olhos fechados e chorando. Seus braços me puxaram para um abraço carinhoso e eu voltei a chorar feito uma louca. Sua mão passou pelas minhas costas carinhosamente, numa tentativa de reconforto.

-Mi... - tentei falar em meio ao choro. - ... minha mãe morreu... - voltei a chorar dez vezes mais, mas agora com o coração partido.

-Eu sei... - murmurou cuidadosamente.

-Ela... - Cassie me apertou em seus braços. - Ela não está mais aqui... - solucei desesperada.

-Calma... - falou ela, passando a mão em meu cabelo.

-Não está... - sussurrei, encostando a cabeça no seu ombro.

A cada lágrima que caia naquele momento, um pedacinho do meu coração se rachava. Era como se eu finalmente tivesse percebido que ela nunca mais voltaria. Que ela não cuidaria das minhas mãos machucadas e nem do meu coração quando estivesse partido.

Fiquei abraçada em Cassie por tanto tempo que parecia que nunca mais iria para de chorar. Foi quando Zach apareceu naquele momento e me abraçou, pedindo que a mãe nos deixasse sós. Eu estava tão exausta que não consegui protestar, apenas deitei minha cabeça contra seu peito e deixei o resto das lágrimas escorrerem.

-Você ainda tem a mim. - acariciou meu cabelo, me embalando levemente. - Eu cuido de você.

-Minha mãe não vai voltar... - minha voz saiu baixa e aguda.

-Não vai... - escorou a cabeça contra a minha, passando o polegar em minha bochecha para limpar uma lágrima que escorria. - Por isso que tem que dar valor a quem está aqui e deixar para trás quem já se foi, por mais difícil que seja. Você vai perder pessoas ao longo da vida, Ana. Cuide delas enquanto ainda pode pois nem todos tem a intenção de ir, e a sua mãe e seu pai com certeza não. - murmurou.

As palavras dele foram um grande reconforto para mim naquele momento, o que ajudou a acabar com as minhas lágrimas. Logo que parei de chorar, deixei minha mente vagar na água escura do lago. Se eu tivesse ficado ali eu não perderia ninguém, eu seria perdida.

Zach se afastou um pouco e eu olhei em seus olhos, envergonhada por chorar na frente dele.

-Obrigada.

-Eu prometi tanto ao seu pai quanto a sua mãe que cuidaria de você. - ele sorriu, colocando a mão em meu ombro. - Portanto, eu estou aqui para o que você precisar. - sorri agradecida.

Zach me deixou sozinha em meu quarto novamente e eu só consegui olhar para a parede por um tempo. Talvez fosse uma boa idéia desenhar aquele lago, para que eu me lembrasse de que se eu afundasse nele, algumas pessoas se machucariam. Eu não quero machucar ninguém, pois eu sei o que é ser machucada.


Notas Finais


Bom tenho que agradecer a vocês pelos mais de 100 favoritos AAAHAHAHA💜💜💜💜
E tenho que lhes contar uma novidade. Preparados? Então aí vai:
Estou escrevendo uma outra fanfic
AAAAEEEE PORRA
Ela também é sobre Shawn Mendes, até pq ele é nosso crush, né mores? Bom, só quem está no grupo do wpp sabe sobre o que é. Então se quiser saber vai ter que entrar🌚🌚🌚
Atenção⚠⚠⚠
Pra entrar no grupo do wpp sobre a fic basta deixar o número (com DDD) aí nos comentários, que eu irei adicionar vocês🌚💜


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