História My Forbidden Love - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Super Junior
Personagens Amber Liu, Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, Kangin, KiBum "Key" Kim, Kim Ryeowook, Krystal Jung, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Luna Parker, Minho Choi, Park Jungsu, Shindong, Sulli Choi, Taemin Lee, Victoria Song
Tags Aiden, Drama, Eunhae, Hyukden, Hyukhae, Romance, Super Junior
Exibições 55
Palavras 3.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Me desculpem a demora.
Sei que nada justifica meus atrasos, mas juro que não abandonei a fanfic.
Tentar voltar a ser mais regular.

Espero que curtem o capítulo de hoje :)
Boa leitura o/

Capítulo 16 - Capítulo Quinze


Fanfic / Fanfiction My Forbidden Love - Capítulo 16 - Capítulo Quinze

Sei que algo andava muito errado. Faz dias que não vejo o Eunhyuk nem o seu hóspede já fazia uns dois dias e isso me deixava nervoso.

A criada ainda cozinhava e limpava a grande casa. Os dois estudantes que frequentavam a casa como se fossem deles, continuavam indo e vindo, embora tivessem parado mais com a entrada de prostitutos. Eunhyuk devia ter descoberto a praticas dos seus dois alunos e colocado nela um ponto final. Mas tanto o Eunhyuk como Aiden haviam sumido de vista.

“Teria o Hyuk desconfiado que estou o espionando?” não foi somente esse questionamento que veio a minha cabeça. “Essa minha presa, Donghae, já estivesse embarcado em um navio rumo ao Japão?”

Passei o polegar nos lábios enquanto sorria maliciosamente.

“De qualquer modo, Donghae encontrará seu fim.”

Sentenciei por pura maldade. Enquanto observava a porta aberta da casa, vendo a criada sai. Recolei a máscara de leproso, segurei o saco de linha cru com buracos para um olho e a boca, na cabeça completando o visual horroroso. Coloquei também um par de luvas encardidas nas mãos e assim segurei uma caneca de lata, destinada para coletar as moedas da esmola.

Calcei um par de botas desconfortáveis, maiores que meu pé e sai da viela passei a seguir a governanta de Eunhyuk pela avenida movimentada, assim que ela virou a esquina onde tinha poucas pessoas a abordei.

– Senhora, por favor. – usei minha voz um pouco mais grave.

A governanta se sobressaltou levando a mão no peito, assustada.

– Sim?

– Uma esmola para uma alma amaldiçoada? – estiquei a caneca para ela.

Com receio a senhora governanta tirou mil won da bolsa e jogou a moeda dentro do recipiente, produzindo o som característico do metal batendo no recipiente.

– O mestre Eunhyuk costuma me dar dois mil. – protestei.

– O padre lhe dá dinheiro? – vi ela franzi a testa.

Me segurei para não fazer o mesmo... Padre?

Apesar que a governanta não veria por causa do pano que cobria minha cabeça.

– Todos os dias. – respondi.

– Então... – ela colocou as mãos na cintura. – Como eu nunca o vi antes por aqui?

– Usualmente, fico na porta da Igreja St. Mary, onde encontro o padre Eunhyuk. Mas ele não tem passado por lá e vim procurá–lo. – balancei o caneco fazendo a moeda tilintar no fundo dela.

– Bem, o padre é generoso demais o que lhe será útil um dia, quando ficar velhote e doente. – ela disse convicta. – Agora vá andando.

Governanta se virou para continuar seu caminho, mas eu tomei seu braço e a governanta gritou. Recuando para forçando para que eu a soltasse. Vi a governanta olhar por alguns segundo o ponto onde a segurei e após isso, direcionou para mim um olhar que havia nele um misto de medo e fúria.

– Não podia me tocar! – disse com asco. – Agora terei que queimar esta blusa!

– O padre Eunhyuk me dá dois mil wons. – insisti ignorando suas queixas.

– Ele não está aqui, mas eu, sim. – ela disse com raiva. – Dou mil wons aos pedintes quando muito. – puxou o cotovelo para si. – Suma! – vociferou.

– Preciso da esmola do mestre Eunhyuk. – continuei insistindo. – Vou esperá–lo nesta esquina.

– Será uma longa espera. – ela pegou a cesta que havia caído no chão quando a segurei. – Ele foi visitar a irmã em Busan e só voltará em quinze dias.

– Em que lugar de Busan?

Os olhos da criada reviraram com a minha pergunta.

– Não é possível! – zombou. – Por quer saber? Suma antes que eu ponha a polícia atrás de você.

A deixei a segui seu caminho o que eu menos queria era problemas com as autoridades. Intimamente eu estava orgulhoso do meu disfarce e da minha inteligência. Na primeira viela removi meu disfarce de leproso.

Era incrível que Eunhyuk visitasse a família, mas também poderia está escondendo em Busan ninguém menos que Lee Donghae.

Restava–me pesquisar onde moravam os parentes de Eunhyuk. Busan era muito grande e podiam está em qualquer lugar. Mas caso Eunhyuk estivesse ali sozinho, desacompanhado, minha viagem seria inútil. Caso não estivesse, provavelmente teria tomado um navio para o exterior junto com o seu amante. Ainda assim, o deslocamento até outra região representa perda de tempo para mim que não sei em que condição que o professor viajou. Mesmo que descobrisse em que parte de Busan Eunhyuk estaria, não poderia ficar perto do meu alvo. Por isso desisti da jornada.

Se o desprezível libertino voltasse com o Eunhyuk, agiria no momento em que ficasse sozinho. Por isso não desistia da minha permanente vigilância.

Guardei a moeda que ganhei da governanta no bolso. Essa tarde não tinha sido de toda perdida, mesmo que o grau tenha sido reduzido. Me pouparia duas semanas de espionagem desnecessária e... Havia ganhado mil wons. Pensei em gastá–lo com uma bebida, porém mudei de ideia e introduzi a moeda na bota. Talvez me desse sorte.

                    

...

 

[Eunhyuk]

Taecyeon me olhou como se eu estivesse enlouquecido.

– Você saiu para cavalgar?

– Acaba de passar dois dias sobre um cavalo. – argumentou Chansung.

Dei de ombros e sequei o copo de conhaque em minhas mãos, sempre tomava um antes das refeições, enquanto os cavaleiros do reino trocavam olhares significativos. Estávamos sentados no pátio externo sob um toldo, em frente o salão principal do castelo.

Aparentemente os dois cavaleiros eram um oposto de mim. Taecyeon era um mais alto que eu, seus cabelos negros resvalavam em suas costas. Já Chansung, de também tinha a mesma altura que Taecyeon, usava seus cabelos negros em corte curto, mas na lateral da sua cabeça era raspada.

O que realmente importava era que se mostravam bastante parecidos. Ambos partilhavam maestria nas artes da guerra e uma lealdade férrea ao seu senhor, Akanishi Jin. Recordo–me que Taecyeon e Chansung aprenderam a falar japonês quando Akanishi ainda não conhecia muito bem o coreano, eram poucos os servos e vassalos que falavam japonês a maioria sabia somente a língua nativa.

A minha direita, Akanishi pediu para que enchesse meu copo com conhaque. Pensei em recusar a forte bebida, mas acabei cedendo e Akanishi completou o copo até a borda.

– Eunhyuk é um intelectual. – Akanishi aduziu. – Ele não sobe em uma sela da mesma maneira que nós. – Akanishi sorriu de canto. – Alguma questão filosófica o levou a cavalgar sem preocupação com o traseiro dolorido.

Taecyeon e Chansung riram. Acabei acompanhando os três com uma risada forçada e em seguida molhei a garganta com um gole na nova dose do conhaque. Em seguida, Chansung deu uma cotovelada em Taecyeon e os dois olharam sobre meu ombro, no olhar entre maravilhados e respeitosos. Notei que Akanishi seguiu com o olhar na mesma direção e logo depois também dirigi meu olhar para ver então a causa da agitação.

Sora estava parada à beira da cisterna, na companhia de um homem, luxuosamente vestido, e de um pajem.

– Bem, mestre, você tem excelente gosto, afinal. – Akanishi me elogiou. – O que eu pensava ser uma pedra bruta tornou–se uma gema preciosa.

Ao ouvi tais palavras de Akanishi foi que me dei conta do homem que estava com Sora, era Aiden. Meu copo vazio caiu de minha mão e foi ao chão. Sem tirar os olhos de Aiden parecia que ele brilhava perante a mim, com aquele traje azul safira. Me agachei a fim de pegar o copo que havia derrubado. Em seus cabelos havia uma fina faixa dourada que combinava com a faixa dourada que marcava sua cintura.

Aquele laço marcava seu corpo, provocando curvas que raramente pudera admirar. De imediato a imagem do Aiden em pé na tina com água após seu banho completamente nu veio a minha cabeça, justamente a imagem tentadora que da qual inutilmente tentei esquecer–me durante a cavalgada.

A camisa de seda marcava bem seu tronco definido, desci minha vista para a região das nádegas, a calça de linho branca com o caimento perfeito valorizando suas coxas grossas e definidas, a roupa parece que foi feito para Aiden lhe favorecia acentuando seu belo corpo.

Era inquestionável que Aiden se tratava de um belo homem. Não é a primeira vez que me assombro com a sua beleza. Lembro como se fosse hoje o dia que cuidei do seu corpo febril em Andong, coberto de suor a fina camisa branca que usava eu pode ver um pouco do seu corpo.

Sora levou a mão numa bacia disponível na borda da cisterna. Notei que Aiden observava intencionalmente tudo que a minha irmã fazia, até mesmo a maneira como arregaçava as mangas da roupa e girava nos dedos a barra de sabão. Por um único momento, quando vi a água correr da torneira, reabastecendo a bacia. Aiden perdeu a compostura, seus olhos se arregalaram e um sorriso marcou–lhe a face. Água corrente, fornecida por uma caixa no telhado e um complexo encanamento, era algo que Aiden nunca tinha visto, uma extraordinária inovação adotada no Castelo de Namji.

Meus olhos não paravam de passear pelo corpo de Aiden observando cada detalhe e era fácil de chegar a conclusão que é inquestionável a beleza máscula de Aiden e isso me assombrava por fazer perceber o quanto estava cada vez mais atraído por ele.

Imitando Sora, Aiden dobrou as mangas e quis experimentar a água da torneira que caía diretamente na pia de pedra, esculpida com cabeças de leão.

Agindo com naturalidade de quem fingia conhecer o sistema. Ao se debruçar sobre a fonte seu tórax ganhou mais destaque mostrando o quão definido é contra a fina seda da roupa que vestia. Ou era ilusão minha ou estava fortemente erotizando a forma como o Aiden umedecia seu pescoço.

Passei a rodar os dedos no copo recuperado, enquanto refletia se tinha sido uma boa ideia trazer Aiden a Busan. Definitivamente estava começando a ficar difícil controlar todo esse sentimento que passei a nutrir por Donghae desde quando o vi em Andong, meu auto controle estava ficando pior a cada que mais que passava ao lado de Donghae, ao mesmo tempo que queria ficar longe mais ia em sua direção como se o Donghae fosse um imã.

– Quem é ele? – Taecyeon perguntou.

Segurei a vontade de revirar os olhos em indignação com o interesse explicito de Taecyeon.

‘De fato foi péssima ideia!’

Quando abri a boca para responder meu cunhado foi mais rápido e adiantou–se.

– Ele é Aiden de Seoul. – Akinishi respondeu solene. – Veio com Eunhyuk.

Chansung voltou–se para o amigo com um comentário acido.

– O jeito como Aiden se comporta... – Chansung levou a mão no queixo. – Parece–se muito com a Lady SeoNam.

A reação de Taecyeon foi bastante inesperado.

– Já pedi para não falar dela. – ele disse rispidamente.

Akanishi se voltou para mim com olhar como se quisesse me explicar alguma coisa visto que deveria estar expressando não entender o motivo de Taecyeon ter agido daquela forma.

– Foi uma grande tragédia. Eram noivos prometidos desde a infância e ele a amava com loucura. Em março, ela morreu de catapora.

– Santo Deus! – exclamei.

Parece que Andong não fora o único lugar da Coréia afetado pela maldita doença na ultima primavera. Acabei lembrando da tristeza profunda que senti quando soube da suposta morte de Aiden, então Donghae, ainda que na época eu o conheci superficialmente.

Imaginei a grandeza da perda de Taecyeon.

– Ele não tem sido o mesmo, desde então. – falou Akanishi em tom de confidencia para que somente eu o escutasse.

Taecyeon aparentava melancolia, isso tenho que admiti, até o instante em que Taecyeon pousou o olhar em Aiden, meu desgosto foi embora. Olhei para Aiden que havia cativado o triste cavaleiro. Naquele momento ele aceitava a toalha que foi entregue pelo pajem e enquanto secava as mãos examinava o ambiente ao seu redor.

Apenas observava a conduta de Aiden.

Ele focava o grande saguão do castelo, a partir do pátio onde se encontrava, como se visse pela primeira vez. Até o salão majestoso, circular com o restante da construção, lindamente rebocado com cal e dotado de teto bastante alto. Incluía uma espécie de galeria da qual partiam escadas para o pavimento superior. O sarracena, fortemente coloridos presente da Rainha Luna quando sagrara Akinishi como Barão.

Mas o principal atrativo do salão consistia nas janelas arqueadas em tamanho e numero incontáveis. Aiden ficou boquiaberto quando seu olhar caiu sobre as janelas envidraçadas, algo que aparentemente ele jamais vira fora de uma catedral. Como cada qual contava com cortinas brocadas, em tom de verde claro no painel de madeira. E, ainda mais extraordinário, tais janelas podiam ser abertas como acontecia naquele momento, revelando o brilhante crepúsculo alaranjado que se formava ao horizonte.

Sem alarde quase mecanicamente, Aiden entrou junto com os outros.

 

[Donghae]                                                  

Assim que entrei vi o Hyuk se instalar em frente a lareira, a maior que já vi. Um fogo baixo crepitava. Na sala anexa ao aposento havia mesas já arrumadas para o jantar dos serviçais que comiam antes dos seus amos, a fim de ficarem livres para atende–los durante a refeição.

Claro que notei a expressão do Hyuk enquanto olhava assombrado com o tamanho do luxo. Antes que pudesse abordar o mestre ouvi a voz de sua irmã Sora.

– Aiden veio com você, Hyuk? – Sora perguntou sem necessidade, pois já conhecia a história.

O mestre Eunhyuk confirmou, enquanto mantinha seu olhar em Taecyeon meio que pressentindo meu desapontamento. O cavaleiro então o inquiriu em tom baixo.

– Aiden é seu aman...

Já havia notado que poucos sabiam da opção sexual do Hyuk mesmo antes quando fez os votos, mas todos que me viam ao lado do Hyuk chegavam a essa conclusão por alguma razão e eu ainda não sabia bem exatamente se dava ao motivo de tais suposições.

– Não. – Hyuk o cortou. – Estou lhe dando proteção contra alguém que deseja machucá–lo. É apenas um... Amigo.

Segurei a vontade de levar a mão no peito com a dor que senti no peito ao ouvi o Hyuk pronunciar a palavra “Amigo”.

Automaticamente me lembrei daquela tarde no estabulo e do quase beijo depois que voltamos da abadia.

– Claro, um amigo. – Akinishi disse num tom carregado de malicia.

Olhando de mim para o Hyuk que lhe devolveu um olhar muito zangado.

Sabia o motivo, após o mestre voltar da cavalgada havia se reunido com Akinishi e Sora, sozinho, ou ao menos pensavam estarem sozinhos. Eu estava caminhando pelos corredores conhecendo um pouco mais daquele castelo quando ouvi a conversa deles. Hyuk pediu para que ambos guardassem segredo sobre detalhes de minha origem humilde e do acordo para o um convívio casto em Seoul.

Mesmo a despeito disso, Akinishi e Sora continuavam pensando que Hyuk e eu éramos amantes.

Tentei me afastar daquilo e fui ter conversas com alguns criados e depois com convidados de alta linhagem, vez ou outra notava discretamente os olhares e os sorrisos de Hyuk para mim, em seus olhos podia ver um misto de orgulho e desconforto pela minha sociabilidade.

O que me deixava confuso sobre o que ele sente por mim.

[Eunhyuk]

– Ele é livre para casar? – Taecyeon me perguntou.

Como se tivesse me pedindo autorização.

‘Livre?’

Taecyeon não pode ter se apaixonado assim tão rápido por Aiden, está apenas querendo substituir SeoNam por Aiden e isso eu não iria permitir. Não mesmo.

– Não possui nenhum dote. – disse secamente a Taecyeon.

– Mas não preciso de dote. Akinishi garantiu–me um bom futuro. – Taecyeon disse insistindo.

– É viúvo. – virei o encarando. – O que te faz pensar que Aiden é homossexual?

– Eu só quero saber é se tem alguém em algum lugar esperando por ele. – Taecyeon me olhou com a sobrancelha erguida. – O jeito com agi e se comporta, parece que foi muito bem treinado.

Meu sangue ferveu e fechei o punho tão forte que podia senti meus ossos estalando com a raiva que se ponderou de mim. Mas eu não iria quebrar a cara do Taecyeon com o salão cheio de pessoas, não com testemunhas.

Inspirei fundo e tentei controlar a minha raiva.

– Não. – ergui a minha taça de conhaque para o pajem que prontamente encheu meu copo com a bebida. – Não que eu saiba e melhor manter a distância.

Me afastei ainda pude ouvi a risada de deboche do Taecyeon.

‘Idiota... Tem sorte que hoje não estou a fim de estregar o jantar.’

Sora, Aiden e mais algumas senhoras, convidadas para o jantar aproximaram–se da mesa. As recém–chegadas foram seguidas pelos seus respectivos acompanhantes.

Mesmo com o meu aviso Taecyeon realmente queria me deixar com raiva. Notei o olhar e os sorrisos de Taecyeon em cima de Aiden.

Filha da mãe estava me provocando.

Todos estavam sentados à mesa, nos levantamos em sinal de respeito às damas até que se acomodassem. Sora apresentou formalmente Aiden como “Lorde Aiden” aos convidados e providenciou que Aiden sentasse do meu lado. Meu coração bateu mais calmo ao notar no sorriso de alivio de Aiden quando sentou ao meu lado, me senti como sua fonte de conforto nesse lugar estranho.

Um aroma quente, evocativo, perfumava sua pele. Era uma fragrância exótica, talvez preparada com ervas rara e o resultado se tornava instigante, enigmático, lembrando–me das terras onde lutei.

Sora me fitava satisfeita como se me perguntasse: “Bem, o que achou da minha obra de artes?”

Claro, Sora havia vestido e adornado Aiden especialmente para mim. Havia mais: as safiras em seu pulso e os finos anéis de ouro que brilhavam sem seus dedos e um aro prateado lhe enfeitavam a cabeça.

Sorri polidamente ao levantar de leve meu copo em saudação à minha irmã, reconhecendo a habilidade de transformar as pessoas – como Akinishi dissera mesmo? – uma pedra bruta em gema preciosa.

– Milorde? Lorde Aiden? – Taecyeon chamou após clarear a garganta no momento em que o pajem servia vinho a ele.

Aiden abaixou a ataca devagar com ar de surpresa.

– Desculpe–me, sir Taecyeon. Não percebi que falava comigo.

Taecyeon devolveu o sorriso que Aiden exibia como pedido de perdão.

Meu desejo era de quebrar todos aqueles dentes.

– Em toda a mesa. – falou Taecyeon. – Só consigo ver você, pois sua beleza ofusca qualquer outra pessoa.

Segurei o ímpeto de revirar os olhos ao ouvir o que o Taecyeon disse, apenas tomei minha bebida em um gole só.

[Donghae]

Desde que o Taecyeon tentava manter uma conversa comigo, notei o comportamento do Hyuk mudar, após entregar dois livros à irmã Sora, circundou a mesa a fim de retornar sua cadeira. Fingiu interesse quando Sora vibrou de alegria com os presentes que havia ganho, porém conservei meu olhar de canto para o Hyuk.

Ele estava bêbado. Mal tocara na comida e agora desprezava o bolo de sobremesa, trocando o conhaque pelo vinho. Com frequência vi homens beber em excesso, mas nunca o Eunhyuk. Conhecido por seu critico de embriaguez. Hyuk havia passado o jantar inteiro equilibrando–se na cadeira, dando a impressão de que se embebedava de proposito. Estranhamente, parecia eu ser o único a mesa que percebi a condição do professor, calado enquanto se desenvolvia uma viva conversação entre os demais convidados. Seus movimentos eram lentos, à procura de uma precisão que enganasse os outros.

Mas não a mim. Talvez por estar sentado ao lado de Hyuk, fazia com que notasse seus gestos deliberados para parecer normal. Ou talvez estava apenas começando a conhecer melhor, tornando–me incapaz de ser iludido com a falsa sobriedade de Hyuk.

– Com licença Lorde? – Taecyeon olhou para mim. – Sei que está fatigado pela viagem, mas permita–me convida–lo para me acompanhar num treinamento de falcoaria amanhã à tarde.

– Falcoaria? – vi os nós dos dedos do Eunhyuk ficarem brancos, por causa da força com que apertou sua taça de vinho. – Nunca fiz... Não sei como lidar com falcões.

– Ah! Eu lhe ensinarei tudo que necessita saber. E o Barão fornecerá uma luva comprida estofada e uma boa ave. – virou encarando o Akinishi. – O que me diz Akinishi? Você dispõe de um pequeno falcão para o Lorde aprender a caçar?

Claro que Akinishi lançou um olhar divertido para o Hyuk antes de encarar a mim.

– Tenho um adorável filhote que servirá bem, Lorde Aiden. – falou Akinishi. – É manso, até farejar uma presa. Então mostra sua verdadeira naureza. Falcões precisam de carne como de ar para respirar...

Akinishi engoliu seu ultimo bocado de bolo e limpou as mãos. Suas novas palavras visavam Hyuk, obviamente, embora Akinishi não olhasse para Hyuk.

– Ninguém consegue domar suas necessidades para sempre. É possível simular, por algum tempo que elas não existem. Mas a natureza humana descarta o fingimento e no fim, impõe a satisfação dos desejos mais prementes. Inevitável resistir.

Eunhyuk inquietou–se em sua cadeira mais uma vez, enquanto Akinishi se dirigia agora a mim.

– O filhote se chama Myhuk, vou apresentá–lo a você amanhã.

Não estava olhando para o Hyuk, mas sabia que essa conversa não estava o agradando. Seus atos falavam por si. Mas o que me dava raiva era sua omissão, no fundo eu queria que Hyuk falasse alguma coisa, sabia o motivo de ficar calado. Era justamente por causa da liberdade que tanto frisava.


Notas Finais


Em breve estarei de volta.
Obrigada por ainda me acompanharem.
Bjus ;*


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