História My friend has a crush on you - EXO - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Xiumin
Tags Chanbaek, Exo, Hunhan, Kaisoo, Texting
Visualizações 147
Palavras 3.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI AMORECOS AAAAAA
Deixa eu avisar: o capítulo de hoje é um pouco do tenso então vocês podem querer me matar.
SE PREPARA QUE LÁ VEM BOMBA
Me desculpem qualquer coisa uhasiaudhs não me odeiem depois

Boa leitura e até as notas finais xoxo

Capítulo 22 - Twenty Two


Felizmente nada havia acontecido naquela noite, depois da mensagem misteriosa que me mandaram. O resto da noite continuou animado como deveria ser, com um Baekhyun bêbado cantando e um Luhan não tão sóbrio implicando com seu irmão mais novo. Kyungsoo e Jongin, felizmente, acabaram por ficar mais próximos depois do incidente – não tão incidente assim – de Kyungsoo ter beijado o mais novo. Por fim, todos foram para suas casas para descansarem, e eu havia ficado na casa de Baekhyun, mesmo que não estivesse nem um pouco afim de dormir. Ele ressonava calmo do lado direito da cama, com os cabelos caídos no rosto e os braços por baixo do travesseiro, o dando um ar completamente infantil, enquanto eu apenas estava sentado olhando a tela do celular e as mensagens que trocava com Sehun, que também não conseguia dormir. A cada cinco minutos eu me levantava para checar as janelas, vendo se poderia teralgum estranho do lado de fora, e Sehun fazia o mesmo, avisando assim como eu se estava tudo bem.

 

Sehunnie:

Nada.

Eu não entendo como eles conseguiram seu número.

 

Você:

Ou como sabiam aonde nós estávamos.

Eu realmente achei que eles fossem fazer algo.

 

Sehunnie:

Talvez estejam esperando o momento certo...

Eles são inteligentes, Channie

ELE é inteligente...

 

Você:

Eu sei, isso me assusta

Estou com medo de sair daqui agora.

Tem certeza de que não viu nada estranho pelo caminho?

 

Sehunnie:

Não

Só me lembro de um bêbado quase caindo na rua enquanto tentava segurar sua garrafa de pinga

Mas só isso

 

Você:

Se você fosse ELE, qual seria seu momento perfeito?

 

Sehunnie:

Não sei, talvez quando estivéssemos sozinhos?

 

Você:

Não, você sabe bem como ELE é, gosta de se aparecer e fazer escândalo.

Se aquela vez foi quando estávamos sozinhos, agora não vai ser.

Só não sabemos quando ele pode aparecer

 

Sehunnie:

Pode ser a qualquer instante

 

Você:

A qualquer instante...

 

Bloqueei o celular mais uma vez, olhando pela décima vez contada na noite o rosto de Baek dormindo, enquanto o coração acelerado dominado por medo e frustração batia forte contra o peito. Baek era indefeso, fraco demais, parece que poderia quebrar a qualquer momento, e eu não poderia submeter a vida dele a uma situação de perigo a qual eu provavelmente estava imposto. Minha mente se rasgava no meio de tanto pensar em soluções plausíveis que não afetassem nem Luhan e nem Baekhyun. Planos inúteis e sem nexo passavam pela cabeça mas nenhum era bom demais ou confiante demais. Fugir? Não, Baek não poderia largar da escola agora que estava no último ano. Se esconder? Agora era inútil já que ELE sabia onde estávamos. O único jeito era ter que enfrentá-lo, mas isso era arriscado demais, perigoso demais, e não parecia uma alternativa muito chamativa.

Acabei optando por me deitar, ainda observando o rosto sereno ede Baekhyun, me ajeitando em baixo da coberta ao lado de Baek. O frio que eu sentia nem se dava pelo vento fraco que entrava pela janela, era um frio psicológico, aquele que a gente sente quando sabe que algo terrível está por acontecer. E o pior era que iria mesmo acontecer, quisesse eu ou não. Fiquei horas ali apenas observando Baek e pensando em uma maneira de não machucar ele com toda a verdade que seria esmurrada em sua cara se eles realmente acabassem por encontrar com ELE. Apenas fui dormir quando o sol já estava nascendo lá fora, e os passarinhos já saíam cantando pela cidade.

 

. . .

 

Acabei acordando em um pulo, me levantando rápido tentando encontrar o ar para respirar. Quando me dei conta de que havia sido apenas um pesadelo, respirei fundo sentindo a cabeça doer e meu corpo se negar a acordar. A cama estava vazia, tendo apenas meu corpo sobre ela e algumas roupas de Baekhyun jogadas em cima da mesma. O sol batia forte no quarto mostrando que já estava de tarde, fazendo um ar quente percorrer pelo quarto, como se estivéssemos em pleno verão. Balançei a cabeça, esfregando as mãos nos olhos, e bati fraco com a palma das mãos e minhas bochechas, como em um impulso para acordar direito.

O sonho era o mesmo de sempre, o mesmo pesadelo que me rodeava desde um ano atrás, desde que ELE nos torturou como fez, nos deixou as marcas – evidentes ou não – nos tratando como animais em abate. O pesadelo era um replay eterno do momento em que apanhávamos daqueles homens grandes, comigo recebendo as chicoteadas e com Sehun recebendo os murros e socos tão fortes. A única diferença dos pesadelos dos outros dias para o de aquele dia em especial, era de que Baekhyun estava lá, assistindo tudo, amarrado em uma cadeira com a boca tampada e os olhos transbordando em lágrimas. No pesadelo, ele estava vendo a parte mais crua e mais horrorosa do pior momento que eu havia passado, ele estava vendo tudo, e chorando não pelo que eu estava passando, e sim pela pessoa que eu fui.

Quando coloquei os pés no chão, fazendo força para levantar, a cabeça doeu mais e o corpo amoleceu, me fazendo entender já o que estava passando. Era uma simples ressaca de domingo. Forcei mais uma vez meus músculos, levantando logo depois e seguindo o trajeto que eu já estava casualmente acostumado. Os passos pesados contra a escada evidentemente acusavam de que eu estava descendo por ali, e logo que cheguei no último degrau, a cabeça de Baekhyun apareceu da porta da cozinha, sorridente enquanto desejava um “bom dia”. Sorri de volta, andando até lá e vendo Baekhyun de avental tentando cozinhar algo no fogão. Seria uma cena bonita se Oh Sehun não estivesse jogado na cadeira da cozinha, apoiando sua cabeça na mesa enquanto falava algo que fazia Baekhyun sorrir gostoso enquanto mexia na panela. Caminhei até ele, dando um leve selar em seus lábios, o fazendo sorrir feliz, e logo depois me juntei a Sehun na mesa, batendo em sua cabeça quando me sentei, vendo-o se levantar reclamando, mas sorrindo ao me perceber ali.

- Vai morar aqui agora, é? – perguntei enquanto ele se ajeitava na cadeira para me olhar apropriadamente. Ele apenas sorriu e negou com a cabeça.

- Baekhyun chamou a gente para almoçar. – Sehun disse, enquanto Baek concordava e continuava a mexer na panela, fazendo um cheiro gostoso sair de lá.

- A gente? – sem que Sehun precisasse responder minha pergunta, Luhan surgiu pela porta da sala, carregando um pacote branco de farinha, com Jongin a seu encosto, e seguiu reto para onde Baek estava, estendendo o mesmo pacote para ele.

- Só tinha esse. – Ele se virou e viu que eu estava ali, sorrindo enquanto caminhava até Sehun, se sentando ao lado dele enquanto Jongin apenas ficou em pé perguntando algumas coisas sem nexo para Baekhyun. – Olá Park Chanyeol.

- Puta merda, o que eu fiz? Chamar pelo nome inteiro nunca é bom. – Sehun riu, seguido pelos outros que riram alto pela minha expressão preocupada. Luhan apenas sorriu fraco, encostando a cabeça nos ombros de Sehun, que se pôs a abraçar o namorado.

Eles começaram a conversar entre si, rindo enquanto Baek cozinhava com a ajuda de Jongin, e eu apenas estava concentrado em meu mundo particular e problemático. O medo agora consumia parte da minha alma, me fazendo temer tudo, sentir fraco e sem proteção. O sonho não tinha sido dos melhores, fazendo que aquele tempo que dormi fosse em vão, me causando apenas mais e mais dores de cabeça. Sehun percebeu o meu estado mas acabou não falando nada, ele apenas me olhava atento, pedindo uma explicação silenciosa. Mas o silêncio que eu fazia já era resposta o suficiente, e ele sabia disso.

 

. . .

 

Por fim, os três acabaram passando a tarde ali jogando conversa fora, e as vezes Baekhyun falava algumas coisas de Kyungsoo para Jongin, que ouvia tudo atentamente como se anotasse tudo em sua mente. Quando começava a escurecer, decidimos que estava calor demais e que um sorvete não mataria ninguém. Pelo menos era o que esperávamos. Baekhyun entrava sorridente na grande sorveteria que já estava um pouco cheia, me puxando consigo, falando de que ele queria comer sorvete até explodir. Naquele momento, Kyungsoo estava acompanhando nosso grupo de amigos como em um pedido de Baek para lhe fazer companhia.

- Morango! – Baek se exaltou pedindo seu sabor e eu achei extremamente fofo, me lembrando do gosto que seus lábios tinham. – E você, Channie? Vai querer do que?

- Menta, por favor.

- EW. – ele fez uma cara de nojo enquanto eu pegava o sorvete e andava para me sentar junto aos outros. – Como você consegue gostar disso?

- Gostando, ué.

- Ele tem gostos peculiares – Sehun disse, me dando um tapa no ombro, rindo e Luhan o acompanhou mostrando sua risada extremamente escandalosa.

Acabei por rir também, olhando para fora pela vitrine da sorveteria, tentando acompanhar o fluxo de pessoas que andavam ali de um lado para o outro. Mas no outro lado da rua havia uma figura a qual eu conhecia bem. Bem até demais. Paralisei o olhar ali, como se tentasse distinguir se era uma alucinação ou se era real e fechei os olhos, abrindo novamente depois, vendo que realmente não havia ninguém ali.

“Devo estar ficando louco já.”

Sehun me olhou preocupado, fazendo um barulho baixo para chamar minha atenção.

- Eu juro que vi ELE ali. – falei sem fazer barulho, apenas mexendo a boca esperando que ele fosse bom em leitura labial, e ele entendeu, arregalando os olhos.

- Agora? – ele fez o mesmo e eu balancei positivamente a cabeça. Se ele realmente estivesse ali, nos seguindo, nós estaríamos completamente fudidos, e o pior é que estávamos com Baekhyun, Luhan, Jongin e Kyungsoo de companhia.

- Você ta bem, Channie? – Baek me cutucou com os ombros para que eu prestasse atenção nele e ele demonstrava uma expressão de preocupação. Acenei que sim com a cabeça e ele voltou a atenção ao sorvete, me oferecendo logo depois. Eu sorri, e neguei com a cabeça, roubando rapidamente um beijo seu, fazendo ele me olhar assustado e corar fracamente.

- Tem o mesmo gosto... – me expliquei vendo ele corar mais, e senti os olhos de Kyunsgoo sobre nós.  Ele nos olhava, mas quando percebeu que eu o encarei, voltou a falar com Jongin.

Quando terminei o sorvete, esperei os outros terminarem e falei com Sehun para irmos para um lugar que tivessem várias pessoas para o caso de sermos atacados. E então fomos dar uma última volta no centro antes de ir embora, e admiramos cada parte da cidade tão iluminada. As pessoas iam ou voltavam de uma festa todas bem vestidas, outras estavam cantando ou dançando em alguma parte, algumas lojas abertas com várias pessoas dentro, e todos sorridentes. Assustei quando senti a mão de Baekhyun segurar a minha, e observei ele olhar pra frente com um sorriso pequeno no rosto e levemente corado, então segurei sua mão de volta, me sentindo completamente protegido de tudo. Era isso que ele me passava, proteção. Ele cuidava de mim na mesma intensidade que Sehun ou Luhan. Passamos em frente a uma loja de brinquedos, com aqueles que você ganha um prêmio, e Baek começou a espernear dizendo que queria um ursinho, então tivemos que entrar.

Depois de muito tempo (muito tempo mesmo) saímos de lá com dois ursinhos, um que eu consegui para Baekhyun, e outro que Jongin conseguiu e deu para Kyungsoo, e também um Luhan emburrado por Sehun ter quebrado a máquina bem na hora que ele iria pegar o seu. No começo, Baek ficou emburrado por não ter conseguido o que ele queria, e sim uma flor de pelúcia gigante, do tamanho de um travesseiro, mas logo depois estava abraçado com a mesma sorrindo abobalhado e me dando beijos no rosto agradecendo. Jongin demonstrou uma enorme habilidade para pegar os ursinhos e conseguiu pegar exatamente o que Kyungsoo tinha dito ser o mais fofinho, fazendo o mesmo abrir um enorme sorriso quando ele pegou. E saímos da loja então com duas pessoas sorridentes, uma emburrada, outra com uma expressão de “foda-se” e dois com uma expressão de medo olhando para todos os lados. Esses dois últimos era eu e Sehun, que não parávamos de observar todos para saber se corríamos perigo ou não. E quando decidimos que estava tudo bem, suspiramos aliviado, mas parece que foi cedo demais.

- Ora, ora, ganhei na loteria hoje. Achei as duas princesinhas.

Paramos na hora, eu e Sehun reconhecíamos bem aquela voz maldita. Os outros garotos ficaram confusos e olharam para trás quando perceberam que nós havíamos parado. Nos viramos e confirmamos que era ele, ali na frente, com várias pessoas do lado. Merda, por que fomos passar por essa rua que não tinha quase ninguém, apenas para chegar mais rápido? Ele começou a andar em nossa direção e nós andávamos para trás, cada vez que ele se aproximava.

- E estão acompanhados ainda? – ele sorriu sádico, movendo as mãos e os outros começaram a vir junto com ele, mas eles passaram reto e começaram a segurar os meninos. Contei e faltavam dois, ali estavam somente Baek e Luhan, parece que Jongin e Kyung conseguiram correr. Ele segurou os meninos e quando fui para soltar eles, senti braços ao meu redor, e vi eles segurando Sehun também.

“Merda.”           

- O que você quer? – falei quase cuspindo, tentando me soltar dos braços daqueles homens. – Anda, o que você quer?

- Nossa, tá bravo? – ele falou se aproximando de mim e eu comecei a me debater, impedindo ele de chegar perto o suficiente. – Eu quero que vocês me façam um favorzinho.

- Nós não vamos fazer nada. – foi Sehun quem falou, e seu rosto estava transbordando de ódio.

Ele sorriu pequeno mais uma vez, e, mais rápido que qualquer coisa, ele deu um chute em meu estômago, me fazendo gritar e encolher de dor, e consegui ouvir os gritos de Baek e Luhan atrás de mim. Ele olhou para eles, e deu outro sorrisinho. Passou por mim, indo na direção deles e eu comecei a me debater novamente, vendo Sehun fazer o mesmo, tentando se soltar à todo custo. Se ele relasse nos dois, ele estaria definitivamente morto.

- São seus namoradinhos? Vocês sabem o que aqueles dois ali fizeram? – Falou e voltou aonde estava, e eu respirei aliviado por ele não ter feito nada com os dois. Parou em frente a nós dois, e soltou uma risada alta, me fazendo tremer. – Vocês não contaram pra eles, meninos?

Eu apenas bufei, tentando ainda me soltar e impedir de ele falar qualquer coisa que fosse do nosso passado para eles. A dor que tomou conta do meu estômago me impediu de continuar a me mexer, e eu vi Sehun desistindo também, apenas aceitando o seu destino. O homem andou e parou em minha frente, levantando meu rosto para olhar ele e soltando outro sorriso grande.

- Você não contou pro seu namoradinho? – sussurrou apenas para mim – Que você é um assassino e que trabalhava para mim?

- CALA A BOCA! – acabei gritando, fazendo ele soltar um riso, fingindo estar assustado e soltando meu rosto, se virando de costas, mas logo se virou rapidamente, me dando um soco no rosto, me fazendo gemer e ouvir mais uma vez os gritos atrás. – Me desculpe, Baek... – sussurrei apenas para mim.

- Não grite comigo, seu viadinho de merda. – Ele começou a andar, rodeando o local para ver se estavam realmente sozinhos ali, e sorriu satisfeito ao concluir que sim. Se voltou para nós, sorrindo ao passar as mãos no rosto de Sehun, que apenas virou tentando ignorar o toque. Ele se virou para a frente, olhando Baekhyun e Luhan que ainda estavam chorando com as bocas tampadas pelas mãos dos capangas dele. – O que temos aqui, meus caros, é um show de horrores.

Quando ele começou a falar, eu automaticamente me debati mais uma vez tentando me soltar e impedir de que ele falasse qualquer coisa que fosse. Ele parou na minha frente, me deixando estático enquanto sorria e me observava de cima a baixo.

- Vocês namoram dois assassinos. – ele disse alto e claro, ainda mantendo os olhares sobre mim. Logo depois alisou meus fios antes de deixar mais um soco em meu rosto. O grito que saiu de meus lábios com certeza fora o mais alto da noite, não pela dor física, mas pela dor emocional. – Eles estavam sozinhos, coitados. Aquele ruivo ali veio correndo atrás de mim me pedir ajuda.

Ele andou até Sehun, que continuou parado sem falar ou se mexer. Luhan se debatia atrás, tentando gritar através das mãos que tampavam seus lábios. Eu virei meu rosto, tendo a visão de um Luhan aos prantos tentando se soltar, e Baekhyun olhando para mim com uma cara confusa, chorando igualmente. Sussurrei um “desculpa” antes de me virar para ELE novamente.

- Eu sei que sou o cara mal da história, mas eles são assassinos então tambem são maus, não é? – Ele se voltou para mim, estendendo um pacote que eu reconhecia bem. Cocaína. – Esse aqui era viciado, não tinha mais salvação, e como estava a meus pés, eu o mandei matar e ele matou. Coitado. Dois escravinhos que agora vão voltar para meus trabalhos, não é?

- Vai se fuder, seu velho escroto. – cuspi em seus pés, e ele fez um barulho com a boca como se estivesse impressionado e mais uma vez senti seus pés em meu estômago, gritando mais alto dessa vez por ter acertado no mesmo lugar.

- Você vai falar assim com seu pai, menino? Eu te criei, você tinha que me respeitar!

- Você NUNCA foi meu pai. – falei rindo de canto com sarcasmo na voz – e NUNCA vai ser.

De fato, aquele homem na minha frente, foi quem me deu a vida, mas eu não considerava ele como um pai. Pra mim ele não era nada além de alguém que destruiu minha vida. Senti o coração apertar lembrando da cena de minha mãe morta em minha frente e ele com uma arma na mão do outro lado da sala, sorrindo o mesmo sorriso sarcástico de merda, e logo depois saindo da casa, me deixando ali sozinho com o corpo dela no chão. Era por isso que eu não tinha família, pois ele matou a minha família. Ele se virou de costas e se sentou no chão, como se não tivesse acontecendo nada ali.

- Podem bater neles, só não machuquem os bonitinhos ali – disse apontando para Baekhyun e Luhan. – Esses dois podem servir pra alguma coisa.

E mais uma vez estávamos passando por aquilo, outros dois vieram em nossas direções e começaram a nos bater com tanta força que eu já havia parado de gritar por simplesmente ter perdido qualquer tipo de força naquele momento. Deram-nos socos e chutes e eu já sentia o gosto de ferro do sangue em minha boca, fechando os olhos e apenas esperando a morte ali mesmo. Se eles nos pouparam aquela vez, não nos poupariam agora. Minha cabeça começou a doer muito, e eu ouvia uns zumbidos, e pensei que logo perderia a consciência. Ouvi os gritos abafados e desesperados de Luhan implorando para eles pararem e consegui ouvir bem fraco o choro de Baekhyun, e eu me senti extremamente mal por ter feito ele passar por tudo aquilo e ainda ver a minha morte ali, depois de um dia todo calmo e tranqüilo.

 Ainda de olhos fechados, sentindo os impactos em meu corpo, lembrei dos momentos que passamos, de quando vi ele pela primeira vez, de quando nos beijamos pela primeira vez e seus lábios com gosto de morango, de quando fizemos amor pela primeira vez. De quando nos falamos pela primeira vez. Aquela mensagem estava gravada em minha mente, a primeira mensagem que ele me mandou. Sem perceber, comecei a chorar ali, tão desesperadamente, por estar morrendo daquela forma tão fútil e desgraçada, e ainda ter que fazer ele ver tudo aquilo. Ouvi um grito de Sehun e abri os olhos, vendo ele ainda se debater e gritar de dor e só chorei mais.

- Eu realmente tentei gostar de você garoto. – ele falou se aproximando de mim, e abaixou em minha direção fazendo os outros pararem de me bater. – Mas sabe, você é tão irritante, igual sua mãe era.

Eu não conseguia falar nada, não conseguia nem ao menos me mover e só chorei mais. Vi ele se levantando novamente e parando,olhando fixamente para mim, e meu corpo todo tremeu quando vi ele tirando uma arma de sua cintura. Ele olhou a arma e algumas gotas de suor frio desceram sobre mim. Luhan ainda gritava, mas agora acompanhado de Baek novamente, e eles gritavam tão alto que eu achava incrível que, mesmo que fossem gritos abafados, ninguém tinha ouvido ainda e fosse ali ver o que estava acontecendo. Ele girou a arma na mão e sorriu mais uma vez, antes de apontar ela para mim, mirando exatamente no meu coração. Pelo menos eu morreria na hora.

- O bom é que você sabe o que aconteceu com sua mãe, não é? – disse movendo a arma e rindo mais uma vez – Então você já sabe o que vai acontecer com você.

Eu fechei os olhos mais uma vez, apenas esperando que ele atirasse, e por um momento perdi todos os meus sentidos, não conseguindo ouvir mais nada, apenas a batida do meu coração. Ouvi o barulho da arma e apertei os olhos esperando a dor, mas ela não veio. Não veio ardência, não veio nada. Senti um corpo cair sobre mim e meu coração acelerou pensando na possibilidade de ser Baekhyun, Luhan ou Sehun, mas quando abri os olhos, não era nenhum dos três que estavam ali. O silêncio foi assustador, da mesma maneira que aquele corpo em cima de mim estava sendo. E então eu vi, um pouco longe, Kyungsoo com uma arma na mão, apontando para o corpo de meu pai agora morto em mim, e atrás dele, um Jongin correndo em sua direção, desesperado. Senti os que me seguravam, me soltar, e vi os outros saírem correndo, nos deixando ali, com meu pai morto em cima de mim, Kyungsoo com a arma na mão, e os outros traumatizados e paralisados. Ouvi o barulho da sirene da polícia e vi Kyungsoo cair no chão ajoelhado, com os olhos arregalados e os braços tremendo, e logo depois, os policiais vieram em nossa direção.


Notas Finais


DESCULPA
EU JURO
AAAAAAAAAAAAAAA
Mas me diz, Kyungsoo salvou a pátria, não salvou?
Mas a pergunta agora é: como ficarão os casais? EU TO TRISTE? TO

Muito obrigada por todo o carinho, pelos comentários e favoritos e pelos incentivos que recebo de vocês <3 LOVE Y'ALL


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