História My Forbidden Love - Capítulo 37


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Mitsuki, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara, Temari
Tags Ação, Amizade, Amor, Bebida, Boruhina, Boruto, Briga, Cigarro, Drama, Felicidade, Hinata, Infidelidade, Naruto, Romance, Sarada, Sasuke, Tragedia, Traição
Visualizações 255
Palavras 6.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


galera foi mal pela demora, eu estava enrolando muito e a internet está horrível nesses dias. MAS os dois últimos capítulos foram polêmicos demais, muita gente surtou, ficou com raiva, queriam matar todos os personagens, enfim, as emoção estavam extremas! Além do mais esse capítulo aqui vai sanar essa confusão de shippar Sakura com naruto, Kurama, Kakashi e entre outros. Achei muito irrelevante essa história de colocá-la num par de uma hora para outra, não tem cabimento. Sakura não pode amar ninguém agora, ela está muito decepcionada, então se envolver com alguém? Sério mesmo? Não... E o mesmo vale para o Naruto. Enfim, esse capítulo vai acabar com algumas teorias que rolam por aí sobre tal shipp isso ou aquilo. Mais pra frente eu especifico isso.

Capítulo 37 - Come Together


Fanfic / Fanfiction My Forbidden Love - Capítulo 37 - Come Together

 

 

— A sua mãe ainda não chegou? — Meu pai perguntou, após entrar e fechar a porta da nossa casa. Eu estava sentado sobre os meus joelhos, no sofá da sala, enquanto desenhava alguma coisa que me fizesse esquecer o estresse do dia a dia.

— Não — respondi um pouco preocupado. — Ela ainda não chegou, e já está ficando tarde.

— Ultimamente a sua mãe anda bastante atarefada, não é? — Ele se sentou do meu lado. — O que está desenhando?

— Algo sem sentido — respondi vago. — Ou que me distraia.

Até agora a minha mãe não apareceu, tambem não retornou as minhas ligações e tampouco visualizou as minhas mensagens enviadas no privado. Procurei por ela, mas não a encontrei. Parece que ela simplesmente desapareceu de Konoha.

— Não devia se concentrar no exame Chunin? Será daqui à três dias — Ele fez um cafuné na minha cabeça.

Sorri moderado.

— Estou ciente da minha responsabilidade, pai — eu dava os meus últimos rabiscos numa paisagem tingida de preto e branco. — Estou bem preparado, sobretudo, o meu aprimoramento ficará sublime nos próximos dias, afinal, ficarei sob tutela de outro sensei.

— Hum? Como assim? — Ele pareceu confuso.

— Moegi-sensei ficará responsável pela Chouchou, enquanto Shikadai está sendo treinado por um ninja excepcional. Já eu? — Voltei a minha atenção para o meu pai. — Ainda não sei, mas me garantiram que ficarei sabendo hoje à noite.

— Acha que pode chegar nas finais e, talvez, entrar naquela competição final? Sabe que não precisa provar nada, Inojin — senti a sua mão sobre o meu ombro. — Não precisa fazer isso se não quiser. Há outros meios avaliativos que podem transformar você num Chunin, então não há necessidade de se arriscar demais.

— Está preocupado comigo? — Indaguei, voltando a desenhar.

— Sim — ele foi direto. — Você é meu único filho, e eu o amo.

O meu pai me ama…

Esse sentimento é tão devastador… Dizer para alguém que ama tanto…

E embora eu não mereça esse tipo de sentimento, fico feliz por ser amado, mesmo que no fundo do meu âmago a rejeição por qualquer um, que não seja a minha mãe, tenha se tornado notável nas minhas expressões apáticas. Contudo, diante de meu pai, ele…

Ele é um bom homem.

— Pai… — Fechei o meu livro e pus as minhas coisas na mochila preta. — Eu vou ficar bem. Se no momento da luta a situação ficar crítica, eu desisto. Não temos esse direito?

— Tem sim — ele sorriu.

— Eu vou ganhar, pai — proferi decidido. — Vou ganhar por você, é o mínimo que posso fazer pelos os meus pais.

— Inojin… — Mesmo assim ele ainda estava preocupado.

Ele iria falar mais coisas para mim, porém o seu celular tocou.

— Onde você estava? — Sai indagou, atendendo o celular. — Passou o dia todo aí? Hum… Sim, ele está aqui.

Pela expressão duvidosa do moreno, além das perguntas óbvias, eu tinha certeza de que a pessoa do outro lado da linha era a minha mãe.

— Volte para casa, Ino — pediu ele preocupado. — Você vem, não vem?

Ambos discutiram mais algum assunto, só que depois, após o meu pai guardar o seu celular, ele me deu a notícia na qual esperei o dia todo para saber. Finalmente…

— Sua mãe estava no clã Hyuuga — comentou o moreno.

— Fazendo? — Inquiri ameno.

— Ela estava reunida com algumas das pessoas mais importantes de Konoha — explicou sucinto. — Ino falava de modo bem apreensivo.

— Então deve haver um problema — disse eu. — Um problema que cerca toda a vila, incluindo ela.

— Talvez, talvez. Mas Shikamaru estava lá, então pode-se dizer que ele deu um jeitinho nisso.

— O que mais ela falou? — Indaguei me preparando para sair. Eu já sabia, mas precisava ter certeza.

— Você deve ir para à casa do Hokage — respondeu o moreno se escorando no sofá. — O seu novo sensei o espera lá.

— Enquanto a mamãe? — Arqueei uma sobrancelha.

— Está vindo para cá — concluiu.

— Ótimo — sorri e caminhei para a porta. — Até mais, pai.

— Boa sorte, Inojin. Espero que alcance logo os seus objetivos.

— Obrigado — abri a porta, passei por ela, e então a fechei. — Obrigado por tudo.

O céu começava a ficar mais escuro, assim como o clima que ficava mais frio.

E diante desse tempo tenebroso eu fui para o meu destino, pensando e repensando nas palavras de meu pai, cujo amor sobre mim vão além das minhas expectativas como filho ingrato. Afinal… Não é justo… Não quero acabar como o Boruto.

A família dele está decadente, fragmentada, fora a desconfiança desenfreada que tem para com a sua companheira.

— Boruto, você está condenado — comentei triste. — Mas você ainda acredita numa última cartada, não é? Gostaria de saber como irá aplicá-la. Embora nos últimos minutos isso não vá resultar em nada.

 

 

— Finalmente você chegou — ouvi a voz do Nanadaime-sama, que estava de costas para mim. E pelo cheiro forte de aguardente, ele está bebendo há horas. — Sente-se.

Eu fechei a porta de sua casa e fui para o sofá. O lugar estava bastante melancólico e bagunçado, além de estar mal iluminado pelos abajures.

— Ino não fará mais parte da missão — disse ele. — Agora toda a responsabilidade recaí sobre você, dito isto, o que fizer sob as minhas ordens fica só entre nós e mais ninguém. Compreende isso?

— Hai, Hokage-sama — respondi firme.

— Então o que tem para mim? — Ele indagou, ainda de costas.

— O mesmo de sempre: Boruto contou vantagens sobre a sua vitória e de como está cada vez mais otimista, a diferença? Eu não posso confirmar nada, mas ele alega poder ver coisas que os outros não podem ver. Isso poderia fazer um grande diferencial no exame Chunin, embora ele próprio não saiba direito qual atributo valioso tem nos olhos.   

— Sim… Já ouvi algo relacionado a isso — finalmente o Hokage me encarou, porém, os seus olhos… — O que mais sabe sobre ele? E os seus próximos movimentos?

— Sendo franco — respirei fundo. — Boruto tem a vantagem. Mitsuki revelou-se ser uma força bastante promissora no flanco esquerdo dele, enquanto Sarada é um fator surpresa implacável. Juntando os dois, eles formam um ataque e contra-ataque a nível Chunin, senão Jounin. Enquanto ao Boruto? Ele pode muito bem ser usado como suporte ou como principal arma de ataque nas linhas de frente.

— Fraquezas? — Ele bebeu novamente, sentando-se na poltrona que fica de frente para o sofá.

— Boruto leva vantagem no ataque a curta distância, mas ele é fraco contra Genjutsu, sobretudo, se o oponente for mais inteligente, é possível considerar que derrotá-lo primeiro seja uma ideia mais vantajosa. Se ele cair, a moral do time 7 decai, no entanto, mesmo nós nos livrando posteriormente de Mitsuki, ainda restará Sarada.

— Entendo perfeitamente a lógica, porém, é a vontade de Sarada que irá determinar as rodadas finais, caso Boruto venha cair do topo. Então precisamos quebrar o espírito dela, dar um jeito de feri-la no seu coração, mas como? — Ele questionou.

— Sarada precisa ser superada, Hokage-sama — revelei a resposta. — Para quebrar o seu espírito, é preciso superá-la da melhor forma possível. Assim ela terá que ser forçada a aceitar a própria derrota, quanto ao coração? Eu não sei dizer.

— Acho que posso responder essa pergunta… — Outra voz se fez presente no recinto. — Posso resolver essa questão.

Era ela… Sakura.

— Sakura-san? — Fiquei surpreso com a sua aparição. — Você ouviu tudo?

— Não só ouvi tudo, como complementarei a sua ideia — ela veio e se sentou do meu lado. — Suponhamos que a minha filha ingrata chegue às finais, contudo, o seu emocional está abalado severamente. Talvez seja esse um fator imprescindível para derrubá-la, todavia, para concluir tal missão, é necessário mais alguém nessa equação.

— Você? — Arqueei uma sobrancelha. — Desculpe-me, mas não entendi a parte do "abalo emocional". Se pretende fazer Sasuke se envolver com outra mulher, e Sarada acabar testemunhando, é uma possibilidade, no entanto, o que faz você pensar que aquele homem trairia a sua filha?

— Ele não vai — Naruto respondeu. — Sasuke nunca trairia a sua filha, ainda mais nessa tensão que cerca a aldeia de Konoha, porém, outra mulher pode penetrar na armadura fria que carrega.

— Quem? — Indaguei, sondando o Hokage.

— Hinata — Sakura respondeu. — Ela é a mulher em que ele mais confia, depois de Sarada, nessa vila.

— Oh… — Eles realmente estavam dispostos a tudo. — E qual é a minha parte nessa história? Visto que estou sabendo demais.

Sakura olhou para o Hokage, que por sua vez encheu a cara de bebida mais uma vez.

— Inojin é o meu espião, ele me garantiu informações preciosas sobre o treinamento de Boruto e, consequentemente, o resto do time 7. No entanto ele teve que parar, uma vez que Sasuke está cuidando pessoalmente deles. Então para não ficar a espreita, Inojin vai aos poucos, arrancando valiosas informações de Boruto. Um dia desses ele me contou algo muito interessante.

— E o que seria? — Sakura cruzou os braços.

— Hinata está disposta a desaparecer com o Boruto nesse mundo, enquanto Sarada quer conquistar a glória — ele bebeu outra vez. — Dessa forma eles aumentariam os laços políticos que tem com o clã Hyuuga a fim de enriquecer sua posição no alto conselho de Konoha. Já entendeu onde quero chegar, né? Se Sarada vencer, Boruto está livre, mas se ela ou ele perder, Boruto está condenado e o sonho de Sarada frustrado. Mas nisso há um plano "B" para eles, principalmente para Hinata.

— Então precisamos neutralizá-los por partes, assim podemos acabar com todos eles num único golpe, é isso que está me dizendo? — Sakura inquiriu bem interessada no assunto.

— Mais ou menos isso. Só que para o sucesso dessa missão ter grande êxito, nós precisamos afastar o Sasuke deles, pois se o Uchiha mantiver a presença constante, os nossos avanços serão em vão.

— Para isso funcionar teremos que abalar Sarada primeiro, assim ela enfraquece o pai lhe desferindo palavras ácidas, enquanto "alguém" que se passe pela Hinata… Hum… O plano parece muito promissor — comentei.

— Deixe-me entender: abalamos Sarada primeiro, depois Sasuke fica vulnerável, mas e a Hinata? Acha mesmo que ela ficará parada, enquanto os seus inimigos ficam conspirando? — Sakura tocou num ponto importante.

— Da Hinata cuido eu — o Hokage foi rápido em responder. — Irei puni-la de forma adequada, acho que no mesmo estilo do meu filho. Gostaria que vissem, mas acho que seria deselegante demais.

— E quando começaremos? — Fiz a pergunta definitiva.

— Vamos as instruções: Inojin, a partir de hoje você estará sob as ordens de Sakura-chan. Ela vai treinar e aperfeiçoar as suas técnicas para que possa enfrentar Uchiha Sarada. Enquanto isso você continuará tentando tirar tudo o que pode de Boruto, mas no momento que pressentir exposição demais, recue.

Portanto nosso objetivo primário tem como base afetar o casal Uchiha, dessa forma o atrito criado entre eles resultará em frustração para Hinata.

O casal Uchiha entra crise em pleno exame Chunin, enfraquece a minha ex-esposa e nos dá tempo para o próximo movimento. Mas como iremos executar?"
— Já sei onde quer chegar — disse a rosada. — Você quer que eu me passe pela Hinata, enquanto a original está com você sabe-se lá onde e fazendo o quê.

— Assim Sarada vê a mulher que admira envolvida com o seu pai, quando na verdade Hinata está em posse do Hokage? Em outras palavras: estão crendo que é possível abalar os dois casais simultaneamente? — Até eu estava interessado, por isso fiz tais perguntas.

— Sim, porém, o tempo de cada movimento deve ser controlado com muito rigor, senão fracassamos — o Nanadaime foi claro quando disse isso.

— Mas fazer essa ação em conjunto é arriscado — Sakura refletiu por um momento. — Quais as probabilidades de fracasso?

— Sasuke e Hinata já estão cientes que estão rodeados de inimigos, nisso precisaremos distanciar os adultos dos mais jovens, mas com táticas diferentes. No caso Uchiha, Sarada será atraída pelo próprio Sasuke. Sakura você ficará encarregada disso, enquanto a Hinata? Eu e Inojin resolveremos isso.

— Como? — Indaguei.

— Você vai se passar pelo o meu filho e irá atrair a Hinata até a toca do lobo — Naruto explicou com clareza. — Dessa forma reduzimos riscos desnecessários.

— Ainda não disse como iremos separá-los. Esqueceu-se que Sasuke é um Uchiha? Uma simples técnica de transformação não irá enganá-lo — a rosada enfatizou o problema inicial. — Para isso é necessário uma técnica de alto nível.

— Tambem se esqueceu que eu sou o Hokage, Sakura-chan? — O loiro sacou do bolso um pergaminho. — Tome — ele jogou para mulher o rolo encapado. — Tudo que precisa saber está aí, embora seja um modo sujo de jogar.

Quando Sakura abriu o pergaminho e vislumbrou o conteúdo em mãos, a sua feição rapidamente expressou instantânea surpresa.

— Naruto… Isso é… Pensei que esse jutsu tivesse desaparecido durante a guerra — a mulher lia profundamente o conteúdo do pergaminho. — Onde conseguiu?

— Acredite em mim, não foi fácil. Godaime e Rokudaime tomaram a sábia decisão de destruírem todas as informações que estavam espalhadas, porém, tiveram a consciência de fazer cópias secretas para Konoha — o loiro tentou beber, mas a garrafa não tinha mais álcool, então ele foi buscar mais.

— O que é isso? — Perguntei curioso. — Já que vamos trabalhar juntos, seria bom eu saber.

Sakura não me respondeu, pelo contrário, me ignorou completamente.

Mas revisando as instruções ditas, Sakura e eu vamos trabalhar juntos a partir de agora, e mais para frente agirei ao lado do Hokage para acabar com a Hinata.

Eles estão antecipando todos os movimentos precisos, fora os riscos.

— Sakura-chan, há uma última coisa que eu preciso que você faça — avisou o Hokage entrando no recinto. — Na verdade são duas coisas.

— O que é? — Ela inquiriu, sem tirar os olhos do pergaminho.

— Preciso que prepare um poderoso afrodisíaco para nós três.

— Como assim? — Sakura voltou a prestar atenção no Hokage. — Qual a necessidade disso?

Então pela primeira vez, embora o loiro tenha se mostrado rude para mim, vi a sua cara intrépida desenhar um sorriso maldoso regado de segundas intenções, intenções más diga-se de passagem.

— Inojin, o que mais machuca, além de ser traído? — Ele perguntou para mim.

— Acredito que ser traído da mesma maneira seja um jeito único de machucar o rival o mais fundo possível, mas se puder, pode usar da humilhação ao seu favor, mesmo que tais métodos sejam um tanto apelativos. Mas no grosso modo é assim mesmo — expliquei sem soar falso. Eu não me sentia confortável em responder isso, até porque… Céus.

— Concorda, Sakura-chan? — O loiro de olhar ferino se voltou para a rosada.

— Certamente, mas qual é a base nisso? Ainda não explicou a função do afrodisíaco — inquiriu a mulher.

— Vamos ter que atuar muito, Sakura-chan — ele abriu a tampa da garrafa e começou a beber de novo. — Eu serei o de sempre, quanto ao Inojin? Será uma mera isca no meio de tubarões, mas e você? Interpretar uma princesa? Não faz do seu feitio, embora a necessidade seja crescente.

— Resumindo: quer reforçar os nossos movimentos usando drogas?

— Tem alguma objeção quanto a isso? Diga-me: quando o momento chegar, e você estiver deitada com o seu ex-marido na cama, vai conseguir ir até o final? Vai ter estímulo o suficiente para aguentar a barra, ao mesmo tempo que corre o risco de ser descoberta? Não…

— E como pretende aplicar esse método vulgar? Vai simplesmente enganar a Hinata, fazê-la beber e depois fodê-la a seu bel-prazer? Parece bom demais pra ser verdade. Ainda mais vindo de alguém como você — esses dois… Eles estão muito intensos. Até porque...

O Hokage que eu conheço jamais faria isso, tampouco pediria para uma de suas melhores ninjas preparar algo de tão baixa magnitude.

— Eu vou falar a verdade: — disse ele — não estou nada a fim de ir para à cama sóbrio com aquela mulher... Qual é? Não me olha desse jeito, não vê que estou facilitando as coisas? Imagine o quanto isso pode dar certo — o Hokage insistiu.

— Não confio muito nisso — a rosada estava receosa. — É arriscado demais, se a dosagem passar dos limites para cada um… Receio que será um xeque-mate para nós.

— Eu não entendo — entrei na conversa. — Você é a melhor médica do País do Fogo, talvez, até do mundo. O que te impede de ter sucesso?

— Ouviu isso, Sakura-chan? O garoto crê no seu potencial — Naruto me apoiou. — Acredite em si mesma.

— Você… — Ela sorriu desdenhosa. — Que seja…

— Quanto tempo levará? — O Hokage indagou.

— Eu tenho tudo que preciso no laboratório — respondeu ela se levantando. — Posso fazer uma fórmula hoje à noite e amanhã produzi-la em pequenas quantidades. Só tem um problema...

— E qual seria? — Perguntei mais curioso do que já estou.

— Preciso de alguém para testar as drogas — revelou ela. — Alguém jovem e saudável para se submeter aos dois primeiros testes, afinal, a dosagem que eu irei aplicar irá definir todos os nossos moldes físicos e comportamentais.

— Alguém jovem e saudável… Precisa só de um? — Dessa vez era o Hokage que parecia bem mais curioso do que eu.

— Acredito que o jovem, nós já temos — Senti os seus orbes verdes sobre mim. — Contudo… — Ela fechou os olhos aborrecida.

— "Contudo"? — O homem arqueou a sobrancelha esquerda.

— Não se preocupe, eu dou jeito na outra contrapartida. Até amanhã à noite já lhe entregarei uma parte da droga.

— Perfeito. Agora voltaremos a nos encontrar só na véspera do exame Chunin, pois será nesse evento que nós iremos agir. Os times ficaram exaustos, os seus tutores mais pressionados, imagine a carga estressante que está agora sobre as costas de Sasuke e Hinata? Uma hora eles terão que abaixar a guarda, portanto, nesse ínterim de descanso é que nós agiremos nas surdina.

— Desse jeito nós podemos reunir provas significativas ou até mesmo deixar várias pistas no caminho para que os nossos alvos vejam o que está acontecendo e se sintam profundamente abalados com falta de fidelidade de seus companheiros na hora do flagra? Não está óbvio demais esse movimento? Se eles desconfiarem de qualquer coisa, tudo será em vão — enfatizei os pontos primordiais.

— Boruto é fraco e sentimental — proferiu o loiro se escorando na parede. — Ele ficará perturbado psicologicamente, fazendo-o fraquejar no campo de batalha. Sua resistência moral não vai aguentar a pressão, porém, outro fator será decisivo: a provocação. Eu irei usar o posto que tenho para maquinar certas arestas do exame Chunin, sobretudo, a competição final, caso ele chegue até lá.

— Essa é a parte fácil do trabalho, Inojin — falou a mulher. — O difícil mesmo será o casal Uchiha. Eu os conheço melhor do que ninguém, principalmente a Sarada, todavia, sei muito bem que Sasuke estará em alerta máximo. Aproximar-se dele será o mais difícil, porém… Estou pensando numa ideia… Ah droga! — Ela crispou os lábios. — É repugnante, mas necessário.

— E é esse o segundo favor que quero de você, Sakura-chan. Creio que poderá fazê-lo durante as suas horas de experiências — concluiu o Hokage.

— E o que seria? Já sabe o nosso primeiro movimento? — Indaguei ansioso.

 

 

Eles não me responderam. Ficaram discutindo outras ideias, mas no final não falaram muita coisa para mim, principalmente a minha nova sensei. Ela não confia em mim, posso sentir isso transbordar nos seus olhos frios.

E agora, caminhando ao seu lado, estamos indo para o hospital geral. Durante o trajeto não ousei uma vez sequer tentar falar com ela. Já que sua paciência está no nível zero.

Portanto só fiz observá-la, claro, sem maldade alguma.

Assim vislumbrei uma linda mulher que expressava todo o seu descontentamento através das íris esmeraldinas, que de tanto refletir o brilho intenso da luz lunar, quase que pude ver certo ardor que preenche o vazio deixado pelos Uchihas.

Então quando chegamos ao centro hospitalar geral de Konoha, não havia ninguém, exceto alguns seguranças, mas eles deram passe livre para nós. Nisso fomos direto para o laboratório, onde Sakura poderia usufruir de todo o material necessário para formular um afrodisíaco a nível máximo. Enquanto ela trabalhava, o que eu iria fazer? A resposta é simples: eu não faria nada.

No entanto Sakura se movimentava pouco, fazia gestos e manobras dentro de um espaço muito limitado, portanto, senti uma oportunidade única de desenhá-la na sua área de trabalho. Mas não desenharia por que gosto dela ou algo do gênero, mas sim aproveitaria o momento.

Tirei da minha mochila o meu caderno e alguns lápis, assim comecei a desenhá-la discretamente sem chamar a atenção. Sentei-me numa boa distância e fiquei vários minutos desenhado traços delicados, gentis, até pude registrar suas feições exibidas em diversas formas: frustração, júbilo, questionamento, dúvida e até um sorrisinho de lado.

Não dei brecha para nada.

Desenhei tudo o que consegui registrar. Embora...

— O que está fazendo? — Ouvi-a perguntar, enquanto dava os retoques finais num sorriso esbelto.

— Nada de mais — respondi simples, sem desviar o foco.

— Está ficando tarde, não é melhor ligar para os seus pais e dizer onde está? — Sugeriu ela.

— Já fiz isso, tambem mencionei sobre a minha ausência durante esta noite — respondi do mesmo modo.

— Hum… — Assim como eu, Sakura tambem não desviava o seu foco.

Ela mantinha toda a sua concentração nos vários frascos que tinha posse. Misturando e destilando o que era essencial para alcançar o líquido final.

— Mas onde passará a noite? — Outra pergunta.

— Na casa do Boruto. Preciso arrancar alguma coisa dele, certo? — Fui claro na resposta. — Eles alugaram uma casa, caso queira saber.

— Por quê está fazendo isso? Ele não é o seu amigo? Eles não são os seus amigos?

Eu parei de desenhar repentinamente, mas não desviei o olhar sobre o papel branco preenchido por desenhos. Porém… Essas perguntas… Todas elas têm fundamento, sei muito bem onde ela quer chegar.

— Minha conduta infiel para com os meus amigos perturba a sua convicção de lealdade? É por isso não confia em mim? — Voltei a desenhá-la.

— Hum? — Ela não entendeu.

— Estou fazendo isso porque preciso… — Além do mais sou o único garoto dessa vila que pode desfrutar de certo prazer sem ter medo do amanhã. — Para garantir o que é precioso para mim, necessito cumprir a missão que me foi designada. Boruto e Sarada só estão pensando neles mesmos, enquanto o restante da vila está em segundo plano. Não vê que Sarada prioriza mais a sua vontade sobre os outros? E o Boruto? Determinado como um leão.

— Isso não explica a sua falta de fé neles — a mulher estava mesmo a fim de me contestar.

— Eles são os meus amigos. Mas antes que me chame de traidor, eu digo o seguinte: aqueles dois traíram primeiro a vila de Konoha se entregando para os seus pais. Botaram os desejos e princípios na frente do que é mais importante, que é o bem estar de Konoha. Dessa maneira, pelo ponto de vista de Sarada, a família Uchiha foi a que mais prejudicou a nossa vila, enquanto na outra parte, felizmente, foi neutralizada a tempo. Imagine o estrago que Hinata e Boruto teriam feito se tivessem sido descoberto por terceiros? O escândalo seria infernal.

— Você sabia que Ino estava presente na reunião? — … O quê?!

— Como assim? — Eu não sabia disso.

— Ela estava lá — finalmente os seus olhos verdes se cruzaram com os meus. — Ela estava a favor de Hinata e Boruto. Ino prejudicou o Naruto.

— E é por isso que me odeia? — Joguei na lata. — Está tão desconfiada de mim por causa da minha mãe? Não deveria julgar um filho pelos pecados dos pais — fiz-me de insolente. Ninguém pode saber do meu envolvimento com Ino. — O que preciso fazer para lhe demonstrar alguma lealdade?

— Humpf... Você é tão petulante quanto a Ino no passado — ela voltou ao trabalho. — Descubra alguma coisa sobre sua mãe, pois parece que ela foi chantageada pela Hinata. Se não fizer isso, eu mesma farei.

— Em outras palavras: está me dando um ultimato — esclareci o ponto em questão.

— Sim.

 

 

Essa maldita… Quem ela pensa que é para pisar em mim desse jeito? Aliás, por que preciso obedecê-la com tanta veemência? Não devo nada para Uchiha Sakura.

— O que faz você pensar que minha mãe me diria alguma coisa? — Indaguei. — Quer que eu use esse elixir aí e arranque a verdade dela na base da sedução? Oh, não… A não ser que o desespero já tenha tomado conta de si para me ordenar isso.

— E por que não? — Ouvi uma voz atrás de mim.

— Nanadaime-sama? — Assustei-me diante da sua presença. — Mas o senhor disse…

— Eu disse muitas coisas, mas qual é o problema? — O olhar maldoso dele era latente, quase vi um brilho vermelho. — Ino é uma linda mulher, não ficaria surpreso se ela estivesse na mira de outros homens, sobretudo,  o seu filho, visto que os tempos atuais são realmente inovadores em todos os quesitos.

— Com todo o respeito, mas está insinuando que cortejo a minha mãe? — Essa era a minha chance de provar que não estou desejando nenhuma mulher madura no momento, muito menos a minha mãe. — Posso ser dissimulado, prepotente e até mesmo audacioso, contudo, não sou louco, nem mesmo tenho inclinação para tamanho tabu. Ainda mais mulheres mais velhas.

— Será mesmo? — Sakura riu de mim.

— Acho que sim, já que a sua filha querida se provou ser mais pecaminosa do que eu. Qual é? Eu espionando os meus amigos, enquanto ela está lá fora… Do lado dele… Aquecendo o leito reconfortante do Uchiha — sorri malevolente. — Mas acho que você já sabia disso, no entanto implica comigo. Talvez tenha até inveja da minha mãe, uma vez que ela não tem uma cria insana que tentou levá-la para cama.

— Tsc! Seu fedelho... — Ok. Eu deixei a Sakura puta da vida.

— O que vai fazer, Sakura-sensei? Vai me punir, disciplinar ou querer me levar para o seu leito a fim de pôr em prática o tão famigerado experimento que está trabalhando?

— Ele é bom — Naruto riu. — O que quer, Inojin? Você poderia ter nos traído há bastante tempo. Mas ainda está  aqui.

— Hokage-sama, por favor, tente me entender — fechei o meu caderno. — Se eu ficasse do lado deles, eu não ganharia nada. Eles só me usariam para chegar perto de meu pai, aliás, já conseguiram isso. Mas agora sobre o que eu quero? Vejamos… Caso aqueles traidores venham cair, eu quero a minha mãe protegida e imune contra qualquer  evento controverso no futuro, depois… — É justo ser atrevido tambem? — Quero fazer o que quiser com a Hinata.

Os dois olharam para mim incrédulos.

— O que foi? O que eu peço é caro demais? — Sorri travesso.

— O que vai fazer com ela? — Inquiriu o Hokage.

— Não sei… Ainda estou matutando, porém… — Elevei o meu olhar sobre os frascos nas mãos de Sakura. — Acredito que isso poderá me ajudar.

— Vai foder a Hinata e depois jogá-la fora? Quanta modéstia — disse a rosada.

— Se quiser, posso fazer a mesma coisa com Sarada — sugeri afoito.

— Tsc! Você está me irritando.

— Perguntou de mim e ouviu o que não queria, ação e reação — provoquei.

— Muito bom, Inojin, muito bom — Naruto bateu palmas. — O que acha, Sakura-chan? É justo o que ele pede?

— Hinata é a sua presa, faça o que quiser — respondeu a mulher de jeito amargo.

— E quanto a Sarada? — Ele insistiu.

— Sarada é minha, quanto ao Sasuke? Deixo o clã Hyuuga fazer o que quiser com ele.

— E o Boruto? — Perguntei.

— Digamos que esse… — O loiro riu, abaixando a cabeça. — Tenho algo especial para ele.

— Rokudaime-sama sabe sobre as nossas ações? — Atrevi-me a fazer mais uma pergunta.

— Não, ele não pode saber — afirmou o meu líder. — Em hipótese alguma ele deve saber, por isso o pus para treinar Shikadai.

— Agora está explicado as constantes ausências dele — e eu aqui pensando que estava se engraçando com a Himawari.

— Eu preciso ir, tenho assuntos inacabados para resolver — o loiro ajeitou o colarinho e saiu piscando para a Uchiha. — Boa sorte e tente… — A cara dissimulada dele era gritante. — Enfim, sejam bonzinhos e não passem dos limites.

Não sei se é imaginação minha, mas sinto que algo nos olhos dele está muito modificado. Pois o brilho, o jeito, e até mesmo as expressões faciais parecem estar violentas, embora as palavras estejam cobertas de açúcar.

— Ele está diferente… — Comentei. — Ele mudou drasticamente.

— Não é isso — Sakura me contradisse. — É outra coisa.

 

 

— Preciso ir — proferi arrumando as minhas coisas e fechando a mochila que carrego nas costas. — Amanhã eu estarei esperando você na praça perto da sua casa às 6:00 horas.

Sakura não me respondeu. Ela ficou ali, analisando amostras e misturando líquidos de cores diferentes que ganhavam um novo tom ao serem misturadas. Ahh, confesso que me sinto muito frustrado! Sempre imaginei Uchiha Sakura como uma mulher importante nas vitórias de Konoha durante os tempos difíceis, só que agora… Vendo essa faceta distorcida… Sinto-me tão frustrado, céus!

— Espere um pouco… — Pediu ela.

— Hum? — Virei-me para vê-la.

— Eu ainda preciso de você — ouvi-la falar baixinho e vislumbrar a sua face corada era algo sem igual. — Você… Pode ir para esse endereço?

— Deixe-me ver… — Fui até ela e peguei um pedaço de papel com o seguinte endereço: — Hotel x na rua x? Esse lugar… — Encarei-a.

— Precisa ser agora — concluiu a mulher desviando da minha atenção. — Tenho quatro frascos com cópias extras. Preciso só de duas para o afrodisíaco, porém, será necessário somente um, caso dê certo.

— E enquanto aos outros? — Fitei o resto perto de um microscópio.

— O jutsu que foi entregue para mim é complexo demais para você, levaria dias para ensiná-lo. Diante desse obstáculo preparei um soro para nós baseado nas nossas correntes de Chakra, portanto, para copiar a aparência e o comportamento daqueles traidores, será necessário grandes dosagens de DNA. Felizmente eu tenho tudo aqui, mas agora… Com uma duração média de até duas ou três horas, podemos obter êxito hoje mesmo. Só que para isso — ela riu de jeito forçado. — É preciso duas pessoas para botar o experimento em prática. Essencialmente um homem e uma mulher.

Engoli seco, enquanto uma gota de suor escorria pelo lado  esquerdo de meu rosto.

— Está dizendo para mim que vamos…? — Pus a mão na boca. — Não tem outra solução?

— Acha mesmo que eu estaria aqui perdendo o meu precioso tempo com você, se não tivesse uma solução viável?! — Ela respondeu ríspida.

— Tsc! É melhor esse afrodisíaco dar certo — falei no mesmo tom. — Não estou no clima para sexo, mesmo que seja com uma mulher bonita.

— Ora, ora, Inojin está se revelando uma flor? — A vadia sabe mesmo como jogar sal na ferida.

— Não é isso — dei as costas para ela.

Eu não quero fazer isso por causa dela… Seria traição demais para mim. Até porque não suporto mais acordar cada manhã e ver a minha face através do espelho, pois só o que vejo é um traidor que não merece amizade alguma. E para completar vou ter que me submeter a outra missão constrangedora.

— Eu estava me guardando para outra pessoa — confessei uma meia verdade. — Estive esperando por ela pacientemente, mas agora…

— Pois é… São os ossos do ofício, meu caro Yamanaka. Só quero que saiba que tudo isso é estritamente profissional e ético, bom não é nada ético, mas segue a fórmula. Seja um bom garoto e engula o choro, pelo menos vai ganhar experiência comigo.

— Eu entendo — senti a minha cabeça latejar de dor. —  Quem eu vou ser?

— Sasuke…

— Presumo que fará o papel de Hinata.

A rosada riu.

— Infelizmente. Mais estranho do que isso não fica.

— Foi como proferido: "são os ossos do ofício". Agora temos que arcar com as responsabilidades.

Fui o primeiro a sair e seguir para o endereço instruído. Não estava interessado na sua expressão carregada de repreensão. Tampouco queria estar na presença de todas essas pessoas.

— Não faço essa droga toda só por mim — comentei sozinho. — Faço por nós dois.

 

 

Como cheguei primeiro ao lugar indicado, tive tempo de sobra para tomar um banho demorado. Se eu fosse fazer isso de verdade, preciso ao menos estar no jeito. Então dentro do quarto 127 no hotel x eu aguardava ansiosamente pela rosada, claro, sempre aparando uma aresta solta sobre a minha higiene pessoal.

— Inojin… — Ouvi a sua voz. — Já está pronto? — Ela indagou, após me ver só de roupão de banho da cor branca.

— Entre logo e feche a porta, eles não sabem que estou aqui — avisei.

— Melhor assim — disse ela.

Sakura trajava a sua costumeira camisa qipao vermelha sem mangas, fora a calça justa da cor branca e sandálias negras de salto. Mas tinha um pequeno diferencial: ela usava um casaco marrom de pele falsa.

— Eu vou ao banheiro — avisou para mim. — Volto em 20 minutos.

— Leve o tempo que for preciso — respondi.

Assim a mulher seguiu em frente e se trancou lá, provavelmente deve estar pensando no quanto isso é louco. Eu pensaria nisso. Poxa, qual é? Ambos estamos sendo forçados a recorrer tal artimanha para implantar uma mentira no coração de meus amigos, enquanto o Hokage se encarrega dos verdadeiros desafios, que são Sasuke e Hinata.

E sendo bem franco eu já superei essa fase de "trair os amiguinhos", só não imaginei que o mesmo método seria aplicado em mim, embora as minhas atitudes sejam feitas de modo bastante profissional e controlado.

— Acalme-se, ela pensa da mesma forma.

Eu não amo Uchiha Sakura, tampouco sinto qualquer sentimento por ela, mas sei que é preciso fazer isso pelo bem da missão. Se quisermos destruir aqueles quatro, e posteriormente salvar Konoha, precisamos usar qualquer tipo de arma contra eles.

— No fim é um preço pequeno a se pagar.

Portanto nesse ínterim de divagação não percebi que já haviam se passado 20 minutos…

— Inojin… Vem cá — ela me chamou, após sair do banheiro só de roupão. — Eu tenho duas doses de afrodisíaco comigo e outros para a transformação. Beba esta última primeiro.

— Quais são os efeitos colaterais? — Peguei um frasco preenchido por um líquido rosa transparente.

— Você só sentirá um pouco de tontura assim que começar a se transformar, é melhor se sentar — explicou a mulher bebendo outro frasco.

Não deu nem três minutos e comecei a sentir uma forte formigação na minha pele, porém não me incomodava, contudo, a tontura foi instantânea. Por tal efeito tive que me deitar.

— Parece que existe uma pressão sobre mim, o quê?! — Espantei-me ao ouvir a voz de outro homem, mas não a de um homem qualquer, era voz dele! — Essa voz…

Finalmente me levantei e fui até ao banheiro.

— Não sinto mais nada — comentei, após vislumbrar a minha nova aparência. — Isso é normal?

— Ha-hai… — A voz dela…

Quando comecei a andar novamente, o meu tato voltou ao normal, assim pude  sentir novas sensações sobre o meu corpo: eu estava mais alto, mais corpulento e a minha visão esquerda estava sendo coberta por mechas  escuras. Até o meu modo de se portar havia mudado.

— Pareço sisudo — analisei a minha postura. — Sakura-sensei…

— Hum?! — A face dela estava extremamente corada, até parecia a verdadeira Hinata. — O-o que foi?

Na hora a vergonha abateu o meu espírito, afinal, não era uma simples mulher na minha frente… Era a imagem da própria Uzumaki Hinata.

— Você… Está perfeita…  — Elogiei.

— Tsc! Poupe-me de seus elogios — ela virou o rosto inconformada.

— Certo, certo… — Passei a minha mão na nuca. — Vou acionar todas as câmeras.

— Já havia preparado? — Ela parece surpresa.

— Foi rápido, só levei alguns minutos — respondi apertando play pelo celular. — Podemos?

— Ara! Para quê a pressa? — A morena cismou.

— Quanto mais rápido, melhor! Ou quer fazer as preliminares? — Estendi a minha mão para ela. — Eu quero beber primeiro.

— Ok, entendi — Sakura pegou um frasco para si e deu outro para mim. — Dessa vez a sensação começará mais devagar, mas quando sentir não haverá mais volta. E-entendeu?

— Sim…

— Por quê está sorrindo?! — A morena se exaltou.

— Porque parece a verdadeira Hinata — revelei.

— Não diz isso… — Ela se encolheu.

— É assim que funciona? Nós não só absorvemos os gestos e comportamentos, mas tambem adquirimos certa capacidade de imitar a personalidade? Você realmente é única.

— Tá bom — Sakura cruzou os braços, enquanto eu fiquei na sua frente.

— É melhor irmos para cama — sugeri sentindo o meu âmago pegar fogo.

Resolvi me despir primeiro, tirando todo o roupão e ficando nu. Na hora a morena ficou vermelha de vergonha, até eu senti um embaraço enorme, porém mantive a postura profissional.

Sakura se deitou na cama e eu fiquei sobre ela, cercando todos os lados e impossibilitando a mulher de escapar, até porque senti uma forte emoção de ser o dominador. Acredito que por ser homem, a libido em mim funcionou mais rápido. Porque o meu corpo ficava mais quente, intenso e voraz. Enquanto ela, por ser mais feminina e assumir uma identidade gentil, a sua fragilidade entrava em choque contra os instintos sexuais alarmantes.

— Eu vou tirar isso de você — avisei puxando o seu roupão para o lado. — No início não serei carinhoso, mas tentarei me controlar, não quero que nada fuja do controle. Pode me ajudar nisso?

— Si-sim… — Ela suspirou lubricamente quando abri de vez o seu roupão, revelando para mim um belo par de seios exuberantes. — Hum… — A morena engole o gemido..

Finalmente fiquei entre as suas pernas, roçando as nossas genitálias simultaneamente, fazendo a mulher soltar longos suspiros lúbricos. O efeito da droga já estava pegando fogo.

— Sakura… — Sussurrei o seu nome.

— Não me chama mais assim, esqueceu-se de que eu sou a Hinata? — Ela brincou.

— Desculpe…

Por fim segurei as suas mãos e cruzei os nossos dedos, ao mesmo tempo em que a beijei pela primeira vez.

E aqui, neste quarto, nós realizamos a nossa primeira ação contra Boruto e Sarada.

Felizmente  eu não imaginei que seria tão gostoso… Afinal… Como poderia adivinhar ter duas mulheres ao mesmo tempo? Sendo que são duas numa só?

— Sasuke-kun! Hummmm… — Beijei-a profundamente, enquanto a nossas línguas se entrelaçaram numa forma bastante devassa, culminando num tesão devastador, isso sem contar a forte luxúria que se apoderava por ambos os corpos. — Hoje você é meu, só meu.

Sim… Hoje eu serei especialmente seu… Só seu… — Merda! A droga está mexendo com a minha mente.

 

É iniciada uma jogada contra Boruto e Sarada. Terá sido o verdadeiro Hokage responsável por todas essas artimanhas ou não? Sakura está mesmo disposta a seguir em frente com isso? E Inojin? Que dúvida e incerteza ainda o perturba? Só no próximo capítulo!!!

 

 

 



 

 

 



 

 


Notas Finais


Só eu que estou com saudades de uma interação Inojin e Ino? E não foi dessa vez que a Himawari apareceu!!! E LEMBRANDO QUE ESSE CAPÍTULO NÃO TEM NENHUMA INTERAÇÃO ROMÂNTICA, É TUDO PROFISSIONAL! Aliás, nem sei se vou me aprofundar num hentai desses. Acho que essas cenas só serviram como explicação mesmo.


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